{"id":2402,"date":"2022-05-30T11:49:53","date_gmt":"2022-05-30T14:49:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2402"},"modified":"2022-11-01T09:47:07","modified_gmt":"2022-11-01T12:47:07","slug":"coordenador-do-instituto-de-estudos-climaticos-da-ufes-e-eleito-para-a-royal-society","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/05\/30\/coordenador-do-instituto-de-estudos-climaticos-da-ufes-e-eleito-para-a-royal-society\/","title":{"rendered":"Coordenador do Instituto de Estudos Clim\u00e1ticos da Ufes \u00e9 eleito para a Royal Society"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Lidia Neves e Vitor Guerra &#8211; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O professor Carlos Nobre, coordenador cient\u00edfico do Instituto de Estudos Clim\u00e1ticos da Ufes (IEC-ES), foi eleito este m\u00eas como membro da&nbsp;<em>Royal Society<\/em>, prestigiada institui\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica destinada \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Nobre \u00e9 o segundo brasileiro, junto com Dom Pedro II, a ser aceito como membro da institui\u00e7\u00e3o, que seleciona seus membros a partir das contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas nas mais diversas \u00e1reas do saber.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Nobre \u00e9 um dos principais pesquisadores que estudam a Floresta Amaz\u00f4nica, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o aquecimento global, tendo recebido diversos pr\u00eamios por sua atua\u00e7\u00e3o. \u00c9 um dos autores do Quarto Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7a do Clima (IPCC), agraciado com o Pr\u00eamio Nobel da Paz em 2007, al\u00e9m de pesquisador s\u00eanior do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Universidade de S\u00e3o Paulo (IEA-USP), presidente do Painel Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e diretor da&nbsp;<em>Amazon Third Way Initiative\/Projeto Amaz\u00f4nia 4.0<\/em>, que busca aprimorar as cadeias produtivas da Amaz\u00f4nia de forma sustent\u00e1vel, com f\u00e1bricas port\u00e1teis e altamente tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Atua\u00e7\u00e3o na Ufes<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Na Ufes, sua atua\u00e7\u00e3o no IEC-ES busca estimular a forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o de pesquisadores nas tem\u00e1ticas de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e de integrar compet\u00eancias entre academia e setor produtivo. A a\u00e7\u00e3o do instituto busca potencializar a\u00e7\u00f5es de pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o voltadas a gerar processos, produtos e resultados t\u00e9cnico-cient\u00edficos capazes de responder \u00e0s quest\u00f5es referentes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e seus impactos socioecon\u00f4micos e ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Neyval Reis Jr., professor do Departamento de Engenharia Ambiental que coordena o IEC-ES, conta que o instituto nasceu a partir de uma proposta de Nobre \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito (Fapes). \u201cEle idealizou o projeto, junto com a Fapes, e ajudou a constitu\u00ed-lo. Nosso trabalho envolve a identifica\u00e7\u00e3o e previs\u00e3o de cen\u00e1rios futuros em rela\u00e7\u00e3o a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, chuva, estiagem e outros fatores. A partir de fatores clim\u00e1ticos, de crescimento e de sustentabilidade globais e locais, que envolvem, por exemplo, a emiss\u00e3o de carbono, o instituto prev\u00ea os cen\u00e1rios e seu impacto sobre a humanidade\u201d, explica Reis Jr.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho do instituto, que \u00e9 financiado pela Fapes e pela Vale, tem embasado a\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos capixabas nas \u00e1reas de meteorologia, defesa civil e recursos h\u00eddricos, no sentido de evitar desastres, prever secas e resistir ao clima. \u201cCarlos Nobre \u00e9 pe\u00e7a-chave, principalmente nos estudos de cen\u00e1rios meteorol\u00f3gicos\u201d, completa Reis.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3-reitor de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Ufes, professor Valdemar Lacerda Jr., destacou a import\u00e2ncia do reconhecimento recebido por Nobre. \u201cA entrada do professor Carlos Nobre na&nbsp;<em>Royal Society<\/em>&nbsp;premia o excelente professor e pesquisador e, com certeza, muito orgulha \u00e0 Universidade t\u00ea-lo como pesquisador e colaborador no Instituto de Estudos Clim\u00e1ticos da Ufes\u201d, afirma, lembrando que o cientista atua, tamb\u00e9m, no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Ambiental, colaborando com pesquisadores em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Primeiro cientista brasileiro<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/royalsociety.org\/news\/2022\/05\/new-fellows-2022\/\"><strong><em>Royal Society<\/em><\/strong><\/a>, que atua desde 1660 e \u00e9 uma das mais antigas sociedades cient\u00edficas do mundo, reconheceu, este ano, 61 pessoas, sendo 51 como bolsistas (um deles, bolsista honor\u00e1rio) e dez como membros estrangeiros. \u201cCarlos Nobre se une como membro estrangeiro, reconhecido por seu trabalho sobre as intera\u00e7\u00f5es biosfera-atmosfera, os impactos clim\u00e1ticos do desmatamento da Amaz\u00f4nia e sua lideran\u00e7a em programas que moldaram a ci\u00eancia brasileira\u201d, indica a nota da institui\u00e7\u00e3o. Apesar de ser o segundo brasileiro na lista, Nobre \u00e9 o primeiro cientista, pois o ent\u00e3o imperador do Brasil integra a lista, desde 1871, como membro da realeza.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Nobre considera que a escolha da Royal Society \u00e9 fruto de sua trajet\u00f3ria de mais de 40 anos de estudo sobre o clima e a floresta e serve \u201ccomo um alerta aos riscos que a Amaz\u00f4nia vem correndo e aos riscos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas para o Brasil\u201d, disse, em entrevista ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/pesquisador-na-usp-carlos-nobre-e-eleito-membro-da-royal-society\/\"><strong><em>Jornal da USP<\/em><\/strong><\/a>. O pesquisador avalia que o reconhecimento refor\u00e7a o papel da ci\u00eancia para reconduzir o Brasil em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade. \u201cN\u00e3o que estejamos vencendo esta guerra; est\u00e1 muito dif\u00edcil. Mas \u00e9 o papel da ci\u00eancia, de expor todos os riscos que corremos com o desaparecimento das florestas, dos biomas brasileiros, com o aumento dos extremos clim\u00e1ticos e das queimadas. Tudo isso temos alertado, por d\u00e9cadas\u201d, lembra o pesquisador, que formulou a hip\u00f3tese de \u201csavaniza\u00e7\u00e3o\u201d da Amaz\u00f4nia, motivada pelo desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Royal Society, Sir Adrian Smith, destacou que os pesquisadores escolhidos \u201cajudaram a aprofundar nossa compreens\u00e3o das doen\u00e7as humanas, da perda de biodiversidade e das origens do universo. Tamb\u00e9m estou satisfeito em ver tantos novos bolsistas trabalhando em \u00e1reas que provavelmente ter\u00e3o um impacto transformador em nossa sociedade ao longo deste s\u00e9culo, desde novos materiais e tecnologias de energia at\u00e9 biologia sint\u00e9tica e intelig\u00eancia artificial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>* <\/em>B<em>olsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Na Ufes, pesquisador estimula a forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o de cientistas nas tem\u00e1ticas de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a integra\u00e7\u00e3o entre academia e setor produtivo. 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