{"id":3941,"date":"2000-11-24T13:23:00","date_gmt":"2000-11-24T15:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=3941"},"modified":"2025-11-24T13:43:46","modified_gmt":"2025-11-24T16:43:46","slug":"boletim-no-17-novembro-2000","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/boletim-no-17-novembro-2000\/","title":{"rendered":"Boletim N\u00ba 17 &#8211; Novembro 2000"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-container uagb-block-bcb7ec6b alignfull uagb-is-root-container\"><div class=\"uagb-container-inner-blocks-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-7a90ba5d\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>O s\u00e9culo XX termina com mais uma manifesta\u00e7\u00e3o da crise financeira internacional, o ataque especulativo ocorre, dessa vez, na Turquia. Mas, a especula\u00e7\u00e3o financeira j\u00e1 vinha aumentando a volatilidade nos \u00edndices das principais bolsas de valores capitaneada, principalmente, pela NASDAQ, nos Estados Unidos. Essa volatilidade aumentou a instabilidade dos mercados financeiros da R\u00fassia, da Cor\u00e9ia, de Taiwan, do Brasil e de outros pa\u00edses. A nova moeda da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, o euro, continua inst\u00e1vel e desvalorizou-se em mais de 20%, desde o seu lan\u00e7amento. Entretanto, a maior preocupa\u00e7\u00e3o da equipe econ\u00f4mica brasileira est\u00e1 centrada na crise argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>A Argentina executa uma pol\u00edtica de c\u00e2mbio fixo mantendo a taxa de convers\u00e3o de um peso por d\u00f3lar, h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Esse tipo de pol\u00edtica, ao contr\u00e1rio do que dizem os seus defensores, retira a possibilidade de uma relativa autonomia da pol\u00edtica monet\u00e1ria e obriga as autoridades monet\u00e1rias a submeterem-se \u00e0quela dirigida pelo banco emissor. Al\u00e9m disso, a fun\u00e7\u00e3o de medida do valor do peso passou a ser determinada pelos par\u00e2metros da economia americana. Isso faz com que os ganhos de produtividade do trabalho, nos diferentes ramos e setores da economia argentina, tenham que acompanhar, na m\u00e9dia, os da economia americana, sob pena de serem sucateados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para solucionar a crise cambial, a Argentina necessita de cerca de US$ 20,0 bilh\u00f5es, para cumprir os compromissos financeiros assumidos para 2001. Para tanto, est\u00e1 negociando com o FMI &#8211; Fundo Monet\u00e1rio Internacional &#8211; um novo acordo. Os principais pontos desse acordo s\u00e3o o congelamento dos gastos p\u00fablicos por cinco anos e a privatiza\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia. As dificuldades encontradas para a aprova\u00e7\u00e3o dessas medidas levam a crer que o novo acordo n\u00e3o seja assinado antes do final do ano, agravando ainda mais a crise daquele pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o Congresso Nacional brasileiro discute o or\u00e7amento federal e volta a negociar o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo para o pr\u00f3ximo ano. O governo, que tinha proposto um reajuste de cerca de 5%, muda de opini\u00e3o ap\u00f3s a derrota sofrida no segundo turno das elei\u00e7\u00f5es e assume a &#8220;bandeira&#8221; do sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 180,00. Mas, transfere para o Congresso a responsabilidade de definir fontes permanentes para o financiamento do novo m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria encontra-se na conta de juros para o pr\u00f3ximo ano. O retorno da instabilidade financeira internacional impedir\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros e poder\u00e1 ampliar ainda mais a d\u00edvida mobili\u00e1ria federal, estimada em mais de R$ 800,0 bilh\u00f5es na proposta or\u00e7ament\u00e1ria. Parte desse aumento ser\u00e1 resultante do preju\u00edzo de R$ 13,0 bilh\u00f5es, obtido pelo Banco Central do Brasil, em 1999, que dever\u00e1 ser pago por meio da emiss\u00e3o de t\u00edtulos da d\u00edvida do Tesouro Nacional. Note-se que este valor seria suficiente para financiar o aumento de despesa decorrente do novo sal\u00e1rio m\u00ednimo por tr\u00eas a quatro anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo, acima da taxa de infla\u00e7\u00e3o, n\u00e3o resolve a quest\u00e3o das enormes desigualdades sociais, mas ameniza as condi\u00e7\u00f5es de vida das camadas mais pobres da popula\u00e7\u00e3o. Um dos caminhos para a solu\u00e7\u00e3o dessas desigualdades passaria, necessariamente, pela redistribui\u00e7\u00e3o do estoque de riqueza acumulada e pela retomada do crescimento econ\u00f4mico. Entretanto, o que se observa nas decis\u00f5es da elite dirigente \u00e9 a absoluta aus\u00eancia de qualquer ind\u00edcio nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, reaparece a discuss\u00e3o entre estabilidade e crescimento no interior da equipe de FHC. Essa discuss\u00e3o \u00e9 est\u00e9ril, pois o caminho j\u00e1 escolhido pelo governo est\u00e1 mostrando, cada vez mais claramente, a impossibilidade tanto do crescimento quanto da estabilidade. O pequeno crescimento da economia brasileira, em 2000, come\u00e7ou a esbarrar nos limites estabelecidos pela vulnerabilidade externa e pela concentra\u00e7\u00e3o de renda. A crise argentina, a desacelera\u00e7\u00e3o da economia americana e a instabilidade financeira internacional recolocam em quest\u00e3o a estabilidade da economia brasileira, entendida em sentido mais amplo e n\u00e3o somente como uma quest\u00e3o de \u00edndices de pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-info-box uagb-block-51896339 uagb-infobox__content-wrap  uagb-infobox-icon-above-title uagb-infobox-image-valign-top\"><div class=\"uagb-ifb-content\"><div class=\"uagb-ifb-separator\"><\/div><div class=\"uagb-ifb-title-wrap\"><span class=\"uagb-ifb-title-prefix\">Mestrado em Economia<br \/>Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Economia<br \/>Departamento de Economia UFES<\/span><h3 class=\"uagb-ifb-title\">Grupo de Estudos e Pesquisas em COnjuntura<\/h3><\/div><p class=\"uagb-ifb-desc\"><strong>Coordenadores:<\/strong> Fabr\u00edcio Augusto de Oliveira e Paulo Nakatani<br \/><strong>Professores pesquisadores:<\/strong> Maur\u00edcio de Souza Sabadini e Neide C\u00e9sar Vargas<br \/><strong>Colaboraram neste N\u00famero:<\/strong> Angela Maria Morandi<br \/><strong>Participaram neste n\u00famero:<\/strong> Anderson Rubens Fonseca, Andressa Buss Rocha, Andressa Nunes Amorim, Anne Marie Boudou, Caroline Nunes Lopes, D\u00e9bora Sader, Everlan Montibeler, Fernanda Martins Mariani, Fl\u00e1via Miranda Pinheiro Ronconi, Juez Ferreira da Silva, Kelly Machado Premoli, Marcelo Alves de Morais, Oberdan Pandolfi Ermita, Otniel Barcelos de Aquino, R\u00f4mulo Patrick da S. Santos, Tyago Ribeiro Hoffmann, Tyeli Tozato Alves, S\u00e9rgio Manhans, Vanessa Pelissari Azevedo, Vanuza da Silva Pereira.<br \/><\/p><div class=\"uagb-ifb-button-wrapper wp-block-button\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B_QkFwH3dc-0UWZrd0duajlSUXc\/view?usp=sharing&amp;resourcekey=0-HFgWorK_DxYUyo7Yx4-BOg\" class=\"uagb-infobox-cta-link wp-block-button__link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span class=\"uagb-inline-editing\">Acesse aqui o arquivo original desta publica\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><\/div><\/div><\/section>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs uagb-block-e3b2565a uagb-tabs__wrap uagb-tabs__vstyle6-desktop uagb-tabs__vstyle6-tablet uagb-tabs__stack1-mobile\" data-tab-active=\"0\"><ul class=\"uagb-tabs__panel uagb-tabs__align-left\" role=\"tablist\"><li class=\"uagb-tab uagb-tabs__active\" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab0\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"0\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Econ\u00f4mica<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab1\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"1\" role=\"tab\"><div>Infla\u00e7\u00e3o<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab2\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"2\" role=\"tab\"><div>N\u00edvel de atividade<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab3\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"3\" role=\"tab\"><div>Emprego e Sal\u00e1rios<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab4\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"4\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Monet\u00e1ria<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab5\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"5\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Fiscal<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab6\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"6\" role=\"tab\"><div>Setor Externo<\/div><\/a><\/li><\/ul><div class=\"uagb-tabs__body-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-0\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab0\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-e0b31056\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Perspectivas Econ\u00f4micas