{"id":969,"date":"2020-07-22T03:14:35","date_gmt":"2020-07-22T06:14:35","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/?p=969"},"modified":"2025-10-13T13:19:11","modified_gmt":"2025-10-13T16:19:11","slug":"100-anos-de-florestan-fernandes-importantes-licoes-sobre-o-brasil-de-hoje-e-o-que-queremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/100-anos-de-florestan-fernandes-importantes-licoes-sobre-o-brasil-de-hoje-e-o-que-queremos\/","title":{"rendered":"100 ANOS DE FLORESTAN FERNANDES: IMPORTANTES LI\u00c7\u00d5ES SOBRE O BRASIL DE HOJE E O QUE QUEREMOS"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n<p style=\"text-align: justify\"><b><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-891\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/grupodeconjunturaufes\/files\/2020\/06\/Estudantes.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"146\" \/><br \/><em><br \/>Matheus Avila\u00b2<\/em><\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Dia 22 de julho deste ano comemoramos o centen\u00e1rio de um dos maiores pensadores do Brasil. Florestan Fernandes \u00e9 autor e pensador chave para entendermos os maiores dilemas, problemas e desafios estruturais do pa\u00eds em perspectiva cr\u00edtica, uma vez que sua an\u00e1lise macrossociol\u00f3gica, olhando diretamente para uma sociedade de classes, nos permite enxerg\u00e1-los nos \u00e2magos de sua estrutura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Em sua vasta obra, temos a chance de aprender sobre um Brasil e Am\u00e9rica Latina subdesenvolvidos, em que o processo hist\u00f3rico da forma\u00e7\u00e3o social e a domina\u00e7\u00e3o burguesa s\u00e3o, em suma, os elementos chaves para explicar o subdesenvolvimento e o car\u00e1ter desse tipo de sociedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A forma\u00e7\u00e3o social do Brasil, nascida de uma col\u00f4nia, imp\u00f4s \u00e0 sociedade uma dupla articula\u00e7\u00e3o: as profundas desigualdades e segrega\u00e7\u00e3o sociais e a depend\u00eancia econ\u00f4mica externa. Por outro lado, a domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica por uma classe em espec\u00edfico se intensifica, \u00e0 medida em que transforma\u00e7\u00f5es na economia acontecem &#8211; como por exemplo, mudan\u00e7as no padr\u00e3o de acumula\u00e7\u00e3o do capital -, em uma rela\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00e3o entre vontades da elite nacional e o imperialismo. Ali\u00e1s, uma das contribui\u00e7\u00f5es de Florestan, foi ter percebido que essa classe dominante conquista sua ascens\u00e3o no campo pol\u00edtico legitimando seu poderio econ\u00f4mico.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Essa foi apenas uma breve introdu\u00e7\u00e3o para perceber a atualidade de seu pensamento, uma vez que por meio dele, podemos encontrar respostas para quest\u00f5es que v\u00e3o desde a conforma\u00e7\u00e3o da estrutura fundi\u00e1ria do pa\u00eds e sua rela\u00e7\u00e3o com o poder pol\u00edtico, at\u00e9 mesmo outras, bem atuais, como tentar entender, por exemplo, o porqu\u00ea do Brasil estar t\u00e3o atrasado no combate ao novo coronav\u00edrus, bem como o da insufici\u00eancia de pol\u00edticas econ\u00f4micas que tenham o intuito de mitigar os efeitos da pandemia sobre a economia. Mais que isso! Porqu\u00ea tanta restri\u00e7\u00e3o em se ter pol\u00edticas p\u00fablicas de bem-estar social, que garantam empregos, a seguridade e prote\u00e7\u00e3o sociais? Porqu\u00ea o pa\u00eds est\u00e1 batendo recordes de desemprego e informalidade? Porqu\u00ea as desigualdades persistem?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Tentando responder \u00e0s perguntas, em primeiro lugar, os problemas essenciais do Brasil &#8211; a dupla articula\u00e7\u00e3o e a domina\u00e7\u00e3o de classes &#8211; seriam resolvidos atrav\u00e9s do controle do pa\u00eds sobre suas decis\u00f5es e destino mediante afirma\u00e7\u00e3o da autonomia do Estado nacional perante o setor externo. Em rela\u00e7\u00e3o a esses dilemas, o problema crucial do pa\u00eds continua sendo a depend\u00eancia externa e a grande desigualdade social.