{"id":234,"date":"2018-06-18T11:27:37","date_gmt":"2018-06-18T14:27:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=234"},"modified":"2018-06-18T11:27:37","modified_gmt":"2018-06-18T14:27:37","slug":"o-nascimento-de-uma-galeria-de-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/18\/o-nascimento-de-uma-galeria-de-arte\/","title":{"rendered":"O nascimento de uma galeria de arte"},"content":{"rendered":"<p><em>\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013<\/em><\/p>\n<p><strong><em>H\u00e1 40 anos, o Esp\u00edrito Santo tornava-se pai da mais nova casa de fomento de arte: a Galeria de Arte Espa\u00e7o Universit\u00e1rio, a Gaeu. Era 1978, per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da ditadura para a democracia. Por aqueles dias, os jovens brasileiros que moravam pelos grandes centros urbanos caminhavam pelas ruas com menos medo e mais resist\u00eancia.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Naquele ano, ca\u00eda por terra o Ato Institucional n\u00famero 5, o mais duro de todos os 17 decretos emitidos durante a ditadura militar. Com sua queda e a esperan\u00e7a de uma abertura pol\u00edtica, o movimento estudantil e dos trabalhadores oper\u00e1rios ganhavam corpo e organizavam passeatas por todos os cantos pedindo a volta dos exilados pol\u00edticos, a volta da democracia e o fim dos anos de chumbo. No mesmo ano nascia tamb\u00e9m o Movimento Negro Unificado (MNU), liderado por grandes \u00edcones da luta antirracista, como Abdias do Nascimento, L\u00e9lia Gonz\u00e1les e H\u00e9lio Santos.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos anos da d\u00e9cada de 1970 s\u00e3o narrados como um per\u00edodo esperan\u00e7oso para os brasileiros. Foi um momento decisivo na linha do tempo da hist\u00f3ria do Brasil. Al\u00e9m do despertar pol\u00edtico que vivia o pa\u00eds naquele per\u00edodo, tamb\u00e9m acontecia um despertar cultural. Uma abertura para a circula\u00e7\u00e3o de produtos culturais, tanto estrangeiros, quanto nacionais. Aquela d\u00e9cada ficou marcada pela disco music. John Travolta era o grande astro hollywoodiano da \u00e9poca. Causou alvoro\u00e7o estrelando os filmes \u201cNos Embalos de S\u00e1bado \u00e0 Noite\u201d (1977) e \u201cGreese: Nos Tempos da Brilhantina\u201d (1978). Inspirou dramaturgos brasileiros e desenhou a moda daqueles anos, como as famosas meias de lurex. Pelas ondas sonoras, era poss\u00edvel escutar o samba rock de Jorge Ben, sendo \u201cAmante Amado\u201d um dos grandes destaques do \u00e1lbum \u201cA banda do Z\u00e9 Pretinho\u201d (1978).<\/p>\n<p>Aproveitando a m\u00fasica disco, que tomava conta das r\u00e1dios e televis\u00f5es na \u00e9poca, Tim Maia pedia sossego e um quilo do bom em seu \u00e1lbum lan\u00e7ado tamb\u00e9m em 1978, \u201cTim Maia Disco Club\u201d. O ano de 1978 \u00e9 lembrado como um per\u00edodo de abertura e foi exatamente naquele ano que come\u00e7avam os primeiros passos que iriam instaurar um dos mais importantes polos culturais da Ufes e do Esp\u00edrito Santo \u2013 a Galeria de Arte Espa\u00e7o Universit\u00e1rio (Gaeu).<\/p>\n<h3><strong>Nasce uma galeria<\/strong><\/h3>\n<p>Localizada ao lado da Pr\u00f3-Reitoria de Gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, a Gaeu nasce de uma demanda da Universidade: abrigar, em outubro de 1978, o III Sal\u00e3o Nacional Universit\u00e1rio de Artes Pl\u00e1sticas, evento anual de difus\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas dos estudantes de artes. Diante da demanda, e do fato de na \u00e9poca, a Galeria de Arte e Pesquisa (GAP), anterior \u00e0 Gaeu, estar localizada no Centro de Vit\u00f3ria, foi criado, a partir das parcerias entre a Sub-Reitoria Comunit\u00e1ria da Ufes, o que seria hoje a Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, e a Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Arte (Funarte), o Espa\u00e7o Universit\u00e1rio para receber o Sal\u00e3o Nacional.