{"id":234,"date":"2020-12-21T17:53:36","date_gmt":"2020-12-21T20:53:36","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/?page_id=234"},"modified":"2026-07-23T10:17:45","modified_gmt":"2026-07-23T13:17:45","slug":"o-corpo-como-midia-uma-leitura-contemporanea-de-imagens-de-nu-masculino-na-arte","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/ensino\/ensaios-em-hipermidia\/o-corpo-como-midia-uma-leitura-contemporanea-de-imagens-de-nu-masculino-na-arte\/","title":{"rendered":"O corpo como m\u00eddia: uma leitura contempor\u00e2nea de imagens de nu masculino na arte"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p><b>Cesar Silva Barcelos J\u00fanior<\/b><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00a0<\/h2>\n<h3>RESUMO<\/h3>\n<p>Este texto busca introduzir uma an\u00e1lise contempor\u00e2nea do corpo nu masculino na Hist\u00f3ria da Arte, sugerindo que esse corpo seja entendido como um tipo de m\u00eddia; como potencial suporte para a express\u00e3o de uma informa\u00e7\u00e3o. Esta informa\u00e7\u00e3o, cristalizada na retrata\u00e7\u00e3o do corpo nu masculino \u2013 e entendida de acordo com o conceito de inobjeto de Flusser \u2013 conteria a persist\u00eancia de uma afetividade entre homens que pode ter sido registrada no tempo pela Hist\u00f3ria da Arte e \u00e9 mais bem percebida por observadores gays. Para desenvolver tal hip\u00f3tese o presente ensaio prop\u00f5e uma montagem de imagens, que se encontram dispon\u00edveis da web, inspirada no <i>Atlas Mnemosine<\/i> de Aby Warburg, transitando por algumas retrata\u00e7\u00f5es desde a Gr\u00e9cia Antiga, at\u00e9 os dias de hoje. O objetivo \u00e9 que ao final do texto o leitor possa captar uma poss\u00edvel camada de interpreta\u00e7\u00e3o da imagem do um homem nu na arte como portadora de um pathos homoafetivo. Este ensaio perfaz-se como desdobramento do artigo \u00c9 poss\u00edvel usar o &#8216;m\u00e9todo&#8217; warburguiano na busca de uma arte homoafetiva?<\/p>\n<p>* Parte deste texto foi apresentado no XIV Encontro de Hist\u00f3ria da Arte realizado na Unicamp, entre 04 e 08 de novembro de 2019.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<h3><strong>QUEST\u00c3O PRINCIPAL:<\/strong><\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens de nus masculinos na Hist\u00f3ria da Arte poderiam ser entendidas como uma forma de m\u00eddia a transmitir informa\u00e7\u00f5es a respeito de uma afetividade entre homens?<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens de um homem nu na hist\u00f3ria da arte usualmente foram produzidas com alguma fun\u00e7\u00e3o ligada ao refor\u00e7o da masculinidade, como retra\u00e7\u00e3o de her\u00f3is e seus feitos, por exemplo. A proposi\u00e7\u00e3o deste ensaio \u00e9 a retomada do caminho dessas imagens desde a antiguidade at\u00e9 os dais atuais, buscando observar se tais representa\u00e7\u00f5es poderiam informar algo al\u00e9m do que j\u00e1 consta no c\u00e2none da hist\u00f3ria da arte. Este ensaio configura-se como uma proposta de an\u00e1lise de imagens hist\u00f3ricas a partir de um entendimento contempor\u00e2neo. Com esse entendimento, possivelmente este trabalho implique em incorrer em certo anacronismo nessas observa\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o invalida a an\u00e1lise dado seu car\u00e1ter de exerc\u00edcio ret\u00f3rico hipot\u00e9tico, e n\u00e3o de uma afirma\u00e7\u00e3o a respeito de tais imagens . Alinhado \u00e0 assertiva de Didi-Huberman\u00a0(2019, p. 43)\u00a0de que \u201cs\u00f3 h\u00e1 hist\u00f3ria anacr\u00f4nica\u201d, nosso entendimento \u00e9 de que o acesso aos acontecimentos hist\u00f3ricos \u00e9 sempre feito a partir de viv\u00eancias presentes. Portanto, algum grau de anacronismo invariavelmente manifestar-se-\u00e1 quando algu\u00e9m se disp\u00f5e a dissertar a respeito de per\u00edodos hist\u00f3ricos anteriores ao nosso.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seguindo por essa linha,\u00a0 as imagens dessas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas n\u00e3o ser\u00e3o pensadas como algo duro, como mera materialidade (hardware) de uma produ\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, mas como imagem portadora de informa\u00e7\u00e3o ou c\u00f3digos (software) que ainda podem ser decodificados pela cultura contempor\u00e2nea. De acordo com Flusser \u201ctodo objeto cont\u00e9m informa\u00e7\u00e3o, seja livro ou quadro, seja lata ou garrafa. Para trazer a informa\u00e7\u00e3o \u00e0 tona, basta decifrar o objeto\u201d (FLUSSER, 2006, p. 32). Desta forma, as imagens de nus masculinos ser\u00e3o, neste trabalho, entendidas como objetos informacionais ou inobjetos (RAMIRO in FLUSSER, 2006, p. 31).