{"id":1779,"date":"2021-06-23T13:15:15","date_gmt":"2021-06-23T16:15:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1779"},"modified":"2021-07-21T18:06:32","modified_gmt":"2021-07-21T21:06:32","slug":"capsulas-de-biocarvao-desenvolvidas-na-ufes-contribuem-para-semear-e-fertilizar-o-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2021\/06\/23\/capsulas-de-biocarvao-desenvolvidas-na-ufes-contribuem-para-semear-e-fertilizar-o-solo\/","title":{"rendered":"C\u00e1psulas de biocarv\u00e3o desenvolvidas na Ufes contribuem para semear e fertilizar o solo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Por Mikaella Mozer* &#8211; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Laborat\u00f3rio de Energia da Biomassa (LEB) da Ufes desenvolveu c\u00e1psulas densificadas de finos residuais de carv\u00e3o vegetal que melhoram a qualidade do solo em suas caracter\u00edsticas qu\u00edmicas, f\u00edsicas e biol\u00f3gicas, aumentando a CTC (capacidade de troca de c\u00e1tions, que influencia a reten\u00e7\u00e3o de nutrientes e \u00e1gua), a microbiota e os nutrientes. Em seu interior \u00e9 poss\u00edvel inserir sementes nativas, agr\u00edcolas e forrageiras para que o solo seja n\u00e3o s\u00f3 enriquecido, mas tamb\u00e9m plantado, tanto para reflorestamento, quanto para uso agr\u00edcola ou pecu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto foi desenvolvido a partir da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Alisson da Silva no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Florestais (PPGCFL), orientado pelo professor Ananias Dias Jr. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA nossa grande sacada nesse projeto \u00e9 o pH do carv\u00e3o. O solo brasileiro tem um pH alt\u00edssimo, e a maioria tem baixa fertilidade por causa disso. O biocarv\u00e3o que produzimos neutraliza o pH do solo e faz com que macro e micronutrientes antes indispon\u00edveis para as plantas, devido \u00e0 acidez da terra, fiquem acess\u00edveis. Assim, as pl\u00e2ntulas que n\u00e3o conseguiam se desenvolver passam a conseguir evoluir\u201d, explica Silva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para desenvolver as c\u00e1psulas, os pesquisadores utilizaram finos residuais do carv\u00e3o vegetal, que n\u00e3o s\u00e3o aproveitados no com\u00e9rcio e na ind\u00fastria e que podem representar at\u00e9 25% do que \u00e9 produzido nas carvoarias. O projeto se aproveita da experi\u00eancia pr\u00e9via do professor Dias na \u00e1rea de compacta\u00e7\u00e3o de materiais e conta com a parceria da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), onde Silva cursa seu doutorado, e da <em>Soka University<\/em>, do Jap\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Dez: C\u00e1psulas de biocarv\u00e3o para semeadura\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rTO0X_PYEQ0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Saiba mais sobre este projeto no programa Dez, da TV Ufes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da troca de informa\u00e7\u00f5es entre as institui\u00e7\u00f5es, os pesquisadores tamb\u00e9m conversaram com empres\u00e1rios da \u00e1rea, para identificar a necessidade do mercado e entender como ter o melhor uso valorativo do carv\u00e3o. Isso porque esse produto \u00e9 muito desvalorizado, devido aos custos financeiros e ambientais. \u201cA valoriza\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o \u00e9 importante tamb\u00e9m para o Brasil, onde \u00e9 produzido em larga escala, e para a Am\u00e9rica Central e \u00c1frica Subsaariana, que t\u00eam forte cultura de uso. Isso pode representar um aumento econ\u00f4mico para essas regi\u00f5es\u201d, avalia Dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As c\u00e1psulas foram o meio de revers\u00e3o desse quadro, pois elas barateiam o processo de semeadura, ao reduzir os gastos com for\u00e7a de trabalho e transporte. Para otimizar ainda mais o acesso a locais dif\u00edceis de chegar, h\u00e1 a possibilidade de lev\u00e1-las com <em>drones<\/em>, j\u00e1 que elas s\u00e3o pequenas e leves.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para desenvolver a c\u00e1psula, os pesquisadores produziram o seu pr\u00f3prio carv\u00e3o pelo processo de pir\u00f3lise, que \u00e9 o aquecimento da madeira sob condi\u00e7\u00f5es controladas, de forma a evitar a combust\u00e3o. &#8220;Embora a ideia seja usar res\u00edduos de sider\u00fargicas, produzimos, inicialmente, o nosso carv\u00e3o, pois \u00e9 necess\u00e1rio entender as vari\u00e1veis nesse processo. As ind\u00fastrias utilizam temperaturas diferentes, produzindo, ent\u00e3o, carv\u00f5es diferentes. Com nossos ensaios, entendemos que as c\u00e1psulas podem ser produzidas em qualquer lugar e ter\u00e3o a mesma condi\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica, caso as sementes sejam de qualidade\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores tamb\u00e9m introduziram algumas subst\u00e2ncias no biocarv\u00e3o, para obter a aglutina\u00e7\u00e3o e assim, inserir uma semente no meio da c\u00e1psula. A semente dever\u00e1 romp\u00ea-la ao brotar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As sementes passaram por etapas de avalia\u00e7\u00e3o de seu desenvolvimento, para entender se suas caracter\u00edsticas mudam conforme a composi\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o vegetal ou pela for\u00e7a de compacta\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s um per\u00edodo de 90 dias de ensaio, em que foram verificados a temperatura, o di\u00e2metro e a qualidade das pl\u00e2ntulas durante as germina\u00e7\u00f5es, as sementes demonstraram as mesmas caracter\u00edsticas das geradas na forma tradicional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As c\u00e1psulas est\u00e3o em processo de reconhecimento de patente. Parcerias para sua posterior comercializa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o analisadas pelo projeto de inova\u00e7\u00e3o e empreendedorismo do Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais (IPEF), o Radar IPEF de Inova\u00e7\u00e3o Florestal. Eles selecionam <em>startups<\/em> e pesquisas com potencial de impulsionar a inova\u00e7\u00e3o e trazer solu\u00e7\u00f5es para problemas das empresas associadas. A pesquisa est\u00e1 na segunda fase, na qual o projeto \u00e9 apresentado \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*Bolsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Ao mesmo tempo em que realiza o plantio, a c\u00e1psula com a semente melhora a qualidade do solo<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":1780,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-1779","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando.jpg",2400,1800,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-300x225.jpg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-768x576.jpg",768,576,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-1024x768.jpg",1024,768,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-1536x1152.jpg",1536,1152,true],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-2048x1536.jpg",2048,1536,true],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-1030x438.jpg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/06\/biocarvao-semente-germinando-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":2,"uagb_excerpt":"Ao mesmo tempo em que realiza o plantio, a c\u00e1psula com a semente melhora a qualidade do solo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1779"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1801,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1779\/revisions\/1801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}