{"id":3946,"date":"2001-04-24T13:58:00","date_gmt":"2001-04-24T16:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=3946"},"modified":"2025-11-24T14:09:44","modified_gmt":"2025-11-24T17:09:44","slug":"boletim-no-19-abril-2001","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/boletim-no-19-abril-2001\/","title":{"rendered":"Boletim N\u00ba 19 &#8211; Abril 2001"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-container uagb-block-48ef1db8 alignfull uagb-is-root-container\"><div class=\"uagb-container-inner-blocks-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-880897f1\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2><\/div>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s alguns meses de crescimento, de redu\u00e7\u00e3o dos indicadores de desemprego e relativa estabilidade monet\u00e1ria e financeira, o Brasil retoma o funcionamento normal das economias capitalistas subdesenvolvidas, submetidas ao projeto neoliberal. A volatilidade da taxa de c\u00e2mbio e as press\u00f5es sobre os pre\u00e7os levam a equipe econ\u00f4mica a retomar a pol\u00edtica de aumentos na taxa b\u00e1sica de juros. O estrangulamento energ\u00e9tico, fruto tamb\u00e9m das medidas neoliberais, \u00e9 o \u00faltimo golpe contra as expectativas de retomada do crescimento da economia em 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que os formuladores da pol\u00edtica econ\u00f4mica no Brasil imaginam, do que prega o receitu\u00e1rio neoliberal e daquilo que defensores do &#8220;pensamento \u00fanico&#8221; apregoam, o Estado capitalista interv\u00e9m e deve intervir sobre as atividades econ\u00f4micas. O objetivo e a forma dessa interven\u00e7\u00e3o s\u00e3o as quest\u00f5es fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto neoliberal aprofundado pelo governo FHC \u00e9 um conjunto de medidas de interven\u00e7\u00e3o estatal cujo objetivo \u00e9 atender as necessidades objetivas de criar espa\u00e7os na esfera produtiva para a reprodu\u00e7\u00e3o do capital produtivo mundializado e para facilitar e garantir a reprodu\u00e7\u00e3o do capital especulativo parasit\u00e1rio na esfera financeira, atrav\u00e9s da expans\u00e3o do capital fict\u00edcio. Essas medidas constituem uma unidade sob o comando da esfera financeira e foram implementadas atrav\u00e9s da desregulamenta\u00e7\u00e3o dos mercados de bens, de servi\u00e7os, de trabalho e de capital, da privatiza\u00e7\u00e3o do setor produtivo estatal e de concess\u00f5es para o capital privado atuar na esfera dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma da interven\u00e7\u00e3o estatal aparece sob a id\u00e9ia de efic\u00e1cia, efici\u00eancia e de competitividade, medida atrav\u00e9s de indicadores puramente quantitativos. Aparece, tamb\u00e9m, atrav\u00e9s da aparente redu\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Para tanto, os intelectuais org\u00e2nicos das camadas dirigentes disseminaram a ideologia da inefici\u00eancia do setor produtivo estatal, um dos fundamentos do projeto neoliberal. Defenderam a id\u00e9ia da impossibilidade de um projeto nacional desenvolvimentista, pois, segundo eles, esse projeto impede o desenvolvimento da competitividade empresarial e estimula a corrup\u00e7\u00e3o e desvio de recursos p\u00fablicos atrav\u00e9s dos mecanismos de incentivos fiscais, dos subs\u00eddios setoriais e das ren\u00fancias fiscais. Mas, o importante \u00e9 a id\u00e9ia de que o desenvolvimento s\u00f3 pode ocorrer de maneira associada e dependente, ou subordinada &#8211; essa id\u00e9ia nem sempre \u00e9 mostrada de forma clara.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, devemos ir al\u00e9m da apar\u00eancia da forma para podermos compreender o momento atual no Brasil. O projeto para o Brasil, do governo FHC, necessita objetivamente das formas &#8220;arcaicas&#8221;, das formas da &#8220;inefici\u00eancia&#8221; do setor p\u00fablico, e da corrup\u00e7\u00e3o para a implementa\u00e7\u00e3o do &#8220;projeto associado-dependente&#8221;. \u00c9 atrav\u00e9s delas que as fra\u00e7\u00f5es de classe que det\u00eam o poder pol\u00edtico se associam ou se subordinam ao poder executivo, contra os interesses da maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, os gestores da pol\u00edtica econ\u00f4mica s\u00e3o eficientes e competentes. Eles executaram uma pol\u00edtica de privatiza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico, aprovada pelo poder legislativo e sancionada pelo judici\u00e1rio, cujos resultados beneficiaram largamente os capitalistas nacionais e estrangeiros. A equipe econ\u00f4mica mant\u00e9m uma pol\u00edtica fiscal com uma arrecada\u00e7\u00e3o recorde e d\u00e9ficits nominais tamb\u00e9m recordes, sem aumentos significativos nas despesas, mas com brutais transfer\u00eancias para a esfera financeira, a t\u00edtulo de juros da d\u00edvida p\u00fablica. A pol\u00edtica monet\u00e1ria, executada pelo Banco Central, produziu preju\u00edzos para o Tesouro Nacional, que est\u00e3o sendo pagos de forma &#8220;disfar\u00e7ada&#8221;, atrav\u00e9s da emiss\u00e3o de t\u00edtulos da d\u00edvida, que comprometem ainda mais recursos fiscais a serem obtidos no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso acaba sendo aceito pelas classes subalternas, em parte pela sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o subordinada e em parte pela produ\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o da ideologia dominante do &#8220;pensamento \u00fanico&#8221;, como a \u00fanica alternativa para o pa\u00eds. O mais grave \u00e9 que a implementa\u00e7\u00e3o desse projeto leva a situa\u00e7\u00f5es de estabilidade monet\u00e1ria sem o crescimento da economia ou a situa\u00e7\u00f5es de pequenos surtos de crescimento com elevada volatilidade nas taxas de c\u00e2mbio e de juros. Al\u00e9m disso, produz uma desestrutura\u00e7\u00e3o do tecido produtivo tendendo a transformar as economias subdesenvolvidas, como a brasileira, em economias prim\u00e1rio-exportadoras ampliando ainda mais as profundas desigualdades sociais j\u00e1 existentes. Assim, cabe \u00e0s classes subalternas mudarem essa situa\u00e7\u00e3o em prol de seus pr\u00f3prios benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-uagb-info-box uagb-block-51896339 uagb-infobox__content-wrap  uagb-infobox-icon-above-title uagb-infobox-image-valign-top\"><div class=\"uagb-ifb-content\"><div class=\"uagb-ifb-separator\"><\/div><div class=\"uagb-ifb-title-wrap\"><span class=\"uagb-ifb-title-prefix\">Mestrado em Economia<br \/>Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Economia<br \/>Departamento de Economia UFES<\/span><h3 class=\"uagb-ifb-title\">Grupo de Estudos e Pesquisas em COnjuntura<\/h3><\/div><p class=\"uagb-ifb-desc\"><strong>Coordenadores:<\/strong> Fabr\u00edcio Augusto de Oliveira e Paulo Nakatani<br \/><strong>Professores pesquisadores:<\/strong> Maur\u00edcio de Souza Sabadini e Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 Balarini<br \/><strong>Colaboraram neste N\u00famero:<\/strong> Angela Maria Morandi<br \/><strong>Participaram neste n\u00famero:<\/strong> Aline Fa\u00e9 Stocco, Aline Yukiko Yshii, Ana Let\u00edcia Espolador Leit\u00e3o, Anderson Rubens Fonseca, Andressa Nunes Amorim, Caroline Nunes Lopes Santos, D\u00e9bora Sader, Elaine Delpupo, Everlan Montibeler, Fernanda Martins Mariani, Fl\u00e1via Fl\u00e1vi Miranda Pinheiro Ronconi, Kelly Machado Premoli, Oberdan Oberdan Pan Pandolfi Ermita, Polyana Baldi Naz\u00e1rio, R\u00f4mulo Patrick da S. Santos, Tyago Ribeiro Hoffmann, Tyeli Tozato Alves, S\u00e9rgio Manhans Jr. Vanessa Pelissari Azevedo, Vanuza da Silva Pereira.