<\/p>\n<p>\u201cA Gaeu foi criada para abranger um sal\u00e3o de arte que iria ocorrer dentro da Universidade e precisava de um espa\u00e7o maior. Naquela \u00e9poca, a GAP funcionava no centro da cidade e o evento precisava acontecer dentro da Ufes\u201d, relembra a professora do Departamento de Linguagens, Cultura e Educa\u00e7\u00e3o e coordenadora do Grupo de Pesquisa de Processos Educativos em Arte (Gepel\/CNPq), Moema Martins Rebou\u00e7as, que na \u00e9poca era estudante do curso de Licenciatura em Desenho e Pl\u00e1stica da Ufes e artista pl\u00e1stica.<\/p>\n<p>\u201cA Gaeu nasce dentro da Sub-Reitoria Comunit\u00e1ria, e por isso j\u00e1 tinha um perfil de falar com a comunidade interna e externa da Universidade. J\u00e1 veio com a miss\u00e3o de expandir, de estabelecer um di\u00e1logo\u201d, acrescenta a artista pl\u00e1stica, pesquisadora e ent\u00e3o coordenadora da Galeria de Arte Espa\u00e7o Universit\u00e1rio, Neusa Mendes, que no ano de nascimento da galeria era tamb\u00e9m uma estudante. Segundo as artistas e pesquisadoras entrevistadas pela revista, naquela \u00e9poca, os capixabas viviam um per\u00edodo de efervesc\u00eancia cultural, devido \u00e0 reabertura pol\u00edtica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_236\" aria-describedby=\"caption-attachment-236\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-236\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Moema-Rebou\u00e7as-p.jpg\" alt=\"Retrato, em frente \u00e0 Gaeu, da professora Moema Martins Rebou\u00e7as, professora do Departamento de Linguagens, Cultura e Educa\u00e7\u00e3o da Ufes e coordenadora do Grupo de Pesquisa de Processos Educativos em Arte (Gepel\/CNPq)\" width=\"510\" height=\"377\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-236\" class=\"wp-caption-text\">Professora Moema Rebou\u00e7as pesquisa a hist\u00f3ria da Gaeu. Foto: Lorraine Paix\u00e3o\/Ufes<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEu era estudante do curso de Licenciatura em Desenho e Pl\u00e1stica. Naquela \u00e9poca, embora fosse um per\u00edodo de ditadura, era um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o e n\u00f3s t\u00ednhamos na Universidade uma abertura muito boa\u201d, conta Moema. \u201cNo Centro de Artes, conseguimos fazer elei\u00e7\u00e3o direta para o diretor do centro e elegemos Freda Cavalcanti Jardim. Havia um movimento dos pr\u00f3prios diret\u00f3rios estudantis, que se organizavam e que nos motivava, e uma iniciativa que nos unia, que era o Movimento Bolsa Arte\u201d.<\/p>\n<p>O Movimento Bolsa Arte era uma proposta nacional do Governo Federal para estudantes de artes que recebiam subs\u00eddios para a produ\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de projetos art\u00edsticos. Muitos desses universit\u00e1rios conseguiram concretizar seus projetos, que viraram posteriormente grandes obras. \u201cIsso abriu espa\u00e7o para uma produ\u00e7\u00e3o muito grande de estudantes artistas naquela \u00e9poca, como Neusa Mendes, Nelma Pezim, C\u00e9sar Cola e tantos outros. Temos um n\u00famero expressivo de estudantes da \u00e9poca que eram bolsistas e depois vieram a integrar o corpo de servidores da pr\u00f3pria Universidade, ou como professor ou como t\u00e9cnico-administrativo. As lembran\u00e7as que temos daquela \u00e9poca s\u00e3o de efervesc\u00eancia cultural e art\u00edstica dentro da Ufes\u201d, acrescenta Moema.<\/p>\n<p>\u201cA Universidade sempre foi o propulsor, o fomento. As principais linguagens eram nas \u00e1reas de teatro. Existiam muitos festivais de teatro, de m\u00fasica. Era um momento muito ativo da Institui\u00e7\u00e3o\u201d, recorda Neusa Mendes.