para 2001<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O c\u00e9u de brigadeiro que os analistas econ\u00f4micos projetavam para 2001, baseados no comportamento da atividade econ\u00f4mica ao longo deste ano, que deve registrar um crescimento do PIB pr\u00f3ximo de 4%, come\u00e7a a desfazer-se diante das incertezas dos cen\u00e1rios interno e externo e da revers\u00e3o, registrada em setembro e repetida em outubro &#8211; do ritmo de crescimento da produ\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o do ritmo de expans\u00e3o da atividade produtiva, nos \u00faltimos meses do ano, sinaliza que deve ser fraco o movimento de reposi\u00e7\u00e3o de estoques no primeiro trimestre de 2001, reduzindo as possibilidades de se alcan\u00e7ar uma taxa de crescimento mais alta do que a que deve ser registrada para esse ano. As maiores dificuldades de redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros, diante das incertezas do cen\u00e1rio externo, devem, por outro lado, refor\u00e7ar esse movimento, ao manter caro o custo do cr\u00e9dito e continuar inibindo os investimentos e o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais grave, entretanto, s\u00e3o as perspectivas que come\u00e7am a ser desenhadas para o que representam os principais n\u00f3s que afetam negativamente as expectativas dos agentes econ\u00f4micos sobre as possibilidades de continuidade de crescimento da economia brasileira: a revers\u00e3o do longo ciclo de expans\u00e3o da economia norte-americana, os altos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e a crise argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>A cren\u00e7a de um <em>soft landing<\/em> (pouso suave) da economia americana come\u00e7a a ser substitu\u00edda pelo temor que possa ocorrer um pouso abrupto que inevitavelmente exigir\u00e1 ajustes fortes em sua pol\u00edtica econ\u00f4mica que impactar\u00e3o negativamente nas rela\u00e7\u00f5es comerciais e financeiras que este pa\u00eds mant\u00e9m com o resto do mundo. A manuten\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo em n\u00edveis elevados, por sua vez, deve continuar garantindo um comportamento med\u00edocre para a balan\u00e7a comercial brasileira, descortinando poucas possibilidades de redu\u00e7\u00e3o de sua elevada fragilidade externa. J\u00e1 a crise argentina, que permanece como a &#8220;espada de D\u00e2mocles&#8221; sobre a economia brasileira, pode conduzir rapidamente o pa\u00eds a enfrentar uma nova &#8220;crise de confian\u00e7a&#8221;, caso fracasse &#8211; o que n\u00e3o \u00e9 nada improv\u00e1vel &#8211; o \u00faltimo acerto feito com FMI para garantir-lhe f\u00f4lego extra.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, as previs\u00f5es de que o pa\u00eds poderia crescer 4,5% em 2001 j\u00e1 come\u00e7aram a ser revistas para algo entre 3,5% e 4%, na expectativa de que o cen\u00e1rio externo n\u00e3o se deteriore na dimens\u00e3o apontada. Porque, se isso ocorrer, o pr\u00f3ximo ano poder\u00e1 confirmar, depois de duas &#8220;d\u00e9cadas perdidas&#8221;, que a economia brasileira ainda n\u00e3o conseguiu desviar-se da trajet\u00f3ria da estagna\u00e7\u00e3o e do empobrecimento.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-1\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab1\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-c77924a7\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O comportamento dos indicadores de infla\u00e7\u00e3o vem apresentando varia\u00e7\u00f5es equivalentes desde 1995. De maneira geral, o percentual dos diversos \u00edndices inflacion\u00e1rios acumulado no ano mostra uma queda significativa de 1995 at\u00e9 1998 e uma eleva\u00e7\u00e3o em 1999. No ano de 2000, segundo os dados dispon\u00edveis at\u00e9 o m\u00eas de outubro, o total acumulado apresenta uma queda em rela\u00e7\u00e3o a 1999. As oscila\u00e7\u00f5es mensais ocorridas ao longo de 2000, relatadas nos boletins anteriores, foram, geralmente, influenciadas por varia\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis e nas tarifas p\u00fablicas administradas pelas concession\u00e1rias privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro e outubro de 2000, ao contr\u00e1rio dos meses de julho e agosto, a alimenta\u00e7\u00e3o e os combust\u00edveis foram os principais respons\u00e1veis pela redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices inflacion\u00e1rios. Os analistas esperam uma pequena eleva\u00e7\u00e3o nas taxas de infla\u00e7\u00e3o, para os pr\u00f3ximos dois meses, devido ao reajuste de 8% nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. Apesar de o governo ter fixado esta taxa, o reajuste m\u00e9dio nos postos atingiu de 11% a 14%, (JB, 24\/11\/00).<\/p>\n\n\n\n<p>A proximidade das festas de fim de ano e o aumento sazonal no emprego tamb\u00e9m n\u00e3o devem pressionar acentuadamente a infla\u00e7\u00e3o, pois a maior parte da demanda de consumo \u00e9 por produtos dos setores de vestu\u00e1rio e alimenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, as perdas nos sal\u00e1rios reais dos trabalhadores ao longo dos \u00faltimos anos provocaram uma significativa contra\u00e7\u00e3o no mercado interno.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a meta inflacion\u00e1ria acertada no acordo com o FMI, de 6% com um intervalo de 2% para mais ou para menos, deve ser cumprida, segundo o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, (JB, 23\/11\/00). A meta para 2001, fixada em 4%, pode ser comprometida pelo sistema de reajuste trimestral nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. Este sistema atrela os pre\u00e7os internos \u00e0s varia\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo. Os reajustes acontecer\u00e3o nos meses de abril, julho e outubro do pr\u00f3ximo ano e preparariam o mercado para a liberaliza\u00e7\u00e3o total de pre\u00e7os. Atualmente, os pre\u00e7os s\u00e3o livres somente para as distribuidoras e para os postos. &#8220;Hoje, s\u00f3 a Petrobr\u00e1s pode importar gasolina e \u00f3leo diesel. Em 2002 esses derivados poder\u00e3o ser importados por qualquer distribuidora e revendidos no mercado interno (&#8230;) o governo assim, deixar\u00e1 de fixar o pre\u00e7o dos derivados na refinaria da Petrobr\u00e1s&#8221; (FSP, 23\/11\/00).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos meses de setembro e outubro, os \u00edndices inflacion\u00e1rios se comportaram da seguinte forma. O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que abrange as regi\u00f5es metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, S\u00e3o Paulo, Bel\u00e9m, Fortaleza, Salvador e Curitiba, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Bras\u00edlia e Goi\u00e2nia, que \u00e9 estimado pelo IBGE para fam\u00edlias com renda mensal de at\u00e9 quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos e serve de meta para os compromissos fixados com o FMI, diminuiu. Em setembro, esse \u00edndice sofreu uma forte queda, caindo de 1,31% em agosto para 0,23% em setembro. O principal respons\u00e1vel pela queda do IPCA, em setembro, foi a redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos alimentos e dos combust\u00edveis. Em outubro, o \u00edndice atingiu 0,14%, uma diferen\u00e7a de -0,09 ponto percentual, mantendo a tend\u00eancia de queda. A varia\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos alimentos foi de 0,16%, a mais baixa dos \u00faltimos tr\u00eas meses, e o pre\u00e7o do leite pasteurizado foi o principal respons\u00e1vel, que caiu -4,86%. Os pre\u00e7os dos combust\u00edveis tamb\u00e9m sofreram uma redu\u00e7\u00e3o. O \u00e1lcool combust\u00edvel diminuiu -1,55% e a gasolina, -0,07%. Com este resultado, a taxa acumulada no ano, do IPCA, registra alta de 5,02% e o resultado dos \u00faltimos doze meses est\u00e1 em 6,65%. A estimativa do governo \u00e9 que o IPCA feche o ano com 6,7% de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), tamb\u00e9m calculado pelo IBGE nas mesmas regi\u00f5es do IPCA, \u00e9 restrito a fam\u00edlias com renda mensal de at\u00e9 8 sal\u00e1rios m\u00ednimos, atingiu 0,43% em setembro, 0,78 ponto percentual abaixo da taxa calculada em agosto. Em outubro, o INPC passou para 0,16%. A regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre apresentou a maior queda, -0,06%. A taxa acumulada do INPC, nos \u00faltimos doze meses, foi de 6,15%, a menor dentre os indicadores da tabela 2.1. A taxa acumulada no ano registrou 4,39%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Custo de Vida (ICV) do DIEESE caiu para 0,41% em setembro e registrou infla\u00e7\u00e3o zero em outubro. Foi a primeira vez em sua hist\u00f3ria que o DIEESE apurou uma taxa de 0,0%. A queda na taxa de setembro foi devido ao fim dos aumentos nos pre\u00e7os dos alimentos. Em outubro, o grupo Transportes (-0,31%) foi o principal respons\u00e1vel pela queda. Segundo a coordenadora do ICV, Corn\u00e9lia Porto, &#8220;(&#8230;) o fato de a taxa ter sido 0% n\u00e3o significa que os pre\u00e7os no mercado paulistano n\u00e3o tenham apresentado varia\u00e7\u00e3o. Cerca de 70,8% dos itens pesquisados apresentaram varia\u00e7\u00e3o entre 