<br \/><\/p><div class=\"uagb-ifb-button-wrapper wp-block-button\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B_QkFwH3dc-0RFJRS0N3QUMxYjQ\/view?usp=sharing&amp;resourcekey=0-kzTEwTLsKAyeiSDDxIyWxg\" class=\"uagb-infobox-cta-link wp-block-button__link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span class=\"uagb-inline-editing\">Acesse aqui o arquivo original desta publica\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><\/div><\/div><\/section>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs uagb-block-4c97aed1 uagb-tabs__wrap uagb-tabs__vstyle7-desktop uagb-tabs__vstyle6-tablet uagb-tabs__stack1-mobile\" data-tab-active=\"0\"><ul class=\"uagb-tabs__panel uagb-tabs__align-left\" role=\"tablist\"><li class=\"uagb-tab uagb-tabs__active\" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab0\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"0\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Econ\u00f4mica<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab1\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"1\" role=\"tab\"><div>Infla\u00e7\u00e3o<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab2\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"2\" role=\"tab\"><div>N\u00edvel de Atividade<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab3\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"3\" role=\"tab\"><div>Emprego e Sal\u00e1rios<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab4\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"4\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica Monet\u00e1ria<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab5\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"5\" role=\"tab\"><div>Pol\u00edtica fiscal<\/div><\/a><\/li><li class=\"uagb-tab \" role=\"none\"><a href=\"#uagb-tabs__tab6\" class=\"uagb-tabs-list uagb-tabs__icon-position-left\" data-tab=\"6\" role=\"tab\"><div>Setor Externo<\/div><\/a><\/li><\/ul><div class=\"uagb-tabs__body-wrap\">\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-0\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab0\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-661ddb17\"><h3 class=\"uagb-heading-text\"><strong>A economia no ritmo de um tango argentino<\/strong><\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>A fragilidade externa da economia brasileira e do ritmo atual de seu crescimento, que vinha injetando uma nova onda de otimismo nos agentes econ\u00f4micos, tornaram-se mais do que evidentes com as recentes turbul\u00eancias provocadas pela crise argentina nos mercados de c\u00e2mbio e de juros. Com o d\u00f3lar batendo na casa de R$ 2,30, o Banco Central, sem reservas suficientes para intervir no mercado de c\u00e2mbio, optou por promover uma nova eleva\u00e7\u00e3o das taxas de juros de 15,75% para 16,25%, minando as j\u00e1 fr\u00e1geis for\u00e7as do crescimento e deixando claro que seus limites encontram-se condicionados ao comportamento da balan\u00e7a de pagamentos e da infla\u00e7\u00e3o. Com isso, previs\u00f5es otimistas, mas nem por isso suficientes para compensar os efeitos dos \u00faltimos anos de estagna\u00e7\u00e3o da economia brasileira, de expans\u00e3o de 4,5% do PIB neste ano come\u00e7aram a sofrer revis\u00f5es, n\u00e3o sendo poucos os que j\u00e1 n\u00e3o apostam numa taxa superior a 4%. Ainda assim, uma previs\u00e3o que pode ser considerada extremamente otimista diante dos atuais cen\u00e1rios que se desenham para a economia nacional e internacional neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das iniciativas adotadas para novamente &#8220;salvar&#8221; a economia argentina &#8211; perd\u00e3o do FMI para o estouro das metas fiscais no primeiro trimestre do ano; libera\u00e7\u00e3o de US$ 3,9 bilh\u00f5es dos recursos previstos no pacote de &#8220;blindagem financeira&#8221; firmado em dezembro do ano passado; an\u00fancio de um novo pacote de aumento de tributos e de corte de gastos mal recebido pelo mercado etc. &#8211; a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds se encontra longe de ser resolvida. A verdade \u00e9 que mesmo com a reestrutura\u00e7\u00e3o de sua d\u00edvida externa, sabe-se que o problema argentino somente ser\u00e1 resolvido se encontrada uma solu\u00e7\u00e3o para a armadilha da conversibilidade do peso, condi\u00e7\u00e3o que a mera substitui\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar por uma cesta de moeda n\u00e3o satisfaz. Enquanto esse n\u00f3 n\u00e3o for desatado, a tens\u00e3o at\u00e9 poder\u00e1 ser aliviada com a ado\u00e7\u00e3o das medidas atuais, mas o fato \u00e9 que a possibilidade de uma morat\u00f3ria da d\u00edvida argentina continuar\u00e1 presente, atuando como fonte permanente de instabilidade para as demais economias emergentes, principalmente para a brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Brasil, isso significa que c\u00e2mbio e juros dever\u00e3o continuar pressionados, enfraquecendo, por um lado, as j\u00e1 d\u00e9beis for\u00e7as do crescimento econ\u00f4mico e jogando, por outro, lenha na fogueira da infla\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de impactar negativamente sobre a d\u00edvida p\u00fablica. Um novo pacote de impostos e de corte de gastos para garantir o cumprimento das metas fiscais acertadas com o FMI pode ser lan\u00e7ado no segundo semestre como desdobramento natural deste quadro, conduzindo novamente a economia para uma trajet\u00f3ria recessiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da complicada situa\u00e7\u00e3o argentina, outros elementos confirmam n\u00e3o serem animadoras as perspectivas colocadas para a economia brasileira at\u00e9 o final do ano. Entre estes, destaque-se o ainda incerto, mas inevit\u00e1vel (apesar da nova redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros promovida pelo FED) grau de desacelera\u00e7\u00e3o da economia norte-americana. Al\u00e9m deste, o reingresso das contas externas brasileiras numa trajet\u00f3ria de deteriora\u00e7\u00e3o e a crise de energia prevista para o segundo semestre devem tamb\u00e9m atuar como for\u00e7as anti-crescimento. Por isso, apesar do presidente do Banco Central, Arm\u00ednio Fraga, j\u00e1 come\u00e7ar apressadamente a enxergar uma &#8220;parte do c\u00e9u azul na Argentina&#8221;, com o encaminhamento de algumas quest\u00f5es paliativas para a solu\u00e7\u00e3o da crise atual, tudo indica que o Brasil deve continuar sendo sacudido por muitas turbul\u00eancias e manter-se numa trajet\u00f3ria de baixo crescimento ou de estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-1\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab1\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-17ccb5e9\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), que apresentou uma queda insignificante, e do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), todos aos demais \u00edndices de pre\u00e7os mantiveram comportamento de alta entre os meses de fevereiro e mar\u00e7o do corrente ano. As declara\u00e7\u00f5es oficiais indicam que as press\u00f5es sobre os pre\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o decorrentes da atual desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. Segundo o diretor da Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Rio de Janeiro, Luis R. da Cunha, o aumento do d\u00f3lar bem como os aumentos das tarifas p\u00fablicas n\u00e3o lhe preocupam. Segundo ele, a \u00fanica coisa que pode amea\u00e7ar o pa\u00eds a n\u00e3o atingir a meta de infla\u00e7\u00e3o, de 4% ao ano, \u00e9 haver um novo choque agr\u00edcola, entre julho e agosto, por causa da falta de chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Heron do Carmo, coordenador do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC) da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica (FIPE-USP), a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real ainda n\u00e3o atingiu os \u00edndices de pre\u00e7os. Segundo ele, a pesquisa da Fipe n\u00e3o confirmou a press\u00e3o do c\u00e2mbio sobre os pre\u00e7os (FSP, 05\/04\/01). Isso pode ser verificado atrav\u00e9s da queda dos pre\u00e7os dos produtos que sofrem a influ\u00eancia cambial, como os produtos industrializados (-0,20%) e os de higiene e limpeza (-0,08%). Os aumentos est\u00e3o concentrados em poucos itens, todos no grupo Alimenta\u00e7\u00e3o (1,6%), afirma Heron.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das declara\u00e7\u00f5es de que a alta do d\u00f3lar, ocorrida nas \u00faltimas semanas, ainda n\u00e3o afetou os pre\u00e7os internos, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) mostrou-se preocupado com o cumprimento da meta de infla\u00e7\u00e3o fixada para o ano de 2001 e aumentou a taxa b\u00e1sica de juros em 0,5 ponto percentual. Segundo a ata do Copom, &#8220;a magnitude da varia\u00e7\u00e3o cambial recente, frente \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o do ritmo da atividade econ\u00f4mica, pode aumentar o grau de repasse para os pre\u00e7os dom\u00e9sticos e elevar a infla\u00e7\u00e3o deste ano&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, energia, transportes p\u00fablicos e telefonia, o reajuste m\u00e9dio esperado pelo Bacen \u00e9 de 8,9%, contribuindo com um aumento de 2,0 pontos percentuais no IPCA. O pre\u00e7o da energia el\u00e9trica dever\u00e1 produzir um impacto de 15,8% no IPCA. Os aumentos de pre\u00e7os na telefonia dever\u00e3o apresentar um impacto de 8%. Esses aumentos s\u00e3o concedidos com base no IGP-M dos \u00faltimos 12 meses anteriores ao m\u00eas em que os aumentos forem autorizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio das previs\u00f5es anteriores, h\u00e1 ind\u00edcios de que a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real e os aumentos nos pre\u00e7os das tarifas p\u00fablicas, administradas pelas concession\u00e1rias privadas, podem afetar os \u00edndices de pre\u00e7os. Os pre\u00e7os dos insumos importados usados nos setores agr\u00edcola e industrial j\u00e1 est\u00e3o aumentando. Inseticidas, adubos e fertilizantes tiveram aumentos de cerca de 30% a 50%, segundo o Jornal do Campo. Por outro lado, os hist\u00f3ricos aumentos nas tarifas que subiram, em m\u00e9dia, 234,78% desde a cria\u00e7\u00e3o do Plano Real, mostram uma influ\u00eancia positiva sobre os \u00edndices de pre\u00e7os. Os dados do IBGE mostram que as tarifas da telefonia subiram 344,82%, desde 1994; as do g\u00e1s, 272,87%; as da energia, 156,73%; o pre\u00e7o da gasolina, 199,76%; o do transporte p\u00fablico, 199,76%; e o da \u00e1gua, 93,22%. Por outro lado, a renda pessoal m\u00e9dia cresceu apenas 18,9% (O Dia, 06\/05\/01).