{"id":2889,"date":"2023-06-22T09:50:30","date_gmt":"2023-06-22T12:50:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2889"},"modified":"2023-07-05T08:52:28","modified_gmt":"2023-07-05T11:52:28","slug":"pesquisa-desenvolve-protese-de-mao-de-aparencia-natural-e-baixo-custo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/06\/22\/pesquisa-desenvolve-protese-de-mao-de-aparencia-natural-e-baixo-custo\/","title":{"rendered":"Pesquisa desenvolve pr\u00f3tese de m\u00e3o de apar\u00eancia natural e baixo custo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Ghenis Carlos Silva* &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa desenvolvida em parceria entre o Laborat\u00f3rio de Telecomunica\u00e7\u00f5es da Ufes (LabTel) e o Centro de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento do Esp\u00edrito Santo (CPID) desenvolve uma pr\u00f3tese de m\u00e3o rob\u00f3tica. O dispositivo, batizado de PrHand, possui tecnologia que aplica elementos r\u00edgidos e flex\u00edveis, o que possibilita sua adapta\u00e7\u00e3o de acordo com o formato do objeto que manuseia. O projeto integra a \u00e1rea de rob\u00f3tica social do Labtel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o desafio de elaborar uma pr\u00f3tese que contemple efici\u00eancia e acessibilidade, os pesquisadores conseguiram produzir uma m\u00e3o com apar\u00eancia e movimentos semelhantes aos do membro natural. Com o aux\u00edlio de articula\u00e7\u00f5es el\u00e1sticas e um motor, a m\u00e3o rob\u00f3tica realiza, com os dedos, a flex\u00e3o (dobrar), extens\u00e3o (esticar), abdu\u00e7\u00e3o (afastar em rela\u00e7\u00e3o ao plano medial da m\u00e3o) e adu\u00e7\u00e3o (aproximar em rela\u00e7\u00e3o ao plano medial da m\u00e3o).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Baixo custo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia El\u00e9trica (PPGEE) da Ufes Camilo D\u00edaz, que orienta o estudo, afirma que o projeto busca ser acess\u00edvel em termos de valor financeiro e reprodutibilidade. \u201cComo as pe\u00e7as s\u00e3o feitas com uma impressora 3D, o produto se torna de baixo custo e permite ser replicado por qualquer pessoa que tenha o equipamento, possibilitando um impacto social maior\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia aplicada na pr\u00f3tese rob\u00f3tica consiste na eletropneum\u00e1tica, em que um um motor el\u00e9trico faz a flex\u00e3o dos dedos, e uma bomba de ar pressuriza atuadores pneum\u00e1ticos localizados entre eles, permitindo o movimento de abdu\u00e7\u00e3o. No mercado, uma pr\u00f3tese de m\u00e3o que possibilita o mesmo desempenho pode chegar ao valor de US$ 50 mil (R$ 238 mil). J\u00e1 a estimativa do custo para a produ\u00e7\u00e3o da PrHand \u00e9 de US$ 600 (cerca de R$ 2,8 mil).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"506\" height=\"610\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-dobrada.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2905\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-dobrada.jpg 506w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-dobrada-249x300.jpg 249w\" sizes=\"auto, (max-width: 506px) 100vw, 506px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Estudos atuais visam atribuir \u00e0 pr\u00f3tese sensibilidade para identificar for\u00e7a e calor<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resultados e melhorias<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A doutoranda do PPGEE Laura Barraza, que desenvolve a pr\u00f3tese, trabalha atualmente em melhorias de desempenho em rela\u00e7\u00e3o ao peso e \u00e0 sua possibilidade de comercializa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, avalia que, em compara\u00e7\u00e3o com outras pr\u00f3teses desenvolvidas anteriormente, seus testes obtiveram melhores resultados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom os testes mec\u00e2nicos, foi poss\u00edvel caracterizar a pr\u00f3tese em rela\u00e7\u00e3o ao peso que ela consegue carregar sem se danificar, registrando aproximadamente 10 quilos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 for\u00e7a m\u00e1xima que ela aplica sobre os objetos, registramos aproximadamente 35,8 Newtons. Tamb\u00e9m foram feitos alguns testes funcionais, inclusive para avaliar a naturalidade com que uma pessoa amputada conseguiria realizar as tarefas da vida di\u00e1ria com a pr\u00f3tese. Em geral, os resultados foram melhores em compara\u00e7\u00e3o com as pr\u00f3teses reportadas na literatura\u201d, declara Barraza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A doutoranda trabalha para atribuir \u00e0 pr\u00f3tese sensibilidade, atrav\u00e9s de sensores de press\u00e3o e curvatura de fibra \u00f3ptica, com os quais se pretende melhorar a flexibilidade e obter informa\u00e7\u00f5es. Assim, a pessoa que usa a pr\u00f3tese poder\u00e1 entender se est\u00e1 segurando um objeto quente, se ele est\u00e1 escorregando ou se est\u00e1 apertando mais do que precisa. \u201cPrecisamos dessas informa\u00e7\u00f5es para saber como a m\u00e3o est\u00e1 se comportando quando interage com um objeto\u201d, avalia o orientador.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa come\u00e7ou na Universidad del Rosario, em Bogot\u00e1, Col\u00f4mbia, onde tamb\u00e9m foram feitos alguns testes mec\u00e2nicos e funcionais. O projeto conta com a contribui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos professores do LabTel, do CPID e da Universidade de Bristol, na Inglaterra. O financiamento prov\u00e9m da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>* Bolsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Pe\u00e7as s\u00e3o fabricadas com uma impressora 3D, o que contribuiu para o baixo custo e a f\u00e1cil replica\u00e7\u00e3o. Imagens: acervo dos pesquisadores<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2904,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-2889","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p.jpeg",877,549,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p-300x188.jpeg",300,188,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p-768x481.jpeg",768,481,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p.jpeg",877,549,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p.jpeg",877,549,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p.jpeg",877,549,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p-877x438.jpeg",877,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p-678x381.jpeg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p-678x509.jpeg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p-326x245.jpeg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/mao-robotica-p-80x60.jpeg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"Pe\u00e7as s\u00e3o fabricadas com uma impressora 3D, o que contribuiu para o baixo custo e a f\u00e1cil replica\u00e7\u00e3o. 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