{"id":3913,"date":"1999-05-21T19:42:00","date_gmt":"1999-05-21T22:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=3913"},"modified":"2025-11-21T19:57:23","modified_gmt":"2025-11-21T22:57:23","slug":"boletim-no-08-maio-1999","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/boletim-no-08-maio-1999\/","title":{"rendered":"Boletim N\u00ba 08 &#8211; Maio 1999"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-container uagb-block-15a04fd7 alignfull uagb-is-root-container\"><div class=\"uagb-container-inner-blocks-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-273a5de0\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Os indicadores conjunturais apresentaram, do ponto de vista do governo, melhoras significativas: o PIB cresceu, a infla\u00e7\u00e3o caiu, a taxa de c\u00e2mbio estabilizou-se, as taxas de juros foram reduzidas, o super\u00e1vit prim\u00e1rio cresceu e os investimentos estrangeiros retornaram ao pa\u00eds. Isso levou o Presidente, Ministros, Secret\u00e1rios e pol\u00edticos a comemorarem a r\u00e1pida e surpreendente recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira que contrariou todas as previs\u00f5es pessimistas dos economistas nacionais e estrangeiros. O Presidente do Banco Central acena para uma taxa de 0,0% para o crescimento do PIB em 1999 e de 4% em 2000. Por outro lado, os indicadores de emprego e renda t\u00eam mostrado que, ao contr\u00e1rio do que parece, a crise continua aprofundando-se cada vez mais. A taxa de desemprego est\u00e1 batendo recordes e a massa salarial est\u00e1 em queda cont\u00ednua, comprimindo cada vez mais o poder de compra dos trabalhadores. Assim, a situa\u00e7\u00e3o da economia brasileira \u00e9 muito mais grave e n\u00e3o apresenta nada para comemorar. Nas atuais condi\u00e7\u00f5es, estamos fechando duas d\u00e9cadas de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 decorrente do programa de ajuste neoliberal levado a cabo pelo Governo brasileiro, ap\u00f3s o aprofundamento do processo de inser\u00e7\u00e3o subordinada e dependente da da economia brasileira ao sistema mundial. As privatiza\u00e7\u00f5es, a pol\u00edtica de juros altos, a sobrevaloriza\u00e7\u00e3o cambial, a desregulamenta\u00e7\u00e3o do mercado financeiro e os privil\u00e9gios concedidos ao ingresso dos capitais especulativos produziram um custo superior a US$ 100 bilh\u00f5es. O &#8220;ajuste fiscal&#8221;, para honrar a conta de juros deste ano, ser\u00e1 monumental. O grau de vulnerabilidade externa mant\u00e9m-se elevado e nada indica que seja reduzido no curto prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste quadro, o ataque especulativo ao peso argentino, trouxe de volta o temor do retorno ao quadro geral de instabilidade que caracterizou a economia brasileira nos \u00faltimos meses. A possibilidade de desvaloriza\u00e7\u00e3o do peso, o aumento da infla\u00e7\u00e3o americana e a possibilidade de aumento na taxa de juros dos EUA provocou a eleva\u00e7\u00e3o na taxa de juros e de c\u00e2mbio, ao mesmo tempo em que derrubava os \u00edndices da bolsa.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, n\u00e3o podemos mais considerar a instabilidade dos mercados financeiros como uma situa\u00e7\u00e3o passageira. Ela tornou-se parte inerente ao sistema e seu elevado volume de neg\u00f3cios especulativos mant\u00e9m em cont\u00ednua flutua\u00e7\u00e3o as taxas de c\u00e2mbio, de juros e os \u00edndices das bolsas. \u00c9 isto que proporciona, aos capitais especulativos nacionais e internacionais, ganhos substanciais, como comprovaram os balan\u00e7os dos bancos no primeiro trimestre do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O que preocupa os trabalhadores, no andar de baixo, \u00e9 o desemprego, a queda nos rendimentos do trabalho e a total aus\u00eancia de qualquer expectativa favor\u00e1vel sobre o futuro. A consequ\u00eancia foi a queda na popularidade do Presidente segundo a pesquisa CNI\/IBOPE. Dentre os entrevistados 44% consideram o governo de FHC ruim ou p\u00e9ssimo e 62% n\u00e3o t\u00eam confian\u00e7a no Presidente, e isso com menos de seis meses do segundo mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>A disputa interna, no interior do bloco dirigente, mostra as contradi\u00e7\u00f5es na luta pelo poder e aparece atrav\u00e9s das den\u00fancias nas CPI&#8217;s, dos grampos telef\u00f4nicos, no debate entre monetaristas e desenvolvimentistas e do bate-boca p\u00fablico entre os ministros da previd\u00eancia e da sa\u00fade. Entretanto, esses fatos n\u00e3o devem ser interpretados como uma desagrega\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a dominante nem perda de hegemonia. O que \u00e9 secund\u00e1rio &#8211; corrup\u00e7\u00e3o, posturas \u00e9ticas dos dirigentes e a articula\u00e7\u00e3o entre interesses p\u00fablicos e privados &#8211; vai sendo convertido em essencial pela m\u00eddia, pelos discursos ideol\u00f3gicos e pelas disputas de poder. O essencial &#8211; o aumento na explora\u00e7\u00e3o do trabalho, a exclus\u00e3o social, a transfer\u00eancia legal de recursos p\u00fablicos para o setor privado, a maior subordina\u00e7\u00e3o aos interesses dos capitais especulativos &#8211; continua sendo mascarado sob uma capa de legalidade, de estabilidade monet\u00e1ria e de defesa dos interesses nacionais. O resultado de todo esse processo, al\u00e9m de extremamente desagrad\u00e1vel para o &#8220;andar de baixo&#8221;, \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o do processo hist\u00f3rico brasileiro de desenvolvimento capitalista subordinado e dependente.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-buttons uagb-buttons__outer-wrap uagb-btn__default-btn uagb-btn-tablet__default-btn uagb-btn-mobile__default-btn uagb-block-85ec65d9\"><div class=\"uagb-buttons__wrap uagb-buttons-layout-wrap \">\n<div data-aos= \"fade-up\" data-aos-duration=\"400\" data-aos-delay=\"0\" data-aos-easing=\"ease\" data-aos-once=\"true\" class=\"wp-block-uagb-buttons-child uagb-buttons__outer-wrap uagb-block-01eb48d0 wp-block-button\"><div class=\"uagb-button__wrapper\"><a class=\"uagb-buttons-repeater wp-block-button__link\" aria-label=\"\" href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B_QkFwH3dc-0MkVIT293bUQtd0U\/view?usp=sharing&amp;resourcekey=0-3ePrm3eUHytIP7Q-MVn1hQ\" rel=\"follow noopener\" target=\"_blank\" role=\"button\"><div class=\"uagb-button__link\">Acesse aqui o arquivo original<\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs uagb-block-5d026a29 uagb-tabs__wrap uagb-tabs__vstyle7-desktop uagb-tabs__vstyle6-tablet uagb-tabs__stack1-mobile\" data-tab-active=\"0\"><ul class=\"uagb-tabs__panel uagb-tabs__align-left\" role=\"tablist\"><li class=\"uagb-tab uagb-tabs__active\" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab0\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"0\" role=\"tab\"><div>Infla\u00e7\u00e3o<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab1\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"1\" role=\"tab\"><div>N\u00edvel de Atividade<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab2\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"2\" role=\"tab\"><div>Emprego