{"id":2701,"date":"2022-12-23T11:45:05","date_gmt":"2022-12-23T14:45:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2701"},"modified":"2023-01-16T16:29:14","modified_gmt":"2023-01-16T19:29:14","slug":"estudo-verifica-os-padroes-territoriais-da-criminalidade-na-grande-vitoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/12\/23\/estudo-verifica-os-padroes-territoriais-da-criminalidade-na-grande-vitoria\/","title":{"rendered":"Estudo verifica os padr\u00f5es territoriais da criminalidade na Grande Vit\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Ghenis Carlos Silva* &#8211; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo desenvolvido no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia (PPGG) da Ufes identificou que, na Grande Vit\u00f3ria, bairros perif\u00e9ricos t\u00eam maior ocorr\u00eancia de crime contra a pessoa, enquanto bairros mais desenvolvidos possuem maior incid\u00eancia de crimes contra o patrim\u00f4nio. A disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Willian Carlos Gon\u00e7alves, intitulada <a href=\"https:\/\/geografia.ufes.br\/pt-br\/pos-graduacao\/PPGG\/detalhes-da-tese?id=16556\"><em>Os m\u00faltiplos territ\u00f3rios da criminalidade na Regi\u00e3o Metropolitana da Grande Vit\u00f3ria &#8211; ES<\/em><\/a> (RMGV), buscou entender os padr\u00f5es da criminalidade nos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo, orientado pelo professor Carlo Nogueira, cruzou informa\u00e7\u00f5es territoriais e dados da Secretaria do Estado da Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social do Esp\u00edrito Santo (Sesp) referentes aos crimes contra a pessoa entre 2014 e 2020, e aos crimes contra o patrim\u00f4nio entre 2018 e 2020. \u201cOs crimes contra o patrim\u00f4nio s\u00e3o furtos e roubos de ve\u00edculo ou de objetos em resid\u00eancia ou condom\u00ednio. S\u00e3o considerados crimes contra a pessoa as tentativas e realiza\u00e7\u00f5es de estupro, homic\u00eddio e les\u00e3o corporal\u201d, esclarece Gon\u00e7alves.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio do mapeamento e da an\u00e1lise dos dados nos territ\u00f3rios, foi poss\u00edvel identificar os munic\u00edpios e os bairros de maior ocorr\u00eancia de determinado crime. O alto \u00edndice de crimes contra o patrim\u00f4nio \u00e9 identificado em bairros como Campo Grande (Cariacica); Laranjeiras e Regi\u00e3o de Carapina (Serra); Centro, Jardim da Penha, Praia do Canto e Camburi (Vit\u00f3ria); Praia da Costa, Centro, Praia de Itapo\u00e3, Coqueiral de Itaparica e Gl\u00f3ria (Vila Velha).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gr\u00e1fico &#8211;  Taxa de evolu\u00e7\u00e3o dos crimes contra o patrim\u00f4nio nas cidades da RMGV<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"642\" height=\"334\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/crimes-patrimonio-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2713\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/crimes-patrimonio-2.jpg 642w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/crimes-patrimonio-2-300x156.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 642px) 100vw, 642px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagens: reprodu\u00e7\u00e3o da disserta\u00e7\u00e3o de Willian Carlos Gon\u00e7alves<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em>A taxa dos crimes contra o patrim\u00f4nio e contra a pessoa \u00e9 definida pelo coeficiente de mortalidade a cada mil pessoas, ou seja, corresponde ao n\u00famero de ocorr\u00eancias dividido pela popula\u00e7\u00e3o do bairro, e multiplicado por 1.000<\/em>.  <\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, apresentam altos registros de crime contra a pessoa bairros como Feu Rosa, Vila Nova de Colares, Regi\u00e3o de Carapina e Jardim Carapina (Serra); Aparecida, Flexal ll, Nova Rosa da Penha, Castelo Branco (Cariacica); S\u00e3o Pedro, Ilha do Pr\u00edncipe, Carato\u00edra e Santo Ant\u00f4nio (Vit\u00f3ria); Vale Encantado, Divino Esp\u00edrito Santo, Aribiri, Santa Rita, Ata\u00edde, Barramares e Ulisses Guimar\u00e3es (Vila Velha).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Gr\u00e1fico &#8211;  Taxa de evolu\u00e7\u00e3o dos crimes contra a pessoa nas cidades da RMGV<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/crimes-pessoa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2705\" width=\"631\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/crimes-pessoa.jpg 621w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/crimes-pessoa-300x170.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 631px) 100vw, 631px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O estudo considera tamb\u00e9m os aspectos econ\u00f4micos, sociais e culturais. \u201cO crime \u00e9 entendido, dentro da perspectiva usada, como fen\u00f4meno social, reiterando que todas essas reflex\u00f5es v\u00e3o impactar na din\u00e2mica do crime\u201d, afirmou Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, revela-se que h\u00e1 maior concentra\u00e7\u00e3o de delegacias nos locais onde ocorrem crimes contra o patrim\u00f4nio, diferentemente de bairros que apresentaram um alto \u00edndice de crimes contra a pessoa. \u201cA baixa presen\u00e7a de delegacias onde ocorrem crimes contra a pessoa explica uma subnotifica\u00e7\u00e3o desse tipo de delito\u201d, ressalta Gon\u00e7alves, apontando que o n\u00famero total deve ser maior do que o registrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"427\" height=\"569\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/delegacias-regioes-edited.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2711\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/delegacias-regioes-edited.jpg 427w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/delegacias-regioes-edited-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Estudo aponta concentra\u00e7\u00e3o das delegacias em bairros nobres da Grande Vit\u00f3ria<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Gon\u00e7alves concluiu que a RMGV apresenta um padr\u00e3o de urbaniza\u00e7\u00e3o excludente e desigual, ocasionando um processo de segrega\u00e7\u00e3o social e espacial, como fruto da din\u00e2mica de moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. A forma\u00e7\u00e3o de \u00e1reas perif\u00e9ricas s\u00e3o consequ\u00eancias desses processos que provocaram o maior empobrecimento na regi\u00e3o da Grande Vit\u00f3ria, j\u00e1 que os piores \u00edndices de criminalidade est\u00e3o centrados nessas \u00e1reas de pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p><em>* Bolsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>N\u00famero reduzido de delegacias em bairros perif\u00e9ricos leva \u00e0 subnotifica\u00e7\u00e3o de crimes contra a pessoa na Grande Vit\u00f3ria, afirma pesquisador<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2708,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-2701","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha.jpg",960,540,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha-300x169.jpg",300,169,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha-768x432.jpg",768,432,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha.jpg",960,540,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha.jpg",960,540,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha.jpg",960,540,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha-960x438.jpg",960,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2022\/12\/DHPP-Vila-Velha-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"N\u00famero reduzido de delegacias em bairros perif\u00e9ricos leva \u00e0 subnotifica\u00e7\u00e3o de crimes contra a pessoa na Grande Vit\u00f3ria, afirma pesquisador","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2701"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2701\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2724,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2701\/revisions\/2724"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2708"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}