{"id":3063,"date":"2023-09-21T13:00:00","date_gmt":"2023-09-21T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3063"},"modified":"2023-10-04T13:46:12","modified_gmt":"2023-10-04T16:46:12","slug":"ufes-integra-pesquisa-sobre-novos-compostos-bioativos-contra-doenca-de-chagas-e-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/09\/21\/ufes-integra-pesquisa-sobre-novos-compostos-bioativos-contra-doenca-de-chagas-e-alzheimer\/","title":{"rendered":"Ufes integra pesquisa sobre novos compostos bioativos contra doen\u00e7a de Chagas e Alzheimer\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em><em><strong>Ghenis Carlos Silva*<\/strong><\/em>&nbsp; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa desenvolvida pela Ufes numa parceria com a Universidade de Barcelona avalia plantas da fam\u00edlia <em>Amaryllidaceae<\/em> como fontes de novos compostos bioativos para combater a doen\u00e7a de Chagas e, para al\u00e9m disso, encontrar plantas com potencial para a produ\u00e7\u00e3o em escala industrial de galantamina, composto utilizado no tratamento paliativo de Alzheimer. As amostras foram coletadas em diferentes regi\u00f5es da Espanha em colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores da institui\u00e7\u00e3o de Barcelona, que lidera a pesquisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-04-at-13.27.12-576x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3067\" style=\"width:388px;height:690px\" width=\"388\" height=\"690\" srcset=\"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-04-at-13.27.12-576x1024.jpeg 576w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-04-at-13.27.12-169x300.jpeg 169w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-04-at-13.27.12-768x1365.jpeg 768w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-04-at-13.27.12-864x1536.jpeg 864w, https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/WhatsApp-Image-2023-09-04-at-13.27.12.jpeg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A fam\u00edlia de plantas <em>Amaryllidaceae<\/em> \u00e9 amplamente encontrada principalmente nos continentes europeu, africano e sul-americano. Dessa fam\u00edlia de plantas \u00e9 poss\u00edvel extrair compostos qu\u00edmicos que cont\u00eam nitrog\u00eanio, chamados de alcal\u00f3ides. At\u00e9 ent\u00e3o, s\u00e3o cientificamente registrados mais de 600 alcal\u00f3ides diferentes presentes nessas plantas. A extra\u00e7\u00e3o desses compostos s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel em laborat\u00f3rio e \u00e9 contraindicado o consumo das plantas <em>in natura<\/em> ou na forma de ch\u00e1s devido a sua toxicidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses compostos possuem atividades biol\u00f3gicas muito promissoras para o tratamento de doen\u00e7as, como contra o c\u00e2ncer, caso das narciclasinas, tamb\u00e9m como anti-inflamat\u00f3rio, caso da montanina, e existem outras pesquisas que avaliam esses compostos para o combate \u00e0 doen\u00e7a de Chagas. Entre esses compostos bioativos, j\u00e1 se tem conhecimento da galantamina,&nbsp; que \u00e9 utilizada como f\u00e1rmaco para o tratamento paliativo da doen\u00e7a de Alzheimer. Ent\u00e3o, o que a gente vai fazer \u00e9 estudar essas plantas,&nbsp; testar todos esses compostos j\u00e1 mapeados para saber se s\u00e3o \u00fateis contra Chagas e, talvez, descobrir novos compostos que possam ser investigados contra essa doen\u00e7a\u201d, explica o coordenador local da pesquisa e professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de Qu\u00edmica da Ufes, Warley de Souza Borges.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doen\u00e7a de Chagas&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Intitulada de <em>Recursos Naturais para o Tratamento da Doen\u00e7a de Chagas<\/em>, a pesquisa&nbsp; pretende encontrar nas plantas da fam\u00edlia <em>Amaryllidaceae<\/em> os compostos qu\u00edmicos com efic\u00e1cia para inibir enzimas que s\u00e3o essenciais para a sobreviv\u00eancia do protozo\u00e1rio que provoca a doen\u00e7a, o <em>Trypanosoma cruzi<\/em>. Ao inibir essas subst\u00e2ncias, pode-se, assim, matar o parasita.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo deriva da dificuldade de tratar a doen\u00e7a, pois existem apenas dois medicamentos para tal: benznidazol e o nifurtimox. A a\u00e7\u00e3o efetiva desses s\u00f3 ocorre quando utilizados nas fases iniciais da infec\u00e7\u00e3o, mas esse per\u00edodo n\u00e3o apresenta sintomas, tornando o combate ao parasita mais dif\u00edcil. Na maioria dos casos, o diagn\u00f3stico ocorre na fase cr\u00f4nica, momento em que o quadro cl\u00ednico se agrava.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pesquisa envolve um cons\u00f3rcio de universidades, e o papel da Ufes \u00e9 na parte qu\u00edmica, indispens\u00e1vel para o projeto. A descoberta de novos f\u00e1rmacos \u00e9 algo muito complexo e envolve estudos que s\u00e3o muito caros, com variados testes cl\u00ednicos. Por isso a coopera\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 t\u00e3o importante\u201d, detalha Borges.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alzheimer<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Paralelo \u00e0 pesquisa envolvendo a doen\u00e7a de Chagas, Borges avalia as possibilidades para aprimorar o tratamento do Alzheimer. Sabe-se que a doen\u00e7a&nbsp; provoca a perda progressiva de neur\u00f4nios, pois as placas beta-amil\u00f3ides se agrupam e impedem a sinapse, processo de conex\u00e3o e transmiss\u00e3o do sistema nervoso atrav\u00e9s da acetilcolina, neurotransmissor importante para a mem\u00f3ria. O tratamento paliativo com a galantamina inibe justamente a enzima respons\u00e1vel pela degrada\u00e7\u00e3o da acetilcolina na fenda sin\u00e1ptica, a acetil e&nbsp; butirilcolinesterases. Isso permite a transmiss\u00e3o de impulsos nervosos e, consequentemente, retarda o avan\u00e7o dos sintomas em casos iniciais.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor explica que, geralmente, a galantamina \u00e9 extra\u00edda de uma planta do g\u00eanero <em>Leucojum<\/em> da fam\u00edlia<em> Amaryllidaceae<\/em>, que prov\u00e9m da regi\u00e3o do leste europeu. Por ter um bulbo muito pequeno, se faz necess\u00e1rio uma alta quantidade de plantas para isolar a galantamina dos outros compostos em uma propor\u00e7\u00e3o industrial. \u201cPor isso, espero encontrar, no decorrer da pesquisa, uma planta que apresente bulbos maiores e com altos \u00edndices de galantamina, viabilizando a produ\u00e7\u00e3o comercial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Financiamento&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa conta com o apoio do Programa Institucional de Internacionaliza\u00e7\u00e3o da Ufes (PrInt-Ufes), da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes) e prov\u00e9m do projeto Renatec, que \u00e9 financiado pelo Programa Ibero-Americano de Ci\u00eancia e Tecnologia para o Desenvolvimento, o Cyted Espanhol, com um total de 22 pa\u00edses envolvidos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>*B<em>olsista em projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Sueli de Freitas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A pesquisa avalia plantas da fam\u00edlia Amaryllidaceae encontrada principalmente nos continentes europeu, africano e 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