{"id":2058,"date":"2021-12-06T17:37:42","date_gmt":"2021-12-06T20:37:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2058"},"modified":"2022-04-14T08:51:47","modified_gmt":"2022-04-14T11:51:47","slug":"aquecimento-global-preocupa-pesquisadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2021\/12\/06\/aquecimento-global-preocupa-pesquisadores\/","title":{"rendered":"Aquecimento global preocupa pesquisadores"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em><em>\u2013 Por Sueli de Freitas \u2013<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O aquecimento global acontece a passos largos e exige medidas urgentes. O assunto esteve em debate na&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/scufes.org\/\" target=\"_blank\">Semana do Conhecimento<\/a>, evento online promovido pela Ufes de 29 de novembro a 3 de dezembro. A palestra&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gG3CkDB40KA\" target=\"_blank\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas: causas e consequ\u00eancias<\/a>, organizada pela Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (PRPPG), foi ministrada por Jos\u00e9 Marengo, climatologista, meteorologista e coordenador geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) \u2013 unidade de pesquisa do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es (MCTI). Os debatedores foram os professores da Ufes Neyval Reis Jr., do Departamento de Engenharia Ambiental e coordenador do Instituto de Estudos Clim\u00e1ticos da Universidade, e Jos\u00e9 Eduardo Pezzopane, do Departamento de Ci\u00eancias Florestais e da Madeira, que funciona em Jer\u00f4nimo Monteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de dados do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), produzido no \u00e2mbito da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Marengo demonstrou como a temperatura do planeta est\u00e1 aumentando, o que n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo apenas \u00e0s mudan\u00e7as naturais, mas sim a atividades humanas. Da\u00ed ocorrerem eventos extremos em todo o mundo, como ondas de calor, chuvas ou secas intensas, inc\u00eandios e outros desastres ambientais, aumentando o risco de crises h\u00eddricas e inseguran\u00e7a alimentar. \u201cIndependente se a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 rica ou pobre, todos ser\u00e3o afetados, mas os pobres sofrem as maiores consequ\u00eancias desses eventos extremos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dados do relat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador, \u201ca menos que haja redu\u00e7\u00f5es imediatas, r\u00e1pidas e em grande escala nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, limitar o aquecimento a 1,5 grau Celsius&nbsp;[que seria o m\u00e1ximo toler\u00e1vel] pode ser imposs\u00edvel\u201d. Os principais resultados do relat\u00f3rio IPCC \u2013 o primeiro foi publicado em 1990 \u2013 revelam que a concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono (CO2)&nbsp;\u00e9 a mais alta em pelo menos dois milh\u00f5es de anos; a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar tem sido em taxas mais r\u00e1pidas nos \u00faltimos tr\u00eas mil anos; a \u00e1rea de gelo do mar \u00c1rtico \u00e9 a menor em mil anos e a retra\u00e7\u00e3o das geleiras n\u00e3o tem precedentes nos dois mil \u00faltimos anos. \u201cEm 31 anos de relat\u00f3rio do IPCC, temos mais observa\u00e7\u00f5es acumuladas, o entendimento do sistema clim\u00e1tico melhorou e a influ\u00eancia humana no aquecimento [do planeta] foi confirmada\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador trouxe exemplos das ocorr\u00eancias em S\u00e3o Paulo e Belo Horizonte ao longo deste ano, e tamb\u00e9m no Esp\u00edrito Santo, em janeiro do ano passado. Chuvas acima da m\u00e9dia, enxurradas, enchentes, deslizamentos e, ao mesmo tempo, seca e crise h\u00eddrica, o que mostra o desequil\u00edbrio num pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais como o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O painel da ONU apresentou cinco possibilidades de aumento da temperatura m\u00e9dia da Terra at\u00e9 2100. No melhor cen\u00e1rio, chamado de exemplar, as emiss\u00f5es de carbono seriam zeradas at\u00e9 o ano de 2050. Assim, o planeta&nbsp;fecharia o s\u00e9culo com apenas 1,4&nbsp;grau Celsius&nbsp;e aumento ap\u00f3s um pico de 1,6 grau Celsius&nbsp;em 2060. Se puxarmos o freio at\u00e9 2075, d\u00e1 para fechar o s\u00e9culo com 1,8 grau Celsius&nbsp;de aumento, abaixo dos 2 graus Celsius&nbsp;que s\u00e3o a meta do Acordo de Paris de 2015, num cen\u00e1rio considerado bom. Na pior das hip\u00f3teses, com as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono mais que dobrando at\u00e9 o fim deste s\u00e9culo, a temperatura global pode atingir mais de 4,4 graus Celsius, o que seria o cen\u00e1rio chamado de p\u00e9ssimo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o estadual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em sua interven\u00e7\u00e3o como debatedor, Reis Jr. informou sobre a cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Esp\u00edrito Santo, com o objetivo de elaborar um plano estadual de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O professor, que coordena o Instituto de Estudos Clim\u00e1ticos da Ufes, falou do trabalho desenvolvido com as autoridades estaduais respons\u00e1veis pela regula\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, visando auxili\u00e1-las com dados dos relat\u00f3rios do IPCC na tomada de decis\u00f5es sobre o clima. Reis Jr. lembrou que o Esp\u00edrito Santo est\u00e1 entre os estados que \u201caderiram \u00e0 corrida para a neutraliza\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono at\u00e9 2050\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o professor Pezzopane destacou a import\u00e2ncia da aplica\u00e7\u00e3o dos modelos regionais dos impactos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas como uma ferramenta que gera informa\u00e7\u00f5es importantes para serem trabalhadas localmente. Ele tamb\u00e9m falou da responsabilidade do Brasil como emissor de gases de efeito estufa em fun\u00e7\u00e3o do alto \u00edndice de desmatamento registrado aqui, assim como a responsabilidade do setor agropecu\u00e1rio\/florestal em projetos para mitigar o aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<p>A palestra est\u00e1 dispon\u00edvel na \u00edntegra no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gG3CkDB40KA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">canal Ufes Oficial<\/a>&nbsp;no YouTube.<\/p>\n\n\n\n<p>A Semana do Conhecimento da Ufes 2021 come\u00e7ou em 29 de novembro e segue at\u00e9 esta sexta, dia 3. O evento integra a&nbsp;<a href=\"https:\/\/semanacti.es.gov.br\/evento\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Semana Estadual de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o<\/a>, que \u00e9 organizada pela Secretaria da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o, Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Desenvolvimento Econ\u00f4mico do Esp\u00edrito Santo (Sectides). Al\u00e9m do financiamento da pr\u00f3pria Universidade, eventos da Semana do Conhecimento da Ufes contam com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Thereza Marinho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A menos que haja redu\u00e7\u00f5es imediatas e em grande escala nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, limitar o aquecimento a 1,5 grau Celsius, o que seria o m\u00e1ximo toler\u00e1vel, pode ser imposs\u00edvel.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":2059,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[99],"class_list":["post-2058","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-mudancas-climaticas"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay.jpg",960,411,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay-300x128.jpg",300,128,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay-768x329.jpg",768,329,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay.jpg",960,411,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay.jpg",960,411,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay.jpg",960,411,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay.jpg",960,411,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay-678x411.jpg",678,411,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2021\/12\/Aquecimento-global-Pixabay-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A menos que haja redu\u00e7\u00f5es imediatas e em grande escala nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, limitar o aquecimento a 1,5 grau Celsius, o que seria o m\u00e1ximo toler\u00e1vel, pode ser imposs\u00edvel.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2058","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2058"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2058\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2461,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2058\/revisions\/2461"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2058"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2058"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2058"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}