{"id":643,"date":"2020-04-24T23:56:10","date_gmt":"2020-04-25T02:56:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=643"},"modified":"2025-10-13T13:11:29","modified_gmt":"2025-10-13T16:11:29","slug":"por-uma-direcao-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/por-uma-direcao-diferente\/","title":{"rendered":"POR UMA DIRE\u00c7\u00c3O DIFERENTE"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n<p style=\"text-align: justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-498\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/files\/2020\/04\/nota.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"146\" \/><\/p>\n<h5 style=\"text-align: left\"><strong>HENRIQUE BRAGA<br \/>Departamento de Economia\/Ufes<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O avan\u00e7o da pandemia da COVID-19 estabeleceu in\u00fameros desafios para as ci\u00eancias, sejam elas naturais ou sociais. No campo da ci\u00eancia natural, o principal desafio tem sido o de salvar vidas. O que implica desenvolver o tratamento da doen\u00e7a e, enquanto n\u00e3o h\u00e1 uma \u201ccura\u201d, estabelecer estrat\u00e9gias de redu\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus. No campo das ci\u00eancias sociais, imp\u00f5e-se propor formas de se lidar, seja no campo ps\u00edquico, pol\u00edtico, social ou econ\u00f4mico, com as estrat\u00e9gias apresentadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Nesse contexto, estudiosos de infectologia e imunologia da Universidade de Harvard afirmam que, na aus\u00eancia de qualquer tratamento farmac\u00eautico eficaz contra as graves doen\u00e7as provocadas por um v\u00edrus de alta transmissibilidade, as estrat\u00e9gias para seu enfrentamento devem estar centradas na conten\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Assim, seria poss\u00edvel \u201cevitar o risco de sobrecarregar os sistemas de sa\u00fade e ganhar tempo para o desenvolvimento de tratamentos e vacinas\u201d. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 nesse sentido que devem ser adotados a quarentena, o distanciamento social e monitoramento da popula\u00e7\u00e3o, com teste em massa. Cuidados esses que precisam ser redobrados na esta\u00e7\u00e3o do ano mais prop\u00edcia \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus: o inverno<strong>[1]<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Mas, por quanto tempo seria necess\u00e1ria a ado\u00e7\u00e3o de tais medidas? Como o desenvolvimento e o teste de tratamentos e vacinas podem levar meses e at\u00e9 anos, eles estimam, com base nos pa\u00edses centrais, que seja necess\u00e1rio adotar o distanciamento social intermitente \u2013 ou mesmo substancial \u2013 e monitorar a popula\u00e7\u00e3o, com teste em massa, at\u00e9 2022<strong>[2]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Com isso, o avan\u00e7o da contamina\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser contido, de forma que os sistemas de sa\u00fade teriam capacidade para o tratamento adequado da popula\u00e7\u00e3o<strong>[3]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> O que reduziria n\u00e3o somente o n\u00famero de mortes pelas doen\u00e7as provocadas pelo COVID-19, como tamb\u00e9m diminuiria o n\u00famero de mortos por outras doen\u00e7as que, com um sistema de sa\u00fade em colapso, n\u00e3o conseguiriam o tratamento adequado.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Embora essas estimativas estejam sujeitas a uma s\u00e9rie de limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, que s\u00e3o reconhecidas pelos pr\u00f3prios autores<strong>[4]<\/strong>, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">a rapidez da transmiss\u00e3o do v\u00edrus pelo mundo, o elevado n\u00famero de mortos &#8211; a despeito da baixa taxa de letalidade do v\u00edrus<strong>[5]<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\"> &#8211; e o caso dram\u00e1tico da It\u00e1lia, s\u00e3o evid\u00eancias suficientes de que a pandemia da COVID-19 deve ser levada a s\u00e9rio. Mais do que isso, medidas contundentes precisam ser adotadas para viabilizar a forma de conten\u00e7\u00e3o da pandemia dispon\u00edvel no momento, evitando o adoecimento e a morte prematura da popula\u00e7\u00e3o<strong>[6]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Com especial aten\u00e7\u00e3o para os trabalhadoras e trabalhadores que, h\u00e1 anos, v\u00eam sofrendo com a precariza\u00e7\u00e3o das suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, com a incerteza dos seus sal\u00e1rios e com a press\u00e3o de terem de ser \u201cempres\u00e1rio de si mesmo\u201d<strong>[7].