{"id":205,"date":"2018-06-14T09:58:58","date_gmt":"2018-06-14T12:58:58","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=205"},"modified":"2018-06-14T10:56:55","modified_gmt":"2018-06-14T13:56:55","slug":"doutoranda-quer-ajudar-a-desvendar-os-misterios-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/14\/doutoranda-quer-ajudar-a-desvendar-os-misterios-do-universo\/","title":{"rendered":"Doutoranda quer ajudar a desvendar os mist\u00e9rios do universo"},"content":{"rendered":"<p><em>\u2013 Por Ana Paula Vieira \u2013<\/em><\/p>\n<p><strong><em>\u00danica representante feminina entre estudantes e professores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Astrof\u00edsica, Cosmologia e Gravita\u00e7\u00e3o (PPGCosmo\/Ufes), um programa internacional formado por cinco institui\u00e7\u00f5es brasileiras e quatro estrangeiras, a doutoranda T\u00e1ssia Andrade Ferreira n\u00e3o se intimidou com as insinua\u00e7\u00f5es, ainda na gradua\u00e7\u00e3o, de que era aprovada nas disciplinas pelo fato de ser mulher. Enquanto sua capacidade era questionada, T\u00e1ssia terminou a gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica no tempo previsto e se formou sozinha, antes de <\/em><\/strong><strong><em>todos os colegas homens. Atualmente, o foco das pesquisas de T\u00e1ssia est\u00e1 em desenvolver programas de computador para ter informa\u00e7\u00f5es sobre o Universo.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A gradua\u00e7\u00e3o e o mestrado de T\u00e1ssia foram na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas o sotaque n\u00e3o revela a origem da estudante, que \u00e9 baiana, mas j\u00e1 morou no Rio de Janeiro, no Cear\u00e1, no Maranh\u00e3o, em Portugal, no Kwait e na Su\u00ed\u00e7a. As andan\u00e7as pelo mundo em decorr\u00eancia do trabalho do pai n\u00e3o foram suficientes, ela queria mesmo era ajudar a descrever o Universo.<\/p>\n<p>De onde viemos? Para onde vamos? Do que o Universo \u00e9 composto? De que s\u00e3o feitas as estrelas? Essas perguntas fundamentais que permeiam a curiosidade e as pesquisas de T\u00e1ssia s\u00e3o abordadas na Cosmologia, um ramo da Astronomia que estuda a estrutura e a evolu\u00e7\u00e3o do Universo, preocupando-se tanto com a origem quanto com a evolu\u00e7\u00e3o dele.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou quando ela ainda nem compreendia bem o interesse pelo Universo e a \u00e1rea da Cosmologia. A menina que gostava muito de F\u00edsica e Matem\u00e1tica no col\u00e9gio se decidiu pela gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica, mas visando \u00e0 atua\u00e7\u00e3o na Astrof\u00edsica. \u201cPensei nessa \u00e1rea, mas aqui no Brasil \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, analisa T\u00e1ssia. Na gradua\u00e7\u00e3o, a inspira\u00e7\u00e3o veio de um homem, j\u00e1 que ela afirma poder contar nos dedos as refer\u00eancias femininas na sua \u00e1rea.<\/p>\n<p>O professor C\u00e1ssio Pigozzo, seu orientador na gradua\u00e7\u00e3o e no mestrado, trabalhava com Cosmologia Observacional e foi respons\u00e1vel pelo primeiro contato de T\u00e1ssia com a \u00e1rea. A partir da\u00ed, ela veio para a Ufes integrar o PPGCosmo, um programa internacional de doutorado em Astrof\u00edsica, Cosmologia e Gravita\u00e7\u00e3o que conta com institui\u00e7\u00f5es de cinco pa\u00edses. E n\u00e3o para por a\u00ed: ela est\u00e1 de malas prontas para passar um ano nos Estados Unidos, \u00a0trabalhando com o orientador internacional Scott Dodelson, professor na Universidade de Carnegie Mellon, na Pensilv\u00e2nia. O PPGCosmo trabalha com dois orientadores para cada estudante, um brasileiro e um estrangeiro. Aqui no Brasil, T\u00e1ssia \u00e9 orientada pelo professor Saulo Carneiro, que \u00e9 da UFBA, uma das institui\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o Programa.