{"id":287,"date":"2018-12-13T09:24:01","date_gmt":"2018-12-13T11:24:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=287"},"modified":"2019-08-08T12:04:28","modified_gmt":"2019-08-08T15:04:28","slug":"de-olho-no-ceu-novo-polo-para-observacoes-astronomicas-em-castelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/12\/13\/de-olho-no-ceu-novo-polo-para-observacoes-astronomicas-em-castelo\/","title":{"rendered":"De olho no c\u00e9u: novo polo para observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas em Castelo"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8211; Por Patr\u00edcia Garcia &#8211;&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><strong><em>No Parque Estadual Forno Grande, no <\/em><\/strong><strong><em>sul do Estado, pesquisadores&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>de Cosmologia da Ufes observam os&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>astros e compartilham conhecimentos&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>de astronomia com a comunidade.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A&nbsp;astronomia \u00e9 uma das ci\u00eancias mais antigas. As primeiras civiliza\u00e7\u00f5es j\u00e1 observavam o c\u00e9u noturno e previam os movimentos dos objetos que podiam ser vistos a olho nu. Depois de s\u00e9culos de observa\u00e7\u00e3o e estudo, o cosmos ainda guarda v\u00e1rios segredos e inspira muitos pesquisadores e cientistas.<\/p>\n<p>Desde 2016, a Ufes oferece doutorado na \u00e1rea, por meio do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Astrof\u00edsica, Cosmologia e Gravita\u00e7\u00e3o (PPGCosmo). A Universidade conta tamb\u00e9m com um grupo de pesquisa em Astrof\u00edsica e Cosmologia, o Cosmo-Ufes, que existe desde a d\u00e9cada de 1970. Para atender \u00e0 necessidade desses grupos, e tamb\u00e9m para o p\u00fablico em geral, foi criado o Polo Astron\u00f4mico no Parque Estadual Forno Grande, no munic\u00edpio de Castelo, sul do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>O polo \u00e9 fruto de uma parceria entre a Ufes, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos (Iema) e o Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Esp\u00edrito Santo (Ifes), firmada em dezembro de 2017. Desde ent\u00e3o, diversas atividades v\u00eam sendo desenvolvidas no parque, visando ao ensino e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<h3>Vantagens do local<\/h3>\n<p>O Parque Estadual Forno Grande compreende uma \u00e1rea de 730 hectares, com varia\u00e7\u00e3o de altitude de 1.600 a 2.039 metros. Seu ponto mais alto \u00e9 o Pico do Forno Grande, que recebeu o nome dos colonos italianos por parecer um forno de assar p\u00e3es.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 sua altitude e \u00e0 dist\u00e2ncia de cidades, o parque \u00e9 um lugar prop\u00edcio para fazer observa\u00e7\u00f5es de objetos de fora do Sistema Solar. \u201cNo Forno Grande, com um telesc\u00f3pio de porte m\u00e9dio, \u00e9 poss\u00edvel observar estrelas, espectros de estrelas, sistemas bin\u00e1rios, aglomerados de estrelas. J\u00e1 astrof\u00edsica de observa\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias \u00e9 algo um pouco mais complicado, mas talvez seja poss\u00edvel em alguns dias do ano com menos nebulosidade. Em Vit\u00f3ria esse tipo de pesquisa seria invi\u00e1vel\u201d, aponta o professor J\u00falio Fabris, do departamento de F\u00edsica da Ufes, que \u00e9 um dos coordenadores do Polo Astron\u00f4mico.<\/p>\n<p>Outro fator que levou \u00e0 escolha do parque como sede do Polo Astron\u00f4mico foi a estrutura j\u00e1 existente no local. Al\u00e9m de ser de f\u00e1cil acesso, o espa\u00e7o possui centro de visitantes, alojamento para pesquisadores e espa\u00e7o para palestras e hospedagem.<\/p>\n<h3>A\u00e7\u00f5es para a comunidade<\/h3>\n<p>Segundo Fabris, a proposta \u00e9 viabilizar um espa\u00e7o em que toda a comunidade possa realizar observa\u00e7\u00f5es, mas que tamb\u00e9m seja voltado para a pesquisa observacional em Astronomia e o desenvolvimento de projetos acad\u00eamicos.<\/p>\n<p>\u201cUm projeto que j\u00e1 estamos desenvolvendo no local \u00e9 chamado Imers\u00f5es Astron\u00f4micas. Reunimos um grupo de estudantes, universit\u00e1rios ou do ensino m\u00e9dio, para passar dois ou tr\u00eas dias na regi\u00e3o. L\u00e1, n\u00f3s fazemos palestras e levamos telesc\u00f3pios para que eles aprendam a manuse\u00e1-los e possam fazer observa\u00e7\u00f5es preliminares\u201d, diz Fabris.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o em andamento os atendimentos \u00e0 comunidade, em especial a escolas rurais de localidades pr\u00f3ximas e projetos de forma\u00e7\u00e3o. \u201cEstamos em processo de cria\u00e7\u00e3o um grupo de astr\u00f4nomos amadores, ou seja, de estudantes locais que possam participar mais ativamente das atividades, como monitores para o atendimento ao p\u00fablico\u201d, explica o professor.