{"id":2828,"date":"2023-05-08T11:15:35","date_gmt":"2023-05-08T14:15:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2828"},"modified":"2023-05-25T09:10:54","modified_gmt":"2023-05-25T12:10:54","slug":"ilhas-de-calor-da-grande-vitoria-podem-chegar-a-ser-5c-mais-quentes-que-areas-arborizadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/05\/08\/ilhas-de-calor-da-grande-vitoria-podem-chegar-a-ser-5c-mais-quentes-que-areas-arborizadas\/","title":{"rendered":"Ilhas de calor da Grande Vit\u00f3ria podem chegar a ser 5\u00b0C mais quentes que \u00e1reas arborizadas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8211; Por Ana Clara Andrade* &#8211;<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo realizado no Instituto de Estudos Clim\u00e1ticos da Ufes indica que as \u00e1reas mais urbanizadas da Grande Vit\u00f3ria podem alcan\u00e7ar at\u00e9 5\u00b0C a mais do que regi\u00f5es arborizadas. A pesquisa, realizada por Wesley Correa, durante seu p\u00f3s-doutorado, avalia a evolu\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da ilha de calor urbana (ICU) e suas consequ\u00eancias para os residentes da regi\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa \u00e9 a primeira que se debru\u00e7a sobre o tema no Esp\u00edrito Santo.&nbsp;\u201cAntes do meu estudo, n\u00e3o encontrei nada que versasse sobre isso aqui no estado, enquanto em S\u00e3o Paulo, por exemplo, h\u00e1 pesquisas desse tipo desde a d\u00e9cada de 80\u201d, afirma Correa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ilha de calor \u00e9 considerada um fen\u00f4meno urbano e se refere ao <a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/tag\/mudancas-climaticas\/\">excedente de temperatura<\/a> que a cidade produz, se comparado com ambientes rurais.&nbsp;O pesquisador analisou o comportamento das ilhas de calor ao longo do tempo e espa\u00e7o e estudou cen\u00e1rios hipot\u00e9ticos de como seria a temperatura do ar na regi\u00e3o metropolitana sem a presen\u00e7a dos elementos caracter\u00edsticos da cidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/ilhas-de-calor.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2832\" width=\"352\" height=\"430\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/ilhas-de-calor.jpg 352w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/ilhas-de-calor-246x300.jpg 246w\" sizes=\"auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mapa mostra a intensidade das ilhas de calor de superf\u00edcie da Grande Vit\u00f3ria. Regi\u00f5es em vermelho apontam ac\u00famulo de calor superior a 6\u00b0C. Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resultados e propostas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram utilizados os dados das cinco esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas presentes na Grande Vit\u00f3ria, dentre as quais uma \u00e9 rural (Vila Velha). Os resultados mostraram que os diferentes usos do solo impactaram na situa\u00e7\u00e3o em cada localidade. Cariacica e Carapina se destacaram como, respectivamente, a primeira e segunda regi\u00e3o com maior concentra\u00e7\u00e3o de calor, ou seja, que apresentaram temperaturas mais elevadas. A diferen\u00e7a entre os dados das regi\u00f5es foi pequena e os resultados foram considerados homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m foi criado um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico, substituindo a cidade por \u00e1rea verde, a fim de saber qual seria a temperatura na Grande Vit\u00f3ria se nos locais mais urbanos houvesse apenas vegeta\u00e7\u00e3o. O resultado apontou que as regi\u00f5es estudadas teriam uma redu\u00e7\u00e3o de 5\u00b0C na temperatura.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"712\" height=\"468\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/cobertura-da-terra.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2831\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/cobertura-da-terra.jpg 712w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/cobertura-da-terra-300x197.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Exemplos de uso do solo na regi\u00e3o metropolitana. Mapa mostra, em vermelho e em rosa, as regi\u00f5es mais urbanizadas. Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fim de evitar a intensifica\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio e <a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/04\/13\/pesquisa-aponta-impacto-das-mudancas-climaticas-na-saude-publica-no-brasil\/\">suas poss\u00edveis consequ\u00eancias \u00e0 sa\u00fade<\/a>, Correa defende um maior planejamento urbano como uma das a\u00e7\u00f5es para reduzir esses impactos. \u201cO clima deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de projetos estruturais. Infelizmente, \u00e9 raro observar uma preocupa\u00e7\u00e3o ligada a essa quest\u00e3o\u201d, lamenta. J\u00e1 para mitigar os efeitos negativos presentes no cotidiano, as solu\u00e7\u00f5es incluem o aumento de \u00e1rea verde nas regi\u00f5es urbanizadas (ou ao redor), telhados e paredes verdes, incentivos aos sistemas de bicicletas compartilhadas, dentre outras sugest\u00f5es que colaboram para a diminui\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o e consequente melhora na qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*Bolsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Diferentes usos do solo impactaram na situa\u00e7\u00e3o em cada localidade<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2829,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[99],"class_list":["post-2828","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-mudancas-climaticas"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc.jpg",800,393,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc-300x147.jpg",300,147,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc-768x377.jpg",768,377,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc.jpg",800,393,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc.jpg",800,393,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc.jpg",800,393,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc.jpg",800,393,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc-678x393.jpg",678,393,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/05\/Vista-Aerea-vitoria-vila-velha-bento-mattos-cc-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":2,"uagb_excerpt":"Diferentes usos do solo impactaram na situa\u00e7\u00e3o em cada localidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2828"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2828\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2853,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2828\/revisions\/2853"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}