{"id":3910,"date":"1999-04-21T19:18:00","date_gmt":"1999-04-21T22:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=3910"},"modified":"2025-11-21T19:41:26","modified_gmt":"2025-11-21T22:41:26","slug":"boletim-no-07-abril-1999","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/boletim-no-07-abril-1999\/","title":{"rendered":"Boletim N\u00ba 07 &#8211; Abril 1999"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-container uagb-block-827d0de8 alignfull uagb-is-root-container\"><div class=\"uagb-container-inner-blocks-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-234b3f07\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a demiss\u00e3o de Gustavo Franco da presid\u00eancia do Banco Central e da escolha de Francisco Lopes para substitu\u00ed-lo, a pol\u00edtica cambial foi modificada com a introdu\u00e7\u00e3o da &#8220;banda diagonal end\u00f3gena&#8221;. Naquele momento, um novo ataque especulativo contra o Real, nos dias 13 e 14 de janeiro, levou ao abandono da pol\u00edtica de taxa de c\u00e2mbio fixa. Enfim, a equipe econ\u00f4mica desistiu de defender a sobrevaloriza\u00e7\u00e3o cambial e, para administrar essa nova situa\u00e7\u00e3o, foi escolhido Arm\u00ednio Fraga como novo presidente do BCB. A mete\u00f3rica gest\u00e3o de Francisco Lopes durou cerca de duas semanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela luta ingl\u00f3ria, o Banco Central do Brasil &#8220;queimou&#8221; cerca de US$ 50 bilh\u00f5es das reservas internacionais do Brasil, entre agosto de 1998 e janeiro de 1999. A &#8220;libera\u00e7\u00e3o&#8221; do mercado cambial, com a introdu\u00e7\u00e3o da taxa flutuante de c\u00e2mbio, levou os banqueiros e especuladores ao desespero ao verem que, o que tinha sobrado das reservas, n\u00e3o era suficiente para atender todos os credores que quisessem. Ao mesmo tempo o governo resolveu, finalmente, n\u00e3o mais vender d\u00f3lares. A taxa de c\u00e2mbio disparou, as taxas de infla\u00e7\u00e3o cresceram rapidamente e os analistas, dos otimistas aos pessimistas, apresentaram perspectivas sombrias para o ano de 1999. Passado o impacto inicial da turbul\u00eancia, a taxa de c\u00e2mbio retomou a patamares &#8220;aceit\u00e1veis&#8221;, os \u00edndices de pre\u00e7os recuaram rapidamente e o otimismo voltou a reinar nos mercados de c\u00e2mbio, a\u00e7\u00f5es e derivativos. At\u00e9 as revela\u00e7\u00f5es da CPI do sistema banc\u00e1rio, em curso no Senado Federal, n\u00e3o foram suficientes para trazerem de volta a crescente instabilidade ao mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o mesmo per\u00edodo as metas estabelecidas no acordo com o FMI, assinado em dezembro de 1998, foram reformuladas com um objetivo principal: elevar o saldo entre receitas totais e despesas totais do setor p\u00fablico sem incluir as despesas com juros de R$ 23,608 bilh\u00f5es para R$ 30,018 bilh\u00f5es at\u00e9 dezembro de 1999. Assim, o volume de recursos desviados pelos esc\u00e2ndalos denunciados na CPI dos bancos n\u00e3o representa quase nada em rela\u00e7\u00e3o ao esc\u00e2ndalo real produzido pela gest\u00e3o das pol\u00edticas monet\u00e1ria e fiscal. Elas retiraram R$ 54,2 bilh\u00f5es dos cofres do governo federal em pagamento de juros durante o ano de 1998. Em 1999, essa conta deve chegar aos R$ 97,0 bilh\u00f5es. No primeiro trimestre do ano o governo federal gerou um super\u00e1vit de R$ 7,1 bilh\u00f5es que foram consumidos com o pagamento de juros apenas nos dois primeiros meses de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo firmado com o FMI exigiu a implementa\u00e7\u00e3o mais acelerada das medidas conhecidas como o &#8220;Consenso de Washington&#8221; &#8211; conclus\u00f5es da reuni\u00e3o organizada pelo FMI, BID e BIRD em novembro de 1989. Medidas que, entre outras, aprofundaram ainda mais a precariedade do mercado de trabalho brasileiro e penalizaram fortemente os trabalhadores. Abriu o mercado financeiro oferecendo maiores privil\u00e9gios aos especuladores do exterior em rela\u00e7\u00e3o aos internos, para as aplica\u00e7\u00f5es em fundos de renda fixa atrav\u00e9s do Anexo VI.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, as mesmas Institui\u00e7\u00f5es mencionadas v\u00eam denunciar o aumento da pobreza no Brasil. Segundo elas, entre outubro do ano passado e janeiro de 1999 cerca de 5 milh\u00f5es de brasileiros ca\u00edram abaixo da linha de pobreza, ou seja, disp\u00f5em de menos de US$ 2,00 por dia para sobreviverem. N\u00e3o consideram que o aumento da pobreza \u00e9 o resultado da forma de apropria\u00e7\u00e3o de riqueza, decorrente das rela\u00e7\u00f5es sociais que defendem, e da pol\u00edtica econ\u00f4mica implementada pela inser\u00e7\u00e3o subordinada e dependente do Brasil no sistema mundial, fruto das escolhas realizadas pelo governo nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-info-box uagb-block-cf0682ce uagb-infobox__content-wrap  uagb-infobox-icon-above-title uagb-infobox-image-valign-top\"><div class=\"uagb-ifb-content\"><div class=\"uagb-ifb-separator\"><\/div><div class=\"uagb-ifb-title-wrap\"><span class=\"uagb-ifb-title-prefix\">Departamento de Economia e Mestrado em Economia da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo<\/span><h3 class=\"uagb-ifb-title\">N\u00facleo de Estudos e Pesquisas e COnjuntura<\/h3><\/div><p class=\"uagb-ifb-desc\"><strong>Coordenadores<\/strong>: Fabr\u00edcio A. de Oliveira e Paulo Nakatani<br \/><strong>Participaram neste n\u00famero<\/strong>: Adriana Barbosa Gon\u00e7alves, Andressa Buss Rocha, Ang\u00e9lica Soares Gusm\u00e3o, Araceli Reis Buffon, Jalisson Lage Maciel, Lauri\u00e9te Caneva, Marcelo Alves de Morais, Marcos Barcellos da Cunha e Silva, Maria Aparecida Alves Santos, Marlon Gomes Ney, Oberdan Pandolfi Ermita, Rosiane de Souza, Vanuza da Silva Pereira, Verana B. Regattieri<br \/><strong>Colaboraram neste n\u00famero<\/strong>: \u00c2ngela Maria Morandi, Maur\u00edcio de Souza Sabadini e Reinaldo Antonio Carcanholo.<br \/><strong>Editora\u00e7\u00e3o<\/strong>: Factual Editora LTDA<\/p><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-buttons uagb-buttons__outer-wrap uagb-btn__default-btn uagb-btn-tablet__default-btn uagb-btn-mobile__default-btn uagb-block-4840a245\"><div class=\"uagb-buttons__wrap uagb-buttons-layout-wrap \">\n<div data-aos= \"fade-up\" data-aos-duration=\"400\" data-aos-delay=\"0\" data-aos-easing=\"ease\" data-aos-once=\"true\" class=\"wp-block-uagb-buttons-child uagb-buttons__outer-wrap uagb-block-00e26bc9 wp-block-button\"><div class=\"uagb-button__wrapper\"><a class=\"uagb-buttons-repeater wp-block-button__link\" aria-label=\"\" href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B_QkFwH3dc-0MkZER0k0VGVvX0k\/view?usp=sharing&amp;resourcekey=0-OZrLabgGKVBcCmr0r7ENIg\" rel=\"follow noopener\" target=\"_blank\" role=\"button\"><div class=\"uagb-button__link\">Confira aqui o arquivo original<\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs uagb-block-a2bd5140 uagb-tabs__wrap uagb-tabs__vstyle7-desktop uagb-tabs__vstyle6-tablet uagb-tabs__stack1-mobile\" data-tab-active=\"0\"><ul class=\"uagb-tabs__panel uagb-tabs__align-left\" role=\"tablist\"><li class=\"uagb-tab uagb-tabs__active\" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab0\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"0\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Econ\u00f4mica<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab1\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"1\" role=\"tab\"><div>Infla\u00e7\u00e3o<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab2\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"2\" role=\"tab\"><div>N\u00edvel de Atividade<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab3\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"3\" role=\"tab\"><div>Emprego e Sal\u00e1rios<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab4\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"4\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Monet\u00e1ria<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab5\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"5\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica fiscal<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab6\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"6\" role=\"tab\"><div>Setor Externo<\/div><\/a><\/li><\/ul><div class=\"uagb-tabs__body-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-0\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab0\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-16df29cf\"><h2 class=\"uagb-heading-text\"><strong>ENTRE O OTIMISMO EXCESSIVO E O REALISMO DA POL\u00cdTICA ECON\u00d4MICA<\/strong><\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Depois de experimentar um per\u00edodo de &#8220;pessimismo excessivo&#8221;, o mercado brasileiro reingressou, muito rapidamente, numa fase em que o diretor-gerente-adjunto do FMI (Fundo Monet\u00e1rio Internacional), Stanley Fisher, classifica como de &#8220;otimismo exagerado e perigoso&#8221;. N\u00e3o \u00e9 para menos. Tirante a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial ocorrida, com a qual se corrigiu uma das principais