{"id":1305,"date":"2020-10-27T09:46:11","date_gmt":"2020-10-27T12:46:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1305"},"modified":"2020-11-11T12:16:17","modified_gmt":"2020-11-11T15:16:17","slug":"estudo-aponta-que-um-tipo-de-celulas-modificadas-adquire-capacidade-de-combater-infeccoes-e-tumores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/10\/27\/estudo-aponta-que-um-tipo-de-celulas-modificadas-adquire-capacidade-de-combater-infeccoes-e-tumores\/","title":{"rendered":"Estudo aponta que um tipo de c\u00e9lulas modificadas adquire capacidade de combater infec\u00e7\u00f5es e tumores"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013 Por Mikaella Mozer e Lidia Neves \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo realizado por pesquisadores da Ufes descobriu que um tipo de c\u00e9lulas modificadas pelo envelhecimento ou por infec\u00e7\u00f5es (ou seja, senescentes) adquire a nova fun\u00e7\u00e3o de contribuir para eliminar c\u00e9lulas infectadas ou tumorais. O artigo sobre o tema, realizado pelos n\u00facleos de Doen\u00e7as Infecciosas (NDI) e de Biotecnologia da Ufes, foi publicado na revista&nbsp;<em>Nature Immunology<\/em>, a mais importante do mundo na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>As c\u00e9lulas estudadas s\u00e3o do tipo T CD8+, cuja principal fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de citocinas (que agem como mediadores inflamat\u00f3rios). Sua capacidade citot\u00f3xica \u00e9 respons\u00e1vel pela destrui\u00e7\u00e3o e pela elimina\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas infectadas e tumorais. Quando as c\u00e9lulas T CD8+ se tornam senescentes, sofrem modifica\u00e7\u00f5es, conforme explica a pesquisadora assistente do NDI e doutora pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Doen\u00e7as Infecciosas Luciana Covre. \u201cEssas c\u00e9lulas s\u00e3o caracterizadas por apresentarem dano no DNA, pela perda da capacidade de replica\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o na atividade do receptor TCR, fun\u00e7\u00f5es muito importantes da resposta imune, que ajudam a garantir a especificidade da resposta e o aumento do n\u00famero de c\u00e9lulas necess\u00e1rio para enfrentar uma infec\u00e7\u00e3o, por exemplo\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa aponta que, apesar de n\u00e3o ter a mesma resposta imune anterior, essas c\u00e9lulas T CD8+ senescentes adquirem uma nova forma de se manterem ativas na resposta imune, exercendo sua capacidade citot\u00f3xica para eliminar c\u00e9lulas infectadas e tumorais de forma mais r\u00e1pida, assemelhando-se a c\u00e9lulas de imunidade inata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/12\/13\/premio-para-pesquisa-de-imunologia-da-ufes\/\">Confira tamb\u00e9m: pesquisa de c\u00e9lulas senescentes recebe pr\u00eamio da Sociedade Brasileira de Imunologia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, essa semelhan\u00e7a \u00e9 alcan\u00e7ada uma vez que as c\u00e9lulas T CD8+ senescentes sofrem altera\u00e7\u00e3o fenot\u00edpica e adquirem receptores de superf\u00edcie (NKG2D) e mol\u00e9culas de sinaliza\u00e7\u00e3o intracelular (DAP-12). Al\u00e9m disso, essas c\u00e9lulas t\u00eam um aumento de prote\u00ednas em seu interior conhecidas como sestrinas (Sestrin2), que detectam est\u00edmulos que podem levar a um estresse da c\u00e9lula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia da sestrina foi verificada por meio da inibi\u00e7\u00e3o de seu funcionamento, tanto&nbsp;<em>in vitro<\/em>&nbsp;quanto&nbsp;<em>in vivo<\/em>, com camundongos. No estudo, foi poss\u00edvel verificar que, quando a prote\u00edna Sestrin2 n\u00e3o estava ativa, a c\u00e9lula T CD8+ senescente perdia sua fun\u00e7\u00e3o de c\u00e9lula inata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcreditamos que essas altera\u00e7\u00f5es que ocorrem com as c\u00e9lulas T CD8+ senescentes fa\u00e7am parte de uma adapta\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico na tentativa de manter respostas imunes eficazes. Visto que essas c\u00e9lulas se acumulam durante o envelhecimento e\/ou infec\u00e7\u00f5es, e que s\u00e3o c\u00e9lulas funcionais, elas podem trazer benef\u00edcios para eliminar processos infecciosos e c\u00e9lulas tumorais. No entanto, \u00e9 sempre importante ressaltar que, em excesso, essas c\u00e9lulas podem elevar o risco de doen\u00e7as autoimunes e inflamat\u00f3rias\u201d, avalia a pesquisadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo realizado abre novos caminhos de pesquisa, segundo Luciana Covre. Dentre as possibilidades, est\u00e3o a an\u00e1lise do papel dessas c\u00e9lulas em diferentes doen\u00e7as e o controle da fun\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas \uff0dpara terapias ou para a regula\u00e7\u00e3o de sua fun\u00e7\u00e3o, se estiverem causando danos ao corpo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Mikaella Mozer e Lidia Neves \u2013 Um estudo realizado por pesquisadores da Ufes descobriu que um tipo de c\u00e9lulas modificadas pelo envelhecimento ou <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/10\/27\/estudo-aponta-que-um-tipo-de-celulas-modificadas-adquire-capacidade-de-combater-infeccoes-e-tumores\/\" title=\"Estudo aponta que um tipo de c\u00e9lulas modificadas adquire capacidade de combater infec\u00e7\u00f5es e tumores\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":1306,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-1305","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",1920,1279,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",150,100,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",300,200,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",768,512,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",1024,682,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",1536,1023,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",1920,1279,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",658,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",572,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",678,452,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",326,217,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/microscopio-pixabay.jpg",80,53,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013 Por Mikaella Mozer e Lidia Neves \u2013 Um estudo realizado por pesquisadores da Ufes descobriu que um tipo de c\u00e9lulas modificadas pelo envelhecimento ou [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1305"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1305\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1310,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1305\/revisions\/1310"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}