<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas qual informa\u00e7\u00e3o teriam tais imagens? Na hip\u00f3tese de existir tal informa\u00e7\u00e3o, seria ela a mesma, dado que as imagens constantes neste trabalho ser\u00e3o de autores, \u00e9pocas e contextos diferentes? Na tentativa de elucidar tais quest\u00f5es, o ensaio prop\u00f5e a aproxima\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de montagem de imagens proposto por Aby Warburg em seu <em>Atlas Mnemosine<\/em>. Esse Atlas constitui-se de uma cole\u00e7\u00e3o de imagens de objetos art\u00edsticos (e\/ou fragmentos de imagens), de elementos arquitet\u00f4nicos, de objetos arqueol\u00f3gicos de diversas partes do mundo e de \u00e9pocas diversas. Quando colocadas em conjunto essas pe\u00e7as, depreende-se delas\u00a0uma linha condutora. Um certo tipo de mem\u00f3ria antiga destaca-se de suas unidades, tornando mais evidente o caminho hist\u00f3rico de determinada informa\u00e7\u00e3o que carregam. Assim, a respeito da Mnemosyne, ou da mem\u00f3ria que perpassa o artista no momento da confec\u00e7\u00e3o de seu trabalho, Warburg desenvolve: &#8220;[&#8230;] esta, com o seu alicerce de material imag\u00e9tico, pretende ser, em primeiro lugar, um invent\u00e1rio de pr\u00e9-cunhagens documentais, as quais puseram ao artista individual os problemas da recusa ou da assimila\u00e7\u00e3o dessa premente massa de impress\u00f5es&#8221; (WARBURG, 2018, p. 224). Conforme esse\u00a0excerto, Warburg fala-nos a respeito da mem\u00f3ria (e por analogia, do seu\u00a0<i>Atlas Mnemosine<\/i>) como um \u201cinvent\u00e1rio\u201d de imagens e impress\u00f5es antigas, das quais o artista se utiliza para realizar seus trabalhos. Assim, o <i>Atlas Mnemosine<\/i> seria uma materializa\u00e7\u00e3o dessa mem\u00f3ria antiga.\u00a0<\/p>\n<p>Este ensaio pretende atrav\u00e9s do m\u00e9todo warburguiano montar um Atlas de imagens de nus masculinos correspondentes \u00e0\u00a0hist\u00f3ria da arte e\u00a0que se encontram dispersas na internet. A partir disso, pretendemos desenvolver uma reflex\u00e3o a respeito de tais imagens.\u00a0Citando Rampley,\u00a0Lissovsky (2014, p.316.)\u00a0enuncia em seu artigo sobre Aby Warburg: &#8220;O m\u00e9todo de montagem de Warburg, por sua vez, &#8216;refletiria seu entendimento da cultura como espa\u00e7o de mem\u00f3ria, do qual s\u00edmbolos visuais e outros funcionam como um arquivo de mem\u00f3rias justapostas&#8217;\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse espa\u00e7o que existe entre o observador e a imagem que residem \u201cfantasmas\u201d e \u201cespectros\u201d antigos, cheios de informa\u00e7\u00f5es codificadas, adormecidas e esperando para serem rememoradas. Assim, \u201cos s\u00edmbolos seriam os ve\u00edculos, na mem\u00f3ria social, da carga energ\u00e9tica vinculada \u00e0 experi\u00eancia emocional das gera\u00e7\u00f5es passadas\u201d (LISSOVSKY, 2014, p.312). Em outro sentido, conforme Lev Manovich<em>\u00a0<\/em>(2017, p. 6), propomos a met\u00e1fora das imagens como <em>hard disks<\/em> que armazenariam informa\u00e7\u00f5es de um passado \u00e0s quais podemos ter um acesso facilitado devido \u00e0 nossa maior capacidade de processamento da atual tecnologia. Segundo relata Manovich:<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote class=\"is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><b>I think of a later approach not just as an interesting intelectual exercise but as something which ethically we must do \u2013 in order to see old and new culture as one <i>continuum<\/i>; in order to make new culture richer through the use of the aesthetic techniques of old culture; and in order to make old culture comprehensible to new generations which are comfortable with concepts, metaphors and techniques of a computer and network era.<\/b><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha desse m\u00e9todo para a an\u00e1lise das imagens citadas neste ensaio, e para a busca das marcas deixadas pela homoafetividade na hist\u00f3ria da arte, reside na identifica\u00e7\u00e3o com o rompimento dos limites do formalismo e da an\u00e1lise puramente est\u00e9tica e visual das obras de arte. Disso decorre a possibilidade de entend\u00ea-las como portadoras de informa\u00e7\u00f5es antropol\u00f3gicas e sociol\u00f3gicas importantes. Esse entendimento, em parte, utiliza-se das \u201clentes\u201d da(s) chamada(s) Teoria(s) Queer(s) ao propor certa desestabiliza\u00e7\u00e3o das formas usuais de leitura e entendimento das imagens aqui expostas. De acordo com Antonio de Lion ao tratar da vis\u00e3o de mundo apregoada pela(s) Teoria(s) Queer(s): &#8220;Esse olhar &#8216;desestabilizador&#8217; tem a ver com uma desconstru\u00e7\u00e3o acerca de pressupostos tidos como imut\u00e1veis; [segundo] tais pressupostos at\u00e9 mesmo entende[-se] o pr\u00f3prio corpo como algo de dif\u00edcil acesso, constru\u00eddo pela natureza e impossibilitado de protocolos de leituras.