e Sal\u00e1rios<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab3\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"3\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Monet\u00e1ria<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab4\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"4\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Fiscal<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab5\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"5\" role=\"tab\"><div>Setor Externo<\/div><\/a><\/li><\/ul><div class=\"uagb-tabs__body-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-0\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab0\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-7e23d9b3\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Os valores apresentados pelos principais \u00edndices de pre\u00e7os, estimados para o m\u00eas de abril (Tabela 2.1), apontam para uma tend\u00eancia ao retorno da estabilidade dos pre\u00e7os. Contudo, afirmar que a estabilidade j\u00e1 voltou ainda \u00e9 arriscado, uma vez que o pa\u00eds atravessa momentos de grande fragilidade. Deve-se ficar atento aos efeitos da crise argentina sobre a economia brasileira. Ela provocou um aumento do d\u00f3lar, a maior eleva\u00e7\u00e3o depois de praticamente um m\u00eas, e tende a continuar pressionando para maior desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real. Por outro lado, a infla\u00e7\u00e3o norte-americana tamb\u00e9m pode afetar nossa economia, uma vez que para conter o aquecimento da economia americana, o FED &#8211; banco central do EUA &#8211; pode elevar a taxa de juros, colocando em risco o fluxo de investimento estrangeiro no Brasil. A infla\u00e7\u00e3o norte-americana foi de 0,7% em abril, um aumento de 0,5 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, significando o maior \u00edndice registrado desde outubro de 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril, os \u00edndices IGP-DI &#8211; \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os no conceito de Disponibilidade Interna &#8211; e IGP-M &#8211; \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os no Mercado, calculados pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, registraram infla\u00e7\u00e3o de 0,03% e 0,71% respectivamente. O IGP-DI apresentou redu\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel em abril, saindo de 1,98%, em mar\u00e7o, para 0,03 em abril. Dentre os \u00edndices que comp\u00f5em o IGP-DI, o \u00cdndice de Pre\u00e7os no Atacado (IPA-DI) foi o que registrou queda mais significativa, apresentando um decr\u00e9scimo de 3,18 pontos percentuais, passando de 2,84% para -0,34%. Como representa 60% do IGP-DI, foi o que mais pressionou para aquele resultado. O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC-DI) registrou uma taxa de 0,52% e o \u00cdndice Nacional da Constru\u00e7\u00e3o Civil (INCC-DI), 0,52%.<\/p>\n\n\n\n<p>O IGP-M foi de 0,71%, em abril e de 2,83% em mar\u00e7o, uma queda de 2,12 pontos percentuais. O IPA-M, que corresponde a 60% do IGP-M, registrou queda consider\u00e1vel, saindo de 4,16%, em mar\u00e7o, para 0,76%, em abril. Os principais produtos respons\u00e1veis pela expressiva queda dos pre\u00e7os no atacado foram os produtos agr\u00edcolas. A defla\u00e7\u00e3o nesses produtos foi generalizada: a soja diminuiu cerca de 7,5%; o feij\u00e3o caiu 13,2%; o cacau 10,2%; o arroz, 9,7% e os cereais, 3,8%. O IPC-M atingiu 0,67% em abril contra 1,19% registrado em mar\u00e7o. O INCC-M atingiu 0,58% contra 0,91% na compara\u00e7\u00e3o entre os meses de mar\u00e7o e abril.<\/p>\n\n\n\n<p>O IPC-FIPE &#8211; \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da FIPE, indicador que abrange apenas o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, registrou alta de 0,47% no m\u00eas de abril contra 0,56% em mar\u00e7o. As maiores redu\u00e7\u00f5es foram nos pre\u00e7os dos alimentos, especialmente os produtos ligados \u00e0s commodities, como o trigo, o caf\u00e9, a carne e a soja. Diante da desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real ocorreu um aumento no pre\u00e7o das commodities no mercado interno e queda no mercado externo. Como o Real voltou a se valorizar, os pre\u00e7os ca\u00edram novamente no mercado dom\u00e9stico. Todavia, no mercado externo, os pre\u00e7os permanecem em baixa devido ao aumento da safra mundial de produtos agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as previs\u00f5es da FIPE, S\u00e3o Paulo dever\u00e1 apresentar defla\u00e7\u00e3o em maio, uma vez que os pre\u00e7os subiram apenas 0,12% na segunda quadrissemana. Dois grupos importantes &#8211; alimentos e vestu\u00e1rio &#8211; est\u00e3o contribuindo para esse resultado. Al\u00e9m desses, os produtos industrializados tamb\u00e9m est\u00e3o contribuindo para redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o coordenador do IPC-FIPE, Heron do Carmo, a queda na taxa de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 revertida diante do crescimento das atividades econ\u00f4micas, pelo contr\u00e1rio, uma eleva\u00e7\u00e3o no PIB de at\u00e9 4% vai corroborar ainda mais na queda da infla\u00e7\u00e3o. Tendo em vista que as ind\u00fastrias est\u00e3o operando com consider\u00e1vel capacidade ociosa, um aumento na produ\u00e7\u00e3o poder\u00e1 reduzir custos, permitindo a redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos pre\u00e7os. A previs\u00e3o, segundo a FIPE, \u00e9 de que a taxa de infla\u00e7\u00e3o atinja 3,3% no primeiro semestre e 7% no ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) e o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentaram queda, em abril, de 0,47% e 0,56%, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Eles s\u00e3o apurados no per\u00edodo de 1 a 30 de cada m\u00eas, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) em nove regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, S\u00e3o Paulo, Bel\u00e9m, Fortaleza, Salvador e Curitiba, al\u00e9m do Distrito Federal e do munic\u00edpio de Goi\u00e2nia). O primeiro estima o custo de vida para fam\u00edlias cujo rendimento est\u00e1 na faixa de 1 a 8 sal\u00e1rios m\u00ednimos e o segundo, para aquelas com rendimento entre 1 e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os sete grupos que comp\u00f5em o INPC, o grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas apresentou varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,48%. Os grupos que apresentaram os maiores aumentos foram: Sa\u00fade e Cuidados Pessoais (1,79%), Transporte e Comunica\u00e7\u00e3o (1,17%) e Artigos de Resid\u00eancia (1,10%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os pre\u00e7os, medidos pelo IPCA, apresentaram comportamento semelhante aos do INPC. O grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas foi negativo em -0,23% e os demais foram positivos. Os grupos Sa\u00fade e Cuidados Pessoais (1,48%), Artigos de Resid\u00eancia (1,13%) e Vestu\u00e1rio (1,12%) apresentaram as maiores altas. A alta nos pre\u00e7os do vestu\u00e1rio ocorreram devido ao lan\u00e7amento das cole\u00e7\u00f5es de inverno.