2% e -2%. Os resultados negativos e positivos se compensaram e por isso a taxa foi equilibrada&#8221;. Nos \u00faltimos doze meses, o ICV acumulou uma alta de 8,25%, enquanto que a taxa acumulada no ano est\u00e1 em 5,97%. A estimativa \u00e9 de que o \u00edndice totalize o ano de 2000 com uma taxa entre 6,5% e 7%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC), calculado pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe\/USP) para o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, apresentou uma queda de agosto (1,55%) para setembro (0,27%). Em outubro, o IPC caiu ainda mais atingindo apenas 0,01%. A desacelera\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os foi maior no setor de alimentos que apontou defla\u00e7\u00e3o de -0,57%, motivada pela queda de -11,44% no pre\u00e7o do leite. Com esse recuo, o coordenador da Fipe, Heron do Carmo, esperava uma infla\u00e7\u00e3o anual de 4,7%, por\u00e9m, com o aumento nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, as estimativas s\u00e3o de que a infla\u00e7\u00e3o fique em torno de 5,2% no ano de 2000. O IPC apresenta a menor taxa acumulada no ano, 4,16% (ver tabela 2.1) e acumulou 6,22% nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os no Mercado (IGP-M), calculado pela FGV-RJ, apresentou uma taxa de infla\u00e7\u00e3o de 1,16%, no m\u00eas de setembro, 1,23 ponto percentual menor do que a do m\u00eas anterior. Em outubro, a queda continuou e o resultado foi uma taxa de 0,38%. O \u00cdndice de Pre\u00e7os no Atacado (IPA), que responde por 60% do IGP, caiu de 1,81% para 0,59%, influenciado pela queda nos pre\u00e7os dos produtos agr\u00edcolas (-0,99%) e dos produtos industriais (-0,41%). O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor apresentou defla\u00e7\u00e3o de -0,03%, provocada pela queda nos pre\u00e7os dos alimentos (-0,23%) e dos combust\u00edveis (-0,75%).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os (IGP-DI), tamb\u00e9m calculado pela FGV-RJ, foi de 0,37% em outubro, representando uma queda de -0,32 ponto percentual, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A metodologia deste \u00edndice \u00e9 a mesma do IGP-M, a diferen\u00e7a est\u00e1 no per\u00edodo de coleta dos pre\u00e7os. Por isso, o recuo no \u00cdndice de Pre\u00e7os por Atacado (IPA) e no \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor determinou a queda do IGP no m\u00eas de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro, o pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica registrou alta em quinze das dezesseis capitais onde a pesquisa \u00e9 realizada pelo DIEESE &#8211; Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos S\u00f3cio-Econ\u00f4micos. As maiores eleva\u00e7\u00f5es ocorreram em Bras\u00edlia (6,19%), Porto Alegre (5,46%), Rio de Janeiro (3,92%) e Belo Horizonte (3,19%). Aracaju foi a \u00fanica capital onde o pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica diminuiu (-1,51%). O maior pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica foi verificado em S\u00e3o Paulo, seguido de Curitiba, Bras\u00edlia e Porto Alegre. O menor pre\u00e7o foi em Salvador (tabela 2.2). Especificamente para Fortaleza, constatou-se uma varia\u00e7\u00e3o significativa no pre\u00e7o do leite, 13,95%.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica na regi\u00e3o da Grande Vit\u00f3ria no m\u00eas de outubro foi de R$ 97,67, um aumento de 1,52% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Como na maioria das capitais brasileiras, o principal item que impulsionou a alta no pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica foi a eleva\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do tomate, com uma varia\u00e7\u00e3o de 14,94%, al\u00e9m do caf\u00e9 (8,47%) e da batata (6,76%). A maior queda foi registrada no pre\u00e7o do leite, com redu\u00e7\u00e3o de -5,61%. No m\u00eas de outubro, a aquisi\u00e7\u00e3o dos g\u00eaneros aliment\u00edcios de primeira necessidade pelo capixaba representou um gasto de 70,31% do sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, o que reserva ao Esp\u00edrito Santo o nono lugar no ranking das capitais com cestas b\u00e1sicas mais caras do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-2\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab2\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-9ccc4703\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de atividade<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O PIB (produto interno bruto) brasileiro referente ao terceiro trimestre de 2000 apresentou ligeiro crescimento de 1,18% em compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre do mesmo ano. Este crescimento p\u00edfio \u00e9 devido \u00e0s modestas varia\u00e7\u00f5es positivas do setor industrial (1,28%), do setor de servi\u00e7os (0,83%) e da retra\u00e7\u00e3o do setor agropecu\u00e1rio (-2,07%).<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre o terceiro trimestre de 2.000 com igual per\u00edodo de 1999, os resultados obtidos foram mais favor\u00e1veis, alcan\u00e7ando uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 3,92%, consequ\u00eancia de um baixo crescimento no ano passado. Os setores que mais se destacaram foram a agropecu\u00e1ria (8,75%), seguida pela ind\u00fastria (4,34%) e pelo setor servi\u00e7os (3,12%). Os sub setores de melhor desempenho foram os de comunica\u00e7\u00e3o (15,60%), de lavouras (10,40%) e da ind\u00fastria extrativa mineral (9,88%).<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia de crescimento da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial brasileira, constatada desde fins de 1999, confirma-se no m\u00eas de julho. Verificou-se um crescimento da produ\u00e7\u00e3o industrial de um ponto percentual no per\u00edodo junho\/julho, destacando-se a produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo, em especial bens dur\u00e1veis, cujo crescimento atingiu 8,3%. Comparando-se a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica da ind\u00fastria em geral com igual per\u00edodo de 1999, constata-se uma varia\u00e7\u00e3o positiva mais significativa (6,8%). Neste per\u00edodo \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de bens de capital a que mais contribui para o crescimento global, seguida da produ\u00e7\u00e3o de bens intermedi\u00e1rios. Dentre os bens de consumo, os bens dur\u00e1veis apresentaram um crescimento extraordin\u00e1rio, evidenciando-se, por outro lado, retra\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo semi dur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis (tabela 3.2).<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial acumula uma alta, neste ano, de 6,8%, explicada especialmente pelo crescimento da produ\u00e7\u00e3o de bens de capital (9,4%). Os setores de bens intermedi\u00e1rios e bens de consumo tamb\u00e9m incrementaram sua produ\u00e7\u00e3o em 7,9% e 3,0%, respectivamente. No que tange aos bens de consumo, percebe-se neste indicador acumulado o mesmo comportamento do indicador que compara o m\u00eas de julho com mesmo m\u00eas do ano passado, ou seja, expans\u00e3o relevante na produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1vel e retra\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo semi dur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O desempenho da produ\u00e7\u00e3o industrial, considerando-se os \u00faltimos 12 meses apresentou um crescimento de 5,3%, explicado pelo crescimento da produ\u00e7\u00e3o de bens intermedi\u00e1rios (6,9%), seguida pela de bens de capital (5,0%). Al\u00e9m disso, a taxa de crescimento industrial acumulada nos \u00faltimos 12 meses corresponde \u00e0 uma produ\u00e7\u00e3o abaixo da verificada no per\u00edodo que antecedeu a crise asi\u00e1tica, segundo o IBGE (FSP, 06.09.00).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise regionalizada da produ\u00e7\u00e3o industrial acumulada no ano mostra que nove dos doze locais pesquisados apresentaram resultados positivos. Os estados do Cear\u00e1 e Rio Grande do Sul alcan\u00e7aram melhor desempenho, 11,5% e 9,9%, respectivamente. Explicam este desempenho o comportamento extremamente favor\u00e1vel do setor alimentar e metal\u00fargico, no caso do Cear\u00e1, bem como do crescimento do setor qu\u00edmico, no Rio Grande do Sul. O Esp\u00edrito Santo e S\u00e3o Paulo atingiram um taxa de 7,3%, ficando os demais estados abaixo da m\u00e9dia Brasil. Os estados do Paran\u00e1 e Pernambuco sofreram as maiores retra\u00e7\u00f5es, -3,8% e -5,8%, explicadas pela queda no setor de produtos alimentares para o primeiro e material el\u00e9trico e comunica\u00e7\u00e3o para o segundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem, ainda, problemas internos que inibem o crescimento. O principal \u00e9 o balan\u00e7o de pagamentos. Um aumento no n\u00edvel de atividade, acima daquele j\u00e1 observado, dever\u00e1 elevar o d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial, devido \u00e0 necessidade de aumento nas importa\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo e insumos industriais, principalmente semicondutores e componentes eletro-eletr\u00f4nicos. Esse d\u00e9ficit, somado \u00e0s remessas l\u00edquidas de juros e lucros, ao pagamento das viagens internacionais, de <em>royalties<\/em>, seguros e transportes elevar\u00e1 ainda mais o d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes, que j\u00e1 atingiu 4% do PIB. Para que isso n\u00e3o ocorra, gerando uma crise cambial, o governo ter\u00e1 que conter o consumo e os investimentos, criando uma recess\u00e3o e freando novamente o crescimento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-b13a43ce\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de Atividade &#8211; Esp\u00edrito Santo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do IBGE, o crescimento da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial do Esp\u00edrito Santo, no m\u00eas de setembro, foi o segundo maior (4,8%) dentre os dez estados pesquisados. \u00c0 frente do Esp\u00edrito Santo ficou o Rio de Janeiro, que apresentou a maior taxa (7,8%). Levando em considera\u00e7\u00e3o a taxa acumulada de janeiro a setembro, o Esp\u00edrito Santo apresentou o quarto melhor \u00edndice (6,5%), devendo fechar o ano entre os seis estados com melhor desempenho.