{"id":2348,"date":"2022-05-12T11:17:36","date_gmt":"2022-05-12T14:17:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2348"},"modified":"2022-05-27T12:03:21","modified_gmt":"2022-05-27T15:03:21","slug":"eclipse-lunar-total-estara-visivel-este-fim-de-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/05\/12\/eclipse-lunar-total-estara-visivel-este-fim-de-semana\/","title":{"rendered":"Eclipse lunar total estar\u00e1 vis\u00edvel este fim de semana"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Artigo de S\u00e9rgio Mascarello Bisch* &#8211; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na noite de 15 para 16 de maio de 2022, de domingo para segunda-feira, um dos mais belos espet\u00e1culos naturais ser\u00e1 novamente vis\u00edvel no c\u00e9u: um eclipse lunar total. O eclipse ser\u00e1 vis\u00edvel em todo o Brasil, se as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas assim o permitirem e o c\u00e9u n\u00e3o estiver nublado, bem como nas Am\u00e9ricas, \u00c1frica e em grande parte da Europa. <\/p>\n\n\n\n<p>A Lua come\u00e7ar\u00e1 a ser encoberta pela sombra da Terra (umbra, Figura 1) \u00e0s 23h28min do dia 15 de maio, pelo hor\u00e1rio de Bras\u00edlia. A fase total do eclipse \u2013 quando a Lua ficar\u00e1 totalmente encoberta pela sombra da Terra \u2013 iniciar\u00e1 \u00e0 00h29min e terminar\u00e1 \u00e0 01h54min do dia 16 de maio, durando cerca de 1h25min. Ap\u00f3s esse per\u00edodo de totalidade, ela ainda permanecer\u00e1 parcialmente eclipsada at\u00e9 \u00e0s 02h55min. No in\u00edcio do eclipse, a Lua estar\u00e1 aproximadamente no meio do c\u00e9u, sendo facilmente vis\u00edvel, se o tempo n\u00e3o estiver nublado.<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 um segundo eclipse lunar total neste ano, no dia 8 de novembro, por\u00e9m ele n\u00e3o ser\u00e1 vis\u00edvel no Esp\u00edrito Santo, mas, no Brasil, apenas nos estados situados mais a oeste, como o Acre e o Amazonas. Um eclipse lunar ocorre sempre que h\u00e1 um alinhamento entre o Sol, a Terra e a Lua, nesta sequ\u00eancia, fazendo com que a Lua penetre no cone de sombra projetado pela Terra, denominado &#8220;umbra&#8221; (Figura 1).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"338\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/800px-Eclipse_lunar.svg_.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2349\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/800px-Eclipse_lunar.svg_.png 800w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/800px-Eclipse_lunar.svg_-300x127.png 300w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/800px-Eclipse_lunar.svg_-768x324.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption><em>Figura 1: Geometria do eclipse lunar total. Fonte: <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ficheiro:Eclipse_lunar.svg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio de um eclipse solar, que requer equipamentos e cuidados especiais para uma observa\u00e7\u00e3o segura, um eclipse lunar pode ser observado a olho nu por qualquer pessoa, com toda a seguran\u00e7a. O uso de bin\u00f3culos ou de um pequeno telesc\u00f3pio poder\u00e3o tornar a observa\u00e7\u00e3o mais interessante, mas o espet\u00e1culo \u00e9 belo e cativante mesmo quando observado a olho nu.<\/p>\n\n\n\n<p>Os eclipses lunares s\u00f3 ocorrem na Lua Cheia, pois s\u00f3 nesta fase pode acontecer o alinhamento anteriormente citado. Entretanto, na maioria das Luas Cheias n\u00e3o h\u00e1 eclipse, porque o plano da \u00f3rbita da Lua em torno da Terra n\u00e3o coincide exatamente com o plano da \u00f3rbita da Terra em torno do Sol, mas formam entre si um \u00e2ngulo de 5,2\u00b0. Isso faz com que o alinhamento Sol-Terra-Lua, na maioria das Luas Cheias, n\u00e3o seja perfeito, n\u00e3o se produzindo, portanto, um eclipse, que s\u00f3 ocorrer\u00e1 quando houver a coincid\u00eancia de a Lua atingir a fase de Lua Cheia no mesmo instante em que estiver cruzando ou muito pr\u00f3xima do plano da \u00f3rbita da Terra \u2013 denominado \u201cplano da ecl\u00edptica\u201d \u2013 que recebe este nome justamente porque s\u00f3 ocorrem eclipses, lunares ou solares, quando a Lua estiver passando por ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, a Lua n\u00e3o fica completamente escura durante um eclipse lunar total, mas apresenta, em geral, uma colora\u00e7\u00e3o vermelho-alaranjada, perfeitamente vis\u00edvel (Figura 2, em destaque na p\u00e1gina). Isto se explica pelo fato de a Terra possuir atmosfera, a qual funciona como se fosse uma lente e um filtro: como uma lente, ela desvia, por refra\u00e7\u00e3o, os raios de luz vermelha do Sol para o interior do cone de sombra da Terra e, agindo como um filtro, bloqueia a luz solar azul, espalhando-a em outras dire\u00e7\u00f5es (Figura 3). <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"272\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/explicacao-eclipse-1024x272.