{"id":3943,"date":"2001-02-24T13:44:00","date_gmt":"2001-02-24T16:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=3943"},"modified":"2025-11-24T13:57:52","modified_gmt":"2025-11-24T16:57:52","slug":"boletim-no-18-fevereiro-2001","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/boletim-no-18-fevereiro-2001\/","title":{"rendered":"Boletim N\u00ba 18 &#8211; Fevereiro 2001"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-container uagb-block-b06e11b1 alignfull uagb-is-root-container\"><div class=\"uagb-container-inner-blocks-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-69aa3392\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>A economia brasileira iniciou o ano com boas not\u00edcias. Uma taxa de crescimento do PIB al\u00e9m do que era esperado, taxas menores de desemprego e um novo sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 180,00, um aumento de 19,2%, para vigorar a partir de maio. Mas, a crise pol\u00edtica interna e o contexto internacional n\u00e3o deixam margens para muito otimismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A disputa pela presid\u00eancia do Senado e da C\u00e2mara dos deputados trouxe de volta as den\u00fancias sobre a corrup\u00e7\u00e3o nas altas esferas do governo e colocou em crise a alian\u00e7a de sustenta\u00e7\u00e3o do governo FHC. Apesar da gravidade das den\u00fancias n\u00e3o \u00e9 de se esperar que o governo se empenhe em esclarec\u00ea-las. \u00c9 muito mais prov\u00e1vel que elas acabem sendo desqualificadas e qualquer investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada seja impedida. Ali\u00e1s, essa \u00e9 a pr\u00e1tica do governo e o presidente j\u00e1 est\u00e1 encaminhando a disputa nesse sentido, como o fez no caso da compra de votos de parlamentares para a aprova\u00e7\u00e3o da emenda da reelei\u00e7\u00e3o. As tentativas da oposi\u00e7\u00e3o para avan\u00e7ar nas investiga\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de CPIs, acabam sempre barradas pela superioridade num\u00e9rica das fra\u00e7\u00f5es que exercem a hegemonia dentro do Estado brasileiro. A solu\u00e7\u00e3o dessa crise ser\u00e1 atingida com uma nova recomposi\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de apoio ao governo, atrav\u00e9s da redistribui\u00e7\u00e3o dos cargos abertos com a demiss\u00e3o dos ministros e dos dirigentes de v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os federais, indicados por ACM, e com novos acordos visando a elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a crise pol\u00edtica interna n\u00e3o tem sido o principal fator de instabilidade dos mercados financeiros nacionais. Isso porque esse desentendimento n\u00e3o afeta de forma nenhuma a coaliz\u00e3o de for\u00e7as que est\u00e3o governando o pa\u00eds nem altera de maneira fundamental a rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as do bloco no poder. Mais do que a crise pol\u00edtica interna, a instabilidade financeira internacional tem afetado os humores dos mercados financeiros nacionais. Essa instabilidade decorre da revers\u00e3o do crescimento da economia americana, da estagna\u00e7\u00e3o da economia japonesa e da crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica na Argentina. At\u00e9 o momento, n\u00e3o existem ind\u00edcios suficientemente claros que permitam esperar uma revers\u00e3o desses fatores. A economia americana dever\u00e1 continuar sua tend\u00eancia recessiva, as tentativas de reativa\u00e7\u00e3o da economia japonesa n\u00e3o t\u00eam obtido nenhum resultado e n\u00e3o se pode esperar muito do novo ministro da economia da Argentina. Sua postura ortodoxa e o diagn\u00f3stico do FMI de que a crise \u00e9 decorrente do d\u00e9ficit p\u00fablico s\u00f3 levar\u00e1 a uma pol\u00edtica ainda mais recessiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essas raz\u00f5es, o ano de 2001 come\u00e7a sem muitas perspectivas de otimismo para os trabalhadores brasileiros. A tentativa de aproximar o sal\u00e1rio m\u00ednimo dos US$ 100,00 d\u00f3lares j\u00e1 est\u00e1 sendo superada com as cont\u00ednuas desvaloriza\u00e7\u00f5es do Real em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar. A retomada do crescimento da economia n\u00e3o significa, necessariamente, uma recomposi\u00e7\u00e3o do poder de compra dos sal\u00e1rios, ao contr\u00e1rio, em 2000, apesar de uma taxa de crescimento da economia de 4,2%, os sal\u00e1rios diminu\u00edram em m\u00e9dia -4%. Isso significa que o aumento na renda foi todo apropriado pelo capital.<\/p>\n\n\n\n<p>O que este in\u00edcio de ano demonstrou foi a resist\u00eancia e o rep\u00fadio de milhares de trabalhadores, pol\u00edticos e intelectuais, participantes ou n\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es sociais de todo o mundo, reunidos no F\u00f3rum Social Mundial em Porto Alegre, contra as consequ\u00eancias do processo de globaliza\u00e7\u00e3o sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores. Essa reuni\u00e3o, tamb\u00e9m chamada de anti-Davos, foi organizada em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 reuni\u00e3o da elite econ\u00f4mico-financeira e pol\u00edtica mundial que se realiza anualmente em Davos, na Su\u00ed\u00e7a, para discutir os rumos da economia mundial. O F\u00f3rum Social constituiu-se em um ponto de partida fundamental para a elabora\u00e7\u00e3o e encaminhamento de propostas e a\u00e7\u00f5es alternativas ao neoliberalismo e \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, os trabalhadores de todo o mundo demonstraram que n\u00e3o aceitam a tese da inevitabilidade da globaliza\u00e7\u00e3o, da forma como ela \u00e9 imposta pelas classes dominantes, e retomam as lutas pela constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade, menos desigual e menos injusta.<\/p>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-info-box uagb-block-51896339 uagb-infobox__content-wrap  uagb-infobox-icon-above-title uagb-infobox-image-valign-top\"><div class=\"uagb-ifb-content\"><div class=\"uagb-ifb-separator\"><\/div><div class=\"uagb-ifb-title-wrap\"><span class=\"uagb-ifb-title-prefix\">Mestrado em Economia<br \/>Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Economia<br \/>Departamento de Economia UFES<\/span><h3 class=\"uagb-ifb-title\">Grupo de Estudos e Pesquisas em COnjuntura<\/h3><\/div><p class=\"uagb-ifb-desc\"><strong>Coordenadores:<\/strong> Fabr\u00edcio Augusto de Oliveira e Paulo Nakatani<br \/><strong>Professores pesquisadores:<\/strong> Maur\u00edcio de Souza Sabadini e Neide C\u00e9sar Vargas<br \/><strong>Colaboraram neste N\u00famero:<\/strong> Angela Maria Morandi<br \/><strong>Participaram neste n\u00famero:<\/strong> Anderson Rubens Fonseca, Andressa Buss Rocha, Andressa Nunes Amorim, Anne Marie Boudou, Caroline Nunes Lopes, D\u00e9bora Sader, Everlan Montibeler, Fernanda Martins Mariani, Fl\u00e1via Miranda Pinheiro Ronconi, Juez Ferreira da Silva, Kelly Machado Premoli, Marcelo Alves de Morais, Oberdan Pandolfi Ermita, Otniel Barcelos de Aquino, R\u00f4mulo Patrick da S. Santos, Tyago Ribeiro Hoffmann, Tyeli Tozato Alves, S\u00e9rgio Manhans, Vanessa Pelissari Azevedo, Vanuza da Silva Pereira.<br \/><\/p><div class=\"uagb-ifb-button-wrapper wp-block-button\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B_QkFwH3dc-0NU9uNUw2c29qWEE\/view?usp=sharing&amp;resourcekey=0-NutYrQBAtzfpYV1dFfXjBg\" class=\"uagb-infobox-cta-link wp-block-button__link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span class=\"uagb-inline-editing\">Acesse aqui o arquivo original desta publica\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><\/div><\/div><\/section>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs uagb-block-fdee9267 uagb-tabs__wrap uagb-tabs__vstyle7-desktop uagb-tabs__vstyle6-tablet uagb-tabs__stack1-mobile\" data-tab-active=\"0\"><ul class=\"uagb-tabs__panel uagb-tabs__align-left\" role=\"tablist\"><li class=\"uagb-tab uagb-tabs__active\" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab0\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"0\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Econ\u00f4mica<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab1\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"1\" role=\"tab\"><div>Infla\u00e7\u00e3o<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab2\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"2\" role=\"tab\"><div>N\u00edvel de Atividade<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab3\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"3\" role=\"tab\"><div>Emprego e Sal\u00e1rios<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab4\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"4\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Monet\u00e1ria<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab5\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"5\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Fiscal<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab6\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"6\" role=\"tab\"><div>Setor Externo<\/div><\/a><\/li><\/ul><div