<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria extrativa mineral (16,2%), a metalurgia (12,6%) e papel e papel\u00e3o (1,3%) foram os respons\u00e1veis pelo crescimento da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial, no m\u00eas de setembro. Elas compensaram as quedas observadas na ind\u00fastria de minerais n\u00e3o met\u00e1licos (-5,8%), qu\u00edmica (-0,6%), t\u00eaxtil (-31,1%) e produtos alimentares (-4,8%).<\/p>\n\n\n\n<p>As taxas acumuladas no ano indicam que os g\u00eaneros minerais n\u00e3o met\u00e1licos (-3,0%) e t\u00eaxtil (-29,4%) n\u00e3o acompanharam o crescimento dos demais. Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, os g\u00eaneros que mais contribu\u00edram para o crescimento, no ano, foram a qu\u00edmica (13,6%) e a metalurgia (7,3%). A extra\u00e7\u00e3o mineral tem crescido continuamente, apresentando uma taxa de 13,0%, em agosto, 16,2%, em setembro, 17,4%, em doze meses e 15,5%, no ano. A extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, estimulada pelos elevados pre\u00e7os internacionais, \u00e9 a atividade que mais tem contribu\u00eddo para esse desempenho da extra\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica da ind\u00fastria n\u00e3o foi acompanhado pelo desempenho das vendas reais (tabela 3.4). Em termos absolutos, o m\u00eas de setembro destacou-se como o pior do ano. As vendas apresentaram uma queda de -11,55% em rela\u00e7\u00e3o a agosto e de -10,71% em rela\u00e7\u00e3o a setembro de 1999. Entretanto, a taxa acumulada nos \u00faltimos doze meses mostra que o ano de 2000 est\u00e1 sendo muito melhor do que o ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados de agosto, divulgados pelo Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), o super\u00e1vit acumulado desde janeiro pela balan\u00e7a comercial do Esp\u00edrito Santo foi de US$ 405,8 milh\u00f5es, este resultado das exporta\u00e7\u00f5es \u00e9 fruto, at\u00e9 o momento, das vendas ocorridas em meses anteriores. Contudo, as exporta\u00e7\u00f5es apresentaram uma redu\u00e7\u00e3o de -27,70%, em setembro, e esse desempenho do setor externo j\u00e1 come\u00e7a a apresentar sinais negativos nas vendas da ind\u00fastria local. As vendas para o exterior foram fortemente influenciadas pela redu\u00e7\u00e3o do atracamento de navios nos portos capixabas, pela redu\u00e7\u00e3o da demanda externa e pela redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de dias de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A inadimpl\u00eancia volta a crescer, no m\u00eas de outubro, em rela\u00e7\u00e3o aos meses anteriores. Os novos registros, que vinham diminuindo nos \u00faltimos meses, cresceram 21,76%, em rela\u00e7\u00e3o a setembro, mas apresentaram uma queda de -16,46% em compara\u00e7\u00e3o a outubro de 1999. As baixas tamb\u00e9m apresentaram queda de -1,06% em rela\u00e7\u00e3o a setembro, e -7,14% em rela\u00e7\u00e3o a outubro do ano passado. O resultado l\u00edquido do aumento das inclus\u00f5es e da queda nas baixas foi de 8.008 novos inadimplentes nos dois \u00faltimos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de cheques devolvidos continua bastante elevado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s baixas. As inclus\u00f5es cresceram 9,55% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de setembro e 24,26% em rela\u00e7\u00e3o a outubro de 1999. As baixas, apesar de apresentarem aumentos no m\u00eas e em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior, s\u00e3o pequenas e resultaram em um aumento l\u00edquido de 4.255 novos inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<p>As consultas ao SPC e aos cheques indicam um crescimento da demanda no com\u00e9rcio local, no m\u00eas de outubro em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Os indicadores mostram que os consumidores est\u00e3o preferindo comprar \u00e0 vista do que a prazo. As consultas ao cheque cresceram mais do que ao SPC e superaram estas em 21,4%, no m\u00eas de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio econ\u00f4mico do Esp\u00edrito Santo acena com a possibilidade de melhoras significativas para o fim do ano. O pagamento do 13\u00ba sal\u00e1rio dever\u00e1 estimular a demanda e reduzir a inadimpl\u00eancia junto ao com\u00e9rcio local.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-3\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab3\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-aee3a798\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e Sal\u00e1rios<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE, apurou uma taxa de desemprego aberto de 6,8% para o m\u00eas de outubro de 2000. Essa taxa representou um aumento de 0,1 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a setembro e de 0,7 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa de outubro do ano anterior. As regi\u00f5es metropolitanas de S\u00e3o Paulo, Porto Alegre e Salvador foram as respons\u00e1veis pelo aumento na taxa de desemprego. Esse aumento n\u00e3o foi compensado pela queda nas taxas de Recife e de Belo Horizonte. No Rio de Janeiro, a taxa de desemprego manteve-se est\u00e1vel. Do ponto de vista dos setores de atividade, o maior \u00edndice de desemprego foi no de constru\u00e7\u00e3o civil (8,3%), seguido pelo com\u00e9rcio (7,1%) e pela ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (6,9%). Os servi\u00e7os (5,7%) e as outras atividades (2,9%) apresentaram as menores taxas de desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com essa tend\u00eancia de queda em 2000, a m\u00e9dia dos dez meses deste ano (7,5%) pouco se alterou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia do mesmo per\u00edodo do ano anterior (7,7%). Apesar disso, o n\u00famero de empregos formais (com registro em carteira) cresceu 4,23% no pa\u00eds, nos nove primeiros meses do ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Minist\u00e9rio do Trabalho. Nesse per\u00edodo, foram criados 867.477 novos postos de trabalho (FSP, 23\/11\/00).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, o rendimento m\u00e9dio real das pessoas ocupadas sofreu altera\u00e7\u00f5es significativas de agosto para setembro de 2000, diminuindo apenas em -0,1%. J\u00e1 a m\u00e9dia do per\u00edodo janeiro-setembro deste ano apresentou, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, decl\u00ednio de -1,1%. A renda dos trabalhadores na ind\u00fastria nos 12 meses acumulados at\u00e9 agosto apresenta uma queda de -3,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo DIEESE para a regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, mostram que a taxa de desemprego total foi de 17,3% em setembro e de 16,3% em outubro do corrente ano. O decr\u00e9scimo de 1,0 ponto percentual foi explicado pela cria\u00e7\u00e3o de 99 mil novos postos de trabalho. A ind\u00fastria criou 20 mil novos empregos, o com\u00e9rcio, 23 mil, os servi\u00e7os, 52 mil e os outros setores, 4 mil novas ocupa\u00e7\u00f5es. A redu\u00e7\u00e3o na taxa de desemprego repete-se pelo terceiro m\u00eas consecutivo e deve continuar nos pr\u00f3ximos meses devido ao aquecimento nas vendas de fim de ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparando o m\u00eas de outubro de 2000 com outubro do ano anterior, observamos que o \u00edndice de desemprego total diminuiu em 2,7 pontos percentuais. Essa queda decorreu do fato de o n\u00famero de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho ter sido inferior \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de novos postos de trabalho. De acordo com o DIEESE, o rendimento m\u00e9dio real das pessoas ocupadas em agosto e setembro aumentou 1,2% e 3,8%, respectivamente. O aumento, contudo, n\u00e3o foi suficiente para zerar as perdas salariais acumuladas desde a crise asi\u00e1tica que totalizam cerca de 13% (FSP, 24\/11\/00).