{"id":124,"date":"2018-06-07T12:58:27","date_gmt":"2018-06-07T15:58:27","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=124"},"modified":"2019-08-08T10:51:11","modified_gmt":"2019-08-08T13:51:11","slug":"superacao-do-preconceito-de-genero-poderia-melhorar-a-ciencia-afirma-professora-fabricia-benda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/07\/superacao-do-preconceito-de-genero-poderia-melhorar-a-ciencia-afirma-professora-fabricia-benda\/","title":{"rendered":"&#8220;Supera\u00e7\u00e3o do preconceito de g\u00eanero poderia melhorar a ci\u00eancia&#8221;, afirma professora Fabr\u00edcia Benda"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-40 aligncenter\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/05\/Mulheres_foto_fabricia2.jpg\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"413\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\"><em>Fabricia Benda de Oliveira, professora do Departamento de Geologia (Centro de Ci\u00eancias Exatas, Naturais e da Sa\u00fade)<\/em><\/h6>\n<p>\u201cN\u00f3s, mulheres, sofremos preconceito todos os dias! N\u00e3o somente no Brasil, mas no mundo inteiro, as mulheres s\u00e3o diariamente testadas quanto ao seu conhecimento, pois, para muitos, a mulher ainda \u00e9 o sexo fr\u00e1gil, aquela que cuida da casa e dos filhos.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de cursar Engenharia, curso praticamente masculino, foi o primeiro passo tentando superar a barreira do preconceito. Na minha turma, por exemplo, havia 40 alunos, desses apenas 6 eram mulheres. Esse pequeno n\u00famero gerou preconceito por parte da fam\u00edlia, dos amigos, dos colegas de turma e at\u00e9 de professores.<\/p>\n<p>Outro desafio que tem me estimulado na academia \u00e9 que, apesar de atuar na \u00e1rea de Geologia, pois perten\u00e7o a esse departamento dentro da Ufes, mesmo sendo a \u00fanica professora n\u00e3o ge\u00f3loga do departamento, fato que tamb\u00e9m j\u00e1 me causou constrangimentos e julgamentos por preconceito, hoje sou a coordenadora do curso. Atualmente, as estat\u00edsticas do nosso curso mostram que estamos \u00e0 frente, pois somos 13 docentes e entre eles, surpreendentemente, temos 7 mulheres! Nos cargos administrativos de chefe de departamento e coordenador de curso, hoje temos mulheres atuando, o que j\u00e1 \u00e9 um diferencial em rela\u00e7\u00e3o a outros departamentos.\u201d<\/p>\n<h3>Credibilidade \u00e9 do homem<\/h3>\n<p>\u201cEnquanto pesquisadora, certa vez, um homem que participava comigo de uma mesa-redonda, em um evento, insinuou que eu estava falando a coisa errada. J\u00e1 aconteceu tamb\u00e9m, duas vezes, de homens, usarem como sendo deles, os projetos escritos por mim. J\u00e1 ocorreu, inclusive, de usarem minha fala como se fossem deles!<\/p>\n<p>Esse mesmo homem citado acima, apesar de ter dito v\u00e1rias coisas erradas, o que deveria desqualific\u00e1-lo, foi exaltado pelo simples fato de ser homem, e ent\u00e3o ter mais &#8216;credibilidade&#8217; do que eu (mulher).\u201d<\/p>\n<h3>Pesquisa, doc\u00eancia e fam\u00edlia<\/h3>\n<p>\u201cLecionando \u00e9 onde sinto menos preconceito, pois, por parte dos alunos, sempre senti admira\u00e7\u00e3o pelo meu trabalho e tento estimular neles a consci\u00eancia de que a supera\u00e7\u00e3o do preconceito de g\u00eanero poderia melhorar a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, percebo que ser mentora na \u00e1rea cient\u00edfica impacta na escolha da carreira dos meus orientandos, que muitas vezes t\u00eam atuado em \u00e1reas similares \u00e0 minha.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, vivo o desafio di\u00e1rio de cuidar da fam\u00edlia, da casa, dos filhos e ainda ser cobrada e testada o tempo todo no trabalho. N\u00f3s, mulheres cientistas, precisamos provar o tempo todo que somos competentes!<\/p>\n<p>O principal dilema que eu vivo atualmente \u00e9 que o trabalho cient\u00edfico demanda longas horas de pesquisas e viagens, e como vivo duas rotinas (trabalho e gest\u00e3o do lar), torna-se dif\u00edcil optar por algo que n\u00e3o seja a fam\u00edlia, principalmente os filhos, e sustentar as press\u00f5es da carreira. Por diversas vezes j\u00e1 deixei de participar de eventos, de palestras, de comiss\u00f5es etc. por estar gr\u00e1vida, amamentando, cuidando dos filhos.<\/p>\n<p>Na realidade, atuar como professora e pesquisadora demanda muito tempo, e as 40 horas de trabalho semanais s\u00e3o insuficientes para fazermos tudo que precisamos, como preparo de aulas, corre\u00e7\u00e3o de atividade, provas, orienta\u00e7\u00f5es, produ\u00e7\u00e3o intelectual, projetos etc.<\/p>\n<p>Eu sou extremamente motivada por desafios, e o fato de superar o preconceito \u00e9 um desafio di\u00e1rio que me impulsiona a conquistar cada vez mais um lugar de destaque junto \u00e0 academia. Pois sei que sou exemplo de mulher junto aos meus alunos, familiares, alguns colegas e, principalmente, para minha filha e que isso a incentivar\u00e1 na sua independ\u00eancia.\u201d<\/p>\n<h4>Confira tamb\u00e9m:<\/h4>\n<p><span style=\"color: #800080\"><a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/05\/24\/mulheres-e-as-pesquisas-na-ufes\">Mulheres s\u00e3o 44% das pesquisadoras na Ufes<\/a><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/07\/o-que-deve-vencer-sempre-e-a-competencia-diz-professora-cristina-engel\/\">&#8220;O que deve vencer sempre \u00e9 a compet\u00eancia&#8221;, diz professora Cristina Engel<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Fabricia Benda de Oliveira, professora do Departamento de Geologia (Centro de Ci\u00eancias Exatas, Naturais e da Sa\u00fade) \u201cN\u00f3s, mulheres, sofremos preconceito todos os dias! N\u00e3o <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/07\/superacao-do-preconceito-de-genero-poderia-melhorar-a-ciencia-afirma-professora-fabricia-benda\/\" title=\"&#8220;Supera\u00e7\u00e3o do preconceito de g\u00eanero poderia melhorar a ci\u00eancia&#8221;, afirma professora Fabr\u00edcia Benda\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":338,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[2,9],"tags":[],"class_list":["post-124","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-edicao008","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"mh-magazine-lite-slider":false,"mh-magazine-lite-content":false,"mh-magazine-lite-large":false,"mh-magazine-lite-medium":false,"mh-magazine-lite-small":false},"uagb_author_info":{"display_name":"daniel.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/daniel_de-souza-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Fabricia Benda de Oliveira, professora do Departamento de Geologia (Centro de Ci\u00eancias Exatas, Naturais e da Sa\u00fade) \u201cN\u00f3s, mulheres, sofremos preconceito todos os dias! N\u00e3o [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":608,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124\/revisions\/608"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}