<\/p>\n\n\n\n<p>O ICV &#8211; \u00cdndice de Custo de Vida, calculado pelo DIEESE para o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, foi de 0,11% em abril. Essa taxa \u00e9 0,87 ponto percentual inferior ao verificado em mar\u00e7o que ficou em 0,98%; \u00e9 tamb\u00e9m inferior na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 1998 que foi de 0,19%. Os grupos que apresentaram as menores taxas foram: Alimenta\u00e7\u00e3o (-0,96%), Habita\u00e7\u00e3o (0,04%) e Educa\u00e7\u00e3o e Leitura (0,14%). Por outro lado, os que mais aumentaram foram: Equipamentos Dom\u00e9sticos (1,50%), Sa\u00fade (1,15%) e Vestu\u00e1rio (0,63%). Para a coordenadora do ICV-DIEESE, Corn\u00e9lia Nogueira Porto, com desemprego alto, n\u00edvel de atividade em queda e ainda redu\u00e7\u00e3o da massa salarial, a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial n\u00e3o conseguiu provocar uma infla\u00e7\u00e3o duradoura.<\/p>\n\n\n\n<p>O DIEESE realiza, ainda, A Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica em 16 capitais brasileiras. O resultado desta pesquisa apresentou comportamento bastante heterog\u00eaneo. No m\u00eas de abril registrou a maior alta em S\u00e3o Paulo, onde custou R$ 104,54, e a maior baixa em Salvador, R$ 79,63 (Tabela 2.2). Considerando que o trabalhador al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o tem outros gastos, como transportes, sa\u00fade, lazer, vestu\u00e1rio, entre outros, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio deveria ser de R$ 878,24 em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Cesta B\u00e1sica na Grande Vit\u00f3ria apresentou um custo de R$ 91,99 em abril, o que representou um aumento de 4,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. No acumulado do ano a varia\u00e7\u00e3o atingiu 7,39%, sendo a segunda maior entre as capitais pesquisadas pelo DIEESE. Para adquirir a cesta b\u00e1sica de abril, o trabalhador gastou 76,91% do sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido de R$ 119,60. Para uma fam\u00edlia com dois adultos e duas crian\u00e7as, o trabalhador teria que desembolsar R$ 275,97 na compra da cesta b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com este aumento, a Cesta B\u00e1sica da Grande Vit\u00f3ria foi a nona mais cara do pa\u00eds no m\u00eas de abril. Os produtos que mais contribu\u00edram para esse aumento foram: o tomate (35,09%), principalmente pelo clima inst\u00e1vel nos estados produtores; o p\u00e3o franc\u00eas (18,75%), refletindo o aumento no custo da importa\u00e7\u00e3o do trigo; o arroz (16,75%) e o a\u00e7\u00facar (15,56%). Em contrapartida, alguns produtos tiveram redu\u00e7\u00f5es em seus pre\u00e7os, como o feij\u00e3o (-18,29%), o leite (-5,33%), o caf\u00e9 (-4,78%) e a carne (-2,67%).<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-1\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab1\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-95266a4d\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de Atividade<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A economia brasileira mostrou um pequeno sinal de recupera\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre deste ano, ap\u00f3s dois per\u00edodos consecutivos de queda. O Produto Interno Bruto, calculado pelo IBGE, indicou uma expans\u00e3o de 1,02% no confronto do primeiro trimestre de 1999 com o \u00faltimo trimestre do ano passado. Apresentou resultados positivos em todos os setores: agropecu\u00e1ria (17,76%), ind\u00fastria (0,11%) e servi\u00e7os (0,92%). Os sub-setores que mais cresceram no per\u00edodo foram as lavouras (+25,30%), extra\u00e7\u00e3o vegetal (+2,70%) e as institui\u00e7\u00f5es financeiras (+3,77%); e os que mais regrediram foram o de comunica\u00e7\u00f5es (-16,97%) e o de transporte (-10,94%).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, esse resultado positivo deve ser relativizado. No confronto com o mesmo trimestre do ano anterior, a taxa calculada pelo IBGE aponta para uma queda de -0,99% do Produto Interno Bruto. O que indica que, caso n\u00e3o ocorra uma significativa recupera\u00e7\u00e3o no resto do ano, a taxa de crescimento do PIB em 1999 poder\u00e1 ser inferior \u00e0 de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre o primeiro trimestre de 1999 e o de 1998, o excelente desempenho das atividades agropecu\u00e1rias (+9,22%) n\u00e3o foi suficiente para compensar a contra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria (-4,55%) e dos servi\u00e7os (-0,20%). As lavouras (+12,63%), a extra\u00e7\u00e3o mineral (+7,63%), e a produ\u00e7\u00e3o animal (+5,94%), foram os sub-setores que mais colaboraram para evitar um desempenho ainda pior da economia, que foi pressionada, sobretudo, pelas comunica\u00e7\u00f5es (-10,46%), ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (-5,64%) e transporte (-5,55%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os indicadores f\u00edsicos de crescimento da produ\u00e7\u00e3o industrial apresentaram alguns sinais de recupera\u00e7\u00e3o no m\u00eas de mar\u00e7o, interrompendo um longo per\u00edodo de queda. Comparando com o m\u00eas de fevereiro, a ind\u00fastria em geral cresceu 1,6% e todos os segmentos se expandiram: bens de consumo dur\u00e1veis, 5,2%; bens de consumo semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis, 3,1%; bens intermedi\u00e1rios, 1,5%; e bens de capital, 0,6%. Apesar da retomada do crescimento em mar\u00e7o, o resultado acumulado no ano permanece negativo para a ind\u00fastria em geral (-3,8%) e todos os segmentos apresentam taxas negativas: os bens de consumo dur\u00e1veis contra\u00edram em -15,3% os bens de capital, -11,6%; os intermedi\u00e1rios, -5,9%, e os semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis, -3,5% (Tabela 3.2).<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo pode ser dito no confronto dos resultados de mar\u00e7o de 1999 com o mesmo m\u00eas do ano anterior. A ind\u00fastria geral decresceu -3,0%. Todos os segmentos industriais colaboram para esse mau desempenho destacando-se os bens de consumo dur\u00e1veis (-16,6%) e os de capital (-13,5%), seguidos pelos bens intermedi\u00e1rios (-0,5%) e os semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis (-0,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento de 1,02% das atividades econ\u00f4micas no confronto do primeiro trimestre deste ano com o \u00faltimo do ano passado e a boa recupera\u00e7\u00e3o do setor industrial no m\u00eas de mar\u00e7o surpreendeu a maioria dos economistas e ao governo. O presidente Fernando Henrique Cardoso, nas viagens \u00e0 Europa e aos Estados Unidos, comemorou esses resultados chegando a dizer que n\u00e3o havia raz\u00f5es para tanto pessimismo e que o n\u00edvel de atividade poder\u00e1 cair 2% no ano, ter crescimento zero, ou at\u00e9 positivo. Apesar da comemora\u00e7\u00e3o do governo, os organismos internacionais ainda preveem uma queda em torno de -4% do PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelos c\u00e1lculos do professor