fragilidades do Plano Real, mas que at\u00e9 o momento se revelou insuficiente para fomentar as exporta\u00e7\u00f5es na dimens\u00e3o desej\u00e1vel e para reduzir os desequil\u00edbrios da balan\u00e7a de transa\u00e7\u00f5es correntes, o modelo econ\u00f4mico brasileiro continua com as mesmas caracter\u00edsticas que o conduziram a sucessivas crises nos \u00faltimos cinco anos. Apenas conseguiu-se evitar, com o aporte de recursos negociados com o FMI e com a comunidade financeira internacional, e tamb\u00e9m com a ado\u00e7\u00e3o de um draconiano pacote de ajuste fiscal, que a desconfian\u00e7a dos agentes econ\u00f4micos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moeda nacional garantisse a sua trajet\u00f3ria de desvaloriza\u00e7\u00e3o e que as for\u00e7as da infla\u00e7\u00e3o continuassem sendo realimentadas, repondo os mecanismos de sua auto-reprodu\u00e7\u00e3o. Com o recuo da paridade, a &#8220;bolha&#8221; de crescimento dos pre\u00e7os come\u00e7ou a se desfazer, os temores de reindexa\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios foram reduzidos, as taxas de juros entraram em decl\u00ednio e o capital externo de curto prazo voltou a ingressar no pa\u00eds, com alegria, dando um novo impulso para as bolsas de valores. \u00c9 para o &#8220;otimismo excessivo&#8221; resultante deste novo cen\u00e1rio que Fisher chama a aten\u00e7\u00e3o, principalmente porque, para ele, muito h\u00e1 a fazer para se completar as reformas que poderiam, de fato, tornar menos fr\u00e1gil a confian\u00e7a dos investidores. Mas, al\u00e9m disso, tamb\u00e9m s\u00e3o grandes os riscos colocados para a governabilidade do pa\u00eds, com a perda de autonomia de sua pol\u00edtica econ\u00f4mica para o FMI e o tesouro norte-americano para reverter o quadro de crise do in\u00edcio do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, para garantir o retorno deste &#8220;otimismo&#8221;, as autoridades governamentais tiveram de comprometer-se com a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica exageradamente recessiva, que deve provocar um recuo do PIB de -5% e levar o desemprego nas regi\u00f5es metropolitanas a ultrapassar a casa dos 20% de acordo com a metodologia utilizada pelo DIEESE (os n\u00fameros j\u00e1 apurados para S\u00e3o Paulo em mar\u00e7o registraram uma taxa de desemprego de 19,9%). Al\u00e9m disso, o pacote fiscal, que teve de ser editado para garantir a conclus\u00e3o do ajuste fiscal exigido para o fechamento do acordo com o FMI, representou um s\u00e9rio golpe para os rendimentos dos servidores p\u00fablicos, para os aposentados e pensionistas, com o brutal aumento das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e, de quebra, para as pol\u00edticas sociais, que tiveram tamb\u00e9m seus recursos extremamente reduzidos para garantir a gera\u00e7\u00e3o de um super\u00e1vit prim\u00e1rio da ordem de 3,1% do PIB, indispens\u00e1vel para o pagamento de parcela significativa dos juros da d\u00edvida. Na mesma situa\u00e7\u00e3o foram enquadrados os estados e munic\u00edpios, os quais, literalmente falidos com a inconsistente pol\u00edtica macroecon\u00f4mica implementada pelo governo federal ao longo de toda a d\u00e9cada de 90, amea\u00e7am rebelar-se contra a atual pol\u00edtica econ\u00f4mica, caso os termos da renegocia\u00e7\u00e3o de suas d\u00edvidas n\u00e3o sejam revistos e adotadas medidas que amenizem sua ca\u00f3tica situa\u00e7\u00e3o financeira, o que contraria o acerto realizado com o Fundo. N\u00e3o sem raz\u00e3o, a popularidade de FHC junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ingressou, de uma maneira geral, numa trajet\u00f3ria de queda, que parece irrevers\u00edvel, porque, depois de cinco anos de desgoverno, parece ter-se finalmente desnudado a face de um modelo que pouco compromisso tem com os interesses da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso a preocupa\u00e7\u00e3o de Fisher. Sem a realiza\u00e7\u00e3o das reformas, o &#8220;otimismo&#8221; infundado pode rapidamente recolocar em cena o &#8220;pessimismo&#8221; exagerado e o pa\u00eds ingressar numa nova crise de maiores dimens\u00f5es que a ocorrida no in\u00edcio do ano. E como a pol\u00edtica econ\u00f4mica parece ter perdido a autonomia e tamb\u00e9m a legitimidade interna necess\u00e1ria para levar \u00e0 frente um novo projeto para o pa\u00eds, que continua dependendo do capital externo de curto prazo para seu financiamento, essa situa\u00e7\u00e3o pode ocorrer mais r\u00e1pido do que muitos imaginam.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-1\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab1\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-61badff8\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real, decorrente da mudan\u00e7a na pol\u00edtica cambial resultante do \u00faltimo ataque especulativo ocorrido na primeira quinzena de janeiro, a infla\u00e7\u00e3o amea\u00e7ou disparar no m\u00eas de fevereiro. Mas em mar\u00e7o, contrariando as previs\u00f5es de todos os institutos de pesquisa e da maioria dos economistas, os indicadores da infla\u00e7\u00e3o retornaram a um patamar muito mais baixo do que o esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro, os \u00edndices IGP-DI &#8211; \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os no conceito de Disponibilidade Interna &#8211; e IGP-M &#8211; \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os no Mercado &#8211; calculados pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, registraram infla\u00e7\u00e3o de 1,15% e 0,84% respectivamente. O IGP-M de fevereiro cresceu para 3,61%, mas retrocedeu para 2,83%, em mar\u00e7o e para 0,71%, em abril de 1999. O IGP-DI apresentou, em fevereiro, magnitude de 4,44%, mas diminuiu para 1,98%, em mar\u00e7o. Segundo os analistas, a varia\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos insumos cotados em d\u00f3lar foi o que mais influenciou para esse resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos \u00edndices que comp\u00f5em o IGP-DI, apenas o \u00cdndice de Pre\u00e7os no Atacado (IPA-DI) n\u00e3o apresentou eleva\u00e7\u00e3o em janeiro; ele representa 60% do IGP-DI e teve uma queda 0,16 ponto percentual, passando de 1,74% para 1,58%. O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC-DI) registrou uma taxa de 0,64% e o \u00cdndice Nacional da Constru\u00e7\u00e3o Civil (INCC-DI), 0,55%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro, o IPA-M, que corresponde a 60% do IGP-M, registrou alta bastante consider\u00e1vel de 5,82%, enquanto em janeiro esse \u00edndice foi de 1,05%. Os principais produtos respons\u00e1veis pelo expressivo aumento dos pre\u00e7os por atacado foram o trigo, com 49,1%, o alum\u00ednio em lingote, com 41,5%, o cacau, com 29,7% e o enxofre bruto com 48,5%. O IPC-M atingiu 0,97%, contra 0,70%, e o INCC-M atingiu 0,62%, contra 0,21%, em janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da FIPE, IPC, indicador medido no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, registrou na terceira semana de fevereiro uma eleva\u00e7\u00e3o de 1,29%, fechando o m\u00eas em 1,41%, contra 0,50% em janeiro. Os maiores aumentos foram nos alimentos, especialmente os produtos ligados \u00e0s commodities, como o trigo, o caf\u00e9, a carne e a soja, por serem negociados ou terem como refer\u00eancia o d\u00f3lar. Outros produtos que pressionaram essa eleva\u00e7\u00e3o foram os importados como a farinha de trigo, o bacalhau e a azeitona. Em mar\u00e7o, o IPC-FIPE caiu para 0,56%, contrariando todas as previs\u00f5es. Dentre os sete grupos que comp\u00f5em o IPC, cinco apresentaram altas menores do que no m\u00eas de fevereiro: alimenta\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o, transportes, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados preliminares da Fipe, para o m\u00eas de abril, indicam que o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor deve manter-se em 0,5% e passar para 0,6% em maio. Assim, as previs\u00f5es que eram de 10% a 12% para o ano de 1999, foram reduzidas para menos de 9%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) e o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), apurados no per\u00edodo de 1 a 30 de cada m\u00eas, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) em nove regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, S\u00e3o Paulo, Bel\u00e9m, Fortaleza, Salvador e Curitiba, al\u00e9m do Distrito Federal e do munic\u00edpio de Goi\u00e2nia), apresentaram em janeiro varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,65% e de 0,70%, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em fevereiro, esses \u00edndices cresceram para 1,29% e 1,05%; diminuindo para 1,28% e 1,10% em mar\u00e7o de 1999. O INPC estima a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os para as fam\u00edlias com renda mensal de um at\u00e9 oito sal\u00e1rios m\u00ednimos e o IPCA, para fam\u00edlias de um a quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os sete grupos que comp\u00f5em o INPC, o grupo Vestu\u00e1rio foi o \u00fanico que apresentou redu\u00e7\u00e3o; todos os demais cresceram em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro. Os