<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A mesma for\u00e7a que compeliu a essa degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u00e9, por\u00e9m, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o desse v\u00edrus. Como mostra o coletivo chin\u00eas Chuang, a expans\u00e3o das montadoras de autom\u00f3veis para Wuhan proporcionou tanto a r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o quanto a busca por novas \u00e1reas agr\u00edcolas, que avan\u00e7aram sobre o bioma da regi\u00e3o. Localizada num vale quente e \u00famido, Wuhan \u00e9 conhecida como uma das quatro \u201cfornalhas\u201d da China, constituindo um ambiente prop\u00edcio para as chamadas transmiss\u00f5es zoon\u00f3ticas de doen\u00e7as \u2013 a saber, quando h\u00e1 transmiss\u00e3o de uma esp\u00e9cie para outra. Numa das principais zonas produtivas da China, alimentada pela incessante din\u00e2mica de produzir mais coisas em menos tempo, a emerg\u00eancia de um novo v\u00edrus (SARS-CoV-2) teve as consequ\u00eancias que estamos passando agora<strong>[8]<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No campo econ\u00f4mico, o FMI estima, por exemplo, um decl\u00ednio de 3,0% no PIB mundial, sendo que esse indicador recuaria, nas economias avan\u00e7adas, em 6,1% e, nas economias ditas \u201cemergentes\u201d, em 1,0%<strong>[9]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Contudo, a julgar pela queda de 6,8% do PIB chin\u00eas no primeiro trimestre desse ano, quando comparado com o mesmo trimestre do ano passado, as estimativas do FMI s\u00e3o, para dizer o m\u00ednimo, otimistas<strong>[10]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Diante de um cen\u00e1rio de decl\u00ednio da atividade econ\u00f4mica, o pr\u00f3prio fundo sugere aos Bancos Centrais medidas para preservarem a \u201cestabilidade financeira global\u201d e \u201cmanterem a economia global funcionando\u201d. Em linhas gerais, as medidas s\u00e3o as seguintes: reduzir as taxas de juros e comprar ativos do sistema financeiro; intensificar as opera\u00e7\u00f5es de mercado aberto para ampliar a quantidade de dinheiro dispon\u00edvel para o sistema financeiro; prover contratos de c\u00e2mbio que deem conta da demanda por d\u00f3lares; e, por fim, reativar programas usados na crise financeira de 2007\/2008 para comprarem \u201cativos de risco\u201d e \u201ct\u00edtulos privados\u201d. At\u00e9 o momento, segundo o fundo, os Bancos Centrais anunciaram a provis\u00e3o de recursos ao sistema financeiro na ordem de 6 trilh\u00f5es de d\u00f3lares<strong>[11]<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O montante dos recursos disponibilizados at\u00e9 ent\u00e3o aponta, por um lado, para a import\u00e2ncia deste setor para a economia contempor\u00e2nea<strong>[12]<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\"><strong>.<\/strong> Pois, o autom\u00f3vel produzido em Wuhan, por exemplo, ser\u00e1, provavelmente, vendido \u00e0 cr\u00e9dito \u2013 seja no mercado chin\u00eas, estadunidense ou mesmo brasileiro \u2013 enquanto a tecnologia aplicada em sua produ\u00e7\u00e3o foi financiada \u00e0 cr\u00e9dito \u2013 neste caso, em grande parte pelo endividamento p\u00fablico e, em menor medida, por d\u00edvida privada. A rela\u00e7\u00e3o imbricada entre sistema financeiro e produ\u00e7\u00e3o de mercadorias \u00e9 conhecida como financeiriza\u00e7\u00e3o, na qual a emiss\u00e3o de novos t\u00edtulos de d\u00edvida p\u00fablicos e privados, a garantia de suas remunera\u00e7\u00f5es por parte dos emissores e a cont\u00ednua aposta na varia\u00e7\u00e3o de seus pre\u00e7os nos mercados burs\u00e1teis condicionam \u2013 e s\u00e3o necess\u00e1rios &#8211; \u00e0 produ\u00e7\u00e3o usual de mercadorias<strong>[13]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Por outro lado, tal volume de recursos mostra que o FMI sup\u00f5e que, assegurado o circuito de reciclagem dos t\u00edtulos de d\u00edvida, sua emiss\u00e3o e a aposta nas varia\u00e7\u00f5es dos seus pre\u00e7os, o cr\u00e9dito para os demais setores da economia ser\u00e1 estabilizado. Contribuindo, portanto, para evitar a