{"id":111,"date":"2008-06-14T14:56:00","date_gmt":"2008-06-14T14:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/lucasgferreira.wordpress.com\/2008\/06\/14\/escalada-esportiva-lesao-nos-dedos-da-mao"},"modified":"2008-06-14T14:56:00","modified_gmt":"2008-06-14T14:56:00","slug":"escalada-esportiva-lesao-nos-dedos-da-mao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/lucasgf\/?p=111","title":{"rendered":"Escalada Esportiva: Les\u00e3o nos dedos da m\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">Uma das les\u00f5es mais comuns em atletas e praticantes recreativos da escalada esportiva, tanto indoor como em rocha, \u00e9 a les\u00e3o das bainhas que protegem os tend\u00f5es dos dedos da m\u00e3o.<\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\">N\u00f3s n\u00e3o possu\u00edmos m\u00fasculos nos dedos, os movimentos de flex\u00e3o dos dedos que tanto fazemos uso na escalada s\u00e3o produzidos por m\u00fasculos presentes no antebra\u00e7o: o flexor profundo dos dedos (FPD) e o flexor superficial dos dedos (FSD).<\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\">Pois bem, estes tend\u00f5es se inserem nas falanges m\u00e9dias (FSD) e distais (FPD) dos dedos da m\u00e3o, passando pela palma, falange proximal e falange m\u00e9dia. As bainhas (A1, A2, A3 e A4), fazem com que estes tend\u00f5es mantenham-se pr\u00f3ximos ao ossos das falanges, aumentando a for\u00e7a produzida no movimento de flex\u00e3o dos dedos.<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/bp2.blogger.com\/_pTrzHK-THVw\/SFPc0ccMg6I\/AAAAAAAAAGE\/G0Vkfgrxvu0\/s320\/ringband_de_5.jpg\" border=\"0\" \/> <\/p>\n<div align=\"justify\">Quando utilizamos a pegada fechada, em agarras menores (<em>closed crimp<\/em>), a articula\u00e7\u00e3o interfalangiana distal sofre uma extens\u00e3o completa, ou mesmo uma hiperextens\u00e3o, enquanto que a articula\u00e7\u00e3o interfalangiana proximal \u00e9 mantida em 90 graus. Isso causa uma press\u00e3o dos tend\u00f5es FPD e FSD sobre essas bainhas, especialmente a A2 e A4. Cronicamente, isso pode ocasionar pequenas les\u00f5es a estas estruturas. Ou mesmo o pior, podem sofrer ruptura completa, especialmente se o indiv\u00edduo est\u00e1 fazendo a utiliza\u00e7\u00e3o da pegada fechada e perde o apoio do p\u00e9, transferindo muita carga aos dedos. Nestes casos, os escaladores relatam que ouvem um &#8220;pop&#8221;, seguido de dor intensa. <\/div>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/bp0.blogger.com\/_pTrzHK-THVw\/SFPc0NIHffI\/AAAAAAAAAF8\/40XVAiKei_k\/s320\/image002.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<div align=\"justify\">Esta les\u00e3o provoca dor e limita\u00e7\u00e3o de movimento de flex\u00e3o dos dedos. O mais comum \u00e9 a ocorr\u00eancia nos dedos anular e m\u00e9dio. O tratamento depende do grau da les\u00e3o, mas consiste em cessar as atividades de escalada imediatamente, tratamento com gelo 2x ao dia por uma semana e utiliza\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00e3o anti-inflamat\u00f3ria. Estima-se que o tempo ideal, no caso de rupturas parciais, para voltar \u00e0 escalada \u00e9 em torno de 40 dias. Casos mais graves de ruptura completa podem necessitar de interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica para reconstru\u00e7\u00e3o da bainha danificada. \u00c9 muito importante que o indiv\u00edduo n\u00e3o retorne \u00e0s atividades muito precocemente, logo que a dor cesse, pois na realidade a les\u00e3o ainda n\u00e3o foi completamente curada e com certeza haver\u00e1 reincid\u00eancia.<\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\">Bons treinos!<\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\">Lucas Guimar\u00e3es<\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\"><img width='1' height='1' src='' alt='' \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das les\u00f5es mais comuns em atletas e praticantes recreativos da escalada esportiva, tanto indoor como em rocha, \u00e9 a les\u00e3o das bainhas que protegem os tend\u00f5es dos dedos da m\u00e3o. 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