BOLETIM N°65 | 3º TRIMESTRE DE 2021

O Boletim de Conjuntura em Economia da Ufes, produzido pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Conjuntura da Universidade Federal do Espírito Santo, chega a sua 65a edição no início de 2022. Seu formato segue a mesma estrutura da edição anterior, com quatro seções, a primeira com a análise do nível de atividade, política fiscal e setor externo, a segunda sobre a política monetária e inflação e a terceira tratando do mercado de trabalho. Completa o texto, a tradicional análise do economista Fabrício Oliveira, fazendo um balanço da política econômica no ano de 2021. Um anexo estatístico fecha o boletim.

Os textos que seguem interpretam os resultados referentes ao ano de 2021, aguardado como o momento da arrancada, ou da recuperação econômica, afinal, à estagnação econômica que se arrasta desde 2015 juntaram-se, em 2020, os graves efeitos provocados pela pandemia de Covid-19, tanto na esfera econômica, social e sanitária, como pelo trágico número de mortos causados pela doença, o qual ultrapassa a casa dos 631 mil óbitos. Assim, 2021 seria o momento da virada econômica, pelo menos assim apostavam os técnicos do governo e o próprio presidente Bolsonaro.

Porém, sob o título Brasil: condenado a não crescer, a análise conjuntural aqui desenvolvida questiona profundamente tal otimismo. Afinal, com o PIB se arrastando e atingindo nível inferior ao observado em 2014, com a inflação e a Selic apresentando fortes tendências de alta, com a informalidade, a subutilização da mão de obra, a queda do rendimento médio da força de trabalho e a permanência de 13,5 milhões de brasileiros em busca de trabalho, e com a tímida recuperação no número de ocupados se mostrando incapaz de reencontrar o patamar pré-pandemia, fica difícil projetar um cenário animador de crescimento para 2022. Principalmente quando somamos o fato de que a variante do coronavírus, a Ômicron, volta a elevar o número de casos e mortos por Covid-19, além de provocar nova pressão sobre a ocupação de leitos hospitalares.

Nesse sentido, os dados apresentados e o texto do professor Fabrício de Oliveira desconstroem o mítico discurso do ministro da economia, Paulo Guedes, excessivamente confiante. O professor Fabrício mostra, ainda, que as dificuldades de ordem interna ao país, somadas aos efeitos contracionistas da economia internacional, impõem uma dura realidade para a economia brasileira nos próximos anos.

Nós, professores e estudantes do Grupo de Conjuntura, convidamos a todas e todos para a leitura dos textos produzidos para a presente edição.

Boa leitura!

Grupo de Conjuntura

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