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-0f589a17\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e sal\u00e1rios no Esp\u00edrito Santo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo (IDEIES) apurou um crescimento de 1,13% no n\u00edvel de emprego industrial em setembro deste ano, como mostra a tabela 4.2. Dentre os g\u00eaneros que mais contrataram destacam-se: Produtos Aliment\u00edcios (3,35%), Madeira (2,18%), Qu\u00edmica (2,08%), Bebidas (2,06%), e Editorial e Gr\u00e1fica (1,92%). J\u00e1 os g\u00eaneros que mais demitiram foram: Mec\u00e2nica (-9,22%), Material El\u00e9trico e de Comunica\u00e7\u00f5es (-3,83%) e Borracha (-1,48%). Nos \u00faltimos doze meses, os g\u00eaneros que mais empregaram foram Ind\u00fastrias Diversas (30,68%) e Constru\u00e7\u00e3o Civil (27,51%) e as que mais demitiram foram Papel e Papel\u00e3o (-8,20%) e Material de Transportes (-6,37%).<\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento positivo do n\u00edvel de emprego em setembro deveu-se principalmente \u00e0s pequenas e grandes empresas com crescimento de 1,65% e 1,77% de vagas ofertadas, respectivamente. As m\u00e9dias empresas, por sua vez, apresentaram resultado negativo, apesar de pouco expressivo, de -0,82%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sal\u00e1rios reais pagos pela ind\u00fastria capixaba, no m\u00eas de setembro, praticamente n\u00e3o se alteraram em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas agosto (0,06%). Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior, registrou-se varia\u00e7\u00e3o positiva de 2,52%. Contudo, os sal\u00e1rios reais v\u00eam acumulando perdas significativas nos \u00faltimos doze meses, apresentando-se negativo at\u00e9 setembro, como mostra a tabela 4.3. Diante desse quadro, podemos afirmar que, se por um lado h\u00e1 aumentos no n\u00famero de emprego e na produ\u00e7\u00e3o industrial do estado, por outro, esse crescimento n\u00e3o tem proporcionando melhorias salariais para os trabalhadores da ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro, o n\u00edvel de emprego industrial registrou o melhor desempenho desde 1995, com uma taxa de crescimento de 2,81% que corresponde a 2.848 novas vagas no mercado local. Segundo o presidente da Findes, Fernando Vaz, &#8220;a maior parte dessas vagas \u00e9 de atividades tempor\u00e1rias&#8221; (A Gazeta, 23\/11\/00). Os principais setores produtivos respons\u00e1veis pelo crescimento foram: Constru\u00e7\u00e3o Civil (8,36%), Material Pl\u00e1stico (4,06%) e Bebidas (3,48%).<\/p>\n\n\n\n<p>A varia\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de emprego acumulado de janeiro a outubro \u00e9 de 10,1% e nos \u00faltimos 12 meses de 8,75%. Nota-se, portanto, os efeitos sazonais provocados pela proximidade das comemora\u00e7\u00f5es fim de ano. Deve-se destacar, tamb\u00e9m, que o mercado local receber\u00e1 cerca de R$ 220,0 milh\u00f5es referentes ao 13\u00ba sal\u00e1rio que ser\u00e3o utilizados para o pagamento de d\u00edvidas atrasadas e para as compras de natal e ano novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra realizada pelo SINE-ES mostram que o resultado do m\u00eas de setembro n\u00e3o foi favor\u00e1vel ao trabalhador, uma vez que o n\u00famero de vagas captadas e o n\u00famero de colocados no mercado de trabalho diminuiu consideravelmente em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de agosto (tabela 4.4). A taxa de aloca\u00e7\u00e3o (pessoas colocadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vagas oferecidas) apresentou uma queda significativa, caindo de 65,87%, em agosto, para 47,47%, em setembro. Por\u00e9m, quando comparamos o total acumulado de janeiro a setembro de 2000 com o mesmo valor dos anos de 1998 e 1999, notamos um crescimento em todas as vari\u00e1veis. A taxa de aloca\u00e7\u00e3o, por exemplo, ficou em 27,5% em 1998, 34,3% em 1999 e 54,7% em 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Em que pese o tratamento extremamente desfavor\u00e1vel dado ao estado na divis\u00e3o dos recursos do or\u00e7amento federal para 2001, o governo estadual mant\u00e9m-se otimista acerca da realiza\u00e7\u00e3o de novos investimentos nos pr\u00f3ximos anos. O Instituto de Apoio \u00e0 Pesquisa e ao Desenvolvimento Jones dos Santos Neves (IPES) estima que ser\u00e3o implantados 195 novos projetos entre 2000 e 2005, gerando 39.530 empregos. S\u00e3o 65 projetos na \u00e1rea industrial, 37 na agroind\u00fastria e 27 no com\u00e9rcio, nos servi\u00e7os e para o lazer, dentre outros. Resta saber se esses projetos ser\u00e3o efetivamente implementados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a mesma fonte, empreendimentos nas \u00e1reas supermercadista, bebidas, madeira, papel e papel\u00e3o e m\u00e1rmore e granito, ser\u00e3o implantados no pr\u00f3ximo ano. A imprensa local, por sua vez, vem destacando a poss\u00edvel produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na plataforma mar\u00edtima do estado, apesar de n\u00e3o existirem evid\u00eancias concretas acerca disto.<\/p>\n\n\n\n<p>A r\u00e1pida vinda de FHC ao estado, por outro lado, criou mais expectativas do que fatos objetivos. A principal delas foi a possibilidade de concess\u00e3o ao governo estadual do trecho da BR 101 que corta o estado. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 privatizar a rodovia e instalar cerca de 05 ped\u00e1gios entre as divisas do Esp\u00edrito Santo com a Bahia e Rio de Janeiro. Entretanto, segundo o minist\u00e9rio dos transportes, a rodovia n\u00e3o \u00e9 adequada para a privatiza\u00e7\u00e3o devido ao baixo fluxo de ve\u00edculos, requerendo a cobran\u00e7a de elevados ped\u00e1gios.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-4\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab4\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-8d9a8664\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Monet\u00e1ria: Base monet\u00e1ria<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>A base monet\u00e1ria, no crit\u00e9rio de saldos em final de per\u00edodo, atingiu R$ 38,6 bilh\u00f5es em outubro deste ano, um aumento de 3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Esse aumento foi todo direcionado para as reservas banc\u00e1rias que totalizaram R$ 14,4 bilh\u00f5es, em outubro, enquanto que o total de papel moeda emitido diminuiu -2,1%, no per\u00edodo (tabela 5.1). O resultado sobre os meios de pagamentos (M1) foi um aumento 1,3%, no m\u00eas. No per\u00edodo de 12 meses, a base monet\u00e1ria cresceu 7,8%, o papel moeda emitido, 15,5% e as reservas banc\u00e1rias diminu\u00edram -3,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento de R$ 1,1 bilh\u00e3o na base monet\u00e1ria, em outubro, foi o resultado da cria\u00e7\u00e3o de moeda atrav\u00e9s das opera\u00e7\u00f5es do tesouro nacional (R$ 714,0 milh\u00f5es), setor externo (R$ 5,0 milh\u00f5es) e dep\u00f3sitos banc\u00e1rios (R$ 590,0 milh\u00f5es) e da retirada de moeda atrav\u00e9s das opera\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos p\u00fablicos federais (R$ 99,0 milh\u00f5es), assist\u00eancia financeira de liquidez (R$ 38,0 milh\u00f5es) e outras contas (R$ 58,0 milh\u00f5es). Os dados da tabela 5.2 indicam um momento de estabilidade do sistema monet\u00e1rio e banc\u00e1rio brasileiro. O pequeno d\u00e9ficit no fluxo financeiro do tesouro, o aumento das reservas banc\u00e1rias e o aumento na amortiza\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos de liquidez n\u00e3o exigiu um resultado importante nas opera\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos p\u00fablicos, ao contr\u00e1rio dos meses anteriores. Da mesma forma, o resultado l\u00edquido das opera\u00e7\u00f5es com o setor externo, que se tem mantido em patamares extremamente baixos nos \u00faltimos meses, n\u00e3o pressionou o resultado final das opera\u00e7\u00f5es de <em>open market<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-b5233bc2\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Vislumbrando, talvez, a \u00faltima oportunidade de se constituir no terceiro maior banco privado do pa\u00eds, o Santander arrematou, de forma surpreendente, o BANESPA, ap\u00f3s as in\u00fameras tentativas dos setores organizados para evitar tal privatiza\u00e7\u00e3o. Considerando o pagamento de R$ 7,05 bilh\u00f5es feito pelo banco, muito acima das demais propostas, pode-se inferir uma estrat\u00e9gia agressiva de conquista do mercado de cr\u00e9dito no Brasil, mesmo descontando-se os cr\u00e9ditos fiscais e demais facilidades oferecidas para a institui\u00e7\u00e3o. Tal aquisi\u00e7\u00e3o cria algumas incertezas quanto \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o futura do mercado banc\u00e1rio brasileiro, que certamente permanecer\u00e1 oligopolizada, mas poder\u00e1 apresentar mudan\u00e7as na distribui\u00e7\u00e3o do mercado. No m\u00e9dio prazo, os poss\u00edveis impactos sobre a taxa de juros na ponta do mercado s\u00e3o ainda imprevis\u00edveis, apesar da esperan\u00e7a que a equipe econ\u00f4mica coloca no aumento da competi\u00e7\u00e3o como um fator que levar\u00e1 \u00e0 queda nas taxas de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do sistema financeiro totalizaram R$ 303,6 bilh\u00f5es, em outubro (tabela 5.3), no crit\u00e9rio