{"id":1502,"date":"2021-01-27T13:13:38","date_gmt":"2021-01-27T16:13:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1502"},"modified":"2021-03-11T13:05:52","modified_gmt":"2021-03-11T16:05:52","slug":"estudos-confirmam-que-o-virus-causador-da-covid-19-circula-no-es-desde-dezembro-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2021\/01\/27\/estudos-confirmam-que-o-virus-causador-da-covid-19-circula-no-es-desde-dezembro-de-2019\/","title":{"rendered":"Estudos confirmam que o v\u00edrus causador da COVID-19 circula no ES desde dezembro de 2019"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u2013&nbsp;Por Jorge Medina \u2013&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O v\u00edrus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, j\u00e1 circulava no Esp\u00edrito Santo antes mesmo do primeiro caso da doen\u00e7a ser anunciado pela China. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de uma pesquisa publicada no \u00faltimo dia 6 de janeiro na Revista Cient\u00edfica&nbsp;<em>Plos One<\/em>. Dentre os autores do estudo, est\u00e1 o professor do Departamento de Patologia do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (CCS) da Ufes&nbsp;Rodrigo Rodrigues (foto).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/sites\/default\/files\/styles\/imagem_conteudo\/public\/field\/image\/covid_no_es_rodrigo_rodrigues.jpeg?itok=kNyJU6ci\" alt=\"\" \/><figcaption>Foto: Governo do ES<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m participaram da pesquisa o professor aposentado da Ufes Reynaldo Dietze; o secret\u00e1rio de Estado da Sa\u00fade do Esp\u00edrito Santo, N\u00e9sio Fernandes; e os pesquisadores Lorenzzo Stringari, Michel Souza, Jaqueline Goulart e Camila Giuberti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o t\u00edtulo&nbsp;<em>Covert cases of Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2: An obscure but present danger in regions endemic for Dengue and Chikungunya viroses<\/em>&nbsp;(Casos ocultos de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave Coronav\u00edrus 2: um obscuro mas presente perigo em regi\u00f5es end\u00eamicas para o v\u00edrus da dengue e Chikungunya), o estudo analisou 7.370 amostras de pacientes com suspeita de dengue e chikungunya, mas sem hist\u00f3ria pr\u00e9via de diagn\u00f3stico da COVID-19, de 1\u00ba de dezembro de 2019 a 30 de junho de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2021\/01\/27\/ufes-participa-de-estudo-sobre-nova-linhagem-do-coronavirus-originada-no-amazonas\/\"><strong>Ufes participa de estudo sobre nova linhagem do coronav\u00edrus originada no Amazonas<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o per\u00edodo pesquisado, foram detectados 210 casos de pessoas com anticorpos contra o novo coronav\u00edrus, representando 2,85% da amostra. A pesquisa destaca que, dentre os 210 pacientes com resultados de exames positivos para o coronav\u00edrus, 131 testaram negativo para dengue ou chikungunya, o que mostra que o SARS-CoV-2 n\u00e3o foi sequer considerado durante a estrat\u00e9gia de diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que mostra \u00e9 que esses pacientes possu\u00edam uma infec\u00e7\u00e3o por coronav\u00edrus, que ocorreu de forma oculta por uma doen\u00e7a que estava mais em evid\u00eancia. Se levarmos em conta que o anticorpo da COVID-19 demora mais para aparecer, s\u00f3 atingindo n\u00edveis detect\u00e1veis entre 15 e 20 dias ap\u00f3s o cont\u00e1gio, podemos dizer que a exposi\u00e7\u00e3o tenha ocorrido no final de novembro ou bem no in\u00edcio de dezembro. Isso refor\u00e7a a suspeita de que o v\u00edrus da COVID-19 estava circulando no Estado do Esp\u00edrito Santo antes mesmo do an\u00fancio oficial da doen\u00e7a pelo governo da China&#8221;, explica Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse modo, o primeiro caso diagnosticado com a COVID-19 no estado, conforme a pesquisa, foi em 18 de dezembro de 2019, que tamb\u00e9m teve resultado positivo para o v\u00edrus da dengue. Vale lembrar que o primeiro caso do coronav\u00edrus foi confirmado na China em 31 de dezembro de 2019, 13 dias ap\u00f3s identificado no Esp\u00edrito Santo, segundo o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a confirma\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do primeiro caso foi no dia 26 de fevereiro de 2020, ou seja, quase tr\u00eas meses depois. O paciente era um brasileiro que havia retornado de uma viagem \u00e0 It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em princ\u00edpio, o objetivo dos pesquisadores era investigar se haveria presen\u00e7a simult\u00e2nea do novo coronav\u00edrus com os