{"id":3915,"date":"1999-07-21T20:07:00","date_gmt":"1999-07-21T23:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=3915"},"modified":"2025-11-22T10:51:17","modified_gmt":"2025-11-22T13:51:17","slug":"boletim-no-09-julho-1999","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/boletim-no-09-julho-1999\/","title":{"rendered":"Boletim n\u00ba 09 &#8211; Julho 1999"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-container uagb-block-1a7125a9 alignfull uagb-is-root-container\"><div class=\"uagb-container-inner-blocks-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-97c91569\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Neste m\u00eas, o Plano Real completou cinco anos. Os respons\u00e1veis pelo plano comemoraram a data discretamente. Tamb\u00e9m n\u00e3o era para menos. De todas as promessas, restou somente a estabilidade monet\u00e1ria, garantida pelos US$ 44,0 bilh\u00f5es do cons\u00f3rcio formado pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional, do BID, do Banco Mundial e do G-7; e da crise na qual foi jogada a economia brasileira. Das condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 estabilidade, segundo o plano, pouco foi realizado. O que era considerado fundamental, o ajuste fiscal e a consequente reforma tribut\u00e1ria, foi parcialmente realizado \u00e0s custas dos trabalhadores e servidores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer balan\u00e7o do Plano mostra que as taxas de crescimento do PIB, nos \u00faltimos cinco anos, apresentaram tend\u00eancia declinante; as taxas de desemprego foram crescentes; a taxa real de juros esteve sempre entre as mais altas do mundo; o grau de vulnerabilidade externa cresceu continuamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, entre 1994 e 1998, o total de juros reais pagos, segundo o Banco Central, foi de R$ 170,6 bilh\u00f5es e a estimativa para os cinco primeiros meses de 1999, \u00e9 de R$ 61,5 bilh\u00f5es. A d\u00edvida fiscal l\u00edquida, incluindo a receita com as privatiza\u00e7\u00f5es, atingiu o total de R$ 410,9 bilh\u00f5es, em maio. A d\u00edvida mobili\u00e1ria federal, que era de R$ 85,7 bilh\u00f5es, em dezembro de 1994, chegou a R$ 523,1 bilh\u00f5es, em t\u00edtulos emitidos, em junho de 1999. A d\u00edvida externa total, que era de US$ 119,7 bilh\u00f5es, em dezembro de 1994, chegou a US$ 233,7 bilh\u00f5es, em maio de 1999, apesar de terem sido remetidos para o exterior, a t\u00edtulo de amortiza\u00e7\u00e3o, US$ 167,3 bilh\u00f5es. A conta de juros com a d\u00edvida externa consumiu, em termos l\u00edquidos, US$ 53,7 bilh\u00f5es entre 1994 e junho de 1999; e a remessa de lucros e dividendos acumulou US$ 22,6 bilh\u00f5es, no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo de FHC promoveu, nos \u00faltimos cinco anos, um processo de privatiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o encontra paralelo no mundo. Al\u00e9m de cumprir o programa neoliberal, justificava que as receitas seriam utilizadas na redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica. Como vimos, a d\u00edvida cresceu explosivamente. O estudo de Aloysio Biondi, O Brasil privatizado. Um balan\u00e7o do desmonte do Estado, mostra que o total arrecadado pelas vendas &#8211; R$ 85,2 bilh\u00f5es &#8211; torna-se negativo, quando se desconta: os pagamentos com &#8220;moedas podres&#8221;; os investimentos realizados nas empresas antes da privatiza\u00e7\u00e3o; as d\u00edvidas assumidas pelo governo; os juros sobre as d\u00edvidas e sobre os investimentos, e o dinheiro deixado em caixa junto com as estatais privatizadas &#8211; R$ 87,6 bilh\u00f5es. Neste montante n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos valores &#8220;incalcul\u00e1veis&#8221; como as indeniza\u00e7\u00f5es das 24.800 demiss\u00f5es realizadas antes das privatiza\u00e7\u00f5es; encargos de fundos de pens\u00e3o das estatais, perdas no imposto de renda; lucros que deixou de receber e preju\u00edzos com empr\u00e9stimos (juros subsidiados concedidos aos compradores).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse breve balan\u00e7o, do Plano Real, mostra de que lado est\u00e3o os compromissos do governo FHC. Enquanto discursa em defesa da &#8220;taxa de Tobin&#8221;, pela taxa\u00e7\u00e3o do capital especulativo que circula nos mercados financeiros internacionais, e \u00e9 contestado pelo Presidente do Banco Central, negocia e aprova incentivos que est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do Acordo Multilateral de Investimentos &#8211; AMI, tamb\u00e9m em benef\u00edcio de ACM.<\/p>\n\n\n\n<p>Este, ap\u00f3s passar toda sua vida de governante ao lado dos interesses das classes dominantes, come\u00e7a a posar de defensor dos pobres. Muito antes do Plano Real, mesmo antes da ditadura militar, o Brasil j\u00e1 era um pa\u00eds com uma p\u00e9ssima distribui\u00e7\u00e3o de renda. ACM e outros congressistas j\u00e1 faziam parte da elite pol\u00edtica e econ\u00f4mica nacional. Durante estas d\u00e9cadas todas jamais esbo\u00e7aram quaisquer medidas visando a erradica\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria. Muito pelo contr\u00e1rio, apoiaram as persegui\u00e7\u00f5es e combateram todos os que lutavam em defesa dos pobres e dos trabalhadores. Tamb\u00e9m apoiaram e defenderam o desmonte do Estado e aprovaram todas as medidas provis\u00f3rias que permitiu a brutal transfer\u00eancia dos bilh\u00f5es de reais para os especuladores no mercado financeiro e para os capitalistas nacionais e estrangeiros. O problema n\u00e3o \u00e9 a falta de recursos para a redu\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria, mas como e de onde ser\u00e3o retirados. Mantendo o mesmo n\u00edvel de transfer\u00eancia para os capitais, torna-se imposs\u00edvel transferir renda para os pobres pois s\u00e3o estes, precisamente, que contribuem para a expans\u00e3o da riqueza do capital.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-info-box uagb-block-cf0682ce uagb-infobox__content-wrap  uagb-infobox-icon-above-title uagb-infobox-image-valign-top\"><div class=\"uagb-ifb-content\"><div class=\"uagb-ifb-separator\"><\/div><div class=\"uagb-ifb-title-wrap\"><span class=\"uagb-ifb-title-prefix\">Departamento de Economia e Mestrado em Economia da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo<\/span><h3 class=\"uagb-ifb-title\">N\u00facleo de Estudos e Pesquisas e COnjuntura<\/h3><\/div><p class=\"uagb-ifb-desc\"><strong>Coordenadores<\/strong>: Fabr\u00edcio A. de Oliveira e Paulo Nakatani<br \/><strong>Editora\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jalisson Lage Maciel<br \/><strong>Participaram neste n\u00famero<\/strong>: AAdriana Barbosa Gon\u00e7alves, Andressa Buss Rocha, Araceli Reis Buffon, Danilo Leonel, J\u00e1lisson Lage Maciel, Lauri\u00e9te Caneva, Marcelo Alves de Morais, Marcos Barcellos da Cunha e Silva, Marlon Gomes Ney, Oberdan Pandolfi Ermita, Ricardo Silveira da Paix\u00e3o, R\u00f4mulo Patrick da S. Santos, Rosiane de Souza, Vanuza da Silva Pereira, Verana B. Regattieri<br \/><strong>Colaboraram neste n\u00famero<\/strong>: Angela Maria Morandi e Reinaldo Antonio Carcanholo.