class=\"uagb-tabs__body-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-0\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab0\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-1cf44eea\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">As bases fr\u00e1geis do crescimento atual <\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Depois de dois anos estagnada (1998-99), a economia brasileira registrou um surpreendente crescimento de 4,2% do PIB no ano passado. Surpreendente porque poucas eram as apostas feitas, at\u00e9 meados do ano, na possibilidade desse n\u00edvel ser atingido, diante das incertezas externas, da posi\u00e7\u00e3o conservadora mantida pelo Banco Central em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s taxas de juros, dos resultados desfavor\u00e1veis da balan\u00e7a comercial e da necessidade de gera\u00e7\u00e3o, pelo pa\u00eds, de um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 3,4% nas contas p\u00fablicas. Com o crescimento alcan\u00e7ado que, apesar de n\u00e3o atender as necessidades do pa\u00eds, n\u00e3o pode ser desprezado, e com os bons resultados colhidos em outras \u00e1reas &#8211; infla\u00e7\u00e3o, contas p\u00fablicas, aumento do grau de confian\u00e7a dos investidores (internos e externos) nas possibilidades da economia brasileira etc., diversas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa j\u00e1 projetam, para esse ano, uma taxa de expans\u00e3o do PIB que varia entre 4,5% e 5%. Piso com o qual o governo tamb\u00e9m trabalha e no qual pretende acomodar o crescimento, temendo &#8220;acidentes&#8221; ou &#8220;derrapagens&#8221;, nas palavras de Arm\u00ednio Fraga, presidente do Banco Central, &#8220;que possam trazer de volta a infla\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, apesar desse in\u00edcio de ano ter sido brindado com a divulga\u00e7\u00e3o de boas not\u00edcias para a economia brasileira, que poderiam at\u00e9 justificar a expectativa de uma maior taxa de crescimento &#8211; melhoria da posi\u00e7\u00e3o do Brasil pela ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de riscos Standard &amp; Poor&#8217;s, subida do pa\u00eds da 4\u00aa. para a 3\u00aa. posi\u00e7\u00e3o na prefer\u00eancia dos investidores estrangeiros; proje\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o de investimentos no pa\u00eds de US$ 265 bilh\u00f5es pela ind\u00fastria (nacional e estrangeira), redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros americana, acompanhada da retomada da trajet\u00f3ria de queda da taxa interna, comportamento favor\u00e1vel das vendas a prazo, que bateram recordes no final do ano e que continuaram firmes em janeiro e na primeira quinzena de fevereiro; previs\u00f5es favor\u00e1veis para a taxa de infla\u00e7\u00e3o do ano e para as contas p\u00fablicas etc. &#8211; o governo, temendo as possibilidades de um &#8220;superaquecimento&#8221; anuncia os limites em que este ser\u00e1 contido. N\u00e3o sem raz\u00e3o, o Banco Central interrompeu, na \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria, a pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros que havia retomado em dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>O temor do Banco Central n\u00e3o \u00e9 injustificado. Em janeiro, segundo a Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, o n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada da ind\u00fastria brasileira atingiu o n\u00edvel de 83,3% (descontado o efeito sazonal) &#8211; o resultado mais expressivo registrado, neste m\u00eas, para os \u00faltimos vinte anos, sem levar em conta os de 1987 e 1995, que sofreram impactos diretos dos planos Cruzado e Real. Um resultado excepcional, mas que apenas confirma que os breves surtos de crescimento conhecidos pelo pa\u00eds t\u00eam se apoiado mais na capacidade produtiva existente do que no aumento de investimentos. Por isso, mais do que os poss\u00edveis efeitos inflacion\u00e1rios temidos pelo governo (apesar dos altos n\u00edveis de desemprego e da desindexa\u00e7\u00e3o da economia), o aumento da demanda, diante de uma estrutura de oferta estagnada, pode provocar um aumento consider\u00e1vel das importa\u00e7\u00f5es, ampliando os desequil\u00edbrios da balan\u00e7a comercial e agravando a fragilidade externa da economia brasileira. N\u00e3o sem raz\u00e3o, a balan\u00e7a comercial registrou, at\u00e9 a primeira quinzena de fevereiro, um d\u00e9ficit de US$ 477 milh\u00f5es, correspondentes a 66% de todo o d\u00e9ficit registrado em 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, mesmo que a desacelera\u00e7\u00e3o da economia norte-americana n\u00e3o reverta, numa hip\u00f3tese improv\u00e1vel, a onda de otimismo que tomou conta do pa\u00eds nesse in\u00edcio de ano, os gestores da pol\u00edtica econ\u00f4mica interna j\u00e1 deixaram claro que o crescimento continuar\u00e1 monitorado para evitar &#8220;press\u00f5es inflacion\u00e1rias&#8221; e, principalmente, o agravamento dos desequil\u00edbrios externos.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-1\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab1\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-325ca1f7\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Apesar dos aumentos em todos os \u00edndices inflacion\u00e1rios, em dezembro de 2000, come\u00e7amos o ano de 2001 com uma certa estabilidade nos indicadores, com exce\u00e7\u00e3o dos aumentos no IPC-FIPE, ICV-DIEESE e INPC. Esses aumentos verificados ao longo de 2000 s\u00e3o pequenos quando comparados \u00e0 hiperinfla\u00e7\u00e3o vivida pelo pa\u00eds nas d\u00e9cadas anteriores, mas penalizam os trabalhadores, especialmente os do servi\u00e7o p\u00fablico, que est\u00e3o com os sal\u00e1rios congelados h\u00e1 sete anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plano Real proibiu a indexa\u00e7\u00e3o salarial, mas as tarifas de telefonia fixa registraram alta de 343,31%, o g\u00e1s de cozinha subiu 273,73%, a energia el\u00e9trica, 151,77%, e os rem\u00e9dios subiram 115,27%, de 1994 para c\u00e1. Os privil\u00e9gios concedidos aos grupos privados que controlam servi\u00e7os p\u00fablicos como os das telecomunica\u00e7\u00f5es, \u00e1gua e esgoto, energia el\u00e9trica, hospitais e conv\u00eanios m\u00e9dicos, dentre outros, s\u00e3o facilmente percebidos pelos aumentos concedidos nos \u00faltimos anos e os que ainda vir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo menos at\u00e9 2003 as tarifas de energia el\u00e9trica e de telefone continuar\u00e3o subindo muito acima dos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o. Segundo o superintendente da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), Jos\u00e9 Gabino Santos, &#8220;(&#8230;) o contrato do governo assegura o reajuste&#8221; anual com base no IGP-M mais a varia\u00e7\u00e3o de custo durante os quatro primeiros anos da concess\u00e3o. Al\u00e9m disso, a lei estabelece que as empresas podem pedir revis\u00f5es nos pre\u00e7os caso comprovem a necessidade de reajuste. J\u00e1 foram autorizados reajustes para 12 concession\u00e1rias de energia el\u00e9trica, em 2001. Os aumentos variam de 13,39% a 18,08%, tr\u00eas vezes mais do que os 5,97% do IPCA acumulado em 2000 (A Gazeta, 27\/02\/01). No ano passado, as tarifas telef\u00f4nicas subiram, em m\u00e9dia, 14%.<\/p>\n\n\n\n<p>O discurso do governo federal \u00e9 o de que foi necess\u00e1rio implantar este modelo de reajuste, aprovado pelo Congresso Nacional, para assegurar melhores lucros para as empresas e, consequentemente, atrair os investimentos externos para o pa\u00eds. N\u00e3o importa, naturalmente, o custo que isto traz para a popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, segundo Jos\u00e9 Gabino, &#8220;(&#8230;) o governo e a Aneel nada podem fazer para reduzir os aumentos das tarifas (&#8230;) resta apenas cumprir o que determina a lei&#8221;. Sabendo que essas mesmas leis foram feitas pelo pr\u00f3prio Governo federal, torna-se no m\u00ednimo curioso e contradit\u00f3rio as justificativas oficiais apresentadas \u00e0 imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1980 e tem como refer\u00eancia fam\u00edlias com rendimentos mensais de at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos sendo refer\u00eancia do governo federal nas metas fixadas com o FMI. Abrange as regi\u00f5es metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, S\u00e3o Paulo, Bel\u00e9m, Fortaleza, Salvador e Curitiba, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Bras\u00edlia e Goi\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de dezembro o IPCA registrou nova alta atingindo 0,59%. Como no m\u00eas de novembro, o maior respons\u00e1vel pelo aumento na taxa inflacion\u00e1ria foi o reajuste dos combust\u00edveis autorizado pelo governo federal em 23 de novembro de 2000. Apesar dessa eleva\u00e7\u00e3o, o IPCA fechou o ano de 2000 em 5,97%, ficando ligeiramente abaixo dos 6% estabelecidos no acordo com o FMI. Mais da metade da infla\u00e7\u00e3o acumulada em 2000, cerca de 3,10 pontos percentuais, \u00e9 explicada pela alta nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis e dos servi\u00e7os p\u00fablicos administrados pelas concession\u00e1rias privadas. S\u00f3 a gasolina subiu 30,75% em 2000, o \u00e1lcool, 