{"id":211,"date":"2018-06-14T12:11:14","date_gmt":"2018-06-14T15:11:14","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=211"},"modified":"2018-06-14T12:34:11","modified_gmt":"2018-06-14T15:34:11","slug":"os-beneficios-da-ciencia-para-a-saude-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/14\/os-beneficios-da-ciencia-para-a-saude-da-mulher\/","title":{"rendered":"Os benef\u00edcios da ci\u00eancia para a sa\u00fade da mulher"},"content":{"rendered":"<p><em>\u2013 Artigo de Angelica Espinosa Miranda* \u2013<\/em><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>A sa\u00fade humana \u00e9 influenciada por diversos fatores, entre eles, o fator gen\u00e9tico, o sexo biol\u00f3gico (masculino ou feminino), a identidade de g\u00eanero (incluindo fatores sociais e culturais), a etnia racial, a influ\u00eancia cultural, o meio ambiente e o status socioecon\u00f4mico s\u00e3o os principais. As pesquisas cient\u00edficas na \u00e1rea de sa\u00fade da mulher s\u00e3o importantes para os avan\u00e7os na medicina para ambos os sexos, pois existem diferen\u00e7as marcantes de sexo e g\u00eanero em diversas doen\u00e7as, como doen\u00e7as autoimunes, c\u00e2ncer, doen\u00e7as cardiovasculares, depress\u00e3o, diabetes, algumas doen\u00e7as infecciosas, obesidade e dist\u00farbios relacionados ao abuso de subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>As pesquisas sobre sa\u00fade da mulher j\u00e1 fazem parte da agenda de pesquisa global. Essa \u00e1rea de interesse se expandiu muito al\u00e9m das suas ra\u00edzes nos estudos da sa\u00fade reprodutiva e agora inclui tamb\u00e9m o estudo da sa\u00fade da mulher desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 o climat\u00e9rio e n\u00e3o somente no ciclo grav\u00eddico puerperal. As pesquisas englobam desde pesquisas b\u00e1sicas e estudos laboratoriais at\u00e9 pesquisas moleculares, gen\u00e9tica e ensaios cl\u00ednicos. Nos estudos sobre a sa\u00fade da mulher tamb\u00e9m t\u00eam sido inclu\u00eddos dados sobre estilos de vida e comportamento para uma vida saud\u00e1vel, redu\u00e7\u00e3o de risco e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, assim como a investiga\u00e7\u00e3o das inova\u00e7\u00f5es para o diagn\u00f3stico e tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que os determinantes de sa\u00fade podem ser influenciados por fatores que v\u00e3o desde a composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de uma mulher at\u00e9 seus comportamentos em rela\u00e7\u00e3o ao contexto social, cultural e ambiental nos quais as vulnerabilidades gen\u00e9ticas e os comportamentos individuais t\u00eam sido colocados em evid\u00eancia. Ao longo dos \u00faltimos 30 anos, muito tem sido aprendido sobre quais s\u00e3o os determinantes que influenciam na sa\u00fade da mulher e como podemos us\u00e1-los para a melhoria da qualidade de vida. V\u00e1rios estudos descreveram que determinantes comportamentais (como tabagismo, h\u00e1bitos alimentares e falta de atividade f\u00edsica) s\u00e3o fatores de risco para a sa\u00fade da mulher com uma maior repercuss\u00e3o na sa\u00fade durante o climat\u00e9rio. Em geral, esses fatores s\u00e3o moldados por contextos culturais e sociais, e diferen\u00e7as marcantes na preval\u00eancia e mortalidade de v\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es em mulheres que sofrem desvantagem social por ra\u00e7a e etnia, baixa escolaridade e baixa renda j\u00e1 foram documentadas.<\/p>\n<blockquote><p>Principais avan\u00e7os foram relacionados a c\u00e2ncer de mama e de colo do \u00fatero e a doen\u00e7a cardiovascular<\/p><\/blockquote>\n<p>Nesse contexto, um questionamento que precisamos fazer \u00e9 se as pesquisas cient\u00edficas na sa\u00fade da mulher est\u00e3o focadas nas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade mais relevantes e se essas pesquisas j\u00e1 trouxeram avan\u00e7os cient\u00edficos, tecnol\u00f3gicos e sociais. O que podemos comprovar \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 heterog\u00eanea, pois h\u00e1 muitos avan\u00e7os em algumas doen\u00e7as e um longo caminho a percorrer em outros grupos de doen\u00e7as que afetam as mulheres.