<br \/><strong>APOIO<\/strong>: CAPES-COPLAG-Projeto Nordeste<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-buttons uagb-buttons__outer-wrap uagb-btn__default-btn uagb-btn-tablet__default-btn uagb-btn-mobile__default-btn uagb-block-02db2bb1\"><div class=\"uagb-buttons__wrap uagb-buttons-layout-wrap \">\n<div data-aos= \"fade-up\" data-aos-duration=\"400\" data-aos-delay=\"0\" data-aos-easing=\"ease\" data-aos-once=\"true\" class=\"wp-block-uagb-buttons-child uagb-buttons__outer-wrap uagb-block-91dd5691 wp-block-button\"><div class=\"uagb-button__wrapper\"><a class=\"uagb-buttons-repeater wp-block-button__link\" aria-label=\"\" href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B_QkFwH3dc-0UHNFMnJqM2I2VGM\/view?usp=sharing&amp;resourcekey=0-YS_ycEbzuyCiIicR1Xhs8A\" rel=\"follow noopener\" target=\"_blank\" role=\"button\"><div class=\"uagb-button__link\">Acesse aqui o arquivo original<\/div><\/a><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs uagb-block-06fb196e uagb-tabs__wrap uagb-tabs__vstyle7-desktop uagb-tabs__vstyle6-tablet uagb-tabs__stack1-mobile\" data-tab-active=\"0\"><ul class=\"uagb-tabs__panel uagb-tabs__align-left\" role=\"tablist\"><li class=\"uagb-tab uagb-tabs__active\" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab0\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"0\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Econ\u00f4mica<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab1\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"1\" role=\"tab\"><div>Infla\u00e7\u00e3o<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab2\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"2\" role=\"tab\"><div>N\u00edvel de atividade<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab3\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"3\" role=\"tab\"><div>Emprego e Sal\u00e1rios<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab4\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"4\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Monet\u00e1ria<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab5\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"5\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Fiscal<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab6\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"6\" role=\"tab\"><div>Setor Externo<\/div><\/a><\/li><\/ul><div class=\"uagb-tabs__body-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-0\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab0\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-c8b94838\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Vendedor de Ilus\u00f5es<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Neste \u00faltimo m\u00eas, quinto ano do anivers\u00e1rio do Plano Real, FHC afirmou que o programa de estabiliza\u00e7\u00e3o passou na &#8220;prova dos nove&#8221;, realizou um remendo de reforma ministerial e, com base nisso, anunciou a retomada sustentada do crescimento econ\u00f4mico, com r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de emprego, e estabeleceu, como meta para ser atingida no ano 2002, um volume de exporta\u00e7\u00f5es capaz de garantir, ao pa\u00eds, US$ 100 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Inequivocamente, FHC parece ter assumido, de vez, o papel de &#8220;vendedor de ilus\u00f5es&#8221;. Isso por algumas importantes raz\u00f5es. Em primeiro lugar, porque afirmar que o Real passou na &#8220;prova dos nove&#8221;, uma vez que as previs\u00f5es de que o pa\u00eds mergulharia numa crise de grandes propor\u00e7\u00f5es n\u00e3o se confirmaram at\u00e9 o momento, significa escamotear tanto as fragilidades que o programa continua enfrentando como a precariedade de seus fundamentos. Em segundo, porque a sinaliza\u00e7\u00e3o do Fed, o Banco Central norte-americano, de que n\u00e3o promover\u00e1 novas eleva\u00e7\u00f5es em suas taxas de juros proximamente, n\u00e3o representa uma garantia de que as turbul\u00eancias do cen\u00e1rio internacional estejam afastadas, ainda mais quando se considera que a crise argentina continua como uma s\u00e9ria amea\u00e7a para a economia mundial e, em especial, para a brasileira. Em terceiro, porque o estabelecimento, pelo Banco Central, de metas baixas para a infla\u00e7\u00e3o para o tri\u00eanio 1999-2002 n\u00e3o constitui nenhuma garantia de que elas venham a ser atingidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que o quadro de calmaria em que a economia ingressou deve-se, sobretudo, ao socorro externo prestado ao pa\u00eds pelo FMI e pela comunidade financeira internacional, mas o fato inquestion\u00e1vel \u00e9 que o modelo econ\u00f4mico continua com suas principais pe\u00e7as intocadas, subordinado ao capital financeiro e com s\u00e9rios problemas nas contas externas e p\u00fablicas. O que n\u00e3o o retira dos ventos menos desfavor\u00e1veis que sobre ele parecem soprar, apesar do otimismo manifestado pelos gestores da pol\u00edtica econ\u00f4mica e por FHC de que a casa se encontra finalmente arrumada para que o pa\u00eds possa crescer.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas previs\u00f5es otimistas de FHC ocorrem logo ap\u00f3s a conclus\u00e3o do remendo de reforma ministerial, como se essa fosse a \u00faltima pe\u00e7a que faltava para que o processo de crescimento fosse deslanchado. Mas para quem acompanhou as mudan\u00e7as realizadas, as coisas n\u00e3o s\u00e3o bem assim, mesmo porque foram mantidos, em seus cargos, os principais condutores da pol\u00edtica econ\u00f4mica, numa clara demonstra\u00e7\u00e3o de que nada dever\u00e1 mudar, pelo menos, por enquanto, em termos de estrat\u00e9gia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa estrat\u00e9gia, que continua desenhada e amarrada ao acordo com o FMI, n\u00e3o contempla a retomada firme do crescimento, porque considera-se que este pode prejudicar os j\u00e1 inexpressivos resultados obtidos no front externo, bem como os objetivos de gera\u00e7\u00e3o crescente de super\u00e1vits prim\u00e1rios das contas p\u00fablicas. Junto com isso, o estabelecimento de uma meta de US$ 100 bilh\u00f5es para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras no ano 2002, deve ser visto apenas como uma jogada de marketing, pois as mesmas teriam de duplicar no per\u00edodo e crescerem \u00e0 taxa de 26% ao ano, contra uma queda de -3% em 1998 e de -1% este ano, segundo proje\u00e7\u00f5es consideradas otimistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que, com o objetivo de reverter seus \u00edndices cada vez mais baixos de popularidade, FHC n\u00e3o tem medido esfor\u00e7os para transmitir, \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, confian\u00e7a de que o pa\u00eds deve ingressar, finalmente, numa era de crescimento, capaz de reduzir os elevados \u00edndices de desemprego existentes e de resgatar a esperan\u00e7a em seu programa. Sabe que \u00e9 a \u00fanica alternativa que lhe resta. Mas pode resultar em um esfor\u00e7o in\u00fatil, enquanto, diferente da farsa leopardesca, continuar apenas simulando que est\u00e1 mudando alguma coisa sem estar fazendo, efetivamente, nada.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-1\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab1\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-3b7eeba4\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Em sua terceira avalia\u00e7\u00e3o do acordo com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, FMI, o governo descreveu, no Memorando de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, os principais resultados observados na economia brasileira no primeiro semestre deste ano, bem como algumas medidas a serem tomadas para implementar a pol\u00edtica econ\u00f4mica num ambiente externo e interno em constante muta\u00e7\u00e3o. No que se refere \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, seu desempenho tem sido, segundo o Memorando, melhor que o projetado. O aumento acumulado no \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os, IGP-DI, foi de 7,4% nos primeiros cinco meses desse ano, contra os 11% previstos no programa. Por sua vez, os pre\u00e7os ao consumidor aumentaram 3,8% no mesmo per\u00edodo, permitindo que as taxas de juros baixassem de 45% em 4 de mar\u00e7o, para 21%, em 23 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a substitui\u00e7\u00e3o da \u00e2ncora cambial pela pol\u00edtica de metas da infla\u00e7\u00e3o, a taxa de juros \u00e9 a nova arma para tentar manter a economia sob controle. Uma das metas do governo \u00e9 que a infla\u00e7\u00e3o chegue a dezembro em 8%, termine o ano que vem em 6% e caia para 4% no final de 2001. A