{"id":3900,"date":"1998-09-21T17:59:00","date_gmt":"1998-09-21T20:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=3900"},"modified":"2025-11-21T18:22:06","modified_gmt":"2025-11-21T21:22:06","slug":"boletim-no-04-setembro-1998","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/boletim-no-04-setembro-1998\/","title":{"rendered":"Boletim n\u00ba 04 &#8211; Setembro 1998"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-9354b935\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-container uagb-block-1da2b18f alignfull uagb-is-root-container\"><div class=\"uagb-container-inner-blocks-wrap\">\n<p>Este n\u00famero do nosso Boletim de CONJUNTURA est\u00e1 sendo conclu\u00eddo em um momento de profundas turbul\u00eancias no mercado financeiro internacional e no Brasil. Assim, algumas an\u00e1lises podem acabar desatualizadas pela rapidez dos acontecimentos. As primeiras semanas de setembro est\u00e3o sendo cruciais para a pol\u00edtica econ\u00f4mica do Governo Federal. Nas \u00faltimas semanas sa\u00edram do pa\u00eds cerca de US$ 15 bilh\u00f5es. A equipe econ\u00f4mica reduziu a taxa b\u00e1sica de juros e voltou a aument\u00e1-la, em 10 pontos percentuais, no espa\u00e7o de apenas dois dias. Editou um novo pacote cujo objetivo \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de R$ 4 bilh\u00f5es nos gastos p\u00fablicos at\u00e9 o final do ano. Passado alguns dias o governo volta a aumentar a taxa de juros, agora para 49,75% ao ano. Mas, o mercado continua com sua desconfian\u00e7a na capacidade do Governo em administrar a crise, pois a sangria de d\u00f3lares continua.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o atual mostra a fal\u00eancia do Plano Real. Constru\u00eddo sobre a abertura do pa\u00eds ao com\u00e9rcio exterior e financiado pelo acelerado ingresso de capitais especulativos parasit\u00e1rios, ele tem que pagar a conta, agora. Esta, apresenta-se na forma de redu\u00e7\u00e3o nos gastos p\u00fablicos em sa\u00fade, em educa\u00e7\u00e3o, em pesquisa e desenvolvimento cient\u00edfico, em investimentos e na redu\u00e7\u00e3o do crescimento da economia nacional. Entretanto, esses cortes nos gastos p\u00fablicos n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para saciarem a voracidade dos capitais especulativos nacionais e internacionais. No segundo n\u00famero de nosso boletim j\u00e1 anunciavamos que, naquela \u00e9poca, as estimativas dos analistas financeiros era de um potencial de sa\u00edda de US$ 160 bilh\u00f5es; no terceiro n\u00famero chamamos a aten\u00e7\u00e3o para a fragilidade do Plano Real, nas bases em que foi constru\u00eddo. Agora, o pr\u00f3prio mercado confirma a situa\u00e7\u00e3o de fal\u00eancia do Plano.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos hoje, novamente, face a uma situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade externa, pior do que \u00e0quela da crise da d\u00edvida dos anos 80. A primeira diferen\u00e7a, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele per\u00edodo, \u00e9 que \u00e9 o Brasil quem aumenta a taxa de juros e n\u00e3o o centro do capitalismo mundial. A segunda diferen\u00e7a importante \u00e9 que, al\u00e9m do aumento do endividamento de curto prazo, o ingresso de uma nova forma de capital, o especulativo parasit\u00e1rio, atinge magnitude sem precedentes, ap\u00f3s o in\u00edcio do Plano Real. Resta a mesma situa\u00e7\u00e3o na qual os pesados encargos desses compromissos ficam por conta dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o mais pobre do pa\u00eds. A classe dominante continua, como sempre, beneficiada pelas medidas de pol\u00edtica econ\u00f4mica tomadas, por um pequeno grupo de tecnocratas, em nome de todo o povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este Boletim, como os anteriores, apresenta um conjunto de indicadores que foram obtidos no Banco Central do Brasil, Minist\u00e9rio da Fazenda, Funda\u00e7\u00e3o IBGE e outras fontes, principalmente atrav\u00e9s da INTERNET. As informa\u00e7\u00f5es sobre o Esp\u00edrito Santo foram gentilmente cedidas pelas seguintes institui\u00e7\u00f5es: CDL, FINDES, IDEIES, SINE e DIEESE. Destacamos a colabora\u00e7\u00e3o especial do BANDES que forneceu os dados sobre o Com\u00e9rcio Exterior do Esp\u00edrito Santo, obtidos atrav\u00e9s do sistema ALICE.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-info-box uagb-block-cf0682ce uagb-infobox__content-wrap  uagb-infobox-icon-above-title uagb-infobox-image-valign-top\"><div class=\"uagb-ifb-content\"><div class=\"uagb-ifb-separator\"><\/div><div class=\"uagb-ifb-title-wrap\"><span class=\"uagb-ifb-title-prefix\">Departamento de Economia e Mestrado em Economia da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo<\/span><h3 class=\"uagb-ifb-title\">N\u00facleo de Estudos e Pesquisas e COnjuntura<\/h3><\/div><p class=\"uagb-ifb-desc\"><strong>Coordenadores<\/strong>: Fabr\u00edcio A. de Oliveira e Paulo Nakatani<br \/><strong>Editora\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jalisson Lage Maciel<br \/><strong>Participaram neste n\u00famero<\/strong>: Adriana Barbosa Gon\u00e7alves, Ang\u00e9lica Soares Gusm\u00e3o, Cl\u00e1udio Alves Monjardim, Edmara Ferreguetti Braga, Jalisson Lage Maciel, Larissa Soares Bressan, Lauri\u00e9te Caneva, Lucinedes Tesch, Marcos Adolfo Ribeiro Ferrari, Marcos Barcellos da Cunha e Silva, Marlon Gomes Ney, N\u00fabia Oliveira Bretas, Otniel Barcelos de Aquino, Romilda Alves Bernardino, Rosiane de Souza, Te\u00f3filo Henrique Pereira de Paula, Vanuza da Silva Pereira, Verana B Regattieri<br \/><strong>Colaboraram neste n\u00famero<\/strong>: Angela Maria Morandi e Reinaldo Antonio Carcanholo.<\/p><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-buttons uagb-buttons__outer-wrap uagb-btn__default-btn uagb-btn-tablet__default-btn uagb-btn-mobile__default-btn uagb-block-8b1cccb8\"><div class=\"uagb-buttons__wrap uagb-buttons-layout-wrap \">\n<div data-aos= \"fade-up\" data-aos-duration=\"400\" data-aos-delay=\"0\" data-aos-easing=\"ease\" data-aos-once=\"true\" class=\"wp-block-uagb-buttons-child uagb-buttons__outer-wrap uagb-block-89a27e81 wp-block-button\"><div class=\"uagb-button__wrapper\"><a class=\"uagb-buttons-repeater wp-block-button__link\" aria-label=\"\" href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B_QkFwH3dc-0cnA1WnZkdnVQcVU\/view?usp=sharing&amp;resourcekey=0-clETmxFSGVnPGxP6WMFfMA\" rel=\"follow noopener\" target=\"_blank\" role=\"button\"><div class=\"uagb-button__link\">Leia aqui o arquivo original<\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs uagb-block-0f4cdbd5 uagb-tabs__wrap uagb-tabs__vstyle7-desktop uagb-tabs__vstyle6-tablet uagb-tabs__stack1-mobile\" data-tab-active=\"0\"><ul class=\"uagb-tabs__panel uagb-tabs__align-left\" role=\"tablist\"><li class=\"uagb-tab uagb-tabs__active\" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab0\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"0\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Econ\u00f4mica<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab1\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"1\" role=\"tab\"><div>Infla\u00e7\u00e3o<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab2\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"2\" role=\"tab\"><div>N\u00edvel de Atividade<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab3\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"3\" role=\"tab\"><div>Emprego e Sal\u00e1rio<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab4\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"4\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica monet\u00e1ria<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab5\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"5\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica fiscal<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab6\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"6\" role=\"tab\"><div>Setor Externo<\/div><\/a><\/li><\/ul><div class=\"uagb-tabs__body-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-0\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab0\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-d2c4312e\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Econ\u00f4mica<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Come\u00e7a a generalizar-se a sensa\u00e7\u00e3o de que o modelo que sustentou o Plano Real desde o seu lan\u00e7amento se encontra em xeque diante da tormenta que continua sacudindo a economia mundial. Embora sua inconsist\u00eancia macroecon\u00f4mica e suas fragilidades tenham sido apontadas desde o in\u00edcio, por v\u00e1rios economistas, foi poss\u00edvel manter sua arquitetura praticamente intacta, enquanto o cen\u00e1rio externo se mostrou favor\u00e1vel para as economias emergentes e o capital especulativo flu\u00eda aos borbot\u00f5es para o pa\u00eds, atra\u00eddo pelas elevadas taxas de juros que o remunerava. No contexto da crise atual, para os pa\u00edses que se apoiaram nestes capitais para financiar seus desequil\u00edbrios externos, postergando irresponsavelmente os ajustes que poderiam ter sido feitos, em v\u00e1rios momentos, come\u00e7a a ficar claro que, diante de sua fuga para ref\u00fagios mais seguros, os programas que se apoiaram no controle do c\u00e2mbio para sustentar a estabiliza\u00e7\u00e3o, perderam seu encanto e sua principal for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, nem mesmo o elenco de medidas adotadas pelo Banco Central nas duas \u00faltimas semanas, incluindo a redu\u00e7\u00e3o do IR nas aplica\u00e7\u00f5es de renda fixa pelo capital externo, deve contribuir para estancar a fuga de capitais do pa\u00eds (at\u00e9 cerca de