de saldos em final de per\u00edodo. Houve um aumento de apenas 0,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A redu\u00e7\u00e3o nos empr\u00e9stimos habitacionais \u00e9 o principal respons\u00e1vel por essa tend\u00eancia, quase est\u00e1vel, nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito. Essa tend\u00eancia, que vem se prolongando desde julho deste ano, \u00e9 tamb\u00e9m o resultado das elevadas taxas de juros praticadas na ponta do mercado. A retomada do crescimento da economia, acompanhada de redu\u00e7\u00e3o na taxa de desemprego e da revers\u00e3o na queda dos rendimentos dos assalariados n\u00e3o est\u00e1 sendo suficiente para uma expans\u00e3o mais vigorosa do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos pelos n\u00edveis de risco, em outubro, 66,6% das opera\u00e7\u00f5es foram classificadas nos n\u00edveis AA e A (menores riscos) totalizando R$ 202,2 bilh\u00f5es. J\u00e1 os cr\u00e9ditos classificados no n\u00edvel de maior risco (H) somaram R$ 18,3 bilh\u00f5es, 6% do total das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito. Observamos uma melhoria no perfil de risco das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito quando comparamos com o resultado dos meses anteriores. O montante de cr\u00e9ditos classificados nos n\u00edveis AA e A aumentou 3,4% e aqueles classificados no n\u00edvel H diminu\u00edram -3,2%, em outubro. Assim, o argumento apresentado pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras para manterem um elevado <em>spread<\/em>, justificado pelo alto risco das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, n\u00e3o parece convincente, dado que as opera\u00e7\u00f5es classificadas no n\u00edvel H s\u00e3o parte muito pequena do total.<\/p>\n\n\n\n<p>No per\u00edodo de maio a outubro o volume de cr\u00e9ditos classificados no n\u00edvel H, diminuiu em -34,8%. A redu\u00e7\u00e3o \u00e9 explicada, em parte, pelos efeitos da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.682, de 21.12.99. Segundo esta norma, a parcela das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito com atraso superior a 180 dias, a contar de mar\u00e7o de 2000, deveria ser contabilizada como preju\u00edzo das institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados revelam, ainda, que os governos estaduais e municipais s\u00e3o os que t\u00eam a maior porcentagem de d\u00edvidas com mais de 180 dias de atraso. Em outubro, 42,20% dos cr\u00e9ditos encontravam-se nas faixas AA e A e 23,60% na faixa H. Na soma do setor p\u00fablico, 52,50% das opera\u00e7\u00f5es estavam classificadas no n\u00edvel AA e A contra 16,90% no H. J\u00e1 o setor privado apresentou uma distribui\u00e7\u00e3o muito mais favor\u00e1vel para os bancos, 67,30% estavam no n\u00edvel AA e A contra apenas 5,50% no H.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-ace89c14\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Taxa de Juros<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Para Keynes a taxa de juros \u00e9 determinada, fundamentalmente, pelas expectativas futuras. Dado o fato de que \u00e9 imposs\u00edvel conhecer o futuro, os agentes formariam expectativas prospectivas e tomariam as suas decis\u00f5es que poderiam ser corroboradas ou n\u00e3o posteriormente. Assim, cabe \u00e0 autoridade monet\u00e1ria conduzir a pol\u00edtica monet\u00e1ria de modo a confirmar essas expectativas, para manter a estabilidade do sistema e evitar maiores flutua\u00e7\u00f5es na taxa de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Dando prosseguimento \u00e0 sua pol\u00edtica conservadora, o Copom &#8211; Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria, em sua reuni\u00e3o realizada nos dias 21 e 22 de novembro, manteve a taxa b\u00e1sica de juros em 16,5% ao ano, com vi\u00e9s neutro. Desde julho, o Copom mant\u00e9m a Selic neste n\u00edvel. Seu comportamento conservador foi justificado pela retomada da infla\u00e7\u00e3o entre julho e agosto, pelas expectativas desfavor\u00e1veis quanto \u00e0 crise Argentina e pelo pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo, sem contar a enorme volatilidade do mercado financeiro norte-americano. N\u00e3o obstante, existem expectativas favor\u00e1veis quanto ao cumprimento, com folga, da meta de infla\u00e7\u00e3o de 6% acertada com o FMI para este ano, mesmo com o reajuste de 11% nos combust\u00edveis. Deve-se destacar que o cumprimento da meta de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 o fator principal na determina\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de dos juros.<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito ao petr\u00f3leo, os pre\u00e7os internacionais continuam em alta em torno de US$ 34-, apesar do an\u00fancio de aumento da produ\u00e7\u00e3o pela Opep, em 10 de setembro. No mercado futuro, os pre\u00e7os encontram-se em patamares elevados, sinalizando que as expectativas quanto \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o desse recurso natural n\u00e3o s\u00e3o das melhores.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, novas redu\u00e7\u00f5es da taxa de juros b\u00e1sica v\u00e3o depender de um comportamento mais favor\u00e1vel dos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o, permanecendo no n\u00edvel de 16,5% a.a. at\u00e9 a pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom, em outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s taxas de juros ativas na ponta do mercado a tentativa de redu\u00e7\u00e3o do <em>spread<\/em> pelo BCB n\u00e3o vem obtendo sucesso. A taxa de juros cobrada pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras aos tomadores finais n\u00e3o est\u00e1 caindo na mesma propor\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros. No m\u00eas de julho, a taxa de juros do cheque especial, no crit\u00e9rio padronizado, ficou em 147,48% a.a., uma redu\u00e7\u00e3o de 15,17 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Entretanto, comparado ao m\u00eas de maio deste ano, foi 6,56 pontos percentuais superior. No cr\u00e9dito pessoal, a taxa apresentou uma ligeira eleva\u00e7\u00e3o, na compara\u00e7\u00e3o junho\/julho, passando de 69,22% a.a. para 70,36% a.a.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o depoimento de executivos de dois grandes bancos, com a redu\u00e7\u00e3o da <em>Selic<\/em>, os bancos est\u00e3o vendo minguar uma importante fonte de receita. Para n\u00e3o sofrerem uma dupla perda de renda, retardam ao m\u00e1ximo a t\u00e3o esperada queda nos juros ao consumidor&#8221; (FSP, 06.08.00). O que se percebe \u00e9 que o setor banc\u00e1rio no Brasil, longe de ser um mercado competitivo, em que a divulga\u00e7\u00e3o di\u00e1ria das taxas de juros das diferentes institui\u00e7\u00f5es promoveria a redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros ao tomador final, trata-se de um oligop\u00f3lio. Segundo dados da FGV de 1.999, os 100 maiores bancos s\u00e3o detentores de 98,5% do total dos ativos e de 99,1% dos dep\u00f3sitos totais. J\u00e1 as 8 maiores institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o detentoras de 60,5% do total dos ativos. Adicionalmente, o setor banc\u00e1rio auferiu, no primeiro semestre deste ano, elevados lucros. Nesse per\u00edodo, o lucro dos dois maiores bancos privados do pa\u00eds, Bradesco e Ita\u00fa, cresceu 31,5% e 43%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuando com margens de lucro em patamares elevados e inflex\u00edveis \u00e0 baixa, as institui\u00e7\u00f5es financeiras s\u00f3 reduziriam a taxa de juros caso pudessem compensar sua perda de receita pela amplia\u00e7\u00e3o do volume de cr\u00e9dito. At\u00e9 o momento, haja vista que o volume total do cr\u00e9dito concedido pelo sistema financeiro tem apresentado modesta amplia\u00e7\u00e3o, passando de R$ 297,1 bilh\u00f5es, em junho, para R$ 297,8 bilh\u00f5es, em julho, n\u00e3o existem sinais de que isto ocorra. Por outro lado, o Banco Central considera temer\u00e1ria uma expans\u00e3o relevante do cr\u00e9dito: primeiro, pelo receio de provocar aquecimento na demanda, comprometendo as metas de infla\u00e7\u00e3o; e, segundo, face ao risco de ampliar os n\u00edveis de inadimpl\u00eancia. Em suma, parece que a tentativa de redu\u00e7\u00e3o do <em>spread<\/em> pelo Banco Central n\u00e3o passa de mera ret\u00f3rica.