{"id":1045,"date":"2020-07-07T10:18:12","date_gmt":"2020-07-07T13:18:12","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1045"},"modified":"2020-08-11T12:37:46","modified_gmt":"2020-08-11T15:37:46","slug":"pesquisa-aponta-aumento-do-consumo-de-jornalismo-e-de-midias-durante-a-quarentena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/07\/07\/pesquisa-aponta-aumento-do-consumo-de-jornalismo-e-de-midias-durante-a-quarentena\/","title":{"rendered":"Pesquisa aponta aumento do consumo de jornalismo e de m\u00eddias durante a quarentena"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u2013 Por Lidia Neves \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das pessoas aumentou o consumo de m\u00eddias e de informa\u00e7\u00e3o durante o isolamento social motivado pela pandemia de COVID-19. Essa&nbsp;foi a conclus\u00e3o da pesquisa Coronav\u00edrus, Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o<em>,&nbsp;<\/em>realizada sob a coordena\u00e7\u00e3o das professoras Daniela Zanetti e Ruth Reis, do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o da Ufes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo dos grupos de pesquisa Cultura Audiovisual e Tecnologia (CAT) e Comunica\u00e7\u00e3o, Cultura e Discurso (Grudi) baseou-se nas respostas de 831 pessoas (sendo 482 do Esp\u00edrito Santo) a um formul\u00e1rio on-line de 16 quest\u00f5es, com amostragem n\u00e3o probabil\u00edstica. Participaram pessoas de 24 estados brasileiros, de todas as regi\u00f5es do Brasil, al\u00e9m de pessoas que vivem em outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A enquete ficou dispon\u00edvel na semana de 12 a 19 de abril, que coincidiu com o per\u00edodo de maiores \u00edndices de isolamento social. \u201cPercebemos uma resposta r\u00e1pida ao question\u00e1rio, um interesse das pessoas em participar. Naquela semana, entre os que responderam, 74,7% estavam em isolamento total e 22,9%, parcial, ent\u00e3o a pesquisa refletiu bem esse momento\u201d, aponta a professora Daniela Zanetti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das pessoas indicou que est\u00e1 trabalhando ou estudando on-line durante o isolamento: 29,2% t\u00eam jornadas de at\u00e9 quatro horas di\u00e1rias, 30,6% dedicam de quatro a oito horas por dia, 14,7% ficam de oito a 12 horas estudando e 4,7%, mais de 12 horas. Os que n\u00e3o est\u00e3o estudando ou trabalhando correspondem a 20,8%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Ruth Reis destacou que um dos principais indicadores que se obt\u00e9m com pesquisas como essa, corroboradas pelas que v\u00eam sendo feitas em outras regi\u00f5es, \u00e9 o fortalecimento do campo da comunica\u00e7\u00e3o, a partir dos novos comportamentos e h\u00e1bitos desencadeados neste per\u00edodo de isolamento social, com o uso mais intensivo das plataformas comunicacionais, o&nbsp;<em>home office<\/em>&nbsp;e as&nbsp;atividades virtuais de ensino. \u201cAl\u00e9m de novas ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o on-line, evidencia-se a demanda por conte\u00fados qualificados. Aponta-se tamb\u00e9m para a necessidade de um aprimoramento das compet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o por parte de qualquer usu\u00e1rio, com \u00eanfase para a dimens\u00e3o \u00e9tica para que tenhamos um ambiente comunicacional participativo e mais saud\u00e1vel\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Consumo de informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quase totalidade dos que responderam busca se informar sobre a epidemia do novo coronav\u00edrus: 75,1% o fazem diariamente e 21,8%, algumas vezes por semana. Apenas 0,8% disse&nbsp;que nunca vai&nbsp;atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es. A televis\u00e3o \u00e9 o principal meio em que as pessoas buscam informa\u00e7\u00f5es (73,41%), seguida de sites e blogues jornal\u00edsticos (65%) e de redes sociais, sendo as mais usadas o WhatsApp&nbsp;(34,42%) e o Facebook (25,15%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs dados no Brasil seguem a tend\u00eancia mundial, com destaque para o aumento de consumo de TV e de sites de not\u00edcias. E,&nbsp;exatamente nesse per\u00edodo, a TV ampliou suas produ\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas, j\u00e1 que grava\u00e7\u00f5es de outros tipos de conte\u00fado foram interrompidas. N\u00f3s acreditamos que o jornalismo foi fortalecido nesse contexto\u201d, avalia Ruth Reis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O destaque para o consumo de TV pode estar relacionado ao fato de as pessoas estarem mais tempo em casa e com