US$ 1 bilh\u00e3o\/dia) e menos ainda de permitir a recomposi\u00e7\u00e3o das reservas perdidas, que, s\u00f3 no m\u00eas de agosto, atingiram o n\u00edvel de US$ 11,7 bilh\u00f5es, com o seu estoque hoje estando reduzido para algo em torno de US$ 60 bilh\u00f5es. Arrisco a riscos, dificilmente o capital especulativo ser\u00e1 seduzido por medidas que, se na pr\u00e1tica aumentam em alguns pontos percentuais sua remunera\u00e7\u00e3o, estes podem facilmente se esfumar, no caso de pa\u00edses como o Brasil, cujos acentuados e crescentes desequil\u00edbrios nas contas externas e p\u00fablicas continuam mantendo-o como s\u00e9rio candidato \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos especuladores globais. E, ainda mais, quando as bolsas de valores desabam no mundo todo e n\u00e3o h\u00e1 a menor solu\u00e7\u00e3o convincente para a crise da R\u00fassia, do Jap\u00e3o, das economias asi\u00e1ticas, assim como continuam incertas as medidas que podem ser adotadas pelos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria, pela China no tocante \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o de sua moeda, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 estranho, diante disso, que comecem a vir \u00e0 tona as rachaduras na equipe econ\u00f4mica de FHC sobre os rumos da pol\u00edtica econ\u00f4mica. Convencido de que os capitais internacionais ingressaram, de forma irrevers\u00edvel por algum tempo, na rota de sa\u00edda do pa\u00eds e de que n\u00e3o retornar\u00e3o t\u00e3o rapidamente, o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, Luis Carlos Mendon\u00e7a de Barros, tem sugerido mudan\u00e7as na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica, que est\u00e3o sendo vistas por seus pares, como uma &#8220;trai\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e0 filosofia do modelo implantado, mas que possuem, na pr\u00e1tica, uma boa dose de pragmatismo e de reconhecimento de que se provid\u00eancias r\u00e1pidas n\u00e3o forem adotadas, em outras frentes, o colapso do plano poder\u00e1 ocorrer mais rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, como n\u00e3o se deve alterar a pol\u00edtica cambial, diante das atuais turbul\u00eancias, o pa\u00eds teria de rever sua pol\u00edtica de abertura comercial e estabelecer mecanismos para dificultar as importa\u00e7\u00f5es de bens e servi\u00e7os (com grande \u00eanfase no turismo), a menos que se disponha a produzir uma brutal recess\u00e3o para reduzir os desequil\u00edbrios da balan\u00e7a comercial. Sua proposta, torpedeada por membros da linha dura da equipe econ\u00f4mica, pouco preocupada com o setor produtivo e os programas sociais, parece, a bem da verdade, no quadro atual, uma das poucas sa\u00eddas que ainda existem e que pode ser tamb\u00e9m fortalecida com o aumento dos subs\u00eddios para as exporta\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds conseguir reduzir sua vulnerabilidade no com\u00e9rcio exterior e continuar equilibrando-se no fio da navalha. Fora dela, somente a recess\u00e3o profunda, de fato &#8211; e esta parece ser a op\u00e7\u00e3o defendida pelos demais membros da equipe econ\u00f4mica para o per\u00edodo p\u00f3s-eleitoral &#8211; poder\u00e1 reduzir esse desequil\u00edbrio, mas \u00e0s custas de maior desemprego, de maior deteriora\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas e de maiores conflitos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem verdade que a proposta de Mendon\u00e7a de Barros, que representa um recuo em rela\u00e7\u00e3o aos principais pilares do modelo adotado, pode esbarrar em resist\u00eancias tamb\u00e9m na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) e exigir algumas negocia\u00e7\u00f5es com os pa\u00edses que integram o Mercosul. Mas se o pa\u00eds, neste momento, continuar fiel \u00e0 cartilha neoliberal e insistir na manuten\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica atual, os estragos poder\u00e3o ocorrer numa velocidade mais r\u00e1pida e de forma bem mais nefasta do que se imagina.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-1\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab1\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-6f237567\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de julho comemorou-se mais um anivers\u00e1rio do Plano Real. No que se refere \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, pode-se considerar que o objetivo de estabiliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os tem sido atingido. Apesar disso a economia brasileira encontra-se em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica: um enorme d\u00e9ficit fiscal, elevada taxa de desemprego, altas taxas de juros e grave situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade externa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os v\u00e1rios \u00edndices de pre\u00e7os estimados no pa\u00eds registraram nos meses de junho e julho um processo deflacion\u00e1rio e apresentam uma tend\u00eancia de continuidade de queda para o m\u00eas de agosto. O que esses \u00edndices t\u00eam mostrado \u00e9 um custo mais baixo da alimenta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de uma certa estabilidade nos pre\u00e7os dos servi\u00e7os, aus\u00eancia de aumento das mensalidades escolares e das tarifas p\u00fablicas, al\u00e9m do arrocho em que se encontram os trabalhadores, limitando o seu poder de compra. Os indicadores do IBGE, \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor &#8211; INPC e o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo &#8211; IPCA &#8211; apresentaram defla\u00e7\u00e3o no m\u00eas de julho, -0,28% e -0,12%. Em consequ\u00eancia dessa queda dos pre\u00e7os (a maior desde 1979), o INPC que \u00e9 calculado com base no consumo m\u00e9dio de fam\u00edlias com rendimento mensal de um a oito sal\u00e1rios m\u00ednimos, acumulou no ano uma infla\u00e7\u00e3o de 2,95% e, nos \u00faltimos doze meses, 4,07%. J\u00e1 o IPCA, que tem como amostra fam\u00edlias com renda mensal de um a quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos, tamb\u00e9m teve sua varia\u00e7\u00e3o acumulada no ano reduzida, caindo de 2,29% em junho para 2,17% em julho, e nos \u00faltimos 12 meses, de 3,40% para 3,06%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho, o grupo alimenta\u00e7\u00e3o influenciou bastante o INPC e o IPCA, com destaque para as quedas verificadas nos tub\u00e9rculos, ra\u00edzes e legumes (-7,41% no INPC e -7,63% no IPCA), hortali\u00e7as e verduras (-6,40% e -7,78%), cereais, leguminosas e oleaginosas (-5,74% e -6,14%), frutas (-4,26% e -3,04%), pescado (-3,24% e -3,29%), bebidas e infus\u00f5es (-2,31% e -2,32%), sal e condimentos (4,04% e -3,99%).<\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento dos pre\u00e7os, nos meses de junho e julho, nas regi\u00f5es metropolitanas onde s\u00e3o pesquisados, pode ser observado na tabela 2.1.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dois importantes indicadores, ICV-Dieese e IPC-Fipe, ambos estimam varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os em S\u00e3o Paulo, apresentaram tamb\u00e9m baixas varia\u00e7\u00f5es no m\u00eas de junho (0,05% e 0,19%) e -0,37% e -0,77% em julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os itens que mais pressionaram essas defla\u00e7\u00f5es de julho em S\u00e3o Paulo foram os alimentos, principalmente pela revers\u00e3o dos pre\u00e7os do arroz e feij\u00e3o, que at\u00e9 o m\u00eas de maio tiveram altas consider\u00e1veis. O grupo alimenta\u00e7\u00e3o registrou no ICV-Dieese varia\u00e7\u00e3o negativa de 1,29%. Al\u00e9m disso, as liquida\u00e7\u00f5es do inverno puxaram os pre\u00e7os do grupo vestu\u00e1rio para baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u00cdndices acumulados no ano, janeiro a julho, ficaram em: 1,47% para o ICV-Dieese e 0,40% para o IPC-Fipe; as varia\u00e7\u00f5es acumuladas nos \u00faltimos 12 meses foram as mais baixas dos \u00faltimos tempos, 1,75% (ICV-Dieese) e 0,97% (IPC-Fipe), a menor desde outubro de 1949 que foi 0,50%).<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia para o m\u00eas de agosto \u00e9 que os alimentos continuem a segurar as taxas de infla\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, outros grupos poder\u00e3o manter uma certa estabilidade de pre\u00e7os, repetindo os resultados apurados no m\u00eas de julho.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda de pre\u00e7os n\u00e3o ficou restrita aos produtos aliment\u00edcios. Os indicadores gerais da economia, IGP-M e IGP-DI, calculados pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas tamb\u00e9m registraram defla\u00e7\u00e3o de -0,17% e -0,38%, acumulando no ano uma infla\u00e7\u00e3o de 1,82% e 1,13% e nos \u00faltimos 12 meses, 4,31% e 3,59%.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos tr\u00eas \u00edndices que comp\u00f5em esses indicadores (INCC, IPA e IPC), os \u00cdndices de Pre\u00e7os no Atacado e o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor foram os que apresentaram quedas nos meses de junho e julho: IPA-M (-0,34%) e IPA-DI (-0,61%) e IPC-M (-0,09%) e IPC-DI (-0,25%). O \u00cdndice Nacional da Constru\u00e7\u00e3o Civil do m\u00eas de julho subiu menos, comparado com o m\u00eas de junho, INCC-M (0,42% em julho e junho 0,86%) e INCC-DI (0,34% em julho e 0,39% em junho).<\/p>\n\n\n\n<p>Os pre\u00e7os de muitos produtos aliment\u00edcios tamb\u00e9m tiveram quedas na Grande Vit\u00f3ria. A Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos S\u00f3cio-Econ\u00f4micos) em 16 capitais, entre elas Vit\u00f3ria, registrou em julho queda de -7,41% na cesta b\u00e1sica, ao contr\u00e1rio do m\u00eas de junho, onde Vit\u00f3ria foi a capital que apresentou a maior varia\u00e7\u00e3o, 4,86%.