{"id":296,"date":"2018-12-13T10:11:22","date_gmt":"2018-12-13T12:11:22","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=296"},"modified":"2019-08-08T12:19:24","modified_gmt":"2019-08-08T15:19:24","slug":"referencia-em-cirurgia-bariatrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/12\/13\/referencia-em-cirurgia-bariatrica\/","title":{"rendered":"Refer\u00eancia em cirurgia bari\u00e1trica"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8211; Por Lidia Neves &#8211;<\/em><\/p>\n<p><strong><em>O Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Antonio Moraes \u00e9 o \u00fanico no Esp\u00edrito Santo que usa a t\u00e9cnica da&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>videolaparoscopia para o procedimento, aplicado para reduzir os casos&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>mais graves de obesidade. No estado, s\u00f3 a Ufes tem curso de Cirurgia por&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>Videolaparoscopia, que forma residentes e profissionais, al\u00e9m dos graduandos.&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>A experi\u00eancia motivou v\u00e1rias pesquisas e colocou a Universidade como&nbsp;<\/em><\/strong><strong><em>refer\u00eancia no tema.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A obesidade atinge 18,9% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, segundo a Pesquisa de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel) do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Diversas enfermidades est\u00e3o associadas \u00e0 obesidade, como diabetes mellitus, disfun\u00e7\u00f5es pulmonares, doen\u00e7as cardiovasculares, problemas hep\u00e1ticos, psiqui\u00e1tricos e reprodutivos.<\/p>\n<p>Para combater a doen\u00e7a, inicialmente \u00e9 feito o tratamento cl\u00ednico, acompanhado de dieta, orienta\u00e7\u00e3o para mudan\u00e7a de h\u00e1bitos, atividades f\u00edsicas, aten\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e uso de medicamentos por, no m\u00ednimo, dois anos. Os pacientes que n\u00e3o obt\u00eam a resposta esperada podem ser encaminhados por uma equipe multidisciplinar para a cirurgia bari\u00e1trica (veja no box quando o procedimento \u00e9 recomendado).<\/p>\n<p>O modelo mais comum de bari\u00e1trica \u00e9 chamado de <em>bypass<\/em> g\u00e1strico e consiste na diminui\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago e realiza\u00e7\u00e3o de uma emenda da parte menor com o intestino. Ap\u00f3s a cirurgia, o alimento passa pelo peda\u00e7o menor do est\u00f4mago e o suco g\u00e1strico e o pancre\u00e1tico passam a fazer outro trajeto. A absor\u00e7\u00e3o e a digest\u00e3o ocorrem j\u00e1 no intestino.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente desvia a grande curvatura do est\u00f4mago, a gente diminui a express\u00e3o de um horm\u00f4nio chamado grelina, que \u00e9 o horm\u00f4nio da fome. E esse \u00e9 o principal mecanismo de atua\u00e7\u00e3o da cirurgia bari\u00e1trica. Ao desviar uma parte do intestino, a gente muda a express\u00e3o de v\u00e1rios horm\u00f4nios, que alteram a sensa\u00e7\u00e3o de saciedade e regulam o funcionamento do p\u00e2ncreas, por isso os pacientes melhoram do diabetes\u201d, explica o professor Gustavo Peixoto Soares Miguel, respons\u00e1vel pelo Programa de Cirurgia Bari\u00e1trica do Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Ant\u00f4nio Moraes (Hucam-Ufes).<\/p>\n<p>Primeiro hospital a realizar o procedimento pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) no Esp\u00edrito Santo, o Hucam-Ufes j\u00e1 contabiliza a realiza\u00e7\u00e3o de mais de 1.200 cirurgias bari\u00e1tricas \u2013 s\u00e3o cerca de 150 por ano atualmente. Tr\u00eas hospitais realizam a bari\u00e1trica pelo SUS no Estado, mas s\u00f3 o Hospital Universit\u00e1rio faz cirurgia por videolaparoscopia.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica mais moderna evita a necessidade de fazer um corte de 10 a 20 cent\u00edmetros (cm) na barriga do paciente: atrav\u00e9s de pequenos orif\u00edcios de at\u00e9 1,2cm e o uso de pin\u00e7as, \u00e9 poss\u00edvel realizar os procedimentos, acompanhados por meio de um monitor. Al\u00e9m de ser menos invasiva, estudos comprovam que a cirurgia por videolaparoscopia possibilita uma recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e tem menores \u00edndices de mortalidade.