{"id":1677,"date":"2021-05-04T12:03:51","date_gmt":"2021-05-04T15:03:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1677"},"modified":"2021-05-14T11:09:45","modified_gmt":"2021-05-14T14:09:45","slug":"gravida-adolescente-ingere-mais-alimentos-ultraprocessados-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2021\/05\/04\/gravida-adolescente-ingere-mais-alimentos-ultraprocessados-revela-estudo\/","title":{"rendered":"Gr\u00e1vida adolescente ingere mais alimentos ultraprocessados, revela estudo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Sueli de Freitas &#8211; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ser gestante na adolesc\u00eancia (19 anos ou menos) \u00e9 um fator de risco para o maior consumo de alimentos ultraprocessados. \u00c9 o que mostra um estudo com pu\u00e9rperas da Grande Vit\u00f3ria realizado por pesquisadores dos programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade e de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva da Ufes. Outro fator que influencia no aumento do consumo de ultraprocessados \u00e9 o tabagismo. Os dados da pesquisa tamb\u00e9m indicam que, quando a gestante tem idade superior a 35 anos, \u00e9 chefe de fam\u00edlia e recebeu informa\u00e7\u00f5es sobre alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel no pr\u00e9-natal, os h\u00e1bitos alimentares s\u00e3o melhores.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa, que resultou em um artigo publicado em 2020 na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-72032020000700380&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr\u00edcia<\/a>, ouviu 1.035 mulheres que haviam acabado de dar \u00e0 luz na rede p\u00fablica entre abril e setembro de 2010. A amostra foi constitu\u00edda por gestantes residentes em munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana da Grande Vit\u00f3ria internadas em oito unidades do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) devido ao parto. O objetivo foi levantar os fatores sociodemogr\u00e1ficos que influenciam o consumo de alimentos ultraprocessados e minimamente processados por gestantes. Os dados da pesquisa fazem parte de um estudo maior intitulado&nbsp;<em>Avalia\u00e7\u00e3o da Qualidade da Assist\u00eancia Pr\u00e9-Natal na Regi\u00e3o Metropolitana da Grande Vit\u00f3ria (RMGV-ES): Acesso e Integra\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os de Sa\u00fade<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Das quatro classifica\u00e7\u00f5es existentes para alimentos&nbsp;segundo sua proced\u00eancia &#8211; in natura ou minimamente processados, ingredientes culin\u00e1rios processados, alimentos processados \u200b\u200be alimentos ultraprocessados &#8211; duas foram utilizadas no estudo:&nbsp;minimamente processados e ultraprocessados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s observamos que gestantes adolescentes t\u00eam h\u00e1bitos alimentares mais prejudiciais, com maior consumo de alimentos ultraprocessados. J\u00e1 gestantes com mais de 35 anos tinham h\u00e1bitos alimentares melhores. E as gestantes que receberam orienta\u00e7\u00f5es sobre alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel durante seu acompanhamento pr\u00e9-natal consumiram menos alimentos ultraprocessados\u201d, resume a professora do Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o Luciane Bresciani Salaroli, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Epidemiologia, Sa\u00fade e Nutri\u00e7\u00e3o (Gemnut) da Ufes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Remunera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Outro dado importante diz respeito \u00e0 atividade remunerada. Aquelas mulheres que tinham trabalho remunerado e as chefes de fam\u00edlia se alimentavam melhor, comendo menos ultraprocessados do que as que n\u00e3o tinham trabalho remunerado. A situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade econ\u00f4mica e alimentar das mulheres negras tamb\u00e9m foi evidenciada na pesquisa, prevalecendo h\u00e1bitos de consumo de alimentos ultraprocessados.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ter sido objeto desse estudo, Salaroli afirma que a ingest\u00e3o de ultraprocessados, j\u00e1 \u00e9 sabido, traz consequ\u00eancias negativas para a sa\u00fade: \u201cOutros estudos mostram pior qualidade da dieta e impactos negativos na sa\u00fade das pessoas, como, por exemplo, obesidade, s\u00edndrome metab\u00f3lica, alguns tipos de c\u00e2ncer, s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel, dentre outros\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs presentes resultados apontam para a necessidade de implementa\u00e7\u00e3o de medidas de interven\u00e7\u00e3o nos estabelecimentos de sa\u00fade com o objetivo de fornecer informa\u00e7\u00f5es educativas e promover alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel para as m\u00e3es\u201d, afirmam os pesquisadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Estudo ouviu 1.035 mulheres que haviam acabado de dar \u00e0 luz na rede p\u00fablica na Grande 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