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) \u00e9 calculado pelo IBGE e abrange as regi\u00f5es metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, S\u00e3o Paulo, Bel\u00e9m, Fortaleza, Salvador e Curitiba, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Bras\u00edlia e Goi\u00e2nia. Refere-se \u00e0 fam\u00edlias com rendimentos mensais de at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos e \u00e9 a refer\u00eancia para a pol\u00edtica de metas de infla\u00e7\u00e3o. Segundo Eulina N. dos Santos, gerente do Sistema de \u00cdndices de Pre\u00e7os do IBGE, o item que mais contribuiu para aumentar o \u00edndice em fevereiro foi a passagem de \u00f4nibus. Ela aumentou em seis capitais brasileiras (Porto Alegre, Bel\u00e9m, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Goi\u00e2nia), contribuindo com 0,1 ponto percentual no resultado do IPCA. Ressaltou ainda, que, caso n\u00e3o houvesse esse aumento, o \u00edndice seria de 0,36%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, o IPCA foi de 0,38%, o menor \u00edndice do m\u00eas (tabela 2.1). O item que mais contribuiu para a queda do \u00edndice foi a Educa\u00e7\u00e3o, que variou -2,88%, em fevereiro, e 0,49%, em mar\u00e7o. Mesmo com a retra\u00e7\u00e3o observada desde janeiro, a taxa de infla\u00e7\u00e3o, estimada pelo IPCA, acumulada no ano, est\u00e1 em 1,42%. Maior do que a taxa acumulada no primeiro trimestre do ano passado, que foi de 0,97%. O grupo de Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas foi o que mais pressionou para cima o \u00edndice no m\u00eas de mar\u00e7o, pois aumentou de 0,05%, em fevereiro, para 1,17%, em mar\u00e7o. Esse aumento ocorreu devido \u00e0 entressafra de alguns produtos, \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ocorridas no per\u00edodo e \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da demanda por frango no mercado internacional, estimulada pelas doen\u00e7as bovinas da febre aftosa e do &#8216;mal da vaca louca&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Eulina N. dos Santos, ainda \u00e9 cedo para avaliar o cumprimento da meta de 4% fixada no acordo com o FMI, para a infla\u00e7\u00e3o de 2001. Segundo o chefe do Centro de Estudos de Pre\u00e7os da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, Paulo Sidney Cota, o IPCA dever\u00e1 ficar em torno de 5% este ano. Isso, se o d\u00f3lar n\u00e3o subir mais.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) \u00e9 calculado pelo IBGE para fam\u00edlias com rendimentos mensais de at\u00e9 08 sal\u00e1rios m\u00ednimos e nas mesmas regi\u00f5es metropolitanas do IPCA. Esse \u00edndice, encerrou o m\u00eas de fevereiro em queda, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 janeiro. Em fevereiro, o INPC foi de 0,49%, contra 0,77% em janeiro. A maior varia\u00e7\u00e3o regional do \u00edndice ocorreu em Bel\u00e9m, 2,20%. Em mar\u00e7o, o \u00edndice permaneceu praticamente est\u00e1vel. A taxa acumulada no ano atingiu 1,75%.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os no Consumidor (IPC), calculado pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (FIPE-USP), apresentou varia\u00e7\u00e3o de 0,11%, em fevereiro. Os principais respons\u00e1veis por esse aumento foram os grupos Sa\u00fade (0,88%) e Habita\u00e7\u00e3o (0,25%). A alta foi compensada, em parte, pela queda nos pre\u00e7os do Vestu\u00e1rio (-1,21%). Em mar\u00e7o, a taxa de infla\u00e7\u00e3o foi de 0,51%, a maior desde agosto de 2000, ficando acima das expectativas iniciais da pr\u00f3pria Fipe. O grupo Alimenta\u00e7\u00e3o (1,6%) foi o principal respons\u00e1vel pelo aumento, com destaque para os aumentos no feij\u00e3o (17,4%) e na laranja (13,1%). Por outro lado, os pre\u00e7os dos produtos industrializados continuaram em queda (-0,1%). Segundo Heron do Carmo, a infla\u00e7\u00e3o atual est\u00e1 afetando muito a classe mais pobre devido aos aumentos das tarifas no 2\u00ba semestre do ano passado e aos fortes reajustes nos alimentos b\u00e1sicos e de consumo di\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os no Mercado (IGP-M), calculado pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV-RJ), apresentou uma taxa de 0,23%, em fevereiro. A varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os foi menor no atacado. O \u00cdndice de Pre\u00e7os no Atacado (IPA) aumentou em 0,08%, com os produtos agr\u00edcolas apresentando defla\u00e7\u00e3o de -1,11% e os produtos industriais encarecendo 0,52%, influenciados pela alta no d\u00f3lar. O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC) subiu 0,42%. Em mar\u00e7o o IGP-M subiu 0,56%, muito acima do resultado de fevereiro. A taxa acumulada no ano de 2001 \u00e9 de 1,42% e de 9,60% nos \u00faltimos doze meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os Disponibilidade Interna (IGP-DI), estimado pela FGV-RJ, entre os dias 01 e 28 de cada m\u00eas, variou 0,34%, em fevereiro, abaixo da varia\u00e7\u00e3o de 0,49%, do m\u00eas anterior. Os tr\u00eas \u00edndices que formam o IGP-DI s\u00e3o o \u00cdndice de Pre\u00e7os no Atacado (IPA), o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC) e o \u00cdndice Nacional de Constru\u00e7\u00e3o Civil (INCC). Em mar\u00e7o o IGP-DI cresceu 0,80%, mais do que o dobro da taxa de fevereiro. A maior alta de pre\u00e7os foi registrada pelo IPA (1,01%), puxado pelos produtos agr\u00edcolas (3,03%). O IPC, que mede a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os no varejo, cresceu 0,56%, com a maior alta no grupo Alimenta\u00e7\u00e3o (1,41%).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos S\u00f3cio-Econ\u00f4mico (ICV-DIEESE) manteve uma tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre do ano. Ele aumentou 0,23% em fevereiro e o principal grupo respons\u00e1vel por esta eleva\u00e7\u00e3o foi o de Sa\u00fade, em decorr\u00eancia dos aumentos nos medicamentos e produtos farmac\u00eauticos (2,98%). Em mar\u00e7o, o ICV manteve varia\u00e7\u00e3o positiva, 0,48%, 0,25 ponto percentual acima da taxa apurada em fevereiro. A press\u00e3o inflacion\u00e1ria partiu dos alimentos que aumentaram 1,23%, contribuindo com 0,31% no total do \u00edndice. Por outro lado, a queda de -1,24% nos pre\u00e7os dos produtos de vestu\u00e1rio contribuiu para amenizar a press\u00e3o sobre o \u00edndice. A taxa acumulada no ano est\u00e1 em 1,54% e em 6,97% nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de abril, o pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica subiu em todas as dezesseis capitais onde a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica foi realizada. Os maiores aumentos foram apurados em Vit\u00f3ria (7,93%), Belo Horizonte (7,20%), Florian\u00f3polis (6,75%) e Curitiba (6,52%), enquanto as menores varia\u00e7\u00f5es ocorreram em Natal (0,27%), Aracaju (0,28%), Rio de Janeiro (0,83%) e Salvador (0,91%). Dez capitais registraram, em abril, um custo superior a R$ 100,00, enquanto os menores pre\u00e7os foram registrados em Salvador e Recife (tabela 2.2).<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtos respons\u00e1veis pelo aumento da cesta b\u00e1sica foram: o feij\u00e3o, que aumentou em quinze das dezesseis capitais; o tomate, que chegou a aumentar 47,92% em Florian\u00f3polis; a banana e manteiga, que aumentaram em dez capitais; a batata, que registrou varia\u00e7\u00e3o de 40,43%, em Florian\u00f3polis; e a carne, que aumentou 4,11%, em Bras\u00edlia, e 3,15%, em Curitiba; o p\u00e3o e o \u00f3leo de soja.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros quatro meses de 2001 apenas Recife apresentou redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os do conjunto de produtos que comp\u00f5em a cesta b\u00e1sica, uma queda de -8,56%. Os maiores aumentos ocorreram em Vit\u00f3ria (17,78%). Belo Horizonte (14,63%), Porto Alegre (13,73%), Curitiba (13,45%) e Goi\u00e2nia (10,41%).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos doze meses os aumentos nos pre\u00e7os da cesta b\u00e1sica ocorreram em Porto Alegre (22,19%), Vit\u00f3ria (16,50%) e Belo Horizonte (15,51%). Recife, com redu\u00e7\u00e3o de -5,79%, e Jo\u00e3o Pessoa (-0,01%), foram as cidades com as menores varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O DIEESE estima que o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia de quatro pessoas, em S\u00e3o Paulo, atendendo a suas despesas com alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, vestu\u00e1rio, higiene, lazer e previd\u00eancia social, deveria ser de R$ 1.092,97, ou seja, 6,1 vezes o sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente de R$ 180,00.