desorganiza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica<strong>[14]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Aposta semelhante faz o governo brasileiro, tanto nas a\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas pelo BACEN, que liberaram 1,2 trilh\u00e3o de reais<strong>[15]<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, quanto a Emenda Constitucional n\u00ba 10\/2020, que libera a compra e a venda, por parte do BACEN, de t\u00edtulos p\u00fablicos em mercado secund\u00e1rio e de t\u00edtulos privados que apresentem risco de cr\u00e9dito<strong>[16]<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No primeiro caso, trata-se de permitir ao BACEN que compre t\u00edtulos emitidos pelo Tesouro Nacional, cuja fun\u00e7\u00e3o seria, em tese, financiar as a\u00e7\u00f5es estatais de combate \u00e0 pandemia do COVID-19<strong>[17]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> No segundo caso, os t\u00edtulos privados ser\u00e3o monetizados. Diante de uma estimativa de decl\u00ednio de 5,3% do PIB brasileiro em 2020<strong>[18]<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, esse dinheiro disponibilizado para o setor privado tende a ser convertido em t\u00edtulos p\u00fablicos emitidos pelo Tesouro Nacional. Assim, al\u00e9m de estatizar a d\u00edvida privada, esse tipo de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o assegura que as empresas n\u00e3o financeiras ter\u00e3o acesso ao cr\u00e9dito, poder\u00e3o renegociar suas d\u00edvidas, manterem parte da atividade econ\u00f4mica e, por meio do multiplicador do gasto, garantirem parte do emprego e da renda dos trabalhadores e trabalhadoras afetados pela pandemia da COVID-19<strong>[19]<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m disso, \u00e9 problem\u00e1tico o financiamento, por meio da emiss\u00e3o de d\u00edvida, das a\u00e7\u00f5es do Estado brasileiro de combate \u00e0 pandemia e aos seus efeitos. Isso porque teria consequ\u00eancias futuras desastrosas sobre a rela\u00e7\u00e3o D\u00edvida P\u00fablica\/PIB, principal indicador da pol\u00edtica econ\u00f4mica para a imposi\u00e7\u00e3o da austeridade fiscal. Esse \u00e9 o principal argumento de Henrique Meirelles, ex-presidente do BACEN, que, em entrevista recente, chegou a defender a emiss\u00e3o monet\u00e1ria, por meio da expans\u00e3o da base monet\u00e1ria, para financiar os gastos para fazer frente \u00e0 pandemia e aos seus efeitos. Ainda assim, ele n\u00e3o foi contr\u00e1rio \u00e0 emiss\u00e3o de t\u00edtulos de d\u00edvida para tal financiamento, apenas deixou claro que essa forma exigiria, no futuro, medidas contundentes de austeridade fiscal<strong>[20]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo que alguns economistas apostem na capacidade do Estado de rolar d\u00edvida, podendo emitir t\u00edtulos respeitando somente a capacidade produtiva da economia<strong>[21]<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, h\u00e1 de se considerar o papel da d\u00edvida no capitalismo contempor\u00e2neo. Ela disciplina as institui\u00e7\u00f5es e as pessoas. O sujeito endividado \u2013 seja ele o Estado Nacional ou o trabalhador \u2013 deve se comportar de forma austera, comedida e buscar sempre novos rendimentos para honrar a d\u00edvida (num caso, privatiza\u00e7\u00f5es; noutro, bicos ou segundo emprego)<strong>[22]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Afinal de contas, a d\u00edvida \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o quantificada com precis\u00e3o, tomada de forma simples, fria e impessoal, a qual n\u00e3o se pode deixar de pagar \u2013 mesmo que sejam somente os seus juros<strong>[23]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Em poucas palavras, a d\u00edvida \u00e9 uma t\u00e9cnica de poder, que condiciona as institui\u00e7\u00f5es e as pessoas \u00e0 busca cont\u00ednua do aumento da sua produtividade, conduzindo as pessoas a pressionarem pela mercantiliza\u00e7\u00e3o de diversas dimens\u00f5es da vida, pois \u00e9 preciso \u201cfazer dinheiro\u201d para honrar a d\u00edvida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Se \u00e9 apontado que o cen\u00e1rio para a vida social, at\u00e9 que haja uma vacina ou um tratamento razo\u00e1vel, \u00e9, at\u00e9 2022, o isolamento social intermitente \u2013 ou completo \u2013 a quarentena e o monitoramento, com teste em massa; as medidas econ\u00f4micas n\u00e3o podem apostar numa \u201cvolta da normalidade\u201d, empenhando uma produ\u00e7\u00e3o futura cujo modo de produzir foi um dos aspectos que nos colocou nesta situa\u00e7\u00e3o<strong>[24]<\/strong>.