{"id":2181,"date":"2022-02-08T10:50:24","date_gmt":"2022-02-08T13:50:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2181"},"modified":"2022-03-10T12:06:18","modified_gmt":"2022-03-10T15:06:18","slug":"pesquisa-aborda-praticas-medicas-maternas-e-de-gestao-da-saude-que-interferem-no-parto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/02\/08\/pesquisa-aborda-praticas-medicas-maternas-e-de-gestao-da-saude-que-interferem-no-parto\/","title":{"rendered":"Pesquisa aborda pr\u00e1ticas m\u00e9dicas, maternas e de gest\u00e3o da sa\u00fade que interferem no parto"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Por Sueli de Freitas &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Analisar como o cruzamento das pr\u00e1ticas m\u00e9dicas, maternas\/paternas e de gest\u00e3o da sa\u00fade interferem no evento do parto, contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o e\/ou a mudan\u00e7a do fazer obst\u00e9trico, foi o objetivo da pesquisa desenvolvida por Ana Carolina J\u00falio, doutora pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o da Ufes, sob orienta\u00e7\u00e3o do professor C\u00e9sar Tureta. Na avalia\u00e7\u00e3o da pesquisadora, \u00e9 preciso enxergar o parto de forma ampla, entendendo o momento do nascimento como um fen\u00f4meno social, que envolve pr\u00e1ticas de diversos segmentos da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fim da viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 uma mudan\u00e7a necess\u00e1ria, que tem a ver com a forma\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico, com a hist\u00f3ria das fam\u00edlias e com a forma como hospitais, planos de sa\u00fade e o servi\u00e7o p\u00fablico est\u00e3o organizados para receber a parturiente e garantir seu protagonismo no parto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMeu campo de pesquisa s\u00e3o os estudos organizacionais, entendendo o hospital como uma organiza\u00e7\u00e3o e a maternidade como uma unidade de gest\u00e3o hospitalar. No doutorado, parti de uma quest\u00e3o emp\u00edrica, pois o Brasil, \u00e0 \u00e9poca da pesquisa (2016-2019), estava no topo do <em>ranking<\/em> de ces\u00e1reas, e hoje ocupa o segundo lugar, s\u00f3 perdendo para a Rep\u00fablica Dominicana\u201d, conta J\u00falio, formada em Administra\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais&nbsp;com foco em gest\u00e3o. Segundo ela, \u201c\u00e9 no encontro de pr\u00e1ticas [maternas\/paternas, m\u00e9dicas e de gest\u00e3o] que vemos emergir no pa\u00eds um movimento social em prol de mudan\u00e7as, da humaniza\u00e7\u00e3o do parto, sendo um de seus objetivos reduzir a alta incid\u00eancia de ces\u00e1reas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi desenvolvida a partir dos Estudos Baseados em Pr\u00e1tica, linha de pesquisa na qual o foco anal\u00edtico de um trabalho tende a ir al\u00e9m da compreens\u00e3o de pr\u00e1ticas espec\u00edficas e isoladas, dando \u00eanfase \u00e0 interdepend\u00eancia, \u00e0s conex\u00f5es que existem entre pr\u00e1ticas que n\u00e3o apenas se relacionam, mas se sobrep\u00f5em. A pesquisadora, que utilizou o m\u00e9todo de observa\u00e7\u00e3o participante, buscou entender o cotidiano na maternidade do Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Ant\u00f4nio Moraes (Hucam-Ufes). \u201cEu engravidei durante a pesquisa, o que facilitou meu acesso ao campo, ajudando-me, especialmente, a incorporar em passos mais acelerados a l\u00f3gica que organiza a performance das pr\u00e1ticas maternas, do parto e do fazer obst\u00e9trico como um todo\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"etapas\"><strong>Etapas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo ocorreu em duas etapas. A primeira come\u00e7ou em agosto de 2016 e terminou em julho de 2017. \u201cNessa fase, pretendia entender o contexto no qual o parto est\u00e1 imbricado, assim como mapear as pr\u00e1ticas que, uma vez sobrepostas, d\u00e3o vida a esse fen\u00f4meno enquanto uma pr\u00e1tica social.