{"id":2256,"date":"2022-04-14T08:33:42","date_gmt":"2022-04-14T11:33:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2256"},"modified":"2022-04-29T16:09:18","modified_gmt":"2022-04-29T19:09:18","slug":"pesquisador-da-ufes-participa-de-expedicao-da-national-geographic-society-a-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/04\/14\/pesquisador-da-ufes-participa-de-expedicao-da-national-geographic-society-a-amazonia\/","title":{"rendered":"Pesquisador da Ufes participa de expedi\u00e7\u00e3o da National Geographic Society \u00e0 Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Sueli de Freitas* &#8211; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A National Geographic Society \u2013 organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos \u2013 lan\u00e7ou nesta ter\u00e7a-feira, 12, o projeto Perpetual Planet Expedi\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia (Planeta Perp\u00e9tuo Expedi\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia), no qual est\u00e1 inserido o pesquisador da Ufes \u00c2ngelo Bernardino, professor do Departamento de Oceanografia. Trata-se de uma s\u00e9rie de expedi\u00e7\u00f5es de pesquisas cient\u00edficas que abranger\u00e3o toda a bacia do Rio Amazonas, desde os Andes at\u00e9 o Atl\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n\n<p>A jornada, planejada para durar dois anos, conta com o apoio da Rolex e \u00e9 parte da iniciativa Perpetual Planet. Os exploradores da National Geographic trabalhar\u00e3o em distintas linhas de estudo e em materiais fotojornal\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Bernardino, que j\u00e1 est\u00e1 na Amaz\u00f4nia desde o \u00faltimo final de semana, vai pesquisar os manguezais na foz do Rio Amazonas na costa atl\u00e2ntica para avaliar as mudan\u00e7as em sua capacidade de sequestro de carbono. Al\u00e9m disso, em parceria com a tamb\u00e9m pesquisadora da National Geographic Margaret Owuor, o professor vai trabalhar na primeira avalia\u00e7\u00e3o de mapeamento dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa pesquisa busca entender a import\u00e2ncia dos manguezais da costa amaz\u00f4nica para o mundo, como uma solu\u00e7\u00e3o baseada na natureza para a crise do clima. Estamos saindo hoje (dia 12) de Macap\u00e1 (AP) pela foz do Rio Amazonas para investigar a ecologia desses manguezais, analisar as mudan\u00e7as no ciclo hidrol\u00f3gico e no ciclo do carbono, ver os poluentes lan\u00e7ados na bacia e a rela\u00e7\u00e3o desses manguezais com a ecologia aqu\u00e1tica\u201d, afirma o professor Bernardino.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que essa \u00e9 a primeira vez que uma expedi\u00e7\u00e3o dessa natureza \u00e9 realizada na Bacia Amaz\u00f4nica. \u201cA gente espera que esses dados sejam usados para mostrar a import\u00e2ncia dos manguezais, especialmente da Amaz\u00f4nia, para a vida de quem mora nas zonas costeiras e para uma solu\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica para o Brasil e o mundo em termos de sequestro de poluentes, de carbono e outros compostos que os manguezais conseguem absorver\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/sites\/default\/files\/imce\/12_cr_taylor_schuelke_ns17575772_ngsppamz_dsc5423.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o, a primeira da jornada, teve in\u00edcio na ter\u00e7a-feira e vai at\u00e9&nbsp;28 de abril. Al\u00e9m do professor Bernardino, est\u00e3o embarcados uma aluna de p\u00f3s-doutorado da Ufes, pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), da Universidade Estadual do Amap\u00e1 e de institui\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos, do Peru, da Esc\u00f3cia e da Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cora\u00e7\u00e3o do planeta<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Como um \u2018cora\u00e7\u00e3o do planeta\u2019, a bacia do Rio Amazonas abriga a maior floresta tropical do mundo. Nela vivem mais de 40 milh\u00f5es de pessoas e mais de tr\u00eas milh\u00f5es de esp\u00e9cies de plantas e animais, al\u00e9m de um sistema fluvial que canaliza o maior volume de chuvas da Terra, inundando uma \u00e1rea maior que 70% dos pa\u00edses do mundo. A \u00e1gua do Rio Amazonas \u00e9 o sangue vital de nosso planeta, embora raramente seja o foco quando se fala da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Terra, oceano, atmosfera, pessoas e animais est\u00e3o todos conectados por seu ciclo hidrol\u00f3gico, cujo fluxo e refluxo natural afetam quase todos os organismos vivos em seus arredores. Entretanto, a crescente degrada\u00e7\u00e3o do ambiente, causada pelo desmatamento, ca\u00e7a ilegal, agricultura comercial e <a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/tag\/mudancas-climaticas\/\">mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a>, diminui