<\/p>\n<p>O Hospital Universit\u00e1rio passou a usar o v\u00eddeo nas bari\u00e1tricas em 2014, mesmo ano em que teve in\u00edcio o modelo atual do Curso de Cirurgia por Videolaparoscopia. S\u00f3 em 2017 o procedimento foi inclu\u00eddo no SUS. No entanto, s\u00f3 \u00e9 remunerado o custo da cirurgia aberta, que \u00e9 mais barata. \u201cDe 2014 at\u00e9 2017, n\u00f3s faz\u00edamos porque era importante&nbsp;como ensino, para que nossos alunos aprendessem com a tecnologia mais moderna e n\u00e3o ficassem apenas aprendendo uma cirurgia j\u00e1 em desuso, que \u00e9 a cirurgia aberta\u201d, diz o professor Gustavo Peixoto. Atualmente, a cada tr\u00eas bari\u00e1tricas abertas, o Hucam-Ufes faz uma por videolaparoscopia.<\/p>\n<h3>Forma\u00e7\u00e3o em cirurgia por v\u00eddeo<\/h3>\n<p>A Ufes tem tradi\u00e7\u00e3o na capacita\u00e7\u00e3o de cirurgi\u00f5es com o uso do v\u00eddeo. Em 1992, o professor Elton Francisco Nunes Batista, do Departamento de Cl\u00ednica Cir\u00fargica do Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (CCS), criou o Curso de Videocirurgia. At\u00e9 2008, foram formados 150 profi ssionais no estado. O curso foi interrompido em 2008, por falta de infraestrutura, e retomado em 2014, por iniciativa do professor Gustavo Peixoto, do mesmo departamento, com apoio da Ufes e do Hucam.<\/p>\n<p>\u201cA contrata\u00e7\u00e3o de docentes novos, a aquisi\u00e7\u00e3o de materiais e a parceria com o Hospital Universit\u00e1rio foram essenciais para a reestrutura\u00e7\u00e3o do Departamento de Cl\u00ednica Cir\u00fargica e o curso foi retomado com v\u00e1rias melhorias did\u00e1ticas\u201d, relata o professor. Entre as inova\u00e7\u00f5es, foram adquiridos sistemas operados em pequenos tablets e torres de v\u00eddeo e pin\u00e7as mais ergon\u00f4micas.<\/p>\n<p>O Curso B\u00e1sico de Videolaparoscopia acontece anualmente e \u00e9 o \u00fanico oferecido no Esp\u00edrito Santo. S\u00e3o ensinados os fundamentos te\u00f3ricos e pr\u00e1ticos, como as manobras fundamentais, acessos, uso do instrumental e opera\u00e7\u00f5es como a retirada da ves\u00edcula biliar e do ap\u00eandice. Com o aprendizado, o aluno estar\u00e1 apto tamb\u00e9m a realizar outros procedimentos<br \/>\ncom t\u00e9cnicas semelhantes.<\/p>\n<p>Na turma de 2018, foram formados 30 m\u00e9dicos p\u00f3s-graduandos (residentes) de quatro institui\u00e7\u00f5es do Estado e dois cirurgi\u00f5es j\u00e1 p\u00f3s-graduados. A estrutura montada tamb\u00e9m foi utilizada para o treinamento de graduandos de medicina que j\u00e1 cursaram a disciplina de t\u00e9cnica operat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Com a qualifica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 aberta tamb\u00e9m para m\u00e9dicos j\u00e1 formados, a equipe de cirurgi\u00f5es que fazem bari\u00e1trica por videolaparoscopia no Hucam-Ufes j\u00e1 se expandiu para cinco profissionais. \u201cA maioria dos chefes de cirurgia bari\u00e1trica do Estado e da regi\u00e3o do entorno do Esp\u00edrito Santo (sul da Bahia, leste de Minas e norte do Rio de Janeiro) \u00e9 de egressos do Hospital Universit\u00e1rio\u201d, afirma Peixoto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_298\" aria-describedby=\"caption-attachment-298\" style=\"width: 2016px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-298\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0330.jpg\" alt=\"\" width=\"2016\" height=\"1512\"><figcaption id=\"caption-attachment-298\" class=\"wp-caption-text\">Fotos: Acervo pessoal\/ Prof. Gustavo Peixoto<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Refer\u00eancia em pesquisa<\/h3>\n<p>As cirurgias bari\u00e1tricas no Hucam-Ufes motivaram diversas pesquisas nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Fisiol\u00f3gicas e em Biotecnologia, que abordam desde a prepara\u00e7\u00e3o para a cirurgia at\u00e9 o p\u00f3s-operat\u00f3rio, passando por an\u00e1lises de tecido e patologias associadas.