\u201d As observa\u00e7\u00f5es aconteceram em diferentes contextos: em audi\u00eancia p\u00fablica sobre viol\u00eancia obst\u00e9trica na Assembleia Legislativa; em est\u00fadios de pilates, \u201cobservei futuras m\u00e3es se exercitando\u201d; em rodas de conversa sobre parto e nascimento com participa\u00e7\u00e3o de doulas e pais; e nas maternidades de um hospital universit\u00e1rio e de um hospital privado na cidade de Vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s essa fase explorat\u00f3ria, ocorreu a segunda etapa da pesquisa, que foi de agosto a dezembro de 2018. \u201cTive a oportunidade de conversar informalmente com gestores hospitalares, m\u00e9dicos, enfermeiras, residentes, internos e parturientes.&#8221; Foram realizadas, por fim, dez entrevistas em profundidade com tr\u00eas obstetras que trabalham na rede privada e no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), com experi\u00eancia em gest\u00e3o hospitalar; uma parturiente de parto normal humanizado; uma parturiente de ces\u00e1rea e parto normal humanizado; um grupo de doulas; gestoras da \u00e1rea de faturamento hospitalar e uma enfermeira obstetra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise dos dados apontou para a complexidade da teia que envolve o nascimento humano e colocou como desafio um processo permanente de mudan\u00e7a e perman\u00eancia de pr\u00e1ticas na tentativa de devolver o protagonismo do parto \u00e0 mulher. \u201c\u00c9 sobre&nbsp;como nossa gera\u00e7\u00e3o entende o que \u00e9 o parto, como a sociedade v\u00ea o parto. \u00c9 preciso desconstruir conceitos como a dor do parto, entender que esse \u00e9 um evento fisiol\u00f3gico da mulher, n\u00e3o um acontecimento m\u00e9dico. Devolver o protagonismo que \u00e9 da mulher e enxergar o nascimento como um fen\u00f4meno social\u201d, afirma J\u00falio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"movimento-e-mudanca\"><strong>Movimento e mudan\u00e7a<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ela, n\u00e3o d\u00e1 para falar da viol\u00eancia obst\u00e9trica de maneira pontual, sem fazer o movimento de aproxima\u00e7\u00e3o e distanciamento da lente, ou seja, tendo um olhar macro, entendendo a complexidade do processo. \u201cFalo de uma pr\u00e1tica social emaranhada de outras pr\u00e1ticas mais amplas: pr\u00e1tica materna, da m\u00e3e dona do corpo que vai parir; sobreposta a isso tem a pr\u00e1tica de gest\u00e3o da sa\u00fade, do cuidado, da assist\u00eancia, que envolve o m\u00e9dico, a enfermeira, a doula; e tem a gest\u00e3o hospitalar, o plano de sa\u00fade, a gest\u00e3o p\u00fablica de assist\u00eancia ao parto e as pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, diz a pesquisadora.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo J\u00falio, todo movimento de mudan\u00e7a traz consigo elementos de manuten\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas antigas. \u201cAlguns elementos v\u00e3o mudar, outros permanecem constantes. Manuten\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a andam juntas. Do ponto de vista da estrutura da maternidade, por exemplo, a sala de parto do Hucam j\u00e1 era individualizada, com paredes de alvenaria. Uma estrutura f\u00edsica com privacidade para a mulher j\u00e1 era realidade. No Hucam j\u00e1 havia&nbsp;enfermeira obst\u00e9trica. Em hospitais privados, se a mulher quisesse assist\u00eancia durante o trabalho de parto, tinha que contratar a enfermeira ou a doula. Ent\u00e3o, j\u00e1 eram pr\u00e1ticas novas. Contudo, na hora em que o beb\u00ea nascia, a sala ficava lotada: obstetra, residentes, internos e acad\u00eamicos de enfermagem, todos&nbsp;dizendo como a mulher deveria ficar posicionada, que ela deveria fazer for\u00e7a, e tal. A sala, silenciosa, transformava-se com o evento m\u00e9dico. Ent\u00e3o, algumas mudan\u00e7as s\u00e3o introduzidas e outras pr\u00e1ticas s\u00e3o mantidas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O protagonismo da mulher, ressalta a pesquisadora, tem seus limites. Em alguns momentos, quando realmente h\u00e1 risco