&#8221; (DE LION, 2017, p. 255)<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A montagem partir\u00e1 do <i>kouros<\/i> grego, per\u00edodo Arcaico (s\u00e9c. VIII \u2013 VI a.c.); essa escultura era entendida como uma manifesta\u00e7\u00e3o da beleza do corpo masculino e como uma forma de oferenda aos deuses. A atitude corporal \u00e9 sempre a mesma com bra\u00e7os estendidos ao longo do corpo e a perna esquerda \u00e0 frente da direita e um leve sorriso no rosto. Mas tamb\u00e9m se depreende um fator sensual do corpo masculino em tais est\u00e1tuas, as n\u00e1degas e coxas s\u00e3o eloquentes e demonstram um corpo trabalhado por exerc\u00edcios f\u00edsicos e, tamb\u00e9m, uma latente energia sexual. De acordo com David Leddick:\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><b style=\"font-family: &apos;Droid Sans&apos;, arial, sans-serif;font-size: 12px;font-style: normal\">In ancient Greece the nude male body was considered the ideal subject for sculpture. The tunics and togas in which men dressed in any case left much male flesh exposed. However, conducting sports competitions completely nude was a conscious decision on the part of the Greeks. (LEDDICK, 2015, p.7)<\/b><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b style=\"font-family: &apos;Droid Sans&apos;, arial, sans-serif;font-size: 12px;font-style: normal\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/3851_lightbox.jpg\" alt=\"\" width=\"298\" height=\"650\" \/><br \/><\/b>Est\u00e1tua do kouros. \u00c1tica, c. 530 a.c. Acervo do Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de Atenas. Altura 1,94 cm. Fonte: &lt;https:\/\/www.namuseum.gr\/en\/collection\/archaiki-periodos\/&gt;. Acesso em 07 dez 2020.<b style=\"font-family: &apos;Droid Sans&apos;, arial, sans-serif;font-size: 12px;font-style: normal\"><br \/><\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A partir do s\u00e9culo V a.C., Per\u00edodo Cl\u00e1ssico, as est\u00e1tuas gregas passam a expressar a ideia de movimento com tor\u00e7\u00f5es de tronco, dobras de pernas, movimento de bra\u00e7os. O Disc\u00f3bolo de M\u00edron (escultor, 480 \u2013 440 a.C.) \u00e9 um dos primeiros exemplos. Apesar de n\u00e3o existirem originais dessa est\u00e1tua, apenas c\u00f3pias romanas, o Disc\u00f3bolo, com suas caracter\u00edsticas naturalistas, leva \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do que era considerado um padr\u00e3o de corpo bonito. Outro artista usualmente citado na literatura \u00e9 Policleto, escultor que viveu em torno de 450 a.C., o qual estabeleceu o C\u00e2none, trabalho te\u00f3rico que tratava das propor\u00e7\u00f5es do corpo humano. O seu objetivo geral era a clareza, o equil\u00edbrio e a perfei\u00e7\u00e3o; o seu \u00fanico meio de comunica\u00e7\u00e3o era o corpo despido de um atleta numa atitude intermedi\u00e1ria entre o movimento e o repouso. (CLARK, 1956).\u00a0Clark fala-nos a respeito da obra de Policleto como um todo, e trata especificamente do Dor\u00edforo e do Diadumeno, os trabalhos mais conhecidos do artista &#8212;\u00a0nenhum original de sua produ\u00e7\u00e3o se conservou at\u00e9 os nossos dias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aspecto da genit\u00e1lia nas esculturas gregas \u00e9 subdimensionada em rela\u00e7\u00e3o ao real, devido \u00e0 import\u00e2ncia que os gregos davam ao homem como um todo, e n\u00e3o somente ao falo. Podemos entender a partir disso que os gregos eram cautelosos na express\u00e3o completa do potencial sexual masculino em suas esculturas, enquanto cenas de namoro, personagens com ere\u00e7\u00f5es e sexo propriamente dito eram relativamente comuns em pinturas de vasos. J\u00e1 no per\u00edodo Helen\u00edstico (300 a.C. \u2013 1) quando houve a fus\u00e3o da cultura grega cl\u00e1ssica com a cultura oriental devido \u00e0 expans\u00e3o do territ\u00f3rio maced\u00f4nico para o oriente, a representa\u00e7\u00e3o do nu masculino tomou duas vertentes: uma masculinidade exagerada, da qual podemos citar como exemplos o <i>Torso de Belvedere<\/i> e o <i>Hercules Farn\u00e9sio<\/i>; e a escultura de jovens e meninos pr\u00e9-p\u00faberes em imagens de Eros, o deus do amor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/0009GK01.