pol\u00edtica de metas inflacion\u00e1rias consiste em elevar a taxa de juros sempre que houver risco de aumento de pre\u00e7o. Com isso, a quantidade de dinheiro em circula\u00e7\u00e3o diminui, a atividade econ\u00f4mica se retrai e o n\u00edvel de pre\u00e7os retorna ao n\u00edvel desejado. O indicador escolhido \u00e9 o \u00cdndice de Pre\u00e7o ao Consumidor Ampliado, IPCA, do IBGE. No momento, o governo n\u00e3o acredita em press\u00f5es inflacion\u00e1rias. Em nota divulgada na imprensa, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, confirma que, al\u00e9m da maior safra da hist\u00f3ria, a queda dos sal\u00e1rios reais e o aumento do desemprego devem ajudar na manuten\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento dos pre\u00e7os, medido pelos principais indicadores, confirma a tend\u00eancia de queda que vem acontecendo desde mar\u00e7o deste ano, como mostra a tabela 2.1. Mas observa-se, igualmente, uma pequena retomada no crescimento dos pre\u00e7os em alguns \u00edndices. O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) apresentou queda de 0,42 pontos percentuais, em maio e cresceu apenas 0,02 pontos em junho. O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), cresceu 0,56% em abril, 0,30% em maio e 0,19% em junho.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de maio, dentre os sete grupos que comp\u00f5em o INPC, o grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas apresentou varia\u00e7\u00e3o negativa de -1,11%, em continuidade \u00e0 queda de -0,48% registrada no m\u00eas de abril. Os artigos de vestu\u00e1rio passaram para 0,75% em raz\u00e3o das roupas masculinas (de 1,32% para 0,65%) e infantis (de 1,55% para 1,01%). O IPCA ficou em 0,30%, inferior \u00e0 taxa de 0,56% referente ao m\u00eas de abril em 0,26 ponto percentual. O grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas foi negativo em -0,95% e os demais foram positivos. Os grupos Transporte e Comunica\u00e7\u00e3o (1,11%) e Despesas pessoais (0,33%) apresentaram as maiores altas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho, o \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os, IGP-DI, no conceito de Disponibilidade Interna, e o IGP-M, \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os no Mercado, calculados pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, interromperam a tend\u00eancia de queda verificada desde mar\u00e7o, apresentando varia\u00e7\u00f5es de 1,02% e 0,36%, respectivamente, no m\u00eas de junho. Dos \u00edndices que comp\u00f5em o IGP-DI, o \u00cdndice de Pre\u00e7os no Atacado (IPA-DI) e o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC-DI) foram os que registraram os aumentos mais significativos. J\u00e1 o \u00cdndice Nacional da Constru\u00e7\u00e3o Civil (INCC-DI) apresentou queda, ficando em -0,41%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da FIPE (IPC-FIPE), indicador para o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, registrou -0,08% no m\u00eas de junho contra 0,37%, em maio. Na segunda quadrissemana de julho (per\u00edodo de 30 dias encerrado no \u00faltimo dia 15) fechou apresentando uma taxa m\u00e9dia de 0,53%, contra alta de 0,29% na primeira quadrissemana. A apura\u00e7\u00e3o foi feita pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas da Universidade de S\u00e3o Paulo. O grupo transporte foi mais uma vez o grande vil\u00e3o da taxa de infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPC-FIPE ao subir 4,15% na segunda quadrissemana de julho. Na primeira quadrissemana do m\u00eas, ele j\u00e1 havia subido 2,72%. Essas varia\u00e7\u00f5es acima da infla\u00e7\u00e3o geral est\u00e3o sendo provocadas pelos aumentos dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. O grupo vestu\u00e1rio, que na primeira quadrissemana apresentou alta de 0,86, registrou, na segunda pr\u00e9via do m\u00eas, uma redu\u00e7\u00e3o de 0,16 ponto percentual e encerrou o per\u00edodo com alta de 0,70%.<\/p>\n\n\n\n<p>O ICV-DIEESE registrou, no m\u00eas de junho, uma eleva\u00e7\u00e3o de 0,34% nos pre\u00e7os para o conjunto das fam\u00edlias do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. Esse \u00edndice \u00e9 0,12 ponto percentual superior ao m\u00eas de maio e 0,29 ponto percentual superior ao mesmo m\u00eas do ano anterior, que foi de 0,05%. Os grandes respons\u00e1veis pela eleva\u00e7\u00e3o da taxa, em junho, foram os pre\u00e7os dos servi\u00e7os p\u00fablicos (4,7%), que contribu\u00edram com 0,38 ponto percentual no c\u00e1lculo deste indicador. Habita\u00e7\u00e3o (1,67%), Sa\u00fade (1,53%), e Vestu\u00e1rio (0,37%) foram os grupos que apresentaram os maiores aumentos. Enquanto a Alimenta\u00e7\u00e3o (-1,08%) teve varia\u00e7\u00e3o negativa. Os itens que se destacaram no grupo Alimenta\u00e7\u00e3o foram: feij\u00e3o (-10,41%), hortifrutas (-2,81%), com quedas marcantes nas hortali\u00e7as (-7,28%) e frutas (-5,69%).<\/p>\n\n\n\n<p>A exemplo do que ocorreu em maio, o aumento do custo de vida foi mais elevado para as fam\u00edlias de maior poder aquisitivo, sendo de 0,27%, em maio e 0,39%, em junho, enquanto as menores taxas ocorreram para o estrato de renda menor, respectivamente de 0,10% e 0,25%. A queda no pre\u00e7o dos alimentos (-1,08%) resultou em benef\u00edcio maior para as fam\u00edlias de menores rendas, que gastam proporcionalmente mais com alimenta\u00e7\u00e3o do que as de maiores rendas, contribuindo com -0,49 ponto percentual no c\u00e1lculo do \u00edndice do estrato de renda mais baixa e -0,39 ponto percentual no referente ao estrato de renda m\u00e9dia, que re\u00fane fam\u00edlias com n\u00edvel intermedi\u00e1rio de rendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o DIEESE, nestes cinco anos de Plano Real, o ICV acumula uma eleva\u00e7\u00e3o, na cidade de S\u00e3o Paulo, de 77,3%. Certos grupos como Educa\u00e7\u00e3o e Leitura (179,6%), Habita\u00e7\u00e3o (181,8%) e Sa\u00fade (137,1%) apresentaram taxas bem acima da m\u00e9dia, enquanto outros registraram queda ou varia\u00e7\u00f5es pequenas, como Recrea\u00e7\u00e3o (-1,9%), Vestu\u00e1rio (0,2%) e Equipamentos Dom\u00e9sticos (25,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do ICV, o DIEESE realiza tamb\u00e9m a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica que inclui 16 capitais brasileiras em seu c\u00e1lculo. No m\u00eas de maio, a capital paulista manteve o maior valor para a ra\u00e7\u00e3o essencial m\u00ednima (R$ 105,05), sendo seguida por Porto Alegre (R$ 104,82) e Curitiba (R$ 101,52). Os menores valores foram apurados em Salvador (R$ 82,15) e Natal (R$ 82,38). Os maiores aumentos, neste m\u00eas, ocorreram em Porto Alegre (4,97%), Curitiba (3,50%), Salvador (3,16%) e Recife (2,84%), e as principais retra\u00e7\u00f5es se verificaram em Natal (-8,29%), Aracaju (-6,14%) e Vit\u00f3ria (-2,89%), conforme mostra a tabela 2.2.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de junho, a queda de 1,0%, no custo dos g\u00eaneros de primeira necessidade em S\u00e3o Paulo e a simult\u00e2nea alta de 1,77%, no pre\u00e7o dos mesmos bens, em Porto Alegre, fizeram com que a capital paulista deixasse de ser, ap\u00f3s treze meses, a cidade mais cara do pa\u00eds, posto ocupado, no \u00faltimo m\u00eas, pela localidade ga\u00facha. Al\u00e9m de Porto Alegre, seis outras capitais registraram aumento no valor dos produtos pesquisados, com destaque para Natal, que teve a maior eleva\u00e7\u00e3o (5,04%), Recife (1,20%) e Salvador (1,05%). As retra\u00e7\u00f5es mais significativas apuradas em nove cidades ocorreram em Aracaju (-3,87%), Goi\u00e2nia (-3,06%) e Belo Horizonte (-2,20%). Devido ao comportamento de junho, tr\u00eas localidades mantiveram o custo da cesta acima de R$ 100,00. Porto Alegre (R$ 106,68), S\u00e3o Paulo (104,00) e Curitiba (R$ 100,76). Os menores valores foram registrados em Goi\u00e2nia (R$ 81,73), Salvador (R$ 83,01) e Aracaju (R$ 83,43). Com base no custo da cesta mais elevada &#8211; no caso, a de Porto Alegre &#8211; o valor estimado do sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio deveria ser de R$ 896,22, ou seja, 6,6 vezes o valor vigente (R$ 136,00).