{"id":196,"date":"2018-06-13T11:04:10","date_gmt":"2018-06-13T14:04:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=196"},"modified":"2018-06-14T08:56:43","modified_gmt":"2018-06-14T11:56:43","slug":"o-espirito-santo-e-o-5o-estado-brasileiro-em-feminicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/13\/o-espirito-santo-e-o-5o-estado-brasileiro-em-feminicidio\/","title":{"rendered":"Esp\u00edrito Santo \u00e9 o 5\u00ba Estado brasileiro em feminic\u00eddio"},"content":{"rendered":"<p><em>\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Entre os dias 1\u00b0 de janeiro de 2017 e 22 de dezembro do mesmo ano, ocorreram no Esp\u00edrito Santo 123 homic\u00eddios de mulheres, destes 37 foram caracterizados como femin\u00edcidio, segundo a Secretaria de Estado de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Sesp).<\/p>\n<p>Em um per\u00edodo de doze meses, foram registradas 4.152 ocorr\u00eancias de agress\u00f5es contra as mulheres em delegacias da Grande Vit\u00f3ria, 2.788 solicita\u00e7\u00f5es de medidas protetivas e 6.113 inqu\u00e9ritos policiais enviados \u00e0 Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Os dados divulgados pela Sesp revelam que a cada duas horas uma mulher \u00e9 agredida na Grande Vit\u00f3ria. Ao se fazer um recorte racial, as mulheres jovens e negras t\u00eam 3,5 mais chances de estar nessa estat\u00edstica. De acordo com dados da Unesco, o Estado \u00e9 o segundo do pa\u00eds com maior taxa de homic\u00eddio de mulheres negras do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n<\/strong> <a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/12\/violencia-contra-a-mulher-voce-vai-se-arrepender-de-levantar-a-mao-para-mim\/\">Viol\u00eancia contra a mulher: &#8220;voc\u00ea vai se arrepender de levantar a m\u00e3o para mim&#8221;<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/13\/lei-do-feminicidio-aplicacao-professora-brunela-de-vincenzi\/\">Lei do Feminic\u00eddio ainda encontra dificuldades em sua aplica\u00e7\u00e3o, diz professora Brunela de Vincenzi<\/a><\/p>\n<h3><strong>Feminic\u00eddio<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos casos mais recentes aconteceu em setembro de 2017, quando uma outra capixaba entrou para as estat\u00edsticas que colocam o Estado na 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o geral dentre aqueles em que mais se matam mulheres no Brasil, segundo o Atlas da Viol\u00eancia 2017.<\/p>\n<p>Foi o caso da m\u00e9dica Milena Gottardi, 38 anos,que foi assassinada com um tiro na cabe\u00e7a no estacionamento de onde trabalhava, o Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Antonio Moraes (Hucam), em Maru\u00edpe (Vit\u00f3ria). De acordo com a pol\u00edcia, h\u00e1 a suspeita de que o crime tenha sido arquitetado pelo marido, o policial civil Hil\u00e1rio Frasson, de quem estava em processo de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A morte de Milena era anunciada. Ela j\u00e1 havia escrito uma carta e a registrado em cart\u00f3rio em que relatava o comportamento agressivo do marido e seu receio de que fosse assassinada no momento da separa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de deixar uma carta, alertou as pessoas pr\u00f3ximas sobre as amea\u00e7as que sofria do marido.<\/p>\n<p>Todas as caracter\u00edsticas denunciadas por Milena e sua morte se encaixam no crime de feminic\u00eddio. Ela viveu um ciclo de viol\u00eancia, psicol\u00f3gica e f\u00edsica, que se fechou somente com sua morte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013 \u00a0Entre os dias 1\u00b0 de janeiro de 2017 e 22 de dezembro do mesmo ano, ocorreram no Esp\u00edrito Santo 123 <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/13\/o-espirito-santo-e-o-5o-estado-brasileiro-em-feminicidio\/\" title=\"Esp\u00edrito Santo \u00e9 o 5\u00ba Estado brasileiro em feminic\u00eddio\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":338,"featured_media":204,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[2,9],"tags":[],"class_list":["post-196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-edicao008","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",1600,1229,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",150,115,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",300,230,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",768,590,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",1024,787,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",1536,1180,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",1600,1229,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",570,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",496,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",663,509,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",319,245,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/infogr\u00e1fico-_-mulheres.jpg",78,60,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"daniel.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/daniel_de-souza-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013 \u00a0Entre os dias 1\u00b0 de janeiro de 2017 e 22 de dezembro do mesmo ano, ocorreram no Esp\u00edrito Santo 123 [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=196"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":200,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196\/revisions\/200"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/204"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}