{"id":738,"date":"2020-05-10T15:30:56","date_gmt":"2020-05-10T18:30:56","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=738"},"modified":"2025-10-13T13:17:46","modified_gmt":"2025-10-13T16:17:46","slug":"o-que-esperar-de-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/o-que-esperar-de-2021\/","title":{"rendered":"O QUE ESPERAR DE 2021?"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-498\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/files\/2020\/04\/nota.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"146\"><\/p>\n<h5><strong>Fabr\u00edcio Augusto de Oliveira<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Um dos maiores desafios colocados pela crise do coronav\u00edrus no per\u00edodo p\u00f3s-pandemia, tanto para os economistas como para os governantes, ser\u00e1 o de definir as melhores pol\u00edticas que devem ser seguidas para reerguer a economia e recuperar a capacidade do sistema econ\u00f4mico de recriar os empregos que foram varridos com o aniquilamento de empresas provocado pela paralisa\u00e7\u00e3o de muitas atividades econ\u00f4micas. N\u00e3o ser\u00e1 uma tarefa f\u00e1cil. Isso porque, al\u00e9m do inevit\u00e1vel gradualismo com que deve se dar a retomada, \u00e0 medida que a amea\u00e7a do v\u00edrus levar\u00e1 um bom tempo para ser afastada, impedindo a normaliza\u00e7\u00e3o completa de muitas atividades, muito capital ter\u00e1 sido queimado, empresas, principalmente as de pequeno e m\u00e9dio porte, fechadas, o investimento privado altamente enfraquecido, sem poder contar com incentivo diante de uma demanda agregada tamb\u00e9m desfalecida, dado o elevado n\u00edvel de desemprego, da queda do n\u00edvel de renda e com as finan\u00e7as dos Estados no mundo, em geral, destro\u00e7adas e, tamb\u00e9m grave, com um consider\u00e1vel aumento da pobreza e da desigualdade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Apesar do otimismo de muitas institui\u00e7\u00f5es que projetam uma forte recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica em 2021, n\u00e3o s\u00e3o pequenos os riscos de que o mundo poder\u00e1 permanecer numa zona de baixo crescimento e muitos pa\u00edses mesmo em recess\u00e3o mais prolongada, dependendo das pol\u00edticas que forem eleitas para a retirada da economia deste atoleiro, num quadro em que todos os motores do crescimento se encontram seriamente danificados e desligados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O FMI, por exemplo, projeta uma taxa de crescimento da economia mundial de 5,8% em 2021, com as economias avan\u00e7adas crescendo 4,5%, a Uni\u00e3o Europeia 4,8%, a Zona do Euro 4,7% e as economias emergentes 6,6%. Pa\u00edses como os Estados Unidos, para o qual se prev\u00ea uma expans\u00e3o de 4,7% no ano, Alemanha, de 5,1%, Fran\u00e7a, de 4,5%, It\u00e1lia, de 4,8%, Espanha, de 4,3%, Reino Unido, de 4%, Jap\u00e3o, de 3%, China, de 9,2%, \u00cdndia, de 7,4%, e at\u00e9 mesmo o Brasil, de 2,9%, aparecem, com essas estat\u00edsticas, nessas proje\u00e7\u00f5es, para confirmar este otimismo, sugerindo que, j\u00e1 neste ano, ter-se-\u00e1 sa\u00eddo do inferno da recess\u00e3o de 2020 e recuperado boa parte das perdas provocadas pela crise do coronav\u00edrus. Mais otimista, ainda, a Comiss\u00e3o Europeia, prev\u00ea uma expans\u00e3o da Zona do Euro de 6,3% em 2021, e expans\u00e3o de 6,5% para o PIB da It\u00e1lia, 7,4% para o da Fran\u00e7a, 7% para a Espanha, e 5,9% para a Alemanha, sob a hip\u00f3tese de que o confinamento ser\u00e1 flexibilizado gradualmente a partir de maio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Essas proje\u00e7\u00f5es parecem ignorar, contudo, os estragos provocados pelo tsunami da pandemia sobre a economia, o emprego, o n\u00edvel de renda e sobre o pr\u00f3prio capital, amparadas na hip\u00f3tese que o retorno \u00e0 normalidade econ\u00f4mica ap\u00f3s a pandemia religar\u00e1 automaticamente todos os motores da vida econ\u00f4mica. N\u00e3o \u00e9 bem assim.