<\/p>\n\n\n\n<p>A Cesta B\u00e1sica da Grande Vit\u00f3ria no m\u00eas de maio custou ao trabalhador R$ 89,33. Esse valor, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, foi 0,23% mais barato. No m\u00eas de Junho, houve um aumento de 0,56% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, sendo Vit\u00f3ria a oitava capital com o maior valor da cesta b\u00e1sica, sendo de R$ 89,83. Dentre os outros componentes que contribu\u00edram para encarecer a cesta est\u00e3o os aumentos da batata (7,14%), da carne (4,14%) e do caf\u00e9 (0,64%). J\u00e1 as baixas agruparam tomate (-13,46%), feij\u00e3o (-9,03%), banana (-7,22%), a\u00e7\u00facar (-6,38), manteiga (-4,48), leite (-3,96%), \u00f3leo (-2,56%) e arroz (-2,04%). A varia\u00e7\u00e3o acumulada no ano foi da ordem de 4,87%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pr\u00f3ximos meses o n\u00edvel de pre\u00e7os dever\u00e1 refletir o impacto do aumento nos pre\u00e7os das tarifas de energia e de outros pre\u00e7os administrados como o petr\u00f3leo. Os pre\u00e7os dos derivados de petr\u00f3leo dever\u00e3o oscilar de acordo com o mercado internacional e tamb\u00e9m com o comportamento da taxa de c\u00e2mbio.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-2\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab2\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-b16b6e2d\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de Atividade<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Os \u00edndices de produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial, com ajuste sazonal, calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) apresentaram retra\u00e7\u00e3o de -0,3% no confronto entre abril e mar\u00e7o deste ano. Destaca-se, no per\u00edodo, o desempenho negativo da produ\u00e7\u00e3o de bens de capital (-3,5%) seguida pela de bens dur\u00e1veis (-3,2%). Entre os indicadores que ajudaram a evitar um resultado ainda pior, os melhores n\u00fameros v\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo (0,5%) e intermedi\u00e1rios (0,4%). Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior, a ind\u00fastria em geral retraiu-se em -2,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de maio de 1999, os indicadores mostraram um desempenho melhor do que o registrado no m\u00eas de abril em praticamente todos os segmentos industriais, resultando em uma expans\u00e3o de 2,1% na ind\u00fastria em geral. Os bens de capital cresceram 1,8%, os intermedi\u00e1rios, 1,9%, e os bens de consumo, 0,1%. Os bens de consumo dur\u00e1veis cresceram 2,5% e os bens semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis ca\u00edram -0,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>No confronto de maio com o mesmo m\u00eas do ano anterior, o n\u00edvel da atividade industrial reflete o per\u00edodo de recess\u00e3o da atual conjuntura nacional, apontando uma queda de -3,1%. Os segmentos que mais contribu\u00edram para derrubar a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica das ind\u00fastrias foram: os bens de consumo dur\u00e1vel, apresentando mais uma vez um fraco desempenho (-24,0%), sendo seguido pelo de bens de capital (-16,9%), segmento que vem mostrando quedas sucessivas durante este ano, bens de consumo (-5,9%) e bens de consumo semidur\u00e1vel e n\u00e3o dur\u00e1vel (-0,4%).<\/p>\n\n\n\n<p>De janeiro a maio, a ind\u00fastria brasileira retraiu em -3,3%. Todos os segmentos tiveram varia\u00e7\u00f5es negativas e contribu\u00edram para esse fraco desempenho. O desempenho da produ\u00e7\u00e3o industrial foi o seguinte: bens de capital (-13,4%), bens de consumo (-5,1%), bens de consumo dur\u00e1veis (-18,2%), semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis (-1,4%) e bens intermedi\u00e1rios (-0,6%).<\/p>\n\n\n\n<p>A pequena recupera\u00e7\u00e3o que pode ser observada no desempenho da atividade industrial foi proporcionada pela redu\u00e7\u00e3o na taxa de juros, ap\u00f3s a relativa estabilidade cambial e de pre\u00e7os verificada ap\u00f3s o ataque especulativo de janeiro. Com este cen\u00e1rio mais promissor o presidente espera que a taxa de crescimento do PIB, este ano, n\u00e3o seja negativa, ao contr\u00e1rio das expectativas que estimam quedas que podem chegar a -3,0%.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto dessa recess\u00e3o \u00e9 facilmente sentida na desestrutura\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. Os postos formais de trabalho do pa\u00eds reduziram-se de 25,5 milh\u00f5es para 22,5 milh\u00f5es, em 1998, e no final de 1999, provavelmente, o n\u00famero ser\u00e1 menor. Os \u00edndices de desemprego s\u00e3o alt\u00edssimos, mesmo aquele calculado pelo IBGE que considera como ocupado os trabalhadores informais, as ocupa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e retira da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa o desemprego por desalento. Mesmo assim, as pol\u00edticas econ\u00f4micas adotadas &#8211; juros altos, arrocho fiscal, etc. &#8211; s\u00e3o consideradas pelo governo como necess\u00e1rias e as melhores poss\u00edveis hoje para a economia brasileira. Ser\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-f7f23ad2\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de atividade no Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O desempenho industrial do Esp\u00edrito Santo &#8211; medido atrav\u00e9s das vendas reais da ind\u00fastria &#8211; apresentou uma diminui\u00e7\u00e3o de -36,77% em abril de 1999 em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o do mesmo ano, conforme a tabela 3.2. Os g\u00eaneros que apresentaram as maiores quedas foram os de madeira (-86,48%), produtos alimentares (-58,18%) e metal\u00fargica (-39,16%). Segundo o IDEIES &#8211; Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo &#8211; esse resultado ocorreu devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da demanda interna por esses produtos. Por outro lado, alguns g\u00eaneros apresentaram desempenho positivo como: material pl\u00e1stico, ind\u00fastrias diversas, t\u00eaxtil, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados, os \u00faltimos foram influenciados pelo efeito sazonal da proximidade do dia das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados do m\u00eas seguinte foram animadores para a ind\u00fastria. Comparando maio de 1999 com abril de 1999, observa-se um aumento significativo de 20,61% nas vendas reais. Esse desempenho foi motivado principalmente pelo bom resultado das principais atividades exportadoras: metal\u00fargica (70,75%), papel e papel\u00e3o (50,57%), minerais n\u00e3o-met\u00e1licos (21,57%) e madeira (24,24%). Ainda merece destaque: material pl\u00e1stico (99,26%) e material de transporte (34,75%).<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de consultas ao Sistema de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC), no m\u00eas de junho, diminuiu -11,46%, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, e o de cheques, -12,54%. O primeiro \u00e9 um indicador das vendas a prazo e o segundo das vendas \u00e0 vista. Isso demonstra uma significativa queda nas vendas durante o m\u00eas. Entretanto, a compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 1998, o resultado \u00e9 um pouco diferente. Em junho de 1999, as consultas ao SPC cresceram 4,84% e a consulta aos cheques decresceram -5,87% na compara\u00e7\u00e3o com 1998 (tabela 3.3).