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-5\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab5\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-717b186a\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica fiscal<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Desde a aprova\u00e7\u00e3o da LDO, ficou expl\u00edcito que o executivo federal n\u00e3o abandonar\u00e1 a estrat\u00e9gia de gera\u00e7\u00e3o de super\u00e1vits prim\u00e1rios ap\u00f3s o fim do acordo com o FMI, em 2.001. Por outro lado, numa estrat\u00e9gia de &#8216;marketing pol\u00edtico&#8217;, anunciou uma pequena redu\u00e7\u00e3o das metas, capaz de proporcionar, em tese, sobras fiscais a serem dirigidas aos gastos sociais. Na disputa pela &#8216;fict\u00edcia&#8217; sobra fiscal, o Ministro Alcides T\u00e1pias passou a defender uma redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria, atrav\u00e9s da elimina\u00e7\u00e3o da cumulatividade das contribui\u00e7\u00f5es sociais, especialmente sobre os segmentos exportadores. Compondo a ret\u00f3rica oficial, o Ministro Malan mostrou-se repentinamente interessado em metas sociais, apesar de advertir que isto n\u00e3o significaria aumentar gastos e sim otimizar os j\u00e1 existentes. Ainda nesse campo do hipot\u00e9tico, o governo apresentou, em 31 de agosto, um or\u00e7amento para 2.001 que aumenta os gastos sociais em cerca de 29%, adota um certo rigor na inclus\u00e3o de obras com irregularidades comprovadas pelo TCU, a par de prever um ris\u00edvel aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo (5,57%) e nenhum reajuste para o funcionalismo federal. A pr\u00f3pria n\u00e3o efetividade do or\u00e7amento, todavia, desacredita estes n\u00fameros. O Estado do Esp\u00edrito Santo, por exemplo, que tinha uma dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria inicial para 2.000 de 59 milh\u00f5es, s\u00f3 recebeu cerca de 20,0% deste total, em preju\u00edzo das \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o (A Gazeta, 13.09.00).<\/p>\n\n\n\n<p>Dando continuidade \u00e0 pol\u00edtica de ajuste fiscal estrutural, o governo central obteve, no m\u00eas de julho, um resultado prim\u00e1rio, no conceito &#8220;acima da linha&#8221;, superavit\u00e1rio em R$ 424,1 milh\u00f5es, menor valor obtido no decorrer do ano, com uma sens\u00edvel queda frente ao m\u00eas anterior, em que atingiu um saldo de R$ 1,5 bilh\u00f5es. N\u00e3o obstante, no acumulado do ano, alcan\u00e7ou o montante de R$ 15,7 bilh\u00f5es, 6,3% superior a igual per\u00edodo do ano passado, apesar de cair -0,23% na rela\u00e7\u00e3o com o PIB. O super\u00e1vit alcan\u00e7ado pelo governo, no m\u00eas de julho, foi o resultado de um saldo positivo de R$ 1,2 bilh\u00e3o obtido pelo Tesouro, deduzidos os d\u00e9ficits de R$ 653,1 milh\u00f5es com a previd\u00eancia e R$ 98,7 milh\u00f5es com o Banco Central (tabela 6.1).<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas apresentaram um crescimento no m\u00eas de 9,72%, especialmente devido aos gastos com pessoal e investimento. Segundo a Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, este aumento se deveu a fatores sazonais, vinculados \u00e0 folha salarial. A secretaria do Tesouro destaca os pagamentos de parcelas dos 28,6% da URP e o realinhamento salarial de algumas poucas carreiras. Esta pequena eleva\u00e7\u00e3o na folha n\u00e3o reverte a tend\u00eancia de ajuste atrav\u00e9s da corros\u00e3o das despesas, ilustrada pela queda de -0,74% da rela\u00e7\u00e3o despesa acumulada\/PIB. As receitas, com rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, cresceram 2,15% e 10,98% no acumulado do ano, reduzindo sua participa\u00e7\u00e3o no PIB em -1,01%.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de julho a Previd\u00eancia apresentou uma arrecada\u00e7\u00e3o recorde, equivalente a R$ 4,6 bilh\u00f5es, consequ\u00eancia do crescimento do emprego formal, da receita com dep\u00f3sitos judiciais e de leil\u00f5es de Certificados da D\u00edvida P\u00fablica. A eleva\u00e7\u00e3o, em 1,4%, nas despesas com o reajuste concedido, em junho, aos benef\u00edcios superiores ao piso, resultou num pequeno aumento do d\u00e9ficit, sendo que o n\u00famero de benef\u00edcios vinculados \u00e0 aposentadoria decresceu -4,9% em julho, segundo o Informe de Previd\u00eancia Social. Por outro lado, no acumulado em 2.000 o d\u00e9ficit caiu -8,4%, com as receitas crescendo acima dos benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado prim\u00e1rio do governo central, no conceito &#8216;abaixo da linha&#8217;, foi superavit\u00e1rio em R$ 1,401 bilh\u00f5es no m\u00eas de junho, contra um saldo de R$ 4,0 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 1999. Apesar de ter obtido um resultado mensal menos favor\u00e1vel do que no ano passado, no acumulado do semestre registra-se um super\u00e1vit de R$ 18,0 bilh\u00f5es, 30,57% superior ao obtido em igual per\u00edodo no ano anterior (tabela 6.2).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00eaxito fiscal representado pelo cont\u00ednuo super\u00e1vit prim\u00e1rio alcan\u00e7ado, especialmente a partir de 1999, evidencia a natureza monet\u00e1ria do d\u00e9ficit p\u00fablico, em contraste com a argumenta\u00e7\u00e3o oficial. As despesas com juros nominais foram de R$ 3,4 bilh\u00f5es em junho de 2.000 e, descontados os efeitos da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, R$ 4,9 bilh\u00f5es. No ano, e com desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, as despesas com juros somaram R$ 26,3 bilh\u00f5es e R$ 69,1 bilh\u00f5es, no ano corrente e em 1999, respectivamente. Pela metodologia alternativa, as despesas com juros totalizaram R$ 25,6 bilh\u00f5es no primeiro semestre deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de junho o resultado nominal do governo central foi deficit\u00e1rio em ambas as metodologias. Considerando a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, ocorreu um d\u00e9ficit de R$ 2,0 bilh\u00f5es e R$ 3,0 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo do ano anterior. No acumulado do ano estes valores somaram R$ 8,3 bilh\u00f5es, contra R$ 55,3 bilh\u00f5es em 1999, devendo-se esta queda de -84,9% \u00e0 vultosa soma de recursos despendidas em juros nominais no in\u00edcio do ano passado, com o objetivo de evitar uma brusca desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado prim\u00e1rio para o setor p\u00fablico consolidado, no conceito abaixo da linha e com desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, foi superavit\u00e1rio, em R$ 1,8 bilh\u00f5es, no m\u00eas de junho, acumulando no ano um super\u00e1vit R$ 23,7 bilh\u00f5es (4,15% do PIB), o que supera a meta acordada com o FMI. Por outro lado, os juros nominais para o setor p\u00fablico consolidado somaram, em junho deste ano, R$ 4,5 bilh\u00f5es e R$ 8,6 bilh\u00f5es registrados em junho de 1999. No primeiro semestre de 2.000, o setor p\u00fablico pagou R$ 40,0 bilh\u00f5es de juros (6,99% do PIB), contra R$ 85,3 bilh\u00f5es de juros em igual per\u00edodo de 1.999. Na mesma metodologia, o resultado nominal do setor p\u00fablico consolidado apresentou, em junho corrente, um d\u00e9ficit de R$ 2,8 bilh\u00f5es, denotando o impacto dos encargos financeiros sobre as contas p\u00fablicas. Da mesma forma, o acumulado no semestre apresenta-se deficit\u00e1rio em R$ 16,2 bilh\u00f5es, ou 2,84% do PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico atingiu, em junho, um montante de R$ 542,3 bilh\u00f5es (46,5% do PIB), sendo esta a principal vari\u00e1vel de controle do governo em termos das metas com o FMI e cujo resultado est\u00e1 melhor do que o previsto. O executivo federal enviou ao Senado, no in\u00edcio de agosto, uma proposta de resolu\u00e7\u00e3o que fixa os limites de endividamento para a Uni\u00e3o, os Estados e Munic\u00edpios (FSP, 05.08.00). O projeto atende a uma determina\u00e7\u00e3o da Lei de Responsabilidade Fiscal, sancionada em maio. Todavia, a proposta s\u00f3 ter\u00e1 consequ\u00eancias sobre o endividamento federal, tendo em vista que 24 estados, o Distrito Federal e 180 munic\u00edpios de peso fizeram acordos de renegocia\u00e7\u00e3o que impossibilitam, na pr\u00e1tica, qualquer amplia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida, no m\u00e9dio prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida mobili\u00e1ria federal atingiu o montante de R$ 626,8 bilh\u00f5es, em setembro, o que representa um aumento de 17,7% desde o in\u00edcio do ano corrente. Desse total, 81,7% est\u00e1 em poder do mercado financeiro e 18,3% em carteira do Banco Central. O total dos t\u00edtulos em tesouraria, correspondente aos recursos n\u00e3o-tribut\u00e1rios do Tesouro Nacional em dep\u00f3sito no Banco Central, foram zerados desde o m\u00eas de maio. A d\u00edvida mobili\u00e1ria de responsabilidade do Tesouro Nacional cresceu 1,1% no m\u00eas atingindo um total de R$ 554,1 bilh\u00f5es e a de responsabilidade do Banco Central, cresceu 1,6% atingindo o montante de R$ 72,7 bilh\u00f5es (tabela 6.3). A proposta or\u00e7ament\u00e1ria do governo federal prev\u00ea uma d\u00edvida de R$ 802 bilh\u00f5es em 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo conseguiu aumentar o prazo m\u00e9dio de vencimento dos t\u00edtulos e os juros pagos nos \u00faltimos leil\u00f5es foram inferiores aos anteriores. Dentre os t\u00edtulos mais negociados destacaram-se as Letras do Tesouro Nacional (LTN), no montante de R$ 9,6 bilh\u00f5es e vencimento para seis meses e um ano, sendo R$ 8,5 bilh\u00f5es em resgates; as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,7 bilh\u00f5es, dos quais R$ 4,2 bilh\u00f5es correspondiam a resgates. Os pap\u00e9is de responsabilidade do Banco Central concentram-se nas Notas do Banco Central, indexados ao c\u00e2mbio, correspondentes a R$ 3,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-6\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab6\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-1261f1fd\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Setor Externo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O balan\u00e7o de pagamentos registrou, no m\u00eas de outubro, um d\u00e9ficit da ordem de US$ 668 milh\u00f5es. Esse resultado foi devido a uma sa\u00edda l\u00edquida de US$ 3,5 bilh\u00f5es na conta de transa\u00e7\u00f5es correntes e de um ingresso de US$ 2,8 bilh\u00f5es na conta de capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9ficit acumulado na conta de transa\u00e7\u00f5es correntes, no per\u00edodo de janeiro a outubro do corrente ano, foi de US$ 19,4 bilh\u00f5es, 3,88% do PIB. Este resultado foi melhor do que no mesmo per\u00edodo do ano anterior, mas est\u00e1, ainda, acima da meta estabelecida pelo acordo com o FMI, que \u00e9 de 3,5% do PIB. Esse desempenho levou o chefe do Departamento Econ\u00f4mico do Banco Central, Altamir Lopes, a admitir que o governo est\u00e1 revendo essa meta para cerca de 4% do PIB (FSP, 20\/10\/00).