32,91%, e o g\u00e1s de cozinha, 12,66%. Outras tarifas como telefonia fixa e energia el\u00e9trica tiveram alta de 13,68% e 12,66% respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de janeiro de 2001, o IPCA ficou em 0,57%, 0,02 pontos percentuais abaixo do \u00edndice de dezembro, situando-se dentro das expectativas do mercado para a nova meta de infla\u00e7\u00e3o de 4%, em 2001. A alta nos pre\u00e7os dos alimentos (0,63%) foi a que contribuiu para que a infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas ficasse pr\u00f3xima \u00e0 de dezembro. J\u00e1 os produtos n\u00e3o aliment\u00edcios subiram 0,55%. A taxa acumulada nos \u00faltimos doze meses foi de 5,92%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) calculado pelo IBGE, desde 1979, para fam\u00edlias com rendimentos de at\u00e9 08 sal\u00e1rios m\u00ednimos e nas mesmas regi\u00f5es metropolitanas do IPCA, fechou novembro com alta de 0,29%. Em dezembro houve uma expressiva tend\u00eancia de alta atingindo 0,82%. Essa alta fez com que a taxa acumulada no ano ficasse em 7,21%, caindo 2,36 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa apurada em 1999. A alta originada em novembro ocorreu devido aos impactos dos pre\u00e7os administrados pelo governo (gasolina, g\u00e1s de cozinha) e dos seguros e conv\u00eanios m\u00e9dicos, que juntos contribu\u00edram com 0,31 ponto percentual no resultado registrado no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. Em dezembro a alta foi ocasionada pelos grupos de Transportes e Sa\u00fade que juntos contribu\u00edram com 0,61% no resultado total. J\u00e1 em janeiro deste ano o \u00edndice manteve um patamar semelhante ao verificado em dezembro de 2000, atingindo a taxa de 0,83%. A alta deveu-se ao grupo educa\u00e7\u00e3o e leitura (4,61%) que contribuiu com 0,34% no resultado do \u00edndice. O ICV acumulou no ano de 2000 uma taxa de 7,21% e nos \u00faltimos doze meses 6,83%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC), calculado pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe\/USP), apresentou defla\u00e7\u00e3o em novembro (-0,05%) surpreendendo a todas as expectativas, j\u00e1 que, em geral, o m\u00eas de novembro \u00e9 de aumentos de pre\u00e7os. A Alimenta\u00e7\u00e3o teve varia\u00e7\u00e3o negativa (-1,05%) e o grupo Sa\u00fade (-0,16%) tamb\u00e9m. J\u00e1 em dezembro a taxa de infla\u00e7\u00e3o foi 0,26%. Os principais respons\u00e1veis por esse aumento foram os grupos Transporte (1,81%) e Habita\u00e7\u00e3o (0,38%). A infla\u00e7\u00e3o acumulada no ano de 2000 foi de 4,38%, bem abaixo dos 6% previstos em dezembro pelos t\u00e9cnicos da institui\u00e7\u00e3o. De acordo com Heron do Carmo, coordenador da Fipe, o grande respons\u00e1vel por essa baixa varia\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os foram os alimentos, que registraram um recuo m\u00e9dio de -0,15%. Em janeiro de 2001, a taxa de infla\u00e7\u00e3o de 0,38% foi a maior desde agosto de 2000. Os itens educa\u00e7\u00e3o (4,06%) e feij\u00e3o (7,23%) e arroz (3,23%), dentro de item alimentos (0,43%), foram os que mais contribu\u00edram para este crescimento. No ano de 2000 a infla\u00e7\u00e3o acumulada foi de 4,38%. A previs\u00e3o para 2001 \u00e9 de que os pre\u00e7os variem, em m\u00e9dia, 3,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os no Mercado (IGP-M), calculado pela FGV-RJ, apresentou uma taxa de infla\u00e7\u00e3o de 0,29% em novembro, comparado com uma alta de 0,38% em outubro. Em dezembro o \u00edndice foi de 0,63%. Os indicadores que formam o IGP-M s\u00e3o o \u00cdndice de Pre\u00e7os no Atacado (IPA), o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC) e o \u00cdndice Nacional da Constru\u00e7\u00e3o Civil (INCC). Estes contribu\u00edram com 0,66%, 0,61% e 0,49%, respectivamente, para o fechamento do IGP-M. Com isso, o IGP-M acumulou uma infla\u00e7\u00e3o de 9,95% no ano de 2000. Em janeiro de 2001 a taxa foi de 0,62%. A partir deste ano, o IGP-M n\u00e3o pode mais ser comparado com os \u00edndices de dezembro ou de janeiro de 2000, porque sua forma de c\u00e1lculo foi modificada a partir de janeiro de 2001. O peso dos \u00edndices que o comp\u00f5em mudaram e a sua abrang\u00eancia geogr\u00e1fica se tornou maior.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela FGV-RJ entre os dias 1 e 30 de novembro, registrou alta de 0,39%, frente \u00e0 varia\u00e7\u00e3o de 0,37% registrado no m\u00eas anterior. A taxa de infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00edndice fechou o m\u00eas de dezembro em 0,76%. puxado pelo aumento dos pre\u00e7os dos produtos agr\u00edcolas (+0,17%) e da gasolina (+6,49%). Com o resultado de dezembro, o IGP-DI acumulado em 2000 foi de 9,81%, bem abaixo da taxa registrada em 1999, que atingiu 19,98%. A infla\u00e7\u00e3o medida em janeiro de 2001 foi de 0,49%, Segundo o chefe do Centro de Estudos de Pre\u00e7os da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Paulo Sidney Melo Cota, &#8220;\u00e9 um \u00edndice baixo para janeiro&#8221;. Essa taxa representa uma queda de -0,27 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo dos g\u00eaneros de primeira necessidade registrou em novembro passado queda em seis das dezesseis capitais onde a pesquisa \u00e9 realizada pelo DIEESE. A queda foi verificada em Bras\u00edlia (-3,25%), Jo\u00e3o Pessoa (-1,03%). Fortaleza (-0,91%) S\u00e3o Paulo (-0,82%), Florian\u00f3polis (-0,72%) e Goi\u00e2nia (-0,11%). Apesar desses recuos, algumas capitais apresentaram aumentos como ocorreu em Recife (5,40%) e Natal (3,54%). O maior pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica foi registrado em S\u00e3o Paulo. Porto Alegre e Rio de Janeiro (ver tabela 2,2). Em dezembro, essas mesmas capitais tiveram, novamente, as cestas b\u00e1sicas mais caras do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado do ano 2000, dez cidades apresentaram altas nas cestas b\u00e1sicas superiores \u00e0 taxa de 6% de infla\u00e7\u00e3o prevista no acordo com o FMI: Belo Horizonte (12,88%), Rio de Janeiro (12,29%). Recife (9,05%), Aracaju (8,96%), Bras\u00edlia (8,52%). Porto Alegre (8,21%), Natal (7,29%), Fortaleza (6,78%), S\u00e3o Paulo (6,77%) e Bel\u00e9m (6,53%). As menores varia\u00e7\u00f5es anuais foram apuradas em Jo\u00e3o Pessoa (0,70%), Vit\u00f3ria (3,61%), Goi\u00e2nia e Florian\u00f3polis (ambas 4,76%). Curitiba (5,08%) e Salvador (5,89%). Segundo o DIEESE, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio fixado pela lei constitucional para que uma fam\u00edlia de quatro pessoas tenha acesso \u00e0s condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, lazer, vestu\u00e1rio, higiene, transporte e previd\u00eancia social deveria ser de R$ 1.004,26.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica na regi\u00e3o da Grande Vit\u00f3ria no m\u00eas de novembro foi de R$ 98,88 e no m\u00eas de dezembro caiu para R$ 96,11, uma queda de -2,81%. Nestes meses, o item que apresentou a maior varia\u00e7\u00e3o positiva foi a manteiga e maior varia\u00e7\u00e3o negativa foi o tomate. O capixaba fechou o ano com um gasto de 96,11% do sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido para a obten\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros aliment\u00edcios de primeira necessidade, colocando o Esp\u00edrito Santo no d\u00e9cimo lugar no ranking das capitais com cestas b\u00e1sicas mais caras do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-2\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab2\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-eea320a1\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de atividade<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro estimado para o quarto trimestre do ano de 2000 apresentou crescimento de somente 0,2% em compara\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. Esse crescimento inexpressivo resultou da retra\u00e7\u00e3o do setor agropecu\u00e1rio que vem se reduzindo constantemente (\u00edndice do trimestre anterior: -2,07%) e, pelas reduzidas varia\u00e7\u00f5es do setor industrial (0,9%) e do setor de servi\u00e7os (1,4%).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a taxa acumulada do PIB, para o ano de 2000, foi de 4,2%, a maior verificada desde 1995. Esse desempenho da economia, no ano passado, foi liderado pelo setor industrial, com uma taxa de crescimento de 4,7%, seguido pelos servi\u00e7os (3,6%) e pela agropecu\u00e1ria (2,9%). Dentre os subsetores que mais cresceram no ano passado, destacaram-se o das comunica\u00e7\u00f5es (16,8%) e a ind\u00fastria extrativa mineral (10,9%). Assim, a d\u00e9cada de noventa fechou com uma taxa de crescimento m\u00e9dia de 2,7% ao ano, 1,1 pontos percentuais acima da taxa m\u00e9dia dos anos oitenta, que foi de 1,6%. Essas duas d\u00e9cadas foram as piores do s\u00e9culo, em termos de crescimento. (FSP, 15.02.01).<\/p>\n\n\n\n<p>Se, por um lado, esse crescimento quase que inesperado em 2000, amenizou as taxas de desemprego, aumentou a participa\u00e7\u00e3o dos empregos formais, melhorou a arrecada\u00e7\u00e3o do governo e recuperou parte dos sal\u00e1rios reais, por outro lado, faz o Presidente do Banco Central, Arm\u00ednio Fraga, lembrar que &#8220;&#8230; n\u00f3s temos hoje a consci\u00eancia de que acelerar demais acaba levando a uma derrapagem, uma colis\u00e3o, uma ressaca, que temos de evitar. Porque isso, no fundo, acaba reduzindo a taxa de crescimento na m\u00e9dia.