para o beb\u00ea ou para a mulher e \u00e9 necess\u00e1ria a indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, o m\u00e9dico deve intervir,&nbsp;ou seja, \u00e9 necess\u00e1rio que o m\u00e9dico que est\u00e1 assistindo a mulher entenda que o parto \u00e9 um evento fisiol\u00f3gico e que o profissional entra em cena quando algo d\u00e1 errado, quando \u00e9 necess\u00e1ria a interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"contexto-historico\"><strong>Contexto hist\u00f3rico<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O parto se transformou em um evento m\u00e9dico no momento da urbaniza\u00e7\u00e3o das cidades, quando os nascimentos deixaram de acontecer nos domic\u00edlios e foram transferidos para os&nbsp;hospitais. \u201cN\u00e3o foi ruim, porque antes as mulheres morriam sem assist\u00eancia quando algo dava errado no nascimento. Entretanto,&nbsp;o problema \u00e9 fazer o procedimento cir\u00fargico sem necessidade\u201d, avalia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (UNICEF), em 2015, 55,5% dos partos realizados no Brasil foram cesarianas. No setor privado&nbsp;a propor\u00e7\u00e3o de partos cir\u00fargicos chega a 84%, enquanto&nbsp;no p\u00fablico&nbsp;o percentual \u00e9 de 40%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Analisando a cirurgia de grande porte que \u00e9 a ces\u00e1rea, incluindo os profissionais que v\u00e3o assistir a mulher, al\u00e9m de uma eventual interna\u00e7\u00e3o em UTI e transfus\u00e3o de sangue, todo esse processo torna a cesariana mais cara. O parto normal pode ser mais demorado, mas \u00e9 mais barato. A ces\u00e1rea traz ganho maior para os hospitais e facilita a agenda do m\u00e9dico e a gest\u00e3o do hospital, o que pode justificar a prioriza\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas. \u201cO parto normal deixa mais complexa a gest\u00e3o hospitalar,&nbsp;mas, se o gestor quer gerenciar a maternidade como se fosse uma linha de montagem, opta pela ces\u00e1rea\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A l\u00f3gica do sistema privado \u00e9 levada muitas vezes para o servi\u00e7o p\u00fablico pelos m\u00e9dicos que atuam nas duas redes,&nbsp;e \u00e9&nbsp;por isso que&nbsp;\u00e9 importante que os hospitais-escola da rede p\u00fablica tenham pr\u00e1ticas avan\u00e7adas de gest\u00e3o hospitalar para a mudan\u00e7a de paradigmas pelos profissionais ao longo do tempo. \u201cNo&nbsp;Hucam as coisas est\u00e3o andando. Eu teria um parto no Hospital Universit\u00e1rio\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Reduzir a viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 um dos objetivos do estudo, que analisou as pr\u00e1ticas dos diferentes grupos envolvidos no parto<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2183,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-2181","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1.jpg",1600,1068,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-300x200.jpg",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-768x513.jpg",768,513,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-1024x684.jpg",1024,684,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-1536x1025.jpg",1536,1025,true],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1.jpg",1600,1068,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-1030x438.jpg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/02\/Oficina-de-doula-Foto-Arquivo-Pessoal-Ana-Carolina-Ju\u0301lia-1-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Reduzir a viol\u00eancia obst\u00e9trica \u00e9 um dos objetivos do estudo, que analisou as pr\u00e1ticas dos diferentes grupos envolvidos no parto","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2181","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2181"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2181\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2185,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2181\/revisions\/2185"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}