{"id":2991,"date":"2023-08-18T09:01:11","date_gmt":"2023-08-18T12:01:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=2991"},"modified":"2023-08-30T17:01:39","modified_gmt":"2023-08-30T20:01:39","slug":"estudo-propoe-nova-classificacao-climatica-para-o-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/08\/18\/estudo-propoe-nova-classificacao-climatica-para-o-espirito-santo\/","title":{"rendered":"Estudo prop\u00f5e nova classifica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica para o Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8211; Por Adriana Damasceno &#8211;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa realizada no \u00e2mbito do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia (PPGG\/Ufes) e finalizada em julho prop\u00f5e novas classes de clima para o Esp\u00edrito Santo por meio da associa\u00e7\u00e3o entre vari\u00e1veis climatol\u00f3gicas, como a temperatura m\u00e9dia do m\u00eas mais frio (TMMMF), o n\u00famero de meses secos e precipita\u00e7\u00e3o, e a influ\u00eancia dos sistemas atmosf\u00e9ricos sobre o clima.<\/p>\n\n\n\n<p>O diferencial da tese de doutorado intitulada&nbsp;<em>Classifica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica para o estado do Esp\u00edrito Santo: da zona clim\u00e1tica ao topoclima<\/em>&nbsp;est\u00e1 no detalhamento dos aspectos clim\u00e1ticos. Autor da pesquisa, o agora doutor em Geografia Wemerson Diascanio Oliveira explica que as antigas classifica\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas feitas para o estado do Esp\u00edrito Santo eram mais generalistas, abarcando v\u00e1rios lugares com o mesmo tipo de clima.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo \u00e9 a Serra do Capara\u00f3 (na divisa entre os estados de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo), na qual, antes, era identificado um \u00fanico clima (o mesmo de Domingos Martins, na regi\u00e3o serrana do estado).&nbsp;O trabalho de Oliveira identificou quatro climas diferentes na localidade.<\/p>\n\n\n\n<p>De modo geral, o estudo encontrou dez&nbsp;tipos clim\u00e1ticos e 46 subtipos clim\u00e1ticos diferentes no territ\u00f3rio capixaba. As classes clim\u00e1ticas tiveram no relevo seu principal fator de diferencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Confira a classifica\u00e7\u00e3o dos subdom\u00ednios e tipos clim\u00e1ticos e as varia\u00e7\u00f5es ao longo do ano (imagens: Wemerson Diascanio Oliveira):<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"521\" height=\"797\" data-id=\"2993\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/subdominios-tipos-climaticos-ES.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2993\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/subdominios-tipos-climaticos-ES.jpeg 521w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/subdominios-tipos-climaticos-ES-196x300.jpeg 196w\" sizes=\"auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"463\" height=\"694\" data-id=\"2994\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/janeiro-abril.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2994\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/janeiro-abril.jpeg 463w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/janeiro-abril-200x300.jpeg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"458\" height=\"693\" data-id=\"2995\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/maio-agosto.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2995\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/maio-agosto.jpeg 458w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/maio-agosto-198x300.jpeg 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 458px) 100vw, 458px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"453\" height=\"694\" data-id=\"2996\" src=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/setembro-dezembro.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2996\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/setembro-dezembro.jpeg 453w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/08\/setembro-dezembro-196x300.jpeg 196w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refinamento<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o das unidades clim\u00e1ticas do estado foram feitas a partir de uma adapta\u00e7\u00e3o da metodologia do Sistema de Classifica\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica proposta pelo pesquisador Giuliano Tostes Novais, da Universidade Estadual de Goi\u00e1s (UEG), que abarca modelos cl\u00e1ssicos, mesclando as abordagens emp\u00edricas e gen\u00e9ticas. Entretanto, de acordo com Edson Fialho, professor do PPGG e orientador do estudo, diferentemente de Novais, o trabalho de Oliveira avan\u00e7ou at\u00e9 a escala mesoclim\u00e1tica (aquela que abrange pequenas \u00e1reas, como bairros).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Oliveira, quando se compara a proposta do estudo desenvolvido durante seu doutoramento com outras classifica\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas para o estado, percebe-se \u201cmaior refinamento das caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas para cada regi\u00e3o do estado capixaba, sendo poss\u00edvel a sua utiliza\u00e7\u00e3o para subsidiar diversas demandas cient\u00edficas, econ\u00f4micas e agr\u00edcolas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp;agricultura, o estudo&nbsp;demonstrou as \u00e1reas mais secas e \u00famidas do estado em escala municipal, observando a diferen\u00e7a entre a precipita\u00e7\u00e3o e a evapotranspira\u00e7\u00e3o. \u201cOu seja, alguns lugares at\u00e9 possuem&nbsp;um grande volume de chuvas, mas,&nbsp;devido \u00e0 grande insola\u00e7\u00e3o,&nbsp;necessitam&nbsp;de maiores gastos com irriga\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso dos munic\u00edpios da&nbsp;Serra, Fund\u00e3o, Aracruz e Linhares, por exemplo\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Avan\u00e7os<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com Edson Fialho, o tema abordado por Wemerson Oliveira n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito nos estudos geogr\u00e1ficos do clima, tendo sido bastante desenvolvido nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Por\u00e9m, o professor ressalta que, ao longo do tempo, a classifica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica foi sendo invisibilizada no campo da Geografia: \u201cCom o advento das novas <a href=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/tag\/mudancas-climaticas\/\"><strong>preocupa\u00e7\u00f5es com mudan\u00e7as ambientais<\/strong><\/a>, potencializadas pelas quest\u00f5es clim\u00e1ticas que s\u00e3o induzidas pelas a\u00e7\u00f5es humanas, estes estudos voltaram a ser ressignificados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo foi viabilizado devido aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos ocorridos nos \u00faltimos anos, como desenvolvimento de sat\u00e9lites meteorol\u00f3gicos, acesso mais facilitado a bancos de dados e uso de softwares de geoprocessamento, que possibilitaram a compreens\u00e3o mais detalhada das caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas, em especial nos locais em que h\u00e1 pouca cobertura de esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da associa\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es, o pesquisador delimitou unidades clim\u00e1ticas para o estado em escalas geogr\u00e1ficas grandes e aplicou a metodologia no munic\u00edpio da Serra para uma pequena \u00e1rea, abrangendo a climatologia do detalhe at\u00e9 a escala topoclim\u00e1tica. \u201cAs unidades clim\u00e1ticas delimitadas no estudo demonstram a import\u00e2ncia do relevo e da rugosidade da superf\u00edcie na caracteriza\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica do estado, sendo at\u00e9 o n\u00edvel hier\u00e1rquico do tipo clim\u00e1tico o principal fator condicionante do clima\u201d, sintetiza Oliveira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Foram identificados dez\u00a0tipos e 46 subtipos clim\u00e1ticos diferentes no territ\u00f3rio capixaba. 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