&#8221; (FSP, 19\/02\/01).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre o quarto trimestre de 2000 e o mesmo per\u00edodo do ano anterior, a economia brasileira apresentou um crescimento de 4,3%. Esse desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 4,6% do setor industrial. Os subsetores que mais colaboraram foram o de Comunica\u00e7\u00f5es (16,0%) e o de Extra\u00e7\u00e3o Mineral (14,3%). Os subsetores que menos contribu\u00edram foram o de Extra\u00e7\u00e3o Vegetal (-19,6%), o de Lavouras (-1,8%), o de Transporte (-0,7%) e o de Constru\u00e7\u00e3o (2,0%).<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria brasileira encerrou o ano de 2000 com um crescimento de 7,5% no m\u00eas de dezembro, em rela\u00e7\u00e3o a 1999, e de 6,5% acumulado no ano. A produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo cresceu 6,8% derivado de um crescimento de 39,0% na produ\u00e7\u00e3o dos bens dur\u00e1veis e de 0,1% dos bens semi-dur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis. A compara\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial entre os dois \u00faltimos meses do ano de 2000 registrou uma expans\u00e3o de 7,2%. Todos os segmentos apresentaram altas taxas de crescimento com exce\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de bens de capital, cuja varia\u00e7\u00e3o mensal se mant\u00e9m est\u00e1vel desde agosto do mesmo ano. (tabela 3.2).<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria brasileira acumulou uma taxa de crescimento de 6,5% no ano de 2000, estimulada pelo crescimento de 20,5% na produ\u00e7\u00e3o dos bens dur\u00e1veis e 12,5% na produ\u00e7\u00e3o dos bens de capital. Por outro lado, o segmento produtor de bens semi-dur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis retraiu em -1,0%. A intensifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial, observada em dezembro de 2000, foi fruto do esfor\u00e7o de adapta\u00e7\u00e3o do mercado \u00e0 demanda real, adequando-se ao momento de vendas. Segundo a ACSP (Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo), houve superdimensionamento na expectativa de alta da taxa de dep\u00f3sito banc\u00e1rio que proporcionaria queda na taxa de juros (caso tivesse sido efetivada) e consequentemente elevaria as vendas a prazo no mercado a varejo. As empresas investiram maci\u00e7amente em <em>marketing<\/em> na tentativa de incentivar a expans\u00e3o das vendas, rigidamente retra\u00eddas no final do ano passado, e foram oferecidas melhores condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito pessoal. (FSP-401\/12\/00 A Gazeta-03\/12\/00).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-e2ca18bf\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de Atividade &#8211; Esp\u00edrito Santo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do IBGE, a produ\u00e7\u00e3o industrial do Esp\u00edrito Santo, em dezembro de 2000, apresentou \u00edndices de crescimento altamente positivos, 9,22% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 1999; 7,2% no trimestre e 6,64% no fechamento do ano de 2000 (tabela 3.3). O elevado crescimento, em dezembro de 2000, reflete um quadro de taxas positivas em quatro dos sete setores investigados, com destaque, em termos de influ\u00eancia no conjunto global, para a ind\u00fastria extrativa mineral (25,68%) e metal\u00fargica (10,07%). Nestes setores sobressaem o crescimento dos seguintes itens: petr\u00f3leo em bruto, min\u00e9rio de ferro pelotizado e placas de a\u00e7o comum. Entre os setores que apresentaram queda, os produtos alimentares (-7,74%) exerceram o principal impacto na forma\u00e7\u00e3o da taxa global, pressionado pela redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de bombons e carne bovina congelada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u00edndices trimestrais mostram que a ind\u00fastria capixaba sustentou seu ritmo de crescimento, mesmo com a influ\u00eancia de uma base de compara\u00e7\u00e3o elevada (ano de 1999). Ap\u00f3s uma expans\u00e3o de 9,6% no primeiro trimestre de 2000, houve uma desacelera\u00e7\u00e3o nos dois trimestres seguintes, quando as taxas passaram para 7,0% e 3,4%. No \u00faltimo trimestre do ano passado, comparado ao mesmo per\u00edodo de 1999, a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial melhorou o seu ritmo produtivo apresentando crescimento de 7,2%. Neste \u00faltimo per\u00edodo, a ind\u00fastria extrativa mineral avan\u00e7ou 21,3% e a metal\u00fargica 10,1%. Abaixo da m\u00e9dia global, mas ainda registrando incremento, ficaram a qu\u00edmica (6,6%) e a t\u00eaxtil (1,8%). Tr\u00eas setores assinalaram redu\u00e7\u00e3o: os produtos alimentares (-5,4%), papel e papel\u00e3o (-2,3%) e minerais n\u00e3o-met\u00e1licos (-1,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o resultado acumulado no ano de 2000 &#8211; crescimento de 6,64% ap\u00f3s ter alcan\u00e7ado 9,2% em 1999 e 1,8% em 1998, confirma a capacidade da ind\u00fastria capixaba de se expandir em ritmo elevado, mesmo com as oscila\u00e7\u00f5es na taxa de de c\u00e2mbio e no mercado externo. Isso porque, em sua estrutura industrial, predominam setores produtores de bens voltados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o (40%). No ano passado, a produ\u00e7\u00e3o aumentou em cinco dos sete ramos pesquisados: extrativa mineral (17,1%), qu\u00edmica (11,8%), metal\u00fargica (8,1%), papel e papel\u00e3o (3,1%) e produtos alimentares (1,0%). Entretanto, a maior influ\u00eancia sobre a resultado global foi resultado do desempenho da ind\u00fastria extrativa mineral e metal\u00fargica, devido, sobretudo, \u00e0 boa <em>performance<\/em> do min\u00e9rio de ferro pelotizado, do petr\u00f3leo em bruto e placas de a\u00e7o comum. Os setores que registraram queda na produ\u00e7\u00e3o foram a t\u00eaxtil (-21,6%) e minerais n\u00e3o-met\u00e1licos (-2,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento das vendas reais, em dezembro de 2000, n\u00e3o acompanharam o mesmo ritmo da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial (tabela 3.4). As vendas apresentaram uma queda de -6,45% em rela\u00e7\u00e3o a novembro, mas cresceram 11,76% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 1999. Al\u00e9m disso, a taxa acumulada em 12 meses vem caindo continuamente desde agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os registros do Clube de Diretores Lojistas encerraram o ano de 2000 com uma significativa queda na inadimpl\u00eancia, fruto de um aumento de 43,5% nas baixas registradas no m\u00eas. Esse resultado decorre do rendimento extra, o 13\u00ba sal\u00e1rio, recebido pelos assalariados em dezembro, associado com as compras de final de ano. Em contrapartida, em janeiro de 2001, o SPC registrou uma queda de -28,35% nas inclus\u00f5es de inadimplentes e um aumento de 5,78% nas baixas, em rela\u00e7\u00e3o a janeiro de 2000, resultando em um saldo l\u00edquido de 3.089 novos inadimplentes, contra um saldo de apenas 58, em dezembro. O trimestre encerrado em janeiro de 2001 fechou com um aumento l\u00edquido de 7.462 inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A inadimpl\u00eancia do ponto de vista dos cheques n\u00e3o apresentou o mesmo comportamento das compras a prazo. O m\u00eas de janeiro caracterizou-se pela elevada inadimpl\u00eancia nas compras \u00e0 vista, as inclus\u00f5es cresceram 71,27% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2000 e 7,27% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. As baixas, ou seja, os cheques pagos ca\u00edram -9,8% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro, mas cresceram 9,35% em rela\u00e7\u00e3o da janeiro de 2000. O saldo l\u00edquido de novos inadimplentes cresceu 2.113, em novembro, 2.577, em dezembro, e 2.971, em janeiro de 2001, um total de 7.661 cheques n\u00e3o pagos no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>As consultas ao SPC e aos cheques, indicadores de crescimento da demanda, foram extremamente elevadas no m\u00eas de dezembro, o que \u00e9 t\u00edpico do per\u00edodo. Elas voltaram a cair no m\u00eas de janeiro de 2001. Para as compras a prazo, essas consultas ca\u00edram abaixo do n\u00edvel de janeiro do ano passado e n\u00e3o voltaram ao n\u00edvel apresentado em novembro. Entretanto, a tend\u00eancia de substitui\u00e7\u00e3o do SPC para o cheque n\u00e3o significa necessariamente uma mudan\u00e7a da demanda para o pagamento \u00e0 vista. A ampla utiliza\u00e7\u00e3o do cheque pr\u00e9-datado nas compras a prazo devem explicar melhor esse comportamento.