grupos que apresentaram maiores aumentos foram: Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas (2,02%), Artigos de Resid\u00eancia (1,72%) e Sa\u00fade e Cuidados Pessoais (1,71%). Os pre\u00e7os apresentaram comportamento semelhante quando medidos pelo IPCA. O grupo Vestu\u00e1rio foi negativo em -0,07% e os demais foram positivos. Os grupos Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas (2,01%), Artigos de Resid\u00eancia (1,63%) e Sa\u00fade e Cuidados Pessoais (1,32) tamb\u00e9m apresentaram as maiores altas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro, a taxa de infla\u00e7\u00e3o calculada pelo DIEESE, para S\u00e3o Paulo, foi de 1,38%, a maior registrada pela institui\u00e7\u00e3o desde janeiro de 1997, quando atingiu 2,12%. Em fevereiro, o mesmo \u00edndice atingiu 1,15% e em mar\u00e7o caiu para 0,98%. Neste m\u00eas, o grupo que mais pressionou o aumento de pre\u00e7os foi o de Alimenta\u00e7\u00e3o (1,63%) e o que mais contribuiu para sua queda foi o de Vestu\u00e1rio (-2,56%). Dentro dos subgrupos, a Ind\u00fastria da Alimenta\u00e7\u00e3o (3,26%), o de Eletrodom\u00e9sticos (2,42%) e o de Medicamentos (2,03%) foram os que mais contribu\u00edram para o aumento no \u00edndice de pre\u00e7os; e os de Roupas (-3,26%), Cal\u00e7ados (-1,42%) e Acess\u00f3rios (-0,28%) para a sua redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica, feita pelo DIEESE, ocorreu aumento no pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica em 13 das 16 capitais onde \u00e9 realizada a pesquisa, no m\u00eas de janeiro (Tabela 2.2). Em fevereiro, o custo da cesta b\u00e1sica aumentou em 12 capitais e, em mar\u00e7o, diminuiu em 11 das 16 capitais. O custo da cesta variou entre o m\u00e1ximo de R$ 104,86, em S\u00e3o Paulo, e o m\u00ednimo de R$ 81,32, em Vit\u00f3ria; em fevereiro, variou de R$ 106,75 a R$ 82,92 e, em mar\u00e7o, de R$ 106,28 a R$ 83,04, conforme mostra a tabela 2.2. Apesar da queda verificada em mar\u00e7o, o custo da cesta b\u00e1sica, na maioria da capitais, ainda foi maior que o verificado no m\u00eas de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Vit\u00f3ria, cuja cesta b\u00e1sica foi a mais barata do pa\u00eds em janeiro (R$ 81,32), quando apresentou queda de 5,07% em compara\u00e7\u00e3o com dezembro, seu custo aumentou 4,19% em fevereiro e 3,99% em mar\u00e7o, acumulando 8,35% de aumento no primeiro trimestre do m\u00eas. Os produtos com os maiores aumentos nos pre\u00e7os, em mar\u00e7o, foram: caf\u00e9 (6,64%), manteiga (5,50%) e carne (4,22%). Os que aumentaram menos foram: batata (0,52%), a\u00e7\u00facar (0,56%) e tomate (0,57%).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Paulo Sidney Cota, da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, o resultado da infla\u00e7\u00e3o no m\u00eas de mar\u00e7o levou-o a rever suas proje\u00e7\u00f5es de 15%, para menos de 10% em 1999. A Fipe tamb\u00e9m estima, ap\u00f3s a relativa estabiliza\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio, que a infla\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo n\u00e3o dever\u00e1 ultrapassar os 10% em 1999.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-2\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab2\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-836ba7ac\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de Atividade<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O Produto Interno Bruto, calculado pelo IBGE, fechou o ano de 1998 com um crescimento de apenas 0,15%, contrariando as estimativas de 3% realizadas pelo governo no in\u00edcio do ano passado. Todos os setores apresentaram maus resultados. A ind\u00fastria retraiu -0,98%, enquanto a agropecu\u00e1ria expandiu 0,36% e os servi\u00e7os 0,75%. Por subsetores, os que sofreram queda foram: a extrativa vegetal (-7,27%), ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (-3,29%), com\u00e9rcio (-3,39%), outros servi\u00e7os (-1,10%), e lavouras (-0,23%). Ao contr\u00e1rio, todos os demais subsetores cresceram, alguns com taxas bastante significativas: extrativa mineral (9,04%), transporte (7,18%) e comunica\u00e7\u00f5es (6,88%).<\/p>\n\n\n\n<p>No confronto do quarto trimestre de 1998, com o mesmo per\u00edodo do ano anterior (Tabela 3.1), os resultados s\u00e3o ainda piores. O PIB sofreu queda de -1,89%, no qual os servi\u00e7os ficaram praticamente estagnados (0,08%), a agropecu\u00e1ria e a ind\u00fastria ca\u00edram -6,11% e -4,47%, respectivamente. Os subsetores que se destacaram pela redu\u00e7\u00e3o foram as lavouras (-10,90%) e o com\u00e9rcio (-5,80%). Assim, nem mesmo os excelentes resultados da extra\u00e7\u00e3o mineral (12,24%) e das comunica\u00e7\u00f5es (6,07%) foram capazes de evitar o p\u00e9ssimo desempenho do per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparando o quarto trimestre de 1998 com o trimestre anterior (Tabela 3.1), o Produto Interno Bruto decresceu -1,64% e todos os setores acompanharam essa tend\u00eancia: agropecu\u00e1ria (-6,45%), ind\u00fastria (-2,45%) e servi\u00e7os (-0,65%). As significativas taxas de crescimento dos subsetores de produ\u00e7\u00e3o animal (4,29%) e extrativa mineral (2,53%), foram insuficientes para compensar a elevada retra\u00e7\u00e3o das lavouras (-8,21%), constru\u00e7\u00e3o (-6,25%), transforma\u00e7\u00e3o (-3,57%) e com\u00e9rcio (-3,23%).<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial fechou o ano de 1998 com uma varia\u00e7\u00e3o negativa de -2,3%. Todos os segmentos acompanharam essa tend\u00eancia: bens de capital, -1,9%; intermedi\u00e1rios, -0,9%; consumo dur\u00e1vel, -20,5%; semidur\u00e1vel e n\u00e3o dur\u00e1vel, -1,2%. Em rela\u00e7\u00e3o a dezembro do ano passado a produ\u00e7\u00e3o industrial retraiu -3,3%. O setor que se destacou pelo pior desempenho foi o de bens de capital (-15,5%), seguido pelo de consumo dur\u00e1vel (-10,9%), intermedi\u00e1rios (-2,2%), e semidur\u00e1vel e n\u00e3o dur\u00e1vel (-0,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois primeiros meses de 1999, os indicadores de produ\u00e7\u00e3o industrial continuaram apresentando os sinais da crise brasileira. A produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo caiu -6,5% e a de bens de capital, -11,2%. Dentre os bens de consumo, os dur\u00e1veis apresentaram a maior queda, -14,0%. Em geral, o m\u00eas de fevereiro resultou pior do que o m\u00eas de janeiro e muito pior do que fevereiro do ano passado. Em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, apenas a produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo cresceu 0,2%, como resultado do aumento de 1,5% na produ\u00e7\u00e3o dos bens semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis. No confronto com fevereiro de 1998, a produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo caiu -7,8% e a de bens de capital em -11,7%. A produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis diminuiu -20,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desses resultados negativos, as expectativas para o crescimento do PIB em 1999 s\u00e3o ainda piores. Por exig\u00eancia do FMI, o pa\u00eds vem mantendo as pol\u00edticas de juros altos e arrocho fiscal, o que deve agravar ainda mais o desempenho econ\u00f4mico. As altas taxas de juros v\u00eam encarecendo os empr\u00e9stimos, desestimulando tanto novos investimentos quanto o consumo. O aperto fiscal vem reduzindo os gastos do governo e aumentando a carga tribut\u00e1ria, elevando os custos e reduzindo a demanda. A desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial encarecer\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es e como uma parte da produ\u00e7\u00e3o nacional depende de insumos importados, isso ter\u00e1 um impacto direto sobre a margem de lucro das empresas e sobre novos investimentos. Apesar disso, a estabiliza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio ao longo do ano provavelmente permitir\u00e1 que a economia seja submetida a uma ligeira recupera\u00e7\u00e3o, direcionando sua produ\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial o governo elevou sua estimativa de queda do PIB admitindo uma redu\u00e7\u00e3o superior a -3%. O IPEA que previa que o PIB cairia -3% durante a primeira metade de 1999, mudou sua previs\u00e3o para -4%. Alguns economistas mais pessimistas preveem queda em torno de -5%. Pelo visto, dias piores vir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-fc4dbdb0\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00cdVEL DE ATIVIDADE DO ESP\u00cdRITO SANTO<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O desempenho do setor industrial do Esp\u00edrito Santo, segundo os g\u00eaneros de atividade, registrou um crescimento de 12,16% em dezembro, queda de -5,0% em janeiro e voltou a crescer 12,97% em fevereiro de 1999. Apesar do crescimento em fevereiro, a ind\u00fastria acumulou, nos dois primeiros meses deste ano, uma redu\u00e7\u00e3o de -0,64% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1998 (Tabela 3.3).