<\/p>\n\n\n\n<p>A inadimpl\u00eancia apresentou uma queda significativa em junho de 1999. O n\u00famero de inclus\u00f5es no SPC diminuiu -30,86% em compara\u00e7\u00e3o a maio e -11,46% quando comparado a junho de 1998. Seguindo o mesmo comportamento, os cheques locais apresentaram uma redu\u00e7\u00e3o de -27,37% e -34,51% na mesma compara\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o n\u00famero de baixas n\u00e3o apresentou um resultado favor\u00e1vel ao com\u00e9rcio, o n\u00famero de inadimplentes que procuraram o SPC para regularizar seus d\u00e9bitos reduziu em -16,36% e os cheques em -24,84%, no m\u00eas de junho. Em rela\u00e7\u00e3o a junho de 1998, as baixas dos cheques tamb\u00e9m foram negativas em -26,07%, e as do SPC em -6,63% (tabela 3.4).<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-3\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab3\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-58189f0b\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e Sal\u00e1rios<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A taxa de desemprego aberto, em junho, atingiu 7,84%, segundo o IBGE. Assim, aumentou 0,14 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a maio, mas diminuiu em 0,06 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a junho de 1998. O n\u00famero de pessoas procurando trabalho aumentou em junho (3,4%), em rela\u00e7\u00e3o a maio, mas n\u00e3o se modificou em rela\u00e7\u00e3o a junho do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo m\u00e9dio de procura por trabalho aumentou, saindo de 22,22 semanas em abril para 22,82, em maio e 24,69 semanas em junho deste ano. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior esse aumento foi ainda maior. Em maio de 1998 foi de 20,68 semanas e, em junho, de 22,58 semanas, como mostra a tabela 4.1.<\/p>\n\n\n\n<p>O desemprego cresceu em todos os setores de atividade, em junho, com exce\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil que caiu de 10,43% em maio para 9,77% em junho de 1999. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o aumentou de 8,06% para 8,22%; o com\u00e9rcio de 8,06% para 8,21%, os servi\u00e7os de 6,35% para 6,56% e as outras atividades de 3,31% para 3,56%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas, os valores registrados para o desemprego foram: Salvador, 10,02%; Recife, 8,19%; S\u00e3o Paulo, 8,94%; Porto Alegre, 6,87, Belo Horizonte, 7,74%; Rio de Janeiro, 5,55%. Os maiores aumentos foram observados na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, 0,38 ponto percentual e Rio de Janeiro, 0,24 ponto percentual. Recife (-0,78), Porto Alegre (-0,17) e Salvador apresentaram queda na taxa de desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego e Desemprego, realizada pela Funda\u00e7\u00e3o SEADE e DIEESE, na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, mostram que o m\u00eas de junho fechou com uma taxa de desemprego total de 19,9%. Um redu\u00e7\u00e3o de 0,4 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e de 0,9 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a junho de 1998. O tempo de procura por trabalho aumentou novamente (tabela 4.2), passando de 42 semanas em maio para 44 semanas em junho deste ano. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior, o aumento \u00e9 mais evidente, passando de 34 semanas, em junho de 1998, para 44 semanas, em junho de 1999. Al\u00e9m do aumento no tempo de procura por trabalho, o rendimento m\u00e9dio real passou de R$ 882,00, em abril de 1998, para R$ 824,00, em abril de 1999, diminui\u00e7\u00e3o de -6,57%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a an\u00e1lise dos 5 anos do Real, realizada pelo DIEESE, o desemprego se elevou em todas as regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas pela PED. Na Grande S\u00e3o Paulo, a taxa m\u00e9dia anual de desemprego muda de 14,2%, em 1994, para 18,3%, em 1998. Para o ano de 1998, a maior taxa registrada foi a de Salvador, 24,2%. Em 1998 os desempregados nas regi\u00f5es pesquisadas somam cerca de 3 milh\u00f5es. \u00c9 crescente tamb\u00e9m o tempo que os desempregados levam para encontrar um novo posto de trabalho. Na Grande S\u00e3o Paulo, o tempo m\u00e9dio passa de 22 semanas, em 1995, para 36 semanas, em 1998. Em Bras\u00edlia, o tempo m\u00e9dio de procura por trabalho chegou a 52 semanas no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE divulgou, em junho, o primeiro retrato completo do setor informal no Brasil, referente ao ano de 1997. Do total das empresas pesquisadas, localizadas principalmente no sudeste, 86% pertencem a trabalhadores por conta pr\u00f3pria e apenas 14% referem-se a empregadores que contratavam at\u00e9 cinco empregados. As principais atividades desenvolvidas na economia informal s\u00e3o com\u00e9rcio, 26%, e servi\u00e7os, 20%, com destaque para servi\u00e7os de repara\u00e7\u00e3o, pessoais, domiciliares e de divers\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao pessoal ocupado, predominam os homens, com 64%, e os trabalhadores por conta pr\u00f3pria, com 67%. A \u00fanica faixa em que as mulheres predominam \u00e9 a de trabalhadores n\u00e3o remunerados, onde elas representam 62%. A maioria dos trabalhadores tem o primeiro grau incompleto, 45%. Quanto ao rendimento m\u00e9dio das pessoas ocupadas neste setor \u00e9 de R$ 240,00, sendo que o rendimento dos homens \u00e9 superior ao das mulheres, R$ 253,00 contra R$ 218,00. A pesquisa mostrou ainda que o rendimento aumentava conforme crescia o grau de instru\u00e7\u00e3o, contudo revelou uma exce\u00e7\u00e3o, pois os trabalhadores com segundo grau incompleto ganhavam em m\u00e9dia menos do que os que tinham o primeiro grau incompleto.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-e6f67f7f\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de emprego no Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O n\u00edvel de emprego industrial, medido pelo IDEIES &#8211; Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo, apresentou, em maio deste ano, um acr\u00e9scimo de 0,50% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de abril. Dentre os g\u00eaneros que mais aumentaram o n\u00edvel do emprego destacam-se, como mostra a tabela 4.3, a Qu\u00edmica (22,16%), Mec\u00e2nica (4,67%), T\u00eaxtil (4,21%) e Produtos Alimentares (1,68%). Na ind\u00fastria Qu\u00edmica esse aumento pode ser explicado pela sazonalidade do setor qu\u00edmico que iniciou as contrata\u00e7\u00f5es para a safra alcooleira. Por sua vez, apresentaram resultado negativo o setor de Material de Transporte (-3,15%), Bebidas (-3,06%) e Madeira (-2,24%). O pequeno acr\u00e9scimo nas contrata\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi suficiente para reverter a tend\u00eancia negativa que acumula uma redu\u00e7\u00e3o de -4,13% nos cinco primeiros meses do ano. No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, essa taxa chega a -9,6%. Nos \u00faltimos doze meses, os setores que mais demitiram foram Madeira (-41,36%), Material de Transporte (-36,42%), Papel e Papel\u00e3o (-30,43%), Mec\u00e2nica (-25,75%) e Qu\u00edmica (-23,42%). Considerando-se as ind\u00fastrias por porte, a recupera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego deve-se principalmente \u00e0s pequenas e m\u00e9dias empresas, 0,46% e 1,53%, respectivamente. As grandes empresas por sua vez continuam apresentando resultado negativo, -0,45%.<\/p>\n\n\n\n<p>O rendimento real dos trabalhadores na ind\u00fastria do Esp\u00edrito Santo, segundo dados do IDEIES, registrou em maio uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 3,02% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Por\u00e9m, apesar de certa recupera\u00e7\u00e3o, os sal\u00e1rios reais continuam caindo em 1999. Depois de uma queda m\u00e9dia de cerca de -10% em 1998, a queda acumulada at\u00e9 maio deste ano, comparada ao sal\u00e1rio real no mesmo per\u00edodo de 1998, foi de -4,89%, conforme mostra a tabela 4.4.