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-3\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab3\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-260c865f\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e Sal\u00e1rios<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>A expectativa quanto ao desemprego na economia brasileira em 2001 n\u00e3o deve ser diferente da observada nos \u00faltimos anos da d\u00e9cada de noventa. A gera\u00e7\u00e3o expressiva de novos postos de trabalho no pa\u00eds esbarra na pequena possibilidade de retomada do crescimento da economia mundial e na natureza recessiva da pol\u00edtica econ\u00f4mica do Governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da recupera\u00e7\u00e3o nos indicadores do IBGE no final de 2000, resultado este fortemente influenciado por fatores sazonais, a taxa no in\u00edcio do corrente ano j\u00e1 voltou a subir. As pequenas varia\u00e7\u00f5es positivas, verificadas no fim de ano, n\u00e3o garantem uma recupera\u00e7\u00e3o sustentada dos indicadores, mascarando, portanto, o elevado desemprego que, historicamente, vem marcando a economia brasileira nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos indicadores de desemprego, devemos observar tamb\u00e9m o tipo de emprego gerado no Brasil nos anos noventa. A precariza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio e do emprego, a flexibiliza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, a terceiriza\u00e7\u00e3o, o trabalho tempor\u00e1rio, o trabalho informal e em domic\u00edlio, dentre outros, eliminam e debilitam cada vez mais as garantias sociais conquistadas historicamente pelos trabalhadores, formando um mundo do trabalho extremamente precarizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, continuam a crescer as formas mais fr\u00e1geis de inser\u00e7\u00e3o do trabalhador no mercado de trabalho. Segundo o DIEESE\/SEADE, em 2000 o n\u00famero de assalariados sem carteira assinada cresceu 15,6%; a ocupa\u00e7\u00e3o dos aut\u00f4nomos que trabalham para as empresas, sem nenhum amparo jur\u00eddico e social, aumentou 6,4% e o emprego subcontratado ampliou-se em 3,6%. A participa\u00e7\u00e3o desses segmentos no conjunto dos ocupados aumentou de 23,3%, em 1999, para 24,9%, em 2000. Confirmando estas indica\u00e7\u00f5es, a pesquisa sobre o Mapa do Trabalho Informal (2000) feita pela Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo na cidade de S\u00e3o Paulo, mostrou que o percentual de trabalhadores ocupados no setor informal era de 36,3%, em 1990, e atingiu 48,8%, em 1999. Diante desse quadro, vejamos os \u00edndices mais recentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE nas seis maiores regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds &#8211; Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Porto Alegre &#8211; apurou uma taxa de desemprego aberto de 4,8% para o m\u00eas de dezembro de 2000. Essa taxa representou um decr\u00e9scimo de -2,0 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a outubro e de -1,4 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa de novembro do mesmo ano. Revertendo essa tend\u00eancia de queda, a taxa de desemprego em janeiro de 2001 ficou em 5,7%, 0,9 ponto percentual acima da de dezembro, mas caiu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 de janeiro de 2000, que foi de 7,6%. Em janeiro de 2001, o indicador aumentou em todas as regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas, sendo que a maior varia\u00e7\u00e3o foi registrada em Belo Horizonte e a menor em Recife. Dentre os setores de atividade os maiores aumentos foram verificados na constru\u00e7\u00e3o civil (7,7%) e no com\u00e9rcio (6%).<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de pessoas ocupadas em janeiro de 2001 caiu -1% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 2000 e o rendimento m\u00e9dio real das pessoas ocupadas no ano de 2000 foi inferior em -0,6% ao rendimento m\u00e9dio do ano de 1999, segundo o IBGE. O ano de 2000 encerrou com uma taxa m\u00e9dia acumulada de desemprego de 7,1%, apresentando uma queda de -0,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 1999. Essa foi a primeira retra\u00e7\u00e3o registrada desde o ano de 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pelo DIEESE na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo (RMSP) mostram que a taxa de desemprego total do m\u00eas de dezembro permaneceu a mesma que a registrada em novembro, 16,2% da Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA). Comparando o m\u00eas de dezembro de 2000 com dezembro do ano anterior, observamos que o \u00edndice de desemprego total diminuiu em 1,3 pontos percentuais. O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o registrou ligeiro decr\u00e9scimo (-0,5%) decorrente do desempenho desfavor\u00e1vel observado nos Servi\u00e7os (-0,9%) e no agregado Outros Setores (-3,2%). No Com\u00e9rcio a ocupa\u00e7\u00e3o cresceu 2,0%, enquanto na Ind\u00fastria esse indicador manteve-se praticamente estabilizado (-0,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 2000, o rendimento m\u00e9dio real dos ocupados e dos assalariados ca\u00edram -3,7% e -2,3%, respectivamente, refletindo o comportamento de queda dos sal\u00e1rios em todos os setores de atividade. No acumulado de 2000, o rendimento anual m\u00e9dio dos ocupados da RMSP tamb\u00e9m caiu em -6,1% em rela\u00e7\u00e3o ao total observado em 1999, mantendo a tend\u00eancia de decl\u00ednio verificada nos anos anteriores. A taxa de desemprego total acumulada em 2000 ficou em 17,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro de 2001, a taxa de desemprego medida pelo DIEESE ficou em 16,3%, mantendo-se praticamente est\u00e1vel quando comparada aos percentuais do \u00faltimo trimestre do ano passado. O contingente de desempregados no in\u00edcio do ano foi estimado em 1.460.000 pessoas. O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o diminuiu em -1,1% na RMSP, onde foram eliminados 33 mil postos de trabalho na Ind\u00fastria e 61 mil nos Servi\u00e7os. A queda no n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o na Ind\u00fastria decorreu da elimina\u00e7\u00e3o de postos de trabalho no setor metal-mec\u00e2nico (-1,3%), qu\u00edmica e borracha (-6,4%), gr\u00e1fica e papel (-3,5%) e alimenta\u00e7\u00e3o (-6,6%); nos Servi\u00e7os, a educa\u00e7\u00e3o (-11,7%), sa\u00fade (-6,2%), transportes (-4,2%) e administra\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e utilidade p\u00fablica (-4,1%) foram os ramos mais afetados.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-f90002aa\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e sal\u00e1rios no Esp\u00edrito Santo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo (IDEIES), o n\u00edvel de emprego industrial no estado encerrou 2000 com desempenho positivo de 8,45%, mostrando a recupera\u00e7\u00e3o do emprego ap\u00f3s 10 anos consecutivos de queda. Dentre os g\u00eaneros que mais contribu\u00edram para o aumento no n\u00edvel do emprego no ano de 2000 destacam-se a Constru\u00e7\u00e3o Civil (37,14%), Material Pl\u00e1stico (23,06%), Outros (13,72%), Bebidas (12,11%) e Mec\u00e2nica (11,61%). Por sua vez, os g\u00eaneros que mais reduziram a oferta de vagas foram o T\u00eaxtil (-18,92%) e Vestu\u00e1rio e Cal\u00e7ados (-5,19%). As respons\u00e1veis pelo aumento no n\u00edvel de emprego foram as empresas de pequeno, m\u00e9dio e grande porte que aumentaram a oferta de vagas em 11,12%, 3,19% e 4,86%, respectivamente. Deve-se destacar, a partir destas informa\u00e7\u00f5es, a import\u00e2ncia que o parque de micro, pequenas e m\u00e9dias firmas tem para a economia local.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento de 2,81% no n\u00edvel de emprego da ind\u00fastria capixaba em outubro de 2000 n\u00e3o se repetiu em novembro (-0,26%) e dezembro (-1,29%) do mesmo ano, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 tend\u00eancia de crescimento na oferta de empregos t\u00edpica do fim de ano. Essa queda ocorreu devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de emprego das empresas de m\u00e9dio porte que registraram baixa de -0,94% e -2,22% nos meses de novembro e dezembro, respectivamente. Tal comportamento, entretanto, foi semelhante ao ano de 1999, cujos meses tamb\u00e9m apresentaram queda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 2000, a varia\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de emprego na ind\u00fastria capixaba foi negativa (-1,29%). Os g\u00eaneros da Qu\u00edmica (-22,22%), em virtude da entressafra alcooleira, e o T\u00eaxtil (-18,98%), em face da reestrutura\u00e7\u00e3o de importante empresa local, foram os maiores respons\u00e1veis por esta queda relativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sal\u00e1rios reais pagos pela ind\u00fastria capixaba no m\u00eas de dezembro sofreram elevada queda, de -4,26% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior, registrou-se uma queda ainda maior, -6,08%. As varia\u00e7\u00f5es positivas aconteceram quando comparamos os sal\u00e1rios do segundo semestre de 2000 com os mesmos meses de 1999, com exce\u00e7\u00e3o de dezembro (ver tabela 4.3). A tend\u00eancia de queda nos sal\u00e1rios verificada no segundo semestre de 2000 no item acumulado dos \u00faltimos 12 meses se reverteu em novembro e dezembro, acumulando uma pequena varia\u00e7\u00e3o de 0,24% e 0,54%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra divulgados pelo SINE-ES mostraram que de janeiro a dezembro de 2000 houve um aumento em todas as especifica\u00e7\u00f5es quando comparado ao mesmo per\u00edodo de 1999 e 1998 (tabela 4.4). A taxa de aloca\u00e7\u00e3o, que representa o percentual de trabalhadores alocados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vagas captadas, aumentou de 28,99% em 1999 para 52,90% em 2000. J\u00e1 o registro mensal do m\u00eas de dezembro apresentou um quadro n\u00e3o muito satisfat\u00f3rio pois todas as especifica\u00e7\u00f5es apresentaram queda, sendo que a taxa de aloca\u00e7\u00e3o saiu de 53,51% em novembro de 2000 para 38,97% em dezembro do mesmo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma outra caracter\u00edstica do mercado de trabalho capixaba foi publicada pelo Anu\u00e1rio Brasileiro de Prote\u00e7\u00e3o 2001 e divulgada em A Gazeta (02\/03\/01). Nele, mostra-se que o n\u00famero de mortes provocadas por acidentes de trabalho no Esp\u00edrito Santo foi o dobro da m\u00e9dia nacional. Enquanto a m\u00e9dia no Brasil ficou em 95,28 \u00f3bitos para dez mil acidentes, a taxa no estado ficou em 198,37 mortes. Deve-se destacar que tais registros referem-se apenas aos trabalhadores que possuem v\u00ednculo de trabalho formal.