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Os efeitos disso podem ser ainda mais desastrosos, quando for constatada a inexist\u00eancia das promessas de remunera\u00e7\u00e3o futuras \u2013 sejam elas a arrecada\u00e7\u00e3o do Estado, as receitas das firmas ou mesmo os recebimentos dos bancos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Assegurar que as pessoas possam tomar as precau\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para evitar o cont\u00e1gio implica, antes de tudo, a \u201ccria\u00e7\u00e3o de um sal\u00e1rio social \u2013 renda b\u00e1sica universal \u2013 financiado com base em uma maior taxa\u00e7\u00e3o das rendas e das riquezas dos capitalistas e seus associados\u201d<strong>[25]<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\">. Em seguida, uma reorganiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, da distribui\u00e7\u00e3o, da troca e do consumo que evite o desabastecimento de alimentos e de material m\u00e9dico e que permita, dentre outras coisas, a continuidade dos atendimentos m\u00e9dicos e da pesquisa em busca de um tratamento e de uma vacina eficazes no combate \u00e0 COVID-19<strong>[26].<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Essa reorganiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o partir\u00e1, contudo, do Estado ou do Mercado, uma vez que cada um de seus agentes est\u00e3o preocupados demais consigo para agirem \u00e0 altura da situa\u00e7\u00e3o. Nesse momento, contamos somente com n\u00f3s mesmos para impormos sobre eles, que possuem uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica<strong>[27]<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\">, um r\u00edgido controle, orientado pela princ\u00edpio de que nossa sa\u00fade, nossa subsist\u00eancia e nossas vidas somente s\u00e3o poss\u00edveis em co-atividade, coobriga\u00e7\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o e reciprocidade<strong>[28]<\/strong>.<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">E, por isso, nossas vidas estar\u00e3o inviabilizadas se nossas a\u00e7\u00f5es continuarem a ser orientadas pela concorr\u00eancia e pela autovaloriza\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos e dos resultados das nossas atividades. Assim, para salvarmos nossas vidas e os seus meios de subsist\u00eancia, cabe bloquearmos a produ\u00e7\u00e3o pr\u00e9-crise e agirmos numa dire\u00e7\u00e3o diferente<strong>[29]<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Nesse sentido, devemos nos perguntar quais foram os princ\u00edpios das rela\u00e7\u00f5es sociais que nos conduziram \u00e0 perda dos la\u00e7os de solidariedade, como recuperar esses la\u00e7os sem retomar formas de domina\u00e7\u00e3o pessoal e, com isso, como produzir uma economia que assegure uma vida que valha a pena ser vivida e que seja pass\u00edvel de luto. Isso implica, dentre outras coisas, superar a media\u00e7\u00e3o social pelo trabalho, cuja forma social valor se expressa por meio do dinheiro e tem na d\u00edvida monet\u00e1ria seu regime de obriga\u00e7\u00f5es. Talvez tenha chegado o momento de realmente colocar a quest\u00e3o: \u00e9 necess\u00e1rio o cont\u00ednuo suor no rosto de muitos para produzir uma riqueza que, no momento derradeiro, quando o v\u00edrus bate \u00e0 porta, se mostra in\u00fatil? At\u00e9 porque, n\u00e3o ser\u00e1 com carros esportivos, bolsas de luxo, colares, banheiras de m\u00e1rmore de Carrara, deb\u00eantures, a\u00e7\u00f5es ou derivativos de balc\u00e3o que iremos combater a COVID-19, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\"><b>NOTAS<\/b><\/span><\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[1]\u00a0<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">KISSLER, Stephen et al. Projecting the transmission dynamics of SARS-CoV-2 through the post-pandemic period. <\/span><b>Science<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Apr. 14, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2XQhpk7.\u00a0<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[2] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Ver Kissler <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">et al<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (2020).