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o SINE-ES, o n\u00famero de pessoas que se cadastraram \u00e0 procura de emprego, nos primeiros cinco meses deste ano, aumentou 50,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, passando de 20.149 pessoas, de janeiro a maio de 1998, contra 30.276 neste ano. Por outro lado, a oferta de ocupa\u00e7\u00e3o caiu -10,9%, de 5.716 vagas captadas em 1998 para 5.093 vagas em 1999. Entretanto, o SINE obteve uma taxa de aloca\u00e7\u00e3o mais elevada do que no ano passado, 39,27% contra 26,73%, como pode ser verificado na tabela 4.5. Em maio diminuiu a demanda de ocupa\u00e7\u00e3o, a oferta de vagas, o n\u00famero de trabalhadores encaminhados e aqueles efetivamente colocados, quando comparados com o m\u00eas de abril. Mas observa-se que, desde mar\u00e7o, a taxa de aloca\u00e7\u00e3o vem crescendo significativamente atingindo 54,37% em maio.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do reduzido est\u00edmulo proporcionado pelo governo local, alguns sindicatos t\u00eam procurado alternativas poss\u00edveis para gera\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o para os desempregados. Fruto de oficinas pedag\u00f3gicas realizadas em oito munic\u00edpios do Esp\u00edrito Santo no final ano passado, 18 projetos v\u00eam sendo desenvolvidos atualmente nos munic\u00edpios da Serra, de Viana, de Vila Velha, de Cariacica e de Jo\u00e3o Neiva, envolvendo cerca de 800 pessoas. Dos projetos, fazem parte trabalhadores desempregados que est\u00e3o se organizando em forma de associa\u00e7\u00f5es e cooperativas de trabalho. As oficinas contaram com a participa\u00e7\u00e3o de quase 3.000 pessoas num conv\u00eanio entre a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Metal\u00fargicos e o governo federal com uso dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador &#8211; FAT. Nas oficinas, os desempregados discutiram a estrutura econ\u00f4mica do pa\u00eds e as raz\u00f5es do desemprego, al\u00e9m de definirem alternativas para enfrentarem a realidade, elaborando projetos em que pudessem gerar ocupa\u00e7\u00e3o e renda para eles pr\u00f3prios.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-4\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab4\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-42a6ce47\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Monet\u00e1ria: Base monet\u00e1ria<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de junho de 1999 registrou uma redu\u00e7\u00e3o de -17,9% na Base Monet\u00e1ria, no conceito de saldos de final de per\u00edodo, de acordo com dados preliminares divulgados pelo Banco Central. Com essa redu\u00e7\u00e3o, a Base Monet\u00e1ria atingiu R$ 33,2 bilh\u00f5es (tabela 5.1). A varia\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses foi de -10,9%. Dentre seus componentes, verifica-se forte contra\u00e7\u00e3o das reservas banc\u00e1rias, registrando, nesse m\u00eas, -36,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. J\u00e1 o papel-moeda emitido registrou uma pequena expans\u00e3o de 1,9% em rela\u00e7\u00e3o a maio de 1999, revertendo o ciclo de contra\u00e7\u00e3o que vinha se verificando nos primeiros meses do ano (com exce\u00e7\u00e3o de fevereiro), caracterizado por um ajuste da expans\u00e3o sazonal pr\u00f3pria do final de ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre aos fatores que influenciam a Base Monet\u00e1ria (tabela 5.2), observa-se que o conjunto de opera\u00e7\u00f5es com o sistema financeiro (Assist\u00eancia Financeira de Liquidez, Dep\u00f3sitos e Outras Contas) foi expansionista em R$ 236 milh\u00f5es, dado que, segundo o BACEN, as libera\u00e7\u00f5es de compuls\u00f3rios sobre fundos de investimento financeiro, continuam caracterizando o grande fator dessa expans\u00e3o. Ainda como fator de expans\u00e3o da Base Monet\u00e1ria, observa-se as opera\u00e7\u00f5es do Setor Externo que, ainda segundo o BACEN, refletem as compras l\u00edquidas efetuadas pelo Banco Central no mercado interbanc\u00e1rio de c\u00e2mbio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os demais fatores tiveram impacto contracionista na Base Monet\u00e1ria. As opera\u00e7\u00f5es com o Tesouro Nacional registraram uma contra\u00e7\u00e3o de R$ 843 milh\u00f5es, enquanto que as opera\u00e7\u00f5es com T\u00edtulos P\u00fablicos Federais registraram contra\u00e7\u00e3o de R$ 6,7 bilh\u00f5es, em grande parte devido \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o de novos t\u00edtulos da d\u00edvida no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Base Monet\u00e1ria Ampliada registrou um crescimento de 1,6% no m\u00eas, atingindo R$ 403,9 bilh\u00f5es. Tal expans\u00e3o se deveu, basicamente, ao crescimento de 4% no saldo dos t\u00edtulos p\u00fablicos federais fora da carteira do Banco Central, que registraram R$ 351,1 bilh\u00f5es, em junho de 1999, ante R$ 337,5, do m\u00eas anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos meios de pagamento em seu conceito restrito (MI), o m\u00eas de junho de 1999 registrou um aumento de 4,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, totalizando R$ 46 bilh\u00f5es. Tanto o papel-moeda em poder do p\u00fablico quanto os dep\u00f3sitos \u00e0 vista determinaram tal expans\u00e3o, participando, respectivamente, com expans\u00f5es de 3,4% e 4,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O saldo dos meios de pagamento, no seu conceito mais amplo (M4), atingiu R$ 498,9 bilh\u00f5es, com expans\u00e3o de 2,7%, tamb\u00e9m determinado pelo aumento no estoque de t\u00edtulos p\u00fablicos federais em poder do p\u00fablico n\u00e3o financeiro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-b3825173\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Opera\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9dito<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O estoque das opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos e financiamentos concedidos pelas institui\u00e7\u00f5es do Sistema Financeiro Nacional &#8211; normal &#8211; no m\u00eas de maio ao setor p\u00fablico apresentou um crescimento de apenas 0,3%; no ano, a varia\u00e7\u00e3o foi de 1,9% e, nos \u00faltimos doze meses, fechou com decr\u00e9scimo de -13,6%. Nos \u00faltimos doze meses o sistema financeiro reduziu em -21,0% os empr\u00e9stimos aos governos estaduais; em contrapartida, o governo federal teve um incremento de 46,7% nos empr\u00e9stimos durante esse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor privado apresentou pequenas varia\u00e7\u00f5es nas quantidades de empr\u00e9stimos recebidos na compara\u00e7\u00e3o entre abril e maio de 1999. Apenas a ind\u00fastria e as pessoas f\u00edsicas registraram aumentos de 0,7% e 1,5%, respectivamente. Os demais sub-setores tiveram seus cr\u00e9ditos restringidos. O sub-setor habita\u00e7\u00e3o teve uma redu\u00e7\u00e3o de -0,1%; o rural, de -1,1%; o com\u00e9rcio e outros servi\u00e7os apresentaram varia\u00e7\u00f5es negativas de -0,1% e -1,5%, respectivamente. O total de cr\u00e9ditos concedidos foi de R$ 257,3 bilh\u00f5es, um aumento de apenas 2,2% em 12 meses. Assim, o sistema financeiro privado reduziu fortemente os empr\u00e9stimos e financiamentos ao setor p\u00fablico, -13,4% nos \u00faltimos doze meses; e elevou-os em cerca de 5% para o setor privado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-b3a20f54\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Taxa de Juros<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O Banco Central iniciou o m\u00eas de junho implementando medidas para criar espa\u00e7o que permita a redu\u00e7\u00e3o na taxa b\u00e1sica de juros. Anunciou uma meta para a infla\u00e7\u00e3o maior do que a esperada, 8%, eliminou os dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios para os fundos de investimentos, al\u00e9m de permitir a volta do overnight, vetado para pessoas jur\u00eddicas desde mar\u00e7o de 1991. A implementa\u00e7\u00e3o dessas medidas s\u00f3 foi poss\u00edvel por que o Fed atendeu \u00e0s expectativas dos capitalistas, subindo a taxa de juros b\u00e1sica dos EUA em apenas 0,25% pontos percentuais, al\u00e9m de trocar o vi\u00e9s altista pelo neutro. Mas a redu\u00e7\u00e3o do custo do cr\u00e9dito para empresas e pessoas f\u00edsicas ainda \u00e9 pequena devido ao alto risco, \u00e0 alta cunha fiscal e \u00e0 instabilidade que tomam conta do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 7 deste m\u00eas, o governo diminuiu o compuls\u00f3rio do dep\u00f3sito a prazo de 25% para 20%, devolvendo ao sistema banc\u00e1rio entre R$ 2,5 bilh\u00f5es e R$ 3,0 bilh\u00f5es. Por\u00e9m n\u00e3o se cr\u00ea que essa redu\u00e7\u00e3o tenha impacto imediato sobre a oferta de cr\u00e9dito banc\u00e1rio ou mesmo sobre os custos dos empr\u00e9stimos, pois os bancos preferem emprestar para o governo do que para empresas e pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>As incertezas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Argentina ditam as posi\u00e7\u00f5es do mercado. Um exemplo disso s\u00e3o as taxas de juros futuras que alcan\u00e7aram os patamares de 23,54% ao ano, para setembro, e 25,86%, para outubro, em meados de junho.