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"800\" \/>\u00a0<br \/>Dor\u00edforo. C\u00f3pia romana encontrada em Pomp\u00e9ia, c. 440 a.c. Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de N\u00e1poles, It\u00e1lia. Dispon\u00edvel em &lt; http:\/\/www.barsa.planetasaber.com\/brasil\/asp\/Preview9.asp?IdPack=9&amp;IdPildora=0009GK01&gt;. Acesso em 10 dez 2020.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio da Idade M\u00e9dia (s\u00e9culo V \u2013 XV), a exposi\u00e7\u00e3o dos corpos diminui gradativamente devido aos valores crist\u00e3os dessa \u00e9poca que separam o corpo da alma. Oliveira escreve que \u201c[&#8230;] o corpo nu se tornou um vetor de desonra, devendo, portanto, se restringir ao privado\u201d (OLIVEIRA, 2017, p. 8). A It\u00e1lia do s\u00e9culo XV \u00e9 o ber\u00e7o do Renascimento; movimento que buscava retomar a arte, a ci\u00eancia, o saber e os valores do Per\u00edodo Cl\u00e1ssico Grego. Mais especificamente, na cidade de Floren\u00e7a, devido \u00e0 conjun\u00e7\u00e3o de poder financeiro, pol\u00edtico e interesse em artes da fam\u00edlia M\u00e9dici, que governava a cidade. Nesse ambiente desenvolve-se o talento de Miguel \u00c2ngelo Buonarroti, escultor, pintor e arquiteto.<\/p>\n<p>\n\n\n<div style=\"position: fixed;top: -4568px;left: -4039px\"><p>Le choix de visiter <a href=\"https:\/\/simsinocasino-france.com\">simsinocasino-france.com<\/a> se r\u00e9v\u00e8le judicieux pour quiconque recherche un casino fiable. Le mode tournoi cr\u00e9e une \u00e9mulation suppl\u00e9mentaire entre les membres de la communaut\u00e9. Les tours gratuits offerts \u00e0 l&#8217;inscription permettent de d\u00e9couvrir les machines vedettes sans risque. Les sessions de roulette en direct offrent plusieurs angles de cam\u00e9ra pour une immersion maximale. Les titres exclusifs disponibles uniquement sur la plateforme ajoutent une vraie valeur \u00e0 l&#8217;offre. Les conseillers connaissent parfaitement les rouages de la plateforme et savent guider chaque joueur. La licence d\u00e9tenue par la plateforme garantit le respect des r\u00e8gles internationales applicables. 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(BERENSON in Z\u00d6LNER E THOENES, 2008, p. 70)<\/b><\/p>\n<p><b>Em 1501 Michelangelo recebe como encomenda esculpir um gigante em um bloco de m\u00e1rmore, que foi encomendado anteriormente ao escultor Agostino di Duccio. A pe\u00e7a de m\u00e1rmore de Carrara \u00e9 espl\u00eandida e toda no sentido da altura. Desse bloco de pedra Miguel \u00c2ngelo faz surgir um homem no auge de sua juventude; para Ren\u00e9e Arbour \u201cno mais belo momento da vida de homem, na primavera do homem\u201d (ARBOUR, 1962, p. 42).<\/b><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Miguel \u00c2ngelo fez do her\u00f3i crist\u00e3o um her\u00f3i grego. \u00c9 o guerreiro que avan\u00e7a ao encontro do monstro. Teseu diante do Minotauro. Retratado nesse gesto de aud\u00e1cia que leva \u00e0 a\u00e7\u00e3o [sic], ele encarna a For\u00e7a (Fortezza) e a C\u00f3lera (Ira), que na Renascen\u00e7a eram consideradas as duas maiores virtudes c\u00edvicas. (ARBOUR, 1962, p<b>. <\/b>42)<b>.\u00a0<\/b>Miguel \u00c2ngelo, ent\u00e3o com 26 anos, confeccionou uma escultura <em style=\"font-family: &apos;Droid Sans&apos;, arial, sans-serif;font-size: 12px\">sui generis<\/em> se comparada com o Davi de outros artistas do seu tempo. A imagem \u00e9 de um jovem nu, com corpo musculoso, um atleta ol\u00edmpico, inspirado nas figuras antigas de H\u00e9rcules. Seu corpo est\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o do <em style=\"font-family: &apos;Droid Sans&apos;, arial, sans-serif;font-size: 12px\">contrapposto,\u00a0<\/em>emanando concentra\u00e7\u00e3o, decis\u00e3o e orgulho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/DAVI.jpg\" alt=\"\" width=\"516\" height=\"774\" \/><br \/>Davi, Miguel Angelo Buonarroti, m\u00e1rmore, 5,17m, 1504. Galeria da Academia de Belas Artes de Floren\u00e7a, It\u00e1lia. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:%27David%27_by_Michelangelo_Fir_JBU003.jpg&gt;. Acesso em 07 dez 2020.