<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo m\u00eas de 1998, o setor de extra\u00e7\u00e3o mineral teve um crescimento de 49,41% devido a uma recupera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es como consequ\u00eancia, em parte, do descongestionamento de cargas nos portos. O aquecimento, j\u00e1 previsto, nos setores de bebidas (+78,03%) e de produtos alimentares (+29,56%) deve-se \u00e0s encomendas de final de ano. O ramo de produtos farmac\u00eauticos e veterin\u00e1rios registrou a expressiva eleva\u00e7\u00e3o de 44,78%, enquanto o crescimento dos g\u00eaneros de material el\u00e9trico e de comunica\u00e7\u00f5es (+119,77%) e de material de transporte (+45,46%), pode ser atribu\u00eddos \u00e0 reformas dom\u00e9sticas de fim de ano e a um prov\u00e1vel estoque preventivo realizado pelo varejo, antevendo a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial (Gazeta Mercantil\/ES-08\/02\/99). Apesar da varia\u00e7\u00e3o positiva que a ind\u00fastria capixaba apresentou em dezembro, no resultado acumulado dos \u00faltimos doze meses comparativamente com os doze meses anteriores, apresenta uma queda nas vendas reais de -1,78%.<\/p>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio de 1999 n\u00e3o apresentou resultado muito animador. A dispers\u00e3o na taxa de varia\u00e7\u00e3o nas vendas dos diferentes g\u00eaneros industriais foi extremamente elevada, de um m\u00ednimo de -75,57% (material de transporte) a um m\u00e1ximo de 30,64% (material el\u00e9trico e de comunica\u00e7\u00f5es). O mesmo ocorre quando se observa apenas a varia\u00e7\u00e3o mensal, pois encontra-se um crescimento de 166,61%, para a ind\u00fastria mec\u00e2nica, e uma redu\u00e7\u00e3o de -68,51%, para a de material pl\u00e1stico.<\/p>\n\n\n\n<p>O com\u00e9rcio de Vit\u00f3ria registrou uma queda de -8,2% nas consultas ao SPC e um aumento de 6,6% nas consultas a cheques, no primeiro trimestre de 1999, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Esses dados indicam uma diminui\u00e7\u00e3o nas vendas a prazo e um aumento nas vendas \u00e0 vista. Em mar\u00e7o, acumularam-se 206.119 consultas ao SPC, representando um aumento de 54,53%. Quanto aos cheques, o total de consultas nesse mesmo m\u00eas atingiu 284.622, com uma varia\u00e7\u00e3o de 23,05%. As consultas \u00e0s a\u00e7\u00f5es e protestos acumularam 80.929, com aumento de 44,86% em mar\u00e7o (Tabela 3.4).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito do Clube de Diretores Lojistas, a inadimpl\u00eancia no primeiro trimestre do ano cresceu 49,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1998. Quanto aos cheques, no mesmo per\u00edodo, a inadimpl\u00eancia diminuiu -22,2%. No conjunto, o resultado de 26,7% indica um elevado crescimento na inadimpl\u00eancia neste in\u00edcio de ano e uma mudan\u00e7a no perfil, dos cheques devolvidos para o SPC. Os dados acumulados na tabela 3.5 mostram que foram registrados no SPC 45.836 novos inadimplentes e retirados 19.958 no primeiro trimestre do ano. No mesmo per\u00edodo foram inclu\u00eddos 8.625 novos cheques e retirados 2.369. Nos tr\u00eas primeiros meses de 1998 foram registrados 48.503 novos inadimplentes e retirados 31.186 no SPC e registrados 10.849 cheques contra 2.803 exclus\u00f5es. Assim, nota-se que ocorreu uma redu\u00e7\u00e3o nas inclus\u00f5es mas muito maior nas baixas, o que significa que um n\u00famero crescente de pessoas n\u00e3o est\u00e1 conseguindo mais recuperar seu cr\u00e9dito junto aos comerciantes.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-3\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab3\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-ccf152f8\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e Sal\u00e1rios<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O n\u00edvel de desemprego medido pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, fechou o primeiro trimestre de 1999 com uma taxa de 8,15%, a maior taxa acumulada no ano desde 1983. Segundo os dados desse Instituto, conforme a tabela 4.1, a taxa de desemprego aberto foi de 7,73% em janeiro, 7,51% em fevereiro e de 8,15% em mar\u00e7o de 1999. Este \u00faltimo valor representa cerca de 1,4 milh\u00e3o de desocupados nas seis regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior, observa-se um pequeno aumento nos dois primeiros meses e uma ligeira redu\u00e7\u00e3o no terceiro. A regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro apresentou a menor taxa de desemprego (5,96%) e a de Salvador, a maior (9,86%). S\u00e3o Paulo, a regi\u00e3o mais populosa apresentou uma taxa de 8,87%.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa mensal de desemprego realizada pelo DIEESE\/SEADE, para a regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, indica uma taxa de desemprego de 19,9%, em mar\u00e7o de 1999, mais do que o dobro daquela calculada pelo IBGE. Al\u00e9m disso, tal estimativa, utilizando uma metodologia diferente, indica uma tend\u00eancia de agravamento do desemprego, em S\u00e3o Paulo, tanto no in\u00edcio de 1999 quanto em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior (Tabela 4.2).<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela 4.3 mostra as taxas de desemprego segundo os setores produtivos. Todos os setores apresentaram, no primeiro trimestre de 1999, taxas pr\u00f3ximas \u00e0s de 1998, com exce\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil, cujas taxas s\u00e3o sempre superiores \u00e0quelas registradas no ano anterior. Assim, o desemprego penaliza com mais intensidade os trabalhadores menos qualificados, com menor \u00edndice de escolaridade e com menores rendimentos, uma vez que \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o civil que mais utiliza esse tipo de for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O desemprego industrial tem penalizado outra camada de trabalhadores. S\u00f3 a ind\u00fastria automobil\u00edstica paulista fechou 11.100 postos de trabalho em 1998. O n\u00edvel de emprego no setor, de acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), caiu 9,5%. O setor fechou o ano passado (n\u00edvel de emprego registrado em dezembro) empregando 105.448 pessoas. Esse n\u00famero representou queda de -3,12% em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 1998 que foi de 108.849. Em apenas um m\u00eas foram fechados 3.401 postos de trabalho. O ano terminou com um n\u00edvel de emprego m\u00e9dio de 111,9 mil, -3,28% menor que a m\u00e9dia de 97, que foi de 115,7 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>O rendimento m\u00e9dio real das pessoas ocupadas, estimado pelo IBGE em fevereiro de 1999, utilizando como deflator o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor, \u00e9 marcado por uma queda de -2,19% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de janeiro de 1999 (Tabela 4.4) e de -5,10% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior. Em fevereiro, as pessoas ocupadas, em todas as categorias, tiveram uma queda em seu rendimento real, em rela\u00e7\u00e3o a janeiro. A maior queda foi no rendimento dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria (-3,46%) e a menor foi na categoria dos empregados com carteira assinada (-1,24%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da tabela 4.4 mostram igualmente que os rendimentos em fevereiro de 1999 ca\u00edram significativamente em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 1998. Com exce\u00e7\u00e3o dos empregados sem carteira assinada, que tiveram um pequeno aumento (0,38%), todas as demais categorias tiveram seus rendimentos reduzidos. Os trabalhadores por conta pr\u00f3pria perderam -9,5% e os empregadores -7,77%. Ou seja, quedas respectivas de R$ 393,45 para R$ 357,06 e de R$ 1.469,06 para R$ 1.274,75.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-89088405\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">EMPREGO E SAL\u00c1RIOS NO ESP\u00cdRITO SANTO<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do IDEIES &#8211; Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo, o n\u00edvel de emprego industrial no estado encerrou 1998 com desempenho negativo de -7,36%. Em compara\u00e7\u00e3o com o ano de 1997 que apresentou queda de -9,09%, o emprego industrial teve uma menor redu\u00e7\u00e3o de 1,73 ponto percentual. Esse resultado significa 3.977 trabalhadores demitidos em 1998 contra 5.403 em 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do ano de 1998 ter sido menos desfavor\u00e1vel ao emprego do que 1997, o mesmo n\u00e3o se pode afirmar para 1999, que come\u00e7a apresentando uma varia\u00e7\u00e3o negativa de -1,16%, em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 1998, ou seja mais de mil pessoas demitidas s\u00f3 em janeiro. Tendo em vista que janeiro \u00e9 sazonalmente um m\u00eas de demiss\u00f5es, esse n\u00famero \u00e9 bastante significativo, pois representa cerca de 27% do total de demiss\u00f5es ocorridas em todo o ano de 1998. Percebe-se o agravamento desse resultado ainda quando comparado a janeiro de 1998 e o total de 1997 que foi de -7,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de varia\u00e7\u00e3o no emprego continuou a cair nos meses de fevereiro (-1,43%) e mar\u00e7o (-1,54%) aumentando ainda mais o desemprego. A taxa acumulada nos tr\u00eas primeiros meses do ano foi de -4,09% e de -9,93% em doze meses. No acumulado do primeiro