<\/p>\n<p>Na jornada pelos mist\u00e9rios do Universo, ainda na gradua\u00e7\u00e3o e no mestrado, T\u00e1ssia utilizou as Supernovas como vari\u00e1veis principais de estudo. Segundo ela, Supernova \u00e9 o nome dado ao fen\u00f4meno da explos\u00e3o da estrela, um acontecimento claro, percept\u00edvel por meio de fotografias. A estudante explica que existem Supernovas dos tipos 1 e 2, e as do tipo 1 s\u00e3o classificadas em 1a, 1b e 1c. Ela se concentrou no estudo das Supernovas do tipo 1a, pois estas s\u00e3o encontradas em qualquer lugar do Universo e s\u00e3o padroniz\u00e1veis. T\u00e1ssia utiliza a<\/p>\n<p>Supernova como uma ferramenta para entender o Universo: \u201cComo a Supernova \u00e9 uma explos\u00e3o que tem uma luz, isso demora um tempo para chegar at\u00e9 aqui. Ent\u00e3o, quanto maior a dist\u00e2ncia at\u00e9 a estrela, mais antiga ela era, e s\u00e3o gerados dados de quando o Universo era mais jovem\u201d. Conforme a estudante, a teoria entende que as Supernovas do tipo 1a brilham igualmente em qualquer lugar do Universo, ent\u00e3o os c\u00e1lculos s\u00e3o feitos por meio de uma equa\u00e7\u00e3o que as descreve.<\/p>\n<p>Para obter os dados das Supernovas, T\u00e1ssia utilizava as informa\u00e7\u00f5es geradas pelo Supernova Legacy Survey, uma colabora\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses por meio da qual um telesc\u00f3pio colocado no Hava\u00ed capturou imagens de Supernovas, gerando pacotes de dados a serem analisados. A participa\u00e7\u00e3o de T\u00e1ssia e de v\u00e1rios pesquisadores ao redor do mundo se d\u00e1 na an\u00e1lise desses dados, que ficam dispon\u00edveis na internet ap\u00f3s o fim da colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com ela, o Supernova Legacy Survey reuniu 472 Supernovas em tr\u00eas anos de observa\u00e7\u00f5es, no per\u00edodo entre 2003 e 2008. Esses dados ela analisou na gradua\u00e7\u00e3o, enquanto no mestrado e no doutorado utiliza as informa\u00e7\u00f5es do Joint Light-curve Analysis, que re\u00fane 740 Supernovas, abrangendo dados do Legacy e de outras colabora\u00e7\u00f5es. \u201cQuanto mais dados voc\u00ea tem, melhor \u00e9 a sua an\u00e1lise\u201d, ressalta a estudante. O foco das pesquisas de T\u00e1ssia \u00e9 desenvolver programas de computador onde ela insere esses dados para obter informa\u00e7\u00f5es sobre o Universo.<\/p>\n<h3><strong>Energia escura<\/strong><\/h3>\n<p>Na temporada que vai passar nos Estados Unidos, T\u00e1ssia ter\u00e1 acesso aos dados de outra coopera\u00e7\u00e3o, chamada Dark Energy Survey. \u201cO que eu fa\u00e7o \u00e9 no contexto cosmol\u00f3gico, ou seja, numa escala muito grande do Universo. A gente observa estrelas, gal\u00e1xias, aglomerado de gal\u00e1xias, mas eu n\u00e3o estudo essas coisas em particular, eu as uso para descrever o Universo como um todo. Eu pego uma equa\u00e7\u00e3o para descrever o Universo, que \u00e9 o que chamamos de modelo padr\u00e3o\u201d, revela a pesquisadora.<\/p>\n<p>T\u00e1ssia ressalta que, nesse projeto, a ideia \u00e9 investigar a natureza da energia escura. Mas o que \u00e9 a energia escura? T\u00e1ssia enfatiza que, de acordo com o modelo padr\u00e3o, o Universo \u00e9 formado por radia\u00e7\u00e3o, mat\u00e9ria, curvatura e energia escura. Dessa composi\u00e7\u00e3o, os cientistas consideram que em torno de 5% do Universo \u00e9 conhecido, formado pela chamada mat\u00e9ria bari\u00f4nica, ou seja, o que \u00e9 poss\u00edvel enxergar, e radia\u00e7\u00e3o. Os outros 95% s\u00e3o mat\u00e9ria escura e energia escura. Em 1998, ficou provado tamb\u00e9m que o Universo est\u00e1 em expans\u00e3o, por meio da teoria da expans\u00e3o acelerada do Universo, ou a condi\u00e7\u00e3o de universo acelerado, que rendeu o Pr\u00eamio Shaw de Astronomia de 2006 e o Nobel de F\u00edsica de 2011 para Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, que chegaram \u00e0 descoberta da expans\u00e3o acelerada do universo mediante observa\u00e7\u00f5es de Supernovas do tipo 1a.<\/p>\n<p>T\u00e1ssia explica: \u201cMas como o Universo est\u00e1 expandindo? Os cientistas entendem que deve ter alguma coisa, porque as for\u00e7as que a gente conhece geralmente s\u00e3o atrativas. Por exemplo, a gravidade, a for\u00e7a magn\u00e9tica (se forem polos iguais, vai repelir). Mas a for\u00e7a magn\u00e9tica \u00e9 fraca, ent\u00e3o em grandes dist\u00e2ncias, n\u00e3o vai ter nada repelindo nem puxando. A for\u00e7a mais forte que a gente tem seria a gravidade. A Terra est\u00e1 girando em torno do Sol por causa da for\u00e7a da gravidade. Ent\u00e3o, se a for\u00e7a mais forte que a gente tem \u00e9 a da gravidade, como as coisas est\u00e3o expandindo? Voc\u00ea esperaria que estaria tudo sendo puxado\u201d.