{"id":3072,"date":"2023-09-26T13:54:58","date_gmt":"2023-09-26T16:54:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3072"},"modified":"2023-10-09T15:00:31","modified_gmt":"2023-10-09T18:00:31","slug":"biossensor-desenvolvido-pela-ufes-detecta-toxina-nos-graos-de-cafe-em-ate-30-minutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/09\/26\/biossensor-desenvolvido-pela-ufes-detecta-toxina-nos-graos-de-cafe-em-ate-30-minutos\/","title":{"rendered":"Biossensor detecta toxina nos gr\u00e3os de caf\u00e9 em at\u00e9 30 minutos"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Ana Clara Andrade<\/strong>*<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Laborat\u00f3rio de Nanomateriais Funcionais da Ufes, em colabora\u00e7\u00e3o com o Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos (IFSC) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e a Universidad del Norte (Col\u00f4mbia), desenvolveu um biossensor que detecta no gr\u00e3o de caf\u00e9 a presen\u00e7a da ocratoxina A (OTA), uma subst\u00e2ncia cancer\u00edgena produzida por fungos. A tecnologia faz a detec\u00e7\u00e3o em apenas 30 minutos e seus insumos de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o, em sua totalidade, nacionais, tornando-a mais barata do que o m\u00e9todo laboratorial j\u00e1 utilizado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa inova\u00e7\u00e3o permite a detec\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o desta toxina diretamente no campo. Antes, com as an\u00e1lises feitas em laborat\u00f3rio, os resultados demoravam at\u00e9 quatro dias para ficarem prontos. \u201cA simplicidade, a rapidez e o baixo custo s\u00e3o \u00fateis no monitoramento de toda a cadeia produtiva do caf\u00e9, agregando valor a esta <em>commodity,<\/em> com atendimento \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o nacional e internacional e, al\u00e9m de tudo, garantindo a qualidade e a seguran\u00e7a alimentar dos consumidores\u201d, ressalta o professor Jairo Oliveira, do Departamento de Morfologia da Ufes, que participou da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3xima etapa do projeto \u00e9 produzir um dispositivo eletr\u00f4nico que possa ser manuseado no campo, tendo a capacidade de fazer centenas ou milhares de leituras atrav\u00e9s dos resultados obtidos pelo biossensor. \u201c\u00c9 um dispositivo eletroqu\u00edmico simples, muito parecido com um glicos\u00edmetro vendido nas farm\u00e1cias para quantifica\u00e7\u00e3o da glicose. Alguns microlitros da amostra (extrato do caf\u00e9) s\u00e3o colocados na superf\u00edcie de um eletrodo em forma de chip, e, em seguida, este chip \u00e9 colocado no dispositivo que faz a leitura e disponibiliza o resultado\u201d, explica Oliveira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ocratoxina A&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A OTA \u00e9 um metab\u00f3lito secund\u00e1rio produzido por v\u00e1rias esp\u00e9cies de fungos como <em>Aspergillus<\/em> e<em> Penicillium<\/em>. Ela \u00e9 encontrada, geralmente, em cereais, caf\u00e9, vinho, frutas secas, cerveja e suco de uva. Seus efeitos s\u00e3o nefrot\u00f3xicos, imunot\u00f3xicos e teratog\u00eanicos, ou seja, causam danos aos rins, ao sistema nervoso central e podem apresentar riscos ao feto durante a gesta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa do C\u00e2ncer classificou o metab\u00f3lico como poss\u00edvel carcin\u00f3geno. Atualmente, o limite m\u00e1ximo toler\u00e1vel (LMT) para a presen\u00e7a do em caf\u00e9 torrado, mo\u00eddo ou sol\u00favel \u00e9 de 10 microgramas (\u00b5g) por quilo no Brasil, enquanto que na Uni\u00e3o Europeia (UE) o LMT \u00e9 de 3 \u00b5g\/kg.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como alguns dos principais compradores de caf\u00e9 brasileiro fazem parte da UE, que sancionou legisla\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 quantidade de OTA presentes no produto, Oliveira acredita que o baixo custo e tempo s\u00e3o fatores favor\u00e1veis para a exporta\u00e7\u00e3o que reassegura e agrega valor ao produto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Patente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os valores para an\u00e1lises laboratoriais dos n\u00edveis de OTA nos gr\u00e3os de caf\u00e9 variam entre R$400 a R$600. \u201cA equipe respons\u00e1vel pelo desenvolvimento do biossensor estima que uma an\u00e1lise utilizando a tecnologia ficaria entre 15% a 20% dos pre\u00e7os praticados atualmente, tendo, ainda, o diferencial do tempo de an\u00e1lise, que \u00e9, em m\u00e9dia, 20 minutos\u201d, conta Oliveira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de patente j\u00e1 est\u00e1 em andamento com a equipe da Ag\u00eancia USP de Inova\u00e7\u00e3o (Auspin) por meio de um acordo de colabora\u00e7\u00e3o entre a Ufes e a USP. A pesquisa completa pode ser acessada neste <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0039914023003375?via%3Dihub\">link<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto foi financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo (Fapes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>*<em>&nbsp;Bolsista de projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<br>Foto: Acervo do projeto<br>Edi\u00e7\u00e3o: <\/em><em>Sueli de Freitas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A pr\u00f3xima etapa do projeto \u00e9 produzir um dispositivo eletr\u00f4nico que possa ser manuseado no campo<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3074,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7,9,47],"tags":[139,29,138],"class_list":["post-3072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chamadinhas","category-noticias","category-online","tag-nanomateriais","tag-ufes","tag-usp"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3.jpg",1080,720,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-300x200.jpg",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-768x512.jpg",768,512,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-1024x683.jpg",1024,683,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3.jpg",1080,720,false],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3.jpg",1080,720,false],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-1030x438.jpg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/09\/Graos-3-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":3,"uagb_excerpt":"A pr\u00f3xima etapa do projeto \u00e9 produzir um dispositivo eletr\u00f4nico que possa ser manuseado no campo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3072"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3072\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3081,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3072\/revisions\/3081"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3074"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}