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de julho, os itens que mais aumentaram foram: manteiga (9,76%), carne (2,84%), leite (1,44%) e arroz (0,86%); as quedas mais significativas foram do tomate (-37,01%), feij\u00e3o (-24,90%), caf\u00e9 (-11,78%), \u00f3leo (-4,13%), banana (-3,69%), batata (-1,72%) e a\u00e7\u00facar (-1,69%).<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de junho, o valor da cesta ficou em R$ 93,89, enquanto que em julho o valor caiu para R$ 86,93, levando o trabalhador a gastar 72,68% do sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido somente com alimenta\u00e7\u00e3o. Segundo c\u00e1lculos do Dieese, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para o sustento de uma fam\u00edlia de quatro pessoas sendo duas crian\u00e7as e dois adultos seria em julho de R$ 882,78.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-2\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab2\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-5b25b36c\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de Atividade<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Os indicadores de produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial do IBGE no m\u00eas de maio apresentaram crescimento positivo de 4,1% se comparado com o m\u00eas anterior. Destaca-se a produ\u00e7\u00e3o de bens de capital com 6,1%, seguida pela de bens intermedi\u00e1rios (2,4%), bens de consumo dur\u00e1vel (5,6%), e bens de consumo semidur\u00e1vel e n\u00e3o dur\u00e1vel (4,4%). Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior a ind\u00fastria geral expandiu 2,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de junho de 1998, os indicadores mostram um desempenho muito pior do que o registrado no m\u00eas de maio em todos os segmentos industriais. Na compara\u00e7\u00e3o de junho com o m\u00eas anterior, a queda foi generalizada em todos os segmentos industriais: bens de capital, -4,0%; intermedi\u00e1rios, -0,6%; bens de consumo dur\u00e1vel, -4,1%; bens de consumo semidur\u00e1vel e n\u00e3o dur\u00e1vel, -2,3%. A m\u00e9dia geral \u00e9 de -1,5%. No confronto com o mesmo m\u00eas do ano anterior, o n\u00edvel de atividade industrial fica quase estagnado (0,2%). Os segmentos que conseguem segurar o n\u00edvel de atividade industrial foram os bens intermedi\u00e1rios, 1,1%; e os bens semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis, 2,9%. A produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1vel mais uma vez apresenta o pior desempenho (-16,8%), sendo o seguido pela de bens de capital (-1,8%). No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, o n\u00edvel de atividade industrial em geral cresceu 0,9%, muito menos do que o apurado em maio (1,7%). A produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis diminui (-12,1%), mas a de bens de capital tem uma taxa positiva de 5,9%, os intermedi\u00e1rios (1,2%) e semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis (0,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do IBGE, a produ\u00e7\u00e3o industrial fica est\u00e1vel no 1\u00ba semestre de 1998, apresentando uma redu\u00e7\u00e3o de 0,2%. A perda acumulada dos bens de consumo dur\u00e1veis \u00e9 de 18,7%. Os setores que a compensam s\u00e3o os bens de capital, 6,1%; e semidur\u00e1vel e n\u00e3o dur\u00e1vel, 1,6%; os bens intermedi\u00e1rios ficam inalterados com taxa nula.<\/p>\n\n\n\n<p>Como pode ser observado, o p\u00e9ssimo desempenho da atividade industrial foi ditado pelo setor produtor de bens de consumo dur\u00e1veis. Esse desempenho deve-se \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da demanda por esses tipos de bens causada pelo desemprego e o elevado n\u00edvel de inadimpl\u00eancia. A queda na taxa b\u00e1sica de juros n\u00e3o vem apresentando um impacto muito significativo na queda da taxa de juros do mercado. A inadimpl\u00eancia vem segurando-a em um patamar elevado. Al\u00e9m disso, a arroxada pol\u00edtica fiscal implementada ap\u00f3s a crise asi\u00e1tica vem contribuindo para a queda da atividade econ\u00f4mica em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estimular o crescimento econ\u00f4mico, o governo reduziu a al\u00edquota do IOF (Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras) de 15% para 6% ao ano para opera\u00e7\u00f5es de financiamento \u00e0s pessoas f\u00edsicas e opera\u00e7\u00f5es de factoring. Essa medida dever\u00e1 favorecer as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, beneficiando sobretudo o segmento industrial delas mais dependentes, os bens de consumo dur\u00e1veis. Outra medida adotada pelo governo \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de 7% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os autom\u00f3veis. Nos dois casos os impactos da redu\u00e7\u00e3o dos impostos sobre a demanda s\u00e3o muito questionados e nada indica que ser\u00e3o suficientes para estimular a demanda interna.<\/p>\n\n\n\n<p>O PIB brasileiro em 1998 ainda ser\u00e1 prejudicado pela safra agr\u00edcola, cuja estimativa prev\u00ea queda anual de 1,29%. A expectativa do volume total de produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosa em 1998 \u00e9 de decr\u00e9scimo de 1,01%. As regi\u00f5es Norte e Nordeste &#8211; a mais afetada pelo seca trazida pelo El Ni\u00f1o &#8211; registrar\u00e3o redu\u00e7\u00e3o de -28% na sua produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-dd081355\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de atividade no Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria capixaba apresentou um crescimento nas vendas de 3,63% na compara\u00e7\u00e3o de junho\/98 com maio desse mesmo ano. Tal crescimento se deve principalmente aos seguintes setores: material de transporte (34,35%), metal\u00fargica (16,19%), mec\u00e2nica (11,88) e couros e peles (11,19%). Segundo o IDEIES &#8211; Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo, tais aumentos foram motivados pela eleva\u00e7\u00e3o da demanda interna. Em contrapartida apresentaram queda setores como: madeira (-23,96%), bebidas (-15,96%), e perfumaria, sab\u00f5es e velas (-15,15%). Quanto \u00e0s ocupa\u00e7\u00f5es, ocorreu um crescimento de 2,02% neste per\u00edodo, mas aumentaram ainda mais as horas trabalhadas (8,78%), e os sal\u00e1rios reais cresceram apenas 0,12%. A utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada da ind\u00fastria estadual caiu 0,21% em compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior e a capacidade ociosa ficou em torno de 18,75%. Estes dados indicam que a produtividade industrial continua crescendo mas n\u00e3o beneficia o trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo a tend\u00eancia nacional espera-se que a renda interna cres\u00e7a pelo menos 2%, com expans\u00e3o industrial de 5%. O Estado apresenta situa\u00e7\u00f5es setoriais discrepantes, o que faz com que a performance de alguns segmentos fique muito distante da m\u00e9dia, como, por exemplo, os setores Material El\u00e9trico e de Comunica\u00e7\u00f5es com um crescimento acumulado no primeiro semestre de 169,64% e o de Minerais n\u00e3o Met\u00e1licos com queda nas vendas acumulada no mesmo per\u00edodo de -48,76%. Em suma, os setores que apresentaram maior desempenho positivo nas vendas acumuladas no primeiro semestre de 1998 foram: Material El\u00e9trico e de Comunica\u00e7\u00e3o (+169,64%), Material Pl\u00e1stico (+45,69) e Ind\u00fastria Qu\u00edmica (+17,49%). No outro extremo, com as maiores redu\u00e7\u00f5es temos: Minerais n\u00e3o Met\u00e1licos (-48,76%), T\u00eaxtil (-32,98%), Madeira (-30,46%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados acumulados em doze meses indicam que as quedas nas vendas v\u00eam reduzindo-se gradativamente desde dezembro de 1997 quando foi de -3,56% para -1,17% em junho. Este resultado relativamente positivo do desempenho industrial reflete-se negativamente no emprego e nos sal\u00e1rios reais. A varia\u00e7\u00e3o do pessoal ocupado apresenta uma tend\u00eancia negativa crescente aumentando de -3,21% em dezembro para -9,42% em junho de 1998. Da mesma forma os sal\u00e1rios reais que apresentavam uma taxa de -3,63 em dezembro, aumentam para -8,68% em junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo no in\u00edcio de julho, o governo anunciou a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do Imposto sobre opera\u00e7\u00f5es financeiras &#8211; IOF, de 15% para 6% ao ano, para pessoa f\u00edsica, e de 6% para 1,5% ao ano nas opera\u00e7\u00f5es a prazo de compra de im\u00f3veis comerciais; este ato provavelmente teve reflexos positivos na economia do Esp\u00edrito Santo ajudando tamb\u00e9m a elevar o consumo, na medida em que deveria reduzir a taxa de juros. Entretanto, ainda \u00e9 necess\u00e1rio ter muita cautela, uma vez que, o IOF n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica vari\u00e1vel no complexo emaranhado que determina as oscila\u00e7\u00f5es na taxa de juros; e a crise internacional tem se tornado cada vez mais grave.