{"id":47,"date":"2010-04-07T02:25:00","date_gmt":"2010-04-07T02:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/lucasgferreira.wordpress.com\/2010\/04\/07\/mecanismo-de-captacao-de-creatina-pelo-musculo-esqueletico"},"modified":"2010-04-07T02:25:00","modified_gmt":"2010-04-07T02:25:00","slug":"mecanismo-de-captacao-de-creatina-pelo-musculo-esqueletico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/lucasgf\/?p=47","title":{"rendered":"Mecanismo de Capta\u00e7\u00e3o de Creatina pelo M\u00fasculo Esquel\u00e9tico"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\"> Como os principais tecidos n\u00e3o s\u00e3o capazes de produzir a creatina (Cr), eles dependem de uma prote\u00edna para realizar o seu transporte do meio extracelular para o interior das c\u00e9lulas, o que ocorre contra um gradiente de concentra\u00e7\u00e3o. Esta prote\u00edna foi identificada e denominada de CreaT, sendo caracterizadas duas isoformas da mesma: o CreaT1 e o CreaT2. Eles pertencem a uma fam\u00edlia de transportadores de neurotransmissores dependentes de Na+\/Cl-, denominada SLC6, ou solute carrier family 6 (GUIMBAL e KILIMANN., 1993). O CreaT2 (SLC6A10 &#8211; solute carrier family 6, member 10) \u00e9 expresso apenas nos test\u00edculos, de modo que o CreaT1 (SLC6A8 &#8211; solute carrier class 6, member 8), por ter uma express\u00e3o mais ub\u00edqua \u00e9 considerado o principal transportador de Cr, raz\u00e3o pela qual \u00e9 denominado simplesmente por CreaT. <\/p>\n<p>O CreaT \u00e9 uma prote\u00edna integral de membrana, com 12 dom\u00ednios trans-membrana e aproximadamente 70,5 kDa, apresentando cadeia de 635 amino\u00e1cidos (SNOW e MURPHY, 2001). Sua estrutura \u00e9 muito similar \u00e0s dos transportadores de dopamina, GABA, taurina e noradrenalina, todos dependentes de Na+\/Cl-. Tr\u00eas s\u00edtios de glicosila\u00e7\u00e3o foram encontrados ao longo da cadeia do CreaT, sendo dois nas al\u00e7as extracelulares entre os dom\u00ednios transmembrana 3 e 4 e um entre o 11 e 12 (SALTARELLI et al., 1996; SORA et al., 1994). Al\u00e9m disso, s\u00edtios de fosforila\u00e7\u00e3o foram identificados na termina\u00e7\u00e3o amino e carbox\u00edlica, bem como em al\u00e7as intracelulares, totalizando cinco locais de fosforila\u00e7\u00e3o (SALTARELLI et al., 1996; SORA et al., 1994). Os estados de glicosila\u00e7\u00e3o e fosforila\u00e7\u00e3o da prote\u00edna s\u00e3o poss\u00edveis moduladores da atividade do CreaT e, conseq\u00fcentemente, da taxa de capta\u00e7\u00e3o de Cr pela c\u00e9lula (NASH et al., 1994; ZHAO et al., 2002).<\/p>\n<p>O CreaT foi identificado em diversos tecidos, como o m\u00fasculo esquel\u00e9tico, c\u00e9rebro, mioc\u00e1rdio, rins, test\u00edculos, f\u00edgado, pulm\u00f5es, enter\u00f3citos, retina e eritr\u00f3citos (GUIMBAL e KILIMANN, 1993; SNOW e MURPHY, 2001; SPEER, et al., 2004; TOSCO et al., 2004; NAKASHIMA et al., 2004). Quanto \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o celular do transportador, foi demonstrado, atrav\u00e9s de imagem por fluoresc\u00eancia e an\u00e1lise imunohistoqu\u00edmica, que o CreaT est\u00e1 localizado juntamente com a isoforma \u03b11 da Na+\/K+ ATPase e a enzima citrato sintase, presentes, respectivamente, nas membranas plasm\u00e1tica e mitocondrial (SNOW e MURPHY, 2001). O transporte da Cr atrav\u00e9s deste transportador utiliza um sistema de co-transporte com Cl- e Na+, com estequeometria de 2 Na+ e 1 Cl- por mol\u00e9cula de Cr transportada (GARCIA-DELGADO et al., 2001 e PERAL et al., 2002), utilizando a energia do gradiente eletroqu\u00edmico do Na+, gerado pela Na+\/K+ ATPase (GUERRERO-ONTIVEROS e WALLIMANN, 1998). <\/p>\n<p>Mais estudos sobre a regula\u00e7\u00e3o da express\u00e3o e atividade do CreaT possibilitar\u00e1 a melhor compreens\u00e3o dos efeitos da suplementa\u00e7\u00e3o de creatina e, especialmente, auxiliar\u00e1 do tratamento de algumas patologias que envolvem o sistema, como doen\u00e7as neurodegenerativas, miopatias, al\u00e9m das mol\u00e9stias que levam a intensa perda de massa e fun\u00e7\u00e3o musculares. <\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight:bold\">Por Lucas Guimar\u00e3es Ferreira<\/span><\/p>\n<div class=\"blogger-post-footer\"><img width='1' height='1' src='' alt='' \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como os principais tecidos n\u00e3o s\u00e3o capazes de produzir a creatina (Cr), eles dependem de uma prote\u00edna para realizar o seu transporte do meio extracelular para o interior das c\u00e9lulas, o que ocorre contra um gradiente de concentra\u00e7\u00e3o. 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