{"id":2038,"date":"2021-11-11T12:26:11","date_gmt":"2021-11-11T15:26:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2038"},"modified":"2021-12-13T13:07:47","modified_gmt":"2021-12-13T16:07:47","slug":"principal-revista-de-reabilitacao-do-mundo-publica-pesquisas-do-curso-de-fisioterapia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2021\/11\/11\/principal-revista-de-reabilitacao-do-mundo-publica-pesquisas-do-curso-de-fisioterapia\/","title":{"rendered":"Principal revista de reabilita\u00e7\u00e3o do mundo publica pesquisas do curso de Fisioterapia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Por Lidia Neves &#8211; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois trabalhos de conclus\u00e3o de curso (TCCs) desenvolvidos no curso de Fisioterapia da&nbsp;Ufes foram publicados neste ano no&nbsp;<em>Journal of Physiotherapy<\/em>, o mais importante do mundo na \u00e1rea de reabilita\u00e7\u00e3o. Orientadas pelo&nbsp;professor Lucas Nascimento, do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Integrada em Sa\u00fade da Ufes, as pesquisas fizeram&nbsp;revis\u00f5es sistem\u00e1ticas de estudos relativos \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas com disfun\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em nossas pesquisas, procuramos trazer respostas para a pr\u00e1tica cl\u00ednica, com benef\u00edcios para os indiv\u00edduos, seja na estrutura de seu corpo ou nas atividades do dia a dia&#8221;, afirma Nascimento, que se dedica \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas com doen\u00e7as&nbsp;como Parkinson e acidente vascular cerebral (AVC).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tratamento p\u00f3s-AVC<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro estudo atualiza uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica sobre o treinamento da atividade de andar realizado em esteiras para o tratamento p\u00f3s-AVC, comparando-o ao treinamento em solo. &#8220;Verificamos que o efeito do treinamento em esteira e em solo \u00e9 semelhante para a reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas p\u00f3s-AVC que j\u00e1 andam; portanto&nbsp;ambos os modos de treinamento podem ser utilizados. O importante n\u00e3o \u00e9 o modo de treinamento, mas sim a quantidade de treinamento&#8221;, detalha Nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desenvolvida no TCC de Augusto Boening e Ab\u00edlio Galli, a pesquisa foi intitulada<em>&nbsp;Caminhada em esteira melhora a velocidade e a dist\u00e2ncia da caminhada em pessoas que deambulam ap\u00f3s o AVC e n\u00e3o \u00e9 inferior \u00e0 caminhada no solo: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica<\/em>&nbsp;(em ingl\u00eas,&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jphys.2021.02.014\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>Treadmill walking improves walking speed and distance in ambulatory people after stroke and is not inferior to overground walking: a systematic review<\/u><\/a><\/strong>). Ela amplia um trabalho desenvolvido durante o doutorado do professor Nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento mapeou 16 estudos, envolvendo 713 participantes.Colaboraram no artigo as professoras Jana\u00edne Polese, da&nbsp;Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas de Minas Gerais, e Louise Ada, da Universidade de Sidney.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estimula\u00e7\u00e3o transcraniana na doen\u00e7a de Parkinson<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo estudo, desenvolvido durante o TCC de Willian do Carmo e Gabriela de Oliveira, analisou cinco pesquisas que investigam se a adi\u00e7\u00e3o de estimula\u00e7\u00e3o transcraniana, por meio de eletrodos colocados externamente na cabe\u00e7a dos pacientes, potencializa os efeitos do treinamento da caminhada em pessoas com Parkinson.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo foi intitulado&nbsp;<em>A estimula\u00e7\u00e3o transcraniana por corrente cont\u00ednua n\u00e3o fornece benef\u00edcios clinicamente importantes sobre o treinamento de caminhada para melhorar a caminhada na doen\u00e7a de Parkinson: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica&nbsp;<\/em>(no original,&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jphys.2021.06.003\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>Transcranial direct current stimulation provides no clinically important benefits over walking training for improving walking in Parkinson&#8217;s disease: a systematic review<\/u><\/a><\/strong>) e contou com a colabora\u00e7\u00e3o dos professores Fernando Zanela e Fernanda Dias, do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Integrada em Sa\u00fade da Ufes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;J\u00e1 sabemos que o treino de marcha traz benef\u00edcios e, com esse levantamento, foi poss\u00edvel concluir que n\u00e3o fez diferen\u00e7a colocar o eletrodo, um m\u00e9todo novo de tratamento especializado, mas que tamb\u00e9m o torna mais caro. At\u00e9 o momento, esse novo m\u00e9todo n\u00e3o potencializou os efeitos&#8221;, explica o orientador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudos analisados envolviam 117 pacientes, todos&nbsp;com incapacidade leve. Um novo ensaio cl\u00ednico, coordenado pelos professores Lucas Nascimento e Fernando Zanela, ir\u00e1 verificar as respostas da estimula\u00e7\u00e3o transcraniana em pacientes com incapacidade moderada, ou seja, em um est\u00e1gio um pouco mais avan\u00e7ado da doen\u00e7a. A pesquisa est\u00e1 em andamento na Cl\u00ednica Escola da Ufes, e o protocolo do estudo pode ser lido na \u00edntegra em artigo&nbsp;<strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/trialsjournal.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s13063-021-05603-z\" target=\"_blank\"><u>publicado no peri\u00f3dico Trials<\/u><\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Orientadas pelo\u00a0professor Lucas Nascimento, do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Integrada em Sa\u00fade da Ufes, as pesquisas fizeram\u00a0revis\u00f5es sistem\u00e1ticas de estudos relativos \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas com disfun\u00e7\u00f5es 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