{"id":1004,"date":"2020-06-25T13:06:58","date_gmt":"2020-06-25T16:06:58","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1004"},"modified":"2020-07-31T18:23:18","modified_gmt":"2020-07-31T21:23:18","slug":"tecnologia-com-uso-de-infravermelho-possibilita-diagnostico-rapido-e-mais-barato-para-covid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/06\/25\/tecnologia-com-uso-de-infravermelho-possibilita-diagnostico-rapido-e-mais-barato-para-covid\/","title":{"rendered":"Tecnologia com uso de infravermelho possibilita diagn\u00f3stico r\u00e1pido e mais barato para COVID"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013 Por Jorge Medina \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores da Ufes, em colabora\u00e7\u00e3o com universidades do Brasil e da Inglaterra, est\u00e3o utilizando a espectroscopia por infravermelho para a realiza\u00e7\u00e3o de testes que identificam, de forma r\u00e1pida e de baixo custo, as tend\u00eancias e as rea\u00e7\u00f5es em tempo real do novo conorav\u00edrus. Os resultados obtidos por esse procedimento podem fornecer dados importantes para o diagn\u00f3stico e o rastreamento da infec\u00e7\u00e3o em toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira, principalmente em um momento em que a pandemia est\u00e1 em todo o territ\u00f3rio nacional e aumenta a necessidade de realizar testes em massa para detectar a doen\u00e7a e verificar o n\u00famero real de infectados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cA espectroscopia de infravermelho \u00e9 uma t\u00e9cnica anal\u00edtica r\u00e1pida, de baixo custo, sem reagentes, n\u00e3o invasiva e n\u00e3o destrutiva, capaz de gerar um espectro de impress\u00f5es digitais de materiais biol\u00f3gicos. A luz infravermelha interage com as estruturas moleculares das principais biomol\u00e9culas contidas na amostra, como os \u00e1cidos nucleicos, gerando um sinal quantitativo para a informa\u00e7\u00e3o viral. Al\u00e9m disso, o teste \u00e9 passivo de automa\u00e7\u00e3o, de modo que os diagn\u00f3sticos podem ser realizados quase instantaneamente e o modelo de diagn\u00f3stico pode ser facilmente atualizado para muta\u00e7\u00e3o viral ou outras cepas\u201d, explica o coordenador do projeto e professor do Departamento de Ci\u00eancias Fisiol\u00f3gicas da Ufes, Val\u00e9rio&nbsp;Barauna.<\/p>\n\n\n\n<p>As coletas est\u00e3o sendo realizadas no Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Antonio Moraes (Hucam-Ufes), no Vila Velha Hospital e&nbsp;no Hospital Roberto Arnizaut Silvares (S\u00e3o Mateus),&nbsp;e,&nbsp;em breve, pretende-se&nbsp;iniciar nos Hospitais D\u00f3rio Silva e Jayme dos Santos Neves (ambos no munic\u00edpio de Serra). \u201cEstamos na primeira etapa da pesquisa e j\u00e1 temos dados preliminares promissores. Inicialmente, vamos coletar amostras de&nbsp;<em>swab<\/em>, que \u00e9 um cotonete est\u00e9ril que serve para coleta de saliva dos pacientes suspeitos de COVID-19. Ap\u00f3s a coleta, as amostras s\u00e3o analisadas pelo computador com a tecnologia de espectroscopia de infravermelho. Por meio desse sistema de intelig\u00eancia artificial, o computador vai identificar se os pacientes est\u00e3o infectados ou n\u00e3o pelo coronavirus\u201d, explica um dos pesquisadores e professor da Ufes&nbsp;Jos\u00e9 Geraldo Mill.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo inicial \u00e9 chegar a 600 amostras num prazo de dois meses. Atualmente, 250 pessoas j\u00e1 fizeram o teste. O professor Mill ressalta&nbsp;que a pesquisa tamb\u00e9m pretende incluir outros munic\u00edpios e outros estados, uma vez que o v\u00edrus n\u00e3o \u00e9 igual, tem v\u00e1rias muta\u00e7\u00f5es, manifestando-se de forma diferente em cada regi\u00e3o. O projeto pretende incluir na pesquisa pacientes das cidades de Belo Horizonte (MG) e de Ilh\u00e9us (BA).&nbsp;\u201cUm diagn\u00f3stico exato \u00e9 fundamental para propor aos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade medidas de preven\u00e7\u00e3o e de controle da doen\u00e7a\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Software<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Na segunda fase da pesquisa,&nbsp;est\u00e1 previsto o desenvolvimento de um&nbsp;<em>software<\/em>&nbsp;que realiza todo o processo autom\u00e1tico de reconhecimento da doen\u00e7a, similar a um reconhecimento de face ou de impress\u00e3o digital. \u201cA partir desse momento, o teste ser\u00e1 realizado pelo computador e ser\u00e1 extremamente r\u00e1pido, gerando o resultado entre um e dois minutos. Al\u00e9m disso,&nbsp;o custo estimado do exame ficar\u00e1 aproximadamente entre&nbsp;50 a 75 reais,&nbsp;bem abaixo dos atuais testes,&nbsp;que est\u00e3o custando entre 200 e 300 reais e levando at\u00e9 48 horas para divulgar o resultado\u201d,&nbsp; explica&nbsp;Barauna.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor refor\u00e7a ainda que a testagem \u00e9 fundamental para se identificar as pessoas infectadas e onde est\u00e3o as regi\u00f5es de maior risco. Isso permitir\u00e1&nbsp;o isolamento inteligente de \u00e1reas sem afetar a din\u00e2mica de um pa\u00eds inteiro e facilitar a aloca\u00e7\u00e3o de recursos para combater estrategicamente a doen\u00e7a, como equipamentos de suporte e&nbsp;ventilat\u00f3rio, medicamentos e equipe m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos professores Barauna&nbsp;e Mill, participam do projeto o professor da Ufes Leonardo dos Santos,&nbsp;os pesquisadores Luis Felipe de Carvalho, de S\u00e3o Paulo; e Paula Vassallo, de Minas Gerais; al\u00e9m de profissionais da Inglaterra. A pesquisa tem o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Esp\u00edrito Santo (Fapes) e foi a \u00fanica proposta aprovada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnologia (CNPq), cuja coordena\u00e7\u00e3o est\u00e1 no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Jorge Medina \u2013 Pesquisadores da Ufes, em colabora\u00e7\u00e3o com universidades do Brasil e da Inglaterra, est\u00e3o utilizando a espectroscopia por infravermelho para a <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/06\/25\/tecnologia-com-uso-de-infravermelho-possibilita-diagnostico-rapido-e-mais-barato-para-covid\/\" title=\"Tecnologia com uso de infravermelho possibilita diagn\u00f3stico r\u00e1pido e mais barato para COVID\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":1005,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[9,47],"tags":[],"class_list":["post-1004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",800,400,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",150,75,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",300,150,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",768,384,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",800,400,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",800,400,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",800,400,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",800,400,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",678,339,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",678,339,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",326,163,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/06\/teste-saliva.jpg",80,40,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013 Por Jorge Medina \u2013 Pesquisadores da Ufes, em colabora\u00e7\u00e3o com universidades do Brasil e da Inglaterra, est\u00e3o utilizando a espectroscopia por infravermelho para a [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1004"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1006,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1004\/revisions\/1006"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1005"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}