{"id":39,"date":"2011-06-07T12:50:01","date_gmt":"2011-06-07T12:50:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/?p=39"},"modified":"2011-06-07T13:00:11","modified_gmt":"2011-06-07T13:00:11","slug":"prova-da-uniao-estavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/2011\/06\/07\/prova-da-uniao-estavel\/","title":{"rendered":"Prova da Uni\u00e3o Est\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p><strong>Como disse no \u00faltimo <em>post<\/em>, penso estar superada a quest\u00e3o da identidade entre uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva e uni\u00e3o est\u00e1vel heteroafetiva, pois o STF j\u00e1 se manifestou.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para que se configure a uni\u00e3o est\u00e1vel (homo ou hetero) n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria escritura p\u00fablica, nem particular. Isto \u00e9, nem contrato particular, nem contrato confeccionado pelo tabeli\u00e3o. Isso ocorre porque a uni\u00e3o est\u00e1vel se constituiu pelo simples fato de duas pessoas passarem a conviver como se casadas fossem, com o objetivo de constituir uma fam\u00edlia, desde que n\u00e3o haja impedimento legal para tanto. Isto \u00e9, a uni\u00e3o est\u00e1vel \u00e9 configurada na conviv\u00eancia p\u00fablica, cont\u00ednua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constitui\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia. Portanto, basta a realidade desse tipo especial de conviver, sendo dispensada qualquer manifesta\u00e7\u00e3o escrita dos companheiros.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sei que as pessoas est\u00e3o procurando cart\u00f3rios para elabora\u00e7\u00e3o de \u201cescritura de uni\u00e3o est\u00e1vel\u201d, mas penso que seja s\u00f3 pelo simbolismo que possui um documento feito pelo tabelionato.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ocorre que esse documento sozinho n\u00e3o \u00e9 suficiente para provar a exist\u00eancia dessa entidade familiar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Assim, surge a d\u00favida como provar\u00a0a exist\u00eancia dessa uni\u00e3o, pois sem isso n\u00e3o h\u00e1 como obter nenhum direito assegurado pelo STF (inclus\u00e3o em plano de sa\u00fade, requerimento de pens\u00e3o por morte, alimentos judiciais, partilha judicial de bens, por exemplo). Para tentar auxiliar os interessados, informo que em regra se usa a rotina adotada pelo INSS, a qual segue abaixo. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Para comprovar a uni\u00e3o est\u00e1vel, devem ser apresentados c\u00f3pia e original, de no m\u00ednimo tr\u00eas dos seguintes documentos, conforme o caso<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>Declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda do segurado, em que consta o interessado como seu dependente;<\/li>\n<li>Disposi\u00e7\u00f5es testament\u00e1rias;<\/li>\n<li>Anota\u00e7\u00e3o constante na Carteira Profissional &#8211; CP e\/ou na Carteira de Trabalho e Previd\u00eancia Social &#8211; CTPS, feita pelo \u00f3rg\u00e3o competente;<\/li>\n<li>Declara\u00e7\u00e3o especial feita perante tabeli\u00e3o<\/li>\n<li>Anota\u00e7\u00e3o constante de ficha ou Livro de Registro de empregados;<\/li>\n<li>Certid\u00e3o de nascimento de filho havido em comum;<\/li>\n<li>Certid\u00e3o de Casamento Religioso;<\/li>\n<li>Prova de mesmo domic\u00edlio;<\/li>\n<li>Prova de encargos dom\u00e9sticos evidentes e exist\u00eancia de sociedade ou comunh\u00e3o nos atos da vida civil;<\/li>\n<li>Procura\u00e7\u00e3o ou fian\u00e7a reciprocamente outorgada;<\/li>\n<li>Conta banc\u00e1ria conjunta;<\/li>\n<li>Registro em associa\u00e7\u00e3o de qualquer natureza onde conste o interessado como dependente do segurado;<\/li>\n<li>Ap\u00f3lice de seguro da qual conste o segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como sua benefici\u00e1ria;<\/li>\n<li>Ficha de tratamento em institui\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia m\u00e9dica da qual conste o segurado como respons\u00e1vel;<\/li>\n<li>Escritura de compra e venda de im\u00f3vel pelo segurado em nome do dependente;<\/li>\n<li>Quaisquer outros documentos que possam levar \u00e0 convic\u00e7\u00e3o do fato a comprovar.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como disse no \u00faltimo post, penso estar superada a quest\u00e3o da identidade entre uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva e uni\u00e3o est\u00e1vel heteroafetiva, pois o STF j\u00e1 se manifestou. Para que se configure a uni\u00e3o est\u00e1vel (homo ou hetero) n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria escritura p\u00fablica, nem particular. Isto \u00e9, nem contrato particular, nem contrato confeccionado pelo tabeli\u00e3o. Isso ocorre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Francisco Vieira Lima Neto","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/author\/francisco-lima\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Como disse no \u00faltimo post, penso estar superada a quest\u00e3o da identidade entre uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva e uni\u00e3o est\u00e1vel heteroafetiva, pois o STF j\u00e1 se manifestou. Para que se configure a uni\u00e3o est\u00e1vel (homo ou hetero) n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria escritura p\u00fablica, nem particular. Isto \u00e9, nem contrato particular, nem contrato confeccionado pelo tabeli\u00e3o. Isso ocorre&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39\/revisions\/44"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}