{"id":3121,"date":"2023-11-06T16:04:33","date_gmt":"2023-11-06T19:04:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/?p=3121"},"modified":"2023-11-28T17:52:24","modified_gmt":"2023-11-28T20:52:24","slug":"novo-ecossistema-marinho-e-descoberto-na-costa-do-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/2023\/11\/06\/novo-ecossistema-marinho-e-descoberto-na-costa-do-espirito-santo\/","title":{"rendered":"Novo ecossistema marinho \u00e9 descoberto na costa do Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Ana Clara Andrade<\/strong>*<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A cadeia Vit\u00f3ria-Trindade foi palco para uma nova descoberta. Em conjunto com a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e a Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia, pesquisadores da Ufes encontraram um novo tipo de forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica batizada de Colinas Coralinas. A novidade se trata de um recife e abriga uma grande biodiversidade, como peixes, tubar\u00f5es e corais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As Colinas Coralinas s\u00e3o um ecossistema \u00fanico. Os pesquisadores compararam sua estrutura quanto \u00e0 composi\u00e7\u00e3o de sua biodiversidade com as da Ilha da Trindade, com a costa do Brasil e com outras regi\u00f5es do mundo. Sendo formada, em sua maioria, por algas coralin\u00e1ceas (calc\u00e1rias), as estruturas encontradas podem chegar a 60 metros de altura.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador colaborador da Ufes e do Centro de Biologia Marinha da USP (CebiMar\/USP) Hudson Pinheiro, a grande diversidade de fauna e flora presentes nas forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas se deve ao fato de o local ser isolado geograficamente. \u201cApesar de existirem locais de pesca l\u00e1, ainda n\u00e3o \u00e9 muito conhecido, poucos pescadores se aventuram a ir a essas dist\u00e2ncia&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O\u00e1sis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Batizadas \u201cColinas Coralinas\u201d devido ao seu formato de monte, essas estruturas possuem um ambiente exclusivo que n\u00e3o pode ser encontrado em outra regi\u00e3o do planeta. Pode ser comparado a um o\u00e1sis devido \u00e0 quantidade de vida existente em um local no fundo do mar que \u00e9 coberto, em sua esmagadora parte, de sedimentos (areia).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O isolamento geogr\u00e1fico tamb\u00e9m possibilita que esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o em outras regi\u00f5es possam se abrigar nas colinas, como os tubar\u00f5es-lixa (<em>Ginglymostoma cirratum<\/em>), que s\u00e3o 14 vezes mais numerosos na regi\u00e3o do que em outros locais da costa. \u201cO tubar\u00e3o-lixa \u00e9 uma esp\u00e9cie que ocorre em ambientes mais rasos e de f\u00e1cil captura. Ela \u00e9 super pescada e por isso est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. Tem um crescimento lento, gera poucos filhotes e tem v\u00e1rias caracter\u00edsticas que a fazem suscet\u00edvel a esse <em>status<\/em>\u201d, afirma Pinheiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Amea\u00e7as e preserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Devido a sua composi\u00e7\u00e3o de algas coralin\u00e1ceas, ou seja, calc\u00e1rio, a regi\u00e3o \u00e9 muito visada para a extra\u00e7\u00e3o desse material. Pinheiro explica que a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 altamente prejudicial para a vida marinha e seus danos podem ser irrevers\u00edveis. \u201cEssa minera\u00e7\u00e3o destr\u00f3i todo o fundo marinho. [Os mineradores] removem esse substrato, fazem um granulado desse material recifal junto com as algas, bancos de rodolitos, areia, que fica ali naquele entorno e utilizam essa extra\u00e7\u00e3o calc\u00e1ria para a fabrica\u00e7\u00e3o de fertilizantes, destruindo e causando um dano permanente no ambiente de toda aquela biodiversidade\u201d, conta o pesquisador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de serem situadas em \u00e1guas internacionais, o Brasil solicitou a expans\u00e3o de sua zona territorial marinha para elaborar pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o para toda a regi\u00e3o que abriga as Colinas Coralinas. Os pesquisadores estudam meios para trabalhar em conjunto com a Unesco na cria\u00e7\u00e3o da primeira Reserva da Biosfera Marinha, que englobaria toda a cadeia Vit\u00f3ria-Trindade.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa recebeu o financiamento da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio e da ONG Vozes da Natureza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>*<em>&nbsp;Bolsista de projeto de Comunica\u00e7\u00e3o<br>Foto: acervo dos pesquisadores<br>Edi\u00e7\u00e3o:&nbsp;Sueli de Freitas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>As Colinas Coralinas s\u00e3o um ambiente exclusivo e abrigam grande biodiversidade.\u00a0<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":397,"featured_media":3122,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[44,7,9,47],"tags":[],"class_list":["post-3121","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-chamadinhas","category-noticias","category-online"],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-scaled.jpg",2560,1920,false],"thumbnail":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-300x225.jpg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-768x576.jpg",768,576,true],"large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-1024x768.jpg",1024,768,true],"1536x1536":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-1536x1152.jpg",1536,1152,true],"2048x2048":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-2048x1536.jpg",2048,1536,true],"mh-magazine-lite-slider":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-1030x438.jpg",1030,438,true],"mh-magazine-lite-content":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-678x381.jpg",678,381,true],"mh-magazine-lite-large":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-678x509.jpg",678,509,true],"mh-magazine-lite-medium":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-326x245.jpg",326,245,true],"mh-magazine-lite-small":["https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/files\/2023\/11\/Coralinas-80x60.jpg",80,60,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"sueli.freitas","author_link":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/author\/sueli_checon-de-freitas\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As Colinas Coralinas s\u00e3o um ambiente exclusivo e abrigam grande biodiversidade.\u00a0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3121"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3132,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3121\/revisions\/3132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufes.br\/revistauniversidade\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}