<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[3] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Ver figura 5 de <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Kissler <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">et al<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (2020).<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[4] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Kissler <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">et al<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (2020) s\u00e3o expl\u00edcitos em reconhecerem a limita\u00e7\u00e3o do modelo usado para elaborar os cen\u00e1rios. Al\u00e9m disso, reconhecem os impactos negativos na economia e na sociedade da ado\u00e7\u00e3o das medidas sugeridas. Para mais sobre a limita\u00e7\u00e3o dos modelos, ver:\u00a0 ADAM, David. Special report: The simulations driving the world&#8217;s response to COVID-19. <\/span><b>Nature<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/go.nature.com\/2VkHOF3.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[5] <\/strong><b>COVID-19 CORONAVIRUS PANDEMIC<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Estat\u00edsticas de casos e de mortes por COVID-19.\u00a0 \u00a0 \u00a0 Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2xKeOh3. Acesso em: 19 abr. 2020.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[6] <\/strong><b>Nota sobre os impactos econ\u00f4micos e sociais da COVID-19<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/34MWmk2.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[7] <\/strong><b>COVID-19 e o agravamento da pandemia neoliberal<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2zcj7SJ.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[8] <\/strong><b>Cont\u00e1gio Social \u2013 coronav\u00edrus, China, capitalismo tardio e o mundo natural<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2VGiCbb.\u00a0<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[9] <\/strong><b>The Great Lockdown: Worst Economic Downturn Since the Great Depression<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2xylIWU.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[10] <\/strong><b>Com coronav\u00edrus, PIB tem queda anual de 6,8% no 1\u00ba trimestre na China<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2zfSgp1.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[11] <\/strong><b>COVID-19 Crisis Poses Threat to Financial Stability<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2XNYHd5.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[12] <\/strong><b>A economia real e o mercado de capitais diante da pandemia do COVID-19<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2zhBp5j.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[13]<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Lazzarato, Maurizio. <\/span><b>\u00c9 o capitalismo, est\u00fapido!.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/n-1edicoes.org\/016.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[14]<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Cabe notar que o FMI recomenda pol\u00edticas fiscais que preservem a renda das fam\u00edlias nesse momento. O que est\u00e1 em franco desacordo com as medidas at\u00e9 o momento adotas pelo governo brasileiro. Ver: <\/span><b>Fiscal Policies to Contain the Damage from COVID-19<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/34N00dC.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[15] <\/strong><b>Quadro \u2013 Libera\u00e7\u00e3o de Liquidez<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/3alirHH.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[16] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Proposta de Emenda Constitucional n\u00ba 10\/2020. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/34N4Nff.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[17] <\/strong><b>COVID-19 e o Banco Central<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2ypStW7. <\/span><b>Financiamento monet\u00e1rio \u00e9 arma or\u00e7ament\u00e1ria em \u201cguerra\u201d contra a covid-19<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2VlNmPZ.\u00a0<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[18] <\/strong><b>The Great Lockdown: Worst Economic Downturn Since the Great Depression<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/3ctESvG. Acesso em: 14 abr. 2020.