trimestre, os setores que mais demitiram foram: Madeira (-36,56%), Papel e Papel\u00e3o (-15,57%), Qu\u00edmica (-9,37%), Mec\u00e2nica (-9,17%) e Material de Transporte (-8,62%). Na Ind\u00fastria Qu\u00edmica as demiss\u00f5es se justificam, segundo o IDEIES, pela entressafra alcooleira. J\u00e1 na ind\u00fastria de Papel e Papel\u00e3o, pela reestrutura\u00e7\u00e3o de uma empresa do setor, e as demais justificam-se pela redu\u00e7\u00e3o de custos. Dentre os setores que apresentaram varia\u00e7\u00e3o positiva destacam-se: T\u00eaxtil (13,0%), Ind\u00fastrias Diversas (4,99%) e Editorial e Gr\u00e1fica (2,32%). Todos os demais setores apresentaram redu\u00e7\u00e3o em seus quadros de pessoal contribuindo para a elevada taxa de demiss\u00f5es ocorrida no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de apresentar varia\u00e7\u00e3o negativa por quatro meses consecutivos, de agosto a novembro, como mostra a tabela 4.6, os sal\u00e1rios reais na ind\u00fastria capixaba registraram em dezembro uma recupera\u00e7\u00e3o de 11,42%, que pode ser explicada pelo car\u00e1ter sazonal do per\u00edodo devido ao pagamento do 13\u00ba sal\u00e1rio. Na compara\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es acumuladas no ano de 1998 com o ano anterior, o segundo semestre apresentou uma forte redu\u00e7\u00e3o nos sal\u00e1rios reais pagos pela ind\u00fastria do Esp\u00edrito Santo. Apenas nos meses de novembro e dezembro de 98 a taxa acumulada sofreu uma redu\u00e7\u00e3o. Entretanto, o aumento do desemprego industrial e a tend\u00eancia de retra\u00e7\u00e3o nas vendas pode levar a novas quedas nos sal\u00e1rios reais em 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela 4.7 mostra a intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra realizada pelo SINE-ES. Observa-se que o n\u00famero de pessoas inscritas aumentou consideravelmente em janeiro deste ano em rela\u00e7\u00e3o a janeiro de 1998. Este crescimento pode ser explicado pela grande demanda do Requerimento Especial Simplificado &#8211; RES, ou seja, o n\u00famero de inscritos n\u00e3o traduz apenas as pessoas que procuraram emprego. J\u00e1 o n\u00famero de vagas, o n\u00famero de trabalhadores encaminhados e colocados, diminu\u00edram em rela\u00e7\u00e3o a janeiro de 1998. Por outro lado, na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas de dezembro de 1998, o quadro da intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra mostrou-se mais favor\u00e1vel: aumento nas vagas captadas, na m\u00e3o-de-obra encaminhada e no n\u00famero de coloca\u00e7\u00f5es. A taxa de aloca\u00e7\u00e3o cresceu de 24,6% em dezembro para 33,26% em janeiro de 1999. Esse indicador tamb\u00e9m melhora sensivelmente na compara\u00e7\u00e3o entre os meses de janeiro de 1999 com o de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto no quadro nacional quanto no estadual, a situa\u00e7\u00e3o dos desempregados tem sido cada vez mais desanimadora. Alguns otimistas acreditam que as empresas exportadoras poder\u00e3o desacelerar o crescimento do desemprego. \u00c9 o caso do Esp\u00edrito Santo que tem no com\u00e9rcio exterior participa\u00e7\u00e3o importante na sua economia. Entretanto, os dados observados ap\u00f3s a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real n\u00e3o permitem manter essa postura otimista.<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 1998 mostrou um panorama de desemprego elevado e crescente, o in\u00edcio de 1999 mostra taxas que come\u00e7am a ser insustent\u00e1veis. Elas foram a consequ\u00eancia, em grande parte, das pol\u00edticas de c\u00e2mbio valorizado e altas taxas de juros. O pior \u00e9 que a tend\u00eancia de alta nas taxas de desemprego permanece nos primeiros meses do ano de 1999 e se mant\u00e9m mesmo depois da mega desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. Al\u00e9m disso, acrescentando as consequ\u00eancias do ajuste fiscal que produzir\u00e1 significativa retra\u00e7\u00e3o na atividade econ\u00f4mica, pode-se continuar n\u00e3o s\u00f3 a eleva\u00e7\u00e3o do desemprego, mas tamb\u00e9m a queda dos sal\u00e1rios reais.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-4\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab4\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-4354606c\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Monet\u00e1ria: Base monet\u00e1ria<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, a Base Monet\u00e1ria atingiu, em dezembro de 1998, R$ 39,2 bilh\u00f5es no conceito de saldos em final de per\u00edodo, com varia\u00e7\u00e3o de -1,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (ver tabela 5.1). A varia\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses chegou a 23,1%. J\u00e1 o papel-moeda emitido atingiu R$ 24,2 bilh\u00f5es e as reservas banc\u00e1rias, R$ 15 bilh\u00f5es, com acr\u00e9scimos de 21,6% e redu\u00e7\u00e3o de -24,4%, respectivamente, no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro de 1999, a base monet\u00e1ria cresceu 1,2% e diminuiu em fevereiro e mar\u00e7o a taxas de -4,5% e -1,7%, respectivamente. O papel moeda emitido diminuiu -11,9% em janeiro, aumentou 0,7% em fevereiro e voltou a diminuir -2,9% em mar\u00e7o de 1999. Seu complemento, as reservas banc\u00e1rias, cresceu 22,1% em janeiro, diminuiu -10,5% em fevereiro e -0,2% em mar\u00e7o de 1999 (Tabela 5.1). Esses n\u00fameros mostram a extrema instabilidade do sistema monet\u00e1rio, do final do ano passado at\u00e9 o in\u00edcio deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tabela 5.2 encontram-se descritos os fatores que influenciaram a varia\u00e7\u00e3o da Base Monet\u00e1ria. Ela mostra o jogo monet\u00e1rio e financeiro entre o Banco Central e o sistema de cr\u00e9dito. Cada grupo de opera\u00e7\u00f5es indica expans\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o na Base Monet\u00e1ria, cuja estabilidade o BCB deveria manter. No processo especulativo contra o Real foram vendidos bilh\u00f5es de d\u00f3lares &#8220;enxugando&#8221; a Base Monet\u00e1ria que foi compensada pela compra, pelo BCB, de bilh\u00f5es de Reais em T\u00edtulos P\u00fablicos Federais. Isto pode ser observado nos meses de dezembro e janeiro. Ao que parece, em outubro, o sistema banc\u00e1rio acumulou elevado volume de dep\u00f3sitos junto ao BCB, que foram utilizados nos meses de novembro, dezembro e janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na reedi\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria que criou o Plano Real, o BCB desobrigou-se de manter est\u00e1vel a Base Monet\u00e1ria e foi criado o conceito de Base Monet\u00e1ria Ampliada. Esta constitui-se na soma da Base &#8220;tradicional&#8221; com os principais passivos do BCB e do Tesouro Nacional. Devido ao alto grau de liquidez dos t\u00edtulos p\u00fablicos, tornar-se-ia indiferente a emiss\u00e3o de moeda ou a venda de t\u00edtulos p\u00fablicos, entretanto, os t\u00edtulos rendem juros. Al\u00e9m disso, o hist\u00f3rico das contas do Governo Federal permite afirmar que a venda dos t\u00edtulos do tesouro, ao contr\u00e1rio do que afirmam os manuais, n\u00e3o s\u00e3o utilizados para a cobertura de d\u00e9ficits fiscais. Por outro lado, os neg\u00f3cios com os t\u00edtulos do BCB, tamb\u00e9m contrariando os manuais, n\u00e3o s\u00e3o fundamentais para a estabilidade da Base Monet\u00e1ria &#8220;restrita&#8221;. Tanto uma quanto a outra t\u00eam-se expandido violentamente nos \u00faltimos anos sem nenhum efeito sobre a infla\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m como preveem os manuais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Base Monet\u00e1ria Ampliada, medida como saldo no final do per\u00edodo, foi de R$ 329,87 bilh\u00f5es em outubro, R$ 350,97 bilh\u00f5es em novembro, R$ 352,35 bilh\u00f5es em dezembro, R$ 388,34 bilh\u00f5es em janeiro, R$ 401,76 bilh\u00f5es em fevereiro e R$ 387,99 bilh\u00f5es em mar\u00e7o de 1999. As varia\u00e7\u00f5es acumuladas em 12 meses foram respectivamente de: 49,3% em outubro, 59,6% em novembro, 25,8% em dezembro, 36,3% em janeiro, 36,5% em fevereiro e 24,9% em mar\u00e7o de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Meios de Pagamentos M1 (dep\u00f3sitos \u00e0 vista e papel-moeda em poder do p\u00fablico) apresentaram saldo de R$ 43,01 bilh\u00f5es em outubro, R$ 42,68 bilh\u00f5es em novembro, R$ 48,97 bilh\u00f5es em dezembro, R$ 47,96 bilh\u00f5es em janeiro, R$ 48,38 bilh\u00f5es em fevereiro e R$ 46,57 bilh\u00f5es em mar\u00e7o de 1999. As varia\u00e7\u00f5es acumuladas em doze meses foram de 8,2% em outubro, 8,8% em novembro, 7,4% em dezembro, 7,7% em janeiro, 13,6% em fevereiro e 12,3% em mar\u00e7o. O papel moeda em poder do p\u00fablico variou mais intensamente do que os Meios de Pagamentos. As taxas acumuladas em doze meses foram de: 20,3% em outubro, 18,3% em novembro, 16,7% em dezembro, 17,9% em janeiro, 24,1% em fevereiro e 22,9% em mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-b0d54c1d\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">OPERA\u00c7\u00d5ES DE CR\u00c9DITO<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 1998, o saldo das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do sistema financeiro em curso normal, atingiu R$ 254,8 bilh\u00f5es, o que corresponde a uma redu\u00e7\u00e3o de -0,15% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em janeiro de 1999 o total de empr\u00e9stimos elevou-se para R$ 264,3 bilh\u00f5es e para R$ 268,70 bilh\u00f5es, em fevereiro de 1999, correspondendo a aumentos de 3,73% em janeiro e 1,66% em fevereiro. A maior parte do crescimento do cr\u00e9dito, neste in\u00edcio de ano, foi direcionada para o setor privado que recebeu 87,5% dos empr\u00e9stimos. O setor p\u00fablico recebeu apenas 12,5% do mesmo, em fevereiro de 1999.