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-5\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab5\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-9d0df471\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Fiscal<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um resultado negativo de R$ 800 milh\u00f5es em maio, o Governo Central &#8211; Tesouro, INSS e BCB &#8211; apresentou um resultado prim\u00e1rio, em junho, de R$ 3,9 bilh\u00f5es, acumulando um total de R$ 15,9 bilh\u00f5es no primeiro semestre de 1999. Com isso, aumenta o otimismo em rela\u00e7\u00e3o ao cumprimento das metas fiscais estabelecidas com o FMI e o primeiro semestre do ano j\u00e1 se apresenta como extremamente favor\u00e1vel para o acordo. Na revis\u00e3o do acordo com o FMI, a meta para o super\u00e1vit prim\u00e1rio, no primeiro semestre do ano, foi estipulada em R$ 12,9 bilh\u00f5es para todo o setor p\u00fablico consolidado. Mas, se o Governo Central est\u00e1 conseguindo produzir um super\u00e1vit para todo o setor p\u00fablico, os Estados e Munic\u00edpios n\u00e3o t\u00eam obtido o mesmo resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista das receitas, o Tesouro obteve um acr\u00e9scimo de 23,8% na arrecada\u00e7\u00e3o, o INSS, 10,4%, e as transfer\u00eancias a Estados e Munic\u00edpios diminu\u00edram em -29,6%, resultando em um acr\u00e9scimo de R$ 3,5 bilh\u00f5es na receita total. Observando com mais cuidado, dentre as receitas administradas pela Secretaria da Receita Federal &#8211; SRF -, verifica-se um aumento total de 6,6%. A desagrega\u00e7\u00e3o dos dados mostra um aumento, entre outros, na arrecada\u00e7\u00e3o do IPI (1,6%), do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o (16,9%), do IOF (4,4%), do Finsocial (17,9%); e queda na arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (-11,6%). A receita arrecadada com a CPMF foi de apenas R$ 243,4 milh\u00f5es em junho, acumulou R$ 944 milh\u00f5es no semestre e n\u00e3o parece que ir\u00e1 atingir a meta prevista. O que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o ingresso, a t\u00edtulo de receita de concess\u00e3o, de quase R$ 2,5 bilh\u00f5es. Assim, esta rubrica \u00e9 respons\u00e1vel por 68,9% do resultado prim\u00e1rio no m\u00eas de junho. A redu\u00e7\u00e3o nas transfer\u00eancias a Estados e Munic\u00edpios contribui com 24,5%, restando 6,6% para o acr\u00e9scimo l\u00edquido na receita tribut\u00e1ria e na redu\u00e7\u00e3o de despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>O total acumulado no semestre apresenta uma situa\u00e7\u00e3o mais confort\u00e1vel. A receita administrada pela SRF cresceu 12,0%, mas com redu\u00e7\u00f5es no Imposto de Importa\u00e7\u00e3o (-26,6%), no IPI (-7,3%) e no IRPJ (-4,2%), todos os demais tributos e contribui\u00e7\u00f5es apresentaram taxas positivas. A receita de concess\u00e3o cresceu 53,1%, passando de R$ 4,0 bilh\u00f5es, no primeiro semestre de 1998, para R$ 6,2 bilh\u00f5es em 1999, o que representou 50,4% do resultado prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas totais decresceram -0,37% em junho, na compara\u00e7\u00e3o com maio de 1999. O principal item respons\u00e1vel para essa redu\u00e7\u00e3o foram os gastos em custeio e capital (-15,5%). Todos os demais itens apresentaram aumentos de gastos. O total acumulado no semestre tamb\u00e9m apresenta exatamente o mesmo comportamento. Todos os itens de despesa, com exce\u00e7\u00e3o de custeio e capital que diminui (-10,9%), apresentam aumentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, observa-se que o &#8220;ajuste fiscal&#8221; tem sido realizado fundamentalmente atrav\u00e9s das receitas de privatiza\u00e7\u00f5es &#8211; concess\u00f5es para as empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es &#8211; e pelos cortes nos gastos de custeio e investimento. Isso implica o sucateamento do que resta de infraestrutura e servi\u00e7os p\u00fablicos e n\u00e3o garante o cumprimento das metas acordadas com o FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os dados calculados pelo BCB, no conceito abaixo da linha, o m\u00eas de maio apresenta um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 9 bilh\u00f5es, uma situa\u00e7\u00e3o muito melhor do que aquela observada no mesmo per\u00edodo do ano passado. Por outro lado, as despesas com juros, em maio deste ano, atingiram um montante de R$ 8,5 bilh\u00f5es, mais do que o dobro do que foi pago em 1998. Excluindo o efeito da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, a conta de juros atingiu R$ 5,1 bilh\u00f5es no m\u00eas, 45,6% a mais do que no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O total de juros pagos, acumulado nos cinco primeiros meses do ano, atingiu R$ 61,5 bilh\u00f5es, considerando a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial ocorrida em janeiro de 1999. Sem a desvaloriza\u00e7\u00e3o, a conta de juros foi de R$ 24,6 bilh\u00f5es no per\u00edodo. Com isso, o super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 9,0 bilh\u00f5es converteu-se em um resultado nominal deficit\u00e1rio de R$ 52,4 bilh\u00f5es, considerando a desvaloriza\u00e7\u00e3o, e de R$ 15,6 bilh\u00f5es, sem a desvaloriza\u00e7\u00e3o. A primeira redu\u00e7\u00e3o na taxa de c\u00e2mbio, ap\u00f3s a mega desvaloriza\u00e7\u00e3o em janeiro, trouxe a expectativa de que o impacto final sobre as contas p\u00fablicas seria menor do que as primeiras estimativas. Entretanto, caso persistam as press\u00f5es observadas, nos meses de junho e julho, sobre a taxa de c\u00e2mbio e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real continue, as estimativas das despesas com juros podem acabar se confirmando.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida mobili\u00e1ria federal continua crescendo, o total de t\u00edtulos emitidos atingiu R$ 523,1 bilh\u00f5es em junho de 1999. Desse total, R$ 383,1 bilh\u00f5es ou 73,2% encontra-se em poder dos aplicadores no mercado financeiro e R$ 140,0 bilh\u00f5es (26,8%), na tesouraria do Tesouro ou na carteira do BCB. O total de t\u00edtulos em poder do mercado cresceu 2,7% em junho de 1999, em rela\u00e7\u00e3o a maio e 5,1% em rela\u00e7\u00e3o a janeiro. O governo federal est\u00e1 modificando a composi\u00e7\u00e3o da d\u00edvida mobili\u00e1ria aumentando a participa\u00e7\u00e3o do Tesouro Nacional e reduzindo, relativamente, a participa\u00e7\u00e3o do banco central.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida total do setor p\u00fablico atingiu R$ 483,1 bilh\u00f5es ou 49,6% do produto interno bruto em maio de 1999. Desse total, R$ 298,0 bilh\u00f5es (61,7%) s\u00e3o de responsabilidade do governo federal e banco central; R$ 151,2 (31,3%), dos estados e munic\u00edpios e R$ 33,9 (7,0%) das empresas estatais.