{"id":1434,"date":"2020-12-15T10:11:26","date_gmt":"2020-12-15T13:11:26","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1434"},"modified":"2020-12-17T09:47:00","modified_gmt":"2020-12-17T12:47:00","slug":"ufes-integra-expedicao-que-descobre-possiveis-novas-especies-em-fernando-de-noronha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2020\/12\/15\/ufes-integra-expedicao-que-descobre-possiveis-novas-especies-em-fernando-de-noronha\/","title":{"rendered":"Ufes integra expedi\u00e7\u00e3o que descobre poss\u00edveis novas esp\u00e9cies em Fernando de Noronha"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013&nbsp;Por Sueli de Freitas \u2013&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em expedi\u00e7\u00e3o liderada por pesquisadores capixabas ao arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha (PE) foram encontradas quatro poss\u00edveis novas esp\u00e9cies de peixes e registradas 15 outras esp\u00e9cies jamais vistas naquela regi\u00e3o. O resultado da expedi\u00e7\u00e3o que contou com pesquisadores da Ufes, da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Par\u00e1 (UFPA), em parceria com a ONG Voz da Natureza, est\u00e1 no artigo publicado nesta segunda-feira, 14, na revista&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-62252020000400210&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en\">Neotropical Ichthyology<\/a>.&nbsp; A expedi\u00e7\u00e3o foi financiada pela Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, por meio de sele\u00e7\u00e3o do projeto por edital.<\/p>\n\n\n\n<p>Por 17 dias, em outubro do ano passado, os pesquisadores exploraram a regi\u00e3o de \u00e1guas profundas de Fernando de Noronha. O pesquisador da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia e chefe da equipe, Hudson Pinheiro, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisador associado da Ufes e da ONG Voz da Natureza, j\u00e1 afirma a descoberta das novas esp\u00e9cies de peixe gob\u00eddeo (<em>Psilotris sp.<\/em>), de peixe pedra (<em>Scorpaena sp.<\/em>), de peixe lagarto (<em>Synodus sp.<\/em>) e de peixe afrodite (<em>Tosanoides sp.<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda n\u00e3o foram descritas [em publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica], mas s\u00e3o novas esp\u00e9cies\u201d, garante o pesquisador, lembrando que, ap\u00f3s a expedi\u00e7\u00e3o, foi feito um trabalho de taxonomia das esp\u00e9cies, comparando caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas com centenas de outros peixes para comprovar serem animais in\u00e9ditos para a ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Oceanografia Ambiental (PPGOAM) da Ufes Jean-Christophe Joyeux, que participou da expedi\u00e7\u00e3o, explica que, das quatro potenciais esp\u00e9cies de peixes novas para a ci\u00eancia, somente uma foi capturada: a afrodite. \u201cOs indiv\u00edduos e os tecidos est\u00e3o na cole\u00e7\u00e3o ictiol\u00f3gica da Ufes, esperando uma melhoria no quadro pand\u00eamico para serem analisados de maneira aprofundada\u201d, afirmou. Os demais registros feitos em Fernando de Noronha foram captados por equipamentos sofisticados utilizados pela equipe.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tecnologia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/sites\/default\/files\/imce\/rov_by_cristian_dimitrius.jpeg\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pesquisa conjugou tr\u00eas t\u00e9cnicas diferentes de se observar a via submarina: mergulho aut\u00f4nomo de alta profundidade [com uso de&nbsp;<em>rebreathers,&nbsp;<\/em>equipamento que permite mais tempo de submers\u00e3o], ve\u00edculo fixo com c\u00e2mera e isca, e ve\u00edculo remotamente operado (ROV &#8211; foto). Com isso foi poss\u00edvel acessar a fauna de peixes da ilha em profundidades nunca antes pesquisadas\u201d, informou o professor Agnaldo Silva Martins, tamb\u00e9m do PPGOAM\/Ufes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, \u201cos resultados permitiram colocar um outro olhar nos ambientes mesof\u00f3ticos [abaixo de 30 metros de profundidade], onde a luz solar chega pouco e representa um verdadeiro ref\u00fagio da vida marinha, sobretudo para os peixes, pois s\u00e3o \u00e1reas menos atingidas pela pesca\u201d. A boa not\u00edcia \u00e9 a enorme biodiversidade de peixes marinhos, com surpreendentes 249 esp\u00e9cies, aumentando em 7% a diversidade anteriormente conhecida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-62252020000400210&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Confira mais fotos das esp\u00e9cies registradas<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O p\u00f3s-doutorando do Laborat\u00f3rio de Nectologia da Ufes Jo\u00e3o Teixeira, que operou o ROV (rob\u00f4 submarino equipado com c\u00e2meras de v\u00eddeo e sensores) durante a expedi\u00e7\u00e3o, conta que, al\u00e9m da biodiversidade encontrada nas \u00e1guas profundas de Fernando de Noronha, a expedi\u00e7\u00e3o registrou imagens de agrega\u00e7\u00f5es reprodutivas de peixes comerciais, como dent\u00e3o, cortejos e rituais de acasalamento de esp\u00e9cies de garoupas. \u201cCom o ROV podemos fazer registros a 140 metros de profundidade, permitindo trabalhar com mais tranquilidade, sem colocar em risco a integridade f\u00edsica dos pesquisadores\u201d, afirma, relatando imagens em detalhes de algas calc\u00e1rias, fundos rochosos, de areia e corais capturadas no arquip\u00e9lago.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra tecnologia utilizada na expedi\u00e7\u00e3o foi o BRUVS, que consiste em base montada embaixo d\u2019\u00e1gua, numa gaiola, com duas c\u00e2meras para filmar e, a partir das angula\u00e7\u00f5es, fazer a medi\u00e7\u00e3o dos peixes. \u201cCom isso foi poss\u00edvel aferir a biomassa dos peixes, especialmente dos predadores, pois utilizamos uma isca que atrai esse tipo de animal\u201d, afirmou Teixeira. A opera\u00e7\u00e3o do BRUVS ficou por conta do doutorando do PPGOAM\/Ufes Caio Pimentel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/tag\/nova-especie\/\">Conhe\u00e7a outras esp\u00e9cies descritas por pesquisadores da Ufes<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse trabalho ressalta a import\u00e2ncia de se aliar alta tecnologia, parcerias com pesquisadores de diversas institui\u00e7\u00f5es do mundo e o trabalho em equipe para avan\u00e7ar no conhecimento que pode ajudar na gera\u00e7\u00e3o de medidas mais eficazes de conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinhos\u201d, afirmou o professor Agnaldo Silva Martins.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Imagens: Luiz A. Rocha e Cristian Dimitrius (ROV)<br>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Em expedi\u00e7\u00e3o liderada por pesquisadores capixabas ao arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha (PE) foram encontradas quatro poss\u00edveis novas esp\u00e9cies de peixes e registradas 15 outras esp\u00e9cies jamais vistas naquela regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":1435,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[5,9,47],"tags":[85,84,86],"class_list":["post-1434","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias","category-online","tag-expedicao","tag-fernando-de-noronha","tag-nova-especie"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",1023,576,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",150,84,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",300,169,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",768,432,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",1023,576,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",1023,576,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",1023,576,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",778,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",678,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",678,382,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",326,184,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2020\/12\/chromis-scotti-ufes.jpeg",80,45,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em expedi\u00e7\u00e3o liderada por pesquisadores capixabas ao arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha (PE) foram encontradas quatro poss\u00edveis novas esp\u00e9cies de peixes e registradas 15 outras esp\u00e9cies jamais vistas naquela regi\u00e3o.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1434"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1434\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1447,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1434\/revisions\/1447"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}