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-c843b742\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">TAXA DE JUROS<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O Brasil tem, hoje, a maior taxa de juros do mundo depois de descontar a infla\u00e7\u00e3o, segundo pesquisa do grupo franc\u00eas Louis Dreyfus. De acordo com ela, o Brasil encabe\u00e7a a lista com uma taxa real de juros de 26,9% a.a. em dezembro de 1998. Seguindo o Brasil temos a Col\u00f4mbia com 16% a.a., a Argentina com 15,0%, o Chile com 12,9% e o M\u00e9xico com 11,3% a.a. Todos os cinco pa\u00edses, com as maiores taxas de juros do mundo, s\u00e3o latino-americanos.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela 5.4 mostra os n\u00edveis das taxas de juros b\u00e1sicos nominais da economia, determinados pelo COPOM (Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria), durante o ano. A manuten\u00e7\u00e3o da atual pol\u00edtica, ainda \u00e9 justificada pela equipe econ\u00f4mica, pela influ\u00eancia da instabilidade financeira internacional e pela tentativa de conter a perda das reservas internacionais. Entretanto, a taxa de juros alta n\u00e3o tem resolvido o problema da fuga de capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, os \u00faltimos fatos pol\u00edticos e econ\u00f4micos podem sinalizar para uma queda da taxa de juros no curto prazo. A sa\u00edda do presidente do Banco Central, Gustavo Franco, parece dar fim \u00e0 inflexibilidade na pol\u00edtica de juros e c\u00e2mbio, frequentemente atribu\u00edda pelo mercado ao presidente do BACEN. O atual presidente, Francisco Lopes, acena com a conversa e o di\u00e1logo, agradando mais aos interessados imediatos e prescrevendo um cen\u00e1rio mais otimista quanto \u00e0 queda das taxas de juros b\u00e1sicos da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fato importante foi a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real, que deve abrir algum espa\u00e7o para a queda nas taxas de juros. Pressionada por motivos pol\u00edticos e econ\u00f4micos, como \u00e9 o caso da sa\u00edda constante de reservas e o agravamento da instabilidade pol\u00edtica interna com a morat\u00f3ria mineira, a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial j\u00e1 era um apelo generalizado, principalmente do setor exportador. A pr\u00f3xima reuni\u00e3o do COPOM estava prevista para o dia 27 de janeiro, quando se esperava uma redu\u00e7\u00e3o na taxas de juros. Estima-se uma queda da TBC que alcance o n\u00edvel de, em m\u00e9dia, 26% a.a. Mas, em 18.01.99, o COPOM reuniu-se extraordinariamente elevando a TBAN para 41%, e reduziu a TBC para 25%, mas suspendendo novamente a utiliza\u00e7\u00e3o desse piso.<\/p>\n\n\n\n<p>O COPOM (Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria), reunido em 27 de janeiro, manteve as taxas de juros b\u00e1sicos da economia &#8211; a TBC em 25% ao ano e a TBAN em 41% ao ano. Essas taxas foram mantidas durante o m\u00eas de fevereiro. A Taxa Over\/Selic praticada durante o m\u00eas de janeiro foi de 30,09% ao ano, tendo se elevado para 38,99% ao ano em fevereiro de 1999 (Cf. tabela 5.4).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 05 de mar\u00e7o, o COPOM, sob a presid\u00eancia de Arm\u00ednio Fraga, modificou as regras suprimindo a TBAN e a TBC. Passou a fixar apenas uma taxa: a Over\/Selic, com &#8220;vi\u00e9s declinante&#8221;. Ou seja, a taxa Selic come\u00e7ou a ser fixada como teto para as opera\u00e7\u00f5es com os t\u00edtulos p\u00fablicos federais, que pagam efetivamente taxas inferiores ao teto. Para o m\u00eas de mar\u00e7o, a meta da taxa Selic foi fixada em 45% ao ano e foi reduzida para 34,0% em abril. As taxas praticadas no overnight foram respectivamente de 44,89% em mar\u00e7o e de 33,9% em abril. Ao mesmo tempo, a taxa efetiva projetada para o m\u00eas foi entre 38,50% e 39,50% para mar\u00e7o e de 36,33% em abril de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado financeiro o Governo vem reduzindo ainda mais as taxas praticadas. Em 22 de abril, foram colocados t\u00edtulos a 29,84% ao ano e, no dia 27, a taxa de juros caiu para 28,97% nas Letras do Tesouro Nacional de 91 dias de prazo. Isso indica que os aplicadores esperavam uma redu\u00e7\u00e3o ainda maior da nova taxa b\u00e1sica de juros, que estava em 34,0%. De acordo com essas expectativas, no dia 28.04, antes da reuni\u00e3o do COPOM, o Banco Central voltou a reduzir a taxa b\u00e1sica de juros para 32,0%. A justificativa foi a tend\u00eancia declinante dos indicadores de infla\u00e7\u00e3o e o resultado obtido nas coloca\u00e7\u00f5es dos t\u00edtulos p\u00fablicos federais.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-5\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab5\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-9086e85f\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica fiscal<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a brutal valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, que chegou a atingir R$ 2,06 no final do m\u00eas de fevereiro, o Banco Central do Brasil, passou a divulgar dois c\u00e1lculos para o resultado fiscal do governo central. Um, segue a metodologia tradicional &#8220;abaixo da linha&#8221;, no qual &#8220;o resultado fiscal do setor p\u00fablico \u00e9 medido pela varia\u00e7\u00e3o do estoque do endividamento l\u00edquido do setor p\u00fablico n\u00e3o-financeiro&#8221;. Nesse caso, o impacto da desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real sobre o estoque da d\u00edvida p\u00fablica federal foi considerado como despesas de juros e est\u00e1 destacado na tabela 6.1. O outro c\u00e1lculo, que o BCB chama de metodologia alternativa, registra apenas os pagamentos efetivamente realizados e as despesas com os juros da d\u00edvida s\u00e3o registradas pelo conceito de caixa. Nesse caso, o impacto da desvaloriza\u00e7\u00e3o sobre a d\u00edvida indexada ao d\u00f3lar \u00e9 dilu\u00eddo em fun\u00e7\u00e3o dos prazos de vencimento dos t\u00edtulos (BCB Metodologia de apura\u00e7\u00e3o dos indicadores fiscais).<\/p>\n\n\n\n<p>O esfor\u00e7o fiscal do Governo Federal, atendendo \u00e0s exig\u00eancias do acordo com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, produziu no primeiro trimestre do ano um resultado prim\u00e1rio superavit\u00e1rio de R$ 7,129 bilh\u00f5es, no conceito &#8220;acima da linha&#8221;. Tal resultado representa quase tr\u00eas vezes o valor obtido no primeiro trimestre de 1998 de R$ 2,566 bilh\u00f5es. Isso foi alcan\u00e7ado gra\u00e7as aos cortes nos gastos p\u00fablicos e ao significativo aumento nas receitas do Tesouro Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos meses de janeiro e fevereiro de 1999, o resultado prim\u00e1rio do Governo Central, no conceito &#8220;abaixo da linha&#8221; e segundo a metodologia tradicional, apresentou um super\u00e1vit acumulado da ordem de R$ 4,0 bilh\u00f5es, um pouco maior do que o resultado de R$ 3,6 bilh\u00f5es obtido no primeiro trimestre de 1998. A desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial produziu um impacto violento sobre a d\u00edvida e a sua considera\u00e7\u00e3o como despesa elevou a conta de juros para R$ 62,580 bilh\u00f5es no primeiro bimestre do ano. A ado\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de livre flutua\u00e7\u00e3o cambial associada ao ataque especulativo contra o Real nos dias 13 e 14 de janeiro deixou como resultado uma conta de R$ 51,174 bilh\u00f5es em juros, somente naquele m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova metodologia, o conceito de compet\u00eancia tendo sido substitu\u00eddo pelo de caixa, os resultados &#8220;abaixo da linha&#8221; n\u00e3o levam em conta o efeito da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. Nesse caso, o aumento na conta de juros s\u00f3 dever\u00e1 aparecer na medida em que o BCB for resgatando os t\u00edtulos indexados \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial. Assim, a observa\u00e7\u00e3o dos dados do primeiro bimestre de 1999 mostra que o Governo n\u00e3o realizou grandes pagamentos no per\u00edodo. De qualquer modo, s\u00f3 ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o dos dados do m\u00eas de mar\u00e7o pode-se realizar uma compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior e ter uma ideia do impacto efetivo causado pela desvaloriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Total, no m\u00eas de mar\u00e7o, apresentou um acr\u00e9scimo de 22,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e de 9,0% no acumulado do trimestre em compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre de 1998. As Receitas do Tesouro foram as que mais contribu\u00edram para o crescimento desse percentual. Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, a &#8220;redu\u00e7\u00e3o de R$ 1,2 bilh\u00e3o no recolhimento da CPMF foi compensada com a eleva\u00e7\u00e3o na arrecada\u00e7\u00e3o dos seguintes tributos: i) IRRF-Capital (+21,8%): extens\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o sobre aplica\u00e7\u00f5es de renda fixa \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de cobertura (Lei n\u00ba 9.779\/99); ii) Cofins (+18,5%): aumento da al\u00edquota de 2% para 3% e extens\u00e3o da cobran\u00e7a \u00e0s entidades financeiras (Lei n\u00ba 9.718\/98); iii) IOF (+37,9%): eleva\u00e7\u00e3o na al\u00edquota sobre opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito em 0,38 ponto percentual e incid\u00eancia sobre aplica\u00e7\u00f5es financeiras em fundos de investimentos (Portarias MF 348\/98 e 05\/99); iv) IRRF-Remessas ao Exterior (+86,5%): aumento no volume dessas remessas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A Despesa Total, excluindo-se as transfer\u00eancias a estados e munic\u00edpios, diminuiu de R$ 37,065 bilh\u00f5es para R$ 35,168 bilh\u00f5es, na compara\u00e7\u00e3o entre o primeiro trimestre de 1998 com o mesmo per\u00edodo de 1999. A conta Pessoal e Encargos no primeiro trimestre de 1999 atingiu R$ 11,465 bilh\u00f5es, sofrendo uma queda de -10,5% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre de 1998. Essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 explicada pelo Tesouro Nacional pelas altera\u00e7\u00f5es no prazo de pagamento. As despesas com custeio e capital tamb\u00e9m diminu\u00edram em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas primeiros meses de 1998, de R$ 11,858 bilh\u00f5es para R$ 10,257 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A D\u00edvida Mobili\u00e1ria Federal no mercado atingiu a cifra de R$ 379,522 bilh\u00f5es &#8211; 39,3% do PIB &#8211; no m\u00eas de fevereiro deste ano; houve um aumento de 4,12% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas imediatamente anterior e de 39,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de fevereiro de 1998. O total de t\u00edtulos emitidos atingiu o montante de R$ 495,831 bilh\u00f5es. Os t\u00edtulos de responsabilidade do Tesouro no mercado atingiram o patamar de R$ 251,545 bilh\u00f5es e os de responsabilidade do Banco Central alcan\u00e7aram o total de R$ 127,977 bilh\u00f5es (Tabela 6.2).<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil terminou o ano de 1998 com uma grave crise financeira. Depois da crise russa, em agosto, os capitalistas estrangeiros criaram uma expectativa pessimista quanto \u00e0 economia brasileira. O final do ano foi marcado por uma forte sa\u00edda de d\u00f3lares, refletindo em grande parte a inseguran\u00e7a dos investidores e aplicadores para com a sobrevaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio. O resultado nas contas externas brasileiras s\u00f3 tenderam a se agravar no m\u00eas de dezembro, fechando o ano com acentuados d\u00e9ficits.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o BCB, os t\u00edtulos pr\u00e9fixados cresceram de 3,5% em dezembro de 1998 para 6% em janeiro e 7,4% em fevereiro. Os t\u00edtulos cambiais, que representavam 30,4% em janeiro tiveram sua participa\u00e7\u00e3o reduzida para 29,9% em fevereiro. Em mar\u00e7o, devem reduzir mais devido \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o cambial ocorrida no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A D\u00edvida L\u00edquida Total atingiu R$ 500,788 bilh\u00f5es ou 51,9% do PIB, em janeiro de 1999. Desse montante, 63,4% \u00e9 de responsabilidade do Governo Federal e do Banco Central, 28,6% dos Governos estaduais e municipais e 8,0% das empresas estatais. A d\u00edvida interna representa 76% e a externa 24% do total. O crescimento da d\u00edvida externa l\u00edquida do Governo Federal, nos meses de novembro, dezembro e janeiro, \u00e9 o fator mais significativo que se observa nos dados da tabela 6.3. Esse crescimento \u00e9 devido \u00e0 acelerada perda das reservas internacionais ap\u00f3s o ataque especulativo ocorrido em agosto de 1998 e o recebimento da primeira parcela da &#8220;ajuda do FMI&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-6\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab6\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-7924cf05\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Setor Externo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Apontamos, no Boletim anterior, que a crise financeira, cuja extens\u00e3o ultrapassava mais de um ano, havia se agravado em agosto com a morat\u00f3ria russa. As contas externas brasileiras estiveram, durante todo o final de 1998, submetidas a essas oscila\u00e7\u00f5es do mercado. Foram afetados principalmente os saldos das exporta\u00e7\u00f5es, a capta\u00e7\u00e3o de recursos e as reservas internacionais. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, o governo n\u00e3o teve outra alternativa sen\u00e3o recorrer \u00e0 &#8220;ajuda&#8221; exterior coordenada pelo FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional, o Banco Mundial, o BIRD e um grande n\u00famero de pa\u00edses, entre os quais incluem-se v\u00e1rios pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, os EUA, o Jap\u00e3o e o Canad\u00e1, ofereceram, no acordo com o governo brasileiro, um total de US$ 41,5 bilh\u00f5es, dos quais US$ 37 bilh\u00f5es ficariam dispon\u00edveis no decorrer de doze meses. Como em qualquer acordo desse tipo, o Brasil ter\u00e1 direito ao empr\u00e9stimo de acordo com a sua capacidade de ajustar as contas e de demonstrar a capacidade do governo em honrar suas d\u00edvidas. Em outras palavras, o FMI coordena a &#8220;ajuda ao Brasil&#8221; impondo metas que nos submetem ainda mais \u00e0s exig\u00eancias internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos meses de outubro e novembro de 1998, o saldo das transa\u00e7\u00f5es correntes do balan\u00e7o de pagamentos registrou um d\u00e9ficit acumulado de US$ 7,42 bilh\u00f5es (Tabela 7.1). O d\u00e9ficit nas transa\u00e7\u00f5es correntes entre janeiro e novembro atingiu um total de US$ 30,87 bilh\u00f5es ou 4,29% do PIB, um aumento de 4,1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>A Balan\u00e7a Comercial continuou apresentando saldo deficit\u00e1rio nos meses de outubro e novembro de 1998, acumulando saldo negativo de US$ 2,03 bilh\u00f5es nesses dois meses. As exporta\u00e7\u00f5es foram de US$ 4,01 bilh\u00f5es em outubro e US$ 3,70 bilh\u00f5es em novembro. A queda das exporta\u00e7\u00f5es em novembro, que foi de -6,8% frente ao mesmo m\u00eas de 1997, com diminui\u00e7\u00e3o nas tr\u00eas categorias de produtos (manufaturados, semi-manufaturados e b\u00e1sicos) de -8,4%, -6,2% e -1,9% respectivamente, pode ser explicada, segundo o MICT, pelas consequ\u00eancias da crise financeira internacional. Tal crise &#8220;(&#8230;) levou a uma expressiva contra\u00e7\u00e3o da demanda mundial &#8211; sobretudo nos chamados mercados emergentes &#8211; e a uma acelera\u00e7\u00e3o da queda de pre\u00e7os das principais commodities de exporta\u00e7\u00e3o. Com efeito, seguindo a tend\u00eancia verificada em outubro, os mercados que mais restringiram suas compras ao Brasil, na compara\u00e7\u00e3o novembro-98\/97, foram os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina (principalmente Venezuela, Chile, M\u00e9xico e Argentina) que, no conjunto, registraram queda de -21,9%, seguidos da \u00c1sia (-24,7%) e da Europa Oriental (-60,0%)&#8221; segundo o pr\u00f3prio MICT (Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, do Com\u00e9rcio e do Turismo). Pelo lado das importa\u00e7\u00f5es, registrou-se nos meses de outubro e novembro um resultado de US$ 5,04 bilh\u00f5es e US$ 4,71 bilh\u00f5es, respectivamente. Essa queda n\u00e3o foi suficiente para reverter o d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1999, o governo passar\u00e1 a divulgar dois registros diferentes para os resultados da Balan\u00e7a Comercial. Um acompanhar\u00e1 os registros do Siscomex (Sistema Integrado de Com\u00e9rcio Exterior). No outro registro constar\u00e3o as opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es efetivamente concretizadas. Anteriormente, o saldo das importa\u00e7\u00f5es acompanhavam os registros do Siscomex e o saldo das exporta\u00e7\u00f5es era calculado por meio das vendas efetivadas. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 unificar os registros.