{"id":1316,"date":"2020-10-28T15:08:39","date_gmt":"2020-10-28T18:08:39","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1316"},"modified":"2020-12-15T10:55:36","modified_gmt":"2020-12-15T13:55:36","slug":"pesquisadora-da-ufes-descreve-fossil-de-nova-especie-de-inseto-raro-milenar-encontrado-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/10\/28\/pesquisadora-da-ufes-descreve-fossil-de-nova-especie-de-inseto-raro-milenar-encontrado-no-ceara\/","title":{"rendered":"Pesquisadora da Ufes descreve f\u00f3ssil de nova esp\u00e9cie de inseto raro milenar encontrado no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013 Por Sueli de Freitas \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um f\u00f3ssil raro de inseto com aproximadamente 115 milh\u00f5es de anos descoberto no Cear\u00e1 e estudado na pesquisa de mestrado da bi\u00f3loga Arianny Storari, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas &#8211; Biologia Animal (PPGBAN) da Ufes, est\u00e1 sendo apresentado \u00e0 comunidade cient\u00edfica em artigo publicado nesta quarta-feira, 28, na revista <a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0240365\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Plos One<\/a>. Inclu\u00eddo na fam\u00edlia <em>Oligoneuriidae<\/em>, a nova esp\u00e9cie foi nomeada <em>Incogemina nubila<\/em>, que significa gemina\u00e7\u00e3o incompleta em latim. Esse \u00e9 o segundo f\u00f3ssil de um adulto dessa fam\u00edlia encontrado no mundo, mas nunca antes havia sido descrito. \u201cApenas foi citado por um pesquisador alem\u00e3o, mas a nossa descri\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira\u201d, afirma a pesquisadora, que atualmente \u00e9 aluna do doutorado no PPGBAN.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo \u00e9 resultado da parceria entre pesquisadores especialistas em paleontologia e biologia animal. \u00c9 assinado tamb\u00e9m pela orientadora da disserta\u00e7\u00e3o, a paleont\u00f3loga e professora da Ufes Taissa Rodrigues; pelo coorientador Frederico Salles, entom\u00f3logo que era professor da Ufes e hoje est\u00e1 na Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV); e pelo paleont\u00f3logo Ant\u00f4nio Saraiva, da Universidade Regional do Cariri (Urca), que coordenou a escava\u00e7\u00e3o no Cear\u00e1. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1333\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/escavacao-fossil-nova-olinda-flaviana-lima.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1320\" \/><figcaption>Escavac\u0327a\u0303o na Mina Anto\u0302nio Finelon, no munici\u0301pio de Nova Olinda\/CE, em que o f\u00f3ssil foi encontrado. Foto: Flaviana Lima\/Urca<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O f\u00f3ssil foi encontrado na unidade geol\u00f3gica denominada Forma\u00e7\u00e3o Crato, pertencente \u00e0 Bacia do Araripe, no munic\u00edpio de Nova Olinda, localizada no sul do Cear\u00e1, por uma equipe do Laborat\u00f3rio de Paleontologia da Urca. Considerado raro, o f\u00f3ssil \u00e9 um representante da ordem <em>Ephemeroptera<\/em>, animais tamb\u00e9m conhecidos como ef\u00eameras, que s\u00e3o insetos voadores que vivem poucos dias durante a vida adulta. Durante a fase larval, as ef\u00eameras s\u00e3o aqu\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, a rocha onde o f\u00f3ssil foi encontrado \u00e9 datada do Cret\u00e1ceo Inferior, entre 113 e 125 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, quando a \u00c1frica e a Am\u00e9rica do Sul ainda estavam se separando. \u201cA descoberta desse f\u00f3ssil permite estudos sobre caracter\u00edsticas desse per\u00edodo, quando os continentes ainda estavam no processo de separa\u00e7\u00e3o. Nesse local, foi formada uma grande lagoa\u201d, afirmou Taissa Rodrigues.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A professora destaca que, al\u00e9m da import\u00e2ncia hist\u00f3rica do achado, do ponto de vista da biologia, \u201cuma nova esp\u00e9cie, um novo g\u00eanero e uma nova subfam\u00edlia\u201d foram descobertos. \u201c\u00c9 poss\u00edvel analisar a evolu\u00e7\u00e3o dessa fam\u00edlia ao longo dos anos\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2192\" height=\"2007\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/desenho-ilustrativo-de-Incogemina-nubila-por-Arianny-Storari.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1321\" \/><figcaption>Desenho ilustrativo da Incogemina nubila, feito por Arianny Storari\/Ufes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Veias nas asas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O nome <em>Incogemina nubila<\/em>, que significa gemina\u00e7\u00e3o incompleta em latim, refere-se ao padr\u00e3o das veias nas asas do inseto, uma das caracter\u00edsticas que faz dessa nova esp\u00e9cie \u00fanica. O termo <em>nubila<\/em> significa nublado, dada a colora\u00e7\u00e3o acinzentada do calc\u00e1rio em que o f\u00f3ssil se preservou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA distribui\u00e7\u00e3o das veias combina um padr\u00e3o representativo da fam\u00edlia [<em>Oligoneuriidae<\/em>] com um padr\u00e3o ancestral\u201d, afirmou Arianny Storari. Na compara\u00e7\u00e3o com as esp\u00e9cies existentes hoje, a pesquisadora diz que, no processo de evolu\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de veias nas asas do inseto foi sendo reduzido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A raridade desses f\u00f3sseis, segundo Arianny Storari, explica-se pelo h\u00e1bito de vida da fam\u00edlia <em>Oligoneuriidae<\/em>. \u201cDurante a fase jovem, esses insetos s\u00e3o aqu\u00e1ticos e vivem em locais com intenso fluxo de \u00e1gua corrente, n\u00e3o sendo prop\u00edcios para preserva\u00e7\u00e3o de um f\u00f3ssil com estrutura sens\u00edvel\u201d, afirmou. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Veja tamb\u00e9m:<a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/08\/14\/pesquisadores-descrevem-nova-especie-de-lagostim-fossil-encontrada-na-antartica\/\"> <strong>Pesquisadores descrevem nova esp\u00e9cie de lagostim f\u00f3ssil encontrada na Ant\u00e1rtica<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para lembrar<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos seres vivos em ordem decrescente \u00e9: reino, filo, classe, ordem, fam\u00edlia (subfam\u00edlia), g\u00eanero e esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiba mais sobre esta pesquisa no programa Dez, da TV Ufes:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Descoberta de f\u00f3ssil de nova esp\u00e9cie de inseto no Brasil\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wi5vAlf2s00?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Lidia Neves<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Esse \u00e9 segundo f\u00f3ssil de um adulto dessa fam\u00edlia encontrado no mundo, mas nunca antes havia sido descrito. <\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":1317,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[86,87],"class_list":["post-1316","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-nova-especie","tag-paleontologia"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",1007,780,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",150,116,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",300,232,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",768,595,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",1007,780,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",1007,780,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",1007,780,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",565,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",492,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",657,509,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",316,245,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/10\/Incogemina-nubila.jpg",77,60,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esse \u00e9 segundo f\u00f3ssil de um adulto dessa fam\u00edlia encontrado no mundo, mas nunca antes havia sido descrito.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1316"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1316\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1441,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1316\/revisions\/1441"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}