&nbsp; Ao contr\u00e1rio das crises c\u00edclicas cl\u00e1ssicas em que inje\u00e7\u00f5es de liquidez, acompanhadas de est\u00edmulos \u00e0 demanda agregada reinjetam for\u00e7as no sistema econ\u00f4mico, propiciando sua redecolagem, a crise atual, diante da paralisa\u00e7\u00e3o quase completa de muitas atividades econ\u00f4micas, deve produzir, como resultado, uma carnificina de muitas empresas, com faturamento em baixa, lucros em decl\u00ednio e elevada capacidade ociosa, principalmente nos segmentos das de pequeno e m\u00e9dio porte, al\u00e9m de outras de grande porte mais afetadas, como as a\u00e9reas, por exemplo, que n\u00e3o ter\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de responder rapidamente \u00e0 retomada at\u00e9 mesmo por falta de capital que, em alguma medida, deve ter simplesmente evaporado. Nessa situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode contar, como essas proje\u00e7\u00f5es sugerem, que o investimento privado esteja em condi\u00e7\u00f5es de dar respostas r\u00e1pidas \u00e0 retomada num cen\u00e1rio dominado por grandes incertezas, escassez de capital, elevada capacidade ociosa e demanda enfraquecida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O consumo, por outro lado, deve demorar a se reerguer depois dessa cat\u00e1strofe. Primeiro, porque o desemprego deve aumentar consideravelmente no mundo em decorr\u00eancia da crise. Os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que ultrapassaram os 30.000 at\u00e9 o final de abril, indicam que o mesmo poder\u00e1 superar a casa dos 20% da for\u00e7a de trabalho no pa\u00eds, n\u00edvel equivalente ou superior ao projetado para pa\u00edses da Zona do Euro, como Espanha (19%), Gr\u00e9cia (20%) ou menor, mas elevado, como na Fran\u00e7a (10%), It\u00e1lia (12%) pr\u00f3ximos ao da crise do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">subprime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e da d\u00edvida soberana europeia que levaram anos para serem reduzidos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Em segundo lugar, porque a renda dos trabalhadores sofreu uma brutal redu\u00e7\u00e3o na crise, principalmente a dos trabalhadores informais que simplesmente viram cessar seus ganhos com o isolamento. No caso dos trabalhadores formais que conseguiram manter seus empregos, houve, em muitos casos, redu\u00e7\u00f5es de seus sal\u00e1rios que foram compensados, parcialmente, por alguma complementa\u00e7\u00e3o dada pelos governos, enquanto os que foram demitidos passaram a receber o seguro-desemprego, via de regra com um valor inferior ao sal\u00e1rio. Em se tratando dos informais, estes tiveram de se contentar, onde isso ocorreu, com algum aux\u00edlio prestado pelo governo, para continuar apenas sobrevivendo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00c9 prov\u00e1vel que essa situa\u00e7\u00e3o deve ter minguado as poupan\u00e7as dos que as possu\u00edam e aumentado os n\u00edveis de endividamento e de inadimpl\u00eancia das fam\u00edlias, como se constata em muitos pesquisas veiculadas, ampliando as incertezas sobre o futuro e diminuindo sua inten\u00e7\u00e3o de gastar, tend\u00eancia que s\u00f3 pode ser revertida com a volta da confian\u00e7a na economia. Pesquisa realizada no Brasil pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, confirma que 50% dos brasileiros tiveram perda total ou parcial de renda, o que levou a um expressivo aumento de seus n\u00edveis de endividamento e, por esse motivo, \u00e0 maior prud\u00eancia na inten\u00e7\u00e3o de retornar ao mesmo patamar de compras que fazia antes da crise, mesmo com a normaliza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o bastasse isso, o tranco dado na atividade produtiva, afetando o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o principalmente dos trabalhadores informais e limitando a pol\u00edtica de transfer\u00eancia de renda dos Estados para as classes mais vulner\u00e1veis, deve empurrar uma parcela n\u00e3o pequena da popula\u00e7\u00e3o para a condi\u00e7\u00e3o de pobreza e de extrema pobreza. A Cepal projeta, para a Am\u00e9rica Latina e Caribe, um aumento de 30 milh\u00f5es de pessoas que passariam, com a crise, a integrar estes contingentes na regi\u00e3o. No Brasil, onde, segundo o IBGE, de acordo com os dados do m\u00f3dulo Rendimento de Todas as Fontes, da PNAD cont\u00ednua, divulgada no dia 06 de maio, metade dos brasileiros sobrevivia, em 2019, com apenas R$ 438 mensais (R$ 15 por dia), a situa\u00e7\u00e3o deve se agravar ainda mais, limitando at\u00e9 mesmo o