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-4\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab4\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-e570fb00\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Monet\u00e1ria: Base monet\u00e1ria<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Acompanhando o movimento sazonal de final de ano, quando h\u00e1 um aquecimento da economia em fun\u00e7\u00e3o das vendas para o Natal, a base monet\u00e1ria em dezembro de 2000, no crit\u00e9rio de m\u00e9dia dos saldos dos dias \u00fateis, atingiu o maior volume do ano, quando atingiu R$ 46,3 bilh\u00f5es (Tabela 5.1). Isso significou um aumento de 15,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, novembro de 2000. Essa eleva\u00e7\u00e3o do saldo da base monet\u00e1ria manifestou-se, em grande medida, no aumento do papel moeda emitido, que totalizou R$ 30,8 bilh\u00f5es, ou seja, 20,4% superior a novembro do mesmo ano. J\u00e1 as reservas banc\u00e1rias totalizaram R$ 15,4 bilh\u00f5es em dezembro, 7,5% maiores, em rela\u00e7\u00e3o a novembro. No acumulado do ano, a base monet\u00e1ria praticamente n\u00e3o cresceu sendo apenas 2% maior, ocorrendo uma amplia\u00e7\u00e3o no papel moeda emitido (12,8%) e uma redu\u00e7\u00e3o nas reservas banc\u00e1rias (-14,8%).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o das reservas banc\u00e1rias se explica, por um lado, pela redu\u00e7\u00e3o da taxa do dep\u00f3sito compuls\u00f3rio no decorrer do ano e, por outro, devido aos pr\u00f3prios desdobramentos da queda desta taxa, diferentes do esperado pelo BC. Ou seja, ao disporem de mais recursos (queda da taxa do dep\u00f3sito compuls\u00f3rio) as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias passaram a comprar mais t\u00edtulos p\u00fablicos, contribuindo assim, para queda ainda maior das reservas banc\u00e1rias no BC. O comportamento descrito pelo modelo do multiplicador monet\u00e1rio indicaria uma amplia\u00e7\u00e3o da oferta de cr\u00e9dito como consequ\u00eancia da redu\u00e7\u00e3o do compuls\u00f3rio, cujo efeito deveria ser a diminui\u00e7\u00e3o da taxa de juros praticada na ponta do mercado. A varia\u00e7\u00e3o da base monet\u00e1ria, em dezembro, produziu um um aumento de 15,3% sobre os meios de pagamento (M1), totalizando R$ 70,3 bilh\u00f5es (Tabela 5.1).<\/p>\n\n\n\n<p>A varia\u00e7\u00e3o de R$ 6,9 bilh\u00f5es na base monet\u00e1ria (Tabela 5.2), em dezembro, foi resultado da cria\u00e7\u00e3o de moeda atrav\u00e9s das opera\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos p\u00fablicos (R$ 9,0 bilh\u00f5es) e outras contas (R$ 20 milh\u00f5es). Note, que a cria\u00e7\u00e3o de moeda ocorreu basicamente no <em>open market<\/em>. J\u00e1 as contas do setor externo (R$ -1,9 bilh\u00e3o), do tesouro nacional (R$ -90 milh\u00f5es), com menor influ\u00eancia no m\u00eas, e os dep\u00f3sitos banc\u00e1rios (R$ -127 milh\u00f5es) contribu\u00edram para retirar moeda do sistema.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-9aaab904\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Refletindo o aumento do n\u00edvel de atividade da economia brasileira no \u00faltimo trimestre de 2000, as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito para o setor privado da economia apresentaram uma trajet\u00f3ria de crescimento. O cr\u00e9dito concedido \u00e0 ind\u00fastria foi incrementado em 1,9%, em dezembro, e 6,9%, no trimestre. O mesmo ocorreu com o cr\u00e9dito pessoal que cresceu 2,1% em dezembro, e 9,8% no trimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida do setor p\u00fablico com o sistema financeiro, por sua vez, atingiu um total de R$ 13,55 bilh\u00f5es, o que representa uma queda de -1,2% entre novembro e dezembro e de -7,7% no \u00faltimo trimestre de 2.000. A diminui\u00e7\u00e3o em -1,2% da d\u00edvida do setor p\u00fablico com os bancos no m\u00eas de dezembro resultou da queda de -2,1% da d\u00edvida dos Estados e Munic\u00edpios, suficiente para compensar a eleva\u00e7\u00e3o em 1,3% dos empr\u00e9stimos contra\u00eddos pelo Governo Federal. O saldo total de empr\u00e9stimos concedidos pelo sistema financeiro foi de R$ 317,0 bilh\u00f5es, representando um aumento de 1,3% em dezembro, comparativamente ao m\u00eas anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos n\u00edveis de risco, 66,5% do total de empr\u00e9stimos concedidos pelo setor financeiro est\u00e3o classificados como sendo de menor risco (n\u00edvel AA ou A) e apenas 5,8% como sendo de maior risco (n\u00edvel H). Houve melhoria no perfil de risco dos estados e munic\u00edpios, em compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior. Por outro lado, no setor privado houve uma piora no segmento de habita\u00e7\u00e3o explicada pelo Banco Central como consequ\u00eancia do decl\u00ednio dos financiamentos habitacionais direcionados a pessoas f\u00edsicas e cooperativas habitacionais. Segundo a nota \u00e0 imprensa do BC, &#8220;a trajet\u00f3ria de queda registrada decorre da quita\u00e7\u00e3o de contratos habitacionais, amparados pelo FCVS&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A expans\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito est\u00e1 a depender da propalada redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros na ponta, o que n\u00e3o vem ocorrendo. A nota para a imprensa destaca &#8220;o crescimento da demanda por financiamento para aquisi\u00e7\u00e3o de bens e cr\u00e9dito pessoal, acompanhado do alongamento do prazo m\u00e9dio das opera\u00e7\u00f5es, em detrimento do cr\u00e9dito rotativo disponibilizado por meio do cheque especial&#8221;. Todavia, \u00e9 patente a in\u00e9rcia da taxa de juros na ponta, funcionando como um freio ao crescimento do pa\u00eds. O temor de efeitos negativos sobre as metas inflacion\u00e1rias junto ao FMI, bem como sobre o balan\u00e7o de pagamentos, leva o Banco Central a adotar um comportamento conservador. Portanto, pode-se deduzir que a perman\u00eancia destas altas taxas de juros s\u00e3o do interesse do Governo e que, segundo alguns analistas econ\u00f4micos, n\u00e3o existe uma efetiva determina\u00e7\u00e3o no sentido estimular o sistema financeiro a reduzi-las.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-55cb0aa3\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Taxa de Juros<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima reuni\u00e3o do COPOM &#8211; Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria, optou-se por manter a taxa de juros no n\u00edvel de 15,25% a.a., vigente desde 17 de janeiro, e com vi\u00e9s neutro, ou seja, o Comit\u00ea n\u00e3o autorizou o presidente do Banco Central (Arm\u00ednio Fraga) a alterar a taxa b\u00e1sica de juros (a <em>Selic<\/em>) at\u00e9 a pr\u00f3xima reuni\u00e3o do COPOM. A decis\u00e3o de manter a taxa b\u00e1sica no n\u00edvel atual foi tomada \u00e0 luz de vari\u00e1veis econ\u00f4micas importantes: o pre\u00e7o do barril do petr\u00f3leo, a taxa b\u00e1sica de juros dos E.U.A, a rela\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda agregadas internas e o n\u00edvel da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um per\u00edodo de alta no final do ano passado, verificou-se uma queda no pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo no m\u00eas de janeiro, atingindo o tipo Brent US$ 22,6 o barril. Em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o do petr\u00f3leo \u00e9 cedo para se formular alguma expectativa positiva. Os pa\u00edses da membros da OPEP j\u00e1 sinalizaram uma redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de 5% e aliado a isso tem-se o in\u00edcio de um novo conflito entre os E.U.A e o Iraque.