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2351\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/explicacao-eclipse-1024x272.jpg 1024w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/explicacao-eclipse-300x80.jpg 300w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/explicacao-eclipse-768x204.jpg 768w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/05\/explicacao-eclipse.jpg 1095w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Figura 3: A luz branca do Sol \u00e9 uma mistura de todas as cores do arco-\u00edris. Quando um raio de luz solar \u201cbranca\u201d incide na atmosfera da Terra, as mol\u00e9culas do nosso ar espalham a luz azul em todas as dire\u00e7\u00f5es (por isso o c\u00e9u da Terra \u00e9 azul!\u2026). A luz avermelhada que restou ap\u00f3s a \u201cfiltragem\u201d do azul \u00e9 desviada (refratada) para dentro do cone de sombra da Terra, iluminando a Lua e produzindo a sua t\u00edpica colora\u00e7\u00e3o avermelhada durante um eclipse lunar total. Fonte: Tony Phillips, NASA.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um astronauta que estivesse na Lua, olhando para a Terra durante um eclipse lunar total, veria o nosso planeta como um disco escuro circundado por um anel vermelho brilhante. Esse anel nada mais seria do que a luz dos crep\u00fasculos e auroras ocorrendo ao redor de toda a Terra naquele instante. \u00c9 essa luz que incide sobre a Lua durante um eclipse lunar total, produzindo a sua colora\u00e7\u00e3o vermelho-alaranjada. Se a Terra n\u00e3o possu\u00edsse atmosfera, n\u00e3o ter\u00edamos este efeito. <\/p>\n\n\n\n<p>Cada eclipse lunar total \u00e9 \u00fanico e diferente dos outros. A colora\u00e7\u00e3o exata que a Lua apresenta nessas ocasi\u00f5es varia bastante, podendo ser laranja, vermelha, marrom escura ou, at\u00e9 mesmo, cinza escuro, dependendo do tipo e quantidade de poeira existente na alta atmosfera da Terra e das nuvens nas regi\u00f5es onde ocorrem as auroras e crep\u00fasculos no momento do eclipse. A cor da luz da Lua, durante o eclipse, nos informa n\u00e3o sobre ela, mas sobre a atmosfera da Terra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Programa\u00e7\u00e3o do Planet\u00e1rio de Vit\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A partir deste m\u00eas, o Planet\u00e1rio de Vit\u00f3ria, retomar\u00e1 seus atendimentos presenciais a turmas de escolas, comunidade universit\u00e1ria e ao p\u00fablico em geral, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/planetariodevitoria.ufes.br\/programacao-2\/\" target=\"_blank\">divulgada em seu website<\/a>, com a apresenta\u00e7\u00e3o de sess\u00f5es de planet\u00e1rio, oficinas e sess\u00f5es de observa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u com telesc\u00f3pio.<br>Mais informa\u00e7\u00f5es: site <a href=\"https:\/\/planetariodevitoria.ufes.br\/\">https:\/\/planetariodevitoria.ufes.br\/<\/a>; telefones: (27) 3227.2531, (27) 4009.2489.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias:<\/h4>\n\n\n\n<p>BISCH, S\u00e9rgio Mascarello. <strong>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Astronomia<\/strong>. Vit\u00f3ria: UFES, N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o Aberta e a Dist\u00e2ncia, 2012. Dispon\u00edvel em: . Acesso em: 08 mai. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>NASA, p\u00e1ginas sobre os eclipses:<br><a href=\"http:\/\/eclipse.gsfc.nasa.gov\/eclipse.html\">http:\/\/eclipse.gsfc.nasa.gov\/eclipse.html<\/a>;<br><a href=\"https:\/\/eclipse.gsfc.nasa.gov\/LEdecade\/LEdecade2021.html\">https:\/\/eclipse.gsfc.nasa.gov\/LEdecade\/LEdecade2021.html<\/a>;<br><a href=\"https:\/\/eclipse.gsfc.nasa.gov\/LEplot\/LEplot2001\/LE2022May16T.pdf\">https:\/\/eclipse.gsfc.nasa.gov\/LEplot\/LEplot2001\/LE2022May16T.pdf<\/a>.<br>Acesso em: 08 mai. 2022<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Professor do Departamento de F\u00edsica da UFES e Diretor T\u00e9cnico-Cient\u00edfico do Planet\u00e1rio de Vit\u00f3ria<\/em>. <a href=\"mailto:sergio.bisch@ufes.br\">sergio.bisch@ufes.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Na noite de domingo para segunda-feira (15-16 de maio), um dos mais belos espet\u00e1culos naturais ser\u00e1 novamente vis\u00edvel no c\u00e9u: um eclipse lunar total. 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