Carlos Alonso Barbosa de Oliveira, em uma das teses mais consultadas nos cursos do Instituto de Economia da Unicamp, uma queda do n\u00edvel de atividade de -4% neste ano, significar\u00e1 uma taxa m\u00e9dia de crescimento ao ano de 1,2% durante os anos noventa. Isso representa, segundo o professor, que pela primeira vez na hist\u00f3ria do Brasil republicano uma d\u00e9cada fechar\u00e1 com queda absoluta do PIB. Dessa forma considera que, se a d\u00e9cada de oitenta com um crescimento econ\u00f4mico m\u00e9dio de 2,7%, foi apelidada &#8220;A d\u00e9cada perdida&#8221;, os anos noventa podem ser chamados de &#8220;A d\u00e9cada infame&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto dessa recess\u00e3o \u00e9 facilmente sentida na desestrutura\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. Os postos formais de trabalho do pa\u00eds reduziram-se de 25,5 milh\u00f5es para 22,5 milh\u00f5es, em 1998, e no final de 1999, provavelmente, o n\u00famero ser\u00e1 menor. Os \u00edndices de desemprego s\u00e3o alt\u00edssimos, mesmo aquele calculado pelo IBGE que considera como ocupado os trabalhadores informais, as ocupa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e retira da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa o desemprego por desalento. Mesmo assim, as pol\u00edticas econ\u00f4micas adotadas &#8211; juros altos, arrocho fiscal, etc. &#8211; s\u00e3o consideradas pelo governo como necess\u00e1rias e as melhores poss\u00edveis hoje para a economia brasileira. Ser\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-5cf18ab6\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de atividade no Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria capixaba apresentou uma queda de -5,00% nas vendas em janeiro de 1999, em rela\u00e7\u00e3o a dezembro do ano anterior. O principal fator que motivou este resultado foi o natural desaquecimento verificado no in\u00edcio do ano face \u00e0s vendas de natal. Em contrapartida, as vendas no m\u00eas de mar\u00e7o, em compara\u00e7\u00e3o com fevereiro de 1999, registraram um aumento de 26,25%. Esse crescimento foi alavancado pelo bom desempenho dos seguintes setores: ind\u00fastria extrativa mineral (37,53%), material el\u00e9trico e de comunica\u00e7\u00e3o (49,88%), mobili\u00e1rio (54,34%), produtos farmac\u00eauticos e veterin\u00e1rios (51,62%) e principalmente pelos g\u00eaneros alimentares (61,35%), (Tabela 3.3). Segundo o IDEIES &#8211; Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo &#8211; tais aumentos foram motivados pelo crescimento da demanda interna, no caso da ind\u00fastria de alimentos, ocorreu um efeito sazonal decorrente das vendas de p\u00e1scoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, tr\u00eas importantes setores da nossa economia registraram queda significativa: ind\u00fastrias diversas (-15,84%), material pl\u00e1stico (-29,54%) e madeira (-29,29%). Esse desempenho deveu-se \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da demanda por esses tipos de bens resultante do desaquecimento verificado no in\u00edcio do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos resultados favor\u00e1veis observados no desempenho mensal da ind\u00fastria, o crescimento acumulado no ano foi insignificante em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. O crescimento acumulado nas vendas reais foi de apenas 0,48%, o que indica que a ind\u00fastria local manteve praticamente o mesmo desempenho do primeiro trimestre de 1998. Mas, em rela\u00e7\u00e3o aos indicadores nacionais, a economia estadual coloca-se em situa\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel, principalmente se observarmos que a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial indica uma queda de -3,8% acumulada em 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de consultas ao Sistema de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC), no m\u00eas de abril, diminuiu -8,57%, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, e o de cheques, -14,94%. O primeiro \u00e9 um indicador das vendas \u00e0 prazo e o segundo das vendas \u00e0 vista. Isso significa uma significativa queda nas vendas durante o m\u00eas. Entretanto, a compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 1998, o resultado n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave. Em abril de 1999, as consultas cresceram 4,15% ao SPC e 7,94% aos cheques na compara\u00e7\u00e3o com 1998 (Tabela 3.4). Segundo o presidente da C\u00e2mara de Dirigentes Lojistas de Vit\u00f3ria (CDL), Ilson Bozi, o desempenho do com\u00e9rcio em abril\/99, foi satisfat\u00f3rio mesmo com um volume de vendas menor que o m\u00eas de mar\u00e7o. Primeiro, devido ao bom desempenho de mar\u00e7o, que inesperadamente superou fevereiro em 54%, depois porque abril teve a mesma quantidade de dias \u00fateis de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A inadimpl\u00eancia apresentou uma queda significativa em abril de 1999. O n\u00famero de inclus\u00f5es no SPC diminuiu -17,67% em compara\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e -24,26% quando comparado a abril de 1998. Da mesma maneira, os cheques locais apresentaram uma redu\u00e7\u00e3o de -25,29% e -26,04% na mesma compara\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de baixas tamb\u00e9m apresentou um resultado positivo, os inadimplentes inscritos no SPC diminu\u00edram em 19,23% e os cheques em 8%, no m\u00eas de abril. Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior, as baixas dos cheques foram maiores em 19,18%, mas as do SPC diminu\u00edram em -5,7% (Tabela 3.5).<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-2\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab2\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-1cb2451b\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e Sal\u00e1rios<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Apesar da pequena recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira no primeiro trimestre desse ano &#8211; crescimento do PIB em 1,02% na compara\u00e7\u00e3o com o \u00faltimo trimestre de 1998 &#8211; a situa\u00e7\u00e3o do desemprego continua dram\u00e1tica: as filas de desempregados s\u00e3o cada vez maiores. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e de Estat\u00edstica, a taxa de desemprego aberto foi de 8,15% em mar\u00e7o de 1999, aumento de 0,64 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro (Tabela 4.1).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do aumento na taxa de desemprego pode-se observar, ainda, que o tempo m\u00e9dio de procura por trabalho vem aumentando gradativamente no primeiro trimestre do ano. Aumentou de 20,34 semanas em janeiro para 22,00 semanas em mar\u00e7o deste ano. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, o tempo m\u00e9dio de procura por trabalho aumentou em duas semanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, a pesquisa SEADE\/DIEESE, constatou um crescimento de 0,4 pontos percentuais na taxa de desemprego total, ela passou de 19,9% para 20,3%. O tempo m\u00e9dio de procura por trabalho manteve-se em 39 semanas em abril de 1999, mas aumentou oito semanas em rela\u00e7\u00e3o a abril de 1998 (Tabela 4.2). A pesquisa realizada pelo SEADE\/DIEESE na regi\u00e3o do ABC paulista indica que o desemprego cresceu 4,3% na regi\u00e3o atingindo 22% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mensal da Fiesp &#8211; Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do do Estado de S\u00e3o Paulo, mostra que as ind\u00fastrias paulistas fecharam 6.415 vagas em abril de 1999, representando uma redu\u00e7\u00e3o de -0,4% no n\u00edvel de emprego. Esse foi o menor n\u00famero de postos de trabalho eliminados nos \u00faltimos nove meses e pode ser explicado pela recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica. Contudo, essa recupera\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ser duradoura. O setor automotivo, carro-chefe da ind\u00fastria paulista, que contratou 3.000 trabalhadores entre mar\u00e7o e abril, pode voltar a demitir seus trabalhadores. O acordo que reduziu os impostos para estimular a produ\u00e7\u00e3o e manter o n\u00edvel de emprego terminou e pode deixar de ser renovado. O \u00edndice de pessoal ocupado na ind\u00fastria paulista caiu -7,8% em rela\u00e7\u00e3o a 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Brasil, o IBGE estima que o emprego industrial reduziu em -9,3%, no primeiro trimestre de 1999, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. A ind\u00fastria mineira foi a que mais cortou empregos no trimestre (-13%), seguida pela paulista com -10,7%. Acompanhando o aumento no desemprego, observou-se tamb\u00e9m uma redu\u00e7\u00e3o na massa salarial. O total de sal\u00e1rios reais pagos diminuiu -10,6% no primeiro trimestre de 1999, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria Municipal de Trabalho do Rio de Janeiro, em um levantamento in\u00e9dito, revela uma taxa assustadora de desemprego nas favelas cariocas em 1998: 18,5% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa. Esse estudo, que utiliza a mesma metodologia do IBGE, vem sendo realizado desde o ano passado. O Rio de Janeiro apresentou em 1998 a menor taxa de desemprego do pa\u00eds (5,4%), sendo que a m\u00e9dia nacional foi de 7,6%. Ou seja esse \u00edndice supera em mais de tr\u00eas vezes a m\u00e9dia da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro e jamais foi atingido por quaisquer das regi\u00f5es pesquisadas pelo IBGE desde 1984. O levantamento ainda mostra que o desemprego est\u00e1 concentrado na popula\u00e7\u00e3o de baixa renda e o maior alvo s\u00e3o os jovens.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-bcab11aa\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e sal\u00e1rios no Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O n\u00edvel de emprego industrial, medido pelo IDEIES &#8211; Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo, apresentou um decr\u00e9scimo de -0,55% em abril de 1999, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de mar\u00e7o, continuando a tend\u00eancia de queda que vinha sendo registrada desde o in\u00edcio do ano. O setor industrial capixaba demitiu 1.414 trabalhadores em mar\u00e7o e 490 em abril de 1999, indicando uma pequena revers\u00e3o na tend\u00eancia do primeiro trimestre. Entretanto, acumulou 4.336 demiss\u00f5es nos quatro primeiros meses do ano e 10.068 nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os ramos mais afetados pelo desemprego, os que sofreram maior impacto em abril, como mostra a Tabela 4.3, foram: Mec\u00e2nica (-5,26%), Material de Transporte (-5,17%), Material El\u00e9trico e de Comunica\u00e7\u00f5es (-4,97%), seguido ainda de Ind\u00fastrias Diversas (-3,40%). Nas ind\u00fastrias Mec\u00e2nica e Material El\u00e9trico e de Comunica\u00e7\u00f5es as demiss\u00f5es s\u00e3o explicadas pela conclus\u00e3o de obras contratadas e pelo fechamento de importante empresa na ind\u00fastria Mec\u00e2nica. Por sua vez, apresentaram resultado positivo o ramo da Qu\u00edmica (3,74%), Madeira (3,31%) e Mobili\u00e1rio (3,24%). Estas varia\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, n\u00e3o foram suficientes para contrabalan\u00e7ar o resultado negativo do n\u00edvel de emprego capixaba.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos quatro primeiros meses do ano, os ramos que mais demitiram foram: Madeira (-34,46%), Papel e Papel\u00e3o (-18,36%), Mec\u00e2nica (-13,95%) e Material de Transporte (-13,35%). A ind\u00fastria t\u00eaxtil (12,78%), Editorial e gr\u00e1fica (2,32%) e Ind\u00fastrias diversas (1,42%) foram as \u00fanicas que apresentaram varia\u00e7\u00e3o positiva no ano de 1999. Considerando o per\u00edodo de 12 meses, a ind\u00fastria capixaba reduziu em -10,10% seu n\u00edvel de emprego, sendo que, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de Ind\u00fastrias Diversas, todos os ramos de atividade diminu\u00edram seus postos de trabalho. Os que mais demitiram foram: Madeira (-41,37%), Qu\u00edmica (-34,82%), Mec\u00e2nica (-33,48%) e Material de transporte (-30,42%).<\/p>\n\n\n\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego, observada em abril, deve-se principalmente \u00e0s pequenas e m\u00e9dias empresas com varia\u00e7\u00f5es de 0,79% e 0,02%, respectivamente. As grandes empresas, por sua vez, tiveram seu quadro agravado ainda mais, -1,51% em abril, contra -1,31% registrado em mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sal\u00e1rios reais ca\u00edram -14,59%, em janeiro de 1999, e -3,09%, em fevereiro, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Isso se explica pelo fato de dezembro ser, sazonalmente, um m\u00eas em que ocorre recupera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego e dos sal\u00e1rios reais. Depois de apresentar dois meses consecutivos de queda, o rendimento real na ind\u00fastria do Esp\u00edrito Santo, segundo dados do IDEIES, registrou em mar\u00e7o uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,81% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Por\u00e9m, no acumulado at\u00e9 mar\u00e7o de 1999, registrou uma queda de -4,33% em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1998, conforme a Tabela 4.4. Essa queda no sal\u00e1rio real vem apresentando uma tend\u00eancia crescente no per\u00edodo, passando de -1,82%, em janeiro, para -3,78%, em fevereiro, e -4,33% em mar\u00e7o de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o SINE-ES, o n\u00famero de pessoas que se cadastraram \u00e0 procura de emprego, no primeiro trimestre desse ano, foi 19.843 pessoas, cerca de 120% mais do que no mesmo per\u00edodo de 1998 (Tabela 4.5). No mesmo per\u00edodo o n\u00famero de vagas captadas ca\u00edram para 2.885 ou -9,8%. A rela\u00e7\u00e3o candidato\/vaga cresceu de 2,8 para 6,9 cadastrados para cada vaga oferecida. Estes dados indicam a situa\u00e7\u00e3o cada vez mais dram\u00e1tica na qual a demanda por ocupa\u00e7\u00e3o cresce continuamente muito mais do que as vagas oferecidas. O descompasso entre a oferta e a demanda de m\u00e3o-de-obra cresceu violentamente no in\u00edcio de 1999. Por outro lado, nem todas as vagas oferecidas foram ocupadas pelos trabalhadores cadastrados, apenas 31,06% na m\u00e9dia do trimestre.