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0<\/p>\n<h3 style=\"font-style: normal;line-height: 18px\">Arte moderna e contempor\u00e2nea<\/h3>\n<p>Thomas Eakins (1844 \u2013 1916), atualmente, \u00e9 considerado um dos grandes artistas do movimento realista norte-americano. Mas seu trabalho foi criticado durante sua carreira devido seu interesse na retrata\u00e7\u00e3o do nu masculino. Para Eakins, a imagem de um corpo nu era a imagem da perfei\u00e7\u00e3o. Sua po\u00e9tica n\u00e3o residia no erotismo, mas na admira\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina humana feita de pele, ossos e m\u00fasculos. Sempre com uma abordagem naturalista, procurava retratar cenas cotidianas como um banho em uma lagoa ou um atleta treinando remo. N\u00e3o obstante as fotografias de Eakins n\u00e3o terem sido pensadas para aprecia\u00e7\u00e3o p\u00fablica, mas para servirem de base para seu trabalho de pintura e como material did\u00e1tico para suas aulas, essas mesmas fotografias o colocam como um dos maiores fot\u00f3grafos daquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/Imagem1.jpg\" alt=\"\" width=\"636\" height=\"920\" \/> [Thomas Eakins, Nude, Playing Pipes], Thomas Eakins, fotografia, 22,7 x 16,6 cm (irregular), c. 1883. Dispon\u00edvel em &lt; https:\/\/www.metmuseum.org\/art\/collection\/search\/271889&gt; Acesso em 07 dez 2020.[\/caption]<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0<\/p>\n<p>Chama aten\u00e7\u00e3o a pose do banhista em p\u00e9 no quadro <em>The Swimming Hole <\/em><b>[1]<\/b>, de 1885; sua imagem atrai o olhar do espectador dessa obra, o relaxamento de sua musculatura e o contorno de suas costas e a n\u00e1degas, est\u00e3o em destaque. A composi\u00e7\u00e3o piramidal fala por si. A pose do banhista remete-nos ao <i>Davi<\/i> de Donatello, embora mesmo com toda a sinuosidade da figura no quadro de Eakins, este n\u00e3o passa a mesma carga de languidez que a de Donatello. A composi\u00e7\u00e3o das tr\u00eas figuras sobre as pedras remete \u00e0s sensa\u00e7\u00f5es homoafetivas que s\u00e3o objetos de estudo neste ensaio; s\u00e3o poses, olhares, gestos e toda uma aura que indica a tal leitura. Thomas Eakins teve uma rela\u00e7\u00e3o de amizade com o poeta Walt Whitman e ambos artistas possu\u00edam um tra\u00e7o em comum em sua po\u00e9tica, o interesse por uma profunda camaradagem entre homens que, por sua vez, est\u00e1 ligado a uma sobreviv\u00eancia de um comportamento que foi bastante enfatizado na Antiguidade Grega.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/The-Swimming-Hole.png\" alt=\"\" width=\"980\" height=\"735\" \/> Swimming, Thomas Eakins, \u00f3leo sobre tela, 69,5 x 92,4 cm. 1885. Acervo do Amon Carter Museum of American Art. Fonte: &lt; https:\/\/artsandculture.google.com\/asset\/swimming\/pQFJ66N0WjSbeA?hl=pt-BR&gt; . Acesso em 07 dez 2020.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0<\/p>\n<h3>\u00a0<\/h3>\n<p>A imagem do nu masculino encara uma quebra de paradigma durante o s\u00e9culo XX. No final dos anos 60 e in\u00edcio dos anos 70 os homossexuais masculinos, nos Estados Unidos, iniciaram um movimento de liberdade e contra os preconceitos dos quais eram v\u00edtimas. Organizaram-se em associa\u00e7\u00f5es para defender seus direitos e, de certa maneira, inspirados pelos movimentos feministas que tamb\u00e9m ganhavam for\u00e7a nessa mesma \u00e9poca, colocaram em pauta uma agenda de reivindica\u00e7\u00f5es de direitos. A centralidade do homem na sociedade, o patriarcado e o machismo come\u00e7avam a ser evidenciados e questionados. Nesse cen\u00e1rio surgiram diversas revistas sobre o f\u00edsico masculino como Athletic Model Guild ou Physique Pictorial que mostravam modelos em tangas e muitos m\u00fasculos a mostra. Come\u00e7a, nessa mesma \u00e9poca, o surgimento de uma arte pass\u00edvel de ser chamada, especificamente, de arte gay ou homoarte.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conceito de homoarte envolve conte\u00fados socioculturais e pol\u00edticos-ideol\u00f3gicos. \u00a0A din\u00e2mica da homoarte estabelece-se na intera\u00e7\u00e3o de teoria e pr\u00e1tica marcada pela cr\u00edtica e distanciamento do sistema hegem\u00f4nico sem, com isso, constituir-se como uma rea\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es est\u00e9ticos da discursividade majorit\u00e1ria. A frui\u00e7\u00e3o d\u00e1-se em um espa\u00e7o entre a est\u00e9tica, o homoerotismo <b>[2]<\/b>, a pol\u00edtica e a cultura.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote class=\"is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><b>[&#8230;] a complexidade da constru\u00e7\u00e3o do conceito de homoarte n\u00e3o se atem, exclusivamente, a uma forma especifica e delineada de uma rela\u00e7\u00e3o ou identidade homoer\u00f3tica, mas a uma manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica do desejo entendido sob o ponto de vista est\u00e9tico que pode estar redimensionada a partir de certa homoeroticidade. Portanto, a homoarte deve ser vista como um projeto te\u00f3rico, confirmada na descri\u00e7\u00e3o densa do objeto, capaz de nome\u00e1-la. (GARCIA, 2003, p.)