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-2\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab2\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-a9508dd8\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de Atividade<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O PIB &#8211; Produto Interno Bruto &#8211; cresceu 4,46% em 2000, sendo a maior taxa desde 1994, quando aumentou 5,85%. Foi um resultado not\u00e1vel se compararmos com os dois anos anteriores. Em 1998, o PIB cresceu apenas 0,22% e, em 1999, 0,79%. Com essa taxa de crescimento, o PIB brasileiro chegou a R$ 1.089,7 bilh\u00f5es a pre\u00e7os correntes e o PIB per capita atingiu R$ 6.560,00. O crescimento no ano 2000 foi liderado pelo setor industrial, com uma taxa de crescimento de 5,01%, seguido pelos servi\u00e7os (3,85%) e pela agropecu\u00e1ria (3,02%). Os subsetores com maior crescimento, no ano passado, foram as comunica\u00e7\u00f5es (16,96%), a ind\u00fastria extrativa mineral (11,48%) e a extra\u00e7\u00e3o vegetal (4,33%).<\/p>\n\n\n\n<p>No quarto trimestre de 2000, o PIB apresentou crescimento de somente 0,25%, em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. As taxas com ajuste sazonal indicam que setor agropecu\u00e1rio teve uma contra\u00e7\u00e3o de -7,39%, o setor industrial cresceu 1,46% e o setor de servi\u00e7os cresceu apenas 0,74%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre o quarto trimestre de 2000 e o mesmo per\u00edodo do ano anterior, a economia brasileira apresentou um crescimento de 4,11%. Esse desempenho foi obtido pelo crescimento de 4,85% do setor industrial, de 3,91% do setor de servi\u00e7os e pela queda de -7,32% da agropecu\u00e1ria. Os subsetores que mais contribu\u00edram para esse crescimento foram o de Comunica\u00e7\u00f5es (16,49%) e o de Extra\u00e7\u00e3o Mineral (15,55%). Os subsetores que menos contribu\u00edram foram o de Lavouras (-8,50%), o de Extra\u00e7\u00e3o Vegetal (-7,18%), o de Produ\u00e7\u00e3o Animal (-4,69%) e o de Transporte (-0,18%).<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial cresceu 7,7% em mar\u00e7o de 2001, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior, mas caiu -0,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de fevereiro. Em doze meses, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 6,3% e acumulou um crescimento de 6,9%, em 2001. Apesar do elevado crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, os indicadores industriais do primeiro trimestre do ano mostram um certo esgotamento do ritmo de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2001, a ind\u00fastria de bens de capital cresceu 21,9% e a de bens de consumo dur\u00e1veis, 22,4%. Esses setores acumularam, no ano, um crescimento de 19,0% e 15,4%, respectivamente. A produ\u00e7\u00e3o de bens intermedi\u00e1rios cresceu 6,2%, no m\u00eas, e 5,9%, no ano. Os bens de consumo semidur\u00e1veis e n\u00e3o dur\u00e1veis cresceram apenas 0,8%, no m\u00eas, e 0,7%, no ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia ao esgotamento do ritmo de crescimento aparece na compara\u00e7\u00e3o do m\u00eas de mar\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro. Com exce\u00e7\u00e3o dos bens de capital, todos os segmentos industriais apresentaram taxas negativas de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dados contrastam com o desempenho industrial verificado em fevereiro de 2001. Nesse m\u00eas, a produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis cresceu 11,0% em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, 3,5%, em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro do ano anterior, e a taxa de crescimento acumulada no ano atingiu 11,2%. Esses resultados levavam a ind\u00fastria automobil\u00edstica a previs\u00f5es muito otimistas. Em fevereiro, consideravam que as montadoras brasileiras deveriam registrar, em 2001, o segundo melhor ano de sua hist\u00f3ria com uma produ\u00e7\u00e3o crescendo numa velocidade muito maior do que se esperava. At\u00e9 o in\u00edcio do ano, a Anfavea (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores) projetava a produ\u00e7\u00e3o de 1,7 milh\u00e3o de ve\u00edculos em 2001. Como as f\u00e1bricas trabalhavam em ritmo acelerado, a previs\u00e3o foi ampliada para 1,9 milh\u00e3o de unidades. Com os resultados obtidos em mar\u00e7o e com o racionamento de energia, essas previs\u00f5es dever\u00e3o ser significativamente modificadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na agricultura, principal fonte de exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, o problema \u00e9 o excesso de produ\u00e7\u00e3o mundial. Os armaz\u00e9ns est\u00e3o lotados de caf\u00e9, a safra de a\u00e7\u00facar cresceu e h\u00e1 uma superoferta de soja, e isso contribui para uma acentuada contra\u00e7\u00e3o no setor agropecu\u00e1rio para equilibrar a oferta com a demanda.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-c737c9ae\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">N\u00edvel de atividade do Esp\u00edrito Santo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial do Esp\u00edrito Santo, que havia apresentado uma queda de -2,5%, em fevereiro de 2001, volta a crescer 9,7%, em mar\u00e7o. O crescimento industrial, no primeiro trimestre do ano, foi de 4,2% e a taxa acumulada em doze meses foi de 5,4%, em mar\u00e7o de 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda ocorrida no indicador do m\u00eas de fevereiro marca o fim de uma s\u00e9rie de crescimentos cont\u00ednuos neste tipo de compara\u00e7\u00e3o. \u00c9 que desde agosto de 1999 o indicador mensal n\u00e3o havia ainda apresentado nenhuma queda. Esse recuo mensal \u00e9 consequ\u00eancia do menor n\u00famero de dias \u00fateis de fevereiro de 2001 com rela\u00e7\u00e3o a fevereiro de 2000. As maiores quedas vieram da ind\u00fastria metal\u00fargica, com taxa de -5,3%, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de placas de a\u00e7o comum, e dos produtos alimentares, com queda de -33,7%, ocasionada pelo mau desempenho da produ\u00e7\u00e3o de bombons e caf\u00e9 sol\u00favel. A extra\u00e7\u00e3o mineral apresentou alta de 18,2%, e isso colaborou para amenizar o fraco desempenho da produ\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de mar\u00e7o, a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica industrial do Esp\u00edrito Santo voltou a crescer. As classes e g\u00eaneros com as maiores taxas foram a extrativa mineral (36,85%) e papel e papel\u00e3o (33,93%). A produ\u00e7\u00e3o de alimentos caiu -17,39% e a metal\u00fargica, -1,77%. Os demais g\u00eaneros apresentaram taxas de crescimento muito pequenas. Segundo o IBGE, os produtos que mais se destacaram, na produ\u00e7\u00e3o mensal, foram o petr\u00f3leo em bruto e a celulose.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do crescimento de 4,17%, o desempenho da ind\u00fastria capixaba no primeiro trimestre do ano indica uma perda de dinamismo, pois \u00e9 a &#8220;menor taxa trimestral desde os 3,4% atingidos no terceiro trimestre de 2000&#8221; (IBGE). Essa perda de dinamismo reflete-se na queda de -2,58% na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, cujos principais respons\u00e1veis foram a ind\u00fastria de produtos alimentares (-20,83%) e a qu\u00edmica (-3,83%). O crescimento de 8,11% da ind\u00fastria t\u00eaxtil, de 0,49% do papel e papel\u00e3o e de 0,09% da metalurgia n\u00e3o foi suficiente para evitar a queda na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. Sem o crescimento de 27,01% da ind\u00fastria extrativa mineral essa queda n\u00e3o seria compensada.<\/p>\n\n\n\n<p>O registro de novos inadimplentes caiu no m\u00eas de fevereiro de 2001 com rela\u00e7\u00e3o a janeiro do mesmo ano. Essa queda, segundo os dados do SPC, foi de -4% e de -35,02% na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas de fevereiro de 2000. As baixas, em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, tamb\u00e9m apresentaram queda (-25,55%) e, em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro do ano anterior, essa taxa ficou negativa em -26,01%. Nesse mesmo m\u00eas, as consultas diminu\u00edram -8,27%, o que aponta uma redu\u00e7\u00e3o nas vendas a prazo. Outro fator que acentua essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 o aumento de apenas 1,67% no volume de consultas a cheques. A inadimpl\u00eancia observada nas compras com cheques aumentou no m\u00eas de fevereiro (66,45%), em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro de 2000, mas diminuiu em rela\u00e7\u00e3o a janeiro de 2001 (-5,65%). As consultas ao SPC em janeiro de 2001 reduziram -13,06% e as realizadas aos cheques locais ca\u00edram -12,62%. Isso demonstra um baixo desempenho das vendas em geral no estado.