<\/p>\n<h3><strong>O dia que se transformou em 40 anos<\/strong><\/h3>\n<p>Ap\u00f3s a acolhida e realiza\u00e7\u00e3o do III Sal\u00e3o Nacional Universit\u00e1rio de Artes Pl\u00e1sticas no Espa\u00e7o Universit\u00e1rio, o que seria tempor\u00e1rio j\u00e1 dura h\u00e1 quatro d\u00e9cadas. A partir do evento, foi constatada a necessidade de um espa\u00e7o, um lugar de arte para atender os estudantes e jovens artistas que emergiam na mar\u00e9 cultural decorrente da reabertura pol\u00edtica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mesmo com a exist\u00eancia da Galeria de Arte e Pesquisa, viu-se que era importante ter outro espa\u00e7o de promo\u00e7\u00e3o de artes dentro da Universidade. Como relata Neusa: \u201cAp\u00f3s o Sal\u00e3o, a Gaeu consolidou-se como espa\u00e7o de exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias, promovendo a produ\u00e7\u00e3o de artistas locais, nacionais e internacionais, mantendo interc\u00e2mbio para exposi\u00e7\u00f5es com museus e entidades do g\u00eanero por meio de parcerias para a circula\u00e7\u00e3o de acervos.\u201d<\/p>\n<p>A primeira exposi\u00e7\u00e3o a ser acolhida pela Gaeu, ap\u00f3s o Sal\u00e3o, aconteceu em 20 de novembro de 1978. Com o nome \u201cExposi\u00e7\u00e3o Programa Bolsa Arte\u201d, a exibi\u00e7\u00e3o contou com os trabalhos das estudantes e artistas Beatriz Hees, Tereza Bressan, Denise Pimenta, Fernanda Modenesi, K\u00e1tia Persiano, Maria Menezes, Maria Mattos, Maria Bai\u00e3o Seba, Simone Guimar\u00e3es, S\u00f4nia Ramos e Neusa Mendes.<\/p>\n<p>\u201cA GAP era um espa\u00e7o que oportunizava ao Centro de Artes ter acesso a uma arte nacional com o convite de artistas nacionais para c\u00e1. A \u00eanfase na \u00e9poca era de trazer artistas de fora\u201d, destaca Moema. \u201cA cria\u00e7\u00e3o da Galeria de Arte Espa\u00e7o Universit\u00e1rio foi motivo de comemora\u00e7\u00e3o para os estudantes da \u00e9poca. Sua cria\u00e7\u00e3o significava, para n\u00f3s, ter um espa\u00e7o mais democr\u00e1tico. Na Gaeu, t\u00ednhamos uma possibilidade maior de expor. Com isso, muita gente teve mais motivos para dar in\u00edcio aos seus trabalhos art\u00edsticos, j\u00e1 que haveria um espa\u00e7o onde esses trabalhos poderiam tornar-se vis\u00edveis\u201d, arremata.<\/p>\n<p>Com a institucionaliza\u00e7\u00e3o da Galeria de Arte Espa\u00e7o Universit\u00e1rio, surgia outra demanda: um gestor. A primeira gestora a administrar o espa\u00e7o foi Estela de Nader, que a coordenou at\u00e9 1979. Em seguida, a administra\u00e7\u00e3o foi para as m\u00e3os da artista e pesquisadora Neusa Mendes, que desde ent\u00e3o tornou-se parte da hist\u00f3ria da Galeria. Neusa a administrou de 1979 a 2001, retomando as atividades em 2012 at\u00e9 maio deste ano. De 2001 a 2011, a administra\u00e7\u00e3o ficou nas m\u00e3os de Rosana Paste.<\/p>\n<p>Com o retorno de Neusa Mendes \u00e0 galeria, novas decis\u00f5es foram tomadas e alguns desafios surgiram. \u201cTrouxemos os professores e alunos que passaram por aqui e j\u00e1 se aposentaram e que continuam sua produ\u00e7\u00e3o, se mant\u00eam em ateli\u00eas produzindo, mas que as pessoas n\u00e3o conhecem. Em 2012, tomamos a pol\u00edtica de voltarmos nosso olhar para o espa\u00e7o da galeria e fizemos uma revisita ao acervo\u201d, diz Neusa.<\/p>\n<p>Com a nova pol\u00edtica de gest\u00e3o, algumas medidas emergenciais foram adotadas, como a reorganiza\u00e7\u00e3o do acervo mantido desde 1976. \u201cOrganizamos o acervo que data de 1976, com obras vindas da GAP. Junto com um muse\u00f3logo, que \u00e9 do quadro t\u00e9cnico-administrativo da Ufes, readequamos o acervo, criamos um invent\u00e1rio, reorganizamos, catalogamos. A hist\u00f3ria da galeria \u00e9 a hist\u00f3ria do acervo\u201d, completa.<\/p>\n<p>As obras do acervo s\u00e3o doa\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios artistas que passaram pela galeria. A cada nova exposi\u00e7\u00e3o, uma nova obra entra para a hist\u00f3ria do acervo. Atualmente, o acervo da Gaeu \u00e9 composto por documentos textuais, iconogr\u00e1ficos, sonoros e audiovisuais. Ao todo, conta com 1.718 obras. A partir de 2012, alguns artistas revisitaram o espa\u00e7o e complementaram sua trajet\u00f3ria art\u00edstica com mais doa\u00e7\u00f5es. Houve, ent\u00e3o, um crescimento enorme no n\u00famero de obras de acervo; s\u00f3 naquele ano foram mais de 600 doa\u00e7\u00f5es\u201d, destaca.