<\/p>\n<p>Desde dezembro de 2017, funciona no parque a Trilha Astron\u00f4mica, uma representa\u00e7\u00e3o em escala dos oito planetas do Sistema Solar e de suas dist\u00e2ncias em rela\u00e7\u00e3o ao Sol. No percurso de 2,2 quil\u00f4metros de extens\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao mirante do local, os visitantes podem compreender melhor as propor\u00e7\u00f5es do Sistema Solar de forma mais fiel do que se poderia ter em uma p\u00e1gina de livro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_289\" aria-describedby=\"caption-attachment-289\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-289\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_4311-post.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"324\"><figcaption id=\"caption-attachment-289\" class=\"wp-caption-text\">Estudantes e outros grupos de moradores aprendem a observar o c\u00e9u com o telesc\u00f3pio<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Pesquisa<\/h2>\n<p>Depois de fundamentadas as primeiras a\u00e7\u00f5es voltadas ao ensino e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o pr\u00f3ximo passo, de acordo com o professor, \u00e9 investir na pesquisa em Astronomia Observacional. \u201cAl\u00e9m de dois telesc\u00f3pios menores, ideais para o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m j\u00e1 temos um telesc\u00f3pio de porte m\u00e9dio, mais automatizado, com o qual \u00e9 poss\u00edvel fazer algumas medidas astron\u00f4micas. No futuro, pensamos em montar uma estrutura f\u00edsica dedicada \u00e0 pesquisa observacional, o que implica em construir um pequeno complemento na estrutura j\u00e1 existente no parque, para que seja colocado um ponto de observa\u00e7\u00e3o melhor.\u201d<\/p>\n<p>Fabris indica que um telesc\u00f3pio de porte m\u00e9dio \u00e9 o mais adequado para o Polo Astron\u00f4mico do Forno Grande: devido \u00e0 nebulosidade, umidade e altitude da regi\u00e3o, o local n\u00e3o \u00e9 ideal para a instala\u00e7\u00e3o de um grande telesc\u00f3pio, que demanda uma estrutura complexa e dispendiosa. \u201cO maior telesc\u00f3pio brasileiro est\u00e1 no sul de Minas. \u00c9 um telesc\u00f3pio bom, potente, mas \u00e9 um investimento muito grande: precisa ser instalado numa regi\u00e3o bastante isolada e alta, e \u00e9 necess\u00e1rio construir um acesso e uma estrutura para receber os pesquisadores. E aqui n\u00e3o compensa fazer uma estrutura desse porte. No entanto, com essa organiza\u00e7\u00e3o um pouco mais modesta, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel fazer coisas de valor cient\u00edfico. Acredito que no pr\u00f3ximo ano j\u00e1 teremos forma\u00e7\u00f5es no n\u00edvel da inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nas \u00e1reas de astronomia observacional e astrof\u00edsica, o que vai ser um salto imenso para a Ufes\u201d, avalia o professor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>&#8211; Por Patr\u00edcia Garcia &#8211;&nbsp; No Parque Estadual Forno Grande, no sul do Estado, pesquisadores&nbsp;de Cosmologia da Ufes observam os&nbsp;astros e compartilham conhecimentos&nbsp;de astronomia com <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/12\/13\/de-olho-no-ceu-novo-polo-para-observacoes-astronomicas-em-castelo\/\" title=\"De olho no c\u00e9u: novo polo para observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas em Castelo\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":290,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,45,9],"tags":[],"class_list":["post-287","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-edicao-009","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",695,467,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",150,101,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",300,202,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",695,467,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",695,467,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",695,467,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",695,467,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",652,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",567,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",678,456,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",326,219,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/foto3-post.jpg",80,54,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"&#8211; Por Patr\u00edcia Garcia &#8211;&nbsp; No Parque Estadual Forno Grande, no sul do Estado, pesquisadores&nbsp;de Cosmologia da Ufes observam os&nbsp;astros e compartilham conhecimentos&nbsp;de astronomia com [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=287"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":617,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287\/revisions\/617"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}