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-3\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab3\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-ead659c5\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e Sal\u00e1rios<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Como mostramos nos boletins anteriores, os \u00edndices de desemprego no Brasil v\u00eam apresentando pequenas oscila\u00e7\u00f5es ao longo do ano, com quedas pontuais no per\u00edodo das festas natalinas. Apesar disso, a tend\u00eancia de alta continua e as taxas est\u00e3o cada vez mais elevadas. Vejamos a situa\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre de 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE nas seis maiores regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds &#8211; Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Porto Alegre &#8211; estimou uma taxa de desemprego aberto de 6,5% para o m\u00eas de mar\u00e7o. O desemprego aberto \u00e9 formado por pessoas desempregadas que est\u00e3o \u00e0 procura de trabalho na semana anterior \u00e0 pesquisa. Essa taxa aumentou 0,8 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro de 2001. O n\u00famero de pessoas que buscou emprego em mar\u00e7o subiu 14,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (FSP, 27\/04\/01). De fevereiro para mar\u00e7o deste ano, o setor de atividade com a maior alta na taxa de desemprego foi a Constru\u00e7\u00e3o Civil, com 7,8%, seguido pelo Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o, com 6,7%. Em mar\u00e7o de 2001, o indicador aumentou em todas as regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas, sendo que a varia\u00e7\u00e3o registrada em S\u00e3o Paulo e Porto Alegre foi, aproximadamente, de 0,5 ponto percentual e nas demais regi\u00f5es ficou em torno de 1 ponto percentual.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de pessoas ocupadas ou trabalhando aumentou de fevereiro para mar\u00e7o deste ano (0,7%) e de mar\u00e7o do ano passado para mar\u00e7o deste ano (1,9%). O rendimento real manteve-se est\u00e1vel de janeiro para fevereiro deste ano e caiu ligeiramente em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo DIEESE na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo (RMSP), mostra que a taxa de desemprego total, do m\u00eas de mar\u00e7o, foi de 17,3% contra 17%, do m\u00eas de fevereiro, aumentando 0,3 ponto percentual no contingente de desempregados. O desemprego total \u00e9 formado pelo desemprego aberto e oculto (pelo trabalho prec\u00e1rio e pelo desalento). O comportamento da taxa de desemprego total deveu-se principalmente ao crescimento da taxa de desemprego aberto, que passou de 10,7%, em fevereiro, para 11,2%, em mar\u00e7o, uma vez que a taxa de desemprego oculto diminuiu de 6,3% para 6,1%, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo segundo m\u00eas consecutivo, o setor industrial foi o \u00fanico a apresentar crescimento no n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o (2,0%, em mar\u00e7o). Este desempenho favor\u00e1vel ampliou o n\u00famero de ocupados na maioria dos ramos de atividade, destacando o desempenho positivo dos setores Qu\u00edmica e Borracha (5,3%) e Metal-Mec\u00e2nico (2,5%). Nos Servi\u00e7os, persistiu o movimento de decl\u00ednio iniciado em dezembro de 2000, usual nessa \u00e9poca do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O rendimento m\u00e9dio dos ocupados permaneceu relativamente est\u00e1vel (-0,2%) e o dos assalariados apresentou acr\u00e9scimo de 1,1% em fevereiro, interrompendo a trajet\u00f3ria de decl\u00ednio verificada nos \u00faltimos tr\u00eas meses. Nos \u00faltimos 12 meses, houve retra\u00e7\u00e3o de -4,6% no sal\u00e1rio m\u00e9dio do setor privado. A diminui\u00e7\u00e3o foi mais intensa para os assalariados do Com\u00e9rcio (-8,5%) do que para os da Ind\u00fastria (-4,8%) e dos Servi\u00e7os (-3,2%). Os assalariados sem carteira assinada no setor privado tiveram diminui\u00e7\u00e3o de -5,6% em seu rendimento m\u00e9dio e aqueles com carteira assinada, de -3,8%, segundo a posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o. Os trabalhadores aut\u00f4nomos tiveram redu\u00e7\u00e3o de -6,8% em seus rendimentos, no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-4727eed5\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Emprego e sal\u00e1rio no Esp\u00edrito Santo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O Instituto de Desenvolvimento Industrial do Esp\u00edrito Santo (IDEIES) registrou, no m\u00eas de janeiro, uma varia\u00e7\u00e3o de 0,33% no emprego industrial, depois dos resultados negativos nos \u00faltimos dois meses de 2000. Dentre os g\u00eaneros que mais contribu\u00edram para a eleva\u00e7\u00e3o no n\u00edvel do emprego, destacam-se: Qu\u00edmico, crescimento sazonal devido \u00e0 pr\u00f3xima safra do \u00e1lcool, Extra\u00e7\u00e3o Mineral e Constru\u00e7\u00e3o Civil (tabela 4.2). Por sua vez, os setores que mais reduziram as ofertas de vagas foram: &#8220;Outros&#8221; e Vestu\u00e1rio e Cal\u00e7ados. A taxa de varia\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de emprego, acumulada nos \u00faltimos doze meses, foi de 7,86%. Os setores que mais contribu\u00edram para este crescimento foram a Constru\u00e7\u00e3o Civil (42,07%), Material Pl\u00e1stico (21,13%) e Mec\u00e2nica (13,87%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os sal\u00e1rios reais pagos pela ind\u00fastria capixaba, no m\u00eas de janeiro, sofreram queda de -4,66% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro do ano anterior. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, registrou-se uma eleva\u00e7\u00e3o de 6,56%, e um ganho de 1,90% nos \u00faltimos doze meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra mostram que a demanda por ocupa\u00e7\u00e3o, no SINE-ES, aumentou 70,0%, enquanto o n\u00famero de vagas captadas cresceu apenas 38,3%, no m\u00eas de mar\u00e7o. No trimestre, a demanda cresceu 6,5% e a oferta de vagas, 88,3%, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado (tabela 4.3). A taxa de aloca\u00e7\u00e3o subiu de 59,92% em fevereiro para 60,45% em mar\u00e7o, e o n\u00famero de inscritos aumentou em 70%, totalizando 8.748 cadastrados no \u00faltimo m\u00eas do trimestre. O destaque do trimestre foi o aumento na taxa de aloca\u00e7\u00e3o, que mostra o percentual de trabalhadores alocados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vagas captadas, que passou de 40,96% de janeiro a mar\u00e7o de 2000 para 55,10% no mesmo per\u00edodo do ano corrente (tabela 4.3).<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-4\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab4\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-bc874ecc\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Monet\u00e1ria: Base Monet\u00e1ria<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>A base monet\u00e1ria manteve-se est\u00e1vel em janeiro deste ano em compara\u00e7\u00e3o com dezembro do ano passado (tabela 5.1). Pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia dos saldos dos dias \u00fateis, a base monet\u00e1ria caiu para R$ 43,3 bilh\u00f5es, no m\u00eas de mar\u00e7o. Isso significou uma pequena redu\u00e7\u00e3o de -2,2% em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro e de -6,5% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro. Esta pequena redu\u00e7\u00e3o da base refletiu-se, principalmente, na redu\u00e7\u00e3o de -3,2% do papel moeda emitido, que totalizou R$ 27,7 bilh\u00f5es. As reservas banc\u00e1rias totalizaram R$ 15,7 bilh\u00f5es, mantendo-se est\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro. A base monet\u00e1ria ampliou-se em 5,9% nos \u00faltimos em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela 5.2 mostra o comportamento das contas que mais influenciaram as varia\u00e7\u00f5es na base monet\u00e1ria. As elevadas desvaloriza\u00e7\u00f5es do real acompanhadas da volatilidade na taxa de c\u00e2mbio se expressaram, principalmente, nas opera\u00e7\u00f5es do Tesouro Nacional e nas opera\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos p\u00fablicos. Os dados da tabela mostram, igualmente, que o impacto do setor externo foi relativamente pequeno. A destrui\u00e7\u00e3o de moeda, em mar\u00e7o, foi resultado da emiss\u00e3o de R$ 3,2 bilh\u00f5es em t\u00edtulos p\u00fablicos, do super\u00e1vit prim\u00e1rio do tesouro nacional de R$ 2,7 bilh\u00f5es e do resultado das opera\u00e7\u00f5es com o setor externo (R$ 668 milh\u00f5es). Segundo o BACEN, a redu\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos, em compara\u00e7\u00e3o aos meses anteriores, ocorreu em todos os grupos de t\u00edtulos devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da oferta p\u00fablica e \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o das expectativas dos agentes. A retirada de moeda do sistema provocada pelas opera\u00e7\u00f5es com o setor externo deve-se mais \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real do que, propriamente, a um aumento das opera\u00e7\u00f5es comerciais (a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar j\u00e1 acumula uma alta de mais de 11% nesse in\u00edcio de ano).