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de consultas ao SPC em julho\/98 elevou-se em 11,65% em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de junho\/98, apesar de apresentar queda de 14,89% se compararmos com o mesmo m\u00eas do ano anterior. Este \u00e9 um importante indicador de vendas a prazo para o com\u00e9rcio local. As consultas sobre cheques tiveram uma queda de 22,11% em julho\/98 com rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior e um aumento de 9,92% em rela\u00e7\u00e3o a junho de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere \u00e0 inadimpl\u00eancia, julho\/98 teve uma eleva\u00e7\u00e3o nas inclus\u00f5es no SPC de 19,26% com rela\u00e7\u00e3o a junho\/98 e uma queda de 42,39% relativamente a julho\/97. As baixas foram de 13,10% e de -38,48 no mesmo per\u00edodo. Segundo Ilson Bozi (diretor presidente da C\u00e2mara de Dirigentes Lojistas de Vit\u00f3ria), que analisa esses dados como uma queda da inadimpl\u00eancia, ela se justifica pelos crit\u00e9rios mais rigorosos na concess\u00e3o de cr\u00e9dito e pela tomada de consci\u00eancia do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, em uma an\u00e1lise mais rigorosa, a compara\u00e7\u00e3o das inclus\u00f5es com as baixas mostram que a diferen\u00e7a continua positiva com mais inclus\u00f5es do que baixas. Isso indica, ao contr\u00e1rio do que poderia parecer, um aumento no estoque de inadimplentes de 3,91% entre julho de 1997 a julho de 1998. S\u00f3 no \u00faltimo m\u00eas de julho o crescimento nos inadimplentes foi de 6,16%. A inadimpl\u00eancia por conta dos cheques \u00e9 ainda mais grave. O aumento l\u00edquido dos cheques inclu\u00eddos no m\u00eas de julho, em rela\u00e7\u00e3o a junho de 1998, foi de quase 20%; e no \u00faltimo ano foi de mais de 6%, o que indica um grande crescimento na inadimpl\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ilson Bozi argumenta que a queda nas vendas \u00e9 decorrente das altas taxas de juros pagas pelo governo Federal aos investidores internacionais e tamb\u00e9m \u00e0 Copa do Mundo que, segundo ele, s\u00f3 beneficia lojas de material esportivo (Gazeta Mercantil-05\/08\/98).<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de julho registrou um aumento de 11% nas vendas a prazo e 9,92% nas vendas \u00e0 vista, em rela\u00e7\u00e3o a junho. O acr\u00e9scimo m\u00e9dio do volume de vendas \u00e9 de 10,76%. Em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado a queda m\u00e9dia nas vendas foi de 18,5% (Gazeta Mercantil\/ES-05\/08\/98).<\/p>\n\n\n\n<p>De forma geral, nos sete primeiros meses desse ano o com\u00e9rcio registrou uma queda de 20% (Gazeta Mercantil 05\/08\/98) nas vendas em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Por\u00e9m, a expectativa \u00e9 de melhora nesse quadro at\u00e9 o fim do ano, segundo Ilson Bozi tendo em vista que em ano de elei\u00e7\u00e3o tem-se muitas obras e o mercado se aquece e o governo ainda pode colocar os sal\u00e1rios em dia.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-3\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab3\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-69a95428\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e Sal\u00e1rio: Panorama Nacional<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O desemprego mais uma vez vem batendo recordes desde o in\u00edcio do ano e desta vez o fechamento do primeiro semestre do ano n\u00e3o foi diferente. A taxa m\u00e9dia de desemprego no semestre foi de 7,81%, o mais alto nos \u00faltimos 15 anos considerando o mesmo per\u00edodo, segundo o IBGE. A redu\u00e7\u00e3o de 0,3 pontos percentuais observada no m\u00eas de junho foi quase toda revertida, observando-se uma taxa de desemprego de 8,02% em julho.<\/p>\n\n\n\n<p>No conjunto das seis regi\u00f5es metropolitanas &#8211; Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e S\u00e3o Paulo &#8211; pesquisadas, em m\u00e9dia 53% das pessoas ocupadas trabalharam no setor de servi\u00e7os, 17% na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, 15,2% no com\u00e9rcio, 7% na constru\u00e7\u00e3o civil e 7% no setor de outras atividades. Na compara\u00e7\u00e3o de iguais per\u00edodos de 1983 at\u00e9 hoje, o percentual de pessoas ocupadas foi maior no setor de servi\u00e7os e menor na ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar desse quadro, a taxa de junho apresentou uma pequena diminui\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a maio, saiu de 8,2% para 7,9%, voltando para 8,02% em julho, segundo o IBGE (tabela 4.1). Nas regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas, nesse \u00faltimo m\u00eas, as taxas foram de 10,02% em Salvador, 9,68% em Recife, 8,95% em S\u00e3o Paulo, 7,48% em Belo Horizonte, 7,71% para Porto Alegre e 5,77% para o Rio de Janeiro. No m\u00eas de julho, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o apresentou um aumento na sua taxa m\u00e9dia de desemprego, de 8,86% em junho para 9,63% em julho, enquanto a constru\u00e7\u00e3o civil teve alta de 9,0% em junho para 9,32%. Por sua vez, o com\u00e9rcio, que vinha apresentando altas desde o in\u00edcio do ano, chegando ao patamar de 9,08% em junho, teve sua taxa reduzida para 7,94%, (Ver tabela 4.2).<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, mesmo com diminui\u00e7\u00e3o do desemprego de 9,11% em maio para 8,57% em junho, apresentou uma situa\u00e7\u00e3o preocupante, principalmente porque \u00e9 onde se localiza o maior parque industrial do pa\u00eds. O aumento da taxa m\u00e9dia nacional de desemprego de maio em rela\u00e7\u00e3o a abril, de 2,6%, foi praticamente puxado pela taxa de desemprego verificada nessa regi\u00e3o, maior que a m\u00e9dia nacional. Segundo o DIEESE, a taxa de maio foi de 18,9% com 1,654 milh\u00e3o de desempregados e a de junho 19%, com 1,662 milh\u00e3o, que representa no conjunto mais 8.000 trabalhadores sem emprego. A ind\u00fastria e a constru\u00e7\u00e3o civil foram os setores que mais fecharam postos de trabalho em junho nessa regi\u00e3o. A ind\u00fastria eliminou 16 mil e a constru\u00e7\u00e3o civil, 37 mil postos. O setor metal-mec\u00e2nico fechou 8.000 postos de trabalho. Apesar do aumento de vagas no com\u00e9rcio e servi\u00e7os, 26 e 16 mil novos empregos respectivamente, n\u00e3o foi suficiente para compensar os cortes dos outros setores.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a entre as taxas de desemprego do DIEESE e do IBGE s\u00e3o decorrentes das metodologias utilizadas. As taxas do DIEESE s\u00e3o mais altas do que as do IBGE, porque medem tamb\u00e9m o desemprego oculto por trabalho prec\u00e1rio (quem vive de &#8216;bicos&#8217;) ou por desalento (cansou de procurar emprego). Al\u00e9m disso, a pesquisa do DIEESE toma como refer\u00eancia um per\u00edodo compreendido nos \u00faltimos trinta dias, enquanto para o IBGE o per\u00edodo \u00e9 de sete dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com os dados nacionais desde novembro de 1997, quando o pa\u00eds come\u00e7ou a sentir os efeitos da crise asi\u00e1tica, o mercado de trabalho nas seis regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds perdeu cerca de 230 mil postos de trabalho. O agravamento \u00e9 fruto da moderniza\u00e7\u00e3o industrial e da desregionaliza\u00e7\u00e3o dos investimentos, que implicaram a transfer\u00eancia de f\u00e1bricas para o interior de S\u00e3o Paulo ou para outras regi\u00f5es do pa\u00eds. Tamb\u00e9m foi consequ\u00eancia do aumento dos juros em novembro de 1997, cujos reflexos ainda v\u00eam reduzindo a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o rendimento m\u00e9dio real das pessoas ocupadas caiu 1,4% de abril para maio, nas regi\u00f5es metropolitanas. Isso resultou, principalmente, da varia\u00e7\u00e3o dos rendimentos das pessoas que trabalharam por conta pr\u00f3pria (-2,3%) e dos empregados sem carteira de trabalho assinada (-1,7%), j\u00e1 que o rendimento dos empregados com carteira assinada aumentou 0,4%. Em termos nominais, o rendimento m\u00e9dio dos empregados com carteira assinada situou-se em R$ 677,33, o dos empregados sem carteira assinada, R$ 526,19 e o das pessoas que trabalharam por conta pr\u00f3pria, R$ 561,24%. Por sua vez, o rendimento m\u00e9dio real, de maio do ano passado para maio deste ano, caiu 3,4%. Todas as categorias de ocupa\u00e7\u00e3o apresentaram queda, exceto os empregados com carteira de trabalho assinada; destaque-se que as pessoas que trabalharam por conta pr\u00f3pria tiveram uma varia\u00e7\u00e3o em rendimento de -9,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde mar\u00e7o, quando anunciou um conjunto de medidas para a redu\u00e7\u00e3o do desemprego, o governo teve como pauta priorit\u00e1ria o estudo da proposta de suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do contrato de trabalho em per\u00edodos de queda da atividade econ\u00f4mica para evitar as demiss\u00f5es, al\u00e9m de outras propostas no mesmo sentido. No dia 06 de agosto, o presidente Fernando Henrique Cardoso assinou a Medida Provis\u00f3ria que cria a &#8216;minijornada&#8217;, a jornada de trabalho com dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 25 horas semanais (quadro 4.1). Segundo a medida, a empresa poderia estabelecer a minijornada mesmo sem o aval do sindicato da categoria. Nesse sistema, as empresas poder\u00e3o at\u00e9 mesmo trocar a jornada de seus funcion\u00e1rios com jornada permanente de 44 horas pelo tempo parcial. Os trabalhadores ter\u00e3o f\u00e9rias anuais proporcionais ao n\u00famero de horas trabalhadas no per\u00edodo, al\u00e9m do 13\u00ba sal\u00e1rio e o repouso semanal, tamb\u00e9m proporcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da minijornada, a MP regulamenta ainda o banco de horas, ampliando de quatro meses para um ano o prazo para que os empres\u00e1rios quitem as horas &#8216;devidas&#8217; aos funcion\u00e1rios, dependendo das negocia\u00e7\u00f5es com os sindicatos. Por esse m\u00e9todo, em vez de pagar horas extras, o empres\u00e1rio conceder\u00e1 folgas ou redu\u00e7\u00e3o de jornada para esses funcion\u00e1rios. A MP ainda prev\u00ea a demiss\u00e3o tempor\u00e1ria, substituindo as f\u00e9rias coletivas, atrav\u00e9s da qual a empresa poder\u00e1 suspender o v\u00ednculo empregat\u00edcio por um