v\u00edrus da dengue e da chikungunya em regi\u00f5es end\u00eamicas do estado, uma vez que alguns dos sintomas das infec\u00e7\u00f5es s\u00e3o semelhantes, como febre, dores de cabe\u00e7a e no corpo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo ressalta que o impacto do SARS-CoV-2 em regi\u00f5es end\u00eamicas para dengue e chikungunya ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente compreendido, considerando que os sintomas e as caracter\u00edsticas cl\u00ednicas exibidos durante as infec\u00e7\u00f5es agudas das doen\u00e7as s\u00e3o id\u00eanticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o observou que surtos concomitantes de dengue ou chikungunya podem dificultar o diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00f5es por coronav\u00edrus. Al\u00e9m disso, os resultados da pesquisa sugerem que os casos da COVID-19 que ocorreram antes de fevereiro de 2020 e que n\u00e3o foram diagnosticados podem ter contribu\u00eddo para a r\u00e1pida expans\u00e3o da pandemia no Esp\u00edrito Santo e no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vigil\u00e2ncia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo ressalta tamb\u00e9m que o refor\u00e7o da consci\u00eancia vigilante e da investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica \u00e9 essencial para o tratamento e o controle adequados da doen\u00e7a e que os dados apresentados na pesquisa alertam que, em regi\u00f5es end\u00eamicas de arbov\u00edrus (dengue, zika e chikungunya), a infec\u00e7\u00e3o pelo SARS-CoV-2 deve ser sempre considerada, independentemente da exist\u00eancia de teste pr\u00e9vio positivo para dengue ou chikungunya e\/ou aus\u00eancia de sintomas respirat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Rodrigues, que atualmente ocupa o cargo de diretor-geral do Laborat\u00f3rio Central do Esp\u00edrito Santo (Lacen-ES), da Secretaria de Estado da Sa\u00fade (Sesa), salienta que a presen\u00e7a de arbovirose end\u00eamica pode levar a uma conclus\u00e3o err\u00f4nea se n\u00e3o foi feita a testagem para o SARS-CoV-2. \u201cAcreditamos que esse novo v\u00edrus possa ter se beneficiado da concomit\u00e2ncia para passar despercebido, tornando a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a mais r\u00e1pida. Se o profissional da sa\u00fade n\u00e3o estiver atento, ignorando que a febre e as dores podem ser sintomas da COVID-19, ele pode diagnosticar uma doen\u00e7a qualquer e n\u00e3o isolar o paciente. Foi o que aconteceu durante pandemia\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda de acordo com os pesquisadores, o diagn\u00f3stico incorreto \u00e9 uma amea\u00e7a presente nas regi\u00f5es end\u00eamicas de dengue e chikungunya. &#8220;Nossos dados apoiam fortemente a hip\u00f3tese de que a infec\u00e7\u00e3o por SARS-CoV-2 foi ofuscada por uma epidemia concomitante de dengue e chikungunya\u201d, finaliza Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo publicado na revista norte-americana&nbsp;<em>Plos One<\/em>, que \u00e9 editada pela&nbsp;<em>Public Library of Science<\/em>, \u00e9 resultado de uma parceria entre a Sesa, o Lacen, o N\u00facleo de Doen\u00e7as Infecciosas da Ufes e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa\/Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Publicado em 15 de janeiro de 2021.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>V\u00edrus foi detectado em paciente no estado do Esp\u00edrito Santo em exame de 18 de dezembro de 2019, 13 dias antes do primeiro diagn\u00f3stico na China<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":1509,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[50],"class_list":["post-1502","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-covid-19"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",1024,813,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",150,119,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",300,238,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",768,610,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",1024,813,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",1024,813,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",1024,813,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",552,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",480,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",641,509,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",309,245,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/01\/coronavirus-sars-cov-2-niaid-usa.jpg",76,60,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"V\u00edrus 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