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Florestan Fernandes (1976) v\u00ea que a revolu\u00e7\u00e3o nacional viria conforme a burguesia pudesse, na evolu\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, quebrar com esses problemas e heran\u00e7as coloniais, paralelamente no contexto em que fossem inseridas num cen\u00e1rio de crescente industrializa\u00e7\u00e3o, tendo em vista que tal classe iria al\u00e9m, se posicionaria em conflito com a depend\u00eancia externa e tomaria seu lugar na acumula\u00e7\u00e3o de capital. Portanto, se trataria tamb\u00e9m de uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ou, mais estritamente, uma \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Burguesa\u201d, porque burguesia seria a \u00fanica classe possuidora de condi\u00e7\u00f5es de estabelecer seus anseios, de forma articulada\u00a0 arquitetando projetos, planos e conchavos no intuito de mitigar os problemas que impedem o pa\u00eds de dominar suas pr\u00f3prias decis\u00f5es e a sair do subdesenvolvimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">No entanto, em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">A Revolu\u00e7\u00e3o Burguesa no Brasil<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (1976), analisando a fundo o car\u00e1ter da burguesia que se formaria no pa\u00eds, atuando como sujeito hist\u00f3rico e a consolida\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o de classes, o autor conclui que o que se d\u00e1 no limite da forma\u00e7\u00e3o \u00e9 uma contrarrevolu\u00e7\u00e3o burguesa permanente. Isso implica no fato de que tal classe n\u00e3o marcha no sentido da supera\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento, mas sim em sua atenua\u00e7\u00e3o como forma de ampliar sua domina\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, o autor coloca a domina\u00e7\u00e3o burguesa como uma autocracia na ideia de que essa seria sua fonte de estabilidade pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social para manuten\u00e7\u00e3o do poder. Entretanto, em momentos em que a classe dominada se p\u00f5em em condi\u00e7\u00f5es de cobrar seus interesses, a burguesia mostraria seu car\u00e1ter reagindo de maneira \u201creacion\u00e1ria e ultraconservadora, dentro da tradi\u00e7\u00e3o do mandonismo das oligarquias\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Isto, sem tirar o fato de que as impot\u00eancias burguesas no cen\u00e1rio externo seriam compensadas, no cen\u00e1rio pol\u00edtico nacional, pela manipula\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas internas, de modo que a renova\u00e7\u00e3o e novos moldes das estruturas de poder herdadas do passado\u00a0 seriam postas como instrumento pol\u00edtico para garantir as transforma\u00e7\u00f5es capitalistas, al\u00e9m de sua pr\u00f3pria hegemonia no campo pol\u00edtico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Dessa forma, se torna imprescind\u00edvel o estudo sobre a burguesia nacional em sua forma\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o, de suas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, suas rela\u00e7\u00f5es com a depend\u00eancia externa, bem como suas estrat\u00e9gias autocr\u00e1ticas de perpetua\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, sua forma de fazer \u201cdemocracia\u201d e sua contrarrevolu\u00e7\u00e3o permanente. Tal ponto se justifica pelo fato dessa classe ser uma categoria fundamental da base do subdesenvolvimento no Brasil, sua perman\u00eancia e retroalimenta\u00e7\u00e3o. Para isso, parece n\u00e3o haver outro caminho, sen\u00e3o a reconstru\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-hist\u00f3rica de Florestan Fernandes sobre a burguesia brasileira.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Florestan tamb\u00e9m percebe que a depend\u00eancia exerce uma incontrol\u00e1vel press\u00e3o sobre a pr\u00f3pria economia interna, provocando uma hipertrofia de setores socioecon\u00f4micos e pol\u00edticos da pr\u00f3pria domina\u00e7\u00e3o da elite. As desigualdades causadas por esse movimento do imperialismo resulta em um contraponto democr\u00e1tico levando a um conflito com a burguesia. Tem-se nesses par\u00e2metros um vislumbre introdut\u00f3rio da contradi\u00e7\u00e3o entre a depend\u00eancia externa e democracia, pois tornam-se necess\u00e1rios aspectos de superioridade que n\u00e3o podem possuir contrapartidas ao desenvolvimento capitalista no exterior. Em outros termos, uma \u201cforte associa\u00e7\u00e3o racional entre desenvolvimento capitalista e autocracia\u201d .