{"id":2892,"date":"2023-06-16T12:09:29","date_gmt":"2023-06-16T15:09:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2892"},"modified":"2023-06-29T10:14:46","modified_gmt":"2023-06-29T13:14:46","slug":"ufes-recebe-projeto-pioneiro-no-brasil-que-visa-reduzir-mortalidade-pos-parto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/06\/16\/ufes-recebe-projeto-pioneiro-no-brasil-que-visa-reduzir-mortalidade-pos-parto\/","title":{"rendered":"Ufes recebe projeto pioneiro no Brasil que visa reduzir mortalidade p\u00f3s-parto"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Adriana Damasceno &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo reduzir os casos de hemorragia p\u00f3s-parto?\u201d O questionamento, feito pela m\u00e9dica anestesista-obstetra norueguesa Grethe Heitmann, deu origem a um projeto que visa capacitar profissionais de sa\u00fade de todo o mundo para o controle da hemorragia, principal causa de mortalidade materna p\u00f3s-parto. A t\u00e9cnica j\u00e1 \u00e9 adotada na Su\u00e9cia, na Noruega e na Eti\u00f3pia e, para as a\u00e7\u00f5es no Brasil, Heitmann escolheu o Esp\u00edrito Santo, devido a um acordo de coopera\u00e7\u00e3o internacional entre a Ufes e a universidade norueguesa, o que possibilitou que o projeto tenha pioneirismo nacional no estado. Um estudo realizado na Ufes aponta que a maioria dos \u00f3bitos maternos em solo capixaba s\u00e3o causados por causas obst\u00e9tricas diretas, dentre as quais est\u00e1 a hemorragia p\u00f3s-parto.<\/p>\n\n\n\n<p>Heitmann visita, nesta semana, todos os hospitais e maternidades do estado e levar seu projeto, chamado&nbsp;<em>Exac &#8211; External aortic compression<\/em>&nbsp;(compress\u00e3o a\u00f3rtica externa), para treinar os profissionais que assistem o parto. Assim, m\u00e9dicos, enfermeiros, t\u00e9cnicos de enfermagem e residentes de todo o Esp\u00edrito Santo est\u00e3o aprendendo uma t\u00e9cnica j\u00e1 implementada e estabelecida no Hospital de Ostfold, onde Heitmann atua na Noruega.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica utiliza um equipamento espec\u00edfico que simula a compress\u00e3o externa da aorta em situa\u00e7\u00f5es obst\u00e9tricas e n\u00e3o-obst\u00e9tricas. \u201c\u00c9 um trabalho \u00e1rduo, de grande escala, que cria ramifica\u00e7\u00f5es por meio de parcerias e que pode salvar muitas vidas, caso o uso da t\u00e9cnica seja acrescida com maior efetividade nos hospitais\u201d, analisa a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o coordenador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva (PPGSC\/Ufes), Edson Theodoro dos Santos Neto, a t\u00e9cnica ainda \u00e9 pouco conhecida no Brasil. \u201c\u00c9 uma pr\u00e1tica inovadora que pode ser um diferencial importante, se implementada nos hospitais\u201d, avalia ele, que est\u00e1 acompanhando Heitmann em todas as visitas.<\/p>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.ufes.br\/sites\/default\/files\/imce\/projeto_obstetricia.jpeg\">Em julho de 2022, a m\u00e9dica norueguesa esteve no Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Ant\u00f4nio Moraes (Hucam-Ufes) para realizar uma exposi\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de divulga\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>Exac<\/em>. Desta vez, ela retornou ao estado para apresentar a t\u00e9cnica inovadora aos profissionais de sa\u00fade das maternidades capixabas. Na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira, 13, a equipe de Heitmann realizou o treinamento com os profissionais do Hospital Estadual Jayme Santos Neves, refer\u00eancia da rede estadual de sa\u00fade, localizado na Serra.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Santos Neto, ap\u00f3s o retorno de Heitmann para a Noruega, o PPGSC continuar\u00e1 executando o projeto, viajando por todos os hospitais e maternidades do estado e treinando os profissionais: \u201cNossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer v\u00e1rias capacita\u00e7\u00f5es das equipes multiprofissionais que assistem o parto para que daqui a um tempo&nbsp;n\u00f3s tenhamos resultados bastante significativos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estudo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Um estudo realizado no \u00e2mbito do PPGSC concluiu que, entre 2006 e 2015, foram notificados 334 \u00f3bitos maternos no Esp\u00edrito Santo, dos quais 57,5% foram ocasionados por causas obst\u00e9tricas diretas, como s\u00edndromes hemorr\u00e1gicas na primeira ou na segunda metade da gesta\u00e7\u00e3o, com destaque ao aborto.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa identificou que h\u00e1 altas taxas de \u00f3bito materno no estado (principalmente entre mulheres jovens, solteiras, de cor parda e com baixa escolaridade), o que \u201cdemanda estudos para avaliar a qualidade da assist\u00eancia obst\u00e9trica ofertada nos servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d. Para Santos Neto, um dos autores do estudo, \u00e9 importante acompanhar os indicadores dos hospitais ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica&nbsp;<em>Exac&nbsp;<\/em>para avaliar se h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o da hemorragia materna e do uso de medicamentos de controle do quadro: \u201c\u00c9 um projeto que vai ter continuidade at\u00e9 o ano que vem\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Estudo da Ufes aponta que a maioria dos \u00f3bitos maternos em solo capixaba s\u00e3o causados por causas obst\u00e9tricas diretas, entre elas a hemorragia<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":2896,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-2892","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia.jpeg",1599,899,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-300x169.jpeg",300,169,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-768x432.jpeg",768,432,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-1024x576.jpeg",1024,576,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-1536x864.jpeg",1536,864,true],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia.jpeg",1599,899,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-1030x438.jpeg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-678x381.jpeg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-678x509.jpeg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-326x245.jpeg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/06\/tecnica-evitar-hemorragia-80x60.jpeg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo da Ufes aponta que a maioria dos \u00f3bitos maternos em solo capixaba s\u00e3o causados por causas obst\u00e9tricas diretas, entre elas a hemorragia","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2892"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2892\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2902,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2892\/revisions\/2902"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}