{"id":2646,"date":"2022-11-18T10:54:20","date_gmt":"2022-11-18T13:54:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2646"},"modified":"2022-12-09T09:34:43","modified_gmt":"2022-12-09T12:34:43","slug":"pesquisadores-da-ufes-desenvolvem-protese-robotica-de-perna-capaz-de-realizar-movimentos-para-o-amputado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/11\/18\/pesquisadores-da-ufes-desenvolvem-protese-robotica-de-perna-capaz-de-realizar-movimentos-para-o-amputado\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da Ufes desenvolvem pr\u00f3tese rob\u00f3tica de perna capaz de realizar movimentos para o amputado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u2013 Por Vitor Guerra* \u2013<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00faltima d\u00e9cada, o Brasil registrou 246 mil amputa\u00e7\u00f5es de membros inferiores, envolvendo pernas ou p\u00e9s, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pensando em contribuir para a reabilita\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico, pesquisadores da Ufes est\u00e3o desenvolvendo uma pr\u00f3tese de perna rob\u00f3tica, com joelho e p\u00e9. O dispositivo pode ajudar quem passou por amputa\u00e7\u00e3o transfemoral (ou de coxa, como \u00e9 conhecida) em atividades rotineiras, como caminhar e subir escadas, melhorando a vida do usu\u00e1rio a um custo acess\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A iniciativa \u00e9 coordenada pelo professor Rafhael Andrade, do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica da Ufes, que coordena o LabGuar\u00e1, laborat\u00f3rio com pesquisas na \u00e1rea de rob\u00f3tica e biomec\u00e2nica. \u201cA ideia do nosso laborat\u00f3rio \u00e9 auxiliar, com dispositivos rob\u00f3ticos, a reabilita\u00e7\u00e3o e a assist\u00eancia de pessoas com limita\u00e7\u00f5es motoras\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andrade explica ainda que o diferencial da pr\u00f3tese que est\u00e1 sendo desenvolvida no laborat\u00f3rio \u00e9 a capacidade de prover energia, por meio de dois motores de 200 watts de pot\u00eancia, acoplados no joelho e no p\u00e9 do equipamento, chamada de pr\u00f3tese ativa. \u201cAs pr\u00f3teses passivas n\u00e3o entregam nenhuma energia e limitam a capacidade de marcha do usu\u00e1rio, j\u00e1 as pr\u00f3teses ativas conseguem prover e dissipar essa energia, de forma bem semelhante ao funcionamento do nosso corpo. Ao se levantar de uma cadeira, por exemplo, voc\u00ea faz uma contra\u00e7\u00e3o muscular, e a pr\u00f3tese ativa \u00e9 capaz de realizar esse procedimento\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento da pr\u00f3tese ocorre por meio do uso de sensores e atuadores, que s\u00e3o dispositivos que interpretam a inten\u00e7\u00e3o de movimento do usu\u00e1rio e convertem energia el\u00e9trica da bateria em energia mec\u00e2nica. \u201cColocamos na pr\u00f3tese sensores que v\u00e3o ajudar o usu\u00e1rio a ter um movimento mais sincronizado. O atuador, que pode ser el\u00e9trico, pneum\u00e1tico ou hidr\u00e1ulico, \u00e9 o mecanismo acoplado na pr\u00f3tese que vai permitir movimentar a perna do usu\u00e1rio. No caso da pr\u00f3tese de perna em desenvolvimento, isso \u00e9 feito de maneira el\u00e9trica, por meio dos motores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro diferencial \u00e9 o custo do prot\u00f3tipo. Segundo o professor, uma pr\u00f3tese rob\u00f3tica completa de membro inferior comercializada no mercado pode chegar a U$ 100 mil, o que inviabilizaria sua distribui\u00e7\u00e3o gratuita pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), como ocorre atualmente. \u201cTrabalhamos tentando reduzir custos e levar a pr\u00f3tese de maneira acess\u00edvel para as pessoas. Estamos buscando um equil\u00edbrio entre o custo e a funcionalidade necess\u00e1ria para uma pessoa poder caminhar, seja de maneira lenta ou r\u00e1pida, subir escadas e rampas e at\u00e9 mesmo correr, com um leve trote\u201d, afirma. Para reduzir o valor e o peso da pr\u00f3tese em desenvolvimento, o prot\u00f3tipo tem sua pot\u00eancia limitada e, por isso, ela n\u00e3o seria indicada, por exemplo, para usu\u00e1rios que queiram praticar atividades de alto impacto, como corrida de rua.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Testes<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os testes em laborat\u00f3rio j\u00e1 est\u00e3o avan\u00e7ados, com um n\u00edvel de maturidade tecnol\u00f3gica pr\u00f3ximo a 6 (prot\u00f3tipo constitu\u00eddo funcional, sendo demonstrado em ambiente operacional). Nessa fase, as experi\u00eancias ocorrem em ambiente controlado, em pessoas que n\u00e3o sofreram amputa\u00e7\u00f5es, com a ajuda de um adaptador. Para chegar a ser um produto comercializado, precisaria chegar ao \u00edndice 9, passando por testes em outros ambientes que simulam a realidade do uso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJ\u00e1 temos o joelho rob\u00f3tico em funcionamento, realizando o movimento de flex\u00e3o e extens\u00e3o. Na parte do p\u00e9, estamos nos preparando para passar para o modelo ativo, atrav\u00e9s do qual ser\u00e1 poss\u00edvel realizar o movimento de dorsiflex\u00e3o e flex\u00e3o plantar\u201d, indica Andrade. Assim que essa parte estiver amadurecida, a pr\u00f3xima etapa ser\u00e1 a de testes em usu\u00e1rios amputados, que ser\u00e1 desenvolvida em parceria com o Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o F\u00edsica do Esp\u00edrito Santo (Crefes).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para um funcionamento adequado, tamb\u00e9m ser\u00e1 necess\u00e1rio integrar a pr\u00f3tese com o sistema neuromuscular do corpo humano. \u201cInterpretar os sinais biol\u00f3gicos do usu\u00e1rio \u00e9 uma meta que temos. Nossa ideia \u00e9 come\u00e7ar com sinais musculares, o que \u00e9 um desafio, mas seria um avan\u00e7o para melhorar e sincronizar ainda mais o movimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto tem apoio financeiro da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes). H\u00e1, no momento, vagas dispon\u00edveis para bolsistas&nbsp; de gradua\u00e7\u00e3o dos cursos de Engenharia El\u00e9trica ou Engenharia de Computa\u00e7\u00e3o a partir do 4\u00b0 per\u00edodo. Os interessados devem entrar em contato com o professor pelo e-mail <a href=\"mailto:rafhael.andrade@ufes.br\">rafhael.andrade@ufes.br<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>* Bolsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Pr\u00f3tese pode ajudar amputados em atividades como caminhar e subir escadas<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2649,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[124,122,123],"class_list":["post-2646","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-engenharia","tag-reabilitacao","tag-robotica"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1.jpg",908,1024,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1-266x300.jpg",266,300,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1-768x866.jpg",768,866,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1.jpg",908,1024,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1.jpg",908,1024,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1.jpg",908,1024,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1-908x438.jpg",908,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/11\/foto-1-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":3,"uagb_excerpt":"Pr\u00f3tese pode ajudar amputados em atividades como caminhar e subir escadas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2646","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2646"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2646\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2656,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2646\/revisions\/2656"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2649"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2646"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2646"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2646"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}