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-3\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab3\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-447b0dc8\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica monet\u00e1ria: Base monet\u00e1ria<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo dados divulgados pelo Banco Central, a base monet\u00e1ria atingiu, em abril de 1999, R$ 36,4 bilh\u00f5es no conceito de saldos de final de per\u00edodo, com varia\u00e7\u00e3o de -2,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (Tabela 5.1). A varia\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses chega a 18,6%. O total de papel-moeda emitido diminuiu -5,3% e foi de R$ 19,7 bilh\u00f5es; as reservas banc\u00e1rias alcan\u00e7aram R$ 16,6 bilh\u00f5es, com acr\u00e9scimo de 1,3%, no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Tabela 5.2 s\u00e3o apresentados os fatores que condicionam a varia\u00e7\u00e3o da base monet\u00e1ria. As opera\u00e7\u00f5es com o Tesouro Nacional apresentaram impactos contracionistas de janeiro a abril de 1999 quando chegou a R$ 2,7 bilh\u00f5es. As opera\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos p\u00fablicos federais produziram uma expans\u00e3o na base monet\u00e1ria de R$ 3,6 bilh\u00f5es em abril e de R$ 5,1 bilh\u00f5es em mar\u00e7o e serviram para ajustar a liquidez do mercado financeiro. Quanto ao setor externo, ele reflete o elevado volume de venda de divisas no mercado de c\u00e2mbio, nos meses de janeiro, mar\u00e7o e abril. Em janeiro, quando o BCB tentava manter a pol\u00edtica cambial e a taxa de c\u00e2mbio sobrevalorizada; em mar\u00e7o e abril, quando o BCB interveio para reduzir a volatilidade da taxa de c\u00e2mbio utilizando parte das reservas internacionais segundo o acordo firmado com o FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>A base monet\u00e1ria ampliada (que inclui, al\u00e9m da base monet\u00e1ria restrita, os principais passivos do BCB e do Tesouro Nacional), no final do per\u00edodo, apresentou redu\u00e7\u00e3o de -0,6% em abril de 1999 atingindo R$ 385,7 bilh\u00f5es. A varia\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses foi de 22,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 1999 os meios de pagamento &#8211; M1 &#8211; diminu\u00edram -2,2%, no conceito de saldo em final de per\u00edodo, atingindo R$ 44,2 bilh\u00f5es: R$ 26,9 bilh\u00f5es em dep\u00f3sitos \u00e0 vista e R$ 17,3 bilh\u00f5es em papel moeda em poder do p\u00fablico. No seu conceito mais amplo, os meios de pagamentos (M4) atingiram R$ 479,3 bilh\u00f5es com varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,4% no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-3a7a41d9\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Taxa de juros<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O Banco Central aumentou a liquidez do mercado com a redu\u00e7\u00e3o da taxa de dep\u00f3sito compuls\u00f3rio sobre os dep\u00f3sitos a prazo de 30% para 25%, com efeito entre os dias 10 e 14 de maio e novo ajuste no dia 21 de maio. A mudan\u00e7a resultou na devolu\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 4,5 bilh\u00f5es em t\u00edtulos p\u00fablicos federais \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras. A medida revela confian\u00e7a do BCB na consolida\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio e na conten\u00e7\u00e3o bem sucedida da infla\u00e7\u00e3o, tendo como reflexo a redu\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida da taxa de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em menos de duas semanas, o BCB reduziu a taxa b\u00e1sica de juros de 32% para 29,5%, no dia 07 deste m\u00eas, depois para 27%, no dia 12, e finalmente em 19 de maio estabeleceu seu valor em 23,5%. Outro importante fator que estimulou a queda da taxa b\u00e1sica de juros foi a venda nas \u00faltimas semanas de t\u00edtulos pr\u00e9-fixados (LTNs) pelo Governo Federal, abaixo da taxa de juros praticada no mercado. O aumento e a melhoria da qualidade do fluxo de capital externo, juntamente com o super\u00e1vit prim\u00e1rio do primeiro trimestre, influenciaram positivamente a queda da taxa b\u00e1sica de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a suposta tranquilidade desse cen\u00e1rio come\u00e7ou a ser abalada pela press\u00e3o para a desvaloriza\u00e7\u00e3o do peso argentino e pela nova orienta\u00e7\u00e3o de alta para as taxas de juros no EUA. O BCB come\u00e7ou a encontrar dificuldades na coloca\u00e7\u00e3o de novos t\u00edtulos pr\u00e9-fixados e os aplicadores come\u00e7aram a exigir taxas de juros mais elevadas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-b3861b2d\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o cambial fez com que as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito em curso normal registrassem uma queda de -2,4%, em mar\u00e7o de 1999 com rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em valores absolutos, em fevereiro 1999, o total de empr\u00e9stimos foi de R$ 267,8 bilh\u00f5es e em mar\u00e7o foi de R$ 261,5 bilh\u00f5es medido como saldo no final dos per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse percentual negativo teve influ\u00eancia principalmente do setor privado, com maior \u00eanfase nos segmentos de outros servi\u00e7os (-5,7%) e da ind\u00fastria (-4,5%). No total, os cr\u00e9ditos contratados pelo setor privado registraram um saldo de R$ 227,9 bilh\u00f5es, com decr\u00e9scimo de -2,7% no m\u00eas, ante um crescimento de 1,5% no m\u00eas anterior. Os demais segmentos tiveram o seguinte desempenho: com\u00e9rcio (-3,7); pessoas f\u00edsicas (-2,5%), rural (-1,0%) e habita\u00e7\u00e3o (0,5%).<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe destacar que a redu\u00e7\u00e3o dos financiamentos dado \u00e0 ind\u00fastria est\u00e1 relacionada com a diminui\u00e7\u00e3o dos repasses das opera\u00e7\u00f5es externas, via Resolu\u00e7\u00e3o 63 &#8220;Caipira&#8221;, cujos saldos foram reduzidos de R$ 4,2 bilh\u00f5es, em fevereiro, para R$ 3,4 bilh\u00f5es em mar\u00e7o (dados do BCB). E a pequena expans\u00e3o do cr\u00e9dito habitacional reflete, basicamente, a apropria\u00e7\u00e3o de encargos financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere ao setor p\u00fablico, em mar\u00e7o, as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito apresentaram uma varia\u00e7\u00e3o negativa de -0,1% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de fevereiro e uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 1,7% no acumulado do ano. O Governo Federal teve um crescimento de 0,2% nos cr\u00e9ditos contratados, contrariamente aos Governos Estaduais que registraram queda de -0,2%, na compara\u00e7\u00e3o m\u00eas\/m\u00eas anterior. A d\u00edvida banc\u00e1ria federal alcan\u00e7ou desta forma a cifra de R$ 6,2 bilh\u00f5es enquanto a d\u00edvida banc\u00e1ria estadual registrou o saldo de R$ 27,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a gradual redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, a expectativa \u00e9 que o custo do cr\u00e9dito diminua. Na realidade isso j\u00e1 acontece nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito para a ind\u00fastria que t\u00eam ca\u00eddo na mesma propor\u00e7\u00e3o &#8211; em alguns at\u00e9 mais rapidamente &#8211; do que a taxa b\u00e1sica de juros. No entanto, o impacto da redu\u00e7\u00e3o da selic sobre os juros dos empr\u00e9stimos ao consumidor e do cr\u00e9dito pessoal \u00e9 bem mais lento, devido ao elevado custo de financiamento (risco, cunha fiscal e despesas operacionais) nestes casos.