<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio internacional, as medidas utilizados para a desacelera\u00e7\u00e3o da economia norte-americana est\u00e3o apresentando resultados mais intensos do que o esperado. A estabiliza\u00e7\u00e3o daquela economia representa menor impacto sobre as taxas de juros dos pa\u00edses perif\u00e9ricos, sujeitas \u00e0s tens\u00f5es econ\u00f4micas provenientes do centro da economia mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o da economia americana, que teve in\u00edcio no final do ano passado, foi implementada atrav\u00e9s da eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros. Tal eleva\u00e7\u00e3o foi suficiente para frear o consumo e os investimentos, deslocando a moeda da circula\u00e7\u00e3o para a compra de t\u00edtulos. Esta pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva, todavia, provocou estragos, principalmente nas economias que dependem do capital externo para a o equil\u00edbrio de suas contas externas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros de 6,5% para 6,0% a.a. no dia 3 de janeiro, pelo Federal Reserve, foi um dos fatores respons\u00e1veis pela queda da taxa b\u00e1sica de juros brasileira de -0,5%, na pen\u00faltima reuni\u00e3o do COPOM. Naquela mesma semana, a taxa de redesconto americana sofreu um redu\u00e7\u00e3o de 6,0% para 5,5% a.a., em duas etapas.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento na produ\u00e7\u00e3o e nas vendas do ano passado n\u00e3o foi suficiente para provocar grandes altera\u00e7\u00f5es nas metas de infla\u00e7\u00e3o estipuladas pelo FMI, inclusive ficando abaixo da proje\u00e7\u00f5es, dado que se havia uma elevada capacidade ociosa e uma demanda reprimida. Na \u00faltima reuni\u00e3o do Copom, o receio de um aquecimento da economia interna, a partir de uma nova queda da taxa de juros, foi um fator de destaque para a sua manuten\u00e7\u00e3o no patamar de 15,25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos concluir, pelo cen\u00e1rio apresentado, que o Brasil, como acreditam alguns analistas econ\u00f4micos, teria condi\u00e7\u00f5es de reduzir a taxa b\u00e1sica de juros. Por\u00e9m, a vulnerabilidade externa, e a extrema cautela do governo brasileiro frente \u00e0 possibilidade de crescimento explosivo, resultaram num comportamento conservador do Banco Central.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-5\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab5\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-bc632768\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Fiscal<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de janeiro, o governo sancionou o Or\u00e7amento 2001, proibindo, logo em seguida, gastos com investimentos naquele m\u00eas, al\u00e9m de efetuar, em fevereiro, cortes da ordem de -7,4 bilh\u00f5es. Tal corte foi consequ\u00eancia das diverg\u00eancias nas previs\u00f5es do executivo e do congresso sobre a receita, bem como da inclus\u00e3o dos reajustes salariais dos funcion\u00e1rios do Poder Judici\u00e1rio, dos militares e do sal\u00e1rio m\u00ednimo para R$ 180,00. Os cortes no or\u00e7amento atingiram principalmente investimentos na Sa\u00fade, Transportes e Integra\u00e7\u00e3o Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Um relat\u00f3rio recente do FMI fez uma an\u00e1lise prospectiva da pol\u00edtica fiscal brasileira (Fsp, 01\/02\/01), recomendando uma redu\u00e7\u00e3o no super\u00e1vit prim\u00e1rio para 2,2% PIB, para os pr\u00f3ximos 10 anos. O d\u00e9ficit nominal, todavia, teria de ser reduzido a 1,8% do PIB, principalmente atrav\u00e9s do corte das despesas com funcionalismo dos atuais 5,2% do PIB para 3,97%. Segundo c\u00e1lculos da Folha, para atingir este patamar o governo teria de dispensar ou congelar os sal\u00e1rios do funcionalismo por 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo central obteve em dezembro, no conceito &#8220;acima da linha&#8221;, um resultado prim\u00e1rio deficit\u00e1rio de R$ 1,96 bilh\u00e3o, contra um super\u00e1vit de R$ 1,34 bilh\u00e3o no m\u00eas anterior. Este resultado \u00e9 explicado pelo super\u00e1vit de R$ 192,1 milh\u00f5es do Tesouro, insuficiente para compensar os d\u00e9ficits de R$ 2,0 bilh\u00f5es da previd\u00eancia e de R$ 107 milh\u00f5es do Banco Central (tabela 6.1). Outrossim, o resultado acumulado no ano (R$ 21,15 bilh\u00f5es) superou o obtido em 1999, apresentando uma leve redu\u00e7\u00e3o, caso se considere a rela\u00e7\u00e3o com o PIB (de 2,1% para 2,0%).<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9ficit verificado no m\u00eas de dezembro, sazonal nesta \u00e9poca, refletiu tamb\u00e9m certa flexibiliza\u00e7\u00e3o dos gastos em fun\u00e7\u00e3o da supera\u00e7\u00e3o das metas estabelecidas no acordo com o FMI. As despesas apresentaram uma sens\u00edvel eleva\u00e7\u00e3o naquele m\u00eas (58,4%), ampliando-se, como efeito sazonal, as despesas com pessoal e as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. A flexibiliza\u00e7\u00e3o dos gastos, por outro lado, \u00e9 vis\u00edvel no aumento de 57% nas despesas discricion\u00e1rias com investimentos. No acumulado do ano, todavia, as despesas totais praticamente mant\u00eam sua rela\u00e7\u00e3o com o PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>A sazonalidade e o impacto favor\u00e1vel do crescimento econ\u00f4mico se manifestaram na receita total de dezembro, superior em 27,1% ao m\u00eas anterior, especialmente em fun\u00e7\u00e3o do aumento das receitas previdenci\u00e1rias. No acumulado do ano, por outro lado, apesar do crescimento nominal de 12,1%, a receita praticamente se manteve com rela\u00e7\u00e3o ao PIB, mudando, apenas a sua composi\u00e7\u00e3o. Para as receitas do tesouro, caiu o peso das receitas extraordin\u00e1rias em compara\u00e7\u00e3o com 1999, compensada pela altera\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas da CPMF e Cofins. A aprova\u00e7\u00e3o no Senado, em 13 de dezembro passado, de projeto que d\u00e1 autonomia \u00e0 Receita Federal para quebrar os sigilos banc\u00e1rio e fiscal de suspeitos de sonega\u00e7\u00e3o de impostos j\u00e1 vem surtindo efeito. A arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda das empresas, por exemplo, cresceu 19,63% de dezembro de 2000 para janeiro passado (Fsp, 12\/02\/01).<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado das contas do Governo Central, calculado &#8220;abaixo da linha&#8221; e com desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, apresentou um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 1,47 bilh\u00f5es, em dezembro, contra um super\u00e1vit de R$ 3,94 bilh\u00f5es em novembro (tabela 6.2). Segundo essa metodologia, a conta de juros foi de R$ 3,18 bilh\u00f5es em dezembro e de R$ 6,41 bilh\u00f5es em novembro. No acumulado do ano de 2.000, o resultado prim\u00e1rio foi de R$ 30,61 bilh\u00f5es, um aumento de 5,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O total de juros atingiu o montante de R$ 55,83 bilh\u00f5es, cifra extremamente elevada, apesar da queda de -63,9% frente ao at\u00edpico ano de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a metodologia que exclui a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, a conta de juros apresentou leve queda de R$ 3,5 bilh\u00f5es em novembro para R$ 3,4 bilh\u00f5es em dezembro de 2000. A despesa total no ano foi de R$ 46,1 bilh\u00f5es, uma queda de -10,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado nominal em dezembro n\u00e3o foi suficiente para cobrir as despesas com juros em ambas metodologias. Apesar da redu\u00e7\u00e3o da discrep\u00e2ncia entre os resultados nominais acumulados, calculados com e sem desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, ainda permanece um significativo hiato entre essas duas formas de mensurar o d\u00e9ficit p\u00fablico, caso comparemos 2.000 com o ano anterior. Quando implantou a nova metodologia, no in\u00edcio de 1999, o governo sinalizou que esses resultados tenderiam a convergir com o tempo. Todavia, o resultado nominal com desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, no acumulado de 2.000, equivaleu a 1,6 vezes o resultado sem desvaloriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o setor p\u00fablico consolidado, o resultado prim\u00e1rio em dezembro foi deficit\u00e1rio em R$ 3,4 bilh\u00f5es, no conceito com desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. Mesmo assim, as contas p\u00fablicas apresentaram, no ano de 2.000, um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 38,2 bilh\u00f5es. 3,6% do PIB, valor acima da meta acertada com o FMI. Os governos subnacionais e respectivas estatais foram respons\u00e1veis por 20% desse resultado. Em fun\u00e7\u00e3o da elevada apropria\u00e7\u00e3o de juros (R$ 87,4 bilh\u00f5es), o resultado nominal foi deficit\u00e1rio em R$ 49,3 bilh\u00f5es, 4,5% do PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9ficit nominal fez com que a d\u00edvida l\u00edquida total do setor p\u00fablico consolidado atingisse R$ 563,16 bilh\u00f5es, em dezembro, apesar de apresentar uma leve redu\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o com o PIB (49,5%) frente ao m\u00eas anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida mobili\u00e1ria federal atingiu o montante de R$ 639,8 bilh\u00f5es, em dezembro, acumulando um aumento de 19,7% durante o ano de 2000. Desse total, R$ 516,1 bilh\u00f5es est\u00e3o em poder do mercado, o que corresponde a uma expans\u00e3o de 1,9% no \u00faltimo semestre (tabela 6.3). Do total da d\u00edvida mobili\u00e1ria no m\u00eas, 86,8% s\u00e3o de responsabilidade do Tesouro Nacional e 13,2% s\u00e3o de responsabilidade do Banco Central. O total dos t\u00edtulos em tesouraria, correspondente aos recursos n\u00e3o-tribut\u00e1rios do Tesouro Nacional em dep\u00f3sito no Banco Central, foram zerados desde o m\u00eas de maio. Observa-se no \u00faltimo semestre o aumento da parcela da d\u00edvida de responsabilidade do Banco Central. A emiss\u00e3o de t\u00edtulos do Banco Central deve elevar-se ainda mais nos pr\u00f3ximos meses, dado que a LRF prev\u00ea apenas o uso de t\u00edtulos pr\u00f3prios na administra\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria (FSP, 31\/01\/01). J\u00e1 est\u00e3o previstas, para o ano de 2001, emiss\u00f5es do governo num total R$ 15,5 bilh\u00f5es, apenas para cobrir preju\u00edzos antigos do Banco Central.