<\/p>\n\n\n\n<p>A conta de servi\u00e7os, por sua vez, registrou uma redu\u00e7\u00e3o nas sa\u00eddas entre os meses de outubro e novembro de 1998, totalizando US$ 3,68 bilh\u00f5es no primeiro m\u00eas e US$ 1,95 bilh\u00f5es no m\u00eas seguinte. Essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado, em sua maior parte, da diminui\u00e7\u00e3o no pagamento de juros da d\u00edvida externa que passou de US$ 2,21 bilh\u00f5es, em outubro, para US$ 772 milh\u00f5es, em novembro. Entretanto, a conta total de servi\u00e7os atingiu US$ 26,7 bilh\u00f5es no ano que, somado ao d\u00e9ficit comercial, produziu um d\u00e9ficit nas transa\u00e7\u00f5es correntes de US$ 30,87 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A capta\u00e7\u00e3o de recursos externos no m\u00eas de outubro foi de US$ 12,89 bilh\u00f5es e registrou uma brusca queda no m\u00eas de novembro para US$ 6,23 bilh\u00f5es (Tabela 7.2). O acumulado do ano foi de US$ 127,85 bilh\u00f5es representando um crescimento de 9,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. De outubro para novembro, a queda na capta\u00e7\u00e3o de recursos pode ser explicada, em grande parte, pela redu\u00e7\u00e3o dos investimentos diretos e dos empr\u00e9stimos em moeda. Os investimentos diretos ca\u00edram de US$ 3,93 bilh\u00f5es, em outubro, para US$ 1,89 bilh\u00f5es, em novembro. Os empr\u00e9stimos em moeda diminu\u00edram de US$ 5,60 bilh\u00f5es, em outubro, para US$ 860 milh\u00f5es, em novembro. Dentro desta rubrica, destaca-se a capta\u00e7\u00e3o de recursos por meio de B\u00f4nus e Notes que sofreu uma queda de US$ 4,69 bilh\u00f5es, em outubro, para US$ 175 milh\u00f5es, em novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>As reservas cambiais em queda vertiginosa atingiram, em novembro de 1998, US$ 41,19 bilh\u00f5es, uma perda de US$ 1,2 bilh\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (Tabela 7.3). O acordo com o FMI tinha fixado um saldo m\u00ednimo para o m\u00eas de dezembro de US$ 38,5 bilh\u00f5es de reservas l\u00edquidas, n\u00e3o incluindo o montante que estar\u00e1 dispon\u00edvel para o Brasil por meio dos empr\u00e9stimos do FMI, BIS e Banco do Jap\u00e3o (US$ 9,5 bilh\u00f5es). A m\u00e9dia di\u00e1ria de perda de reservas em novembro, calculada por meio da sa\u00edda de d\u00f3lares pelo c\u00e2mbio contratado, foi de US$ 107 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o m\u00eas de dezembro e nas primeiras semanas de janeiro, o Brasil continuou perdendo reservas, apesar das alt\u00edssimas taxas de juros. Ca\u00edram para menos de US$ 33 bilh\u00f5es, no dia 14 de janeiro, acumulando uma perda superior a US$ 4 bilh\u00f5es na primeira quinzena do m\u00eas, inviabilizando a manuten\u00e7\u00e3o da meta acordada com o FMI. At\u00e9 18.01.99 a sa\u00edda m\u00e9dia di\u00e1ria foi de US$ 529,8 milh\u00f5es, s\u00f3 superada pela m\u00e9dia de US$ 600,0 milh\u00f5es em setembro de 1998. Este \u00faltimo ataque especulativo obrigou a equipe econ\u00f4mica a abandonar, pelo menos no momento, a pol\u00edtica de bandas de cambiais e deixar o d\u00f3lar flutuar livremente. Assim, em apenas tr\u00eas dias, de 12 a 15 de janeiro, o Real desvalorizou-se 21%.<\/p>\n\n\n\n<p>O saldo das transa\u00e7\u00f5es correntes do balan\u00e7o de pagamentos registrou, no primeiro trimestre de 1999, um d\u00e9ficit de US$ 5,171 bilh\u00f5es ou 3,78% do PIB. Esse d\u00e9ficit diminuiu -13,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1998, mas aumentou como porcentagem do PIB (Tabela 7.1).<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro trimestre de 1999, a balan\u00e7a comercial totalizou um d\u00e9ficit de US$ 545 milh\u00f5es, resultado da diferen\u00e7a entre os US$ 10,042 bilh\u00f5es das exporta\u00e7\u00f5es e os US$ 10,587 bilh\u00f5es das importa\u00e7\u00f5es. Com a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real, a expectativa quanto ao com\u00e9rcio internacional era de uma significativa melhora no saldo da balan\u00e7a comercial. Contudo, a melhora foi ex\u00edgua, j\u00e1 que nos tr\u00eas primeiros meses de 1999 o saldo da balan\u00e7a comercial atingiu US$ -754 milh\u00f5es, US$ 219 milh\u00f5es e US$ 15 milh\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as metas do acordo firmado com o FMI, o Governo Federal esperava obter um super\u00e1vit de US$ 11,2 bilh\u00f5es na balan\u00e7a comercial em 1999. Atualmente, ele j\u00e1 perdeu as esperan\u00e7as de atingir esse montante. Al\u00e9m disso, realizou uma modifica\u00e7\u00e3o na metodologia de c\u00e1lculo contabilizando as exporta\u00e7\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es depois de desembara\u00e7adas, o que piorou o resultado do primeiro trimestre de 1999. Pelo m\u00e9todo antigo, a balan\u00e7a comercial havia registrado um super\u00e1vit de US$ 15 milh\u00f5es em mar\u00e7o. Pelo novo crit\u00e9rio, o super\u00e1vit de US$ 15 milh\u00f5es converteu-se em d\u00e9ficit de US$ 217 milh\u00f5es. Assim, o d\u00e9ficit acumulado pela balan\u00e7a comercial no primeiro trimestre de 1999 elevou-se para US$ 752 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1998, o d\u00e9ficit acumulado da conta de servi\u00e7os foi de US$ 34,982 bilh\u00f5es. No primeiro trimestre de 1999, o d\u00e9ficit foi de US$ 5,230 bilh\u00f5es, representando um acr\u00e9scimo de 6,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Esse crescimento foi o resultado do aumento na conta de juros, de um total de US$ 1,522 bilh\u00e3o em 1998, para US$ 2,843 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 1999. Contribuiu tamb\u00e9m para a eleva\u00e7\u00e3o desse saldo, o d\u00e9ficit na conta de remessa de lucros e dividendos que totalizou no per\u00edodo US$ -1,161 bilh\u00e3o, um aumento de 19,7% frente ao mesmo per\u00edodo de 1998. Destacaram-se com resultados que afetaram positivamente o saldo de transa\u00e7\u00f5es correntes as contas de viagens internacionais, transportes, gastos governamentais e servi\u00e7os diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>A capta\u00e7\u00e3o de recursos externos acumulou US$ 146,110 bilh\u00f5es em 1998. No primeiro trimestre de 1999 esse total atingiu US$ 21,209 bilh\u00f5es com R$ 5,041 bilh\u00f5es em janeiro, US$ 7,837 bilh\u00f5es em fevereiro e US$ 8,331 bilh\u00f5es em mar\u00e7o de 1999. Essa tend\u00eancia crescente n\u00e3o foi suficiente, entretanto, para atingir o montante de US$ 40,207 bilh\u00f5es captados no primeiro trimestre de 1998. Os itens que mais contribu\u00edram para a queda no ingresso de capitais estrangeiros foram: empr\u00e9stimos em moeda US$ -15,930 bilh\u00f5es, portf\u00f3lios US$ -5,041 bilh\u00f5es e financiamentos US$ -2,413 bilh\u00f5es. O aumento de US$ 4,033 bilh\u00f5es no ingresso de investimentos estrangeiros diretos &#8211; a maior parte decorrente do programa de privatiza\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o foi suficiente para compensar toda aquela redu\u00e7\u00e3o (Cf. tabela 7.2).<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte da queda na capta\u00e7\u00e3o de recursos externos pode ser explicada pelos ingressos de capital especulativo, caracter\u00edsticos da conta de portf\u00f3lio e de parte dos empr\u00e9stimos em moeda. O ingresso l\u00edquido nos anexos I a IV caiu de US$ 2,346 bilh\u00f5es, no primeiro trimestre de 1998, para US$ -96 milh\u00f5es, no mesmo per\u00edodo de 1999. No anexo V, a queda \u00e9 de US$ 1,442 bilh\u00e3o para US$ 422 milh\u00f5es. Na resolu\u00e7\u00e3o 2.483 conhecida como &#8220;63 caipira&#8221;, mas desviada para aplica\u00e7\u00f5es em t\u00edtulos p\u00fablicos o total captado no trimestre caiu de US$ 5,544 bilh\u00f5es para US$ 198 milh\u00f5es, entre os mencionados per\u00edodos de 1998 e 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>As reservas cambiais, no conceito de liquidez internacional, que estiveram em queda durante todo o ano de 1998, atingiram US$ 44,556 bilh\u00f5es em dezembro, como resultado do recebimento da primeira parcela de cerca de US$ 9 bilh\u00f5es de empr\u00e9stimos do Fundo Monet\u00e1rio Internacional. Desde o in\u00edcio de fevereiro o BCB passou a divulgar diariamente o saldo das reservas internacionais em cumprimento ao acordo firmado com o FMI. No in\u00edcio do ano de 1999, as reservas voltaram a apresentar queda, registrando US$ 36,136 bilh\u00f5es em janeiro, US$ 35,457 bilh\u00f5es em fevereiro e US$ 33,848 bilh\u00f5es em mar\u00e7o (Tabela 7.3). Em 27.04.99, as reservas internacionais aumentaram para US$ 42,6 bilh\u00f5es como resultado do recebimento de cerca de US$ 8,8 bilh\u00f5es do FMI e do BIRD, correspondente \u00e0 segunda parcela do acordo firmado no final do ano de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos meses de janeiro e fevereiro, como o Banco Central interrompeu os leil\u00f5es de d\u00f3lares, as reservas s\u00f3 foram utilizadas para honrar compromissos externos, deixando-as relativamente est\u00e1veis durante o per\u00edodo de 15 de janeiro a 23 de fevereiro (data em que o governo interveio para impedir que o d\u00f3lar ultrapassasse a cota\u00e7\u00e3o de R$ 2,08).<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida externa brasileira totalizava, em fevereiro de 1999, US$ 223,842 bilh\u00f5es. Desse total, US$ 93,229 bilh\u00f5es eram de responsabilidade do setor p\u00fablico n\u00e3o-financeiro e US$ 130,613 bilh\u00f5es, do setor privado. A d\u00edvida de curto prazo do setor p\u00fablico era de US$ 4,130 bilh\u00f5es e do setor privado, de US$ 16,732 bilh\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o Ap\u00f3s a demiss\u00e3o de Gustavo Franco da presid\u00eancia do Banco Central e da escolha de Francisco Lopes para substitu\u00ed-lo, 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