<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Estabelece-se, ent\u00e3o, uma interdepend\u00eancia pol\u00edtica e reciprocidade de interesses, garantindo os interesses do imperialismo e o crescimento econ\u00f4mico desejado pelo empresariado brasileiro para manter seu <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">status quo, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">tornando-se uma \u201cvanguarda pol\u00edtica da domina\u00e7\u00e3o imperialista sob a \u00e9gide do capitalismo\u201d, que apenas moderniza o atraso. Vale destacar que nesse cen\u00e1rio de depend\u00eancia o Brasil fica a merc\u00ea das oscila\u00e7\u00f5es provocadas pelas crises do capitalismo e das mudan\u00e7as de padr\u00e3o de acumula\u00e7\u00e3o do capital.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Com esse movimento social, a ascens\u00e3o das elites aparece como um flerte n\u00e3o com busca pelo \u00eaxito da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira e com a constru\u00e7\u00e3o social de um pa\u00eds livre, aut\u00f4nomo, que consiga resolver seus problemas deixados como heran\u00e7a da coloniza\u00e7\u00e3o, mas sim com o capitalismo dependente, que al\u00e9m de legitimar a domina\u00e7\u00e3o material interna tamb\u00e9m mant\u00e9m a continuidade da expans\u00e3o desse sistema.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Funciona como uma via de m\u00e3o dupla: a burguesia se associa ao capital internacional de forma marginal e perif\u00e9rica para manter sua acumula\u00e7\u00e3o e legitimar seu poder pol\u00edtico perante \u00e0s demais classes. E, por outro lado, a din\u00e2mica do capitalismo e do pr\u00f3prio capital, que precisa se expandir intensificando as contradi\u00e7\u00f5es da dualidade <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">capital x trabalho<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, se alimenta de seu pr\u00f3prio antagonismo, preservando a posi\u00e7\u00e3o de superioridade de classes, atenuando os problemas sociais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O pensamento de Florestan tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para entender a autocracia e\/ou autoritarismo das elites no Brasil. Porque, suas outras dimens\u00f5es, seja a sua polariza\u00e7\u00e3o, conservadorismo e depend\u00eancia entrariam em conflito com aspira\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, al\u00e9m de enfrentar oposi\u00e7\u00e3o das classes subalternas, o que leva tal classe a uma contradi\u00e7\u00e3o com o modelo democr\u00e1tico republicano representativo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para conter essa possibilidade, emergem as m\u00e1quinas de opress\u00e3o e repress\u00e3o do Estado, representado por uma classe. A rea\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m correu contra as classes e categorias que pudessem reivindicar suas posi\u00e7\u00f5es e melhorias, como a classe trabalhadora, sindicatos e movimentos sociais \u2013 chamados pelo autor de reivindica\u00e7\u00f5es \u201cde baixo pra cima\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Sendo assim, entender e estudar a obra de Florestan \u00e9 a chave para compreender o Brasil de hoje. Afinal, com o que vimos anteriormente, fica claro como o autoritarismo representado pelo poder executivo, bem como as pol\u00edticas econ\u00f4micas capitaneadas pelo Minist\u00e9rio da Economia, s\u00e3o reflexos da domina\u00e7\u00e3o das burguesias do pa\u00eds na esfera pol\u00edtica e econ\u00f4mica. Ali\u00e1s, n\u00e3o seria mera coincid\u00eancia, nem obra da m\u00e3o invis\u00edvel, nem do liberalismo econ\u00f4mico que, em meio a maior crise econ\u00f4mica enfrentada no mundo nos \u00faltimos tempos, as pol\u00edticas de \u201csalvamento\u201d \u00e0 economia seriam concentradas na esfera financeira, enquanto a regra para os hospitais e fam\u00edlias desamparadas pelo desemprego \u00e9 a austeridade fiscal. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a toa que a concentra\u00e7\u00e3o de renda no Brasil seja t\u00e3o exorbitante e que, em contrapartida, as elites relutam em aceitar a perman\u00eancia e amplia\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial, a ado\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o progressiva sobre fortunas, bem como a cria\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o de programas de redistribui\u00e7\u00e3o de renda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Florestan deixa como li\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, que dentro dessa ordem n\u00e3o seria poss\u00edvel sair da condi\u00e7\u00e3o de subdesenvolvimento e de crescente barb\u00e1rie. Talvez, um de seus maiores legados seja a import\u00e2ncia da luta popular e democr\u00e1tica, liderada pelos movimentos dos trabalhadores (fora dos \u00e2mbitos da \u201cdemocracia\u201d burguesa)\u00a0 para superar a dupla articula\u00e7\u00e3o e resolver os problemas essenciais da forma\u00e7\u00e3o nacional. O caminho \u00e9 mediante o rompimento pol\u00edtico com as elites e com a depend\u00eancia do setor externo, o que coloca na ordem do dia grandes desafios, que aparentemente parecem ser imposs\u00edveis de ser alcan\u00e7ados (baseado no exposto at\u00e9 aqui).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Entretanto, em uma entrevista de Florestan \u00e0 Vox Populi<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, a autora Lygia Fagundes Telles pede ao autor \u201cQue esperan\u00e7a voc\u00ea me d\u00e1, nesse instante?\u201d. Ele sorri e diz:\u00a0<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u201cInfelizmente n\u00e3o posso dar a Lygia nenhuma esperan\u00e7a. Eu acho que quem nos d\u00e1 a esperan\u00e7a s\u00e3o os humildes, os trabalhadores, os \u00edndios e os negros \u2026 Todos eles est\u00e3o fazendo o que as elites nunca fizeram: est\u00e3o tentando construir um Brasil novo (&#8230;) \u00c9 \u00fanica raz\u00e3o pelo qual algu\u00e9m pode dizer \u2018O Brasil tem futuro!\u2019\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Salve, Florestan Fernandes.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>NOTAS<br \/><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong>[1] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Partes do texto foram selecionados de artigo cient\u00edfico elaborado pelo autor.<br \/><\/span><strong>[2] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Egresso do Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial do curso de Economia da UFES; Graduando pelo curso de Economia da UFES.<br \/><\/span><strong>[3] <\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DKaY2HcQ9b8&gt; Acesso em 20\/07\/2020.<br \/><\/span><\/h5>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\"><b>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<br \/><\/b><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">FERNANDES, Florestan.<\/span><b> Revolu\u00e7\u00e3o Burguesa no Brasil<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Ensaio de interpreta\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica. zahar ed. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o paulo. 1976.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">FERNANDES, Florestan.<\/span><b> Capitalismo dependente e classes sociais na Am\u00e9rica Latina<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. zahar, ed. 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro. 1975<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">FERNANDES, Florestan. <\/span><b>Cl\u00e1ssicos sobre a revolu\u00e7\u00e3o brasileira<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Ed. Express\u00e3o Popular, 2000.<\/span><\/h5>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Matheus Avila\u00b2 Dia 22 de julho deste ano comemoramos o centen\u00e1rio de um dos maiores pensadores do Brasil. 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