{"id":49,"date":"2011-06-10T23:11:51","date_gmt":"2011-06-10T23:11:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/?p=49"},"modified":"2011-06-10T23:16:51","modified_gmt":"2011-06-10T23:16:51","slug":"prescricao-da-pensao-alimenticia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/direitodefamilia\/2011\/06\/10\/prescricao-da-pensao-alimenticia\/","title":{"rendered":"Prescri\u00e7\u00e3o da Pens\u00e3o Aliment\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p>O \u00a72\u00ba do art. 206 do CCB estabelece que prescreve em dois anos a pretens\u00e3o para haver presta\u00e7\u00f5es alimentares, a partir da data em que se vencerem.<\/p>\n<p>Esse dispositivo legal se refere apenas \u00e0quelas presta\u00e7\u00f5es que tenham sido fixadas: 1. Por acordo extrajudicial (art. 1.124-A do CPC, por exemplo). 2. Por decis\u00e3o judicial, inclusive aquela que apenas homologa acordo judicial (em a\u00e7\u00e3o de alimentos, por exemplo).<\/p>\n<p>Assim, parece que o mais correto seria falar em prescri\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o (hoje, com as reformas do CPC, seria prescri\u00e7\u00e3o do \u201cdireito ao cumprimento da senten\u00e7a\u201d) e n\u00e3o da pretens\u00e3o, pois somente ocorreria o fen\u00f4meno da pretens\u00e3o antes de uma decis\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>Digress\u00f5es gramaticais \u00e0 parte,\u00a0\u00e9 certo que nas 2 hip\u00f3teses acima a prescri\u00e7\u00e3o s\u00f3 alcan\u00e7a as presta\u00e7\u00f5es devidas nos \u00faltimos dois anos, de maneira que o chamado fundo do direito n\u00e3o prescreve.<\/p>\n<p>Exemplo: tendo sido prolatada senten\u00e7a em 10\/2003 condenando Jo\u00e3o a pagar um sal\u00e1rio-m\u00ednimo a Pedro, este \u00faltimo fica inerte e n\u00e3o requer cumprimento da senten\u00e7a. Finalmente, vem requerer o cumprimento apenas em 05\/2006. Neste caso, somente ter\u00e1 direito \u00e0s presta\u00e7\u00f5es relativas aos dois \u00faltimos anos contados\u00a0 a partir de 05\/2006 (contados \u201cpara tr\u00e1s). Ou seja, o valor a ser executado tem que ser relativo ao per\u00edodo de 05\/2004 a 05\/2006.<\/p>\n<p>Caso n\u00e3o tenha havido fixa\u00e7\u00e3o de alimentos por meio de decis\u00e3o judicial ou de escritura p\u00fablica (em Div\u00f3rcio extrajudicial, por exemplo), n\u00e3o se aplica o dispositivo do CCB acima mencionado e os alimentos ser\u00e3o devidos apenas a partir da cita\u00e7\u00e3o (ou da antecipa\u00e7\u00e3o de tutela) na a\u00e7\u00e3o na qual s\u00e3o requeridos (a\u00e7\u00e3o de alimentos, de separa\u00e7\u00e3o, de div\u00f3rcio, de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade, de nulidade e de anula\u00e7\u00e3o de casamento). Isto \u00e9, n\u00e3o h\u00e1 direito a alimentos retroativos (\u00a72\u00bado art. 13 da Lei 5.478\/68).<\/p>\n<p>Tal ocorre tamb\u00e9m na\u00a0a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade cumulada com pedido de alimentos, ou seja, eles s\u00e3o devidos tamb\u00e9m a partir da cita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da senten\u00e7a (STJ \u2013 Embargos de Diverg\u00eancia no Recurso Especial \u2013 ERESP 64158\/MG e a Segunda Se\u00e7\u00e3o j\u00e1 decidiu, em sede de Embargos de Diverg\u00eancia em Recurso Especial que &#8220;em a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade cumulada com alimentos o termo inicial destes \u00e9 a data da cita\u00e7\u00e3o, com apoio no artigo 13, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 5.478\/68, que comanda tal orienta\u00e7\u00e3o em qualquer caso&#8221;. (ERESP n\u00ba 152.895\/PR, DJU de 22.05.2000).<\/p>\n<p>Todavia, se a a\u00e7\u00e3o for simplesmente de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade sem pedido expresso de alimentos, eles ser\u00e3o devidos \u2013 se a paternidade for comprovada, evidentemente \u2013 mas, apenas a partir da senten\u00e7a (ver art. 7\u00ba da Lei n\u00ba. 8.560\/92 \u2013 Lei de Investiga\u00e7\u00e3o de Paternidade). Se houver pedido de alimentos, eles ser\u00e3o devidos desde a cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00a72\u00ba do art. 206 do CCB estabelece que prescreve em dois anos a pretens\u00e3o para haver presta\u00e7\u00f5es alimentares, a partir da data em que se vencerem. Esse dispositivo legal se refere apenas \u00e0quelas presta\u00e7\u00f5es que tenham sido fixadas: 1. Por acordo extrajudicial (art. 1.124-A do CPC, por exemplo). 2. 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