{"id":2894,"date":"2023-06-19T11:35:58","date_gmt":"2023-06-19T14:35:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2894"},"modified":"2023-07-03T11:14:05","modified_gmt":"2023-07-03T14:14:05","slug":"estudo-mostra-que-populacao-de-tubaroes-diminui-nos-recifes-tropicais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/06\/19\/estudo-mostra-que-populacao-de-tubaroes-diminui-nos-recifes-tropicais\/","title":{"rendered":"Estudo mostra que popula\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es diminui nos recifes tropicais"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Sueli de Freitas* &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A revista&nbsp;<em>Science<\/em>&nbsp;publicou na quinta-feira, 15,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.ade4884\"><strong><u><strong><u>um estudo sobre o estado populacional dos&nbsp;<\/u><\/strong><\/u><\/strong><strong><em><u><strong><u><em>elasmobr\u00e2nquios<\/em><\/u><\/strong><\/u><\/em><\/strong><\/a>&nbsp;(tubar\u00f5es e raias) nos recifes tropicais ao redor do mundo, revelando que cinco das esp\u00e9cies mais comuns de tubar\u00e3o de recife sofreram um decl\u00ednio de at\u00e9 73%&nbsp;devido \u00e0 sobrepesca. At\u00e9 recentemente, segundo os pesquisadores, as esp\u00e9cies de tubar\u00f5es de recife eram listadas em categorias de menor risco de extin\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN).<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado da coopera\u00e7\u00e3o de 153 pesquisadores, o estudo conta com a participa\u00e7\u00e3o de sete brasileiros&nbsp;das seguintes institui\u00e7\u00f5es de ensino: Ufes, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFCE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n\n\n\n<p>A Ufes&nbsp;teve papel relevante na pesquisa gra\u00e7as \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do professor Jean Joyeux,&nbsp;do Departamento de Oceanografia, e dos&nbsp;ocean\u00f3grafos Caio Pimentel, doutor em Oceanografia Ambiental, e Hudson Pinheiro, doutor em Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o, ambos formados pela Universidade capixaba.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Detalhamento<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O estudo pesquisou&nbsp;391 recifes de corais em 67 na\u00e7\u00f5es e territ\u00f3rios usando 22.756 esta\u00e7\u00f5es remotas de v\u00eddeo subaqu\u00e1tico (BRUVS, o acr\u00f4nimo em ingl\u00eas) com iscas. A amostragem identificou 104 esp\u00e9cies distintas. Conforme os pesquisadores, a&nbsp;sobrepesca est\u00e1 levando \u00e0 extin\u00e7\u00e3o os tubar\u00f5es recifais, causando dr\u00e1stica diminui\u00e7\u00e3o na biodiversidade. Uma an\u00e1lise aprofundada com as cinco esp\u00e9cies mais comuns de tubar\u00f5es revelou decl\u00ednios populacionais de 60% a 73% na abund\u00e2ncia dos indiv\u00edduos e que essas esp\u00e9cies n\u00e3o foram detectadas em 34% a 47% dos recifes estudados. \u00c0 medida que os recifes se tornam mais empobrecidos em tubar\u00f5es, as raias se tornam dominantes nesses ambientes, indicando uma mudan\u00e7a em toda a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tubar\u00f5es recifais sobrevivem&nbsp;em na\u00e7\u00f5es mais ricas ou&nbsp;com uma governan\u00e7a&nbsp;mais&nbsp;forte;&nbsp;e tamb\u00e9m em \u00e1reas mais&nbsp;protegidas. Locais onde h\u00e1 mais&nbsp;pobreza, governan\u00e7a fraca e falta de gest\u00e3o ambiental est\u00e3o associados a recifes dominados por raias. A perda de fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos causam&nbsp;grandes impactos nos ecossistemas recifais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>M\u00e9todo de estudo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Umas das inova\u00e7\u00f5es do estudo \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de sistemas de filmagens subaqu\u00e1ticas com iscas de atra\u00e7\u00e3o (chamados de &#8220;BRUVs&#8221;, ), uma t\u00e9cnica n\u00e3o invasiva, n\u00e3o destrutiva e ambientalmente sustent\u00e1vel. As principais vantagens do m\u00e9todo s\u00e3o a aus\u00eancia de interfer\u00eancia de mergulhadores ou rob\u00f4s,&nbsp;a quantidade de amostras, a grande profundidade alcan\u00e7ada e a n\u00e3o captura dos organismos. Al\u00e9m disso, as amostras (em&nbsp;v\u00eddeo) podem ser reanalisadas para verifica\u00e7\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o do escopo da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi identificado que est\u00e3o em esgotamento no meio ambiente os chamados tubar\u00f5es de recife do Caribe (<em>Carcharhinus perezi<\/em>) e tubar\u00f5es-lixa (<em>Ginglymostoma cirratum<\/em>) no Atl\u00e2ntico;&nbsp;tubar\u00f5es cinzentos dos recifes (<em>Carcharhinus amblyrhynchos<\/em>), tubar\u00f5es dos recifes de pontas pretas (<em>Carcharhinus melanopterus<\/em>) e tubar\u00f5es dos recifes de pontas brancas (<em>Triaenodon obesus<\/em>) no Indo-Pac\u00edfico, al\u00e9m das arraias amarelas (<em>Urobatis jamaicensis<\/em>) e arraias meridionais (<em>Hypanus americanus<\/em>) no Atl\u00e2ntico;&nbsp;raias m\u00e1scara manchadas azuis (<em>Neotrygon&nbsp;spp.<\/em>) e raias rabo de fita manchadas azuis (<em>Taeniura lymma<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Taeniura Lessoni<\/em>) no Indo-Pac\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A Ufes, por meio dos laborat\u00f3rios de Ictiologia e de Ecologia B\u00eantica, sob o comando do professor &nbsp;\u00c2ngelo Bernardino,&nbsp;do Departamento de Oceanografia, e suas universidades parceiras,&nbsp;tamb\u00e9m tem investido em pesquisas no Brasil&nbsp;sobre a &nbsp;popula\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es. Os resultados do grupo se assemelham ao da&nbsp;pesquisa&nbsp;ora&nbsp;publicada. Tubar\u00f5es recifais tamb\u00e9m n\u00e3o foram encontrados&nbsp;nas amostras coletadas nas regi\u00f5es da REVIS\/APA Costa das Algas,&nbsp;em&nbsp;Santa Cruz\/ES, de Vila Velha e APA de Setiba, em Guarapari\/ES,&nbsp;e da RESEX de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Por outro lado, esses animais&nbsp;est\u00e3o presentes, em diferentes quantidades e esp\u00e9cies, em \u00e1reas mais protegidas&nbsp;e conservadas, mais fiscalizadas e mais distantes, como o Banco dos Abrolhos, a Ilha da Trindade e nos arquip\u00e9lagos de Fernando de Noronha e de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Esp\u00edrito Santo, as pesquisas foram financiadas pelos Programas Ecol\u00f3gicos de Longa Dura\u00e7\u00e3o do CNPq (PELD-HCES e PELD-ILOC). J\u00e1 o principal financiador do estudo publicado na revista <em>Science <\/em>\u00e9 a&nbsp;Paul G Allen Family Foundation.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo&nbsp;<em>Widespread diversity deficits of coral reef sharks and rays<\/em>, por Simpfendorfer e colaboradores,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.ade4884\"><strong><u>pode ser encontrado<\/u><\/strong><u><strong>&nbsp;aqui<\/strong>.<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da coordena\u00e7\u00e3o do estudo<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-revista-universidade wp-block-embed-revista-universidade\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"4AseB3MbXF\"><a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/07\/08\/pesquisadores-monitoram-impacto-do-transito-de-navios-em-area-de-reproducao-das-baleias-jubarte\/\">Pesquisadores monitoram impacto do tr\u00e2nsito de navios em \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o das baleias jubarte\u00a0<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Pesquisadores monitoram impacto do tr\u00e2nsito de navios em \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o das baleias jubarte\u00a0&#8221; &#8212; Revista Universidade\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/07\/08\/pesquisadores-monitoram-impacto-do-transito-de-navios-em-area-de-reproducao-das-baleias-jubarte\/embed\/#?secret=vW8sklsRx8#?secret=4AseB3MbXF\" data-secret=\"4AseB3MbXF\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-revista-universidade wp-block-embed-revista-universidade\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"WAK9qdmYkB\"><a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/06\/06\/mudancas-climaticas-ameacam-a-zona-costeira-do-espirito-santo\/\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas amea\u00e7am a zona costeira do Esp\u00edrito Santo<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas amea\u00e7am a zona costeira do Esp\u00edrito Santo&#8221; &#8212; Revista Universidade\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2022\/06\/06\/mudancas-climaticas-ameacam-a-zona-costeira-do-espirito-santo\/embed\/#?secret=tOvK4rGmNn#?secret=WAK9qdmYkB\" data-secret=\"WAK9qdmYkB\" width=\"500\" height=\"282\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Sobrepesca est\u00e1 levando \u00e0 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