<\/p>\n<p>Doen\u00e7as como o c\u00e2ncer de mama, doen\u00e7a cardiovascular (DCV) e c\u00e2ncer de colo do \u00fatero s\u00e3o as doen\u00e7as em que os principais avan\u00e7os foram feitos. A mortalidade por c\u00e2ncer de mama vem diminuindo nos \u00faltimos 30 anos. A demanda da sociedade e dos profissionais de sa\u00fade, assim como o aumento do financiamento, estimularam a pesquisa de c\u00e2ncer de mama nos n\u00edveis molecular, celular, experimental, bem como em estudos observacionais e ensaios cl\u00ednicos conduzidos em mulheres. Essas pesquisas levaram ao desenvolvimento de m\u00e9todos de detec\u00e7\u00e3o mais sens\u00edveis, biomarcadores de risco para tumores mais agressivos, identifica\u00e7\u00e3o de fatores de risco e op\u00e7\u00f5es de tratamento que melhoram a qualidade de vida e a sobrevida ap\u00f3s o tratamento. O resultado de um estudo realizado nos Estados Unidos \u2013 Women\u2019s Health Initiative (WHI) \u2013 que mostrou mulheres em uso de terapia hormonal apresentavam um maior risco de c\u00e2ncer de mama, levou a mudan\u00e7as na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Em rela\u00e7\u00e3o as DCV, que s\u00e3o a principal causa de morte de mulheres e homens no mundo, a mortalidade ajustada pela idade por doen\u00e7a card\u00edaca coron\u00e1ria foi reduzida em mulheres. Cerca de 50% da redu\u00e7\u00e3o \u00e9 atribu\u00edvel a mudan\u00e7as em fatores comportamentais, incluindo uma queda no tabagismo; a outra metade \u00e9 atribu\u00edvel a novos tratamentos cl\u00ednicos que surgiram dos resultados de pesquisas.<\/p>\n<blockquote><p>Ainda h\u00e1 lacunas na pesquisa de doen\u00e7as como depress\u00e3o, HIV\/Aids e osteoporose<\/p><\/blockquote>\n<p>Estudos cient\u00edficos levaram ao reconhecimento da import\u00e2ncia das DCV em mulheres e, subsequentemente, \u00e0 extens\u00e3o do diagn\u00f3stico e tratamentos para a DCV \u00e0s mulheres. A consci\u00eancia da DCV entre as mulheres aumentou na popula\u00e7\u00e3o, em parte devido a campanhas educacionais. J\u00e1 as redu\u00e7\u00f5es na incid\u00eancia e na mortalidade por c\u00e2ncer de colo do \u00fatero come\u00e7aram a ser evidenciadas na d\u00e9cada de 1960 e continuaram ao longo dos \u00faltimos 30 anos, com a melhoria de diagn\u00f3stico e rastreio nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Al\u00e9m disso o desenvolvimento de uma vacina efetiva na preven\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus do papiloma humano, o v\u00edrus que causa a maior parte do c\u00e2ncer cervical, tem sido muito eficaz. A vacina foi desenvolvida e trazida \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica por meio de pesquisas sobre a biologia b\u00e1sica do v\u00edrus e sua rela\u00e7\u00e3o com c\u00e2ncer cervical em c\u00e9lulas humanas e de animais de experimenta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos estudos epidemiol\u00f3gicos sobre a etiologia do c\u00e2ncer cervical.<\/p>\n<p>Em outros agravos de sa\u00fade, a pesquisa cient\u00edfica contribuiu para um progresso significante, mas ainda h\u00e1 lacunas, como por exemplo, a depress\u00e3o, HIV\/Aids e osteoporose. A incid\u00eancia e as consequ\u00eancias da depress\u00e3o s\u00e3o maiores em mulheres do que em homens, e avan\u00e7os foram registrados no tratamento nos \u00faltimos 30 anos. Entretanto o impacto das pesquisas n\u00e3o foi maximizado, em parte pela condu\u00e7\u00e3o inadequada dos casos.<\/p>\n<p>Quando abordamos a quest\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus HIV, vemos que houve avan\u00e7os r\u00e1pidos e importantes no tratamento do HIV\/Aids nos \u00faltimos 30 anos, principalmente por meio da pesquisa em homens. O desenvolvimento da terapia antirretroviral beneficiou tamb\u00e9m as mulheres; no entanto, a predomin\u00e2ncia de estudos focados em homens limitou alguns dos benef\u00edcios para as mulheres em um primeiro momento. Por exemplo, problemas com a toxicidade dos tratamentos de HIV\/Aids em mulheres (como o aumento do risco de anemia e pancreatite aguda em rela\u00e7\u00e3o aos homens) s\u00f3 est\u00e3o agora sendo identificados em pesquisas com foco na situa\u00e7\u00e3o das mulheres.<\/p>\n<p>Outro agravo onde houve avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, mas ainda h\u00e1 necessidade de estudos, \u00e9 a osteoporose. Ao longo dos \u00faltimos 30 anos, tem havido avan\u00e7os no conhecimento da ci\u00eancia b\u00e1sica e no diagn\u00f3stico e tratamento da osteoporose. Isso inclui a identifica\u00e7\u00e3o de genes cuja express\u00e3o afeta o risco de osteoporose. Tend\u00eancias recentes mostram uma diminui\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia de fraturas de quadril, mas a osteoporose permanece uma condi\u00e7\u00e3o que afeta muito a qualidade de vida de um grande n\u00famero de mulheres, particularmente \u00e0 medida que envelhecem.