<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o da homoarte acontece, verdadeiramente, em um determinado p\u00fablico. \u00c9 uma arte que se realiza completamente quando atinge um determinado, nicho, um \u201cgueto\u201d <b>[3]<\/b>. Seus elementos constitutivos est\u00e3o profundamente ligados a um segmento de p\u00fablico. Logo, existe uma identifica\u00e7\u00e3o sociocultural, uma proje\u00e7\u00e3o que muitas vezes gera prazer.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado esse panorama da \u00e9poca, voltamos nosso olhar para a representa\u00e7\u00e3o da imagem do nu masculino no Brasil. Nesse momento hist\u00f3rico o Brasil vivia o inicio do Golpe Militar de 1964 e os chamados Anos de Chumbo, quando a repress\u00e3o da ditadura militar intensificou-se com a edi\u00e7\u00e3o do AI-5 <b>[4]<\/b>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inserido nesse contexto pol\u00edtico, Alair de Oliveira Gomes, nascido em 1921, em Valen\u00e7a, no Estado do Rio de Janeiro, desenvolve seu trabalho fotogr\u00e1fico centrado na retrata\u00e7\u00e3o do corpo masculino. Realizou exposi\u00e7\u00f5es fotogr\u00e1ficas em Nova Iorque, Paris, Bolonha, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Toronto. Escreveu cr\u00edticas de arte e de fotografia. E faleceu v\u00edtima de homofobia , aos 71 anos. Ap\u00f3s sua morte, seu trabalho fotogr\u00e1fico ganhou exposi\u00e7\u00e3o na Bienal de Fotografia de Curitiba e nos museus MAM e MIS em S\u00e3o Paulo e destaque internacional em uma exposi\u00e7\u00e3o na Funda\u00e7\u00e3o Cartier em Paris e em Nova Iorque. A maior parte de seu trabalho encontra-se hoje sob os cuidados da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e \u00e9 composto por aproximadamente 16 mil fotografias e 170 mil negativos. O prof\u00edcuo trabalho de Alair Gomes \u00e9 revolucion\u00e1rio no Brasil por articular o desejo e a linguagem, homoerotismo e fotografia; desenvolvendo um olhar, um voyeurismo art\u00edstico. Sua caracter\u00edstica mais marcante \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o constante das fotografias em sequ\u00eancias que, desta forma, abrem espa\u00e7o para uma narrativa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/alair-5.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"891\" \/> Fragmento da s\u00e9rie The Course of the Sun, Alair Gomes, c. 1977\/1980. Reprodu\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica C\u00e9sar Barreto, dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/d3swacfcujrr1g.cloudfront.net\/img\/uploads\/2000\/01\/000054002013.jpg&gt; Acesso em 07 dez 2020.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/ALAIR-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"1847\" \/> Fragmento da s\u00e9rie Esportes, Alair Gomes, d\u00e9c. 1970\/80, Cole\u00e7\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/adelantesp.tumblr.com\/post\/129642295786\/alair-gomes-s%C3%A9rie-esportes-rio-de\/amp&gt; acesso em 07 dez 2020.<\/p>\n<p><strong style=\"color: #222222;font-family: &apos;Droid Sans&apos;, arial, sans-serif;font-size: 18px\">\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Este trabalho apontou para uma informa\u00e7\u00e3o homoafetiva em imagens de corpos masculinos nus de \u00e9pocas e pa\u00edses diferentes e a forma como a arte possibilita a manifesta\u00e7\u00e3o de afetos que por diversas vezes s\u00e3o inviabilizados pela sociedade e como os artistas usam essa pot\u00eancia art\u00edstica para manifestar poss\u00edveis afetos eroticos.<\/p>\n<p>Ao utilizar m\u00e9todo que Aby Warburg empregou em suas an\u00e1lises para encontrar a resist\u00eancia das imagens pag\u00e3s em pinturas renascentistas, \u00e9 poss\u00edvel buscar pela sobreviv\u00eancia da eroticidade entre homens da Antiguidade Grega nas imagens do nu masculino pela Hist\u00f3ria da Arte. Warburg encontrou na imagem da Ninfa a sua <strong><em>nachleben der antigue<\/em><\/strong>. A proposta desta pesquisa \u00e9 pensar na imagem do Eros, com a presen\u00e7a de sua flecha f\u00e1lica sempre \u00e0 m\u00e3o e nunca escondida sob panejamentos. Esse Eros espera ser rememorado em seu lugar filos\u00f3fico que n\u00e3o pode, nem deve ser reduzido \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es orienta\u00e7\u00f5es sexuais apenas. O Eros homoafetivo traz, agora constitu\u00eddo como um pathosformels (na linguagem warburguiana) ou um inobjeto (para Flusser), uma est\u00e9tica pr\u00f3pria vinculada \u00e0 profunda \u00e9tica de uma arte homoafetiva, onde o corpo masculino \u00e9 retratado e despido de seus s\u00edmbolos de grandeza e hero\u00edsmo, tornando-se inobjeto que pode estar a comunicar desejo e de prazer. Ao mesmo tempo esse corpo do homem passa \u00e0 materialidade &#8211; distanciando-se da ideia de algo impossibilitado de ser mostrado, observado, analisado e fruido pelo Outro &#8211;\u00a0 podendo assim ser visto, tocado, agredido, desmontado, desconstru\u00eddo e, finalmente, humanizado. Como uma forma de agrega\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses levantadas por este trabalho, apresento nesta conclus\u00e3o a montagem do atlas mnemosine das imagens analisadas e ao final o v\u00eddeo da apresenta\u00e7\u00e3o da performance Primal Matter (2013), de Dimitris Papaioannou. Nessa performance o artista, que se encontra no palco de costume preto, busca alegorizar os embates entre a raz\u00e3o e o instinto, a mente e o corpo. Dela tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel depreender os inc\u00f4modos do homem com a retrata\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio corpo, os embargos de um homem em reconhecer a beleza masculina e as profundas ra\u00edzes hist\u00f3ricas e antropol\u00f3gicas que est\u00e3o presentes na figura\u00e7\u00e3o do corpo masculino nu, h\u00e1 tamb\u00e9m uma camada de interpreta\u00e7\u00e3o que recupera as imagens da antiguidade para repens\u00e1-las em contraste com as imagens do homem contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/ATLAS-2.jpg\" alt=\"\" width=\"843\" height=\"673\" \/> Atlas Mnemosine, C\u00e9sar Silva Barcelos J\u00fanior, colagem digital, 2020<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=fVYnDxC3yuE&#038;list=PLKLBQxzHkZPVlN9C7zM3LbpMkjlb9g8Rn&#038;index=2&#038;has_verified=1<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>Notas:<\/strong><\/h3>\n<p>[1]\u00a0O t\u00edtulo original dessa pintura \u00e9 Swimming, e encontra-se, assim nomeada, no Amon Carter Museum of American Art. A bibliografia consultada para este artigo utilizou o t\u00edtulo The Swimming Hole, ao qual tamb\u00e9m utilizei.<\/p>\n<p>[2]\u00a0\u00a0Rela\u00e7\u00e3o er\u00f3tica, sem necessariamente ser sexual ou genital, entre pessoas do mesmo sexo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>[3] Gueto \u00e9 um bairro ou regi\u00e3o de uma cidade onde vivem os membros de uma etnia ou qualquer outro grupo minorit\u00e1rio, frequentemente devido a injun\u00e7\u00f5es, press\u00f5es ou circunst\u00e2ncias econ\u00f4micas ou sociais. Por extens\u00e3o, designa todo estilo de vida ou tipo de exist\u00eancia resultante de tratamento discriminat\u00f3rio. Fonte: Wikip\u00e9dia:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>[4] O Ato Institucional N\u00famero Cinco (AI-5) foi o quinto de dezessete grandes decretos emitidos pela ditadura militar nos anos que se seguiram ao golpe de estado de 1964 no Brasil. [&#8230;] foi emitido pelo presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968. Isso resultou na perda de mandatos de parlamentares contr\u00e1rios aos militares, interven\u00e7\u00f5es ordenadas pelo presidente nos munic\u00edpios e estados e tamb\u00e9m na suspens\u00e3o de quaisquer garantias constitucionais que eventualmente resultaram na institucionaliza\u00e7\u00e3o da tortura, comumente usada como instrumento pelo Estado. Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ato_Institucional_N%C3%BAmero_Cinco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikip\u00e9dia<\/a>. Consultado em 23\/10\/2018. ]<\/p>\n<strong>\u00a0<\/strong>\n<h3><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n<p>ARBOUR, Ren\u00e9e. <strong>Miguel \u00c2ngelo<\/strong>. Barcelos: Editora do Minho, 1985.<\/p>\n<p>CLARK, Kenneth. <strong>O Nu<\/strong>. Lisboa: Editora Ulisseia, 1956.<\/p>\n<p>DE LION, Antonio. Corpo anacr\u00f4nico (sucedido por uma alegoria <em>queer<\/em> para as musas). In: NETO, Miguel R. S.; GOMES, Aguinaldo R. (Orgs.). <strong>Hist\u00f3ria &amp; Teoria Queer<\/strong>. Salvador: Devires, 2018.<\/p>\n<p>DIDI-HUBERMAN, Georges. <strong>Diante do tempo<\/strong>: a hist\u00f3ria da arte e anacronismo das imagens. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Casa Nova, M\u00e1rcia Arbex. Belo Horizonte: Editora UFGM, 2015.<\/p>\n<p>FLUSSER, Vil\u00e9m. Do inobjeto.\u00a0<strong>ARS (S\u00e3o Paulo)<\/strong>,\u00a0<em>[S. l.]<\/em>, v. 4, n. 8, p. 30-35, 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.revistas.usp.br\/ars\/article\/view\/2970&gt;. Acesso em: 15 out. 2020.<\/p>\n<p>GARCIA, Wilton. <strong>Homoerotismo &amp; imagem no Brasil<\/strong>. S\u00e3o Paulo: FAPESP,\u00a02003.