per\u00edodo de at\u00e9 cinco meses; al\u00e9m disso prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos do FGTS, de 8% para 2%, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois que a medida foi anunciada, surgiram tantas cr\u00edticas que o governo recuou e a colocou como uma proposta para discuss\u00e3o. No entanto, a inten\u00e7\u00e3o do governo ao editar a medida provis\u00f3ria era para que as regras entrassem em pr\u00e1tica nesse semestre. O per\u00edodo eleitoral fez o governo ser cauteloso e como as repercuss\u00f5es foram negativas, principalmente entre alguns sindicatos e federa\u00e7\u00f5es de ind\u00fastrias, recuou. O Ministro do Trabalho, Edward Amadeo, admitiu rever os termos da medida provis\u00f3ria para permitir que a pr\u00e1tica, como da minijornada, passe pela negocia\u00e7\u00e3o coletiva com os sindicatos. Os outros pontos continuar\u00e3o sendo discutidos com os trabalhadores e patr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Paulo Pereira da Silva, presidente interino da For\u00e7a Sindical, a minijornada pode ser ben\u00e9fica, contudo \u00e9 preciso limitar a sua aplica\u00e7\u00e3o apenas para as novas contrata\u00e7\u00f5es. Uma vez permitido que no emprego atual seja aplicada uma jornada de 25 horas, n\u00e3o haver\u00e1, na verdade, gera\u00e7\u00e3o de novos empregos, pois assim a mesma vaga anterior ser\u00e1 ocupada por dois trabalhadores. J\u00e1 a Central \u00danica dos Trabalhadores, CUT, ressalta que sem fiscaliza\u00e7\u00e3o a minijornada vai institucionalizar a informalidade do mercado de trabalho. &#8220;Quem disse que o empregador n\u00e3o vai demitir e recontratar com sal\u00e1rios menores? Quem vai fiscalizar principalmente as pequenas e m\u00e9dias empresas? Discorda ainda do uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para custear as bolsas dos trabalhadores que forem demitidos temporariamente. (Folha de S\u00e3o Paulo, 11.08.98)<\/p>\n\n\n\n<p>O economista M\u00e1rcio Pochmann, acredita que durante o per\u00edodo de suspens\u00e3o tempor\u00e1ria a empresa pode simplesmente fazer caixa para demitir. Al\u00e9m disso, concorda com a CUT, pois mesmo que n\u00e3o haja demiss\u00e3o, o governo, mais uma vez, pagar\u00e1 as contas, desta vez da redu\u00e7\u00e3o da atividade produtiva. Nos Estados Unidos, onde ocorrem medidas semelhantes, o empregado suspenso \u00e9 pago por um fundo constitu\u00eddo pela empresa e pelos empregados. Para esse economista, o governo est\u00e1 tomando medidas pontuais que desfiguram o projeto trabalhista antigo, sem colocar outro no lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, as medidas que entraram em vigor imediatamente, como a minijornada ter\u00e3o pouca influ\u00eancia sobre a taxa de desemprego. As outras ainda n\u00e3o t\u00eam prazo para entrar em vigor, pois depender\u00e3o de alguns ajustes e posteriormente da aprova\u00e7\u00e3o pelo Congresso Nacional. O que vai ajudar o governo \u00e9 a pr\u00f3pria sazonalidade do mercado de trabalho no segundo semestre, com o aumento tradicional da atividade econ\u00f4mica para as vendas no final de ano, iniciando novas contrata\u00e7\u00f5es ainda este m\u00eas. \u00c9 necess\u00e1rio aguardar para saber como ser\u00e3o concretizadas essas medidas e quais poder\u00e3o ser os seus impactos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-c9555fe7\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O n\u00edvel de emprego na ind\u00fastria capixaba apresentou, no m\u00eas de julho\/98, uma varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,31%, confirmando a tend\u00eancia de queda desde junho\/97. O m\u00eas de junho\/98, mesmo apresentando varia\u00e7\u00e3o positiva consider\u00e1vel de 1,04%, puxado basicamente pela sazonalidade do setor qu\u00edmico com varia\u00e7\u00e3o de 50,04%, que iniciou as contrata\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o da safra alcooleira, n\u00e3o foi suficiente para reverter este quadro. As contrata\u00e7\u00f5es no setor qu\u00edmico continuaram em julho, com varia\u00e7\u00e3o positiva de 3,81% e o setor de borracha apresentou varia\u00e7\u00e3o de 2,74%, mas n\u00e3o foram suficientes para compensar as demiss\u00f5es ocorridas no total da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, com destaque para os setores mec\u00e2nico (-6,98%), material pl\u00e1stico (-3,32%), papel e papel\u00e3o (-1,24%) e, ainda a ind\u00fastria de extra\u00e7\u00e3o mineral, (-1,30%) (tabela 4.3). Por sua vez, as ind\u00fastrias de grande e m\u00e9dio porte apresentaram uma varia\u00e7\u00e3o negativa de -0,51 e -0,19, respectivamente, enquanto as pequenas empresas, um ligeiro acr\u00e9scimo de 0,01 em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (ver tabela 4.4). Nos \u00faltimos doze meses a ind\u00fastria capixaba acumulou uma taxa de desemprego de 8,6% na qual a maior parcela \u00e9 de responsabilidade das grandes empresas, que participaram com mais de 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IDEIES os sal\u00e1rios reais na ind\u00fastria apresentaram uma eleva\u00e7\u00e3o no m\u00eas de junho de 0,12%, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de maio, mas este aumento n\u00e3o foi suficiente para compensar as quedas observadas em rela\u00e7\u00e3o a 1997. Em m\u00e9dia, neste primeiro semestre de 1998 os sal\u00e1rios reais pagos pela ind\u00fastria do Esp\u00edrito Santo estavam 12% abaixo dos sal\u00e1rios pagos no mesmo per\u00edodo do ano passado. Isto explica o crescimento da inadimpl\u00eancia observado no item anterior e, ao contr\u00e1rio do que se propala n\u00e3o se deve unicamente ao aumento nas taxas de juros mas, tamb\u00e9m, \u00e0 r\u00e1pida deteriora\u00e7\u00e3o nos sal\u00e1rios pagos pela ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do SINE-ES (tabela 4.6), \u00e9 poss\u00edvel verificar um aumento de 129% no n\u00famero de trabalhadores cadastrados buscando emprego nos sete primeiros meses de 1998, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1997. Em termos absolutos, passaram de 11.802 cadastrados em 1997 para 27.074 em 1998, indicando uma brutal eleva\u00e7\u00e3o na demanda por ocupa\u00e7\u00e3o no estado. Pelo lado da oferta, o n\u00famero de vagas oferecidas decresceu em -9,55% na compara\u00e7\u00e3o entre os mesmos per\u00edodos de 1997 e 1998. Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o na oferta, o mais grave \u00e9 que ela representa apenas 30% da demanda registrada no SINE. Estes indicadores, por serem unicamente da ind\u00fastria, n\u00e3o representam a totalidade do mercado de trabalho do Esp\u00edrito Santo, mas expressam uma situa\u00e7\u00e3o muito preocupante.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dado relevante apresentado na tabela 4.6 \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o da m\u00e3o-de-obra encaminhada para o emprego e o preenchimento de vagas oferecidas atrav\u00e9s do SINE. Das 9.654 pessoas encaminhadas de janeiro a julho desse ano, somente 2.095 foram empregadas, o que comprova uma rejei\u00e7\u00e3o dos desempregados pelo mercado. Parte desta rejei\u00e7\u00e3o pode ser explicada pelo perfil do profissional exigido pelas empresas. Segundo o IDEIES, as empresas t\u00eam considerado como exig\u00eancias, tanto para profissionais que est\u00e3o a procura de emprego, quanto para os que desejam manter seus empregos, caracter\u00edsticas como: compromisso e motiva\u00e7\u00e3o para o trabalho, experi\u00eancia e qualifica\u00e7\u00e3o, ressaltando a import\u00e2ncia do conhecimento fundamental, 1\u00ba e 2\u00ba graus, al\u00e9m de habilidades m\u00faltiplas e complementares como polival\u00eancia, l\u00edngua estrangeira, inform\u00e1tica, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao pacote do governo contra o desemprego, o presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Esp\u00edrito Santo (FINDES) &#8211; Jos\u00e9 Br\u00e1ulio Bassini &#8211; e o presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores do Estado (CUT\/ES) &#8211; Martim Covre &#8211; acreditam que se trata de uma proposta paliativa, ressaltando que as medidas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para reduzir o desemprego. Para Bassini, algumas medidas como a cria\u00e7\u00e3o da jornada parcial poder\u00e3o facilitar a coloca\u00e7\u00e3o de pessoas no mercado de trabalho e contribuir para a redu\u00e7\u00e3o dos custos das empresas. J\u00e1 o presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores argumenta que \u00e9 necess\u00e1rio haver um incentivo ao investimento nas pequenas e m\u00e9dias empresas, al\u00e9m de uma reforma tribut\u00e1ria e da reforma agr\u00e1ria. (Gazeta Online-08.08.98)<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se observar, diante de tal an\u00e1lise, que o quadro do desemprego no estado n\u00e3o foge \u00e0 regra nacional de eleva\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel em todos os setores. Possivelmente essa tend\u00eancia poder\u00e1 apresentar pequeno recuo at\u00e9 o final do ano, principalmente devido ao tradicional aquecimento da economia e ao per\u00edodo eleitoral que se segue, o que eleva a demanda de trabalhadores tempor\u00e1rios para o setor de servi\u00e7os.