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[19] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Algo que j\u00e1 ocorre desde a primeira medida do BACEN: <\/span><b>Varejo acusa banco de elevar juros<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Dispon\u00edvel em: https:\/\/glo.bo\/2yusPiR. Al\u00e9m disso, em recente entrevista, Ricardo Carneiro, ex-diretor executivo do diretor executivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) nota que \u201cn\u00e3o interessa s\u00f3 dar autoriza\u00e7\u00e3o ao Banco Central para comprar t\u00edtulos no mercado secund\u00e1rio e n\u00e3o garantir que essa interven\u00e7\u00e3o venha acompanhada tamb\u00e9m de assegurar novos financiamentos na economia, porque \u00e9 disso que se trata.\u201d. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2yrNWCA. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 qualquer sinal do governo de que este exigir\u00e1 contrapartidas do setor financeira assistido pela compra de t\u00edtulos.\u00a0<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[20] <\/strong><b>Meirelles defende &#8216;imprimir dinheiro&#8217; contra crise do coronav\u00edrus: &#8216;Risco nenhum de infla\u00e7\u00e3o&#8217;<\/b><span style=\"font-weight: 400\">.<br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bbc.in\/2RT2Ush.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[21] <\/strong><b>Covid-19: a pandemia ensina ao mundo a verdade sobre o gasto p\u00fablico<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/3cxjmq4.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[22] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Lazzarato, Maurizio. <\/span><b>O Governo do Homem Endividado<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. S\u00e3o Paulo: n-1 edi\u00e7\u00f5es, 2017.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[23] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Graeber, David. <\/span><b>D\u00edvida<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: os primeiros 5000 anos. S\u00e3o Paulo: Tr\u00eas Estrelas, 2016.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[24]<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Sobre esse assunto, al\u00e9m do texto <\/span><b>Cont\u00e1gio Social \u2013 coronav\u00edrus, China, capitalismo tardio e o mundo natural<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2VGiCbb; conferir tamb\u00e9m: Jappe, Anselm. <\/span><b>O colapso<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2Ki1jYL; e Scholz, Roswitha; B\u00f6ttcher, Herbert. <\/span><b>Coronav\u00edrus e o Colapso da Moderniza\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/34NuOet.\u00a0<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[25] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Prado, Eleut\u00e9rio. <\/span><b>Entre fic\u00e7\u00e3o e o fetiche<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/2XQh0hB.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[26] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Para mais medidas, ver <\/span><b>Nota sobre os impactos econ\u00f4micos e sociais da COVID-19<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/34MWmk2.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[27] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Mariutti, Eduardo. Estado, Mercado e concorr\u00eancia. <\/span><b>Revista da Sociedade Brasileira de Economia Pol\u00edtica<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. 2019, p.19. <br \/>Dispon\u00edvel em: https:\/\/bit.ly\/3ajGd6H.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[28]<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Dardot, Pierre e Laval, Christian. <\/span><b>Comum<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2017.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[29] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Latour, Bruno. <\/span><b>Imaginar gestos que barrem o retorno da produ\u00e7\u00e3o pr\u00e9-crise<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. <br \/>Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"blank\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/n-1edicoes.org\/008-1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/h5>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o da pandemia da COVID-19 estabeleceu in\u00fameros desafios para as ci\u00eancias, sejam elas naturais ou sociais. 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