<\/p>\n<p>HILL, Gary. <strong>Inasmuch as it is already taking place<\/strong>. 1990. 16 monitores de tv em preto e branco e cabos, 40.6 x 136.5 x 172.7 cm. Acervo do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.<\/p>\n<p>LEDDICK, David. <strong>The Male Nude<\/strong>. Col\u00f4nia: Taschen, 2000.<\/p>\n<p>LISSOVSKY, Maur\u00edcio. <strong>A vida p\u00f3stuma de Aby Warburg<\/strong>: por que seu pensamento seduz os pesquisadores contempor\u00e2neos da imagem? Boletim do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, Ci\u00eancias Humanas, Bel\u00e9m, v\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 . 9, n. 2, mai-ago. 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/bgoeldi\/v9n2\/a04v9n2.pdf&gt;. Acesso em 22 jun. 2019.<\/p>\n<p>MANOVICH, Lev. Post-media Aesthetics. 2001. Dispon\u00edvel em &lt;\u00a0http:\/\/manovich.net\/content\/04-projects\/033-post-media-aesthetics\/29_article_2001.pdf &gt;. Acesso em 14 dez. 2020.<\/p>\n<p>OLIVEIRA, Abel Santos. <strong>As representa\u00e7\u00f5es art\u00edsticas do corpo nu masculino<\/strong>. Goi\u00e2nia, 2017. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.anais.ueg.br\/index.php\/seja\/article\/view\/10699\">http:\/\/www.anais.ueg.br\/index.php\/seja\/article\/view\/10699<\/a>&gt; Acesso em: 10 Set. 2018.<\/p>\n<p>WARBURG, Aby. <strong>A presen\u00e7a do antigo<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o C\u00e1ssio Fernandes. Campinas: Editora da Unicamp, 2018.<\/p>\n<p>______<strong>. Hist\u00f3rias de fantasmas para gente grande<\/strong>: escritos, esbo\u00e7os e confer\u00eancias. 1. ed. Organiza\u00e7\u00e3o: Leopoldo Waizbort; tradu\u00e7\u00e3o: Lenin Bicudo B\u00e1rbara. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2019.<\/p>\n<p>Z\u00d6LLNER, Frank e THOENES, Christof. <strong>Miguel \u00c2ngelo:<\/strong> A obra integral de pintura, escultura e arquitetura. Lisboa: Taschen, 2008.cultura contempor\u00e2nea<\/p>\n<p><\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cesar Silva Barcelos J\u00fanior \u00a0 RESUMO Este texto busca introduzir uma an\u00e1lise contempor\u00e2nea do corpo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":403,"featured_media":239,"parent":860,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-full.php","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"class_list":["post-234","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",426,499,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",128,150,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",256,300,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",426,499,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",426,499,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",426,499,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",426,499,false],"post-thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",43,50,false],"small":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",125,146,false],"blog":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",231,270,false],"portfoliowidget":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",48,56,false],"portfoliosmall":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",320,375,false],"portfoliosmallnc":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",426,499,false],"blogsmall":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",210,246,false],"portfoliolarge":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",426,499,false],"itg_featured":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",256,300,false],"itg_post":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",213,250,false],"itg_widget":["https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/files\/2020\/12\/GARY-HILL-As-It-Is-Always-Already-Taking-Place-2.jpg",34,40,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"cesar.barcelos","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/author\/cesar-barcelos\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cesar Silva Barcelos J\u00fanior \u00a0 RESUMO Este texto busca introduzir uma an\u00e1lise contempor\u00e2nea do corpo [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/403"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234"}],"version-history":[{"count":139,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/234\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1660,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/234\/revisions\/1660"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/860"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/arteposmidia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}