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-4\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab4\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-cc71f2ed\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">base monet\u00e1ria<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Observa-se na tabela 5.1 que o saldo da base monet\u00e1ria (conceito que engloba o montante de moedas e c\u00e9dulas colocadas em circula\u00e7\u00e3o somado \u00e0s reservas banc\u00e1rias) atingiu R$ 37,2 bilh\u00f5es no m\u00eas de jun\/98, com crescimento de 19% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. O aumento na emiss\u00e3o de moeda conduziu ao aumento das reservas banc\u00e1rias que atingiram R$ 19,8 bilh\u00f5es em jun\/98, o que correspondeu a uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 43,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, respondendo por 97,94% da varia\u00e7\u00e3o da base monet\u00e1ria. O papel-moeda emitido atingiu R$ 17,4 bilh\u00f5es em jun\/98, tendo uma expans\u00e3o de 0,7% e respondendo apenas pelos 2,06% restantes da varia\u00e7\u00e3o positiva da base monet\u00e1ria naquele m\u00eas. Assim, o total de meios de pagamentos atingiu R$ 42,4 bilh\u00f5es, 1,9% mais do que o saldo observado em maio\/98. Essa varia\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi suficiente para compensar as redu\u00e7\u00f5es dos tr\u00eas primeiros meses do ano e o total dos meios de pagamentos ficou 4,9% menores do que eram em janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>No seu conceito mais amplo, os meios de pagamentos (M4) atingiram R$ 431,1 bilh\u00f5es, com varia\u00e7\u00e3o positiva de 1% no m\u00eas. Na composi\u00e7\u00e3o dos haveres financeiros, os t\u00edtulos p\u00fablicos federais em poder do p\u00fablico alcan\u00e7aram R$ 169,8 bilh\u00f5es, o que representa uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 1% e corresponde a 39,4% do total do agregado. Os dep\u00f3sitos de poupan\u00e7a atingiram R$ 98,9 bilh\u00f5es, com ganho l\u00edquido de R$ 1,5 bilh\u00e3o no m\u00eas, enquanto que os dep\u00f3sitos a prazo alcan\u00e7aram R$ 101,6 bilh\u00f5es, com ganho l\u00edquido de R$ 168 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A base monet\u00e1ria ampliada, que inclui, al\u00e9m da base monet\u00e1ria restrita, os principais passivos do BACEN e do Tesouro Nacional, apresentou crescimento de 6,8% em junho, atingindo R$ 340,8 bilh\u00f5es, que se explica pelo crescimento verificado na base monet\u00e1ria restrita e nos t\u00edtulos p\u00fablicos federais fora do Banco Central, cujo estoque atingiu R$ 266,3 bilh\u00f5es em junho.<\/p>\n\n\n\n<p>A base monet\u00e1ria varia em fun\u00e7\u00e3o da oscila\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios fatores que se encontram descritos na tabela 5.2. Segundo o BACEN, o conjunto de opera\u00e7\u00f5es com o sistema financeiro foi contracionista em R$ 298 milh\u00f5es. Esse comportamento deveu-se ao segmento &#8220;outras contas&#8221;, com saldo contracionista de R$ 328 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O fluxo mensal das opera\u00e7\u00f5es com o Tesouro Nacional foi expansionista em R$ 1,2 bilh\u00e3o. A liquidez do mercado monet\u00e1rio foi ajustada por meio das opera\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos p\u00fablicos federais, que produziu uma expans\u00e3o na base monet\u00e1ria de R$ 6,2 bilh\u00f5es, tendo ocorrido resgate l\u00edquido no mercado prim\u00e1rio de R$ 2 bilh\u00f5es, compras l\u00edquidas no mercado secund\u00e1rio de R$ 4,4 bilh\u00f5es, e vendas l\u00edquidas no extra-mercado de R$ 224 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que desde mai\/98, as opera\u00e7\u00f5es com o setor externo v\u00eam apresentando resultado contracionista, ap\u00f3s o enorme efeito positivo decorrente do ingresso de divisas, nos meses de fevereiro a abril. Em jun\/98, os R$ 962 milh\u00f5es refletiram as vendas l\u00edquidas efetuadas pelo Banco Central no mercado interbanc\u00e1rio de c\u00e2mbio. Essa tend\u00eancia, mais que agravada pelas tens\u00f5es geradas no cen\u00e1rio internacional, no qual a crise dos pa\u00edses asi\u00e1ticos e agora da R\u00fassia tem deixado os investidores externos receosos quanto aos mercados chamados de &#8220;emergentes&#8221;, fez com que o governo adotasse medidas que facilitassem a entrada de capital externo, mas cujo impacto s\u00f3 ser\u00e3o observados a partir dos dados de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as na pol\u00edtica monet\u00e1ria a partir do final de agosto resumem-se basicamente em 3 medidas:<\/p>\n\n\n\n<p>1-AFAC &#8211; Adiantamento para Futuro Aumento de Capital: A entrada de capitais interessados em participar de privatiza\u00e7\u00f5es e\/ou concess\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos poder\u00e1 agora ser adiantada, fazendo com que o investidor externo traga recursos, aplique-os no pa\u00eds em renda fixa ou em t\u00edtulos, enquanto aguarda oportunidades de participa\u00e7\u00e3o em privatiza\u00e7\u00f5es ou concess\u00f5es. Al\u00e9m de se beneficiar das altas taxas de juros, os investidores externos podem contar com a isen\u00e7\u00e3o de IOF e t\u00eam ainda a possibilidade de retornar com todo o recurso aplicado no pa\u00eds, caso desistam da opera\u00e7\u00e3o, devendo manter aqui apenas os ganhos obtidos com as aplica\u00e7\u00f5es. Desde 1994 esse tipo de opera\u00e7\u00e3o estava suspensa.<\/p>\n\n\n\n<p>2- Flexibiliza\u00e7\u00e3o nos prazos de capta\u00e7\u00e3o de recursos: Da mesma forma que ocorreu no final do ano passado, em meio \u00e0 crise asi\u00e1tica, o BACEN voltou a flexibilizar os prazos de capta\u00e7\u00e3o de recursos externos e de rolagem das d\u00edvidas em curso. O prazo para novas capta\u00e7\u00f5es era de dois anos, e para rolagem, um ano. Com essa flexibiliza\u00e7\u00e3o, ambos os prazos passam a ser de um ano e seis meses. Essa medida tende a viabilizar tais empr\u00e9stimos, os quais est\u00e3o cada vez mais &#8220;caros&#8221; e dif\u00edceis em fun\u00e7\u00e3o da desconfian\u00e7a nos mercados emergentes. Com prazos menores, os custos e as dificuldades em se conseguir o empr\u00e9stimo tendem a ser menores.<\/p>\n\n\n\n<p>3-&#8220;63 Caipira&#8221; &#8211; Essa linha de capta\u00e7\u00e3o de recursos externos para aplica\u00e7\u00e3o na agricultura teve alguns de seus fundamentos alterados para facilitar a tomada de recursos no exterior e sua aplica\u00e7\u00e3o internamente. O prazo m\u00ednimo para a rolagem era de seis meses; contudo, o investidor era obrigado a aplicar 50% dos recursos na agricultura. Com as modifica\u00e7\u00f5es, o prazo m\u00ednimo ainda permanece, mas o investidor agora pode aplicar 100% em pap\u00e9is cambiais sem o necess\u00e1rio repasse para a agricultura. Na verdade, o \u00fanico banco que mantinha uso desse recurso em sua finalidade embrion\u00e1ria era o Banco do Brasil. Agora, com as modifica\u00e7\u00f5es, abre-se uma porta para ganhos adicionais dos demais bancos e consequente entrada adicional de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse isso, tr\u00eas dias depois de anunciar essas medidas e observar que se agravava o processo de queda das reservas internacionais e a pr\u00f3pria crise internacional, o governo anunciou novas medidas para atrair o capital externo e impedir a sa\u00edda de recursos:<\/p>\n\n\n\n<p>1-IR sobre Renda Fixa: A al\u00edquota de imposto de renda sobre os fundos de renda fixa de capital estrangeiro passou de 15% para zero, a vigorar no per\u00edodo de 01\/09\/98 a 31\/03\/99. Com isso o BACEN espera atrair novos recursos externos.<\/p>\n\n\n\n<p>2 &#8211; IR sobre Investimentos Diretos: Antes dessa medida ser aprovada, somente empr\u00e9stimos externos com prazos superiores a 8 anos poderiam ser convertidos em investimentos diretos e isentados do pagamento do Imposto de Renda. Agora qualquer convers\u00e3o ficar\u00e1 isenta do tributo, estimulando a perman\u00eancia do recurso no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>3 &#8211; Prazo para Remessa de Juros: Ser\u00e1 alterado o prazo m\u00ednimo para a remessa de juros de empr\u00e9stimos externos com isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, sendo que anteriormente essa isen\u00e7\u00e3o s\u00f3 atingia empr\u00e9stimos superiores a oito anos. Caber\u00e1 ao Ministro da Fazenda reduzir esse prazo atrav\u00e9s de portaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o BACEN, o objetivo era evitar o pior, ou seja, ter que aumentar os juros como no final do ano passado, \u00e0 \u00e9poca da crise asi\u00e1tica. Enquanto o porta-voz da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, S\u00e9rgio Amaral, afirmava que n\u00e3o seria necess\u00e1rio tomar provid\u00eancias para minimizar os efeitos da crise, o BACEN anunciava suas medidas para atrair o capital externo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse conjunto de medidas foi insuficiente e levou o BACEN a elevar novamente as taxas de juros atrav\u00e9s do artif\u00edcio de suprimir a TBC.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-5529c29a\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Opera\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9dito<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do sistema financeiro registraram em maio\/98 um crescimento de 0,3%, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, com um volume total de empr\u00e9stimos de R$ 256,9 bilh\u00f5es. Os empr\u00e9stimos direcionados ao setor p\u00fablico registraram crescimento de 0,4% no m\u00eas, atingindo R$ 41,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Do cr\u00e9dito destinado ao setor privado, a ind\u00fastria registrou redu\u00e7\u00e3o de 0,3% no m\u00eas, apresentando saldo de R$ 58,1 bilh\u00f5es. O setor habitacional se manteve est\u00e1vel, atingindo R$ 58,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor rural alcan\u00e7ou R$ 23,5 bilh\u00f5es, o que corresponde a um crescimento de 1,4% em maio\/98. No mesmo per\u00edodo o com\u00e9rcio obteve R$ 20,2 bilh\u00f5es, apresentando um crescimento de 0,8% no m\u00eas. J\u00e1 as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito direcionadas para outros servi\u00e7os alcan\u00e7aram R$ 23,7 bilh\u00f5es, com expans\u00e3o de 1% no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cr\u00e9ditos destinados as pessoas f\u00edsicas ficaram est\u00e1veis no m\u00eas de abril\/98, com varia\u00e7\u00e3o positiva de 3,2% no ano e 26,1% em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema financeiro privado foi respons\u00e1vel por 44% dos cr\u00e9ditos normais e o sistema financeiro p\u00fablico, por 56%. O primeiro destaca-se pela maior participa\u00e7\u00e3o nos empr\u00e9stimos para a ind\u00fastria (63%), com\u00e9rcio (80%), pessoas f\u00edsicas (77%) e outros servi\u00e7os (76%). O sistema financeiro p\u00fablico financia principalmente o setor p\u00fablico (95%), a habita\u00e7\u00e3o (81%) e o setor rural (74%).