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a d\u00edvida mobili\u00e1ria por tipo de indexador n\u00e3o houve mudan\u00e7a significativa entre novembro e dezembro de 2.000. Naquele ano, entretanto, houve redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida indexada ao c\u00e2mbio bem como \u00e0 <em>Over\/Selic<\/em>, ampliando-se a parcela de d\u00edvida indexada \u00e0 TR, ao IGP-DI e a t\u00edtulos pr\u00e9-fixados. O governo conseguiu aumentar o prazo m\u00e9dio de vencimento dos t\u00edtulos e os juros pagos nos \u00faltimos leil\u00f5es foram inferiores aos anteriores. O prazo m\u00e9dio dos t\u00edtulos federais atingiu, em 29 de dezembro, 15,78 meses e a dura\u00e7\u00e3o 6,32 meses. Dentre os t\u00edtulos do Tesouro mais negociados destacaram-se as Letras do Financeiras do Tesouro (LFT), no montante de R$ 265,7 bilh\u00f5es e as Letras do Tesouro Nacional (LTN), equivalentes a R$ 46,2 bilh\u00f5es. Os pap\u00e9is de responsabilidade do Banco Central concentram-se nas Notas do Banco Central, indexados ao c\u00e2mbio, correspondentes a R$ 83,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao perfil da d\u00edvida continua-se obtendo resultados positivos graduais, os prazos m\u00e9dios de vencimento em dezembro foram 15,28 meses e 17,38 meses, respectivamente para os pap\u00e9is de responsabilidade do Tesouro e para os pap\u00e9is de responsabilidade do BACEN. Contribuiu para tal resultado a diminui\u00e7\u00e3o dos prazos m\u00e9dios das Letras do Tesouro Nacional, 5,08 meses e das Letras Financeiras do Tesouro. A taxa b\u00e1sica de juros, <em>Selic<\/em>, situa-se no patamar de 15,75%, sendo que a meta do governo para este ano, conforme nota da \u00faltima reuni\u00e3o do COPOM, \u00e9 que ela atinja 15,25%. A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico consolidado atingiu R$ 563,2 bilh\u00f5es em dezembro, o que corresponde a 49,5% do PIB e equipara-se \u00e0 m\u00e9dia do ano anterior (49,4% do PIB).<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-6\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab6\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-1af2fc13\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Setor Externo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>A balan\u00e7a comercial brasileira apresentou um saldo negativo de US$ 214,0 milh\u00f5es, no m\u00eas de dezembro. O saldo acumulado no ano de 2000, apresentou um d\u00e9ficit da ordem de US$ 698,0 milh\u00f5es. Esse valor est\u00e1 muito abaixo das primeiras previs\u00f5es feitas pelo governo, nas quais esperava obter um super\u00e1vit de US$ 5,0 bilh\u00f5es para o ano. Os primeiros n\u00fameros do m\u00eas de janeiro do ano de 2001, mostram que para a balan\u00e7a comercial obter bons resultados o governo deve repensar sua pol\u00edtica de com\u00e9rcio exterior, pois o d\u00e9ficit registrado no m\u00eas de janeiro (US$ 544 milh\u00f5es) representa quase 80% do saldo negativo acumulado no ano anterior (FSP, 02\/02\/01).<\/p>\n\n\n\n<p>A conta de servi\u00e7os apresentou um d\u00e9ficit da ordem de US$ 25,7 bilh\u00f5es, entre janeiro e dezembro, destacando-se as remessas para o pagamento de juros que contribuiu com US$ 15,1 bilh\u00f5es. Al\u00e9m da conta de juros, contribu\u00edram para esse d\u00e9ficit na conta corrente, o pagamento de US$ 2,1 bilh\u00f5es em viagens internacionais, US$ 3,3 bilh\u00f5es em transportes, e US$ 3,6 bilh\u00f5es em lucros e dividendos. A conta de transfer\u00eancia unilaterais apresentou um super\u00e1vit de US$ 1,8 bilh\u00e3o, uma queda de -11,4% em rela\u00e7\u00e3o a 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9ficit acumulado na conta de transa\u00e7\u00f5es correntes em rela\u00e7\u00e3o ao PIB foi de 4,2%, no ano de 2000, o que representou um total de US$ 24,6 bilh\u00f5es (tabela 7.1). Esses n\u00fameros ficaram acima da meta estabelecida no acordo com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional onde se previa um d\u00e9ficit de 3,5% do PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>O ingresso de capitais externos no m\u00eas de dezembro foi de US$ 7,0 bilh\u00f5es, uma queda significativa quando comparado com o mesmo m\u00eas do ano anterior (US$ 13,3 bilh\u00f5es). O total acumulado no ano atingiu um montante de US$ 108,0 bilh\u00f5es (tabela 7.2). Desse total, US$ 52,7 bilh\u00f5es ingressaram a t\u00edtulo de investimento, sendo que US$ 31,5 bilh\u00f5es como investimento estrangeiro direto, US$ 19,5 bilh\u00f5es na carteira de portf\u00f3lio e US$ 37,1 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos em moeda.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais pa\u00edses que enviaram recursos para o Brasil entre janeiro e dezembro destacam-se, a Espanha (21,3%), os Estados Unidos (20,6%), Portugal (10,6%), a Fran\u00e7a (8,2%) e os Pa\u00edses Baixos (7,2%). Do total de investimentos, 73,2% destinaram-se aos setores de servi\u00e7os, 23,8% para a ind\u00fastria e apenas 3,0% para o setor prim\u00e1rio da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>As reservas no m\u00eas de dezembro totalizaram US$ 32,9 bilh\u00f5es no conceito caixa e US$ 33,0 bilh\u00f5es no conceito liquidez internacional. Pode-se observar uma pequena melhora em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (tabela 7.3).<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela 7.4 mostra que o estoque da d\u00edvida externa brasileira era de US$ 231,5 bilh\u00f5es no m\u00eas de novembro de 2000, tendo ca\u00eddo ligeiramente em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (-US$ 49,0 milh\u00f5es). As d\u00edvidas de m\u00e9dio e longo prazos eram de US$ 202,5 bilh\u00f5es, destacando-se a participa\u00e7\u00e3o do setor privado com US$ 114,8 bilh\u00f5es. A d\u00edvida de curto prazo tamb\u00e9m caiu de US$ 30,4 bilh\u00f5es para US$ 29,1 bilh\u00f5es, com a maior participa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m, do setor privado (US$ 26,4 bilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>Neste in\u00edcio de ano, duas quest\u00f5es mereceram destaques especiais na an\u00e1lise internacional. A primeira corresponde \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o da economia dos Estados Unidos e a segunda \u00e0 briga comercial entre o Brasil e o Canad\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de janeiro de 2000, assistiu a um fato in\u00e9dito nos treze anos de mandato de Alan Greenspan no Federal Reserve, o Banco Central Americano, a redu\u00e7\u00e3o de um ponto percentual na taxa b\u00e1sica de juros em um mesmo m\u00eas. Essa atitude teve como fundamento a tentativa de conter a &#8220;recess\u00e3o americana&#8221;. Apesar de n\u00e3o haver consenso sobre o futuro da maior pot\u00eancia mundial, n\u00fameros divulgados sobre o crescimento do PIB no \u00faltimo trimestre de 2000 (1,4%), revelam a menor taxa de crescimento em cinco anos. Os impactos para o Brasil, apesar de positivos em rela\u00e7\u00e3o ao custo do dinheiro no mercado internacional, trazem grandes preocupa\u00e7\u00f5es sobre a diminui\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, uma vez que os americanos s\u00e3o os maiores importadores, principalmente de alguns setores, podendo deteriorar ainda mais o saldo da balan\u00e7a comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o do Canad\u00e1 de importa\u00e7\u00e3o de carne brasileira, alegando que ela poderia estar contaminada pela Encefalopatia Espongiforme Bovina &#8211; mal da vaca louca &#8211; e a ades\u00e3o de seus parceiros no NAFTA (Estados Unidos e M\u00e9xico), parece estar relacionado ao papel da inser\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses &#8220;subdesenvolvidos&#8221; no com\u00e9rcio mundial de produ\u00e7\u00f5es de alta tecnologia. Neste contexto, o governo deveria ter reagido de forma mais dura contra essas retalia\u00e7\u00f5es. Ainda \u00e9 importante salientar que essa decis\u00e3o canadense reflete, de certa maneira, o que ser\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o comercial das Am\u00e9ricas, com a Alca, e qual \u00e9 o papel que as pot\u00eancias do norte desejam reservar para as economias latino-americanas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o A economia brasileira iniciou o ano com boas not\u00edcias. 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