<\/p>\n<h3><strong>Espa\u00e7o para pesquisas<\/strong><\/h3>\n<p>Com mais de mil obras acolhidas, a galeria come\u00e7a a ficar pequena. \u201cO n\u00famero de doa\u00e7\u00f5es cresceu muito, o espa\u00e7o f\u00edsico n\u00e3o comporta mais todas as obras de forma ideal. Se houver essa amplia\u00e7\u00e3o, o acervo poder\u00e1 ser maior e mais vis\u00edvel\u201d, observa o muse\u00f3logo respons\u00e1vel por organizar e manter as obras do acervo, Pedro Ibsen.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito da galeria hoje \u00e9 tornar p\u00fablicas as obras em seu acervo. Segundo a ent\u00e3o coordenadora da Gaeu, h\u00e1 uma demanda de pesquisadores que procuram o pequeno altar das obras para realizarem suas investiga\u00e7\u00f5es e estudos. \u201cEstamos em um per\u00edodo de amadurecimento, trabalhando na formata\u00e7\u00e3o tanto do acervo, do banco de dados das obras, quanto dos arquivos para disponibilizarmos para pesquisa. O acervo da galeria deve ser ferramenta voltada para a forma\u00e7\u00e3o de pessoas, para o uso de suas obras por cr\u00edticos, curadores, pesquisadores. Ela \u00e9 espa\u00e7o de fomento e revela\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea\u201d, diz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es promovidas e da preserva\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do acervo art\u00edstico, a Gaeu mant\u00e9m alguns projetos educativos, como a visita monitorada voltada para a forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico apreciador de arte. Vinculada \u00e0 Secretaria de Cultura, a Gaeu tem uma m\u00e9dia anual de 10 mil visitantes. O papel da galeria \u00e9 ser espa\u00e7o de fomento e revela\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea. Essa miss\u00e3o abarca dois lados: dentro e fora da Universidade, em di\u00e1logo com as comunidades interna e externa\u201d, enfatiza Neusa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013 H\u00e1 40 anos, o Esp\u00edrito Santo tornava-se pai da mais nova casa de fomento de arte: a Galeria de Arte <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/06\/18\/o-nascimento-de-uma-galeria-de-arte\/\" title=\"O nascimento de uma galeria de arte\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":338,"featured_media":235,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[2,9],"tags":[],"class_list":["post-234","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-edicao008","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",960,720,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",150,113,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",300,225,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",768,576,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",960,720,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",960,720,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",960,720,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",584,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",508,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",678,509,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",326,245,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/06\/Foto-GALERIA-NEUSA.jpg",80,60,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"daniel.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/daniel_de-souza-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2013 Por Lorraine Paix\u00e3o \u2013 H\u00e1 40 anos, o Esp\u00edrito Santo tornava-se pai da mais nova casa de fomento de arte: a Galeria de Arte [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":237,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234\/revisions\/237"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/235"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}