<\/p>\n<p>A tese de doutorado do professor Gustavo Peixoto, defendida em 2009, comprovou que uma nova t\u00e9cnica, a gastrectomia vertical, \u00e9 equivalente \u00e0s cirurgias bari\u00e1tricas mais tradicionais. Nessa modalidade, o est\u00f4mago do paciente tem uma redu\u00e7\u00e3o de 80% e \u00e9 grampeado em forma de tubo, do es\u00f4fago ao duodeno. A diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 t\u00e9cnica do <em>bypass&nbsp;<\/em>g\u00e1strico \u00e9 que, neste caso, ela s\u00f3 mexe no est\u00f4mago,<br \/>\nn\u00e3o h\u00e1 a necessidade de alterar o intestino.<\/p>\n<p>A pesquisa do professor da Ufes foi usada como refer\u00eancia t\u00e9cnica para o Conselho Federal de Medicina aprovar o novo m\u00e9todo cir\u00fargico no Brasil.<\/p>\n<h2>Saiba em que casos a cirurgia bari\u00e1trica \u00e9 recomendada<\/h2>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) usa o \u00cdndice de Massa Corporal (IMC) para classificar o excesso de peso e a obesidade. O \u00edndice \u00e9 obtido pela divis\u00e3o do peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura.<\/p>\n<p>S\u00e3o consideradas obesas as pessoas com IMC maior ou igual a 30 kg\/m<sup>2<\/sup>. A obesidade m\u00f3rbida ou grave \u00e9 indicada por um \u00edndice igual ou superior a 40 kg\/m<sup>2<\/sup>. Os que t\u00eam cima de 50 kg\/m<sup>2<\/sup> s\u00e3o classificados como super obesos. A cirurgia bari\u00e1trica \u00e9 recomendada para os super obesos e para os casos graves que j\u00e1 tenham tentado o tratamento cl\u00ednico por pelo menos dois anos. Tamb\u00e9m pode ser indicada para quem tem IMC inferior a 35 kg\/m<sup>2<\/sup> e com problemas de sa\u00fade como apneia do sono, hipertens\u00e3o arterial e diabetes mellitus.<\/p>\n<p>A idade m\u00ednima para a cirurgia \u00e9 de 16 anos. Pacientes com menos de 18 anos passam por avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e psicol\u00f3gica especial, al\u00e9m de autoriza\u00e7\u00e3o dos pais e aprova\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o de \u00e9tica do hospital em que o procedimento ser\u00e1 realizado. N\u00e3o h\u00e1 idade m\u00e1xima, mas para idosos \u00e9 necess\u00e1ria uma avalia\u00e7\u00e3o especial dos riscos e benef\u00edcios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>&#8211; Por Lidia Neves &#8211; O Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Antonio Moraes \u00e9 o \u00fanico no Esp\u00edrito Santo que usa a t\u00e9cnica da&nbsp;videolaparoscopia para o procedimento, <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2018\/12\/13\/referencia-em-cirurgia-bariatrica\/\" title=\"Refer\u00eancia em cirurgia bari\u00e1trica\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":350,"featured_media":297,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,45,9],"tags":[],"class_list":["post-296","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-edicao-009","category-noticias"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",2016,1512,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",150,113,false],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",300,225,false],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",768,576,false],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",1024,768,false],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",1536,1152,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",2016,1512,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",584,438,false],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",508,381,false],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",678,509,false],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",326,245,false],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2018\/12\/IMG_0310.jpg",80,60,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"lidia.hora","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/lidia_gurgel-neves-hora\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"&#8211; Por Lidia Neves &#8211; O Hospital Universit\u00e1rio Cassiano Antonio Moraes \u00e9 o \u00fanico no Esp\u00edrito Santo que usa a t\u00e9cnica da&nbsp;videolaparoscopia para o procedimento, [...]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/350"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=296"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/296\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":619,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/296\/revisions\/619"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}