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, os cientistas entenderam que alguma outra vari\u00e1vel est\u00e1 fazendo o Universo se expandir. \u201cTem uma for\u00e7a de repuls\u00e3o a\u00ed. Como a gente n\u00e3o sabe o que \u00e9, a gente chama de energia escura\u201d, conclui T\u00e1ssia. Os estudos a partir dos dados da colabora\u00e7\u00e3o Dark Energy Survey seguir\u00e3o nesse caminho, e a doutoranda far\u00e1 parte da for\u00e7a-tarefa criada em torno da an\u00e1lise desses dados.<\/p>\n<h3><strong>Modelo cosmol\u00f3gico<\/strong><\/h3>\n<p>N\u00e3o significa, por\u00e9m, que T\u00e1ssia ficar\u00e1 observando fotos, grudada em um telesc\u00f3pio. O foco da pesquisa de doutorado da estudante \u00e9 o desenvolvimento de um programa de computador que ela utiliza para testar altera\u00e7\u00f5es ao modelo cosmol\u00f3gico padr\u00e3o. Conforme ela explica, o modelo e suas varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitos pelos te\u00f3ricos da Cosmologia, e ela trabalha com os dados observacionais.<\/p>\n<p>\u201cEu tenho esse modelo padr\u00e3o, que \u00e9 descrito por uma certa equa\u00e7\u00e3o. Eu rodo o modelo padr\u00e3o no programa que eu constru\u00ed e obtenho determinados resultados. Depois rodo para outro modelo, obtenho os resultados e comparo os dois. Assim vou vendo qual modelo melhor se aplica ao Universo, j\u00e1 que o fen\u00f4meno \u00e9 um s\u00f3, mas precisamos da comprova\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica\u201d, enfatiza T\u00e1ssia.<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo de estudos nos Estados Unidos, T\u00e1ssia continuar\u00e1 testando os modelos. \u201cO modelo padr\u00e3o diz que a quantidade de energia escura \u00e9 constante. O modelo alternativo, que \u00e9 no que eu estou trabalhando, diz que h\u00e1 uma produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura, que na verdade a energia escura se converte em mat\u00e9ria escura com o tempo. Como isso \u00e9 observado? No come\u00e7o do Universo, a mat\u00e9ria escura tinha um valor e hoje tem outro. Ent\u00e3o eu vou pegar os dados que eles t\u00eam da atualidade e continuar os testes com os programas que eu tenho ou construindo novos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>T\u00e1ssia conta com bolsa da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), e a viagem aos Estados Unidos tamb\u00e9m ser\u00e1 custeada pela ag\u00eancia de fomento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Ana Paula Vieira \u2013 \u00danica representante feminina entre estudantes e professores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Astrof\u00edsica, Cosmologia e Gravita\u00e7\u00e3o (PPGCosmo\/Ufes), um programa <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/14\/doutoranda-quer-ajudar-a-desvendar-os-misterios-do-universo\/\" title=\"Doutoranda quer ajudar a desvendar os mist\u00e9rios do universo\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":338,"featured_media":206,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,2,9],"tags":[],"class_list":["post-205","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-edicao008","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",4000,2796,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",150,105,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",300,210,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",768,537,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",1024,716,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",1536,1074,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",2048,1432,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",627,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",545,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",678,474,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",326,228,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/supernovas-eso1612a-1.jpg",80,56,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"daniel.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/daniel_de-souza-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"\u2013 Por Ana Paula Vieira \u2013 \u00danica representante feminina entre estudantes e professores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Astrof\u00edsica, Cosmologia e Gravita\u00e7\u00e3o (PPGCosmo\/Ufes), um programa [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":208,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205\/revisions\/208"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}