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-5edc240c\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Opera\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9dito<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Assim como no \u00faltimo trimestre do ano passado, as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito com o setor privado seguem uma trajet\u00f3ria de crescimento, enquanto que as opera\u00e7\u00f5es com o setor p\u00fablico apresentam um comportamento inverso. O total de cr\u00e9dito concedido ao setor privado pelo sistema financeiro, no m\u00eas de mar\u00e7o, foi de R$ 322,6 bilh\u00f5es, representando uma eleva\u00e7\u00e3o de 2,4% em compara\u00e7\u00e3o com fevereiro. Contribu\u00edram para esta eleva\u00e7\u00e3o o aumento do cr\u00e9dito para a ind\u00fastria &#8211; 3,1% no m\u00eas devido, principalmente \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial &#8211; e para pessoas f\u00edsicas &#8211; aumento de 3,7% no m\u00eas e de 10,8% no trimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida total do setor p\u00fablico com o sistema financeiro alcan\u00e7ou R$ 13,3 bilh\u00f5es, em mar\u00e7o, representando uma alta de 6,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, a d\u00edvida p\u00fablica banc\u00e1ria apresentou uma contra\u00e7\u00e3o de -4,8%. A d\u00edvida do Governo federal era de R$ 3,8 bilh\u00f5es, em mar\u00e7o, e a dos estados e munic\u00edpios chegou a R$ 9,6 bilh\u00f5es, no mesmo m\u00eas. O total de cr\u00e9dito concedido pelo sistema financeiro foi de R$ 335,8 bilh\u00f5es, o que representou uma alta de 2,6% no m\u00eas e 5,3% no trimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de risco, 65,4% do total de empr\u00e9stimos concedidos pelo sistema financeiro foram classificados como de menor risco (AA ou A) e apenas 5,3% como sendo de maior risco (H), em mar\u00e7o. Destaca-se a melhora significativa quanto ao perfil de risco da d\u00edvida dos estados e munic\u00edpios em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. No \u00faltimo trimestre de 2000, 22,2% da d\u00edvida dos estados e munic\u00edpios estavam classificadas como de maior risco, enquanto no primeiro trimestre do ano corrente apenas 5,0% foram classificadas no n\u00edvel H: destaque negativo para o setor habitacional que teve 14,2% de sua d\u00edvida classificados como de maior risco, al\u00e9m de ter apresentado uma diminui\u00e7\u00e3o dos financiamentos em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre de 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento da taxa de juros <em>Selic<\/em> na \u00faltima reuni\u00e3o do COPOM n\u00e3o permitir\u00e1 que haja nenhuma redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros &#8220;na ponta&#8221; do mercado. A diminui\u00e7\u00e3o das taxas de juros na ponta \u00e9 defendida por muitos economistas, como uma forma de ampliar o cr\u00e9dito para pessoas f\u00edsicas e para o setor industrial, dando mais f\u00f4lego \u00e0 economia brasileira. Ocorre que o BACEN teme pela deteriora\u00e7\u00e3o das contas do balan\u00e7o de pagamentos, al\u00e9m do estrangulamento energ\u00e9tico e do risco inflacion\u00e1rio, com isso tem aumentado a taxa b\u00e1sica de juros. O imenso <em>spread<\/em> banc\u00e1rio entre a taxa <em>Selic<\/em> e as taxas de juros na ponta do mercado \u00e9 explicado pela inadimpl\u00eancia dos tomadores de empr\u00e9stimo. Os dados gerados pela classifica\u00e7\u00e3o em n\u00edveis de risco do BACEN comprovam que a inadimpl\u00eancia \u00e9 muito baixa, o que nos leva a concluir que a explica\u00e7\u00e3o para o <em>spread<\/em> banc\u00e1rio reside muito mais na oligopoliza\u00e7\u00e3o do sistema banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-0c423403\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Taxa de Juros<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Na 58\u00aa Reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central do Brasil (COPOM), realizada no dia 18 de abril, foi decidido por unanimidade elevar a taxa <em>Selic<\/em> para 16,25% ao ano. Esse fato foi justificado a partir da an\u00e1lise da conjuntura atual: demanda e oferta agregadas, n\u00edveis de pre\u00e7os, conjuntura externa e as metas de infla\u00e7\u00e3o. No entanto pode se observar, atrav\u00e9s da ata da reuni\u00e3o, que a infla\u00e7\u00e3o foi o fator de maior preocupa\u00e7\u00e3o na fixa\u00e7\u00e3o da taxa de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto externo, a maior preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 centrada na recupera\u00e7\u00e3o da economia argentina, que continua incapaz de convencer os investidores da possibilidade de sua recupera\u00e7\u00e3o. Apesar da economia americana ter entrado em um processo de desaquecimento, que cresceu em seu menor ritmo em cinco anos, no \u00faltimo trimestre do ano passado, ainda apresenta uma taxa de crescimento positiva. A taxa m\u00e9dia de crescimento de 7,3% da economia, que mantinha desde 1989, teve uma sens\u00edvel queda, fato que preocupa o Banco Central brasileiro, pois a qualquer momento pode ocorre uma eleva\u00e7\u00e3o na taxa de juros americana na tentativa de reduzir o custo de produ\u00e7\u00e3o e estimular o crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de risco cobrada pelos investidores estrangeiros n\u00e3o dever\u00e1 ser reduzida no curto prazo. Analisando as contas do governo, observa-se um aumento da participa\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos de varia\u00e7\u00e3o cambial de 21,6%, em janeiro, para 23,2% do total da d\u00edvida mobili\u00e1ria federal, em mar\u00e7o. Tamb\u00e9m o prazo m\u00e9dio dos t\u00edtulos da d\u00edvida mobili\u00e1ria brasileira reduziu-se de 32,2 meses em fevereiro para 31,4 em mar\u00e7o. Dessa forma, o aumento do passivo e a formula\u00e7\u00e3o de proje\u00e7\u00f5es de aumento da infla\u00e7\u00e3o para o ano de 2001 est\u00e3o criando um cen\u00e1rio de formula\u00e7\u00e3o de expectativas negativas.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise cambial instalada nos \u00faltimos meses tem impactado nos pre\u00e7os de alguns produtos. Os produtos eletr\u00f4nicos, que usam insumos importados, n\u00e3o reagiram \u00e0 alta do c\u00e2mbio apresentando, em alguns casos, uma varia\u00e7\u00e3o negativa. Por outro lado, os produtos aliment\u00edcios (aves e carnes bovinas) tiveram um leve aumento e paralelamente ao aumento das tarifas de servi\u00e7os p\u00fablicos, foram os principais respons\u00e1veis pelo aumento da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Copom, a maior preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 centrada no controle da infla\u00e7\u00e3o, sendo a preocupa\u00e7\u00e3o com o c\u00e2mbio de ordem secund\u00e1ria. Fica claro que a taxa de juros ser\u00e1 alterada de acordo com a necessidade conjuntural, pois esse \u00e9 o instrumento de pol\u00edtica monet\u00e1ria em que a transmiss\u00e3o ocorre com maior rapidez.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e2mbio s\u00f3 ser\u00e1 um problema para o Banco Central (BC) no momento que interferir nas metas de infla\u00e7\u00e3o, ou seja, a curto prazo espera-se a n\u00e3o interfer\u00eancia do c\u00e2mbio nos pre\u00e7os. Por\u00e9m, se o mercado n\u00e3o se acalmar, o BC poder\u00e1 voltar a agir de maneira mais firme no controle do c\u00e2mbio, pol\u00edtica esta abandonada desde a crise cambial de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do BC de elevar a taxa de juros para 16,25% passa primeiramente por uma medida de cautela. Para a equipe econ\u00f4mica, o controle da taxa de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 o alvo de toda a pol\u00edtica adotada. Nesse sentido, todos os esfor\u00e7os s\u00e3o canalizados para a manuten\u00e7\u00e3o do IPCA, atual \u00edndice de medida da infla\u00e7\u00e3o. Se as metas de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o forem alcan\u00e7adas, muito provavelmente as taxas de juros continuar\u00e3o numa trajet\u00f3ria ascendente. Ent\u00e3o, para saber o prov\u00e1vel desfecho da pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom basta se atentar aos dados sobre a infla\u00e7\u00e3o a serem divulgados nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-5\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab5\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-ceceb2a6\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Pol\u00edtica Fiscal<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>Uma das principais conclus\u00f5es de um estudo realizado pelo BNDES atesta que o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, nos \u00faltimos anos, foi alcan\u00e7ado com a eleva\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas das contribui\u00e7\u00f5es sociais. Dessa forma, argumenta o governo federal, as receitas n\u00e3o precisariam ser divididas com os estados e munic\u00edpios (FSP, 08\/03\/01). Assim foi com a Cofins e est\u00e1 ocorrendo com a CPMF. A Contribui\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria sobre Movimenta\u00e7\u00e3o Financeira \u00e9 assunto ainda para muita discuss\u00e3o. Surgiu como contribui\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria, em janeiro de 1997, substituindo o antigo IPMF, criado em 1993, ambos com al\u00edquota de 0,20%. A CPMF tinha seu t\u00e9rmino previsto para janeiro de 1999. Retornou com uma nova roupagem, a partir de 17 de junho do mesmo ano, e com tarifa de 0,38%, quase 100% de aumento. Ap\u00f3s um ano, deveria ter sua tarifa reduzida para 0,30% e, assim permanecer por dois anos, quando seria extinta. A redu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, durou apenas nove meses, pois voltou a subir para 0,38% em mar\u00e7o deste ano, com a desculpa de financiar o combate \u00e0 pobreza e os gastos com a sa\u00fade (A Gazeta, 19\/03\/01). A utiliza\u00e7\u00e3o em prol da sa\u00fade, proposta inicial, foi frustrada, pois o governo cortou recursos que tradicionalmente destinava \u00e0 sa\u00fade. Contrastando com tal &#8220;prop\u00f3sito social&#8221;, em outubro do ano passado, o governo isentou da CPMF as aplica\u00e7\u00f5es do capital estrangeiro, feitas na bolsa de valores. O limite que a emenda constitucional estipula para o fim da CPMF \u00e9 junho de 2002, mas o governo j\u00e1 se movimenta para mant\u00ea-la, ou substitu\u00ed-la por um novo imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Com tantos impostos e contribui\u00e7\u00f5es, as receitas do governo, especialmente do Governo Federal, v\u00eam crescendo sistematicamente, contribuindo para obter os super\u00e1vits prim\u00e1rios prometidos ao FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado prim\u00e1rio do governo central, no conceito &#8216;acima da linha&#8217; (tabela 6.1), foi superavit\u00e1rio em R$ 3,7 bilh\u00f5es, em mar\u00e7o, contra R$ 628 milh\u00f5es em fevereiro. Entretanto, registra um decr\u00e9scimo de R$ 300 milh\u00f5es se comparado com o mesmo m\u00eas do ano anterior (R$ 4,0 bilh\u00f5es). O total acumulado no trimestre manteve-se praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, mas, apresentou redu\u00e7\u00e3o quando calculado como propor\u00e7\u00e3o do PIB, caindo de 2,82%, no primeiro trimestre de 2000, para 2,42%, em igual per\u00edodo deste ano. Deve-se ressaltar a promessa feita ao FMI de atingir um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 3,0% do PIB, at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A esfera que mais contribuiu para esse resultado, no m\u00eas de mar\u00e7o, foi o Tesouro Nacional, com R$ 4,5 bilh\u00f5es. O d\u00e9ficit do Banco Central foi de R$ 43,3 milh\u00f5es e o d\u00e9ficit da previd\u00eancia foi de R$ 800,6 milh\u00f5es. Conv\u00e9m salientar que houve, no m\u00eas, aumento em todos os itens das receitas brutas do Tesouro, impostos, 19,3%, contribui\u00e7\u00f5es, 9,2% e demais, 11,9%. No total, as receitas brutas do Tesouro cresceram 22,8%, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota da CPMF, a partir de 18 de mar\u00e7o, espera-se nova eleva\u00e7\u00e3o da receita do Tesouro. O governo prev\u00ea arrecadar R$ 3,4 bilh\u00f5es at\u00e9 junho de 2002, s\u00f3 com o aumento da al\u00edquota para 0,38%. Parte dessa quantia dever\u00e1 ser destinada ao financiamento de Fundo de Combate \u00e0 Pobreza (A Gazeta, 02\/03\/01). Todavia, enquanto a lei complementar que delimita a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos extras da CPMF n\u00e3o for aprovada, tais recursos est\u00e3o sendo aplicados na compra de t\u00edtulos p\u00fablicos (FSP, 03\/03\/01). Em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e9 o governo emprestando para ele mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>A receita da previd\u00eancia, de R$ 4,77 bilh\u00f5es em fevereiro, esteve acima da m\u00e9dia dos \u00faltimos doze meses. Em mar\u00e7o, houve um recuo de -2,8%, caindo para R$ 4,65 bilh\u00f5es. Entretanto, essa receita superou os R$ 14,0 bilh\u00f5es no primeiro trimestre do ano e foi 13,6% maior do que a receita obtida no primeiro trimestre do ano anterior. O Programa de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (Refis), destacado pelo Governo como importante gerador de recursos para a previd\u00eancia, est\u00e1 sendo considerado vulner\u00e1vel, do ponto de vista da sua engenharia financeira, j\u00e1 que possui brechas que podem ser utilizadas pelas empresas para se beneficiarem com o programa (FSP, 11\/03\/01).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 despesa total do governo federal, ainda de acordo com a tabela 6.1, houve expans\u00e3o de 6% no m\u00eas de mar\u00e7o, R$ 14,8 bilh\u00f5es, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, R$ 13,9 bilh\u00f5es. Comparando-se a despesa total do primeiro trimestre de 2001, R$ 44,5 bilh\u00f5es, com aquela do mesmo per\u00edodo do ano anterior, R$ 13,9 bilh\u00f5es, verifica-se que houve uma expans\u00e3o de 14,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado prim\u00e1rio do governo central, no conceito &#8216;abaixo da linha&#8217;, apresenta um super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 5,2 bilh\u00f5es, em mar\u00e7o, contra R$ 2,5 bilh\u00f5es em fevereiro (tabela 6.2). Tal resultado s\u00f3 vem confirmar a tend\u00eancia de gera\u00e7\u00e3o de super\u00e1vits prim\u00e1rios crescentes, fruto de um cont\u00ednuo e exorbitante esfor\u00e7o implementado pelo governo, como forma de cumprir as metas firmadas com o FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas com juros foram de R$ 2,9 bilh\u00f5es e de R$ 4,1 bilh\u00f5es em mar\u00e7o, calculadas respectivamente com e sem desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. No acumulado do trimestre, estes valores somaram R$ 9,3 bilh\u00f5es e R$ 11,7 bilh\u00f5es. Uma queda de -82,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, considerando-se a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, e de -27,5%, sem a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista o super\u00e1vit prim\u00e1rio obtido em mar\u00e7o, o resultado nominal do governo central, registrou um saldo positivo de R$ 2,3 bilh\u00f5es ou R$ 1,09 bilh\u00e3o, dependendo se leva ou n\u00e3o, em conta, a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o setor p\u00fablico consolidado, o resultado prim\u00e1rio no conceito &#8216;abaixo da linha&#8217; e com desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, foi superavit\u00e1rio em R$ 5,7 bilh\u00f5es, em mar\u00e7o. Com tal <em>performance<\/em>, as contas p\u00fablicas fecham o trimestre com um super\u00e1vit prim\u00e1rio acumulado de R$ 13,6 bilh\u00f5es (4,9% do PIB), superando em 112,5% o crit\u00e9rio de desempenho estabelecido pelo FMI para o per\u00edodo, que era de R$ 6,4 bilh\u00f5es. Cabe ressaltar, ainda, que do super\u00e1vit prim\u00e1rio acumulado at\u00e9 mar\u00e7o, R$ 9,6 bilh\u00f5es (ou 3,5% do PIB), foram obtidos pelo governo central, sendo este, portanto, o maior respons\u00e1vel pelo resultado alcan\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas com juros nominais registraram um total de R$ 4,5 bilh\u00f5es, com desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, e R$ 5,7 bilh\u00f5es, sem a desvaloriza\u00e7\u00e3o, em mar\u00e7o. No primeiro trimestre do ano, o setor p\u00fablico pagou, de juros, R$ 18,2 bilh\u00f5es ou R$ 20,6 bilh\u00f5es, respectivamente, com e sem a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, estes valores foram inferiores em -70,7% e -19,1%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado nominal, do setor p\u00fablico consolidado, apresentou um saldo positivo de R$ 1,2 bilh\u00e3o, em mar\u00e7o, decorrente do elevado resultado prim\u00e1rio e da relativa estabilidade financeira do per\u00edodo. Isto significa que o Estado conseguiu obter um resultado prim\u00e1rio mais do que suficiente para pagar a conta de juros do m\u00eas. Entretanto, o primeiro trimestre de 2000 ainda fecha com um resultado nominal deficit\u00e1rio na ordem de 1,7% do PIB, ou de R$ 4,7 bilh\u00f5es, considerando a metodologia de c\u00e1lculo com a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. Se n\u00e3o considerarmos a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, o resultado nominal foi deficit\u00e1rio em R$ 25 milh\u00f5es, em mar\u00e7o, e acumulou um d\u00e9ficit de R$ 7,0 bilh\u00f5es, no trimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico como um todo alcan\u00e7ou, em mar\u00e7o, a cifra de R$ 588,72 bilh\u00f5es, com aumento de 4,5% sobre os R$ 563,16 do fim do ano passado. Esse crescimento foi cont\u00ednuo nos primeiros meses do ano. Ressalte-se que no conceito de &#8220;d\u00edvida l\u00edquida&#8221; j\u00e1 est\u00e3o deduzidos todos os cr\u00e9ditos do governo, inclusive as reservas internacionais.