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-6\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab6\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-85dbe245\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Setor Externo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de junho, o saldo das transa\u00e7\u00f5es correntes do balan\u00e7o de pagamentos registrou um d\u00e9ficit de US$ 2,9 bilh\u00f5es. No semestre, o d\u00e9ficit acumulado foi de US$ 12,3 bilh\u00f5es ou 4,45% do PIB. No primeiro semestre de 1998 o d\u00e9ficit das transa\u00e7\u00f5es correntes foi de US$ 13,4 bilh\u00f5es ou 3,5% do PIB. Entre o primeiro semestre de 1998 e o de 1999, este d\u00e9ficit diminuiu em -8,3%, decorrente principalmente da redu\u00e7\u00e3o no d\u00e9ficit do saldo da balan\u00e7a comercial (tabela 7.1).<\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es, em junho de 1999, totalizaram US$ 4,3 bilh\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es, neste mesmo per\u00edodo, registraram US$ 4,5 bilh\u00f5es, resultando em um saldo deficit\u00e1rio na balan\u00e7a comercial de US$ 144 milh\u00f5es. O saldo acumulado entre janeiro e junho de 1999 continua apresentando um d\u00e9ficit de US$ 616 milh\u00f5es. Comparando-se este saldo com o do mesmo per\u00edodo de 1998, observamos que ocorreu uma redu\u00e7\u00e3o de -66,5% no d\u00e9ficit, ou seja, um montante de US$ 1,2 bilh\u00f5es. Contrariamente ao que se esperava, as exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o reagiram \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. A brutal retra\u00e7\u00e3o na atividade econ\u00f4mica produziu, no primeiro semestre, uma queda de -13,6% nas exporta\u00e7\u00f5es e de -17,1% nas importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A conta de servi\u00e7os, em junho de 1999, apresentou um d\u00e9ficit de US$ 3,0 bilh\u00f5es, crescendo 42,5% em rela\u00e7\u00e3o a maio. Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, este d\u00e9ficit cresceu apenas 5,9%. O d\u00e9ficit total acumulado no primeiro semestre de 1999 foi de US$ 12,8 bilh\u00f5es, crescendo apenas 2,6% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre de 1998. O crescimento no d\u00e9ficit da conta de servi\u00e7os decorreu fundamentalmente do aumento na conta de juros cujo d\u00e9ficit cresceu de US$ 5,2 bilh\u00f5es, em 1998, para US$ 7,8 bilh\u00f5es, em 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado outras contas apresentaram redu\u00e7\u00f5es consider\u00e1veis em seus d\u00e9ficits. As viagens internacionais tiveram como resultado uma redu\u00e7\u00e3o no d\u00e9ficit de US$ 1,8 bilh\u00f5es para US$ 557 milh\u00f5es entre o primeiro semestre de 1998 e 1999. A conta de transportes tamb\u00e9m reduziu o seu d\u00e9ficit de US$ 1,5 bilh\u00f5es para US$ 1,3 bilh\u00f5es; a remessa de lucros e dividendos diminuiu de US$ 2,8 bilh\u00f5es para US$ 2,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A capta\u00e7\u00e3o de recursos externos sofreu uma queda vertiginosa entre abril e junho de 1999. De um total de US$ 21,3 bilh\u00f5es, em abril, caiu para US$ 7,9 bilh\u00f5es, em maio, e US$ 6,7 bilh\u00f5es, em junho de 1999. Da mesma forma, a compara\u00e7\u00e3o do m\u00eas de junho de 1999 com o mesmo m\u00eas de 1998, mostra uma redu\u00e7\u00e3o de US$ 4,4 bilh\u00f5es no ingresso de capitais externos. Destaca-se que o elevado ingresso de capitais, em abril, foi resultado do recebimento da segunda parcela do empr\u00e9stimo do FMI e G-7, decorrente do acordo assinado em dezembro de 1998. A entrada de investimentos externos, acumulada no primeiro semestre de 1999, atingiu o montante de US$ 57,1 bilh\u00f5es, uma queda de -24,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 1998, quando atingiu US$ 75,8 bilh\u00f5es (tabela 7.2).<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho, a capta\u00e7\u00e3o de recursos externos diminuiu sob todas as formas. Os investimentos estrangeiros diretos ca\u00edram em -32,5%; os investimentos em portf\u00f3lio, em -26,1%; os empr\u00e9stimos em moeda, em -1,7%; os financiamentos, -89,9%; leasing e aluguel, em -96,6% e o pagamento antecipado de exporta\u00e7\u00f5es, em -49,6%. A queda da capta\u00e7\u00e3o de recursos repete-se no acumulado do primeiro semestre, com a exce\u00e7\u00e3o dos investimentos estrangeiros diretos, que crescem 35,9% no per\u00edodo. Os itens que mais diminuem na compara\u00e7\u00e3o entre esses per\u00edodos s\u00e3o: financiamentos (-61,1%) e portf\u00f3lios (-44,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho de 1999, as reservas cambiais totalizaram, no conceito de liquidez internacional, US$ 41,3 bilh\u00f5es, uma queda de US$ 2,9 bilh\u00f5es ou -6,7% (tabela 7.3). Ap\u00f3s a crise cambial de janeiro de 1999, as reservas, que j\u00e1 tinham sido de mais de US$ 70 bilh\u00f5es, ca\u00edram para cerca de US$ 35 bilh\u00f5es e s\u00f3 apresentaram ligeira recupera\u00e7\u00e3o com os empr\u00e9stimos obtidos junto ao FMI. Os resultados do primeiro semestre do ano n\u00e3o mostram nenhuma indica\u00e7\u00e3o de que essas reservas voltem a crescer no curto prazo como resultado da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, dos incentivos ao ingresso de capitais especulativos e da pol\u00edtica de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida externa brasileira estabilizou-se neste in\u00edcio de ano, passando de US$ 234,7 bilh\u00f5es, em dezembro, para US$ 233,2, em abril, e fechando o m\u00eas de maio com um total de US$ 233,7 bilh\u00f5es. Desse total, cerca de 90% s\u00e3o de m\u00e9dio e longo prazos e apenas 10% de curto prazo. O setor p\u00fablico n\u00e3o-financeiro \u00e9 respons\u00e1vel por 44,5% da d\u00edvida externa e o setor privado, por 55,5%.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-9a4cb54d\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">O setor externo do Esp\u00edrito Santo<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A balan\u00e7a comercial do Esp\u00edrito Santo continuou apresentando saldo superavit\u00e1rio nos meses de abril e maio de 1999, totalizando, respectivamente, US$ 209,88 milh\u00f5es e US$ 249,02 milh\u00f5es. Em maio, as exporta\u00e7\u00f5es cresceram 40,3% e as importa\u00e7\u00f5es 54,06%, enquanto o saldo da balan\u00e7a comercial aumentou em 18,7% (tabela 7.4).<\/p>\n\n\n\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es capixabas est\u00e3o altamente concentradas em alguns produtos. A classifica\u00e7\u00e3o, por cap\u00edtulos, mostra que apenas quatro s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 80% do total exportado. Dentre esses, 68,2% s\u00e3o provenientes da ind\u00fastria sider\u00fargica, 20,5% da celulose e 11,3% do caf\u00e9, em maio de 1999. As exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio-de-ferro e seus concentrados, aglomerados e n\u00e3o aglomerados, cresceram 39,3% no m\u00eas, atingindo US$ 230,1 milh\u00f5es, os produtos semi-manufaturados de ferro e a\u00e7o, cresceram 78,0%, com um total de US$ 169,9 milh\u00f5es, a pasta qu\u00edmica de madeira (celulose), 14,85%, com um total de US$ 120,5 milh\u00f5es; e o caf\u00e9, 56,15%, com um total de US$ 65,6 milh\u00f5es (tabela 7.5).<\/p>\n\n\n\n<p>As importa\u00e7\u00f5es, apesar de menos concentradas que as exporta\u00e7\u00f5es, caracterizam-se por alguns produtos. Os mais relevantes, nesses dois meses, foram: ve\u00edculos, autom\u00f3veis, tratores, ciclos, etc; combust\u00edveis, \u00f3leos e ceras minerais; caldeiras, m\u00e1quinas, aparelhos e instrumentos mec\u00e2nicos; que responderam por 48,78%, em abril, e 59,29%, em maio, do total geral das importa\u00e7\u00f5es (tabela 7.6).<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o Neste m\u00eas, o Plano Real completou cinco anos. Os respons\u00e1veis pelo plano comemoraram a data discretamente. 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