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-c202c770\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Taxa de Juros<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>No dia 2 de setembro, o COPOM &#8211; Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria &#8211; reuniu-se para fixa\u00e7\u00e3o das novas taxas de juros. &#8220;O governo aumentou de 25,75% para 29,75% a TBAN, reduzindo a margem para que institui\u00e7\u00f5es financeiras assumam posi\u00e7\u00f5es especulativas e sinalizando um poss\u00edvel aumento de juros em caso de agravamento da crise.&#8221; (Folha de S\u00e3o Paulo, 03\/09\/98). Por outro lado, o governo reduziu a TBC de 19,75% anuais para 19%, o que j\u00e1 era esperado pelo mercado financeiro. Com essas novas taxas, o intervalo entre a TBC e a TBAN aumenta, deixando um espa\u00e7o maior para o mercado se ajustar nos momentos de crise, pois quanto maior a diferen\u00e7a entre ambas, menor a necessidade de interfer\u00eancia do BACEN no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o BACEN n\u00e3o foi capaz de manter essa taxa nem por dois dias. Suspendeu as opera\u00e7\u00f5es pela TBC e, em 10\/09\/98, aumentou a TBAN para 49,75%.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-5\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab5\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-8f78be59\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica fiscal<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o total do Governo Central nos sete primeiros meses de 1998 foi de R$ 76,42 bilh\u00f5es, representando um aumento de 16,36% com rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior que foi de R$ 62,5 bilh\u00f5es, conforme os dados da Secretaria da Receita Federal. Contribu\u00edram para este desempenho o aumento na al\u00edquota do imposto de importa\u00e7\u00e3o, que produziu uma eleva\u00e7\u00e3o de 27,7% na arrecada\u00e7\u00e3o; aumento no IPI-Bebidas, de 16,13% devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o em cerca de 10% na al\u00edquota; o Imposto de Renda sobre as aplica\u00e7\u00f5es em renda fixa, que teve sua al\u00edquota elevada de 15% para 20%; o IOF, que cresceu 121,8% devido ao aumento de 6% para 15% em sua al\u00edquota nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito das pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados sobre o Governo Central que agregam receitas e despesas do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central, est\u00e3o dispon\u00edveis at\u00e9 o m\u00eas de maio (ver Tabela 6.1). Entretanto, podemos observar que, dado os valores arrecadados pelo Tesouro nos meses de junho (R$ 9,0 bilh\u00f5es) e julho (R$ 10,5 bilh\u00f5es) e os d\u00e9ficits apresentados pela Previd\u00eancia, muito provavelmente o Governo Central continuar\u00e1 a apresentar d\u00e9ficits prim\u00e1rios como j\u00e1 ocorreu em maio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o conceito de Necessidades de Financiamento do Governo Central, o m\u00eas de maio apresentou um d\u00e9ficit de R$ 593 milh\u00f5es sendo que no m\u00eas de abril o resultado foi superavit\u00e1rio em R$ 1,44 bilh\u00f5es. O acumulado de janeiro a maio totalizou um super\u00e1vit de R$ 3,4 bilh\u00f5es, representando 0,94% do PIB tendo, assim, aumentado em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, quando foi de 0,73% do PIB. Entretanto, no que se refere ao resultado nominal, abril e maio apresentaram d\u00e9ficits de R$ 3,4 bilh\u00f5es e R$ 4,1 bilh\u00f5es, respectivamente, seguindo a tend\u00eancia dos meses anteriores dado o aumento crescente da d\u00edvida p\u00fablica interna. Os juros nominais pagos somaram R$ 4,3 bilh\u00f5es e R$ 3,8 bilh\u00f5es para os referidos meses. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano o pagamento de juros atingiu a cifra de R$ 18,8 bilh\u00f5es, mais do que o dobro do mesmo per\u00edodo de 1997 e quase o montante da folha de pagamento do governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo espera uma redu\u00e7\u00e3o no montante dos juros pagos a partir de agosto, devido, basicamente, \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da Taxa B\u00e1sica do Banco Central (TBC), que passou de 21% para 19,75% ao ano e \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de parte da d\u00edvida p\u00fablica pela venda da Telebr\u00e1s. Entretanto, os recursos que ingressaram para o pagamento da Telebr\u00e1s foram muito inferiores ao esperado e o acelerado crescimento do saldo da d\u00edvida mobili\u00e1ria federal n\u00e3o permite concordar com essas avalia\u00e7\u00f5es oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de junho, a d\u00edvida mobili\u00e1ria federal (tabela 6.3) fora do Banco Central totalizou R$ 297 bilh\u00f5es (32,7% do PIB), com crescimento de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior que foi de R$ 294 bilh\u00f5es. Desse total, 59% corresponderam \u00e0 d\u00edvida mobili\u00e1ria de responsabilidade do Tesouro Nacional (R$ 175,1 bilh\u00f5es), enquanto o Banco Central respondeu por 41% (R$ 121,9 bilh\u00f5es). As opera\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos p\u00fablicos federais e a incorpora\u00e7\u00e3o de juros, pelo crit\u00e9rio de compet\u00eancia, resultaram em aumento l\u00edquido dos t\u00edtulos em mercado de R$ 2,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida total em maio situou-se em 36,9% do PIB, alcan\u00e7ando R$ 334,8 bilh\u00f5es. Em rela\u00e7\u00e3o aos meses anteriores observaram-se sens\u00edveis modifica\u00e7\u00f5es cuja varia\u00e7\u00e3o foi de 12% de mar\u00e7o para abril e 18% de abril para maio. O principal fator desse desempenho foi o aumento do endividamento externo de estados e munic\u00edpios e o endividamento interno do governo federal e BCB que passam de 19,7% do PIB em mar\u00e7o para 20,9% em maio. A d\u00edvida l\u00edquida dos governos estaduais e municipais manteve a mesma participa\u00e7\u00e3o de 13,4% no PIB e a das empresas estatais aumentou de 2,9% para 3,0% do PIB.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-81c3a266\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">As Finan\u00e7as do Estado do Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O Estado do Esp\u00edrito Santo fechou o primeiro semestre de 1998 com a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria superavit\u00e1ria. Este super\u00e1vit cresceu 73,69% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. As receitas arrecadadas durante os seis primeiros meses do ano foram de R$ 1.287.286,73 mil, destacando-se o crescimento das outras receitas correntes (138,17%), das taxas (61,74%) e das transfer\u00eancias de capital (74,23%). As receitas de capital apresentaram desempenho negativo (-78,90%) devido \u00e0 queda de 88,41% nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e de -30,80% nas outras receitas de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo lado das despesas, o desempenho n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o favor\u00e1vel, elas cresceram 15,18% no primeiro semestre do ano em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 1997. As despesas com pessoal e encargos sociais e as outras despesas correntes cresceram 24,64% e 8,36%, respectivamente. Esse aumento foi amenizado pela redu\u00e7\u00e3o de 32,15% no pagamento de juros e encargos da d\u00edvida. As despesas de capital diminu\u00edram em 18,49%, em decorr\u00eancia da diminui\u00e7\u00e3o da amortiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida (-82,03%) e das invers\u00f5es financeiras (-4,97%). O aumento de 68,83% nos investimentos e de 73,06% nas outras despesas de capital n\u00e3o foram suficientes para tornar positiva a varia\u00e7\u00e3o do gasto com despesas de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da tabela 6.4 mostram o resultado da execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria. Entretanto, devemos observar com mais cuidado as contas p\u00fablicas. Segundo os dados divulgados no Di\u00e1rio Oficial do Estado (24.08.98) o total da despesa empenhada atingiu R$ 1.489.254,73 mil, 46% acima do total pago, que atingiu R$ 1.017.937,25 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, do total empenhado foram pagos apenas 68% restando um saldo a pagar de R$ 471.317,44. Desse total, R$ 319.941,44 mil ou 67,88% correspondem a despesas com pessoal e encargos sociais empenhados e que ainda n\u00e3o foram pagos. Quanto aos restos a pagar do ano passado foram pagos R$ 319.664,96 mil at\u00e9 o m\u00eas de junho de 1998. Caso essa tend\u00eancia persista, principalmente no quadro recessivo pelo qual deveremos passar no segundo semestre de 1998, a d\u00edvida estadual dever\u00e1 atingir limites extremamente elevados.