{"id":1858,"date":"2021-07-21T17:52:46","date_gmt":"2021-07-21T20:52:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=1858"},"modified":"2021-08-11T10:16:49","modified_gmt":"2021-08-11T13:16:49","slug":"reproducao-por-miniestaquia-e-alternativa-para-arvores-nativas-em-extincao-no-es","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2021\/07\/21\/reproducao-por-miniestaquia-e-alternativa-para-arvores-nativas-em-extincao-no-es\/","title":{"rendered":"Reprodu\u00e7\u00e3o por miniestaquia \u00e9 alternativa para \u00e1rvores nativas da Mata Atl\u00e2ntica em extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u2013 Por Sueli de Freitas <\/em>\u2013 <\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de mudas de \u00e1rvores nativas da Mata Atl\u00e2ntica por meio da t\u00e9cnica de miniestaquia \u00e9 o foco de pesquisadores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Florestais da Ufes. Segundo a professora que orienta as pesquisas, Elzimar Gon\u00e7alves, do Departamento de Ci\u00eancias Florestais e da Madeira da Ufes, tr\u00eas esp\u00e9cies florestais amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram testadas com essa t\u00e9cnica: jacarand\u00e1-da-Bahia (<em>Dalbergia nigra<\/em>), bra\u00fana (<em>Melanoxylon<\/em> bra\u00fana) e peroba-amarela (<em>Paratecoma<\/em> peroba). O jacarand\u00e1 \u00e9 uma das madeiras mais valiosas do mundo e foi intensamente explorado nos setores de constru\u00e7\u00e3o civil e moveleiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm geral, as mudas de esp\u00e9cies nativas s\u00e3o produzidas por sementes. Mas, por uma s\u00e9rie de fatores, n\u00e3o \u00e9 sempre que temos sementes dispon\u00edveis, nem em quantidade nem em qualidade. Da\u00ed surgiu a ideia de tentar propagar essas esp\u00e9cies usando uma t\u00e9cnica de reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, ou seja, usando uma parte da planta para fazer a propaga\u00e7\u00e3o\u201d, explica a professora.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/muda-de-peroba-produzida-por-estaquia-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1861\" width=\"298\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/muda-de-peroba-produzida-por-estaquia-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/muda-de-peroba-produzida-por-estaquia-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/muda-de-peroba-produzida-por-estaquia.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 298px) 100vw, 298px\" \/><figcaption>Muda de peroba produzida por estaquia<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O primeiro passo de cada experimento \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o da muda matriz por semeadura. Quando surgem as primeiras brota\u00e7\u00f5es, \u00e9 feita a poda e as chamadas miniestacas \u2013 de 4 a 10 cent\u00edmetros \u2013 s\u00e3o colocadas num substrato para enraizar. Nessa etapa, as plantas ficam numa casa de vegeta\u00e7\u00e3o \u2013 na \u00e1rea experimental da Ufes em Jer\u00f4nimo Monteiro \u2013 com temperatura m\u00e1xima de 30 a 35 graus e umidade relativa do ar acima de 80%. A alta umidade, conta a professora, \u00e9 necess\u00e1ria porque as miniestacas ainda n\u00e3o t\u00eam raiz para absorver a \u00e1gua. \u201cSaturamos o ambiente de umidade para evitar a desidrata\u00e7\u00e3o at\u00e9 que os processos fisiol\u00f3gicos ocorram para emiss\u00e3o do sistema reticular\u201d, detalha Elzimar Gon\u00e7alves. Ap\u00f3s 60 dias no ambiente controlado, as mudas enraizadas v\u00e3o para outra estrutura, chamada casa de sombra, para aclimata\u00e7\u00e3o antes de serem expostas a sol pleno.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso do jacarand\u00e1-da-Bahia, fizemos um minijardim com 150 minicepas, que s\u00e3o as matrizes. Fomos at\u00e9 a etapa do enraizamento e agora \u00e9 necess\u00e1rio continuar a pesquisa\u201d, afirma a professora. O experimento com a peroba foi al\u00e9m, at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o da muda final. \u201cA peroba emitiu muita brota\u00e7\u00e3o, enraizou ap\u00f3s 40 dias. Fizemos testes com substratos e reguladores, em recipientes diferentes. Chegamos \u00e0 muda em 120 dias\u201d, comemora. A bra\u00fana n\u00e3o teve o mesmo \u00eaxito at\u00e9 ent\u00e3o, pois as miniestacas n\u00e3o enraizaram no ambiente controlado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a professora, a vantagem da reprodu\u00e7\u00e3o por meio da t\u00e9cnica de miniestaquia \u00e9 a possibilidade de ter mudas durante todo o ano, enquanto que a reprodu\u00e7\u00e3o por semente \u00e9 sazonal. \u201cA peroba, em alguns casos, s\u00f3 floresce a cada dois anos. Ent\u00e3o h\u00e1 per\u00edodos em que n\u00e3o temos semente, logo, a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada pode ser a solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica. Outra vantagem \u00e9 que a t\u00e9cnica pode ser usada no melhoramento gen\u00e9tico das esp\u00e9cies. \u201c\u00c9 uma op\u00e7\u00e3o para complementar a produ\u00e7\u00e3o de mudas que \u00e9 feita por semente\u201d, afirma. Ela lembra que, para viabilizar projetos de restaura\u00e7\u00e3o florestal, \u00e9 necess\u00e1rio produzir \u00e1rvores nativas em muita quantidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas t\u00eam apoio, via edital p\u00fablico, da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes) e da Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Estado do Esp\u00edrito Santo (SEAG).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Tr\u00eas esp\u00e9cies j\u00e1 foram testadas com essa t\u00e9cnica: jacarand\u00e1-da-Bahia, bra\u00fana e peroba-amarela<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":1862,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-1858","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda.jpeg",1280,960,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-300x225.jpeg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-768x576.jpeg",768,576,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-1024x768.jpeg",1024,768,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda.jpeg",1280,960,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda.jpeg",1280,960,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-1030x438.jpeg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-678x381.jpeg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-678x509.jpeg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-326x245.jpeg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/07\/minijardim-de-jacaranda-80x60.jpeg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"Tr\u00eas esp\u00e9cies j\u00e1 foram testadas com essa t\u00e9cnica: jacarand\u00e1-da-Bahia, bra\u00fana e peroba-amarela","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1858"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1858\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1890,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1858\/revisions\/1890"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}