consumo de produtos mais essenciais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os cen\u00e1rios desenhados para o com\u00e9rcio exterior s\u00e3o tamb\u00e9m desalentadores para amparar o otimismo de uma recupera\u00e7\u00e3o em n\u00edveis t\u00e3o elevados em 2021, como apontam essas pesquisas. Em fun\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses assumidas sobre o tamanho da recess\u00e3o mundial, que afeta a demanda e o pre\u00e7o dos produtos comercializados, do per\u00edodo previsto de isolamento e das restri\u00e7\u00f5es impostas aos meios de transportes em cada pa\u00eds por causa da crise, estima-se uma retra\u00e7\u00e3o que varia entre 15% e mais de 30%, um n\u00edvel superior a que se registrou na crise do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">subprime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, prevendo-se uma recupera\u00e7\u00e3o de 7% a 12% em 2021, insuficiente para recuperar as perdas do ano anterior. Ou seja, n\u00e3o se vislumbra, nessas condi\u00e7\u00f5es, contribui\u00e7\u00e3o importante deste componente da demanda agregada para sustentar as proje\u00e7\u00f5es otimistas sobre o crescimento em 2021, notadamente para os pa\u00edses exportadores de commodities, cujos pre\u00e7os, j\u00e1 baixos, desabaram na crise por falta de demanda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Restaria, assim, apenas o Estado como agente em condi\u00e7\u00f5es de dar o impulso necess\u00e1rio para reerguer a economia, por meio do aumento de seus gastos, financi<\/span><span style=\"font-weight: 400\">ados pela emiss\u00e3o de moeda ou de t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica, mas seus or\u00e7amentos se encontram destro\u00e7ados, comprometidos com elevados d\u00e9ficits e n\u00edveis de endividamento muito al\u00e9m do que recomenda o pensamento ortodoxo, em virtude dos esfor\u00e7os realizados para salvar a economia desde a crise do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">subprime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e, agora, do coronav\u00edrus,<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Esse, o dilema colocado no momento para a teoria econ\u00f4mica, o que \u00e9 simplesmente ignorado nas proje\u00e7\u00f5es de crescimento para 2021 feitas por essas institui\u00e7\u00f5es: como essas se baseiam em hip\u00f3teses equivocadas, considerando que as ondas da crise v\u00e3o gradualmente se enfraquecendo e acionando automaticamente os motores do crescimento, basta deixar a economia seguir seu <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">curso natural<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> para a supera\u00e7\u00e3o da crise, tratada apenas como um ponto fora da curva e n\u00e3o como um fen\u00f4meno novo, diferente de outras crises, que danificou toda a aparelhagem de funcionamento idealizado do sistema econ\u00f4mico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Se prevalecer a proposta do pensamento ortodoxo de que no p\u00f3s-epidemia o Estado deve voltar a preocupar-se em implementar s\u00e9rias medidas de ajuste fiscal para reduzir seus n\u00edveis de endividamento, o que tem sido defendido tamb\u00e9m no Brasil pela equipe econ\u00f4mica do governo Bolsonaro, dificilmente essas proje\u00e7\u00f5es otimistas sobre o crescimento mundial em 2021&nbsp; se materializar\u00e3o, sendo mais prov\u00e1vel que o mundo continue prisioneiro do baixo crescimento ou at\u00e9 mesmo da recess\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses por um bom tempo, j\u00e1 que n\u00e3o se remover\u00e3o as for\u00e7as a ele contr\u00e1rias. Se, por outro lado, continuar concedendo-se ao Estado a liberdade para atuar nessa situa\u00e7\u00e3o, mesmo aumentando ainda mais seu endividamento, como recomendaria Keynes e defende a Moderna Teoria da Moeda, aumentam as chances do mundo sair mais rapidamente dessa crise, adiando a defini\u00e7\u00e3o para o futuro de como essa conta ser\u00e1 paga. Mas essa \u00e9 outra quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabr\u00edcio Augusto de Oliveira Um dos maiores desafios colocados pela crise do coronav\u00edrus no per\u00edodo p\u00f3s-pandemia, tanto para os economistas 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