<\/p>\n\n\n\n<p>As demais unidades gestoras do or\u00e7amento do Estado receberam durante o primeiro semestre de 1998 os seguintes valores em mil reais: Assembleia Legislativa, R$ 28.235,00; Tribunal de Contas, R$ 11.962,11; Tribunal de Justi\u00e7a, R$ 82.147,54; Corregedoria Geral de Justi\u00e7a, R$ 520,00; Minist\u00e9rio P\u00fablico, R$ 7.980,82. O total transferido para os outros poderes atingiu o montante de R$ 130.845,47 mil reais.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-6\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab6\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-ba6cd772\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Setor externo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A crise econ\u00f4mica internacional se aprofundou mais ainda durante o m\u00eas de agosto e in\u00edcio de setembro. A instabilidade dos mercados levou a situa\u00e7\u00f5es descritas pela imprensa como de p\u00e2nico em todas as economias. Os principais centros financeiros mundiais tiveram seus ativos fortemente desvalorizados, o que foi acompanhado pela desvaloriza\u00e7\u00e3o das moedas de diversos pa\u00edses. No Brasil a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi diferente. Estima-se que o Governo gastou cerca de US$ 15 bilh\u00f5es para manter a estabilidade cambial e a confian\u00e7a no Real, at\u00e9 a segunda semana de setembro. Nos primeiros dias de setembro sa\u00edram em m\u00e9dia mais de US$ 1 bilh\u00e3o por dia. &#8220;O Brasil sofreu ontem (04.09.98) a maior perda de capitais em um s\u00f3 dia neste ano. Sa\u00edram do pa\u00eds mais de US$ 3 bilh\u00f5es, j\u00e1 descontado todo o dinheiro que entrou no mesmo dia. A maior perda ocorreu no mercado de c\u00e2mbio de taxas flutuantes, pelo qual empresas e investidores usam as contas em d\u00f3lares de n\u00e3o-residentes no pa\u00eds, as CC-5, para mandarem dinheiro para o exterior. O saldo do flutuante ficou negativo em US$ 2 bilh\u00f5es. Com isso, as reservas internacionais ca\u00edram para cerca de US$ 55 bilh\u00f5es, contra US$ 70 bilh\u00f5es antes da crise.&#8221; (O Globo, 05.09.98).<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9ficit nas transa\u00e7\u00f5es correntes do Balan\u00e7o de Pagamentos (ver tabela 7.1) atingiu US$ 2,026 bilh\u00f5es em julho de 1998, acumulando um d\u00e9ficit total de US$ 16,03 bilh\u00f5es no ano. Este resultado foi obtido principalmente pela redu\u00e7\u00e3o no d\u00e9ficit da Balan\u00e7a Comercial que diminuiu de US$ 4,46 bilh\u00f5es, em jan\/jul de 1997, para US$ 2,38 bilh\u00f5es no total acumulado em 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>Este resultado minou as expectativas do Governo de gerar super\u00e1vits como o que ocorreu em junho de 1998, no qual registrou-se um saldo positivo de US$ 12 milh\u00f5es. Outra expectativa do Governo, quanto \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, era o aumento da import\u00e2ncia dos manufaturados. Esses produtos sofreram varia\u00e7\u00e3o positiva de 7,7%, comparando os resultados absolutos do m\u00eas de junho dos anos de 1997 e 1998. No entanto, deve-se levar em conta que os resultados no primeiro semestre de 1997 foram decepcionantes para estes produtos, o que de certa forma torna os resultados comparativos superestimados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conta de Capital da Balan\u00e7a de Pagamentos destaca-se a grande invas\u00e3o de divisas estrangeiras. A conta registrou um ingresso total de US$ 86,9 bilh\u00f5es nos primeiros sete meses do ano, enquanto que em todo o ano de 1997 o ingresso foi de US$ 128,9 bilh\u00f5es. Caso essa tend\u00eancia n\u00e3o fosse interrompida pela crise internacional, o fluxo de capitais externos poderia atingir mais de US$ 170 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Capta\u00e7\u00e3o de recursos externos alcan\u00e7ou um total de US$ 11,2 bilh\u00f5es em julho\/98, muito menos do que os US$ 15,4 bilh\u00f5es de julho de 1997, j\u00e1 demonstrando a tend\u00eancia ao decl\u00ednio no ingresso de capitais. Esse movimento aparece na redu\u00e7\u00e3o do ingresso de capitais especulativos na rubrica portf\u00f3lios que registra uma redu\u00e7\u00e3o de 14% na compara\u00e7\u00e3o entre os sete primeiros meses de 1998 em rela\u00e7\u00e3o a 1997. Em compensa\u00e7\u00e3o ocorreu um elevado crescimento no ingresso de divisas a t\u00edtulo de empr\u00e9stimos em moeda. Esses recursos entraram principalmente atrav\u00e9s da Resolu\u00e7\u00e3o 63 (crescimento de 552%), Comunicado Firce n\u00b0 10 (120%), Resolu\u00e7\u00e3o 2.148 &#8211; financiamento rural (140%), e B\u00f4nus e &#8216;notes&#8217; (31%). O resultado foi um ingresso de US$ 33,0 bilh\u00f5es entre janeiro e julho de 1998, um crescimento de 75% se comparado aos US$ 18,8 bilh\u00f5es do mesmo per\u00edodo de 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Na conta de Investimentos observa-se, tamb\u00e9m, um elevado aumento nos ingressos a t\u00edtulo de investimento estrangeiro direto (39%) e nas outras contas. Nesta destaca-se o ingresso nos fundos de renda fixa que passa de US$ 66 milh\u00f5es entre janeiro e julho de 1997 para US$ 3,848 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>De 1987, quando come\u00e7am os primeiros ingressos nesta conta, at\u00e9 o m\u00eas de julho de 1998, estimamos que o saldo l\u00edquido acumulado na conta de portf\u00f3lio atingia o total de US$ 37,3 bilh\u00f5es. O saldo do investimento estrangeiro direto chegava a US$ 42,9 bilh\u00f5es e as outras contas atingiam US$ 4,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de atingir n\u00edveis recordes, em abril deste ano, as reservas v\u00eam assumindo um comportamento decrescente, fun\u00e7\u00e3o em grande parte das interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas do Banco Central no mercado. As reservas medidas no conceito de caixa chegaram ao n\u00edvel de US$ 73,8 no m\u00eas de mar\u00e7o de 1998, muito acima dos US$ 51,1 bilh\u00f5es de novembro de 1997, no final da crise asi\u00e1tica que obrigou o Banco Central a vender mais de US$ 10 bilh\u00f5es no final do m\u00eas de outubro de 1997. As medidas tomadas na \u00e9poca permitiram n\u00e3o s\u00f3 a reconstitui\u00e7\u00e3o do patamar anterior como elevaram muito mais o n\u00edvel das reservas. Entretanto, a nova crise de agosto de 1998 produziu uma sa\u00edda de divisas que deve baixar seu n\u00edvel para menos de US$ 60 bilh\u00f5es, deixando o pa\u00eds muito vulner\u00e1vel face \u00e0s sa\u00eddas do capital especulativo e dos empr\u00e9stimos em moeda de curto prazo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-d73f844a\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Balan\u00e7a Comercial &#8211; Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A Balan\u00e7a Comercial do Esp\u00edrito Santo fechou o primeiro semestre de 1998 com saldo negativo de US$ 490 milh\u00f5es o que representa cerca de 20,5% do d\u00e9ficit comercial brasileiro. A participa\u00e7\u00e3o relativa do com\u00e9rcio exterior do Esp\u00edrito Santo em rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds continuou em queda no acumulado do semestre. As exporta\u00e7\u00f5es capixabas perderam participa\u00e7\u00e3o relativa, de 5,1% no primeiro semestre de 1997 para 4,9% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em 1998. Pelo lado das importa\u00e7\u00f5es a participa\u00e7\u00e3o caiu de 7,3% para 6,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela 7.4 mostra os principais mercados internacionais que mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es comerciais com o Brasil atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo, divididos em blocos econ\u00f4micos. A Uni\u00e3o Europ\u00e9ia constitui-se no principal mercado para as exporta\u00e7\u00f5es capixabas representando 34% do total exportado e em segundo lugar aparecem os pa\u00edses do Nafta &#8211; Estados Unidos, Canad\u00e1 e M\u00e9xico &#8211; com 28%. Pelo lado das importa\u00e7\u00f5es, o Mercosul j\u00e1 se coloca em primeiro lugar com uma participa\u00e7\u00e3o de 30%; o Nafta aparece em segundo lugar com 25% e a \u00c1sia em terceiro com 18%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os quatro principais produtos da pauta de exporta\u00e7\u00e3o do Estado s\u00e3o: o min\u00e9rio-de-ferro, cujas exporta\u00e7\u00f5es foram de US$ 345 milh\u00f5es no primeiro semestre contra US$ 380 milh\u00f5es em 1997; seguido pela celulose com US$ 224 milh\u00f5es em 1998 contra US$ 194 milh\u00f5es no primeiro semestre de 1997; o caf\u00e9 com US$ 146 milh\u00f5es no primeiro semestre de 1998 contra US$ 165 milh\u00f5es em 1997; e, por \u00faltimo, o m\u00e1rmore e o granito que registraram neste primeiro semestre de 98 exporta\u00e7\u00f5es de US$ 31 milh\u00f5es, uma eleva\u00e7\u00e3o de US$ 6,9 milh\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o ao registro do ano passado (ver tabela 7.5).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo lado das importa\u00e7\u00f5es os ve\u00edculos e suas partes s\u00e3o os principais produtos importados pelo Esp\u00edrito Santo, representaram 58% das importa\u00e7\u00f5es no primeiro semestre de 1997, caindo para 45% em 1998. Essa redu\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o relativa nas importa\u00e7\u00f5es foi decorrente das medidas tomadas pelo Governo Federal para a redu\u00e7\u00e3o nas importa\u00e7\u00f5es em geral e dos ve\u00edculos em particular. Observa-se que os demais produtos importados apresentaram aumento tanto em termos relativos quanto absolutos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o Este n\u00famero do nosso Boletim de CONJUNTURA est\u00e1 sendo conclu\u00eddo em um momento de profundas turbul\u00eancias no mercado financeiro 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