a possibilidade de acessar informa\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias telas, analisa Daniela Zanetti. \u201cNos Estados Unidos, o relat\u00f3rio Nielsen Total Audience indicou um aumento de tr\u00eas&nbsp;horas di\u00e1rias no consumo de televis\u00e3o&nbsp;entre os que est\u00e3o fazendo&nbsp;<em>home office<\/em>. J\u00e1 o Global Web Index aponta que, em mar\u00e7o, 87% dos norte-americanos e 80% dos brit\u00e2nicos ampliaram o consumo de conte\u00fados, principalmente em TVs abertas, v\u00eddeos&nbsp;e transmiss\u00f5es on-line\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os que responderam ao question\u00e1rio da pesquisa da Ufes, as informa\u00e7\u00f5es que mais interessam sobre a pandemia s\u00e3o as relacionadas \u00e0s a\u00e7\u00f5es do governo brasileiro (81,47%), \u00e0s descobertas cient\u00edficas (73,89%), \u00e0s medidas de preven\u00e7\u00e3o (72,32%) e \u00e0s a\u00e7\u00f5es de outros pa\u00edses (65,7%). Mais da metade dos participantes indicou ter interesse, tamb\u00e9m, em not\u00edcias sobre o n\u00famero de mortos e de contaminados, causas e sintomas da doen\u00e7a,&nbsp;e projetos solid\u00e1rios para pessoas carentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pesquisadoras destacam, ainda, que as respostas indicam a busca por informa\u00e7\u00f5es mais aprofundadas&nbsp;e tamb\u00e9m conhecimento de experi\u00eancias pr\u00f3ximas a esta, em artigos,&nbsp;jornais e sites jornal\u00edsticos (68,23% dos que responderam ao question\u00e1rio), artigos cient\u00edficos (41,64%), document\u00e1rios (30,32%), literatura (13,96%), livros cient\u00edficos (8,06%) e at\u00e9 em filmes de fic\u00e7\u00e3o (4,57%), entre outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m buscou conhecer os tipos de entretenimento mais adotados. Os mais citados foram filmes (75,21%), redes sociais (71,96%), m\u00fasica (62,94%), s\u00e9ries (62,7%) e livros (44,52%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Redes sociais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o ao uso das redes sociais no per\u00edodo do isolamento, 80,4% dos participantes afirmaram que compartilham informa\u00e7\u00f5es sobre o coronav\u00edrus, sendo que 22% o fazem diariamente. Os tipos de informa\u00e7\u00e3o mais compartilhados s\u00e3o alertas das autoridades (54,87%), mat\u00e9rias e artigos de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o (49,94%),&nbsp;e \u00e1udios e v\u00eddeos de especialistas (44,52%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de poucas pessoas afirmarem compartilhar memes em suas redes (17,69%), esse tipo de conte\u00fado caracter\u00edstico da internet \u00e9 um dos mais recebidos pelos participantes (por 53,43% deles), juntamente com mat\u00e9rias e artigos de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o (58,48%),&nbsp;e \u00e1udios e v\u00eddeos de especialistas (52,35%).&nbsp;As&nbsp;<em>fake news<\/em>&nbsp;e os alertas de autoridades tamb\u00e9m chegam a uma grande propor\u00e7\u00e3o (47,77% e 47,41%,&nbsp;respectivamente).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas 8,4% das pessoas afirmaram criar frequentemente conte\u00fados pr\u00f3prios, sobre qualquer assunto, para suas redes sociais neste per\u00edodo de isolamento. Outros 38,4% o fazem \u00e0s vezes. Os tipos de conte\u00fado mais gerados s\u00e3o mensagens de texto (64,34% dos participantes que produzem),&nbsp;<em>stories<\/em>&nbsp;(40,75%),&nbsp;e fotografias e imagens (40,75%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acesse a pesquisa completa, que aborda ainda teorias sobre a pandemia e expectativas para o futuro,&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.ufes.br\/sites\/default\/files\/anexo\/comunicacao_coronavirus-ufes.pdf\" target=\"_blank\">neste link<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.ufes.br\/conteudo\/projeto-de-extensao-educacao-para-midia-cria-acao-anti-fake-news-sobre-covid-19\" target=\"_blank\">Projeto de extens\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o para M\u00eddia cria a\u00e7\u00e3o de combate a fake news sobre COVID-19<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Lidia Neves \u2013 A maioria das pessoas aumentou o consumo de m\u00eddias e de informa\u00e7\u00e3o durante o isolamento social motivado pela pandemia de <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/07\/07\/pesquisa-aponta-aumento-do-consumo-de-jornalismo-e-de-midias-durante-a-quarentena\/\" title=\"Pesquisa aponta aumento do consumo de jornalismo e de m\u00eddias durante a 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