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-4\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab4\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-5181bfac\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Fiscal<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O Governo Federal continua mantendo com firmeza o compromisso com o FMI de produzir um super\u00e1vit prim\u00e1rio de cerca de R$ 30,0 bilh\u00f5es durante o ano de 1999. Por um lado pressiona Estados e Munic\u00edpios a reduzirem suas despesas atrav\u00e9s da cobran\u00e7a das d\u00edvidas renegociadas no ano passado. Por outro, desenvolve um enorme esfor\u00e7o fiscal aumentando a arrecada\u00e7\u00e3o e reduzindo as despesas. Assim, acumulou nos quatro primeiros meses do ano um resultado prim\u00e1rio &#8211; receitas menos despesas, sem a inclus\u00e3o dos pagamentos de juros &#8211; de R$ 9,6 bilh\u00f5es, mais do que o dobro do mesmo per\u00edodo de 1998 e est\u00e1 pr\u00f3ximo de obter o valor acumulado em todo ano anterior, R$ 13,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A receita total, acumulada at\u00e9 o m\u00eas de abril, atingiu R$ 67,5 bilh\u00f5es contra R$ 62,5 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 1998. A maior parte desse resultado, R$ 4,8 bilh\u00f5es, foi obtida atrav\u00e9s das receitas administradas pelo Tesouro Nacional. O aumento da contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia Social, aprovado no in\u00edcio do ano, ainda n\u00e3o apresentou seus resultados pois deve ser cobrado a partir de maio de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das despesas totais, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 1998, foi pouco significativa, R$ 439 milh\u00f5es. Mas observa-se que o aumento de R$ 3,1 bilh\u00f5es nos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios e nas transfer\u00eancias a Estados e Munic\u00edpios foi compensado pela redu\u00e7\u00e3o de R$ 865 milh\u00f5es nos gastos com pessoal e encargos e R$ 2,9 bilh\u00f5es em custeio e capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados do Governo Central, calculados no conceito abaixo da linha, mostram como foi utilizado o super\u00e1vit prim\u00e1rio obtido nos tr\u00eas primeiros meses do ano. Considerando a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, as despesas com juros atingiram R$ 52,4 bilh\u00f5es no primeiro trimestre do ano. O super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 7,4 bilh\u00f5es foi convertido em um d\u00e9ficit nominal de R$ 44,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto da desvaloriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o produziu todos os efeitos imediatamente pois as despesas efetivas com o pagamento de juros s\u00e3o distribu\u00eddas segundo os prazos de vencimento dos t\u00edtulos cambiais. Assim, o c\u00e1lculo sem a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, que mostra o resultado de caixa do BCB, reflete com mais fidelidade o impacto sobre as contas p\u00fablicas. No per\u00edodo de janeiro a mar\u00e7o de 1999, o Governo Central gerou um super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 7,4 bilh\u00f5es, pagou R$ 15,6 bilh\u00f5es em juros e apresentou um d\u00e9ficit nominal de R$ 8,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparando com o primeiro trimestre de 1998, o resultado prim\u00e1rio cresceu 139,2%, os juros nominais pagos cresceram 12,4% e o d\u00e9ficit nominal diminuiu 7,6%. Sob o ponto de vista estritamente cont\u00e1bil, as contas p\u00fablicas est\u00e3o apresentando melhoras significativas tendendo a reduzir gradativamente o d\u00e9ficit nominal. Entretanto, esse enorme esfor\u00e7o fiscal reverte-se totalmente para a remunera\u00e7\u00e3o do capital especulativo nacional e estrangeiro e, ao inv\u00e9s de melhorar os servi\u00e7os prestados pela esfera p\u00fablica, contribuem para degradar ainda mais os servi\u00e7os p\u00fablicos. Nesse sentido, torna-se um fator important\u00edssimo na defesa das pol\u00edticas neoliberais implementadas pelo Governo Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida mobili\u00e1ria federal atingiu R$ 502,7 bilh\u00f5es em abril de 1999, reduzindo seu crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao meses anteriores. Desse total, 72,7% est\u00e3o no mercado sendo R$ 261,3 bilh\u00f5es de responsabilidade do Tesouro Nacional e R$ 103,3 bilh\u00f5es de responsabilidade do BCB. O total de t\u00edtulos emitidos cresceu 37,5% desde abril de 1998 e apenas 0,05% no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida de responsabilidade do Tesouro Nacional, fora do BCB, cresceu 6,9% de mar\u00e7o para abril de 1999 e 58,4% desde abril de 1998. Por outro lado, o BCB diminuiu a d\u00edvida de sua responsabilidade em -14,3% e -17,4% nos mesmos per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida total do setor p\u00fablico atingiu 48,2% do PIB em mar\u00e7o de 1999, apresentando uma queda de 6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de fevereiro, quando atingiu R$ 500,1 bilh\u00f5es. O Governo Central foi respons\u00e1vel por 61,7%, os Estado e Munic\u00edpios por 31,0% e as empresas estatais por 7,3% dessa d\u00edvida. O Governo Central reduziu sua d\u00edvida total em 8,6%, as empresas estatais em 13,9% e os Estados e Munic\u00edpios aumentaram em 1,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida total \u00e9 composta por 78,2% de d\u00edvida interna e 21,8% de d\u00edvida externa. O Governo Central e as empresas estatais reduziram tanto o endividamento interno quanto o externo, os Estados e Munic\u00edpios diminu\u00edram o endividamento externo mas aumentaram a d\u00edvida interna.<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o desses dados com aqueles divulgados na &#8220;nota para a imprensa de 13.04.99&#8221; mostra uma inconsist\u00eancia que ainda deve ser esclarecida. Os valores das d\u00edvidas l\u00edquida total e interna, correspondentes aos meses de janeiro e fevereiro de 1999, est\u00e3o muito pr\u00f3ximos aos de dezembro de 1998 e janeiro de 1999, e os da d\u00edvida externa s\u00e3o id\u00eanticos. Assim, acreditamos que os dados da Tabela 6.4 referem-se a dezembro de 1998, janeiro e fevereiro de 1999. Essa inconsist\u00eancia pode ser comprovada comparando esses dados com os da tabela 6.3 de nosso boletim anterior.