a capacidade do rio de fornecer, de maneira adequada, esses servi\u00e7os ecossist\u00eamicos t\u00e3o cr\u00edticos para o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>As expedi\u00e7\u00f5es, listadas abaixo, ser\u00e3o lideradas por exploradores da National Geographic, cientistas, contadores e contadoras de hist\u00f3rias e membros da comunidade. O objetivo \u00e9 investigar a Bacia Amaz\u00f4nica atrav\u00e9s das lentes de diferentes disciplinas cient\u00edficas: da ecologia \u00e0 biologia, incluindo hidrologia, climatologia, geologia e geoqu\u00edmica. Trabalhando em m\u00faltiplos pa\u00edses e ecossistemas, as expedi\u00e7\u00f5es mostrar\u00e3o a diversidade da regi\u00e3o e a intrincada conectividade de todo o sistema, e focar\u00e3o sua aten\u00e7\u00e3o no ciclo hidrol\u00f3gico da bacia e o papel cr\u00edtico que a inunda\u00e7\u00e3o sazonal do rio tem para garantir o acesso \u00e0 \u00e1gua doce e \u00e0 sobreviv\u00eancia das comunidades e da vida selvagem locais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/sites\/default\/files\/imce\/16_cr_taylor_schuelke_ns17572077_ngsppamz_dsc4829.jpeg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conhe\u00e7a a atua\u00e7\u00e3o dos pesquisadores:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\u00c2ngelo Bernardino: explorar\u00e1 os manguezais na foz do Rio Amazonas, na costa atl\u00e2ntica, para avaliar as mudan\u00e7as em sua capacidade de sequestro de carbono.&nbsp;Bernardino e Margaret Owuor: realizar\u00e3o a primeira avalia\u00e7\u00e3o de mapeamento dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos da regi\u00e3o.<br><\/li><li>Ruthmery Pillco Huarcaya e Andy Whitworth: pesquisar\u00e3o os impactos do desmatamento e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre o urso andino, animal cujo ciclo de vida e alcance migrat\u00f3rio \u00e9 importante para o ecossistema da floresta nublada (floresta tropical elevada).<br><\/li><li>Jo\u00e3o Campos-Silva e Andressa Scabin: investigar\u00e3o mudan\u00e7as no habitat e nas condi\u00e7\u00f5es migrat\u00f3rias da vida selvagem aqu\u00e1tica em toda a bacia do Rio Amazonas, e far\u00e3o parcerias com as comunidades locais para criar o primeiro modelo de conserva\u00e7\u00e3o que abrange toda a bacia.<br><\/li><li>Fernando Trujillo: rastrear\u00e1 popula\u00e7\u00f5es de botos ao longo da Amaz\u00f4nia e avaliar\u00e1 o n\u00edvel de contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario em sua dieta como um indicador da sa\u00fade do rio. Ele tamb\u00e9m far\u00e1 parcerias com a comunidade local para desenvolver acordos de pesca e iniciativas de reflorestamento para evitar a perda de \u00e1gua por escoamento.<br><\/li><li>Hinsby Cadillo-Quiroz e Josh West: se juntar\u00e3o \u00e0 ge\u00f3loga Jennifer Angel Amaya para explorar dois rios na Bacia Amaz\u00f4nica e determinar o impacto do desmatamento e da minera\u00e7\u00e3o sobre os rios e a qualidade da \u00e1gua. Ser\u00e1 a primeira avalia\u00e7\u00e3o j\u00e1 feita na Amaz\u00f4nia da produ\u00e7\u00e3o de carbono e merc\u00fario em lagos de minera\u00e7\u00e3o e seu impacto sobre os cursos d&#8217;\u00e1gua.<br><\/li><li>Thiago Silva: estudar\u00e1 a resili\u00eancia das florestas amaz\u00f4nicas \u00e0s inunda\u00e7\u00f5es, incluindo uma medi\u00e7\u00e3o da capacidade de sequestro de carbono e morfologia foliar das esp\u00e9cies de \u00e1rvores aqu\u00e1ticas, que servir\u00e3o como um indicador da capacidade da floresta amaz\u00f4nica de absorver gases de efeito estufa.<br><\/li><li>Baker Perry e Tom Matthews: instalar\u00e3o uma esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica perto no Nevado Ausangate para obter dados meteorol\u00f3gicos de um dos picos mais altos da Bacia Amaz\u00f4nica. O projeto vai recolher amostras de carbono preto e SWE para monitorar os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em sua torre de \u00e1gua, que \u00e9 a principal fonte de \u00e1gua doce para os ecossistemas andinos e a jusante.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/topic\/perpetual-planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Para saber mais sobre as expedi\u00e7\u00f5es Perpetual Planet, visite a p\u00e1gina da iniciativa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blog.nationalgeographic.org\/2022\/04\/12\/national-geographic-society-launches-groundbreaking-multi-year-expedition-of-the-amazon-river-basin-with-the-support-of-the-rolex-perpetual-planet-initiative\/\" target=\"_blank\">National Geographic Society&nbsp;<\/a>&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Durante dois anos, jornada pesquisar\u00e1 diversos 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