{"id":2011,"date":"2021-09-30T13:11:50","date_gmt":"2021-09-30T16:11:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2011"},"modified":"2021-11-11T12:10:28","modified_gmt":"2021-11-11T15:10:28","slug":"mundo-pode-demorar-67-anos-para-alcancar-a-igualdade-de-genero-na-midia-noticiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2021\/09\/30\/mundo-pode-demorar-67-anos-para-alcancar-a-igualdade-de-genero-na-midia-noticiosa\/","title":{"rendered":"Mundo pode demorar 67 anos para alcan\u00e7ar a igualdade de g\u00eanero na m\u00eddia noticiosa"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Sueli de Freitas &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vinte e cinco anos ap\u00f3s a 4\u00aa Confer\u00eancia Internacional de Mulheres, realizada em 1995, na cidade de Pequim, na China, as desigualdades de g\u00eanero continuam sendo realidade na m\u00eddia brasileira e mundial, com poucos avan\u00e7os para as mulheres. Esse \u00e9 o resultado do monitoramento do&nbsp;<em>Global<\/em>&nbsp;<em>Media Monitoring Project<\/em>&nbsp;(GMMP), o maior estudo sobre a representa\u00e7\u00e3o feminina na m\u00eddia, realizado em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados detalhados do monitoramento no Brasil ser\u00e3o apresentados nesta quinta-feira, 30, no semin\u00e1rio on-line&nbsp;<em>Observa\u00e7\u00f5es<\/em>, que ser\u00e1 transmitido a partir das 17 horas no&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/observatoriomidia\/\" target=\"_blank\">canal no YouTube do Observat\u00f3rio da M\u00eddia<\/a>, vinculado ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o e Territorialidades da Ufes. A coordenadora do GMMP no Brasil, Eliz\u00e2ngela Carvalho, mestre em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal do Piau\u00ed e estudante de doutorado em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o na Universidade de Coimbra, far\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados. A media\u00e7\u00e3o ser\u00e1 da professora do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o da Ufes Patr\u00edcia D\u2019Abreu, uma das coordenadoras do monitoramento no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Assista \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Semin\u00e1rios &quot;Observa\u00e7\u00f5es&quot;: Mulheres no Jornalismo | Global Media Monitoring Project - GMMP\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/u22xrXcGFs0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O GMMP \u00e9 resultado de um compromisso assumido por pa\u00edses presentes \u00e0 Confer\u00eancia de Pequim em busca da equidade de g\u00eanero no planeta. \u00c9 coordenado pela&nbsp;<em>World Association for Christian Communication<\/em>&nbsp;(WACC), uma ONG global que promove os direitos de comunica\u00e7\u00e3o para a justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00fameros<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A sexta edi\u00e7\u00e3o do estudo levantou dados em 116 pa\u00edses. Segundo as pesquisadoras, \u201ccaso a presen\u00e7a das mulheres, tanto na produ\u00e7\u00e3o noticiosa quanto nas representa\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas, permane\u00e7a no ritmo atual, ser\u00e3o necess\u00e1rios 67 anos para fechar a lacuna de igualdade de g\u00eanero na m\u00eddia noticiosa em todo o mundo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para monitorar os ve\u00edculos de imprensa no Brasil, foram formados 14 grupos que analisaram como as mulheres apareceram no notici\u00e1rio no dia 29 de setembro de 2020 \u2013 data definida para a pesquisa aleatoriamente \u2013,&nbsp;seja como produtoras, sujeito ou fontes das not\u00edcias. O trabalho contou com o apoio de 88 volunt\u00e1rias e volunt\u00e1rios que monitoraram e analisaram not\u00edcias veiculadas em 23 ve\u00edculos, entre jornais, r\u00e1dios, telejornais, portais de internet e perfis noticiosos no Twitter.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/whomakesthenews.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/1-Relatorio-GMMP-Brasil-portugues-12-07-21-completo-1.pdf\" target=\"_blank\">GMMP no Brasil<\/a>&nbsp;mostram que, das 371 not\u00edcias codificadas, 245 estavam relacionadas \u00e0 covid-19, ou seja, 66% dos conte\u00fados. Apenas 25% dos especialistas ouvidos eram mulheres. Os homens ficaram entre 69% (Twitter) e 74% (r\u00e1dio) das fontes, que s\u00e3o as pessoas entrevistadas nas mat\u00e9rias jornal\u00edsticas. J\u00e1 as mulheres, quando ouvidas, apareceram mais vezes (59%) falando da sua \u201cexperi\u00eancia pessoal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em apenas 24% das hist\u00f3rias em que apareceram, as mulheres ocuparam um lugar central na not\u00edcia; 22% das mulheres foram identificadas por suas liga\u00e7\u00f5es familiares (m\u00e3e, esposa, irm\u00e3) nas not\u00edcias e apenas 8% dos homens eram identificados dessa maneira. \u201cEm outra vari\u00e1vel, notamos que mais mulheres do que homens foram identificadas como v\u00edtimas, com destaque para os crimes de viol\u00eancia dom\u00e9stica, viola\u00e7\u00f5es sexuais\/estupros, assassinato\u201d, afirmam os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 profiss\u00e3o de jornalista, apesar de um certo equil\u00edbrio num\u00e9rico entre mulheres e homens atuando na produ\u00e7\u00e3o de not\u00edcias, as mulheres ainda s\u00e3o representadas de maneira desproporcional na m\u00eddia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cen\u00e1rio mostra que n\u00f3s, mulheres, apesar de sermos metade dos profissionais de jornalismo, somos minoria como sujeito das mat\u00e9rias e um quarto das fontes especializadas. Quando fazemos um recorte de mulheres negras e ind\u00edgenas,&nbsp;os n\u00fameros s\u00e3o assustadoramente menores\u201d, afirma a professora do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o da Ufes Patr\u00edcia D\u2019Abreu, que coordenou o monitoramento no Jornal Nacional no GMMP 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da pesquisadora, em 25 anos de monitoramento, houve pouca mudan\u00e7a no que diz respeito aos estere\u00f3tipos.&nbsp;\u201cAs mulheres ainda aparecem nos estere\u00f3tipos de g\u00eanero, como m\u00e3e, esposas, e em menor n\u00famero como especialistas\u201d, afirma. D\u2019Abreu lembra que temos um mundo marcado pelo machismo e patriarcado, por isso os resultados da pesquisa no Brasil dialogam com aqueles de outros pa\u00edses, em que pesem as varia\u00e7\u00f5es na narrativa das not\u00edcias decorrentes das diferen\u00e7as culturais de cada local.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Texto: Sueli de Freitas<br>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Esse \u00e9 o resultado do monitoramento do Global Media Monitoring Project (GMMP), o maior estudo sobre a representa\u00e7\u00e3o feminina na m\u00eddia, que teve uma professora da Ufes entre suas coordenadoras<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2013,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-2011","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-scaled.jpg",2560,1351,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-300x158.jpg",300,158,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-768x405.jpg",768,405,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-1024x540.jpg",1024,540,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-1536x811.jpg",1536,811,true],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-2048x1081.jpg",2048,1081,true],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-1030x438.jpg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/09\/mulher-feirante-marajo-tvbrasil-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esse \u00e9 o resultado do monitoramento do Global Media Monitoring Project (GMMP), o maior estudo sobre a representa\u00e7\u00e3o feminina na m\u00eddia, que teve uma professora da Ufes entre suas coordenadoras","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2011"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2011\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2037,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2011\/revisions\/2037"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}