<\/p>\n<p>Apesar de haver grupos de pesquisas em todas as \u00e1reas da sa\u00fade da mulher, ainda h\u00e1 muito a ser feito, pois h\u00e1 agravos onde n\u00e3o foi observada redu\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia ou na mortalidade da doen\u00e7a e nem houve mudan\u00e7as na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Um exemplo disso \u00e9 a abordagem da gravidez n\u00e3o intencional, incluindo os anticoncepcionais dispon\u00edveis, e das doen\u00e7as autoimunes. O fato de que as gravidezes n\u00e3o intencionais continuam a ocorrer com frequ\u00eancia evidencia a necessidade de pesquisas sobre o esquema de uso e posologia dos contraceptivos, a necessidade de redu\u00e7\u00e3o do custo e desenvolvimento de novos anticoncepcionais, incluindo anticoncepcionais n\u00e3o hormonais, que sejam mais aceit\u00e1veis para grupos de mulheres em que as gravidezes n\u00e3o intencionais ocorrem com maior frequ\u00eancia, al\u00e9m da necessidade de interven\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito social e comunit\u00e1rio.<\/p>\n<blockquote><p>H\u00e1 grupos de pesquisa em todas as \u00e1reas da sa\u00fade da mulher, ainda h\u00e1 muito a ser feito<\/p><\/blockquote>\n<p>Nos casos das doen\u00e7as autoimunes, que constituem cerca de 50 doen\u00e7as, a maioria \u00e9 mais comum em mulheres, e causa grande morbidade. Elas afetam muito a qualidade de vida e, apesar da sua preval\u00eancia e morbidade, pouco progresso tem sido feito para uma melhor compreens\u00e3o dessas condi\u00e7\u00f5es, identifica\u00e7\u00e3o de fatores de risco ou desenvolvimento de uma cura.<\/p>\n<p>Quando se tem uma vis\u00e3o panor\u00e2mica dos benef\u00edcios da ci\u00eancia para a sa\u00fade da mulher e onde esses benef\u00edcios mais ocorreram, os pesquisadores podem identificar caracter\u00edsticas ou explica\u00e7\u00f5es para o menor ou maior avan\u00e7o em alguns grupos de doen\u00e7as. Tamb\u00e9m podem refletir sobre uma s\u00e9rie de poss\u00edveis motivos para a ocorr\u00eancia disso, incluindo o grau de interesse e subsequente financiamento pelas ag\u00eancias governamentais, a mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil; a disponibilidade de pesquisadores interessados e com treinamento adequado em um determinado campo de atua\u00e7\u00e3o; a compreens\u00e3o adequada da fisiopatologia da doen\u00e7a; a disponibilidade de testes diagn\u00f3sticos sens\u00edveis e espec\u00edficos e os programas de triagem para identificar pessoas em risco ou que tenham a doen\u00e7a; interesse na morbidade, em vez de mortalidade de uma doen\u00e7a; e barreiras associadas a preocupa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou sociais. Al\u00e9m desses fatores, sabemos que os resultados de uma pesquisa podem levar de 15 a 20 anos para serem incorporados na pr\u00e1tica cl\u00ednica dos profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, apesar de registrarmos progressos substanciais na expans\u00e3o do investimento na pesquisa em sa\u00fade da mulher e da inclus\u00e3o dos resultados delas para a mudan\u00e7a em recomenda\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, ainda precisamos de mais pesquisas sobre como os fatores f\u00edsicos, sociais e culturais afetam a sa\u00fade da mulher. \u00c9 necess\u00e1rio ampliar a compreens\u00e3o de como esses fatores podem afetar a sa\u00fade em grupos de mulheres vulner\u00e1veis, pois os avan\u00e7os na sa\u00fade da mulher dependem tamb\u00e9m do acesso dessas mulheres aos resultados das pesquisas e do acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p><em>* Pr\u00f3-reitora de Extens\u00e3o da Ufes, m\u00e9dica ginecologista obstetra e doutora em Sa\u00fade P\u00fablica pela ENSP\/Fiocruz<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Artigo de Angelica Espinosa Miranda* \u2013 A sa\u00fade humana \u00e9 influenciada por diversos fatores, entre eles, o fator gen\u00e9tico, o sexo biol\u00f3gico (masculino ou <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/14\/os-beneficios-da-ciencia-para-a-saude-da-mulher\/\" title=\"Os benef\u00edcios da ci\u00eancia para a sa\u00fade da mulher\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":338,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[2,9],"tags":[],"class_list":["post-211","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-edicao008","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"mh-magazine-lite-slider":false,"mh-magazine-lite-content":false,"mh-magazine-lite-large":false,"mh-magazine-lite-medium":false,"mh-magazine-lite-small":false},"uagb_author_info":{"display_name":"daniel.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/daniel_de-souza-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013 Artigo de Angelica Espinosa Miranda* \u2013 A sa\u00fade humana \u00e9 influenciada por diversos fatores, entre eles, o fator gen\u00e9tico, o sexo biol\u00f3gico (masculino ou [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=211"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":220,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211\/revisions\/220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}