<\/p>\n\n\n\n<p>A balan\u00e7a comercial apresentou um fraco desempenho no m\u00eas de agosto, com modestos US$ 97 milh\u00f5es de super\u00e1vit. No m\u00eas de setembro, este resultado piorou apresentando um d\u00e9ficit de US$ 320 milh\u00f5es. Em outubro, o saldo da balan\u00e7a comercial foi ainda pior, aumentando o d\u00e9ficit para US$ 523 milh\u00f5es. O resultado acumulado, entre os meses de janeiro a outubro, apresentou um pequeno super\u00e1vit de US$ 194 milh\u00f5es, n\u00e3o sendo pior, devido aos avi\u00f5es devolvidos pela Vasp, que foram registrados como exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O fraco desempenho da balan\u00e7a comercial fez com que o governo reavaliasse novamente sua meta para um pequeno super\u00e1vit ou um d\u00e9ficit entre US$ 100 e US$ 200 milh\u00f5es. No in\u00edcio do ano, a previs\u00e3o era de um super\u00e1vit de US$ 5,0 bilh\u00f5es. Essa meta foi sendo revista at\u00e9 chegar \u00e0 possibilidade de um d\u00e9ficit em 2000. As explica\u00e7\u00f5es do governo para esse fato concentram-se no aumento das importa\u00e7\u00f5es, destacando-se as importa\u00e7\u00f5es do setor de eletroeletr\u00f4nicos, a press\u00e3o altista do pre\u00e7o do petr\u00f3leo e o efeito sazonal do natal. Entretanto, a tabela 7.1 mostra que, ao contr\u00e1rio, s\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es que v\u00eam perdendo f\u00f4lego no \u00faltimo trimestre. Esse resultado da balan\u00e7a comercial criou impasses no interior do pr\u00f3prio governo antes do lan\u00e7amento do \u00faltimo &#8220;pacote&#8221; de incentivos \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, opondo o Secret\u00e1rio da Receita Federal ao Ministro do Desenvolvimento Econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Folha de S\u00e3o Paulo (27\/11\/00), o secret\u00e1rio-executivo da Camex, disse que: &#8220;a exporta\u00e7\u00e3o passou a ser a vari\u00e1vel chave do crescimento econ\u00f4mico do Brasil&#8221; e, neste contexto, apresentou as bases para o programa que o governo pretende implementar em 2001, tendo como objetivo p\u00f4r fim ao &#8220;vi\u00e9s antiexportador&#8221;. Essas bases s\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o dos custos log\u00edstico, financeiro e tribut\u00e1rio das exporta\u00e7\u00f5es; aumento do valor agregado das exporta\u00e7\u00f5es; coloca\u00e7\u00e3o de produtos din\u00e2micos na pauta de exporta\u00e7\u00f5es; aumento da base exportadora; lan\u00e7amento de uma pol\u00edtica agressiva de promo\u00e7\u00e3o e acesso a novos mercados; aumento da capacidade de produ\u00e7\u00e3o e a internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>A conta de servi\u00e7os registrou um d\u00e9ficit acumulado de US$ 21,0 bilh\u00f5es no per\u00edodo de janeiro a outubro. O destaque continuou sendo o pagamento l\u00edquido de juros, que contribuiu com US$ 12,8 bilh\u00f5es. Entre os demais itens, destacam-se ainda as remessas de lucros (US$ 2,9 bilh\u00f5es) e as despesas com viagens internacionais (US$ 1,7 bilh\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>A capta\u00e7\u00e3o total de recursos externos, nos dez primeiros meses do ano, foi de US$ 90,9 bilh\u00f5es, 3,5% menor do que no mesmo per\u00edodo do ano passado. Desse total, US$ 24,1 bilh\u00f5es foram em investimentos diretos, US$ 1,0 bilh\u00e3o em convers\u00f5es em investimentos, US$ 17,6 bilh\u00f5es em portf\u00f3lio, US$ 32,0 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos em moeda e US$ 16,2 bilh\u00f5es em financiamentos, <em>leasing<\/em> e aluguel e pagamentos antecipados de exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A conta de investimentos apresentou um saldo l\u00edquido de US$ 21,8 bilh\u00f5es no per\u00edodo, resultante de US$ 25,4 bilh\u00f5es de ingressos de investimentos estrangeiros e US$ 3,6 bilh\u00f5es de investimentos brasileiros no exterior. Destaca-se, no per\u00edodo, uma queda de -66,1% no ingresso de capitais para as privatiza\u00e7\u00f5es. Recebemos US$ 8,3 bilh\u00f5es nos dez primeiros meses de 1999 e apenas US$ 3,0 bilh\u00f5es em 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es em portf\u00f3lio deixaram um saldo l\u00edquido de US$ 2,4 bilh\u00f5es, mas o volume de neg\u00f3cios j\u00e1 ultrapassou aquele verificado no mesmo per\u00edodo de 1999. O total de ingressos foi de US$ 17,6 bilh\u00f5es e os retornos de US$ 15,2 bilh\u00f5es, contra US$ 15,4 bilh\u00f5es e US$ 14,2 bilh\u00f5es, em 1999, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do Banco Central indicam uma tend\u00eancia cada vez maior dos investidores nacionais aplicarem no sistema financeiro internacional. O saldo l\u00edquido das aplica\u00e7\u00f5es em carteira atingiu US$ 2,2 bilh\u00f5es de janeiro a outubro e foi de apenas US$ 190 milh\u00f5es em todo ano de 1999. O volume de neg\u00f3cios indica, tamb\u00e9m, uma tend\u00eancia de &#8220;fuga&#8221; dos capitais brasileiros para o exterior. Em 1999, foram aplicados US$ 4,0 bilh\u00f5es e repatriados US$ 3,8 bilh\u00f5es. Em 2000, as sa\u00eddas foram de US$ 4,3 bilh\u00f5es e os retornos de apenas US$ 2,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As reservas internacionais mantiveram-se praticamente constantes, apresentando apenas uma ligeira queda. Elas apresentaram um total de US$ 30,2 bilh\u00f5es, no m\u00eas de outubro, no conceito caixa, e de US$ 30,4 bilh\u00f5es, no conceito liquidez internacional (tabela 7.3). A d\u00edvida externa total tamb\u00e9m se manteve est\u00e1vel no per\u00edodo entre junho a agosto como mostra a tabela 7.4. Em agosto, a d\u00edvida referente a m\u00e9dio e longo prazo correspondeu a US$ 205,0 bilh\u00f5es, enquanto a de curto prazo alcan\u00e7ou US$ 27,4 bilh\u00f5es. Esses n\u00fameros refletem uma estabiliza\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do governo no endividamento externo.<\/p>\n\n\n\n<p>No rol dos pa\u00edses que mais contribu\u00edram para os investimentos externos no Brasil, no per\u00edodo de janeiro a outubro de 2000, destacam-se a Espanha (23,6%) e os EUA (22,0); e, em menor grau, Fran\u00e7a (8,6%). Portugal (8,5%). Ilhas Cayman (7,7%), e Pa\u00edses Baixos (6,8%). Do montante total de investimentos, 73,9% tiveram como destino o setor de servi\u00e7os, com destaque para os subsetores de comunica\u00e7\u00f5es (32,8%) e com\u00e9rcio\/institui\u00e7\u00f5es financeiras (13,7%). A ind\u00fastria foi contemplada com 24,2% dos investimentos e o setor prim\u00e1rio (agricultura, pecu\u00e1ria e extrativa mineral) ficou com apenas 1,9% dos recursos totais.<\/p>\n\n\n\n<p>As incertezas com rela\u00e7\u00e3o aos acontecimentos internacionais t\u00eam trazido preocupa\u00e7\u00f5es no que diz respeito \u00e0s vari\u00e1veis externas. A crise Argentina, as instabilidades no mercado acion\u00e1rio, o elevado pre\u00e7o do petr\u00f3leo, as incertezas sobre a economia americana e o aumento das importa\u00e7\u00f5es trouxeram press\u00f5es sobre a taxa de c\u00e2mbio, levando o governo a negar publicamente uma poss\u00edvel crise cambial.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o O s\u00e9culo XX termina com mais uma manifesta\u00e7\u00e3o da crise financeira internacional, o ataque especulativo ocorre, dessa vez, na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":487,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-3941","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletins"],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Camila Amaral Dias","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/author\/camila_amaral-dias\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Apresenta\u00e7\u00e3o O s\u00e9culo XX termina com mais uma manifesta\u00e7\u00e3o da crise financeira internacional, o ataque especulativo ocorre, dessa vez, na [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/users\/487"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3941"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3941\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3942,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3941\/revisions\/3942"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}