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-5\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab5\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-ba0ac438\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Setor Externo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O saldo das transa\u00e7\u00f5es correntes do balan\u00e7o de pagamentos registrou, no m\u00eas de abril, um d\u00e9ficit de US$ 2,49 bilh\u00f5es, acumulando, nos quatro primeiros meses, um d\u00e9ficit de US$ 8,1 bilh\u00f5es ou 4,41% do PIB. Comparando com o mesmo per\u00edodo de 1998, o d\u00e9ficit apresentou uma redu\u00e7\u00e3o de cerca de 11%. Se compararmos abril de 1999 com o mesmo m\u00eas de 1998, a redu\u00e7\u00e3o no d\u00e9ficit foi de 20,8%, ou seja, diminuiu de US$ 3,15 bilh\u00f5es para US$ 2,49 bilh\u00f5es (Tabela 7.1).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a balan\u00e7a comercial tenha apresentado um super\u00e1vit de US$ 30 milh\u00f5es em abril (US$ 3,7 bilh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es e US$ 3,67 bilh\u00f5es nas importa\u00e7\u00f5es), o saldo do acumulado no primeiro quadrimestre do ano continua negativo com um d\u00e9ficit de US$ 791 milh\u00f5es. Durante esse mesmo per\u00edodo de 1999, as exporta\u00e7\u00f5es acumularam um total de US$ 13,75 bilh\u00f5es, enquanto as importa\u00e7\u00f5es totalizaram US$ 14,53 bilh\u00f5es. Por outro lado, o saldo da balan\u00e7a comercial acumulado do mesmo per\u00edodo de 1998 apresentou um saldo negativo de US$ 1,74 bilh\u00f5es. O melhor desempenho deste ano ainda continua muito longe de atingir as metas estabelecidas no acordo com o FMI. Da mesma forma, est\u00e1 frustrando todas as expectativas daqueles que imaginavam que a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial seria suficiente para impulsionar rapidamente as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A conta de servi\u00e7os continua deficit\u00e1ria em US$ 2,7 bilh\u00f5es no m\u00eas de abril. Aumentou US$ 724 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o mas diminuiu US$ 358 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 1998. O total acumulado, de janeiro a abril, registrou um d\u00e9ficit de US$ 8,1 bilh\u00f5es, um acr\u00e9scimo de US$ 120 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1998. Isso pode ser explicado, principalmente, pelo d\u00e9ficit registrado na rubrica juros que aumentou de US$ 3,11 bilh\u00f5es, em 1998, para US$ 4,74 bilh\u00f5es, em 1999. Apesar de n\u00e3o compensar o aumento do d\u00e9ficit nas outras rubricas, ressalta-se a melhora nos resultados das viagens internacionais, cujo d\u00e9ficit caiu de US$ 1,15 bilh\u00f5es no primeiro quadrimestre de 1998, para US$ 300 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se uma significativa melhoria na capta\u00e7\u00e3o de recursos, em abril quando comparamos com o m\u00eas anterior. Ela passa de US$ 8,33 bilh\u00f5es, em mar\u00e7o, para US$ 21,28 bilh\u00f5es, em abril. Esse aumento \u00e9 decorrente, principalmente da &#8216;ajuda&#8217; financeira do FMI, registrado na rubrica Empr\u00e9stimos Compensat\u00f3rios, que atingiu US$ 9,85 bilh\u00f5es no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A capta\u00e7\u00e3o de recursos externos acumulou US$ 42,49 bilh\u00f5es no ano de 1999, representando uma queda de 22,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1998. A maior parte dessa redu\u00e7\u00e3o pode ser explicada pelas capta\u00e7\u00f5es por meio das Resolu\u00e7\u00f5es n\u00ba 2.483 e n\u00ba 63, que registraram diminui\u00e7\u00e3o de US$ 6,69 e US$ 1,38 bilh\u00f5es, respectivamente; dos Investimentos em portf\u00f3lios, Anexos I a V, que diminu\u00edram de US$ 11,02 para US$ 5,42 bilh\u00f5es; e dos financiamentos que ca\u00edram 45%, registrando US$ 3,68 bilh\u00f5es no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a entrada de US$ 9,8 bilh\u00f5es do empr\u00e9stimo com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, as reservas cambiais somaram, em abril de 1999, US$ 44,32 bilh\u00f5es no conceito de liquidez internacional, um incremento de US$ 10,47 bilh\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (Tabela 7.3).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-39b8853f\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Com\u00e9rcio exterior do Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A balan\u00e7a comercial do Esp\u00edrito Santo fechou o primeiro trimestre de 1999 com um super\u00e1vit de US$ 672,75 milh\u00f5es, consequ\u00eancia de US$ 1,76 bilh\u00f5es, resultantes das exporta\u00e7\u00f5es e US$ 1,09 bilh\u00f5es das importa\u00e7\u00f5es, um aumento de 5,35%, se compararmos ao mesmo per\u00edodo de 1998 (Tabela 7.4). Nos tr\u00eas primeiros meses de 1999, a balan\u00e7a comercial estadual manteve saldo superavit\u00e1rio durante todo o per\u00edodo, registrando montantes de US$ 151,12 milh\u00f5es, US$ 291,23 milh\u00f5es e US$ 230,40 milh\u00f5es, respectivamente em janeiro, fevereiro e mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es do Estado, em fevereiro, retra\u00edram-se discretamente em -1,18%, caindo de US$ 584,33 milh\u00f5es em janeiro de 1999 para US$ 577,42 milh\u00f5es. Em mar\u00e7o, observou-se um acr\u00e9scimo de 4,18%, fechando o m\u00eas em US$ 601,58 milh\u00f5es (Tabela 7.5). Pode-se notar, pelo menos em parte, os efeitos da maxi-desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda que, aliado \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es log\u00edsticas e operacionais dos portos capixabas, levou ao aquecimento das vendas e ao aumento do volume f\u00edsico exportado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, elas totalizaram US$ 433,22 milh\u00f5es em janeiro e US$ 286,19 milh\u00f5es em fevereiro de 1999, observando-se uma redu\u00e7\u00e3o de -33,94%. No m\u00eas de mar\u00e7o, ocorreu um varia\u00e7\u00e3o positiva de 29,70% frente a fevereiro, com um resultado de US$ 371,18 milh\u00f5es (Tabela 7.6). Esses n\u00fameros indicam que o impacto inicial da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, ocorrida em janeiro, refletiu em fevereiro, por\u00e9m n\u00e3o afetaram essas transa\u00e7\u00f5es de forma significativa no m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtos exportados que mais se destacaram, no mesmo per\u00edodo, foram: ferro fundido, ferro e a\u00e7o; min\u00e9rios, esc\u00f3rias e cinzas; pastas de madeira; caf\u00e9, ch\u00e1, mate e especiarias, que concentraram 91,88% do valor exportado, somando US$ 1,62 bilh\u00f5es (Tabela 7.5).<\/p>\n\n\n\n<p>Os principais produtos da pauta de importa\u00e7\u00e3o, nesse primeiro trimestre, foram: ve\u00edculos autom\u00f3veis, tratores, ciclos, etc.; caldeiras, m\u00e1quinas, aparelhos instrumentos mec\u00e2nicos, etc.; m\u00e1quinas, aparelhos e material el\u00e9tricos, etc.; e combust\u00edveis, \u00f3leos e ceras minerais, que totalizaram US$ 681,66 milh\u00f5es, respondendo por 62,50% do total das importa\u00e7\u00f5es do estado (Tabela 7.6).<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o Os indicadores conjunturais apresentaram, do ponto de vista do governo, melhoras significativas: o PIB cresceu, a infla\u00e7\u00e3o caiu, a 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