{"id":1188,"date":"2020-08-31T12:10:51","date_gmt":"2020-08-31T15:10:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1188"},"modified":"2020-09-25T12:51:04","modified_gmt":"2020-09-25T15:51:04","slug":"pesquisadores-da-ufes-ligam-comorbidade-a-faixa-etaria-para-avaliar-risco-de-morte-por-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/08\/31\/pesquisadores-da-ufes-ligam-comorbidade-a-faixa-etaria-para-avaliar-risco-de-morte-por-covid-19\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da Ufes ligam comorbidade a faixa et\u00e1ria para avaliar risco de morte por COVID-19"},"content":{"rendered":"\n<p>\u2013 <em>Por Adriana Damasceno<\/em> \u2013 <\/p>\n\n\n\n<p>Qual a influ\u00eancia de diferentes comorbidades no risco de morte por COVID-19 para distintas faixas et\u00e1rias? A partir desse questionamento, dois pesquisadores da Ufes iniciaram um estudo, buscando avaliar a rela\u00e7\u00e3o de diferentes comorbidades com o risco de morte pelo novo coronav\u00edrus em diferentes idades. Foram analisados 60.430 casos no Esp\u00edrito Santo, incluindo pacientes com e sem comorbidade. A pesquisa utilizou como base de dados o site Painel COVID-19, do Governo do Estado, com informa\u00e7\u00f5es coletadas no final de julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Respons\u00e1veis pelo estudo, os professores Adonai Lacruz e H\u00e9lio Zanquetto Filho, do Departamento de Administra\u00e7\u00e3o, dividiram o trabalho em tr\u00eas fases. A primeira analisou as comorbidades (problemas de sa\u00fade pr\u00e9-existentes) de forma exclusiva, ou seja, infectados que t\u00eam s\u00f3 diabetes ou s\u00f3 problemas card\u00edacos, por exemplo. As conclus\u00f5es dessa etapa reiteraram informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 amplamente divulgadas: que o risco de morte \u00e9 menor nas faixas de idade inferiores a 40 anos e que o percentual de mortes por COVID-19 \u00e9 maior em pacientes com comorbidade. \u201cAp\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o dessa fase, tamb\u00e9m entendemos que as comorbidades impactam de maneira diferente as faixas de idade e isso n\u00e3o se sabia at\u00e9 ent\u00e3o\u201d, conta o professor Lacruz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ufes.br\/sites\/default\/files\/styles\/imagem_conteudo\/public\/field\/image\/comorbidades.jpg?itok=mfVTpr2l\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Segunda fase<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Atualmente, na fase dois, os estudos est\u00e3o concentrados na an\u00e1lise das comorbidades combinadas duas a duas, como doentes que apresentam diabetes aliada a obesidade, por exemplo. Os pesquisadores utilizaram uma t\u00e9cnica denominada regress\u00e3o log\u00edstica, por meio da qual foi poss\u00edvel determinar, de forma isolada, o efeito de cada comorbidade no risco de morte em cada faixa et\u00e1ria e, assim, identificar as comorbidades mais influentes no risco de \u00f3bito. \u201cEm outras palavras, analisamos a influ\u00eancia da comorbidade entre pessoas com apenas uma comorbidade e pessoas sem nenhuma comorbidade\u201d, explica Lacruz.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo concluiu que, entre 30 e 39 anos, doen\u00e7as renais, cardiovasculares, obesidade e diabetes aumentaram o risco de morte, sendo a diabetes a comorbidade com maior influ\u00eancia. J\u00e1 para a faixa et\u00e1ria de 40 a 49 anos, a doen\u00e7a renal apresentou o maior impacto, seguida por tabagismo e diabetes. \u201cAssim, identificamos evid\u00eancia de que diferentes comorbidades aumentam o risco de morte de forma distinta por faixa et\u00e1ria\u201d, analisa o professor Lacruz.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador lembra que comorbidades que n\u00e3o se mostraram significantes do ponto de vista estat\u00edstico, como enfermidades no pulm\u00e3o, podem se relacionar com outras doen\u00e7as pr\u00e9-existentes, como a diabetes, e gerar efeito cruzado, podendo impactar no risco de morte: \u201cAn\u00e1lises preliminares sobre isso mostram que o risco de morte aumenta de 0,52%, no grupo sem comorbidade, para 10,67%. Ou seja, um aumento de 1.952% no risco de morte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sem data definida de in\u00edcio, a fase tr\u00eas da pesquisa vai se concentrar nas outras vari\u00e1veis relacionadas ao risco de morte pela COVID-19, como ser ou n\u00e3o profissional de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Lacruz e Zanquetto s\u00e3o ligados ao Departamento de Administra\u00e7\u00e3o e, embora atuem no setor de neg\u00f3cios, afirmam agregar o conhecimento em an\u00e1lise de dados a favor das pesquisas sobre o novo coronav\u00edrus. \u201cO conhecimento sobre a COVID-19 tem sido constru\u00eddo de uma forma muito at\u00edpica. Se soub\u00e9ssemos no in\u00edcio o que sabemos hoje, \u00e9 poss\u00edvel que menos pessoas tivessem sido infectadas e morrido. Logo, todo esfor\u00e7o \u00e9 v\u00e1lido\u201d, conclui Lacruz.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<br>Foto: Ag\u00eancia Bras\u00edlia\/ CC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Adriana Damasceno \u2013 Qual a influ\u00eancia de diferentes comorbidades no risco de morte por COVID-19 para distintas faixas et\u00e1rias? 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