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-uagb-tabs-child uagb-tabs__body-container uagb-inner-tab-6\" aria-labelledby=\"uagb-tabs__tab6\">\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-e4267110\"><h3 class=\"uagb-heading-text\">Setor externo<\/h3><\/div>\n\n\n\n<p>O setor externo da economia brasileira continua apresentando problemas, limitando o crescimento e expondo as fragilidades do modelo liberal adotado desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de noventa e potencializado pelo governo FHC. O d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes atingiu US$ 6,68 bilh\u00f5es no primeiro trimestre de 2001, correspondente a 4,85% do PIB (tabela 7.1). Na m\u00e9dia do ano anterior, esse d\u00e9ficit tinha sido de 4,20% do PIB, mostrando um agravamento da depend\u00eancia dos recursos externos. S\u00f3 no m\u00eas de mar\u00e7o, o saldo em transa\u00e7\u00f5es correntes foi negativo em US$ 2,59 bilh\u00f5es. As expectativas para o resto do ano, inclusive, n\u00e3o s\u00e3o animadoras. O documento do FMI que relata a s\u00e9tima revis\u00e3o do acordo com o Brasil, divulgado em 29\/03\/01, prev\u00ea uma piora nas contas externas do pa\u00eds, com o d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes chegando a US$ 27,0 bilh\u00f5es at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com os n\u00fameros divulgados pelo Banco Central, organizados na tabela 7.1, a balan\u00e7a comercial apresentou um d\u00e9ficit de US$ 279 milh\u00f5es em mar\u00e7o, com exporta\u00e7\u00f5es de US$ 5,168 milh\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de US$ 5,446 milh\u00f5es. O crescimento significativo das exporta\u00e7\u00f5es foi acompanhado pelo crescimento das importa\u00e7\u00f5es. No trimestre, as exporta\u00e7\u00f5es foram de US$ 13,79 bilh\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es, US$ 14,47 bilh\u00f5es, perfazendo um saldo negativo de US$ 677 milh\u00f5es. Tamb\u00e9m aqui, as perspectivas n\u00e3o s\u00e3o nada favor\u00e1veis. Segundo a Folha de S\u00e3o Paulo (25\/03\/01), &#8220;o desafio brasileiro de equilibrar suas contas externas encontrou um novo obst\u00e1culo: o pre\u00e7o das mercadorias exportadas pelo pa\u00eds est\u00e1 em queda e vai afetar os resultados da balan\u00e7a comercial. Desde o in\u00edcio do ano, o valor dos principais produtos brasileiros encolheu, em m\u00e9dia, 6%.&#8221; O cen\u00e1rio externo piorou muito por causa da retra\u00e7\u00e3o das economias americana e japonesa, al\u00e9m da crise na Argentina. Para esses pa\u00edses, al\u00e9m da Europa, se destinam a maior parte das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>A conta de servi\u00e7os e rendas apresentou um d\u00e9ficit de US$ 2,46 bilh\u00f5es em mar\u00e7o, sendo a remessa l\u00edquida de juros para o exterior o seu principal componente, que atingiu a cifra de US$ 1,30 bilh\u00e3o. Observamos um crescimento significativo, em rela\u00e7\u00e3o aos meses anteriores, tanto da remessa de juros, quanto das outras contas de servi\u00e7os e rendas. Esse crescimento tamb\u00e9m foi significativo quando comparado com o m\u00eas de mar\u00e7o de 2000: aumento de 18,0% na conta de servi\u00e7os e rendas e de 35,1%, nos juros pagos ao exterior. Entre janeiro e mar\u00e7o, a conta de servi\u00e7os apresentou d\u00e9ficit de US$ 6,4 bilh\u00f5es, s\u00f3 com o pagamento de juros foram gastos US$ 3,34 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro trimestre de 2001, o Brasil remeteu para o exterior US$ 13,0 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Desse total, US$ 6,68 bilh\u00f5es corresponderam ao d\u00e9ficit em conta corrente e US$ 6,32 bilh\u00f5es \u00e0s amortiza\u00e7\u00f5es de m\u00e9dio e longo prazos. A tabela 7.2 apresenta as fontes desses recursos, isto \u00e9, as entradas l\u00edquidas de recursos externos no pa\u00eds (com sinal positivo), as aplica\u00e7\u00f5es de recursos brasileiros no exterior (com sinal negativo) e a conta de ajuste do balan\u00e7o de pagamentos, os &#8220;ativos de reservas&#8221;. Este \u00e9 o resultado da diferen\u00e7a entre as transa\u00e7\u00f5es correntes e a conta de capital, mais os erros e omiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o deste ano, o ingresso l\u00edquido de recursos externos &#8211; exclu\u00edmos das fontes a conta de &#8220;ativos de reservas&#8221; &#8211; alcan\u00e7ou a cifra de US$ 4,04 bilh\u00f5es, uma redu\u00e7\u00e3o de -12,0% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior. No primeiro trimestre do ano, os ingressos l\u00edquidos foram de US$ 14,79 bilh\u00f5es. Destacam-se, entre esses recursos externos, os investimentos estrangeiros diretos, na forma de participa\u00e7\u00e3o no capital, e os desembolsos de m\u00e9dio e longo prazo, principalmente os empr\u00e9stimos tomados na forma de b\u00f4nus, <em>notes<\/em> e <em>commercial papers<\/em> e empr\u00e9stimos diretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investimentos estrangeiros diretos ficaram em US$ 2,09 bilh\u00f5es, em mar\u00e7o de 2001, apresentando queda de -7,1% em rela\u00e7\u00e3o aos valores do mesmo m\u00eas do ano anterior (US$ 2,25 bilh\u00f5es). No primeiro trimestre deste ano, entraram no Brasil US$ 4,73 bilh\u00f5es como investimentos diretos, tendo como principais pa\u00edses de origem: os EUA, com 28,8% do total, os Pa\u00edses Baixos com 15,6%, as Ilhas Cayman com 11,2%, a Espanha com 8,9%, as Bermudas com 7,1% e a Fran\u00e7a 6,3%. Desse montante, 84,8% foram destinados ao setor de servi\u00e7os com destaque para telecomunica\u00e7\u00f5es (49,1%) e intermedia\u00e7\u00e3o financeira (19,0%) &#8211; 15,0% para a ind\u00fastria e, apenas, 0,2% para a agropecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembolsos de m\u00e9dio e longo prazos referem-se aos empr\u00e9stimos em moeda captados no exterior pelas empresas brasileiras. Comparando mar\u00e7o de 2001 com o mesmo m\u00eas do ano anterior, observamos uma redu\u00e7\u00e3o de -12,5% na entrada desses recursos: foram US$ 2,46 bilh\u00f5es em mar\u00e7o deste ano, contra US$ 2,81 bilh\u00f5es no ano anterior. Essa redu\u00e7\u00e3o reflete as dificuldades observadas nos mercados internacionais, derivadas da crise argentina, da redu\u00e7\u00e3o do crescimento da economia americana e da recess\u00e3o japonesa, acrescidas \u00e0 pr\u00f3pria vulnerabilidade externa apresentada pela economia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>As reservas internacionais, no m\u00eas de mar\u00e7o, totalizaram US$ 34,41 bilh\u00f5es tanto no conceito de caixa, quanto no de liquidez internacional. Observa-se uma redu\u00e7\u00e3o de, aproximadamente, -US$ 1,00 bilh\u00e3o nas reservas dispon\u00edveis do pa\u00eds, no m\u00eas de mar\u00e7o. No m\u00eas, houve uma perda de -US$ 310 milh\u00f5es s\u00f3 com as interven\u00e7\u00f5es que o Banco Central foi obrigado a fazer no mercado, com o prop\u00f3sito de segurar a taxa de c\u00e2mbio. Tal situa\u00e7\u00e3o deriva, em primeiro lugar, da crise argentina, mas, tamb\u00e9m, da desacelera\u00e7\u00e3o das economias americana e japonesa e, ainda, da pr\u00f3pria crise pol\u00edtica interna. O que conta, na verdade, \u00e9 a credibilidade do pa\u00eds junto aos investidores internacionais. \u00c0 medida que as crises referidas e a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o das contas externas do pa\u00eds sinalizam com dificuldades para honrar os compromissos assumidos, h\u00e1 uma retra\u00e7\u00e3o dos bancos internacionais que se reflete na entrada de recursos externos, insuficientes para fechar as contas e, portanto, na alta do d\u00f3lar e na queima de reservas.<\/p>\n\n\n\n<p>As limita\u00e7\u00f5es observadas nas disponibilidades de financiamento externo apresentam como consequ\u00eancia vantajosa a estabiliza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida. A d\u00edvida externa total manteve-se praticamente no mesmo patamar quando se compara os meses de janeiro (US$ 238,30 bilh\u00f5es) e fevereiro (US$ 238,23 bilh\u00f5es). A d\u00edvida de m\u00e9dio e longo prazos cresceu apenas 0,9% entre dezembro e fevereiro. O setor privado, em conjunto com os bancos p\u00fablicos, \u00e9 o principal devedor, respons\u00e1vel por US$ 117,57 bilh\u00f5es. O setor p\u00fablico n\u00e3o financeiro estava comprometido com US$ 90,51 bilh\u00f5es. A d\u00edvida de curto prazo manteve-se em torno de US$ 30,0 bilh\u00f5es, em fevereiro, ela era, em sua quase totalidade (US$ 28,19 bilh\u00f5es) de responsabilidade do setor privado em conjunto com os bancos p\u00fablicos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o Ap\u00f3s alguns meses de crescimento, de redu\u00e7\u00e3o dos indicadores de desemprego e relativa estabilidade monet\u00e1ria e financeira, o Brasil 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